Gentneys! Sinto muito pelo atraso nos capítulos... Andei passando por uma situação familiar envolvendo a saúde da minha mãe: ela tava internada até alguns dias atrás :/ mas já passa bem e já ta brigando comigo, portanto,já está melhor que nunca kkkkkkkkkkk só não consegui escrever muito porque é aconselhado a não levar aparelhos eletroeletrônicos pra hospital, por isso nem levei o notebook :(
É isso, gente, penúltimo capítulo de Miss Conception... Essa história eu realmente tinha pensado como uma short-fic rs
Agradecimentos a Aly, Claks e LadyHakuraS2 pelos comentários nos capítulos anteriores :3
O Natal era uma época muito bonita, Hermione pensava. Danielle Molly Weasley já tinha nascido e agora faltava bem pouco para que Tiago Sirius Potter nascesse também. A castanha tinha excelentes lembranças dos feriados que passava na Toca.
Houve o do Largo Grimmauld, no quinto ano, como poderia esquecer!
Todos já tinham ido dormir depois de biscoitos e chocolate quente, mas Hermione decidiu ficar mais um pouco na biblioteca, lendo Conto de Natal, de Charles Dickens, livro que seus pais haviam mando mais cedo. Sirius entrou no cômodo e se sentou ao lado dela, com uma garrafa de uísque de fogo.
"Feliz Natal, gatinha!", ele falou sorrindo, visivelmente bêbado. Se perguntava onde estaria o professor Lupin para controlar melhor as vontades do amigo. "Não, você não vai provar. Não adianta pedir", ele disse falsamente sério. Hermione não pode deixar de rir disso.
"Você precisa de um café e um banho gelado, isso sim, Sirius", ela disse rindo. "Com o café eu posso ajudar. Fique aqui, não saia", ela falou mandona.
"Gatinha, eu adoro quando você manda em mim", Sirius completou bocejando.
Hermione foi até a cozinha e viu aonde ele guardava as coisas. Fez um café rápido e colocou em uma caneca bem grande, dando um toque pessoal. Depois desse porre, precisaria de algo bem forte. Retornou à biblioteca e ele estava agora lendo o livro de Dickens.
"Aqui, beba tudo e não reclame", ela falou entregando a caneca nas mãos dele. Mãos de homem, ela pensou. Homem que, mesmo quebrado, ainda conseguia demonstrar um pouco de carinho por ela e por Harry. Principalmente por ela.
Nunca conseguiu tirar da cabeça quando ele disse que ela era a bruxa mais inteligente da sua idade, de quando ele tocou a sua mão mesmo quando desmontaram de Bicuço. Logo Sirius depositou a caneca na mesinha de centro e começou a esfregar os olhos. Hermione tinha posto um pouco de poção do sono no café, apenas por precaução.
Sirius adormeceu ali, colapsado e coma a cabeça no colo de Hermione e deitado no sofá. No dia seguinte ele disse que tinha tomado um café "batizado" durante a noite, rindo com Lupin e piscando para ela. O início tinha sido esse.
Agora estavam sentados no sofá da sala da Toca, o clima extremamente familiar. Um visgo crescia por cima de Gina e Harry, o pequeno traço de magia acidental de Teddy. Todos riram quando a ruivinha beijou o marido apaixonadamente na frente de todos. A lei do casamento havia acelerado a união de muita gente.
Ron agora estava em Mumbai com Parvati, esperando a primeira filha, Karma Patil. Sim, ela o tinha feito usar o sobrenome dela. As interações dos dois chegavam a ser engraçadas. Jorge e Angelina ainda estavam tentando, ainda teriam mais cinco meses, era tempo suficiente.
Sirius sofria com os desejos de grávida no meio da noite, Hermione geralmente o pedia para comprar sorvete e outros doces à uma da manhã. A gestação estava sendo acompanhada pelos Hernandez, pais de Rafael, o pequeno corvino. Era o melhor aluno do primeiro ano, uma versão mais jovem e masculina de Hermione se a tivesse conhecido ainda mais nova.
Sirius relaxou a cabeça no encosto do sofá, ainda não estava acreditando que seria pai. E de uma menina ainda por cima! Os Hernandez tinham feito um exame nela, uma tal de ultrassonografia e tinham dito que era uma menina que estava dentro de Hermione. Já tinham escolhido até o nome, Cassiopeia Hermione Black, futura grifinória assim como Tiago Sirius.
Hermione estava com Victoria no colo quando todos começaram a caçoar dele, tinha medo de pegar a pequena Weasley no colo e que logo ele não teria mais escolha.
A madrugada chegou e a troca de presentes aconteceu. Nada muito ostensivo, mas ele gastou alguns bons galeões comprando uma das primeiras edições de Hogwarts, Uma História. Hermione se sentiu ofendida e perguntou onde ele estava com a cabeça de comprar um exemplar tão caro. Recebeu um olhar de agradecimento depois. Mulheres grávidas e suas mudanças de humor, como sobrevivê-las?
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As férias de páscoa logo chegaram. Sirius passaria boa parte do tempo o corrigindo redações ou massageando os pés de Hermione.
Ela estava redondamente linda, o ar maternal emanava tão calorosamente. A barriga estava maior, definitivamente. Como se estivesse esperando gêmeos. Será que eles fizeram tantas vezes que isso seria possível? Deixou as questões de lado e se concentrou naquelas crianças. As do segundo ano estavam tendo alguns problemas em transfigurar pequenos animais em qualquer coisa.
Ambos estavam passando uma tarde na casa dos pais dela, descansando. A castanha estava na cozinha com a mãe, conversando.
"Eu estou bem, mãe, acho que posso lidar com alguns copos sujos", Hermione disse rindo.
"Sirius e Logan estão cada dia mais folgados! Depois que ficaram amiguinhos, não querem mais saber de nos ajudar. Só ficam sentados assistindo programas policiais", Marion reclamou.
"Pelo menos eles ficaram amigos, eu não esperava isso. Ah", ela disse quando sentiu um repuxado na barriga e algo escorrendo pelas pernas. "Mamãe? Acho que Cassie quer conhecer os avós".
Marion correu para a sala e gritou que Hermione estava entrando em trabalho de parto. Os dois homens pularam do sofá e correram de um lado para o outro. Faziam quase vinte anos que Logan levou Marion para a maternidade.
"Os dois, parados! Sirius, você vai para o quarto e começa a arrumar a mala de Hermione, é verde claro e está ao lado da cama. Logan, você fica com a sua filha enquanto eu ajudo o nosso genro", ela falou.
Em uns trinta minutos, terminaram se arrumar as coisas de Hermione e Cassie. Entraram no carro e rumaram a maternidade trouxa mais próxima. Estacionaram e Hermione ainda conseguia andar.
"Por favor, minha filha está entrando em trabalho de parto. Estava marcada para o início do mês que vem, mas a menina quis nascer antes", Logan ria nervoso enquanto a enfermeira ajudava Hermione a se sentar na cadeira de rodas.
"Srta. Granger?"
"Sra. Black, eu prefiro", ela disse antes de dar mais um grito por causa da contração. Estavam ficando mais próximas e mais fortes rápido demais. "Chamou os Weasley? Quero as minhas mães aqui!".
Marion não ficava com ciúmes quando ouvia Hermione dizer que tinha duas mães. Molly cuidou dela no mundo mágico e agradecia por isso. Sirius concordou e disse que tinha falado por flu com eles e Arthur e Molly aparatariam logo.
Não demorou muito para que chegassem. Lá estavam Molly, Arthur, Jorge, Ron, Gina e Harry, fora Remo e Tonks, que também estavam na Toca. A matriarca não sabia muito bem como se comportar em um hospital trouxa, mas guardou a varinha e apenas segurou a mão da filha de coração.
Já estava dilatada o suficiente quando Ângelo e Reneé Hernandez chegaram.
"Muito bem, quero apenas a mãe de Hermione e o pai da criança aqui comigo, os outros esperam lá fora", a maioria dos homens saiu e as duas mulheres ficaram. "Duas mães?"
"De sangue e de coração", Hermione falava impaciente.
"Tudo bem, pode começar a empurrar quando eu chegar no três. Um... Dois... Três".
"Seu desgraçado!", ela empurrou com toda a força e direcionando o olhar para Sirius.
"Tem certeza que quer continuar aqui, Sirius?", o médico falou maroto. "É daqui para pior. Depois ela esquece. De novo".
"Segure a minha mão, imbecil! Eu ainda estou parindo a sua filha!", ela gritou e ele se aproximou.
"Mimi, eu amo você", ele disse beijando a testa suada da esposa.
"Eu também te amo, idiota!", ela gritou por mais uma vez, empurrando.
"Muito bem, Hermione, estou vendo a cabeça. Continue empurrando. Mais duas e você logo terá a sua menina nos braços", ele sorriu.
Ela empurrou mais duas vezes e finalmente ouviu o choro da filha ecoar no quarto. Era uma menina linda e perfeita. Foi tudo o que ouviu antes de ouvi-la gritar mais um pouco.
"O que aconteceu com ela?", Sirius se desesperou.
"Eu estou vendo mais uma cabeça. Aonde esse se escondeu que não apareceu na ultrassonografia?", Hernandez falou sorrindo de canto. "Parece que são dois, Sirius".
"Dois?", Sirius perguntou assustado e vendo o rosto das mulheres se iluminar. Dois!
"Preciso que empurre mais algumas vezes, Hermione. Vamos ver se é menino ou menina", o médico disse. Hermione empurrou mais uma, duas, três vezes... Até sentir mais uma criança saindo de dentro de si. No fim, ela desmaiou de exaustão. "Hermione é quase uma menina ainda, Sirius, ela está esgotada. Um parto normal já cansa uma mulher adulta, imagina uma que ainda está saindo da adolescência. Gêmeos? Esse garoto se escondeu direitinho aí dentro, até agora não sei como não consegui vê-lo no monitor ou perceber os batimentos dele. Mas é só isso, ela está bem. Já aferi a pressão, verifiquei a respiração. Logo ela acordará. E parabéns, você agora tem uma bela família", o homem disse sorrindo.
Algumas horas se passaram em então Hermione acordou. Sirius estava com dois pequenos nos braços.
"Uma cena bem bonita, você e crianças nos braços", ela falou ainda fraca.
"Eles são perfeitos", ele se limitou a dizer. Sentou-se na cama com ela a colocou a menina nos braços da mãe. "Somos pais".
"Somos pais", ela falou vendo a menina brincar com o dedo indicador dela. "Cassie é tão calma, isso ela não herdou de você, Sirius. Já Régulo... Ele tem cara de que vai herdar o seu temperamento", Hermione riu.
"Espero que ela seja uma irritante sabe-tudo. Adoro ter mulheres assim perto de mim", ele disse com um sorriso jocoso nos lábios. "Régulo?"
"Engraçadinho. Desculpe por eu ter xingado você, foi o calor do momento", ela abaixou os olhos envergonhada. "Sim, Régulo, ele pode ter sido um mala, como você mesmo diz, mas ele era o seu irmão".
"Obrigado. Vou pedir para que os outros entrem, eles querem vê-los", ele disse se levantando da cama para abrir a porta.
Não demorou muito para que várias pessoas entrassem no quarto. Frederico e Marion foram os primeiros, estavam tão emocionados que Hermione sorriu ao ver o seu pai abraçando o seu marido e dizendo que estava feliz por ele ter se casado com ela. Depois Arthur e Molly os parabenizaram pelas crianças mais lindas que tinham visto. Ron se sentiu estranho ao ver os dois, era a filha da mulher que ele era apaixonado e outro homem, mas quando os viu, não pode deixar de sentir felicidade, eram as coisas mais perfeitas que tinha visto. Harry e Jorge entraram brigando para saber quem seria o padrinho das novas crianças Black.
"Podem parar, Cassie está dormindo. E é claro, os padrinhos dela serão Harry e Gina e de Régulo, Remo e Tonks, mas Jorge vai ser o tio preferido por ter uma loja de logros", Hermione falou vendo o Weasley sorrir triunfante.
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Sirius se levantou. Régulo estava chorando e por consequência, acordaria a irmã. Hermione talvez estivesse com eles. Calçou as pantufas fofas e saiu do quarto em direção ao dos filhos.
Entrou no quarto deles e viu a esposa com Régulo nos braços. Parecia serena e o bebê tinha parado de chorar assim que viu o pai.
"Ele gosta mais de você que de mim. E olha que fui eu quem o carregou por nove meses sem saber.", ela falou rindo. "Cassie dorme como um anjinho, nem se incomoda com o choro de Régulo".
Sirius tomou o filho dos braços da esposa e começou a niná-lo. Adorava esse contato, segurar aquelas crianças nos braços era tão mágico e surreal, mesmo que eles já tivessem nascido há seis meses. Hermione estava fazendo o impossível para ser a melhor mãe do mundo, mesmo quando dormia com um deles nos braços.
"Por que não começamos a ler os Contos de Beedle, o Bardo para eles?", a esposa dele perguntou.
"Eles são muito novos, não entenderiam muita coisa", Sirius disse brincando com os dedinhos do filho.
"Eles, melhor que ninguém, entenderiam. Podem não saber muito agora, mas um dia pretendo contar que as relíquias são reais e que interagimos com elas", Hermione simplesmente sorriu.
A menina tinha os cabelinhos ralos e do tom mais escuro de castanho, grandes olhos cinzentos e um sorriso que Sirius sempre reconheceu como o de Hermione. Régulo partilhava das mesmas feições e enrugava as sobrancelhas assim como o pai quando contrariado. Constantemente recebiam a visita de Harry e Gina, que estava grávida novamente. Tiago Sirius Potter era alguns meses mais velho que eles e fortes indícios apontavam que os três aprontariam demais em Hogwarts. "Acha que vamos conseguir?", ela perguntou incerta.
"Bom, se não fosse essa maldita lei de casamento acontecer, talvez não estivéssemos nem perto de ficar juntos. Indiretamente, devemos agradecer ao Quim por isso. E quanto a sua pergunta, sim, vamos ser excelentes pais. Nenhum de nós os deixou cair do berço ou ficar de fraldas sujas, sem comer ou dormir, e o principal, sem carinho. Relaxe, vamos conseguir, Mimi", Sirius falou colocando Régulo de volta ao berço. "Agora vamos para o quarto, quero ver o Largo Grimmauld cheio de crianças", ele disse maroto, arrancando uma gargalhada contida de Hermione enquanto a beijava no pescoço.
Reviews
Aly: hahaha que bom que esteja gostando, amorinha, infelizmente, esse é o penúltimo capítulo da história :/ mas tenho outros planos para os dois, aguarde ;)
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