Disclaimer: Os personagens da fanfic pertencem a Masashi Kishimoto, a trama, no entanto, me pertence.
Warnings: linguagem chula, violência, mortes, tortura, cenas explícitas de sexo homossexual e relações incestuosas.
N/A: Olá!
Demorei muito? ^^
Espero que gostem da atualização! o/
HAUNTED
Capítulo VIII
Sasuke ouviu o resmungar de Naruto ao seu lado na cama, indicando que ele finalmente estava acordando depois de dormir o final da manhã e a tarde inteira, recuperando-se dos efeitos da bebedeira. Gemia de dor, provavelmente enxaqueca, tateando as cegas por um apoio até encontrar seu braço e agarrá-lo com força, como se tal gesto fosse o suficiente para diminuir seu desconforto.
_ Tem comprimido e água no criado-mudo, Usuratonkachi. – o Uchiha falou, puxando seu braço para longe do alcance do outro e voltando a se concentrar no livro que lia, não permitindo um contato físico maior entre os dois.
Naruto abriu os olhos e os fechou quase que instantaneamente, grunhindo alto de dor enquanto tateava a sua direita a procura do remédio e do líquido salvador de ressacas.
_ Teme! Quando você vai por cortina nessa casa?
_ Não seja fresco! É pôr-do-sol, a iluminação não está tão forte.
_ Você não tem olhos claros, babaca! – Naruto gritou, sentando-se na cama de costas para Sasuke e a janela, concentrando-se em abrir os olhos aos poucos, como se testasse o efeito da claridade em sua retina. Conseguiu abri-los com um pouco de dificuldade, focalizando o copo d'água e tomando-o nas mãos, solvendo o comprimido branco conjuntamente com o líquido.
Levantou-se, seguiu para o banheiro e realizou suas necessidades básicas de higiene. Percebeu que a ressaca não estava tão intensa como era de se imaginar depois de tudo que bebeu aquela noite. O encontro com Sai apenas o deixou ainda mais culpado, então exagerou na dose esquecendo-se de que ao voltar para casa teria brigas intensas com Kakashi; preferiu pedir auxílio para Sasuke.
Ele e Sasuke podiam estar brigados, mas isso era quase que uma regra implícita: em caso de necessidade, venha até minha casa. E funcionava da mesma maneira para os dois lados daquela relação, sobre quase todos os aspectos e assuntos.
Isto é, quase todos...
Ao voltar para o cômodo único de Sasuke, não pôde deixar de notar as peculiares mudanças na casa deste. Não estava tudo tão organizado como de costume e uma considerável pilha de livros se formava no chão. Os utensílios de cozinha pareciam ser mais usados atualmente do que antes, além disso o cheiro saboroso de comida não se assemelhava muito àquelas que Sasuke costumava fazer.
O amigo estava de pé agora, ao lado do fogão, requentando o almoço para que ele pudesse comer. Naruto timidamente se aproximou das panelas, observando seu conteúdo, mas, assim que levantara os olhos para fitar para Sasuke, seu foco foi parar em uma marca bastante inusitada em seu pescoço.
_ Kakashi e eu trocamos mensagens e ele pediu para que você ficasse essa noite na minha casa. Parece que terá compromiss... – parou de falar ao sentir o dedo gelado de Naruto acima de sua clavícula, no começo de seu pescoço. Virou-se rapidamente para encará-lo e questionar com o olhar qual era a intenção desse comportamento peculiar.
Os olhos azuis estavam arregalados e assustados, olhando de forma assombrosa para a pele do Uchiha. Instantaneamente o moreno levou sua mão até seu pescoço, tocando o ponto a procura de algo anormal em seu corpo.
_ O que foi? – questionou ao não sentir nada além do comum. Naruto piscou algumas vezes, aparentando recobrar a compostura e sorrindo de canto de boca.
_ Finalmente conseguiu uma namorada, Sasuke?
_ O que quer dizer, idiota?
_ Casa diferente, livros e mais livros que você não costuma ler, culinária refinada que não é sua especialidade, cinzeiro amarrotado de cigarro que eu sei que você odeia... E, finalmente, o chupão mais escuro que já vi na pele de alguém! – Naruto sentou-se na cama, observando a expressão de pavor no rosto de Sasuke quando ele correu desesperadamente para o banheiro, tropeçando no pé da cama no meio do caminho, sequer perdendo tempo para reclamar da dor.
Não costumava ter espelhos em casa, mas Itachi havia deixado um no armário do banheiro para uso próprio. Sasuke tateou o interior do armário com velocidade, arrancando o objeto lá de dentro e nem perdendo tempo para odiar sua própria aparência, pois a mancha em seu pescoço realmente atraiu sua total atenção.
_ M-mas... Como...? – tateou sua pele com a mão tremula, tentando inutilmente compreender como fora possível receber tal marca. Ele e Karin não haviam feito nada e ele não sentiu a menor vontade de se relacionar com aquelas prostitutas do outro lado da rua, então...
Caham! Eu falei que isso ia acabar acontecendo... Itachi em casa é uma grande tentação, não se culpe.
Não dê ouvidos a ele! Se você não lembra, não aconteceu! Esse é o nosso lema!
_ Calem a boca! – sussurrou para si mesmo em desespero, começando a tremer dos pés a cabeça. Não é possível que tenha chegado a esse ponto com Itachi, embora isso explicasse a briga dos dois. E, Deus, Sasuke é heterossexual! H-e-t-e-r-o! Como diabos isso foi acontecer?
Todavia, se existia uma marca do gênero em sua pele... Itachi havia retribuído?
Isso! Isso! Claro que retribuiu!
Vai ver ele só sentiu pena de você...
Vá à merda, parcela mental chata! Ninguém fica conosco por pena, 'ta doido?
_ Não vai conseguir mudar o passado olhando para um espelho Sasuke, seu segredo está descoberto. – Naruto falou ao seu lado, fazendo o moreno erguer o olhar e perceber que ele encontrava-se bem próximo, escorado na porta do banheiro.
Sasuke sempre achou que se um dia arranjasse uma namorada a reação de Naruto estaria dentro de duas opções: ou tiraria sarro de sua cara até a morte, ou iria vibrar em alegria por tê-lo em um encontro duplo com suas namoradas, sem ameaças de tortura psicológica. Mas o amigo ao seu lado parecia extremamente apático, o que não condizia com nenhuma das duas opções.
_ E se eu arranjei uma namorada, qual o problema, Dobe? – guardou o espelho e se levantou enquanto falava, cruzando os braços, ficando de frente ao outro. Naruto deu o sorriso mais amarelo que ele viu na vida e passou a coçar sua nuca, um sinal de desconforto característico de toda a família Namikaze-Uzumaki.
_ Bom, nenhum oras! Isso é ótimo! – respondeu com falso entusiasmo; Sasuke franziu o cenho em dúvida. – Então não nega? Realmente está namorando?
_ Sim.
Epa, epa, calma aí Sasuke! Melhor você conversar com Itachi antes, sabe como é, né? Ele pode ficar meio violento por você ter tomado essa decisão sem consultá-lo! Acho que ele não gostaria muito do termo "namorada".
Eu estou com tanta vergonha que prefiro não me pronunciar a respeito.
Sasuke ignorou a briga mental e o arrepio que percorreu seu corpo ao imaginar a possibilidade de ter Itachi como algo além de seu hóspede, mas não se sentia envergonhado do que falava. A questão não estava ligada a Itachi e sim a reação peculiar de Naruto. Queria compreender o que acontecia e por isso decidiu entrar na brincadeira e fazê-lo cair na sua própria armadilha.
Naruto arregalou o olhar diante da resposta convicta do Uchiha, mas retomou a compostura com velocidade ao sorrir falsamente mais uma vez. Abriu a boca para falar mais alguma coisa, mas, no mesmo instante, seu celular passou a vibrar no bolso de sua calça jeans que usava desde o dia anterior, fazendo-o suspirar de alívio por se livrar daquela conversa que cada vez tomava nuances mais e mais desconfortáveis.
_ Alô? Hinata-chan? – Naruto saiu do banheiro enquanto falava e Sasuke aproveitou a privacidade para tomar banho.
O Uzumaki iria jantar e, provavelmente, sairia para o encontro da Hyuuga; Sasuke sabia muito bem como essas conversas terminavam. Talvez fosse melhor assim, precisava de tempo sozinho para pensar nos acontecimentos que envolviam Itachi. Questionaria o comportamento peculiar de Naruto em relação a Kakashi no dia seguinte, pois já estava bem claro para os dois que o loiro não estava agindo de seu jeito natural nas últimas semanas. E como o grisalho havia iniciado aquele tratamento, talvez pudesse ter descoberto alguma coisa a respeito dos problemas que assolavam a mente do idiota.
Passou a mão sobre a marca arroxeada instintivamente enquanto tomava banho, acariciando-a, perdido em pensamentos relacionados à noite anterior, tentando relembrar o que havia acontecido.
Você gostou de ser marcado, não gostou, Sasuke?
Era nessas horas que Sasuke tinha a completa vontade de socar sua cabeça na parede até entrar em coma por traumatismo craniano.
(***)
Naruto atravessava a rua cabisbaixo e desmotivado. Não queria fazer, mais uma vez, o que iria realizar naquele instante, mas era necessário. Arrastou seus pés até a porta de entrada da casa da família Hyuuga e mal precisou tocar a campainha, pois a morena já o aguardava na porta de entrada com um sorriso tímido nos lábios.
Hinata estava deslumbrante, vestindo um vestido preto curto, com um pouco de decote, algo que Naruto nunca havia a visto usar, mas apenas acentuava ainda mais seu corpo escultural. Seus cabelos estavam presos e ela estava descalça. Apesar da aparência despojada, estava óbvio o que pretendia com aquela roupa; o estômago dele embrulhou ainda mais ao constatar aquele fato.
_ Hinata, eu...
_ Entre, entre, Naruto-kun! – falou docemente, pegando o seu braço e puxando-o para dentro. Trancou a porta com velocidade e jogou-se nos braços do namorado, dando um selinho rápido de cumprimento em seus lábios.
_ Cadê seus pais? – perguntou, afastando um pouco a garota de si, levando-a até o sofá da sala com as mãos entrelaçadas. Assim que se sentaram, ela novamente o abraçou, enterrando seu rosto no peito de Naruto antes de responder.
_ Viajaram, estou sozinha essa noite, por isso te chamei aqui. – Hinata estava quente, Naruto tinha a completa certeza que a garota corava intensamente, mesmo mantendo o rosto fora de seu alcance de visão.
_ Isso é bom, pois preciso mesmo conversar com você. – respondeu com a voz rouca, tentando afastá-la novamente.
Todavia, a herdeira Hyuuga era uma mulher forte e ágil, conseguiu escapar de suas mãos e apertá-lo com ainda mais força, passando a beijar o seu pescoço até a altura de sua orelha, falando baixinho e com a voz trêmula.
_ E-eu entendo que tenha coisas para reclamar a nosso respeito e por isso te chamei aqui. Vou consertar isso agora, Naruto-kun.
Ouvir tais palavras foi como receber uma facada certeira em seu coração. Então Hinata achava que o namoro dos dois estava com problemas porque ainda não haviam feito sexo? Sentia-se o mais completo lixo naquele instante. Como pudera deixar a menina se martirizar desta maneira? Ele podia não sentir atração ou amor de casal pela garota, mas a considerava alguém extremamente importante na sua vida e nunca desejou magoá-la dessa forma.
Naruto tentou sentir algo a mais por ela, de verdade. Nunca em sua vida conheceria uma garota tão perfeita como Hinata: bonita, inteligente, de boa família, índole e caráter. Mas havia coisas que infelizmente estavam fora de seu controle, por mais que ele teimasse em achar que um dia controlaria. Não era culpa dela o fato de nunca terem partido para o segundo degrau da relação; não havia conseguido isso com mulher alguma, por isso todos os seus relacionamentos anteriores terminavam tão cedo.
_ Hinata-chan, por favor, me escute. – pediu com delicadeza, mas ela não parou.
_ N-não! Eu quero isso Naruto, e-eu estou decidida...! – precisou usar um pouco mais de força para fazê-la soltar seu corpo sem machucá-la. A morena o encarou com surpresa, seu rosto extremamente vermelho e seu lábio inferior tremendo de nervosismo e vergonha.
_ Me escute. – pediu mais uma vez, tirando uma das mãos de seu ombro e acariciando de leve sua bochecha. Ela relaxou concordando com um movimento de cabeça, enquanto apreciava o gesto carinhoso, aceitando o toque suave com um inclinar de cabeça – Você não fez absolutamente nada de errado no nosso namoro. Eu jamais te forçaria a fazer isso que você está achando ser o problema.
_ Mas você anda tão distante! – ela respondeu com a voz um pouco chorosa, provavelmente sentindo-se rejeitada. São por estas e outras que Naruto não conseguia se relacionar com mulheres, além de não compreender muito bem como suas mentes funcionavam, elas possuíam uma tendência horrível de se considerarem rejeitadas todos os momentos.
Bom, isso e o fato de ele gostar muito mais de homem, mas isso era apenas um detalhe que ele iria resolver.
_ Eu sei, desculpe-me por isso. Eu tenho um problema muito grande na minha vida e, às vezes, acho que uma boa companhia irá resolvê-lo. Não fiz isso apenas com você Hinata-chan, errei com todas as que vieram antes de ti... Sinto muito. – parou de acariciá-la, puxando-a para perto em um abraço fraterno extremamente apertado. Sabia que estava há segundos de feri-la como provavelmente ninguém havia feito nessa vida, mas era o melhor que podia fazer por ela naquele momento.
Ela não merecia ser enganada dessa forma: merecia encontrar alguém bom, uma pessoa que respondesse as suas expectativas. E... Bem... Naruto precisava parar de confundir sentimento fraternal com amor de namorados.
_ Eu gosto muito de você Hinata-chan, mas não da maneira como você gosta de mim.
_ O-o quê? – ela questionou com a voz fraca, praticamente em um mero sussurro descrente.
_ Eu sinto muito.
Naruto a soltou, afastando-se para poder olhar em seus olhos. Os orbes cristalinos estavam repletos de lágrimas em eminente queda e isso o fez se sentir ainda pior.
_ Eu não queria utilizar palavras clichês e que geralmente não são reais... Mas nada se encaixaria melhor na minha situação do que elas: o problema realmente não é você, sou eu. – Irônico como não havia maneira melhor de expressar seus sentimentos, justo ele que prometeu a si mesmo nunca falar uma coisa tão manjada e cruel.
Hinata abaixou a cabeça, cobrindo seu rosto com a sombra de sua franja. Naruto conseguia ver as lágrimas escorrerem silenciosamente e tentou tocá-la, mas ela rejeitou seu toque com delicadeza, retirando seus dedos de seu corpo com extrema suavidade.
_ Não me toque agora, por favor.
_ Me perdoe Hinata... Eu acho que será melhor mesmo pra nós dois terminamos.
_ Eu vou perdoar e você sabe disso, mas não agora. – levantou-se com graciosidade, andando até a porta de entrada e abrindo-a, ainda com o rosto oculto pelas sombras – Por favor, vá embora.
Naruto levantou do sofá, caminhando com passos lentos até a saída. Antes de se retirar, abraçou Hinata por trás, beijando o topo de sua cabeça e fingindo não perceber o desconforto que ela sentia ao ficar completamente rígida sob seu toque.
_ Eu merecia um tapa Hinata-chan... E você realmente merece alguém melhor que eu. – sussurrou, soltando-a e retirando-se daquele local sem olhar para trás.
Sentia vontade de chorar também, mas lutava contra as lágrimas. Era homem e estava na rua, não podia se permitir esse tipo de vexame em público, mas acelerava cada vez mais o passo, decidindo voltar para casa a pé mesmo depois de Sasuke tê-lo dito para passar a noite em sua quitinete.
Não estava em condições de fazer isso. Precisava de sua casa, de sua cama, de sua privacidade; se seu organismo estivesse em melhores condições, diria que precisava de álcool. Não era pelo fato de não retribuir os sentimentos de Hinata que doía menos para ele terminar aquele tipo de relação, tampouco ficar ao lado de Sasuke naquele momento; nada ajudaria nesse aspecto.
Parabéns, Uzumaki, perdeu a melhor pessoa que podia aparecer em sua vida!
Sua mente o censurava como sempre fazia ao fim de cada namoro. Sorriu tristemente, deixando uma de suas lágrimas escorrer em meio a caminhada rápida, mas deu graças a Deus quando começou a chover; assim não precisaria mais se esforçar em contê-las.
Eu não perdi. Eu liberei porque quero que ela seja feliz – respondeu à sua consciência recriminadora com fraqueza. Entretanto há cada término essa resposta era mais fraca, assim como sua consciência o censurava de maneira mais veemente enquanto que seu ódio de si mesmo aumentava cada vez mais.
Será que isso nunca terá um fim?
(***)
_ Naruto foi dormir na casa de Hinata, relaxe Kakashi.
O grisalho apertou seu aparelho celular com força, mordendo a língua para não gritar com Sasuke. Havia pedido que o moreno mantivesse o loiro em casa, não era para ele sair em circunstância alguma.
_ Sasuke, qual parte do "fique com Naruto essa noite" você não entendeu? – perguntou entre os dentes cerrados, ouvindo o mais novo engolir em seco do outro lado da linha.
_ Achei que você queria privacidade em casa e que não importava onde Naruto estivesse. Qual o problema? Ele vai dormir com a namorada dele Kakashi, duvido que decida voltar pra casa.
_ O problema não é ele vir aqui Sasuke... Argh, você não entenderia. – respondeu, suspirando pesadamente.
_ É, realmente, não estou entendendo vocês dois já faz um tempo. O que 'tá pegando hein? – Sasuke aparentava estar perdendo a paciência também, mas Kakashi não estava no ânimo de discutir esses assuntos com ele.
Precisava conversar com Naruto antes de tudo e precisava estudar para tal. A nova descoberta que tivera a respeito do loiro fez todo seu plano de abordagem psicoterapêutica se mostrar obsoleto: precisava criar uma nova abordagem antes de ver Naruto. Além disso, temia que o loiro fizesse alguma besteira estando longe de Sasuke e precisava que alguém de confiança o vigiasse.
Naruto costumava beber, mas nunca havia ficado a noite inteira fora de casa. Recebera a mensagem de Sasuke próximo às dez horas da manhã, o que indicava que foi naquele horário que o loiro bateu em sua porta. Isso não era um bom sinal, definitivamente ele precisava de um tipo de ajuda que talvez fosse além do que Kakashi era capaz de fazer. Em consequência, era necessário agir em conjunto com Sasuke para mantê-lo sobre controle.
Mas Sasuke, aparentemente, era uma porta sem qualquer tipo de sensibilidade e espírito de equipe.
_ Esquece, não tenho tempo pra discutir isso com você agora. Se Naruto voltar, mantenha-o em seu apartamento até segunda ordem. – Sasuke resmungou qualquer coisa do outro lado do telefone e desligou em seguida. Kakashi sentia vontade de atirar o aparelho longe, mas procurou manter a calma.
Algum dos três precisava manter a calma, se não os três ruiriam juntos.
_ Terminou a discussão familiar? – Kakashi estava tão imerso em seus pensamentos que até se esquecera da sua companhia àquela noite.
Anko Mitarashi era uma colega de curso de Kakashi. Bonita, extrovertida, com um passado um pouco sombrio que trouxera muitos ensinamentos e um histórico invejável de superação, Anko se formou como melhor da turma. Assim que Kakashi saiu da balada na noite anterior, não precisou fazer muitas ligações para ex-colegas até encontrá-la. Seu curriculum se tornara algo extremamente invejável: a mulher de cabelos violetas acabara por se especializar em sexologia e isso era de conhecimento geral entre todos os ex-colegas devido o seu renome nessa área.
O fato era que Anko costumava nutrir uma paixonite por Kakashi na época da faculdade, por isso decidira ajudá-lo no seu caso sem cobrar pelos seus serviços. Não tinha esperanças nem sofria de amores por ele, mas realmente sentia-se realizada pelo convite e aceitou uma reunião para a noite seguinte.
Mantendo a ética profissional, Kakashi não revelou o nome de seu "paciente". Explicou o caso com detalhes, mas sem liberar qualquer informação que revelasse a identidade de Naruto. Anko se mostrou uma boa ouvinte, mas no fim foi extremamente rígida em seu julgamento.
_ Encaminhe-o para um sexólogo, você não está especializado para lidar com esse tipo de situação. – ela havia dito com um pouco de rispidez.
_ Ele não iria de maneira alguma. Além de não ter dinheiro para pagar, já está completamente difícil mantê-lo em uma terapia comum, que dirá fazê-lo aceitar um tratamento com sexólogo! É por isso que a chamei aqui.
Ela concordou brevemente com a cabeça, voltando a analisar os rascunhos de Kakashi a respeito das sessões com Naruto. Conversaram durante alguns minutos, até Sasuke telefonar, perguntar sobre o estranho comportamento do Uzumaki e soltar aquela bomba que ele não estava pronto para ouvir.
Suspirou pesadamente, colocando seu celular de lado e voltando a encarar a mulher com um sorriso simpático oculto pela gola alta de seu casaco de lã.
_ Sim, resolvido. – mentiu, sabendo que não a enganaria em nenhum instante. Ela lhe deu um sorriso do tipo: "você finge que me engana e eu finjo que acredito". Voltou a analisar as notas e fazer seus comentários a respeito do paciente problemático.
Naruto entrou pela cozinha àquela noite. Não perdeu tempo ascendendo a luz, limitando-se apenas a trancar a porta e se arrastar para o seu quarto. Quando chegou ao corredor, se surpreendeu ao tomar consciência de que Kakashi tinha uma companhia feminina e ambos bebiam chá, conversando sobre assuntos em voz baixa de modo que ele não podia compreender com clareza.
Estava na cara que era um encontro.
Quer dizer que o filho da puta não queria que eu voltasse pra casa por causa de uma mulher? E depois se diz meu amigo. – Pensou com amargura, caminhando até a porta de seu quarto e conseguindo ser o mais silencioso possível, não permitindo que os dois 'pombinhos' tomassem consciência de sua presença.
Sasuke, Hinata, Kakashi... Todos os três haviam-no magoado aquele dia sem sequer se darem conta do que faziam. Talvez ele realmente fosse um imprestável, um incômodo para todos eles. Talvez não merecesse suas amizades, já que não conseguia fazer nada direito. Mesmo que sentisse dor pelos três, sabia que ele os havia ferido muito mais. Indiscutivelmente mais.
Eu sou um inútil.
Eu sou um inútil.
Eu sou um inútil.
O mantra ecoava em sua mente sem parar. Ele estava completamente exausto e se jogou de roupa e tudo na cama, mas não conseguiu dormir. Cada risada que ouvia da sala era como uma facada em seu coração, fazendo mais e mais lágrimas escorrerem de seu rosto. Depois de duas horas de repetição do mantra, o mesmo se alterou para um ainda mais condizente consigo.
Eu sou um fraco.
Eu sou um fraco.
Eu sou um fraco.
(***)
Kakashi acordou no dia seguinte e ligou desesperadamente para Naruto, apenas para descobrir alguns minutos depois que o loiro havia passado a noite em casa. Entrou em seu quarto, conseguiu acordá-lo e forçá-lo a tomar café, optando por fingir que a briga há dois dias não ocorrera, muito menos que havia lhe espionado e descoberto seu segredo.
Naruto realizava os pedidos de Kakashi sem encará-lo nos olhos, muito menos respondendo suas perguntas. Estava extremamente abatido por alguma razão e seu quadro não melhorou nos dias seguintes, pois permanecia em um silêncio absoluto e constrangedor; Kakashi não sabia mais o que fazer. Tentou realizar uma sessão de terapia e Naruto até cooperou sem brigar, mas não abriu a boca em momento algum. Apesar de tudo isso, continuava indo ao trabalho e faculdade normalmente.
No terceiro dia o grisalho começou a ficar desesperado e ligou para Sasuke. Em contrapartida o Uchiha telefonou para o loiro, mas este não o atendeu; passou então a tentar readquirir contato visitando-o e chamando-o para sair, mas ele o ignorou completamente.
Os dois estavam preocupados e perdidos, no entanto, quando tudo parecia ter caído por terra, Naruto voltou a falar.
Falar, falar e falar!
Não parava de conversar sobre assuntos triviais, irritando os ouvidos alheios com tanta baboseira. Sasuke pareceu satisfeito e aliviado, mas Kakashi, sendo um especialista, percebeu claramente sinais de autodefesa através da repressão¹. O Uzumaki falava sobre todas as asneiras que costumava falar antes de toda aquela confusão emocional e parecia, diante de olhos leigos, alguém feliz. Mas aqueles que o conheciam bem sabiam que suas safiras não possuíam o mesmo brilho.
_ Já tentou confrontá-lo com seu objeto de dor? – Anko sugeria do outro lado da linha do telefone.
_ O que quer dizer? – Kakashi desesperava-se, recorrendo à colega mais uma vez por se sentir um completo incompetente no assunto.
_ Bom, vocês ainda não conseguiram entrar na fase contemplativa², mas há algumas coisas não muito ortodoxas que você pode fazer.
_ Ahn?
_ Choque de realidade, talvez?
_ Está me sugerindo que eu faça o quê exatamente, Anko?
_ Leve-o para uma boate GLS, veja a maneira como ele vai se portar diante desse cenário, aproveitando que você possui um relacionamento com o paciente fora do consultório. Eu sempre quis fazer esse tipo de coisa... – falou despreocupadamente, como se estivesse comentando o tempo ensolarado que fazia lá fora.
A pausa que se seguiu foi extremamente constrangedora, Kakashi precisou de alguns segundos para digerir o que a mulher falava sem qualquer pudor.
_ Você realmente não tem ética alguma, não é? – respondeu entre um riso macabro, não conseguindo visualizar tal possibilidade dentro de sua profissão.
_ Estou mais preocupada com a cura do que com os meios socialmente aceitáveis, meu sucesso advém daí. Até mesmo aqueles que recriminam meus métodos concordam que são eficientes.
Kakashi mudou o assunto, falando sobre trivialidades até que os dois não tivessem mais um por que para permanecer naquela conversa. Assim que colocara o telefone no gancho, permaneceu sentado no sofá da sala por vários minutos e quase quis se espancar quando se deu conta que estava realmente avaliando a possibilidade de fazer o que Anko sugeriu.
De duas uma: ou Naruto o matava, ou Naruto iria, realmente, demonstrar algo que contribuiria para a sua análise.
_ Naruto? – gritou em voz alta, sabendo que ele estava nas proximidades, provavelmente na cozinha.
_ Oi! – o loiro respondeu em voz alta.
_ Preciso de companhia pra um evento, não tenho quem chamar. Quer ir comigo?
Pronto, o acaso iria escolher. Foi um convite, talvez assim se sentisse menos culpado. Afinal de contas, daria a opção de escolha para o paciente e...
_ 'Tá, 'tá! Depois você me dá os detalhes, 'tô estudando! – a voz de Naruto gritou em resposta, parecendo realmente não dar muita importância para o convite de Kakashi. Este, por sua vez, expirou com força, mal recordando o momento em que havia segurado a respiração.
_ Bom... Espero sobreviver a isso. – sussurrou para si mesmo, aconchegando-se no sofá e olhando para o teto, quase visualizando o olhar reprovador de Deus em sua direção – Perdão, Senhor, será por uma boa causa.
(***)
No quinto dia, muito antes do esperado, Itachi retornou.
Sasuke estava cochilando depois da aula, o que não podia se considerar um sono profundo de uma noite inteira. Adormecera com a roupa do corpo por pura preguiça de se levantar e se preparar para dormir. Não comia direito desde a saída de Itachi e sentia-se mal pela falta de refeições, cansado ao ponto de desejar dormir às nove da noite.
E foi diante deste cenário que o moreno mais velho surgiu em seu quarto, daquela típica maneira que Sasuke costumava definir como "brotar do chão". Sasuke só percebeu que não estava mais sozinho ao sentir a movimentação do outro lado da cama, indicando que alguém sentava sob seu colchão. Virou-se e encarou as costas de Itachi, que ainda vestia as mesmas roupas que utilizara em sua partida.
_ Itachi?
_ Volte a dormir. – ordenou severamente, mas Sasuke não quis obedecê-lo. Alguma coisa não estava bem, Itachi gostava de irritá-lo quando fazia essas aparições inusitadas. Sasuke, depois de alguns dias, parou de se perguntar como o moreno podia ser tão irritantemente silencioso, pelo bem de sua sanidade mental.
Mas foi apenas quando o cheiro metálico invadiu suas narinas que o Uchiha realmente despertou de seu cochilo, levantando-se com velocidade da cama e só parando de andar ao ficar cara a cara com o hóspede. Ele retirava a luva de nylon encharcada de sangue de sua mão esquerda, fazendo uma careta de dor; Sasuke não conseguia desgrudar os olhos do ferimento.
_ Vai dormir, eu cuido disso.
_ Que espécie de "assuntos particulares" você foi resolver, hein? – tomado por uma agilidade desconhecida, correu para o banheiro e pegou o kit de primeiros socorros. Limpou a mão de Itachi sem pedir permissão para tocá-lo, mas desta vez ele não pareceu nem um pouco hostil com o contato. O corte era comprido, mas não muito profundo - se Itachi deixasse a mão em repouso iria cicatrizar sem a necessidade de levar pontos. Aplicou os produtos cicatrizantes bem como os assépticos e fechou o curativo.
_ Você não tinha aversão a sangue? – sua voz estava suave e extremamente melodiosa. Sasuke olhou para o moreno nos olhos, observando as íris negras e com pouca coloração avermelhada ao redor da pupila, como era de costume.
Itachi sorria com suavidade, exibindo um brilho estranhamente doce no olhar.
_ Eu tenho... – respondeu com pouca convicção, perdendo um pouco da coerência de seus pensamentos quando o mais velho ergueu a mão saudável e acariciou seu rosto, passando o polegar sobre seu lábio inferior.
_ Senti sua falta. – tais palavras fizeram Sasuke se arrepiar, ignorando completamente a gritaria interna em seu cérebro. Óbvio que um lado de si gritava para que se afastasse, enquanto o outro o ordenava a aceitar e retribuir essas carícias. No entanto, tal dualidade parecia completamente sem sentido, não era como se Sasuke pudesse recusar tal toque.
Não quando tudo parecia tão absurdamente correto e natural.
Não respondeu, não precisava; Itachi levantou-se e ele fez o mesmo. Quando ficaram frente a frente, o mais velho entrelaçou os dedos da mão saudável à sua mão esquerda, guiando-o até a cama e ordenando-o silenciosamente a se deitar ao seu lado, frente a frente, acima dos lençóis.
Mande-o deitar no sofá! Quem diabos ele pensa que é achando que pode dividir a cama conosco?
CALE A BOCA! – tanto a outra parcela mental quanto o próprio Sasuke responderam com rispidez, e mesmo com tal interrupção o Uchiha não deixou de apreciar cada movimento de Itachi.
Ele parecia cansado, com olheiras maiores do que o normal abaixo dos olhos. Piscava pesadamente, como se lutasse contra o sono apenas para apreciar Sasuke por mais tempo.
Tentou instintivamente aproximar-se de Itachi, pois mesmo não compreendendo o porquê do tratamento tão carinhoso não desejava deixá-lo passar sem aproveitar o quanto podia. Sabia que se condenaria eternamente na manhã seguinte por ter esquecido todos seus princípios em virtude de algumas palavrinhas e uma carícia suave, mas não conseguia se preocupar com isso naquele instante.
Itachi percebeu a movimentação tímida de Sasuke, que tentava chegar mais próximo de si aos poucos. Fechou os olhos e puxou-o com força para mais perto, enroscando suas pernas ao redor das nas trêmulas pernas de seu companheiro de cama, mantendo o braço envolto ao corpo de Sasuke e inalando o cheiro de seu shampoo de seus cabelos.
O Uchiha, por sua vez, estava com o olhar arregalado, verdadeiramente pego de surpresa com tal abraço. Até sua mente parecia estupefata o suficiente para se calar. Ainda tremendo levemente e sentindo um misto de emoções que não conseguia definir, aconchegou-se no peito de Itachi, não se importando com as roupas sujas e rasgadas em alguns pontos que este utilizava. Não interessava, nunca havia sido tratado assim pelo mais velho e não estava ali para reclamar.
Mas deixar de questionar já era pedir demais.
_ Por que está me tratando assim?
Itachi demorou tanto a responder que Sasuke considerou que não fosse fazê-lo. Depois de longos minutos de silêncio, respondeu com uma voz sonolenta, demonstrando que estava prestes a adormecer.
_ Porque você é quem me mantém humano.
E com essas palavras sem nenhum sentido aparente, Sasuke decidiu relaxar e esquecer todos os problemas para dormir em paz. Itachi estava de volta, isso significava que não iria sonhar com Mikoto aquela noite...
É, meus caros... Não foi apenas Itachi que sentira falta de alguém naquela quitinete.
(***)
_ Nii-san! – a criança sorridente o chamava, correndo até os pés do adulto a sua frente e entrelaçando seus bracinhos ao redor de suas pernas. O homem olhou para baixo, pegando o jovem menino em seu colo e erguendo-o acima de sua cabeça. Ele começou a rir debatendo-se e se divertindo com tal brincadeira, mas mesmo sabendo que não seria derrubado daquela altura, não conseguiu conter as palavras – Madara-nii! Eu vou cair!
Madara sorriu brevemente, trazendo-o para mais perto de seu peito e aconchegando-o em seu colo. A criança já estava com os cabelos um pouco longos, talvez fosse hora de cortar. Passou as mãos pelos fios finos e escuros, penteando-o com os dedos para trás.
_ Vamos cortar seu cabelo depois do treino, Itachi. – falou com uma voz suave e Itachi olhou para cima, procurando os olhos daquele que o segurava com afeição. Madara apreciou os olhos puxados e extremamente escuros do menino, um contraste e tanto contra sua pele branquinha e bochechas coradas de criança nova.
Ainda tinha quatro anos, mas já sabia falar corretamente e entendia algumas coisas extremamente complicadas para crianças daquela idade. Madara não podia deixar de ter orgulho do legado que carregava em seus braços, mesmo que este fizesse um gracioso biquinho de irritação no momento e que tais comportamentos condizentes com sua idade infantil irritassem o mais velho consideravelmente.
Afinal de contas, Itachi era o prodígio, o escolhido, e não devia agir assim.
_ Não quero! Quero que meu cabelo cresça e fique como o seu! – falou, sentindo-se contrariado. Madara riu, aparentemente satisfeito em demasia com o comentário, e a criança esticou suas mãozinhas, puxando o rosto de seu irmão para que olhasse para si, contorcendo-se em seu colo até chegar próximo o suficiente para dar um pequeno selinho em seus lábios.
O mais velho o afastou com um pouco de desespero, esticando os dois braços com Itachi preso firmemente entre as suas mãos.
_ Não faça isso. – falou rispidamente, fazendo a criança lacrimejar. Sabia que seu irmão mais velho já tinha 23 anos e que tinha conhecimento de muitas coisas da vida que ele ainda não entendia, mas o que havia de errado em fazer o que acabara de ter feito? Estava dentro daquilo que ele esperava, não estava? Abriu sua boca para perguntar, verdadeiramente perdido diante a atitude ríspida de Madara, mas este o interrompeu antes que pudesse questionar qualquer coisa – Não ainda, ok?
_ Sou muito novo, não é? – questionou, piscando seus olhos com um pouco de velocidade para impedir as lágrimas de derramarem de seus olhos, sem sucesso. Madara o colocou no chão com delicadeza e Itachi abaixou o olhar, ocultando seu rosto com a sombra de sua franja – Odeio essa merda de idade.
_ Não fica bem pra uma criança falar palavrões, sabia? – Madara respondeu entre uma risada suave, ajoelhando-se no chão à altura do menor. Ergueu seu rosto com o indicador e beijou as duas lágrimas que escorriam de seus olhos, sugando-as com seus lábios e saboreando o gosto salgado.
_ Você sabe que não sou uma criança normal. – Itachi respondeu, com feições sérias e inalteradas diante a demonstração de carinho. Madara se afastou um pouco o encarou com o olhar igualmente severo.
_ Então deixe de lado esse lado infantil, se fosse o que deveria ser não estaria chorando. – respondeu com palavras severas que fizeram o coraçãozinho do moreno mais novo doer em agonia e rejeição – Hoje teremos mais uma sessão depois do treino, ok? Se você fizer tudo direitinho prometo te contar mais histórias.
_ Hai! – respondeu, um pouco mais entusiasmado com a nova perspectiva, observando Madara se levantar e contendo o impulso de alcançar a mão do mais velho para que o guiasse até o local de treinamento.
Sabia que não devia agir assim, mas era inevitável. Estava em sua natureza agir dessa maneira...
... Continua...
¹ Repressão é um Mecanismo de Defesa utilizado sem que a pessoa possua consciência de seus atos, a fim de proteger a integridade do seu ego. Algumas pessoas possuem extrema dificuldade em reconhecer impulsos físicos ou psicológicos que causam angústia, ou em relembrar de casos traumáticos do passado. Utilizando-se do mecanismo da Repressão elas conseguem colocar tal angústia dentro do controle, através do "esquecimento motivado". Em casos mais severos pode chegar a ocorrer uma amnésia, mas o caso do Naruto não é tão crítico. Digamos que ele simplesmente deixa de pensar no assunto para não se ferir, fingindo que seus problemas não existem ou não aconteceram. É o típico "tapar o sol com uma peneira".
² A fase contemplativa é a segunda fase de mudança do paciente no decorrer do tratamento psicoterápico. Explicar cada uma delas demoraria muito, então vou explicar apenas a segunda. Ela acontece quando o paciente se dá conta da existência dos problemas, mas ainda não sabe como agir pra resolver esse problema, e o Naruto ainda não entrou na segunda fase, pois não reconhece que tem um problema. Nas terapias normais é no estágio seguinte que o paciente procura um profissional, mas como o "nosso paciente" está sendo forçado pelo Kakashi, ele já está no processo de terapia.
Respostas reviews "guest":
Reforçando o que pedi no capítulo anterior, tentem se identificar no fim da review ok gente? ^^ Quero saber quem são vocês.
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Flá: Pois é Sasuke... Quem mandou beber tanto caramba! Hahahaha! (tadinho, eu que faço as merdas com ele e depois ponho a culpa no personagem -_-')
Sai é geralmente esquecido em yaoi, e quando é lembrado é colocado como vilão em SasuNarus (assim como o Gaara) por motivos que não consigo entender. Confesso que considerando todos os personagens da trama, Sai é o que eu considero que mais se encaixa no perfil de "peguete" pro Naruto... A escolha não foi tão difícil assim. Aguarde, pode ser que o Gaara ainda apareça na fanfic xD
Bom, se der KakaNaru será devido as circunstancias da fanfic, não estou me preocupando tanto com o fato de ser um casal clichê ou não, até porque se for pensar assim todos os casais canon são clichês (e olha que KakaNaru nem é canon). Como todo mundo aqui já sabe que no fim Sasuke e Itachi ficarão juntos, eu procuro inovar na trama e não no casal. Enfim, está tudo nas mãos do loirinho e tudo pode acontecer. u.u
Mas Kisame x Naruto não ahuaheuaehueahuehu xD
Obrigada pela review, adorei! Acostume-se com o Itachi indiana Jones das Trevas, pois aparecerá mais vezes hehehe.
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Kowaii: Me diverti com sua mente fértil hahahaha.
Pois é hein, esse Sasuke e Naruto que fazem as coisas sem pensar... tsk tsk tsk.
Os órgãos do Sasuke estão inteiros, Itachi não vendeu nenhum deles nem transplantou um útero no Uchiha pra que ele ficasse grávido (lol morri de rir com isso). Mas sim, você pegou o espírito da coisa. Alguma coisa além de uma mera briguinha aconteceu naquele momento, eu não cortei a cena atoa xD
Não fale essas coisas ;-; Se eu não tiver leitores no período da produção da fanfic eu fico completamente abandonada auhuahua. Você pegou 'Pride and Joy' concluída, mas eu nunca deixei o povo esperando muito não, principalmente no final da fanfic. Sei como é difícil esperar capítulo, pois também acompanho fanfics que demoram horrores para ser atualizadas, então procuro ao máximo ser o mais rápida possível. ^^
Ahh que bom que tanto faz o casal do Naruto, isso me deixa mais tranquila pra escrever. Espero que goste do desenvolvimento do Naruto, tá me dando trabalho pacas =P
Um beijão! Adorei a review! Espero não ter demorado muito pra atualizar hahaha.
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Guest no. 1: Muito obrigada pelos elogios! A responsabilidade de ser a primeira uchihacest que você lê é grande, espero não te decepcionar! Espero que continue acompanhando e que a trama seja de seu agrado! Muitos beijos adorei suas reviews o/
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Guest no. 2: Opa, ok! xD Seu desejo é uma ordem hahahahaha.
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Guest no. 3: Pode ser que dê KakaNaru, ou não... Espero que mesmo se não dê, você continue a ler a fanfic, sim? ^^
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Um super beijão a todos vocês o/
