Disclaimer: Os personagens da fanfic pertencem a Masashi Kishimoto, a trama, no entanto, me pertence.
Warnings: linguagem chula, violência, mortes, tortura, cenas explícitas de sexo homossexual e relações incestuosas.
N/A: Amores, temos limonada: Extra forte, ácida e sem açúcar.
Eu já avisei no começo da fic, mas vou repetir: eu escrevo cenas de sexo extremamente explícitas. E quando eu digo 'explicitas', quer dizer que é explícito MESMO. Se não gosta desse tipo de coisa, não leia.
Eu escrevo cenas de sexo românticas também, mas não é o foco nesse momento. Então, por favor, sem julgamentos. Se não, não escrevo mais lemon nenhum! Unf.
Espero que gostem!
HAUNTED
Capítulo XI
Naruto, ainda tão branco como uma folha de papel, calou-se por completo. Kakashi ainda tentou forçá-lo a falar, mas o olhar do mais novo tornou-se distante e sem vida; e o grisalho se deu conta de que passara um pouco além do limite aceitável. Suspirou cansado e agarrou seus próprios cabelos e para manter-se dentro de controle, e por fim constatou que não havia mais um motivo para permanecer ali.
Girou a chave do carro, dando uma espiada rápida para ver se Naruto colocou o cinto de segurança, mas o loiro ainda se encontrava na mesma posição. Balançou a cabeça, decidindo não discutir mais, engatando a primeira marcha e acelerando estrada a fora.
_ Quem cala consente, Naruto. – murmurou enquanto fazia uma curva e o loiro não negou, mantendo as feições apáticas. – Estou querendo te ajudar, entender o que acontece com você. Talvez você duvide, mas eu quero o seu bem.
_ Você me enganou. – o loiro sussurrou em voz baixa, finalmente emitindo uma reação. Foi a vez de Kakashi permanecer em silêncio por mais alguns instantes, o sentimento de culpa crescendo aos poucos.
Realmente não queria ter chegado aquele ponto, ter ouvido a sugestão de Anko talvez não fosse a melhor solução para aquele problema, contudo o estrago já estava feito e não havia volta no tempo; o máximo que podia fazer era tentar conseguir o perdão de Naruto.
No entanto, ao mesmo tempo em que sentia culpa, estava irritado com a falta de confiança que o loiro depositava em si. Sabia que era um sentimento muitas vezes mesquinho e desnecessário, mas era real e não podia ser colocado de lado tão facilmente.
_ Desculpa por te forçar a isso, mas foram medidas desesperadas, já que você está em um processo de autodestruição e eu, como seu amigo, não podia ficar de braços cruzados.
_ Você já sabia.
_ Sim. Eu sabia.
_ Desde quando?
_ Isso vem mesmo ao caso, Naruto? – Kakashi tentou sair pela tangente, não querendo falar que sabia a verdade desde que flagrara ele e Sai juntos naquele banheiro de boate, pois tinha a leve impressão de que o outro não aceitaria a informação de uma maneira muito amigável. Por isso, tentou mudar o foco da conversa. – Não sei porque escondeu isso de mim, jamais te julgaria.
_ Oh, não, você preferiu me fazer passar por uma humilhação, né?
Kakashi engoliu as palavras engasgadas em sua garganta para não piorar a situação, dirigindo até a casa novamente em completo silêncio. Quando chegaram, Naruto colocou o pé para fora do carro, antes mesmo de Hatake desligar o motor, e marchou até o andar de seu apartamento, não tomando o elevador e sim as escadas.
Kakashi se encontrou com o loiro novamente já dentro de casa, na sala de estar.
_ Naruto, me escute. – pediu, tentando se aproximar do rapaz que continuava andando em direção ao seu quarto. O grisalho precisou correr, mas conseguiu colocar o pé na porta do quarto de Naruto, impedindo-a de ser fechada.
Mas o loiro não gostou nada dessa reação, batendo a porta contra o pé de Kakashi dolorosamente algumas vezes até que este não aguentou mais a dor e o retirou do caminho. Instantaneamente o Uzumaki bateu a porta com um ruído estrondoso que ecoou pela casa, trancando-a em seguida.
_ Filho de um... – suspirou, decidindo não xingar a família amável que Naruto possuía. Sentou-se no chão, apalpando o pé machucado e libertando-o do confinamento de seu sapato social, percebendo que nenhum estrago fora feito e a dor provavelmente desapareceria dentro de alguns instantes. Respirou fundo e falou alto o suficiente para ser ouvido do outro lado da porta. – Eu quero falar com você.
_ Vai tomar no cu Kakashi! – ouviu Naruto responder com uma voz abafada e ríspida no outro cômodo.
_ Abre a porta! Conversa comigo!
_ Morra!
Às vezes Kakashi realmente sentia que estava lidando com um adolescente e não com um jovem adulto. Por que Naruto tinha que ter um temperamento tão complicado nas situações mais inoportunas? Durante alguns instantes permaneceu parado sem nada dizer, colocando as ideias no lugar... Talvez um caso de identificação fosse apropriado para aquela questão e Kakashi tinha uma situação em sua vida que poderia ser usada como carta na manga.
_ Se não quer abrir e ter um diálogo, apenas escute: Eu realmente entendo os seus sentimentos, eu já passei por algo semelhante. – aguardou xingamentos, mas Naruto não respondeu. Isso significava que estava ouvindo, meio que a contra gosto, mas ainda sim prestando atenção. Kakashi se ajeitou melhor, passando as mãos pelos cabelos enquanto retomava o assunto. – Eu já fui apaixonado por um homem.
Ouviu uma movimentação dentro do quarto e em seguida o som de chave sendo girada. Sorriu, sentindo-se vitorioso, colocou-se de pé e girou a maçaneta, encontrando Naruto deitado em sua cama, de costas para o seu visitante.
Kakashi conquistara sua atenção, agora bastava falar as coisas do jeito certo e, no fim, fariam progresso. Caminhou até a escrivaninha do colega de apartamento, puxando sua cadeira de escritório, aproximando-a da cama e se sentou; ele estava desconfortável com aquela situação e suspirou algumas vezes antes de recomeçar.
_ Você sabe que eu tentei virar o tutor de vocês dois, e com "vocês dois" me refiro a Sasuke também, porque me apeguei a vocês depois daquele dia terrível... Mas isso não é todo o meu motivo. Uma vez você questionou a respeito de minha família e eu disse que eles também estavam mortos. Naturalmente você deve ter associado isso a uma espécie de identificação que tive com você e Sasuke, desejando adotá-los por isso. – aguardou alguma constatação, mas o Naruto sequer se moveu. Continuou, mantendo a calma da melhor maneira que conseguia. – Também não foi isso. Eu quis cuidar de você e do Sasuke porque achava vocês dois extremamente parecidos comigo e com o garoto por quem um dia fui apaixonado.
Naruto continuou quieto, mas se moveu de maneira desconfortável na cama, aparentando estar prestando grande atenção em suas palavras.
_ Seu nome era Iruka Umino e nós dividimos orfanato duas vezes. – inconscientemente, Kakashi sorriu, recordando-se da lembrança de infância com um ar de nostalgia. – Na primeira vez, não nos demos nada bem. Iruka me considerava um garoto muito quieto e prepotente, talvez ele estivesse certo em seu julgamento, enquanto eu o considerava um grande mentiroso. Os olhos de Iruka eram olhos tristes, de quem sofria muito pela perda dos pais, mas ele se escondia atrás de uma máscara da falsa felicidade, conversando com todos como se não houvesse nenhum problema em sua vida, como se fosse a pessoa mais alegre de todo universo... O estereótipo te lembra alguém?
_ Não me venha com gracinhas, chegue logo no assunto. – Naruto respondeu com a voz rouca, fungando em seguida e fazendo Kakashi se perguntar se o garoto estivera chorando antes de entrar no quarto. A pontada de dor no coração apenas se multiplicou, espalhando-se por todo seu organismo mais uma vez.
_ Isso significa que a carapuça serviu. – respondeu, tentando esconder o sentimento de culpa. – De qualquer maneira, vivíamos discutindo, apesar de não partimos para briga física, como você e Sasuke faziam. Eu fui levado depois de alguns meses, morei com uma família durante três anos, mas no fim das contas não deu certo: eles perderam minha guarda por abandono, acabando com o poder paternal e demais direitos sobre a minha guarda. Quando retornei ao orfanato, já estava no começo da adolescência, com uns doze ou treze anos; Iruka ainda estava lá.
Naruto virou-se na cama, encarando a porta com um falso desdém, apesar de tudo em sua expressão corporal demonstrar que prestava completa atenção em cada palavra. Kakashi deu uma leve espiada nos olhos de Naruto, se dando conta de que estavam secos, porém inchados.
Sim, ele chorou.
_ Nesse segundo encontro as coisas foram diferentes, aos poucos nos aproximamos, encontrando pontos em comum, trocando conhecimentos e interesses. Em questão de três ou quatro semanas, ele se tornou a minha completa luz. Um dia ele me disse que não queria mais ser adotado, pois desejava ficar comigo no orfanato e eu concordei. A partir de então nos portávamos como verdadeiras pestes nos momentos de visita dos casais e sempre nos divertíamos a noite conversando sobre nossas traquinagens de pré-adolescentes. Foi em uma dessas noites que eu me apaixonei.
_ Como pode usar um termo tão forte para algo tão infantil? Lógico que não passava de uma simples atração hormonal devido à idade. – Naruto o censurou, buscando seus olhos com as safiras avermelhadas devido ao esforço de chorar. Kakashi sorriu, levantando os ombros e deixando-os cair com a gravidade, expressando sua incerteza.
_ Ué, não foi mais ou menos nessa época que você se apaixonou pelo Sasuke?
O olhar do Uzumaki se arregalou totalmente, chegando a assustar Kakashi. Naruto se sentou com velocidade, ainda encarando o amigo como se este se tratasse de um fantasma sentado diante de sua cama.
_ Sasuke? – sua voz saiu fraca, até mesmo entrecortada. – Como você chegou a conclusão de que eu sou apaixonado pelo Sasuke?
_ Está bem óbvio, para dizer a verdade. Sasuke e você passaram por alguns momentos juntos, se apoiaram na alegria e na tristeza. É natural adquirir um sentimento de gratidão que muitas vezes é confundido com paixão.
_ Então você acha que eu não sou apaixonado? – sua voz diminuía a intensidade cada vez mais e mais, se tornando um mero sussurro no final.
_ Tenho certeza disso. – Kakashi respondeu, balançando sua cabeça afirmativamente. – Apesar de saber que eu não deveria estar falando isso pra você.
_ O que quer dizer? Você está vindo com suposições, termine de explicar suas teorias. – Naruto pigarreou antes de falar, desafiando-o ao retomar a compostura, relaxando o olhar e cruzando também os seus braços.
_ Bom... Você perdeu sua família mais ou menos na época que adquiriu a amizade mais intensa com Sasuke. Envolveu-se com ele de tal forma que passou a designá-lo o papel de sua única família e toda sua rede de amigos. É completamente normal, apesar de não ser saudável, se apegar a uma pessoa como um porto seguro. E é comum confundir isso com paixão.
_ E se você estiver errado? E se além do porto seguro, eu realmente for apaixonado por Sasuke? E se eu tiver atração física por ele?
_ Todo mundo no planeta tem atração física pelo Sasuke. – Kakashi respondeu, rindo baixinho e fazendo Naruto corar. – Não pense que é só você. De qualquer maneira, essa sim é minha teoria. E se você diz que sente atração física, isso a reforça ainda mais! Confusão de hormônios da adolescência com amizades intensas é uma soma que resulta em um quadro totalmente normal de um adolescente confundir seus sentimentos nessa idade. Como você tem um problema em sua fase de latência...
_ Quê? – questionou, mas Kakashi preferiu ignorá-lo para não interromper sua linha de raciocínio.
_ ... Você transferiu para Sasuke um mecanismo de defesa particular chamado idealização¹. Você criou um ideal perfeito para ele e se prendeu a isso. Mas, em um determinado momento começou a namorar garotas. Por quê?
Naruto piscou, evidentemente surpreso com a pergunta e se dando conta de que estava em uma sessão de terapia, como se deixara levar daquela maneira? Um pouco irritado, cogitou a possibilidade de expulsar Kakashi a ponta pés, mas decidiu responder apenas para ver onde toda essa história ia chegar.
_ Porque eu quero construir uma família. Já falei isso tanto pra você quanto para o Teme, eu perdi a minha e quero restabelecê-la, ter meus filhos, ter minha vida novamente.
_ Perfeito. Sendo assim, você se submeteu a algo que não é de seu agrado em nome de uma satisfação futura, pois Sasuke era incapaz de te proporcionar duas coisas que você necessita: uma estabilidade emocional e filhos. Sendo assim, você começou a tentar encontrar a mulher mais adequada para isso, mas seus impulsos se tornaram cada vez mais e mais intensos.
Naruto engoliu em seco, encarando os orbes inteligentes de Kakashi com um pouco de espanto pelas palavras, não gostava do caminho que elas estavam seguindo.
_ Naturalmente se afastou de Sasuke para procurar namoradas, em seguida passou a arrastá-lo consigo para encontros duplos, desejando mantê-lo o mais perto de si possível. Mas nosso querido Uchiha odeia esse tipo de coisa e sempre se recusava a ir ou permanecia por apenas algumas horas.
_ Cale a boca! – falou sem fôlego, começando a sentir o formigamento nos olhos, sendo este o indicativo de uma possível quebra de seu emocional.
_...E a distância dele, unida à tortura de namorar uma pessoa do sexo que não o agradava, o fez procurar satisfação em outro lugar. O nome disso é sublimação², você passou a procurar conforto em uma atividade que reduzisse a sua carga de stress, mas não corrigisse o seu problema de fato. Isso resultou na identidade de Kyuubi e seus casos na vida dupla. Manteve um caso mais ou menos fixo com Sai, pois ele lembra Sasuke em alguns aspectos: cabelos e olhos negros, pele pálida, alto, esguio.
_ Como sabe...? Não...! – apesar de ser uma negação, soou como uma súplica. Naruto estava com lágrimas se formando ainda mais abaixo dos olhos, odiando cada momento que gastava ouvindo tais palavras cruéis.
_ Sim! E, para fechar com chave de ouro: você encontrou a mulher ideal.
_ Me recuso a ouvir isso! – tentou se levantar, mas Kakashi o empurrou contra a cama com força, prendendo-o com firmeza os seus pulsos contra o colchão e continuando a falar.
_ Você encontrou a Hinata, aquela que procurava desde o início de sua busca e se deu conta de que mesmo sendo uma mulher perfeita, ela não iria suprir suas expectativas. Todos os seus planos desmoronaram e o castelinho de cartas, vulgo sua estabilidade emocional, foi por terra. Você sofreu, e ainda sofre pelo seu aparente fracasso e por não conseguir tirar Sasuke de seu coração, mesmo que no fundo ele não passe de uma maneira de tentar abafar seu trauma da perda dos pais.
Naruto não respondeu, deixando as lágrimas rolarem sem se importar com sua honra ou ter vergonha de seu momento de dor. Kakashi o soltou, retornando para trás com um sorriso doce nos lábios.
_ Touché. – finalizou sua teoria, sentindo-se vitorioso por completo. Toda sua análise parecia certa, a julgar principalmente pela reação de Naruto. Não devia ter jogado tantas informações daquela forma, mas aparentemente quando se tratava do loiro o tratamento tinha mesmo usar um bom e velho tratamento de choque.
_ Você... Você... – ele passou a soluçar, tentando formular uma frase coerente e falhando em suas tentativas reiteradas.
Kakashi ficou quieto por alguns instantes e Naruto abaixou a cabeça, deixando as gotas de água salgada caírem sobre seu colo, envolto pela vergonha, desejando sumir da face da terra. Depois do que pareceu uma eternidade, Kakashi o forçou a levantar a cabeça, erguendo seu queixo com o dedo indicador e fitando os orbes cor de topázio com a maior confiança que conseguira transmitir.
_ Iruka foi adotado um ano depois e eu fiquei assim como você. Eu nunca cheguei a ter uma relação com ele além da amizade, mas... Eu era totalmente dependente dele. Foi como perder o meu chão e durante anos eu sofri muito. Foi por isso que decidi fazer o curso de psicologia, mesmo estando na academia policial: eu precisava curar o buraco que se formou dentro de mim. E, veja só, eu consegui! – respondeu com um sorriso, acariciando o rosto de Naruto quando este não fez menção de abaixar novamente o olhar.
_ Eu vou te ajudar, Naruto. – Kakashi completou sua frase, fazendo o Uzumaki se desfalecer em lágrimas enquanto se aproximava ainda mais dele, puxando-o para que se sentasse e, em seguida, envolvendo-o em um abraço fraternal e caloroso. – Eu quero te ajudar, por favor não se esconda mais dos seus problemas!
Naruto diminuiu o ritmo de choro, soluçando ora sim ora não. O grisalho manteve o abraço por muito tempo, permitindo que sua camisa fosse molhada pelas lágrimas. O mais novo estava irritado com Kakashi por tê-lo 'quebrado' mais de uma vez naquela noite, mas ainda queria um abraço, necessitava de um apoio; ele precisava mesmo de ajuda.
E então, um ainda um pouco relutante, retribuiu o abraço, enterrando sua face na dobra do pescoço do outro e ali permanecendo até a última lágrima rolar e o sono o envolver por completo.
Kakashi o ajeitou na cama delicadamente, tentando não acordá-lo. Acariciou seus cabelos cacheados, observando-o por mais alguns minutos antes de se levantar e sair do quarto, permitindo fitar a cama ocupada uma última vez antes de falar em um sussurro suave.
_ Eu prometo que vou te curar.
Retirou-se, desejando, mais do que nunca, sua cama para se afogar em seus sonhos e esquecer toda aquela dor emocional tão intensa que chegava a ser completamente palpável naquela casa.
(***)
A sensação não era tão ruim quanto um dia acreditei ser. Sempre quando pensava no momento da morte, acreditava que seria algo doloroso, intenso e desnorteante, mas era incrível... Suave, quente, aconchegante. Por um breve momento desejei sobreviver, apenas para contar às demais pessoas do mundo como era completamente delicioso morrer. Apesar de que, se de fato isso acontecesse, não era uma morte completa.
No entanto, ao que tudo indicava, a situação de sobreviver à beira da morte é a mesma que sexo sem orgasmo: é bom, mas não tão bom quando se chega até o final. E por isso eu desejava mesmo morrer.
_ É bom... – eu murmurei à Madara, sentindo-o apertar ainda mais a minha mão, mostrando seus olhos negros envoltos em completo desespero e pânico ao ver minha vida esvair-se de meu corpo inútil.
Pois, por mais que ele desejasse, sabia que eu iria morrer... E ahh... Estava sendo tão libertador que era isso mesmo que eu desejava; eu precisava! Morrer, e aguardá-lo no outro mundo. Só queria que essa paz fosse ainda mais intensa quando nos encontrássemos mais uma vez na outra vida.
_ Eu não vou te deixar morrer. – Madara sussurrou com a voz falha e fraca, o que não condizia nada com sua personalidade. Eu me esforcei para sorrir, mas não tendo muita certeza se foi um movimento eficiente de meus músculos faciais ou se eu simplesmente exibia uma careta. – Aguente mais um pouco, só mais um pouquinho! Falta tão pouco!
_ Nii-san, você sabe que sou contra... Aceite o ciclo natural da vida... Eu amo você.
_ NÃO! – ele gritou, ainda mais desesperado, chegando a machucar meus dedos com a intensidade que apertava minhas mãos. – Não fale asneiras! Não faça nada! Apenas aguente!
Eu ri baixinho, tossindo intensamente pela dor que tal gesto tão simplório causara em mim. Fechei os olhos, apreciando suas carícias insistentes, sua fala em tom de urgência, seu cheiro tão especial e agradável, mesmo sem realmente prestar atenção em tudo que isso significava.
Porque era tão bom... Mais tão bom... Que era inevitável.
Madara continuava a gritar, mas o som da sua voz parecia melodioso, embalando meus últimos momentos de lucidez como uma canção de ninar, enviando-me para o mundo perfeito dos sonhos, o paraíso astral; o lugar para o qual todos nós um dia retornaremos.
E antes de me ausentar para sempre, pude ter o prazer de receber seus lábios contra os meus: talvez você estivesse tentando me reanimar, utilizando-se de seus conhecimentos científicos para tal, mas eu preferia pensar que aquele fosse um beijo.
Não... Realmente era um beijo. Era sim, eu o beijei tantas vezes, seria impossível confundir o nosso beijo com um gesto mecânico de reanimação.
Com tal despedida doce e maravilhosa, eu me transportei para o universo da paz, onde sei que aguardarei pacientemente por nosso reencontro. Mas Madara-nii, espero que você não venha me visitar tão cedo, o mundo ainda precisa de sua genialidade por mais alguns anos.
E se tem algo que eu realmente tenho é paciência.
-x-x-x-
Itachi abriu os olhos com velocidade, encarando o teto do quarto de Madara com um pouco de surpresa, mas logo compreendendo o que acabara de acontecer em seu subconsciente. Seu Aniki apareceu dentro de seu campo de visão, segurando seu rosto com as mãos quentes e inspecionando sua expressão facial com aquele ar de profissionalismo que o mais novo odiava profundamente.
_ Aconteceu de novo? Você já está com quinze anos, deve estar chegando ao fim... Não se preocupe.
_ Hai. Eu não estou preocupado. – Itachi respondeu, num tom igualmente sério. Sua resposta deixou Madara feliz, sorrindo e exibindo os dentes brancos que Itachi admirava profundamente, pois nem mesmo uma aurora boreal era mais rara no planeta Terra do que o número limitado de sorrisos que Madara exibia, pelo menos os com tanta sinceridade. Sorriu também, respirando fundo antes de começar a falar. – Vi minha morte e era bem agradável.
_ É mesmo?
_ Uhum. Como sexo.
Madara riu sonoramente, abraçando seu irmãozinho e beijando seu pescoço até causar-lhe cócegas e fazê-lo rir.
_ É tão completamente errado ver uma criança como você falar absurdos como esses! – Disse, parando de torturá-lo com os beijinhos estralados e subindo os lábios até encontrar a boca de Itachi, permitindo a realização do beijo intenso e verdadeiro.
O menor retribuiu, gemendo baixinho e se sentindo completamente entregue dentro de alguns minutos. Madara sabia que Itachi estava pronto para mais uma rodada de sexo, mas não podia deixar seus afazeres para mais tarde; já enrolou demais na cama naquele dia. Interrompeu o beijo libidinoso com um estalar suave de lábios, erguendo-se da cama em instantes e passando a se vestir.
Itachi continuou deitado, virando-se de bruços e abraçando o travesseiro, aparentemente um pouco emburrado por não estar transando naquele momento.
_ Eu não sou criança.
E quando Madara achava que entendia o porquê da frustração de seu Otouto, ele o surpreendia mais uma vez com atitudes tão infantis e meigas, fazendo-o rir como apenas ele era capaz de fazer. Era realmente revigorante saber que o Itachi inocente e bobinho ainda vivia dentro daquele corpo que tanto desejava, mesmo que tal personalidade só se manifestasse em poucas ocasiões.
(***)
Começaram com um beijo extremamente suave, nada animalesco. No entanto, estamos falando de Itachi, portanto dentro de alguns instantes o beijo já estava intenso o suficiente para fazer Sasuke gemer e implorar por ar: não queria que tal sensação chegasse ao fim, mas necessitava respirar, e Itachi o dava apenas um ou dois segundos para fazê-lo, antes de atacá-lo novamente com a boca. Cada vez mais intenso, mais demandante, mais surreal.
O gosto era particular, até mesmo um pouco doce, misturado com o sabor de canela e tabaco, mas de alguma forma a combinação o agradara extremamente. Uma pontada de curiosidade passou pela mente de Sasuke: Será que Itachi podia sentir seu gosto também ou estava completamente sem paladar? Naturalmente tal questionamento foi posto de lado depois de uma mordida especialmente obscena que recebera no lábio inferior, principalmente depois de ouvir um sibilo selvagem escapar da garganta do mais velho. Itachi realmente, realmente, era bom na arte de beijar.
Sasuke teve uma lembrança vaga de ter apreciado aquela sensação em outra ocasião... Mas nesse mesmo momento Itachi abaixara seus lábios para a altura de seu pescoço, chupando a sua pele com força e fazendo-o gemer de excitação e um pouco de dor, e então qualquer questionamento a respeito de tal déjà vu ficou para outra ocasião. Cacete, o bastardo estava marcando-o!
Ele tentou resistir, e como tentou! Quando percebeu o caminho que aquelas carícias estavam tomando ele se perguntou mais uma vez se seria o certo a fazer. Suas parcelas mentais não respondiam, provavelmente uma estava morrendo de vergonha no canto de sua mente, enquanto a outra morria de hemorragia nasal. Sendo assim, com duas mentes a menos, Sasuke se viu entregue aos poderes hormonais antes mesmo de compreender o que acontecia.
Surpreendendo-se por não receber qualquer indicação da eminente movimentação, ele se viu pressionado contra o colchão, imobilizado. O mais velho subiu acima de suas pernas, apertando-as contra a cama com seus joelhos. Impediu a liberdade de seus dois braços com firmeza, prendendo-os com uma só mão acima de sua cabeça, de modo que seria impossível para ele se liberar se desejasse (não que ele tivesse realmente tentado escapar; estava se sentindo tão embriagado por luxúria que duvidava que ainda fosse capaz de se mover por conta própria).
_ Eu vou falar isso apenas uma vez, então preste atenção. – Itachi murmurou ao pé de seu ouvido, friccionando sua virilha encoberta contra a de seu futuro parceiro sexual, fazendo-o gemer e tornando o ato de "prestar atenção" algo extremamente difícil para o Uchiha – Você pode tocar em mim, mas apenas quando eu permitir. Se quiser algo não faça imediatamente, peça primeiro. Se não seguir essa regra estará sujeito às penalidades cabíveis. Sou eu quem manda aqui, entendeu?
_ Você é um idiota doente. – Sasuke suspirou enquanto falava, tentando controlar-se um pouco, ganhando uma risadinha do mais velho e uma mordida suave em sua orelha, antes de ouvir um sussurro particularmente quente e grave em seu ouvido.
_ E você adora Sasuke.
Nem teve tempo de tentar negar a afirmação completamente verdadeira (por mais que odiasse a admitir a si mesmo), quando a mão livre de Itachi ergueu-se no ar até chegar à parte de trás do pescoço e um barulho metálico e estridente ecoou pelo ambiente. Para o completo pavor de Sasuke, a luz da lua refletiu uma espada de mais ou menos 70 centímetros, reluzente e polida, saindo de dentro das vestes de Itachi, provavelmente de uma bainha escondida.
Redundante dizer que o Uchiha cessou qualquer movimento de respiração, e a adrenalina encheu sua corrente sanguínea instantaneamente.
_ Por que me olha assim? – Itachi questionou ironicamente, exibindo um sorriso torto e sacana nos lábios. Sasuke abriu e fechou a boca diversas, tentando protestar, mas desistiu de tentar se expressar verbalmente quando Itachi começou, lentamente, abaixar a espada. Desesperou-se ao extremo e tentou libertar-se da imobilização de Itachi, sem sucesso algum – Por que tudo isso? Não disse que confiava em mim?
_ Me solte. – falou em um sussurro fraco, começando a tremer. Itachi sorriu mais largamente, abaixando a lâmina e encostando-a precisamente no pescoço do menor, pressionando a pele o suficiente para rasgar sua pele. Sasuke fechou os olhos, parando de respirar e esperando a morte vir.
Mas ela não veio. Na verdade, a única coisa que sentiu foi o gelado do metal contra sua pele e uma particular sensação de cócegas quando a espada foi puxada até que sentisse a extremidade da arma passar sob seu corpo. Abriu os olhos quando não sentiu mais a pressão em sua pele, visualizando o objeto assustador erguido no ar novamente.
Itachi riu pelo nariz, soltando os braços do Uchiha e ordenando com o olhar que este não se movesse. Sentou-se mais firmemente contra a virilha do menor, rebolando de leve propositalmente, como se tentasse se aconchegar nessa posição. Apesar de temer pela própria vida, Sasuke ainda estava excitado e tal fricção apenas o fez gemer mais uma vez.
Puta que pariu Sasuke você é retardado mental, só pode. Ouviu uma de suas parcelas falar com horror e censura.
Ahhh eu adorei! A outra parcela respondeu, evidentemente tão excitada quanto Sasuke com aquele tratamento.
_ Isso é uma Ninja-tō. – Itachi falou em voz alta, mostrando a espada para o mais novo – Ela tem fio de corte apenas em um lado da lâmina, o que a torna a espada perfeita para "brincar".
Itachi comprovou suas palavras, passando polegar sobre a parte cega da lâmina, e em seguida na parte afiada, mostrando que apenas a segunda tentativa perfurou um pouco sua pele, liberando sangue.
Sasuke simplesmente não sabia o que dizer. Nem em seus sonhos mais surreais imaginaria que Itachi fosse uma pessoa com fetiches tão... peculiares.
Está reclamando do que? Tirou sorte grande!
Vocês todos são loucos! Fodam-se, me recuso a presenciar isso!
Tsk, vai tarde.
Sasuke preferiu ignorar a discussão sem sentido, voltando sua atenção para Itachi, que enfiava a lâmina fria por dentro da barra de sua camiseta, com a parte cega em contato com sua epiderme.
_ Que tipo de pessoa anda com um treco desse pra cima e pra baixo? – teve a ousadia de perguntar, após ficar claro que não era a intenção de Itachi machucá-lo.
O mais velho sorriu, abaixando um pouco o seu corpo e pegando o rosto do futuro amante com a mão direita, enquanto mantinha a pegada firme em sua arma com a mão esquerda.
_O tipo de pessoa que precisa salvar a vida de um Uchiha encrenqueiro que só dá trabalho, quem mais? – em um só golpe, rasgou de ponta a ponta a camiseta do menor com o objeto letal e afiado. Sasuke choramingou, o barulho de tecido sendo rompido o assustou consideravelmente, mas expirou com alívio ao perceber que sua pele ainda estava intacta – Entendeu a regra Sasuke?
_ Cale a boca. – respondeu, puxando rabo de cavalo de Itachi para que este se abaixasse novamente para beijá-lo. Em meio ao processo liberou seu prendedor de cabelo, fazendo as madeixas longas caírem como uma cortina negra ao lado dos dois.
_ Isso vai resultar na penalidade número um... – Itachi sussurrou, sendo calado com um puxão forte de cabelo, abaixando-se involuntariamente e recebendo os lábios quentes e úmidos de Sasuke contra os seus, ganhando mordidas lascivas e fortes em meio ao beijo extremamente carnal.
_ Mandei se calar. – o outro respondeu, fazendo Itachi rir pelo nariz de maneira sarcástica, mas não se importando nem um pouco. Retirou a espada bizarra da mão do outro homem, colocando-a ao lado dos dois na cama e puxando a camisa de Itachi para cima, despindo seu torso e acariciando seus músculos com os dedos, mapeando-o, sentindo-o, desejando-o por completo.
_ E isso resultará na penalidade número dois. – respondeu o mais velho dentre um gemido, pois Sasuke agora beliscava seus dois mamilos, acariciando-os e friccionando-os com os polegares.
Ele está dando corda pra você se enforcar... Olha lá hein!
Ao menos isso, se é pra virar gay, vire com estilo. Domine o Itachi.
Ué, você não tinha ido calar a boca no cantinho?
De que adianta? Vocês só atrapalham minha vida mesmo.
Da pra pararem com o mimimi?
Ele parecia realmente dominado, corando aos poucos com as carícias firmes que Sasuke oferecia a cada centímetro de sua pele. Encorajado com um suspiro suave, o Uchiha desceu suas duas mãos, arranhando o abdômen do mais velho dentre tal processo. Ao chegar à altura da cintura da calça, passou a mão de maneira forte sobre a masculinidade de Itachi, percebendo o quanto este estava excitado. Sorriu de maneira prepotente, extremamente satisfeito por ter conseguido submeter o perigoso e misterioso hóspede aos seus caprichos tão facilmente.
Todavia, nesse instante Itachi segurou seus dois pulsos com força, retirando-os de sua virilha.
_ Acho que três penalidades estão de bom tamanho, não é Sasuke? – praticamente rosnou, exibindo um olhar feroz e lascivo. Sasuke nem teve tempo de contestar, sendo girado com velocidade na cama e imobilizado com a barriga para baixo.
_ Mas que diabos!?
_ Não se mova. – ordenou com um tom de voz extremamente autoritário, e Sasuke não foi louco de ir contra a ordem proferida ao sentir a lâmina afiada em contato com suas calças... E em dentro de segundos, elas também haviam sido cortadas, conjuntamente com a peça intima – Humm... Queria tanto poder te ver melhor.
Itachi murmurou tão baixinho que Sasuke mal compreendeu suas palavras. Ia questionar se sua visão estava se deteriorando também, mas no exato momento em que abriu a boca pra falar, ele sentiu seu traseiro ser apertado com força, gesto que o fez corar de vergonha.
Não, não, não!
Shii!
_ Itachi, nem pense nisso! – ordenou numa tentativa de voltar à posição dominante, almejando se virar e imobilizar o outro da mesma maneira que este havia feito consigo. No entanto, Itachi foi mais ágil, levantando seu quadril com firmeza, fazendo-o ficar de quatro e, sem dar nenhum instante para reclamações, envolveu sua ereção com a mão direita. Ele passou o dedo no pequeno orifício e espalhando o liquido pré-seminal em toda a extensão de seu membro ereto.
Sasuke ficou tão surpreso com a carícia que mal percebeu quando Itachi girou a espada no ar e fincou em sua cama, bem próximo de sua cabeça, destruindo a espuma do colchão.
_ Cale a boca e encare a consequência de seus atos.
Sasuke, não, pelo amor de Deus! Se for pra se sujeitar a isso, por favor, seja o ativo!
Argh, Sasuke, não dê ouvidos a ele! Ele não sabe o que tá perdendo, se você está gostando então...
_ A-ahhn... – gemeu em um tom de voz consideravelmente alto, interrompendo seus pensamentos instantaneamente. Itachi mordeu seu pescoço no mesmo instante, rosnando de leve enquanto subia até seu ouvido, passando o nariz por sua pele como se desfrutasse seu perfume particular.
_ Sabia que ia ceder. – sussurrou, acelerando a velocidade da masturbação enquanto percorria o caminho das costas de Sasuke com mordidas e chupões suaves, passando a língua por sua coluna vertebral em meio a este processo, descendo cada vez mais em direção às suas pernas. O mais novo, derrotado e sem conseguir pensar em continuar protestando, deixou-se cair de encontro ao travesseiro, mantendo a cabeça na lateral e observado a espada cravada em seu colchão com os olhos semicerrados devido à luxúria.
_ Tira essa merda de espada daqui Itachi. – Sasuke falou com rispidez, olhando para a lâmina que refletia seu rosto. Não apenas pelo fato de ter uma arma mortífera fincada em sua humilde cama, mas também o ato de ver seu próprio rosto refletido não estava contribuindo em nada para o seu...
Ok, quem diabos deu permissão pra ele fazer isso!
Eu amei!
Ahnng...
Itachi, ignorando as palavras de Sasuke (e todas as regras mais simples e básicas de higiene pessoal) abriu suas nádegas e passou a lamber com ferocidade uma região que Sasuke jamais, jamais mesmo, pensou em ser alvo desse tipo de carícia.
Mas o pior de tudo não foi isso, não senhores: o pior foi o fato de que, mais uma vez ignorando completamente a confusão e deixando os instintos agirem, Sasuke gemeu não apenas mentalmente, mas também em voz alta, empinando-se ainda mais, adorando a carícia nova e fodidamente deliciosa.
Que decepção Sasuke...
Cale a boca.
_ I-itachi, não... Humm... – ia protestar, mas esqueceu-se completamente como formular uma frase quando sentiu a língua do mais velho penetrá-lo, tornando a nova carícia ainda mais exuberante.
Depois de alguns segundos (ou horas, Sasuke se perdera no tempo dentre as novas sensações de prazer) Itachi se afastou, mordeu sua nádega esquerda com certa possessividade e subiu novamente à altura do pescoço, levando a mão livre até os cabelos espetados e bagunçados de Sasuke, enroscando os dedos nas madeixas revoltas e puxando sua cabeça para cima, fazendo-o ficar de quatro novamente.
_ Sabe Uchiha, eu tenho um segredo pra te contar – rosnou em seu ouvido, puxando Sasuke para seu encontro e beijando sua boca com volúpia.
O mais novo sentiu a ponta da ereção de Itachi roçar sua entrada, percebendo pela primeira vez que ele deveria tê-la liberado em meio ao seu transe de prazer, e um súbito desejo invadiu seu corpo: Jogou o quadril para trás, mas o outro previu seu movimento, forçando-o a não se mover enquanto desprendia os lábios avermelhados dos seus, dando uma mordida suave em seu queixo antes de voltar a falar.
_ A maioria dos homens sofre um pouco em uma situação como a sua...
Ficou em silêncio, exibindo os olhos avermelhados e predatórios à Sasuke, que engoliu em seco diante das palavras ríspidas e perigosas, se perdendo nos orbes escarlates e não ousando vocalizar sua preocupação.
_ Mas... – ele se aproximou novamente, lambendo o lábio inferior de Sasuke que, por sua vez, tentou beijá-lo novamente. Todavia, como era um sádico filho da mãe, Itachi foi um pouco para trás, impedindo um beijo concreto e pressionando um pouco mais a sua ereção no ânus do outro, sem, contudo, penetrá-lo de uma vez – ... quem vai pra cama comigo não sente dor.
_ Então você realmente é super-homem? – Sasuke tentou parecer irônico, mas falhando miseravelmente ao se dar conta que sua voz soara grave devido ao prazer, percebendo finalmente o quanto estava excitado. Mal conseguia enxergar Itachi devido a visão embaçada pelo sentimento de tesão...
Porra, por que foi se entregar completamente aos hormônios desse jeito justo com aquela pessoa?
_ Bom, você poderá responder essa sua pergunta daqui uma hora Sasuke.
_ Uma hora? – perguntou, arregalando o olhar. Ele falava sério? Uma hora de sexo? Não é possível...
_ Talvez duas. – respondeu com um sorriso maléfico que mostrava seus dentes de maneira perigosa.
Sem esperar uma nova resposta, retirou a mão que acariciava a ereção do menor, levando-a ate a boca do parceiro, roçando dois dedos no lábio deste, indicando-o que eles deveriam ser chupados e lubrificados apropriadamente. Mas Sasuke exibiu feições de nojo, provavelmente pelo fato de que havia fluidos corporais próprios na mão de Itachi.
O mais velho suspirou com impaciência, girando os olhos.
_ Não considero "boiolagem" sexo entre dos homens, mas isso que você está fazendo é frescura de boiola. Tenha dó Sasuke, você acabou de me beijar mesmo sabendo muito bem o que eu beijava há poucos instantes atrás, e vai me dizer que tem nojo do seu próprio corpo? – Os olhos de Sasuke faiscaram de raiva, pois se havia algo que feria profundamente seu orgulho Uchiha nessa vida certamente era ser chamado de 'boiola'. Itachi o desafiou com o olhar falando a palavra seguinte com um simples movimentar de lábios, sem proferir um único som – Covarde!
Isso foi a gota d'água para Sasuke, que capturou os dedos de Itachi em seus lábios sugando-os como se não houvesse amanhã. Certamente Sasuke sempre fora meio, hum... conservador nesse aspecto. Não gostava de colocar a boca em algum lugar que não fosse outra boca (sendo que Itachi fora o único que realmente gostara de beijar). Mas nunca deixaria alguém chamá-lo de 'boiola' por causa de seu excesso de zelo com sua higiene. Tsk... Itachi é que era um pervertido de marca maior, isso sim.
Mas, pensando bem, até que o gosto não é tão ruim assim.
Antes que pudesse se condenar por esse pensamento deplorável, Itachi retirou os de dos de seus lábios, substituindo-os com um beijo suave e doce, fazendo Sasuke se derreter por completo. Mal percebeu quando o quadril do outro se afastou do seu, se dando conta minimamente da penetração do primeiro dedo devido a um leve desconforto. Choramingou um pouco pela a dor, mas Itachi o beijou mais fervorosamente, tentando acalmá-lo e distraí-lo.
Funcionou. E como funcionou!
Sasuke tinha que admitir, Itachi tinha muita paciência. Continuou a caricia com apenas um dedo por quase dois minutos, e já estava em um ritmo de vai e vem extremamente rápido quando encontrou, pela primeira vez, a próstata de Sasuke. Este, por sua vez, mordeu seus lábios, interrompendo o beijo e grunhindo alto para o teto da quitinete.
Itachi sorriu sadicamente e inseriu o segundo dedo, atingindo o mesmo ponto dentro do corpo do parceiro com precisão. Sasuke viu estrelas e buscou a boca de Itachi novamente, desejando chupar e morder os lábios finos e sensuais para acompanhar as novas sensações de êxtase que seu corpo sentia.
Puta merda, agora entendia porque falavam que "não existe ex-gay". Se experimentar essa sensação uma única vez na vida, não há mais volta! É como heroína!
Você está drogado Sasuke? Você NÃO É GAY!
Não é gay né? 'Tá bom, e esse homem acima do corpo dele é uma ilusão de ótica?
Não caralho! É um desvio momentâneo!
Calem a... Ahhhn... Merda.
Itachi inseriu o terceiro e último dedo, mas o desconforto inicial não retornou em nenhum momento. Não havia dor, definitivamente as palavras que ouvira eram verdade: O mais velho possuía um talento especial nisso, ou talvez fosse muito paciente, ou talvez os dois tivessem muita química ou...
Puta que pariu, deixa pra lá.
_ Itachi, mais, pelo amor de Deus. – Sasuke implorou, retirando a mão esquerda de Itachi de seus cabelos e deixando sua cabeça cair de volta ao travesseiro novamente, empinando-se mais uma vez, permitindo que os dedos de Itachi o penetrassem cada vez mais fundo.
_ Bom, Sasuke, infelizmente chegou a hora de receber suas penalidades. – Itachi falou com um certo ar de profissionalismo enquanto posicionava-se sentado atrás do outro, ainda alargando-o por dentro no mesmo ritmo, demonstrando estar completamente sob controle e resistindo a qualquer pedido que Sasuke pudesse fazer.
Itachi estava excitado! Sasuke sentiu isso no tato há um tempo, como ele conseguia manter a coerência daquela maneira?
O Uchiha piscou desnorteado, girando a cabeça numa tentativa de encarar Itachi e questionar o que diabos ele queria dizer, mas seus planos viraram pó quando, sem dó alguma, o filho da puta acelerou o movimento de vai-e-vem, acertando sempre seu ponto G, precisamente, sadicamente e ritmicamente.
_ Ahhhhhhhn! Não! Não quero assim! – implorou, tentando se liberar o quanto antes para não gozar e se sentir humilhado por chegar ao ápice primeiro e naquela situação. Mas Itachi o impediu de se mover, agarrando seu quadril com força com a outra mão.
_ Penalidade número um: Você vai gozar desse jeitinho. Quer queira, quer não... Simplesmente porque eu quero! – terminou a frase com uma penetração praticamente bruta, fazendo o mais novo choramingar e abafar um grito levando as duas mãos à boca.
O sádico o girou na cama sem que Sasuke sequer tomasse consciência do que ocorria, deixando-o de barriga para cima, ainda recebendo as ministrações certeiras em sua próstata. Sasuke respirou fundo, procurando Itachi em seu campo de visão e perdendo completamente o fôlego em seguida.
Certamente deveria ser considerado um crime contra os bons costumes a aparência do mais velho naquele instante: ele estava com os cabelos soltos e levemente bagunçados, o rosto corado, os olhos em chamas avermelhadas e perigosas – e, de um modo geral, completamente libidinoso. Mordia o lábio enquanto acelerava mais e mais a velocidade de seus dedos e, com a mão livre, tentava se liberar daquelas malditas calças, que estavam meramente abaixadas ate o inicio de suas coxas, mostrando a sua ereção extremamente convidativa (Que merda Sasuke!). Como diabos Sasuke estava completamente nu e Itachi ainda estava de calças?
_ Urgh... – fechou os olhos, sabendo que iria gozar ainda mais cedo do que o esperado se continuasse a encarar Itachi. Ouviu uma risadinha abafada e sentiu uma movimentação na superfície dos lençóis, se dando conta que Itachi se movia para fazer algo.
Só que não esperou que fosse exatamente isso.
P-porra.
Oh yeah!
Sasuke abriu os olhos, choramingando de excitação ao visualizar a boca do parceiro envolvendo sua ereção por completo, descendo de maneira lenta, sem engasgar, parecendo um profissional no assunto. Instantaneamente levou uma mão aos cabelos de Itachi (a outra ainda cobria sua própria boca para impedir sons constrangedores de serem liberados), pretendendo forçá-lo ainda mais para baixo, mas este fora mais rápido, prendendo seu pulso na lateral de seu corpo. Só que nem por isso deixou de aprofundar cada vez mais o boquete, sugando-o sem nenhuma piedade, ora passando os dentes de leve na glande, ora chupando toda ereção enquanto a acariciava com a língua.
_ I-tachi! – arqueou suas costas na cama, tentando se liberar. Sentia seu coração bater tão forte que se perguntava se estaria morrendo em meio a um ataque cardíaco. Não ia conseguir aguentar por muito mais tempo, não mesmo! – P-por favor!
_ Você realmente acha que eu vou ceder a um pedido de 'por favor' Sasuke? – o mais velho sussurrou próximo a sua ereção, voltando a capturar a cabeça com os lábios em seguida e reiniciando sua mágica, jamais parando as investidas certeiras em sua próstata com os três dedos nada piedosos.
Sasuke desistiu de tudo naquele momento, permitindo-se chegar ao maior e melhor orgasmo de sua vida, gritando sem pudor algum e sem se preocupar com os vizinhos. Itachi não parecia se importar do mesmo jeito, retirando os dedos de dentro do Uchiha e engolindo cada gotícula de seu sêmen.
_ Seu... seu... – Sasuke tentava falar entre a respiração descompassada e os batimentos cardíacos descontrolados, suas tentativas se mostrando completamente infrutíferas. Itachi riu sonoramente, voltando à altura de seu rosto e beijando de maneira obscena. O Uchiha sentiu o gosto de esperma, mas não se importou dessa vez.
_ Você aprende rápido. – Itachi sussurrou em seus lábios quando o beijo se finalizara, acariciando o quadril de Sasuke com ambas as mãos, de maneira suave e carinhosa. Sasuke suspirou, passando os braços ao redor de seu pescoço e puxando-o para um segundo beijo, acreditando que as palavras de Itachi se referiam ao fato de não sentir mais nojo de seu próprio corpo – Penalidade número dois: ...
_ O quê? Ahhhn PORRA!
O Itachi carinhoso e suave desapareceu como um passe de mágica, sendo substituído novamente pelo sádico filho da puta ao penetrar Sasuke de uma só vez, sem qualquer aviso prévio. E o pior (ou melhor, dependendo do ponto de vista): acertando de primeira sua próstata e impedindo qualquer sensação de dor.
O filho da mãe sabe jogar.
Isso não é jogo! É talento!
_ ... Você não vai gozar. – sussurrou em seu ouvido, retirando o membro do canal apertado de Sasuke de uma só vez, enfiando-o novamente com força e precisão. O menor nem precisava levar sua mão ao baixo ventre para ter certeza de que estava endurecendo novamente.
_ S-seu idiota... – gemeu baixinho, acompanhando os movimentos bruscos do parceiro com seu próprio quadril, rebolando de um jeito que jamais soube ser capaz de rebolar.
Isso, aparentemente, tirou Itachi de dentro de sua esfera de autocontrole impecável, pois o hóspede grunhiu de prazer e mordeu o ombro de Sasuke enquanto acelerava as estocadas, cada vez mais rápido do que ele era capaz de prever.
O Uchiha, por sua vez, não conseguia se controlar muito, correspondendo a cada gesto e se perguntando como diabos não sentira um momento sequer de dor em todos esses minutos de sexo. Itachi o masturbava com um ritmo semelhante ao de suas investidas, e quando ele deixou um som de prazer e desespero escapar de seus lábios, indicando que estava chegando ao orgasmo, o mais velho parou de se mover, apertando a base do pênis do parceiro em auge eminente com o indicador e polegar, impedindo-o de ejacular e chegar ao orgasmo.
_ N-não! – realmente derramou lágrimas de frustração neste momento, erguendo a cabeça de Itachi de seu ombro pelos cabelos e forçando-o a e encará-lo de frente – Eu estava quase lá!
Itachi sorriu e lambeu a sua boca, gesto estranhamente animalesco que o deixou desorientado.
_ E dai? – questionou arqueando as sobrancelhas em uma falsa expressão de inocência, puxando-o para beijá-lo enquanto mantinha-se enterrado dentro do corpo de Sasuke. Quando este tentou rebolar novamente, o outro o impediu com as mãos, empurrando-o contra o colchão – É sua penalidade Sasuke, você não vai gozar agora.
_ Caralho! Seu puto! – ele respondeu com acidez, tentando empurrar Itachi para trás e se surpreendendo quando o mais velho o puxou junto, girando-os na cama de modo que ele ficara por cima de Itachi, sentado sobre sua virilidade e deixando ambos os pênis encostarem um no outro com uma fricção considerável. O Uchiha corou de vergonha, pois essa era sua posição preferida...
... quando fazia sexo com uma mulher e ela estavam acima de si, naturalmente.
_ Porra, assim nã... humpf. – os lábios de Itachi voltaram aos seus, impedindo-o de se comunicar e protestar a posição em questão. Ele passou a realizar uma punheta dupla por alguns instantes, mas no fim decidiu mover-se para dentro do corpo de Sasuke lentamente e de maneira suave, fazendo-o se derreter completamente dentre o beijo doce e o sexo vagaroso, mas nem por isso menos intenso.
Sasuke esqueceu-se dentro de minutos o quanto odiara essa posição, e começou também a rebolar minimamente.
Por fim, Itachi finalizou o beijo, sugando seu lábio superior ao mesmo tempo em que se afastava e deitava de volta a cama, empurrando o quadril de Sasuke para que se sentasse em uma inclinação de 90 graus sobre seu corpo.
_ Penalidade número três: você vai montar em mim. – rosnou, lambendo os lábios e puxando o corpo de Sasuke com força para baixo, antes de erguê-lo e deixá-lo cair de volta ao encontro do seu, com a força da gravidade intensificando a profundidade da penetração.
O Uchiha nem sequer registrou as palavras que Itachi proferia, pois jamais imaginaria que aquela se tornaria sua posição favorita na situação inversa do que estava acostumado. Era realmente muito bom! Aos poucos deixou a vergonha de lado, passando ele mesmo a tomar o controle, e Itachi parou de auxiliar seu sobe e desce com as mãos. Mais uma vez, Sasuke cavalgou de um jeito que jamais sonhara ser capaz de fazer.
_ Isso... – Itachi suspirou dengosamente, ficando as unhas nas nádegas de Sasuke, indicando a necessidade de acelerar a velocidade da penetração.
Sasuke gemeu com a sensação mínima de dor ao ser arranhado, mas não protestou, se dando conta que era até um pouco prazeroso esse pequeno grau de ardência em sua pele. Levou uma de suas mãos até sua própria ereção, acariciando-a com velocidade, enquanto a outra ele guiou até um de seus mamilos, beliscando-o com as unhas. Encarou Itachi nos olhos, e não deixou de perceber o quanto estes se tornaram ainda mais vermelho-vivo com a visão que estava proporcionando a ele.
Sorriu de maneira sacana: iria ganhar, o senhor "eu mando nessa porra" iria ceder e deixá-lo gozar, pois ele também estava praticamente sem controle. Permitiu-se ser levado pelo calor do momento, acelerando a velocidade tanto da penetração quanto da masturbação, sentindo o orgasmo cada vez mais próximo.
Mas quando estava a um passo de gozar (porra ele podia até sentir!), Itachi o impediu de continuar se movendo, agarrando suas duas mãos e forçando-as contra suas coxas, empurrando todo seu corpo para baixo de modo que não conseguia mais rebolar ou se mover de qualquer outra maneira.
QUE FILHO DE UMA BISCATE!
_ PUTA QUE PARIU! – Sasuke gritou de raiva, acreditando que talvez seus olhos também se tornaram vermelhos, só que devido à cólera que sentia naquele instante. Itachi respirou profundamente algumas vezes, tentando manter o controle, e quando abriu os olhos novamente movimentou Sasuke, mesmo sobre as tentativas de socos e pontapés que o mais novo realizava com violência – Me solta, me larga!
Ignorando a fúria do Uchiha, Itachi o colocou novamente sobre o colchão com a barriga para cima, puxando-o ate a borda da cama e posicionando-se pé no chão, estando assim na posição ideal para penetrar Sasuke com mais força. Ergueu as pernas revoltas do menor, entrelaçando-as em sua cintura quando preencheu novamente, fazendo-o contorcer-se de prazer e, talvez, um pouquinho de dor. Sabia que o sexo naquela posição era mais intenso e profundo, e essa era a melhor desenvoltura que conseguia ter no grau força conjuntamente com velocidade.
Apesar do prazer que sentia com a estocada forte e a dor mínima (Dor e prazer na mesma frase? Você realmente está doente), Sasuke ainda estava completamente lívido. Olhou para o lado e se deu conta de que a espada ainda estava atravessando o seu colchão, bem próxima ao seu alcance. Puxou-a, aproveitando que Itachi estava imerso em seu próprio prazer e nada notava.
Logo depois Itachi sentiu a lâmina afiada contra seu pescoço, de leve, mas o suficiente para corta sua pele um pouco, fazendo o sangue quente escorrer por seu peito. Abriu os olhos e viu o olhar ameaçador e mortífero de Sasuke.
_ Se você não me deixar gozar, eu te mato. – sibilou ferozmente, indicando que não estava brincando. 'Furioso' não era um sentimento que definisse nem metade do que sentia naquele momento.
Itachi sorriu de canto de boca, desarmando Sasuke com velocidade antes mesmo que este soubesse o que ocorria, e jogando a Ninja-tō no chão de qualquer jeito. Inclinou-se para frente e prendeu os pulsos do mais novo contra a cama, falando em tom de chacota em seu ouvido enquanto lambia o lóbulo obscenamente à cada palavra.
_ Ai ai Sasuke, você tem tanto que aprender. Quando quer matar alguém, não ameace, chegue matando... – mordeu sua orelha, retirando seu pênis dentro do canal apertado e retornando-o em seguida, apreciando o som dos gemidos de Sasuke com devoção – Mas gostei da sua iniciativa, você realmente é um Uchiha.
Decidindo que o mais novo acabara de se redimir dos momentos difíceis, Itachi realizou o compelido. Afastou-se, voltando à posição inicial e reiniciando o vai e vem de forma ágil e brusca, masturbando o pênis de Sasuke no processo. O mais novo agarrou os lençóis, arranhando-os, rasgando-os, e correspondendo o sexo na mesma maneira ao acompanhar o choque de quadris. O som de pele contra pele era o único que havia no ambiente, além da respiração ofegante dos dois e gemidos disfarçados de palavras incoerentes. Os olhos cor de carmesim jamais se desprendendo daqueles de cor de ônix, ambos completamente tomados pela luxúria.
Itachi ergueu uma das pernas de Sasuke, abrindo-o ainda mais para recebê-lo. Mordeu a panturrilha do menor enquanto acelerou a velocidade, olhando-o nos olhos negros e enevoados de prazer durante todo o processo. Sasuke abriu a boca em um grito sem som, fechou os olhos com força gozou violentamente, mais forte do que o normal por ter sido impedido de chegar ao auge nas últimas duas vezes, sujando sua barriga com sua essência e deixando um gemido gutural e entrecortado escapar de sua boca por fim, som este que lembrou vagamente o nome de Itachi.
Diante a cena surrealmente bela e ao sentir as contrações intensas do ânus de Sasuke ao redor de seu membro, Itachi desfaleceu-se, não conseguindo mais segurar seu próprio orgasmo e inundando o canal do parceiro com seu esperma até cessar completamente os movimentos.
Empurrou o mais novo mais para cima, deixando seu corpo cair sobre o dele em seguida, mas certificando-se de que não iria machucá-lo com seu peso. Sasuke apenas tremia devido ao ápice intenso e tentava normalizar sua respiração.
O mais velho se permitiu avaliar a aparência do menor mais uma vez, apreciando as gotículas de suor que escorriam em seu peito desnudo, mas no fim decidiu não olhá-lo por mais tempo. Afinal de contas, o Sasuke dificilmente estaria pronto para mais um segundo round naquele momento, e se Itachi continuasse a observá-lo era isso que iria desejar.
Rolou para o lado, escalando a cama em seguida e puxando o Uchiha consigo, para que ambos chegassem próximos aos travesseiros. Deitou-se e quando o mais novo fez o mesmo ao seu lado, dando-lhe as costas, Itachi aproximou-se mais uma vez. O abraçou por trás e descansou seu rosto na dobra do pescoço do Uchiha, lambendo sua pele salgada e suada com devoção.
_ Você é meu. – sussurrou, aparentemente se rendendo ao sono. O moreno mais ainda novo aguardou mais palavras, mas percebeu que Itachi havia adormecido logo depois que se pronunciara, sem jamais deixar de abraçá-lo em meio aos sonhos.
Ele tremia da cabeça aos pés, a loucura que acabara de fazer invadindo seus pensamentos como facas afiadas. Não se soltou do abraço de conchinha do mais novo amante, mas não adormeceu nas próximas horas, apreciando a parede com um olhar arregalado de desespero enquanto apenas uma frase ecoava em sua mente, incessantemente:
E agora? O que diabos eu vou fazer?
(***)
Dois homens encapuzados dividiam um quarto barato de um apartamento de quinta categoria. Um deles estava próximo a janela, observando atentamente o edifício a quase 600 metros do qual se encontrava, se atentando a peculiaridades que nenhuma pessoa normal poderia observar àquela distância.
Mas ele não era uma pessoa normal.
_ Eles estão dormindo agora chefe, abraçados. Número três deve acordar se houver uma movimentação muito brusca, mas acho que consigo ser silencioso o suficiente se...
_ Não faça nada. – uma voz rouca ecoou do outro lado do cômodo.
A outra figura encapuzada mantinha-se sentada despojadamente contra o chão, descansando o cotovelo no joelho esquerdo, segurando seu cigarro entre os dedos com displicência, cutucando-o para fazer as cinzas se desprenderem da ponta, sem se importar em sujar o chão.
_ Mas chefe...
_ Número um, não ouse ir contra minhas ordens.
O outro se calou prontamente, virando a cabeça novamente para a janela do edifício dos alvos daquela madrugada. Eram presas peculiares, pois poucas no mundo tinham consciência do perigo que as seguiam, porém ainda assim eles não se protegiam de forma apropriada, tendo em vista a situação que vivenciavam; só podiam ser retardados. Essa história de número três ser um gênio só podia ser lorota das brabas.
_ Eles deviam comprar cortinas, número três não costuma ser tão distraído ao ponto de se esquecer de tais pontos interessantes. – no entanto, sabia que era bom não usar apalavras de baixo calão a respeito do alvo na frente de seu chefe.
_ Ele está fazendo isso de propósito, para me provocar. Ele sabe que estou aqui.
_ Ele sabe?
_ Oh sim... Itachi sabe. – deu uma tragada profunda em seu cigarro, levando a butuca até o chão e apagando sua chama com o contato no azulejo frio. – Mas deixe-o acreditar que está no comando. É questão de tempo.
_ Tempo para quê? – número um indagou, virando-se para seu chefe enquanto fechava as persianas do apartamento sem precisar prestar atenção no movimento de seus dedos. A figura do homem sentado no chão estava completamente envolta pelas sombras, de tal forma que ele não pôde observar seu rosto e tirar alguma conclusão das palavras que ouviria a seguir.
_ Vai ser muito, muito mais excitante arrancar Sasuke dele quando ele se apegar ao garoto. E aí, ah... Aí a vingança será ainda mais plena do que aquela iniciada há tantos anos.
... Continua...
¹ Idealização: é um mecanismo de defesa que pode ser transcrito como a transferência a uma terceira pessoa características de perfeição, vendo-a como alguém que ela não é. Isso acontece muitas vezes na nossa vida, como, por exemplo, em casos de idolatria ou paixões platônicas. Inicialmente não é algo perigoso, mas quando ultrapassa a barreira da adoração se torna algo altamente destrutivo, por exemplo: uma pessoa que continua casada com um marido abusivo, acreditando fielmente de que ele é perfeito e ela merece tais castigos morais e físicos. Acredite isso acontece mais do que vocês podem imaginar.
² Sublimação: também é um mecanismo de defesa e todos nós praticamos, sem exceção. É um pouquinho difícil de explicar sem utilizar mais termos da psiquiatria, mas tentarei fazer um resumo de nível leigo. Trata-se da inibição de uma pulsão, uma força de seu inconsciente, fazendo uma atividade socialmente aceitável para canalizar esse sentimento. É o caso, por exemplo, de quando um músico tem um dia cheio em seu trabalho e está completamente frustrado e irritado, mas quando chega em casa toca em seu instrumento musical e relaxa, praticando assim o ato de sublimar. A maioria dos homens pratica sublimação através da masturbação, mas esse não é a única forma para realizá-la – sendo que para outras pessoas o fato de se masturbar não causa tal sensação. Naruto, no caso, sublima ao transar casualmente com pessoas do mesmo sexo que ele.
Respostas reviews "guest":
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Kowaii:
Huahuahua não é só você! Hahaha!
O Madara eu costumo shippar com todos os membros do clã Uchiha, mas o Sasuke e Itachi nem tanto. Não gosto muito de Uchihacests parentais... Agora imaginei o Sasuke e Fugaku terminando juntos em P&J ahahahah 20%? Caramba, que cruel! Tadinho do Itachi, você iria judiar muito dele mesmo *esconde ele de você*.
Nossa, verdade! Nem tinha feito essa comparação! Mas lembra os mangás recentes mesmo (finge que foi proposital hahahaha).
"Que isso novinho?" – tive convulsões rindo disso LOL! Mas ele pode, Naruto é o loiro dos olhos azuis, o sexy boy... Pelo menos eu considero auhauhauha! Adorei a trilha sonora q escolheu pra ele, vou escrever uma cena com essa música. *-*
Isso sobre o Sasuke aprender algo pra se defender, chegaremos lá. Ele não é um completo inútil, mas em relação aos padrões nada normal dos membros da Akatsuki, ele é muito limitado ainda. Mas algumas coisas vão acontecer ainda pra ele se tornar mais apto a se defender, até porque é realmente estupidez o Itachi querer defendê-lo e não ensinar nada.
HAHAHAHHA Ok, essa ideia de KakaSasu ainda será escrita (com um Sasuke ultrajovem, porque criança ele nunca foi ne? Lol), mas não por enquanto. Mas um dia vou fazer, sinto muita vontade. (pra quem tá lendo resposta de review alheia, não estamos falando de Haunted xD Antes que alguém me mate a machadadas...).
Curto shippar o Sasuke com muitos personagens também! Ele, Naruto e Itachi: shippo com quase todo mundo -_- Acho que sou muito liberal hahaha. =P
Deus te ouça! Tomara que eu passe sim! Estou tentando finalizar o capítulo o mais rápido possível por causa de vocês leitores, pois vocês me deixam tão felizes ao lerem que eu sito que é o mínimo que posso fazer. Garanto que se eu passar, vou atualizar até com mais frequência do que antigamente. o/
Huahuahua depois de muita novela, consegui te mandar a cena. Foi sofrido, mas superamos as dificuldades pelo ff . net.
Adorei a review viu? Hihihih =D
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Scar:
Huhauhauhua pode ser pode não ser, mas se você está lendo essa resposta já deve ter lido o capítulo 11 e conseguido algumas respostas sobre o Naruto.
Fico feliz que tenha gostado, espero que sempre continue acompanhando!
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Guest no. 1:
São sempre fofos (ou não auhauhau)!
Obrigada pela review!
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Kaka:
Não tenha um enfarte com o beijo!
Espero que o lemon não tenha te causado um AVC então auhauhauha xD
Continuei! Viu como sou legal? Haha!
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Tsukiayaka:
Muito obrigada pelos votos de boa sorte da OAB! Vou precisar mesmo... Estou quase entrando em surto psicótico de desespero por antecipação, mas abafa o caso.
Também adorei o elogio à cena da boate, é bom ouvir que os leitores consideraram ela realista. O Naruto está sendo o personagem que mais me esforço pra descrever o mais real possível, porque muitos leitores se identificaram com ele. Esse é o maior objetivo ao escrever: fazer o personagem se inserir naquele contexto. Você sabe bem disso, né? Hihi!
Weee matei sua saudade pelos dois! ^^ E como você nunca conseguiu imaginar o rosto do Kakashi? Eu vivo pensando em como é o rosto dele, e sempre imagino lindo auhauhauhau.
Sasuke é a comédia nessa fanfic, o que é raro. Mas fiz milagres com o Sasuke rabugento, me divirto escrevendo esse moreninho! E eu AMO sangue! Se você gosta das minhas fanfics tem que gostar de sangue, se não... Vishi... hahaha.
Sobre a história dos cabelos... Talvez fique um pouco mais claro agora que eu postei o capitulo 11, ou talvez não. Tem uma indicação nesse capitulo, mas não sei se tá visível. Caso não esteja, vou retomar isso no futuro.
Siiiiiiiiim lemon! Espero que tenha gostado dele, estou nervosa pela recepção dos leitores '-'.
Hum... isso é uma teoria (história de Sasuke de terno ser parecido com Madara), se for não posso responder (porque sou malévola, lembra? ^^)
Eu acompanho fielmente o mangá de Naruto já faz algum tempo, não me lembro quando comecei. Acho que foi quando estava numa temporada de fillers no anime, e eu fiquei impaciente LOL. Capitulo 590 = perfeição.
Qual personagem você acha que é o Obito? Fiquei curiosa.
Eu li sua fic, adorei e deixei review pra ti e você já leu e respondeu! Essa coisa de responder no ff . net só quando sai capítulo novo deixa nossas conversas desatualizadas... *suspira*
Tenho orgulho do nosso lado Uchihacest da força por causa da mente aberta. Meninas, uni-vos! Hahaha Se eu escrever, pode deixar que aviso o mais rápido possível!
UHAUHAUHAU sabia que ia ficar com ódio dele... Mas é isso que você disse, a justiça foi feita então o ódio fica menor. o/ Espero que não tenha surtado muito e que o nível de raiva tenha sido aceitável.
Obrigada pela review! *-* Amei! Espero que tenha gostado do capítulo 11!
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Guest no. 2:
Oba! Obrigada pela review, continue acompanhando sim? =)
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Ivy-chan:
Hahuahauhuahua
Ok ok ok! Escrevi mais!
Que tal?
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Guest no. 3:
Fico contente que esteja gostando da fanfic! Espero que continue lendo até o fim! ^^
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Leyla:
Oba leitora nova!
Fico feliz que tenha gostado, espero que acompanhe mesmo!
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Muitos beijos a todos que comentaram! Espero que tenham gostado da atualização!
