Disclaimer: Os personagens da fanfic pertencem a Masashi Kishimoto, a trama, no entanto, me pertence.
Warnings: linguagem chula, violência, mortes, tortura, cenas explícitas de sexo homossexual e relações incestuosas.
N/A: Demorei? Nem demorei gente! Fui bem generosa, não ia atualizar antes de segunda-feira, e cá estou!
Minha prova é dia 09/09. Ainda devemos ter mais uma atualização antes dela e, em seguida, eu me preparo pra segunda fase (se Deus quiser) e provas da faculdade. Vou precisar estudar mais, então provavelmente não serão possíveis surpresinhas como esta. =/ Mas aí é só mais um mês, tá?
Quero também agradecer os comentários, saibam que são eles que impulsionam a atualizar mais rápido! Muito obrigada a todos que comentam!
E... É isso!
Divirtam-se!
HAUNTED
Capítulo XII
Naruto abriu os olhos lentamente, sentindo como se um grande pedaço de concreto houvesse partido sua cabeça ao meio. Estava com enxaqueca muito pior do que qualquer ressaca que já tivera em sua vida, já seus olhos estavam inchados e ainda sentia uma sede descomunal. Sabia que não bebeu o suficiente para causar tal mal estar, mas não compreendia o porquê dessas sensações.
Foi então que tudo retomou a sua mente e ele quis sumir, ou melhor, desaparecer daquele universo.
Como aquilo aconteceu? Céus, como Kakashi ousou enfrentá-lo daquela maneira? Naruto não conseguia decidir se ficava indignado com a lembrança da noite anterior, ou extremamente ultrajado. Era surreal demais aceitar que ele fora tão humilhado de uma única vez.
_ Teme... – murmurou baixinho, tomando o telefone de seu criado mudo e discando para o amigo. Não podia ficar mais nem um instante naquela casa com Kakashi. Puta merda, não podia nem sequer ver Kakashi.
O Uchiha, milagrosamente, possuía telefone fixo. Era até mesmo engraçado perceber que havia um aparelho sofisticado, com bina e secretária telefônica, em um apartamento que sequer cortinas possuía; às vezes Naruto acreditava que Sasuke precisava rever suas prioridades. Discou e aguardou alguns instantes, como previsto, a ligação caiu na secretária eletrônica. Sentia vontade de arrancar a cabeça do Uchiha com suas unhas quando isso acontecia, mas era algo corriqueiro e sabia que após o amigo ouvir a mensagem, certamente entraria em contato.
_ Sasuke... - começou a falar, sabendo que se usasse o primeiro nome do outro em vez do corriqueiro apelido deixaria claro que o assunto era sério. – Eu tive uma briga fodida com o Kakashi. Eu preciso sair daqui antes que ele acorde. Terminei com a Hinata, não tenho outro lugar pra ir a não ser sua casa. Mas não quero te atrapalhar e dar de cara com sua namorada, então, por favor, me avisa quando eu puder ir. De preferência o mais cedo possível... Me ajude. – murmurou o final, ouvindo o barulho de fim da gravação coincidindo com o fim de seu recado.
Suspirou pesadamente, colocando o telefone no gancho.
(***)
Em nenhum momento de sua vida, ou melhor, em nenhum momento de sua adolescência hormonal e recheada de sonhos eróticos, Sasuke imaginou que despertaria daquela forma em alguma simplória manhã de sábado. No momento, suas costas estavam coladas no abdômen de Itachi, que o despertara com uma mordida particularmente forte no pescoço e carícias em uma parte de seu corpo que estava extremamente dolorida aquele dia.
Ele protestou por alguns minutos, ganhando um tratamento nada delicado até que finalmente se submeteu aos caprichos de seu hóspede e concordou com a rodada de sexo matutino. Itachi aparentemente tinha mais fogo do que o normal, não que ele estivesse reclamando! Mas sequer haviam discutido o que estava acontecendo entre eles...
Sasuke, prioridades! Alou! Fazer: agora! Conversar: depois!
Sim, prioridades: pense em como dominar o Itachi, tá? Temos um acordo?
Só em seus sonhos, meu bem.
De qualquer forma, agora o mais velho já estava enterrado em seu corpo e o Uchiha gemia impudicamente, gostando particularmente daquela posição: de lado a penetração não era tão profunda, era mais suave e condizente com seu estado físico no momento. Certamente não aguentaria fazer sexo em uma posição mais invasiva naquele momento em particular.
_ Huunn... Porra! – grunhiu, atingindo seu orgasmo antes do que imaginava e sujando com seu esperma a mão de Itachi que o masturbava incansavelmente nos últimos minutos. O mais velho riu, limpando a substância perolada no lençol já previamente sujo de sêmen e sangue da noite anterior, e em seguida cravou suas unhas na cintura de Sasuke, aumentando a velocidade de suas investidas e almejando chegar também ao ápice.
Foi quando a porcaria do telefone tocou.
_ Isso só pode ser brincadeira! – Itachi rosnou para o aparelho, agarrando os braços de Sasuke, que havia usado a ligação como desculpa para escapar do sexo – Eu ainda não terminei, sossega ai.
_ Mas... Ahh... – o mais velho girou o corpo de Sasuke, colocando-o de bruços e adentrando seu canal mais uma vez com extrema brutalidade. Solenemente convencido com um argumento bastante eficiente, o Uchiha mordeu a fronha de seu travesseiro enquanto empinava-se, sentindo o prazer crescer em seu organismo novamente, ao mesmo tempo em que o soar do telefone nada mais era do que um incômodo praticamente inexistente... Até a secretária eletrônica ser ativada e a voz tão conhecida ecoar pelo ambiente:
_ Sasuke... Eu tive uma briga fodida com o Kakashi. Eu preciso sair daqui antes que ele acorde. Terminei com a Hinata, não tenho outro lugar pra ir a não ser sua casa. Mas não quero te atrapalhar e dar de cara com sua namorada, então, por favor, me avisa quando eu puder ir. De preferência o mais cedo possível... Me ajude.
O timbre da voz de Naruto soando pelo aparelho fez com que o mais novo voltasse a si, tentando se concentrar em falar sem gemer vergonhosamente, mas Itachi foi mais rápido, sussurrando manhosamente em seu ouvido.
_ Namorada? – o mais velho questionou, segurando o riso em sua garganta e apreciando a reação desnorteada e o rosto rosado de vergonha de Sasuke quando o penetrou com uma força extremamente fenomenal – Namoradas fazem isso com você Sasuke?
_ I-Itachi, o Naruto... Ahnn... Não... – ok, a tentativa foi um desastre. Afinal de contas, por que apressar? Por que argumentar? Por que fazer qualquer coisa que não fosse gemer e gozar? Itachi estava fazendo-o se sentir tão bem, o loiro podia esperar alguns minutinhos. Convencido com a desculpa mais esfarrapada de sua vida, ele girou seu corpo na cama, ficou de barriga para cima e levou as duas mãos à nuca de Itachi, puxando-o para baixo e beijando-o pela primeira vez àquela manhã.
O mais velho pareceu extremamente satisfeito com o beijo, retribuindo-o com intensidade e acariciando seu corpo com devoção e carinho, ainda investindo precisamente e com firmeza dentro de si.
Foi quando a porcaria do telefone tocou uma segunda vez, e os dois choramingaram de frustração dentre o beijo.
_ Eu vou matar quem estiver ligando agora! – Itachi grunhiu, buscando o aparelho no criado mudo e entregando-o para Sasuke em seguida (ou atirando em Sasuke, como preferir) – Atenda de uma vez.
_ Sai de dentro de mim então porra!
_ Nem ferrando, atenda desse jeito ou não atenda. A escolha é sua! – enfatizando suas condições, Itachi acelerou a velocidade das estocadas, fazendo Sasuke contorcer-se de prazer e uma leve ardência devido ao abuso da noite anterior.
Com as mãos trêmulas, ele apertou o botão de atender a ligação, levando o aparelho ate seu ouvido logo em seguida.
_ Ahh-alô?
_ Sasuke? – puta merda, Deus podia ser mais cruel consigo naquele momento? Era Kakashi do outro lado da linha! – Você está bem? Você está ofegante.
_ 'Tô bem, o que aconteceu? – sentia-se ainda mais envergonhado, perdendo um pouco do êxtase do momento. No mesmo instante Itachi envolveu seu pênis com a mão direita e o estimulou para que não deixasse de sentir prazer, e isso fez Sasuke morder o lábio inferior e delirar mentalmente, incerto se o grisalho continuava a falar ou havia se calado de uma vez. Itachi realmente acabava com seus sentidos em um piscar de olhos.
_ Eu peguei o telefone pra te ligar ao mesmo tempo em que Naruto deixava o recado na caixa postal e acabei ouvindo o que ele falou. Namorada Sasuke? Sério?
_ Sério. E ela é uma maldita provocadora filha da puta! – Sasuke respondeu entre os dentes cerrados, encarando Itachi com irritação e fazendo-o sorrir de canto de boca, adivinhando prontamente o teor da conversa telefônica.
Sasuke ouviu Kakashi rir do outro lado da linha.
_ Ela está te provocando agora?
_ Eu me recuso a conversar sobre isso com você, sinto muito... Oh, D-deus!
Itachi riu baixinho, modificando a angulação de suas investidas e acertando sua próstata com uma precisão inacreditável. Sasuke quase deixou o telefone cair naquele instante.
_ Ok, ok, serei breve! – O Uchiha quase podia ouvir a vergonha que Kakashi sentia do outro lado da linha em estar presenciando, mesmo que por meio de uma conversa telefônica, um momento íntimo seu – Eu e Naruto tivemos mesmo um desentendimento, mas eu vou acertar as coisas. Não o receba em sua casa, invente uma desculpa.
_ Ok... – Sasuke gemeu manhosamente enquanto falava, não entendendo muito bem o que o grisalho queria, mas desejando terminar aquela conversa o quanto antes.
_ Hum... Tá... Tchau.
Assim que a ligação foi interrompida, Itachi arrancou o aparelho de suas mãos, jogando-o no outro lado da cama e puxando-o para um beijo intenso enquanto continuava a testar sua integridade mental com gestos tão quentes e deliciosos.
_ Você vai ver agora quem é a "namorada" dessa história Sasuke. – Itachi sussurrou entre o beijo, contornando obscenamente seu lábio com a língua de maneira sensual.
As coisas que Itachi faz, definitivamente deviam ser consideradas crime.
E se fosse, você não se importaria em dividir uma cela com ele, né?
Eu odeio muito vocês dois.
Sasuke riu dentre ao beijo diante do pensamento de suas parcelas mentais, concordando intimamente com o que uma delas em específico havia acabado de constatar.
(***)
_ 'Namorada' uma ova. – Kakashi murmurou para si próprio, levantando-se do sofá e indo até a garagem de seu prédio.
Não sabia como não percebera antes. Era óbvio! Na verdade ele até desconfiara de algo do gênero no dia que invadira o apartamento de Sasuke na companhia de Naruto, mas logo em seguida começou a ocorrer todos os problemas relacionados à bebedeira desmesurada do loiro, assim como o início da terapia e Kakashi direcionou seu foco para o que julgara ser mais urgente.
Sasuke estava saindo com alguém, o que por si só já era um milagre. Naruto deixou escapar que o moreno nunca saia mais de uma vez com a mesma garota, então era de se esperar que na hipótese do Uchiha decidir sair mais vezes com a mesma pessoa, então desejava algo sério. Se esse fosse o caso, provavelmente não marcaria um jantar para apresentar à sua família, mas ainda sim não manteria a garota sobre segredo de estado.
Afinal de contas, ele era um Uchiha e tal qual prezava imensamente por manter suas "propriedades" intactas e demarcadas. Já dera showzinho de ciúmes, tanto com relação à Kakashi quanto com relação à Naruto, por mais que sequer admitisse a ligação que os três possuíam. Sasuke sempre fazia questão de deixar claro sua existência relevante na vida dos dois toda vez que um deles namorava. Inclusive as namoradas que ambos possuíram até aquele momento nunca gostaram muito de Sasuke, exceto Hinata; mas ela era uma santa, então não conta.
Era de se esperar que fizesse o mesmo caso tivesse uma namorada, clamando-a como sua. Por mais doentio que isso possa parecer, pois era assim que a mente genial dos Uchiha funcionava. E ele não era, em nenhum aspecto, exceção. Talvez fosse algo advindo da criação, não sabia ao certo, o fato é que Kakashi já conhecera membros da família Uchiha o suficiente no passado para entender precisamente como a cabeça deles funcionava.
Então, o que diabos Sasuke achava que conseguiria esconder dele?
Finalmente chegou até o carro, abrindo a porta de trás e procurando algo que tinha certeza que ainda estava dentro do veículo.
_ Humm... Cabelo comprido... – Naruto exclamou, segurando um fio negro do cabelo de Itachi com o indicador e polegar, novamente rindo enquanto olhava para o rosto envergonhado do amigo – Ela deve ser uma gata, hein Teme?
[...]
_ Você não sabe de nada! – Naruto gritou, um pouco alterado, saindo do carro, arrancando sua jaqueta e jogando para dentro do veículo, no rosto de Kakashi, antes de bater com força a porta.¹
_ Bingo. – Kakashi ergueu a jaqueta de Naruto, esquecida há tantas semanas no piso do banco de trás; não foi preciso vasculhá-la minuciosamente para encontrar o solitário fio negro de cabelo que ele tinha a completa certeza que não era nem de Naruto, nem de Sasuke.
Só bastava descobrir se suas especulações a respeito da verdadeira identidade do dono estavam corretas.
(***)
_ Teme maldito! Bastardo idiota...! – os xingamentos prosseguiam enquanto Naruto colocava uma quantidade relevante de mudas de roupa em uma de suas mochilas. Sasuke não retornara sua ligação. Ele tentou o celular algumas vezes, mas este sempre estava fora de área. Justamente quando precisava do moreno, ele resolvia sumir do mapa.
Só que ali ele não ficava, então recorreu a alguém que ele não desejava pedir ajuda: Gaara.
Gaara era um de seus casos, um dos mais antigos. Foram colegas de escola e o ruivo era um exímio encrenqueiro naquela época, se envolvendo com os adolescentes mais barra-pesada que podia conhecer e criando para si uma ficha estudantil nada agradável. Quando os dois se tornaram amigos, a atitude do colega foi mudando aos poucos, até que agora se tornara uma pessoa extremamente responsável, íntegra e de boa índole.
O problema é que Gaara foi seu primeiro caso e, consequentemente, seu primeiro sexo. Ambos eram virgens à época, muito embora o ruivo não aparentasse, pois em nenhum momento pareceu inseguro no ato.
Naruto gostava muito dele, muito mesmo. Em alguns momentos, chegou a rever essa história de "casar com uma mulher ideal" por causa da atração que sentia pelo Sabaku, mas, no fim das contas, descobriu que não passava de atração, amor fraternal e sexo bom.
Todavia, o ruivo ainda confundia as coisas, acreditando ser apaixonado por Naruto e este, após varias tentativas de conversas que não levavam a lugar algum, impôs uma distância entre eles nos últimos meses numa tentativa de fazê-lo cair em si e ver como estava sendo equivocado.
Aparecer na casa de Gaara agora seria voltar à estaca zero, mas o maldito Sasuke não atendia, ele e Sai não tinham intimidade a esse ponto e seus outros casos estavam completamente fora de questão.
_ Aonde você pensa que vai? – ouviu a voz de Kakashi soar na entrada de seu quarto.
Naruto mordeu os lábios, sentindo uma leve fisgada que ignorou por causa da raiva de si mesmo por não ter sido rápido o suficiente de sair de casa antes do retorno do colega de apartamento.
_ Não é da sua conta! – respondeu secamente, voltando a arrumar sua bagagem. Ouviu os passos de Kakashi sem, contudo, se mover e fitá-lo cara a cara. Depois de alguns segundos visualizou uma garrafinha posta bem na sua frente. – O que é isso?
Virou-se, finalmente cedendo e se permitindo observar Kakashi. O grisalho segurava um fardo de cerveja long neck e uma garrafinha já aberta, tentando lhe entregar uma. A gola estava novamente cobrindo o rosto do outro, mas ele não pôde deixar de notar a expressão preocupada no olhar de Kakashi.
_ Quero me desculpar por ter exagerado ontem.
_ É, exagerou. – respondeu, ignorando a bebida e voltando a guardar seus pertences.
_ Naruto... É sério, me desculpe.
O Uzumaki suspirou pesadamente, avaliando a situação atual: Kakashi pedia desculpas e parecia sincero, mas se Sasuke houvesse oferecido abrigo ele não pensaria duas vezes, e desapareceria por alguns dias. Como as opções giravam entre Gaara, consequentemente gerando mais brigas, ou Kakashi... Hum...
_ Hn. Vou pensar no seu caso. – falou, arrancando a garrafinha da mão do grisalho e solvendo o primeiro gole. Assim que o líquido atingiu seus lábios, Naruto sentiu uma dor imensa em sua boca, esforçando-se ao extremo para não cuspir a cerveja. – Merda!
_ Calma, espera, me deixa ver. – Kakashi o puxou para perto, inspecionando o corte em seu lábio com cuidado. Naruto corou com a aproximação, mas o grisalho estava tão atento ao machucado que não percebeu. – Está infeccionando, você mordeu o lábio de novo não mordeu?
_ E a culpa de quem é? Hein?
O grisalho não respondeu, depositando o fardo na mesa de Naruto e saindo do quarto por alguns instantes. Quando retornou, segurava um tubinho de pomada em suas mãos e atirou-a ao colega, que a pegou no ar.
_ Na verdade não é culpa minha se você se envolveu em briga. Se me recordo, brigaram por causa da Hinata, não por minha causa.
_ Tsk... – preferiu não discordar e brigar ainda mais, por isso caminhou até o espelho de seu armário, pegou um pouco do medicamento com a ponta do dedo e o espalhou no ferimento com delicadeza. Neste meio tempo Kakashi alcançou uma das garrafinhas, abrindo-a com os dedos com certa facilidade e abaixando a gola para solver o primeiro gole – Onde você foi?
_ Se eu falar que fui comprar remédio pra ti, você acredita?
_ Não.
_ Ok... – Kakashi abaixou a garrafa, girando-a de leve enquanto falava. – Eu fui à delegacia, coletar algumas evidências para um procedimento.
_ Ligado a quem? – Naruto tomou mais um generoso gole, desta vez não sentindo novamente a ardência e prestando atenção para não molhar o corte.
_ Itachi.
O loiro se engasgou, tossindo freneticamente em uma tentativa de voltar a respirar. Kakashi calmamente observou toda cena, achando até mesmo engraçadinho essa reação, pois lhe lembrava do Naruto que ele sentia falta, o estabanado e despreocupado (e verdadeiro) Naruto Uzumaki.
_ I-itachi? O louco que o Sasuke salvou? Ele reapareceu?
_ Não, é apenas procedimento padrão. Mas já que tocou no assunto, não acha estranho o Sasuke ter deixado essa história pra lá?
_ O que quer dizer?
_ Bom, geralmente quando ele encana com alguma coisa, não há santo que o faça desencanar. E, convenhamos, ele estava bem envolvido com a história do Itachi, chegando ao ponto de dormir no hospital e tudo mais.
O loiro o encarou criticamente por alguns segundos, girando os olhos por fim e tomando mais um gole da cerveja, demonstrando um pouco de irritação.
_ Você está jogando verde de novo Kakashi.
_ Eu estou conversando numa boa!
Era verdade, Kakashi não estava blefando desta vez. Sabia muito bem que se Sasuke ainda possuísse algum tipo de contato com o suposto criminoso, ele teria cuidado para não deixar com que Naruto e Kakashi descobrissem tal segredo; era isso que o preocupava.
Podia ser coincidência, e era provável que realmente fosse, mas tudo ocorreu mais ou menos na mesma época: a fuga de Itachi, o namoro de Sasuke, o afastamento do moreno alegando desejar tempo a sós com a garota. Na verdade, Kakashi acreditava que podia não existir garota alguma, pois esta poderia ter sido "criada" para encobrir Itachi. Em outras palavras, a garota podia ser uma mera mentira.
E, por isso, fora até a delegacia e recolhera o material capturado na cena do crime, principalmente aqueles revestidos por sangue, levando-o conjuntamente com o fio de cabelo para um laboratório, a fim de realizar um DNA. Se bem recordava, Itachi possuía cabelos longos, o que era apenas mais uma coincidência e ponto chave na sua teoria.
Mas a troco de que Sasuke oferecia abrigo a um foragido da lei? Ele entendia a curiosidade do moreno ao desejar conhecer alguém que acabara de salvar a vida, mas depois que este o tratara com tamanha grosseria, Kakashi achava que o orgulho Uchiha iria agir e ele nunca mais desejaria se encontrar com aquela pessoa novamente.
Grande engano, pois Sasuke parecera cada vez mais obcecado naquelas semanas em que Itachi ficou internado e o simples fato de seu sumiço ter passado quase que despercebido não condizia em nada com seu comportamento anterior.
Aí tinha coisa e ele não podia deixar o herdeiro Uchiha nas mãos de um criminoso qualquer. Kakashi sabia muito bem o valor que Sasuke possuía naquela rede criminosa infinita e, provavelmente, o tal Itachi também tinha esse conhecimento. Sasuke tinha muitos holofotes e não havia uma pessoa na cidade que nunca tivesse ouvido falar sobre a sua história trágica de vida; a morte dos Uchihas e Namikaze-Uzumakis tratou de tornar a lenda eterna...
Mas se nada ocorrera até então, também significava que ele ainda tinha tempo para analisar o campo do inimigo e agir da melhor maneira possível. Iria descobrir, primeiramente, se Sasuke realmente abrigava Itachi e qual o tipo de relação que os dois possuíam (correção: o tipo de relação que Sasuke achava que eles possuíam, já que Kakashi não acreditava que Itachi aceitasse abrigo sem um motivo estritamente criminoso). Se confirmasse tal fato, ele partiria para a segunda fase do plano, que consiste em tomar conhecimento de tudo a respeito da vida do fugitivo.
E, aí sim, iria agir para valer.
_ Sei... – o loiro respondeu, arqueando uma sobrancelha como gesto de desconfiança – De qualquer maneira, Sasuke nunca mais falou de Itachi comigo. Ele está muito preocupado com a namoradinha dele.
_ Isso te deprime? – Kakashi questionou, mudando instantaneamente o foco de sua curiosidade.
_ Não. – Naruto respondeu com as bochechas coradas. – Você que deduziu que eu gosto do Teme, eu nunca disse isso.
_ Suas atitudes falam por si só.
Naruto bebeu o fim de sua garrafa com um gole longo, mantendo-se em silêncio em seguida. Kakashi atirou para ele uma nova bebida, que em poucos instantes deslizava garganta à dentro.
_ Se não é o Sasuke, quem poderia ser ao ponto de você esconder?
_ Não tem ninguém, porra! Eu admito que gosto de ter relações com homens, mas isso não é nenhuma dessa palhaçada de "sublimação" ou sei lá mais o que você falou! Eu simplesmente gosto de transar!
_ Ok. – Kakashi se levantou, deixando sua garrafinha vazia acima da escrivaninha de Naruto – Vou fazer ramen, que tal?
_ Você não vai continuar me pressionando pra saber a suposta "verdade"?
_ Não. – o grisalho respondeu, encarando-o nos olhos e exibindo aquele sorriso que raramente Naruto tinha o prazer de apreciar. – Se você diz, eu acredito em você. Vou fazer o almoço, se quiser ajudar me siga.
Naruto ouviu os passos do amigo se distanciar com o tempo e sorriu para sua garrafa, tomando mais um gole longo e solvendo todo conteúdo de uma única vez.
_ Mentiroso. – murmurou ainda com o sorriso a postos antes de bater a garrafa de vidro com força contra a mesa de madeira, pegando as remanescentes e caminhando até a cozinha, a fim de guardá-las na geladeira e auxiliar o colega no preparo do almoço.
Se voltaram para o "eu finjo que digo a verdade e você finge que acredita", para ele já estava ótimo. Melhor do que a situação deplorável da noite anterior.
Comodismo é uma merda mesmo. – Kakashi não pode deixar de pensar, ao perceber o quanto aquela falsa paz agradava Naruto muito mais do que enfrentar cara a cara os seus problemas. Mas precisava concordar que paz, num momento como aquele, era extremamente.
Não tinha porque ter pressa; afinal, a verdade sempre se revela no momento oportuno.
(***)
Sasuke sequer notou que adormecera logo depois do sexo matutino e acordou sobressaltado, acreditando estar atrasado para o trabalho. Demorou dois segundos para perceber que era sábado e ele tinha folga eterna (eternidade esta que acabaria na segunda-feira). Estava se sentindo completamente dolorido, necessitado de um banho e com fome, mas a preguiça de se levantar era maior.
Manteve seus olhos fechados, apreciando a tranquilidade de sua casa, inocentemente acreditando que estava sozinho pelo silêncio do ambiente. Foi diante deste cenário pacífico que Sasuke sentiu seu braço ser puxado para a direita e algo gelado ser esfregado contra sua pele.
Abriu os olhos, dando de cara com Itachi, vestido, de banho tomado, cabelos molhados, com uma seringa na mão direita e esfregando um algodão úmido contra a pele de seu braço.
_ Ei, ei! O que pensa que está fazendo?
_ Preciso da proteína. – Itachi respondeu como se não fizesse nada demais. – Agora fique quieto.
Itachi enfiou a agulha em sua pele antes que pudesse protestar, fazendo-o tentar puxar o braço, mas sequer conseguiu mover um centímetro devido a força do outro.
_ Eu disse "quieto". Se você puxar vai rasgar a veia.
_ Não dá pra você avisar quando vai fazer essas coisas absurdas, Itachi? – rosnou dentre os dentes, não se importando tanto com a dor (afinal, o mais velho já o havia "anestesiado" pela manhã), mas detestando a ousadia de Itachi.
Aliás, o maldito continuava o mesmo idiota de sempre, mesmo depois de tudo que passaram nas últimas horas. Era para acabar com a sanidade de qualquer pessoa, tenha santa paciência!
_ Hn. – puxou a seringa cheia do líquido vermelho-vinho, colocando um algodão seco na pele machucada e pressionando com força, em seguida buscando a mão oposta de Sasuke e guiando-a para que continuasse a pressionar aquele ponto. – Vai tomar banho Sasuke, essa cama está um nojo.
_ Culpa sua! – o Uchiha gritou indignado, ainda apertando o algodão firmemente. Tentou não corar de vergonha, todavia, no mesmo momento, flashbacks da noite anterior e de poucas horas atrás passaram por sua cabeça, tornando essa tarefa praticamente impossível.
Itachi ergueu os ombros, deixando-os cair com o peso da gravidade. Sasuke prestou atenção em suas feições pela primeira vez, sentindo uma pontada forte no peito ao identificar a indiferença no olhar do mais velho.
Bom, claro, certamente não estava esperando mil e umas juras de amor, mas indiferença e tédio não eram expressões que ele gostaria de encontrar no rosto de qualquer pessoa que passasse a noite com ele. Até mesmo ele, que era considerado por muitos um grande insensível, tentava ser mais solidário.
Garotas... Depois da noite que tivera com Itachi, será que algum dia na vida iria desejá-las?
Nem vem Uchiha, vai se ferrar! O cara ainda está te tratando como um merda, tenha dó!
Talvez ele esteja confuso Sasuke... Dê um tempo para as coisas se acalmarem.
Decidindo que não era hora para agir como uma menininha (e que não iria agir como tal em momento algum), Sasuke se arrastou para a borda da cama, no mesmo tempo em que Itachi caminhava até o balcão da pia, onde havia um aparelho que jamais havia visto.
_ O que é isso? – questionou, fazendo um pouco de careta pela dor que sentia em praticamente todas as partes de seu corpo enquanto se arrastava no colchão.
_ Isso é uma centrífuga de bancada para separar o plasma das hemácias. – Itachi respondeu friamente, injetando o conteúdo da seringa em um vidrinho lacrado por uma membrana de material que Sasuke não conseguia identificar a distância. Colocou o vidro dentro do aparelho e o fechou com velocidade, encarando os botões com um ar estritamente profissional.
_ Quando pegou isso?
_ Não te interessa.
Ok. Aquilo realmente foi a gota d'água para sua autoestima. Sasuke sentiu-se apunhalado pelas costas com uma adaga afiada e profunda; teve até vontade de chorar, mas um Uchiha não chora e, apesar de toda a humilhação, ele ainda era um: devia se portar como tal.
_ Trepar comigo fazia parte do "processo de criação das proteínas"? – questionou secamente, ainda sentado na cama e encarando Itachi com um olhar feroz.
Pego de surpresa, o hóspede olhou para seu anfitrião, girando o olhar com ares de impaciência e logo voltando a analisar os botões do aparelho.
_ Já falei Sasuke, vai para o banho. – respondeu no mesmo tom de voz gélido e indiferente, ligando a máquina e apreciando-a com aparente concentração.
Indignado e furioso, Sasuke levantou-se e fugiu para o pequeno banheiro, ignorando os gritos de protesto de cada músculo de seu corpo.
Assim que ouviu a porta bater, Itachi sentiu a movimentação no ar do ambiente e soube exatamente que mais uma pessoa ocupava aquele cômodo.
_ Gostou da minha cortesia? – ouviu a voz rouca tão conhecida sussurrar em seu ouvido. – Eu sabia que ia fazer bom proveito da máquina, Otouto.
Tentou se virar, mesmo sabendo que seria completamente inútil: Madara já o pressionava contra a bancada da pia, encoxando-o por trás e imobilizando seus braços com eficiência.
_ Tsk tsk tsk, nada disso. Não seja mal educado Itachi, não te ensinei nada durante todos esses anos?
_ O que faz aqui? – questionou com dificuldade em manter a voz firme. Era difícil admitir, mas Madara é a única pessoa no planeta que conseguia causar nele essa mistura cavalar de sentimentos, regados pela grande quantidade de pavor. Alias, 'pavor' é a única sensação que sempre estava presente quando os dois permaneciam a sós, pelo menos, atualmente.
Itachi suspeitou, no instante em que viu o aparelho, que alguém da Akatsuki o deixara ali enquanto ele tomava banho, por isso acelerou a coleta do sangue de Sasuke; aquilo era um cartão de "bem vindo ao inferno". Sendo assim, ele precisava de seus sentidos recuperados para poder defender tanto a si mesmo quanto ao Uchiha quando a pessoa retornasse.
Mas ele, em nenhum instante, imaginaria que fosse o próprio Madara quem entregara tal presente.
_ Oras... Não posso sentir sua falta? – sussurrou em seu ouvido, beijando seu pescoço com doçura, fazendo-o se arrepiar. – Está gostando de brincar de casinha com o pivete Uchiha?
Itachi não respondeu, sentindo um segundo beijo em outro ponto de seu pescoço, próximo a sua orelha; um de seus pontos fracos que apenas Madara conhecia depois de tantos anos dividindo os mesmos lençóis.
_ Se você se esquecer do nosso combinado e se envolver com o moleque... Sabe muito bem o que vai acontecer, não sabe Otouto? – rosnou em seu ouvido, liberando um pouco o seu corpo imobilizado, apenas o suficiente para girá-lo, deixando os dois frente a frente. – Se me esquecer... Saiba que mais uma cabeça vai rolar.
Itachi apreciou o rosto magnífico e impecável de Madara por alguns instantes, antes de conseguir manter o olhar firme, abaixando-o e encarando a pequena distância que ainda restava entre seus corpos.
O homem mais velho riu de maneira maliciosa, aproximando-se, encostando a própria virilha na de Itachi, fazendo-o se erguer e se sentar em cima do granito da bancada da pia. Largou a pegada em seus punhos, segurando a mandíbula de Itachi com as duas mãos e puxando-o para um beijo avassaladoramente intenso e impudico.
_ Não se esqueça de mim... Não se esqueça do seu Nii-san! – sussurrou contra os lábios rosados de Itachi após interromper o beijo, deixando o mais novo completamente sem fôlego e com o coração acelerado pela mescla de medo e desejo. – Não se esqueça de quem você é!
Itachi fechou os olhos com força, quando tornou a abri-los, Madara já desaparecera, deixando apenas o seu perfume para trás. Ainda com a respiração descompassada, saiu de cima da bancada, temendo que seus pés fossem falhar e deixá-lo cair de encontro ao chão, porém aliviou-se quando conseguiu ficar em pé.
_ Não me esquecer de quem eu sou... – murmurou para si mesmo, passando as mãos trêmulas nos cabelos molhados. Apertou as madeixas, olhando para a centrífuga sem sequer prestar atenção exatamente o que fazia. – Quem eu sou?
E com a mente repleta de pensamentos que ninguém poderia sequer tentar adivinhar, Itachi continuou o trabalho com o sangue de Sasuke, preparando a injeção de plasma que revigoraria seu organismo em questão de minutos.
(***)
Os gritos eram intensos, constantes e horripilantes. Nenhum deles conseguia se acostumar com o tremor que invadia seus corpos quando a gritaria começava, por volta do começo da tarde, às vezes pela noite, como naquele momento. Era uma rotina. Eles sabiam quem gritava, mas não era algo adaptável para meras crianças de oito anos.
_ Me pergunto o que fazem com ele. – o menino de cabelos loiros à altura dos ombros questionou, cobrindo os ouvidos após um grito particularmente alto.
_ Ouvi dizer que era dose extra. – o de cabelos avermelhados e curtos respondeu, com um rosto apático de quem não estava dando a mínima para aqueles gritos.
_ Mas se fosse dose extra ele estaria com sono, já que a dose não dói.
_ E eu vou saber Deidara? Pergunte pra ele.
_ Se eu pudesse perguntaria, Sasori. – Deidara respondeu rispidamente, mas mantendo o olhar distante, perdido em teorias infantis acerca do que poderia causar tanta dor ao outro garoto.
Os dois ficaram quietos, apreciando os gritos agonizantes como uma melodia única, uma cantiga de ninar. Ambos estavam de folga naquele começo de noite, sem treinamentos, sem fiscalização, sem contato com as demais crianças. Era o único turno que tinham na semana a sós e, por mais que os dois se dessem relativamente bem (comparado às outras crianças), Sasori sentia falta de algo naqueles momentos sem atividade.
Não sabia bem o que faltava para suas vidas, afinal de contas, tinham tudo: os cientistas eram extremamente dedicados, os professores tinham bastante paciência para ensinar, Madara-sama também tratava todos eles muito bem... Mas algo parecia faltar, o que seria?
_ Às vezes eu penso se ele é feliz. – Sasori comentou brandamente, encarando os seus cortes na mão com certa curiosidade.
_ Itachi? – Deidara complementou sua pergunta ao mesmo tempo em que os gritos cessaram. Agora eles podiam terminar o diálogo num tom de voz mais baixo.
_ Sim. Nós não podemos falar com ele, mas ele é o único que tem acesso aos aposentos de Madara-sama. Ele deve ser tratado diferente e ser feliz, apesar de não ter o que nós temos.
_ Você se considera triste? – Deidara arregalou os olhos, não acreditando no caminho que aquela conversa tomava. Era possível alguém ser triste, vivendo naquele local maravilhoso em que viviam?
_ Triste, não. Incompleto, talvez... – o ruivo respondeu ainda pensativo, observando uma gota de seu sangue escorrer pela palma de sua mão, não se dando conta quando reabrira tal ferida. Já devia ter cicatrizado há algum tempo. – Não vejo a hora das missões começarem. Quero conhecer o mundo lá fora.
_ Não seja tonto! Você sabe muito bem que o mundo lá fora é horrível!
A porta da câmara onde se encontravam naquele momento foi aberta e os dois mecanicamente seguiram até seu exterior. Piscaram algumas vezes, já que era complicado para eles se acostumarem com a mudança brusca de iluminação na ausência de Madara e, consequentemente, de seu fornecimento de proteínas. E ele já estava fora fazia quase quatro semanas!
_ Acha que ele vai demorar muito? Ontem eu já não senti direito o gosto da ração... Ele precisa voltar logo. – Sasori ouviu um dos seus colegas comentar para o outro que, provavelmente, dividia a câmara consigo; ambos também lutavam contra a deficiência de suas pupilas, piscando intensamente e tentando recobrar o foco.
Ração era o alimento que comiam em todas as refeições, pelo menos era assim que os cientistas nomearam a mistura. Sasori achava o alimento com gosto agradável, melhor que sangue, já que o sabor do sangue era o único que ele sentia corriqueiramente além do gosto da ração. Uma vez, ouvira Hidan se questionar se haveria outro tipo de alimento no mundo, porque aquele boca-suja detestava o que lhe era servido.
Foi uma das únicas vezes que Sasori riu de perder o fôlego. Até parece, outro tipo de alimento, que absurdo!
_ Vamos lá! – Deidara o indicou uma mesa um pouco afastada, que ficava próxima a sala onde Itachi estava no seu tratamento especial. Provavelmente queria bisbilhotar e, como Sasori não tinha opinião nesse aspecto, concordou com o local escolhido, apanhando um prato na mesa central e se dirigindo até o canto.
Sentaram-se e aguardaram. Era o procedimento padrão: só podiam comeriam quando todas as crianças estivessem presentes e Itachi ainda não saiu de sua câmara.
Cinco, dez, quinze minutos se passaram e nada.
_ O que aquele maldito está fazendo pra demorar tanto? – o colega loiro perguntou com impaciência, sentindo sua barriga roncar de fome. Sasori abriu a boca para retrucar, mas no mesmo instante a porta foi aberta.
Orochimaru, um dos coordenadores, carregava Itachi no colo. O garoto parecia semiconsciente e exausto, sem machucados aparentes, mas com a pele banhada em suor, gemendo de leve com qualquer mínima movimentação. Foi levado até a mesa mais distante, a mais solitária, pois nenhuma das crianças podia ter contato com Itachi, o prodígio.
Todavia, nenhuma delas sabia o significado da palavra "prodígio"; assim o denominavam visto que era desta maneira que Madara se referia a ele em meio a ensinamentos de luta. Itachi sempre se dava bem, por isso associavam a palavra a algo bom.
_ Podem comer! – Orochimaru ordenou em voz alta, deixando Itachi cabisbaixo segurando uma colher, encarando o próprio prato de ração sem conseguir levantar um músculo para se alimentar. O coordenador não o ajudou além disso, retirando-se da sala de refeição e deixando as crianças em um silêncio entrecortado apenas pelo barulho de mastigação e deglutição.
E, nesse momento, Sasori parou de se perguntar se o prodígio era feliz; afinal de contas, a resposta para essa pergunta não podia estar mais evidente diante de seus olhos.
... Continua ...
¹ Acontecimentos do capítulo 4.
Respostas reviews "guest":
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Kaka:
Aiiiin que bom que gostou do lemon! *Medo infinito de não ser do gosto do público*
Espero que tenha se recuperado sem sequelas auehuaehuaehuea!
E não morra pelo amor de Deus! Como vou ficar sem suas reviews? Eu choro AUHAUHAUHA!
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Dea:
É bom mesmo gostar de Itachi x Sasuke nessa fanfic, terá bastante auahuhauhau.
Fico feliz que tenha curtido o lemon! *-* Muito obrigada!
Aproveitando o espaço, queria agradecer também a review que deixaste em The Plan *-* Fiquei muito feliz querida, de verdade! Não vou abandonar e atualizarei quando der! Ok? Obrigada mesmo!
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Kowaii:
Flooor amei sua review! Eu a respondi no Nyah já que colocaste lá ok? É mais fácil e da pra ver a resposta antes hahaha. Acho que já viu, mas se não viu olhe lá. xD
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Muitos beijos a todos que comentaram! Espero que tenham gostado da atualização!
