Disclaimer: Os personagens da fanfic pertencem a Masashi Kishimoto, a trama, no entanto, me pertence.
Warnings: linguagem chula, violência, mortes, tortura, cenas explícitas de sexo homossexual e relações incestuosas.
N/A: Olá! o/
Capitulo grande pra compensar a demora. Demorei por causa da minha outra fanfic, dessa vez não por causa de estudos. Mas agora ela está finalizada (pelo menos aqui no meu computador hoho) então não vou demorar mais pra atualizar Haunted. Um viva pra mais nova filha única! o/
Nesse capítulo tem lemon de novo. Eu sei, vocês devem estar de saco cheio, mas é que ele tinha que ser escrito agora. Contudo, sugiro que aproveitem a cena porque vai demorar pra ter lemon desse casal novamente, vocês vão entender o que quero dizer ao final do capítulo. Então aqueles que têm costume de não ler as cenas de sexo (VOCÊS SÃO LOUCOS?!) leiam apenas finalzinho, ok? Ele é diferente do lemon anterior, e tem um propósito pra ser assim.
Boa leitura a todos!
HAUNTED
Capítulo XVII
_ Naruto? – Kakashi murmurou, não acreditando na sua falta de sorte.
O que diabos Naruto fazia ali vestido como um funcionário do estabelecimento? A última vez que entrara em contato com Sasuke, ele soube o loiro estava em uma fossa absurda na casa de Gaara, dormindo praticamente vinte horas por dia. Claro, era ótimo ver que o Uzumaki estava superando aquela situação (e pelo visto melhor do que ele próprio), mas não havia momento mais inoportuno para reencontrá-lo!
_ Oh, então você é o Naruto! – Iruka exclamou com entusiasmo, ficando de pé e caminhando até o loiro, esticando a mão para cumprimentá-lo; Naruto, sem realmente saber como deveria agir, correspondeu o gesto e o suposto 'amigo' de Kakashi sacudiu sua mão com energia. – Eu queria muito conhecer o filho de Kakashi, ele falou de você na última vez que nos encontramos! Você é igualzinho às fotos que tem no apartamento!
O Uzumaki olhou completamente indignado para Kakashi, deixando sua boca abrir de descrença no que acabara de ouvir. O grisalho teve a completa certeza de que jamais vira Naruto tão furioso e indignado como naquele momento.
_ Ahm, não... Você entendeu errado Iruka... – tentou consertar a confusão, também ficando de pé e caminhando em direção aos dois.
Iruka realmente tirou conclusões precipitadas a respeito do que ele falara. Bem verdade é que Kakashi não mencionou Naruto na última conversa que tiveram, mas o moreno vira uma foto dos dois de uns cinco anos atrás na sala de estar e questionou quem era o garoto. O grisalho, não desejando estender aquele assunto muito além do necessário, apenas comentou que era seu ex-tutorado. Mas como Iruka tinha uma relação de pai e filho com seus tutores, ao ponto de realmente chamá-los de "pai" e "mãe", acreditou que Kakashi tinha aquele tipo de relação com Naruto também.
E agora o grisalho se arrependia profundamente por não ter explicado melhor a relação dos dois, se bem que seria um pouco complicado dizer: "Na verdade a gente quase transou hoje mais cedo, mas enfim, como vai a vida?".
A situação não era nada simples.
_ Ah, então você é o Iruka? – Naruto finalmente se pronunciou e interrompeu Kakashi, sua voz chegava a estar dois tons abaixo no normal devido à fúria que sentia no momento. Olhou para seu ex-colega de apartamento com um olhar reprovador e assassino. – Também já ouvi falar de você.
Fodeu.
_ É mesmo? – Iruka questionou com evidente curiosidade.
_ Ahm, Naruto, se importa de trocar uma palavrinha comigo? – Kakashi pediu, tentando desesperadamente interromper a conversa entre Iruka e Naruto. Ao analisar o grau de raiva no olhar do Uzumaki, não sabia ao certo se sobreviveria ao apocalipse, caso Iruka continuasse falando bobagens.
_ Sinto muito papai, mas eu estou trabalhando agora. – respondeu, com a voz recheada de ironia. Iruka deveria continuar um completo tolo se era incapaz de perceber a animosidade no tom de voz do loiro. – Preciso anotar os pedidos de vocês.
_ Hum... Eu ainda não olhei o cardápio. – o moreno comentou, voltando para a mesa e abrindo o menu.
_ Queremos a recomendação do chefe e vinho da casa. – Kakashi respondeu para Naruto sem ter visto qualquer opção do cardápio, desejando o quanto antes retirá-lo de lá para que pudessem conversar a sós.
_ Hum... Kakashi, esse prato custa cento e cinquenta reais por pessoa! – Iruka comentou, empalidecendo levemente em pensar no seu singelo salário de professor pagando uma refeição como aquela.
_ Eu pago, não se preocupe. – sabia que iria doer em seu bolso, mas realmente não se importava com aquilo naquele momento. Tirar Naruto dali: isso sim era importante.
O loiro rabiscou os pedidos no bloquinho, pediu licença e praticamente correu para fora do segundo salão, desejando chegar à cozinha o quanto antes.
_ Iruka, o assunto é um pouco sério, eu preciso realmente falar com ele. – Kakashi comentou, também andando para fora do salão.
_ Claro! Sei bem como são essas brigas de pai e filho! – o moreno respondeu em voz alta, fechando o cardápio e se preparando para aguardar.
Kakashi parou de andar e cogitou a possibilidade de se virar para o amigo e explicar o que estava acontecendo (ou ao menos deixar claro que eles não tinham uma relação paternal), mas no fim simplesmente balançou a cabeça e voltou a caminhar. Naruto era mais importante no momento, depois ele passaria a limpo qualquer mal entendido com Iruka.
_ Naruto! – Kakashi o chamou quando conseguiu alcançar o outro já no começo do primeiro salão, correndo ainda mais até estar próximo o suficiente para agarrar seu braço.
O mais novo foi obrigado a parar de correr, mas não se virou para encarar Kakashi. Pelo contrário, manteve-se de costas, seu olhar direcionado para os pés.
_ Naruto... – Kakashi falava um pouco ofegante, sentindo seu coração bater forte pelo esforço repentino. – Iruka entendeu errado, eu nunca me referi a você como meu filho!
_ Não é da minha conta. – ele murmurou em resposta. Kakashi tentou girá-lo com um toque suave no ombro, mas ele apenas o puxou de seu alcance, não desejando aquele tipo de contato.
_ É sim! Iruka me encontrou há umas semanas e...
_ Não quero saber! – respondeu com um tom de voz mais alto, mas nem assim Kakashi desistiu de tentar. Desta vez puxou o ombro de Naruto com força e ele, pego de surpresa, se viu obrigado a se virar.
_ Nós precisamos conversar! – exclamou, encarando os olhos azuis furiosos e repletos de lágrimas de raiva. Kakashi sentia seu coração apertado, não entendendo direito porque este não desacelerou até aquele instante.
_ Conversar o quê!? Você é idiota!? O que eu teria pra falar com você!? Vai lá conversar com o teu namorado e me deixe em paz!
Naruto continuava a esbravejar, cada vez mais aumentando o tom de voz e aparentando mais raiva. Kakashi sequer prestava atenção no que ele falava, tentando compreender porque seu corpo continuava a agir daquela maneira estranha: mesmo parado, seu coração disparara ainda mais quando o Uzumaki se virou; sua mão parecia ter grudado no braço dele, pois ele não o soltara em momento algum; sua respiração ainda estava instável e ele sentia uma extrema vontade de... de...
Naruto está falando demais!
No momento, essa reação realmente pareceu algo extremamente óbvio e correto de se fazer: qual seria a maneira mais eficiente de calar o loiro tagarela e irritado à sua frente? Beijá-lo, claro! E foi isso o que Kakashi fez: aproveitou que sua mão ainda agarrava o braço do garoto, puxando-o para si, beijando-o e abraçando-o com força para que não conseguisse fugir.
_ Naruto! Eu consigo ouvir seus berros lá do... Do... – Sasuke vinha correndo do outro lado, dando de cara com a cena levemente perturbadora. – Putz...
Não atrapalhou os dois, mas nem por isso saiu dali. A área onde se encontravam estava deserta executando-se os três e, pelo jeito, o suposto "casal" não havia se dado conta da chegada de Sasuke.
Naruto lutou contra o beijo por alguns instantes, até finalmente se render aos seus sentimentos e passar os braços ao redor do pescoço de Kakashi, abrindo a boca e aprofundando ainda mais o beijo. Kakashi, por sua vez, se sentiu encorajado pelo gesto, enfiando suas mãos dentro da blusa do outro e tocando a pele de sua barriga com devoção, deliciando-se com a temperatura quente do corpo de Naruto.
Isso, aparentemente, fez o loiro despertar de seu transe, interrompendo o beijo, encarando o rosto de Kakashi por poucos instantes, antes de fechar os dedos da mão direita em um punho e acertar a mandíbula do grisalho, que perdeu o equilíbrio diante do golpe forte e caiu sentado no chão, completamente tonto pelo impacto.
Essa é uma das desvantagens de se ter um homem como amante: um tapa feminino dói bem menos.
Sasuke percebeu que não poderia continuar como um mero espectador. Correu de encontro a Naruto, agarrando-o por trás enquanto este se debatia e tentava pular para cima de Kakashi novamente.
_ QUEM DIABOS VOCÊ PENSA QUE É!? – o loiro gritou em plenos pulmões, se debatendo com força de modo que Sasuke não sabia se conseguiria contê-lo por muito tempo. – VOCÊ É UM FILHO DA MÃE KAKASHI! EU VOU TE MATAR!
_ Shiiii! Naruto! Aqui é seu trabalho! – Sasuke falava com a voz urgente, rezando para todos os deuses que ninguém estivesse ouvindo esse escândalo.
Você sabe que isso é completamente impossível né?
Cala a boca e dê apoio moral!
_ ME LARGUE SASUKE!
_ NARUTO! – uma quarta voz se ouviu e instantaneamente o loiro parou de se debater. Sasuke o soltou quando percebeu que ele não estava mais tentando fugir e olhou para trás pra ver quem o chamava.
Era um homem de aparentemente trinta anos de idade, usando roupas sociais e um ar profissional que fora substituído pela total descrença na cena a sua frente. Provavelmente era o superior de Naruto.
_ Por um acaso você bateu no nosso cliente?! – o homem falou novamente e Kakashi colocou-se de pé em um pulo.
_ Não, veja bem, é que... – ele ia explicar, ele realmente ia! Mas Naruto conseguiu, de alguma forma, chegar perto o suficiente para desferir um segundo soco, acertando-o novamente no mesmo ponto.
Realmente, um tapa dói menos... – pensou Kakashi, segurando a mandíbula machucada, checando que felizmente não deslocou o maxilar.
_ NARUTO! – Sasuke e o gerente gritaram, mas o Uzumaki estava tão fora de si que não pensava direito antes de agir. Jogou o bloco de anotações no chão, conjuntamente sua caneta e correu em direção à saída, não se importando em olhar para trás ou em pensar duas vezes na consequência de seus atos.
_ CANSEI! QUE SE FODAM TODOS VOCÊS! – ele gritou por cima do ombro enquanto praticamente evaporava daquele restaurante.
Sasuke olhava para as costas de Naruto e, em seguida, para o rosto inchado de Kakashi sem saber o que devia fazer.
_ Vai! – o grisalho falou, cuspindo sangue em sua mão logo em seguida, sentindo-se sortudo por não ter perdido um dente. Sasuke acenou com a cabeça e correu atrás de Naruto, deixando uma nota de cinquenta em cima do balcão para pagar as bebidas que tomara, sem se preocupar com o troco.
Não que o gerente estivesse muito preocupado em cobrar Sasuke, pois estava completamente sem jeito pedindo mil desculpas para Kakashi e tentando auxiliá-lo a se levantar.
_ O senhor está bem? Precisa de alguma coisa? Mil perdões pelo comportamento do garçom, ele é temporário e eu jamais imaginei que fosse agir dessa forma!
_ Kakashi?
Aparentemente a briga atraíra a atenção de Iruka e o fez procurá-lo, que correu ao encontro do grisalho tentou auxiliá-lo a se levantar conjuntamente com o gerente.
_ O que aconteceu aqui? – ele questionou, olhando para o rosto inchado de Kakashi e seu lábio sujo de sangue.
_ Foi tudo um grande mal entendido... – o grisalho começou a explicar, tentando salvar o emprego de Naruto e resolver a situação com Iruka, mas sua mandíbula doía tanto que ele sequer conseguira continuar falando.
_ Shii, depois você explica, nós temos que ir a um hospital! – Iruka falou, auxiliando Kakashi a se mover e levando-o até a cadeira mais próxima para que se sentasse.
O gerente continuava a pedir mil desculpas, mas tudo que Kakashi desejava era voltar apenas três minutos no tempo e mudar toda aquela confusão.
(***)
Gaara estava sentado calmamente na sala, lendo um de seus livros favoritos com grande concentração, quando a porta de seu apartamento foi escancarada e um Naruto furioso adentrou o recinto, sendo seguido de perto por Sasuke Uchiha.
Maldito Uchiha!
_ O que diabos você está fazendo aqui Uchiha? – gritou, pondo-se de pé e agarrando o braço do outro rapaz, impedindo-o de continuar seguindo Naruto, que acabou se trancando no banheiro.
_ Me solte Sabaku! Não vê que Naruto está tendo uma crise de raiva?
_ E provavelmente o motivo disso é você, não é!?
Não era segredo que Sasuke e Gaara se detestavam desde o ensino fundamental. Primeiro o ódio ocorreu pela simples rivalidade a respeito de quem seria o melhor amigo de Naruto (apesar de nenhum dos dois admitir isso em voz alta) e depois por participarem de grupos rivais do colégio. Sasuke foi bem arruaceiro em sua época de adolescente revoltado e Gaara foi líder de um grupo rival que não era nem um pouco menos violento. Se não fosse por Naruto, provavelmente o futuro dos dois garotos não seria nem um pouco promissor.
Apesar de tudo isso ter ficado no passado, a rivalidade se mantinha fresca como sempre. E toda vez que tinham a possibilidade de se encontrar, pelo menos um bate boca singelo e caloroso era ouvido pelos demais.
_ Olha aqui seu bosta! – Sasuke esbravejou, empurrando violentamente o dedo indicador no peito de Gaara. – O Usuratonkachi está precisando de auxílio, então sai da minha frente antes que eu quebre sua cara!
_ Eu lido com Naruto e conserto a cagada que você fez Uchiha, não se incomode!
A discussão continuou sem chegar a lugar algum, até que Sasuke perdeu completamente a compostura e tentou atingir Gaara com um soco. A partir daí, foi inevitável a ocorrência de uma briga.
Naruto pareceu ouvir a movimentação, pois saiu do banheiro e flagrou seus dois amigos rolando pelo chão, Gaara por cima de Sasuke imobilizando-o contra o assoalho.
_ Que tipo de amigos vocês são!? – ele gritou com total indignação, puxando Gaara de cima de Sasuke sem nenhum tipo de delicadeza pela gola de sua camiseta, forçando-o a se sentar no sofá. – Vocês querem me ajudar ou me causar mais problemas porra? Será que a vida inteira vou ter que separar vocês!?
_ Não é como se a gente não brigasse assim também Dobe! – Sasuke se defendeu, passando a mão por cima da boca para se certificar que não havia machucado o lábio.
_ Mas você é meu irmão! É diferente! – Naruto gritou para Sasuke, tomando a posição anteriormente ocupada por Gaara e iniciando uma briga intensa com o Uchiha.
Gaara suspirou, cruzando os braços e aguardando. Sabia que as brigas de Naruto e Sasuke eram diferentes das que ele tinha com o Uchiha: era a maneira que os dois possuíam de diminuir o stress e se comunicar de uma maneira extremamente particular. O melhor seria aguardar pacientemente até que um dos dois ficasse completamente exausto.
Afinal de contas, os dois eram irmãos, como o próprio Naruto havia dito.
(***)
_ Neee, Sasuke! Você está vindo morar conosco hoje! Isso não é ótimo?
O garotinho olhava para cima, encarando com apatia para a mulher de longos cabelos ruivos, não desejando esforçar-se o suficiente para falar. Estava cansado, completamente exausto de ter que aguentar todos puxarem papo consigo sobre amenidades ou coisas "felizes". Não entendia como todo mundo podia esquecer-se da grande tragédia que acontecera em sua vida e agir como se nada tivesse acontecido.
Sasuke abaixou a cabeça, fitando Naruto pela primeira vez desde todo aquele acontecimento aterrorizante. Ele agarrava-se na perna de seu tio Minato, parecendo completamente perdido com aquela situação.
_ Naruto está ansioso pra ter você pra brincar Sasuke! Não está, filho? – Minato questionou, abrindo um sorriso gigantesco para o filho e encorajando-o a agir de acordo com o combinado.
Naruto era uma criança esperta, entendeu sem grandes problemas as dificuldades que sua família teria para inserir Sasuke na rotina diária e toda complexidade emocional que o garoto Uchiha traria de brinde. Obviamente não poderia classificar toda aquela situação com essas palavras, mas sabia que deveria "pegar leve" para ajudar o garoto.
_ Sim... – ele respondeu, primeiramente com certa incerteza e em seguida abriu o mesmo sorriso radiante de seu pai, soltou a barra de sua calça e andou para mais perto do Uchiha. – Eu mudei tudo no quarto pra te esperar! E você ficou com o beliche de cima, sortudo... – comentou, fazendo bico ao proferir as últimas palavras.
_ Você é estabanado demais e iria cair no beliche de cima Naruto! – Kushina contestou, bagunçando os cabelos de seu filho, contente por ele estar cooperando com a situação.
_ Não ia não! Eu já sou grande!
_ Mas ainda não...
_ Será que podemos parar de 'faz de conta' e ir logo pra casa? – Sasuke perguntou com desdém, olhando para os adultos com uma súbita maturidade e mágoa que os fez indagar como uma criança daquela idade poderia agir assim.
_ Não é 'faz de conta' Sasuke, nós estamos felizes por termos você conosco. – Minato respondeu docemente, também se aproximando do garoto.
Não era mentira. Kushina e Minato amavam a criança tanto quanto seu filho de sangue, pois o viram crescer desde neném e tinham contato quase que diário com toda família Uchiha antes da catástrofe acontecer. Não era apenas pela amizade que tinham com os pais de Sasuke que aceitaram a criança em sua família; eles realmente o amavam muito.
Naruto, apesar de declarar constantemente em alto e bom som não gostar de Sasuke, também estava animado com a perspectiva de ter outra criança em casa e o considerava uma companhia divertida quando ele desejava brincar (o que era raro, mas ainda sim acontecia). Por ser filho único, a perspectiva de ter um novo "irmão" era extremamente convidativa.
_ Claro que sim, acredito. – respondeu com ironia, evitando olhar para Minato e encarando o horizonte com seus olhos negros repletos de mágoa.
_ Teme! Não seja mal agradecido!
Kushina deu um tapa na própria testa, suspirando ao perceber que Naruto não aguentara sequer dez minutos sem comprar briga com o outro garoto. Isso porque ela gastara mais de três horas explicando para seu filho como ele deveria se portar nesse momento delicado.
As coisas não seriam nada fáceis.
(***)
_ Teve alguma informação? – a ruiva questionava urgentemente, acompanhando o marido desde o portão de entrada até a sala. – Recebemos mais um aviso hoje!
_ Não descobri mais nada.
_ Minato, eu estou com medo! Você precisa descobrir!
_ Eu estou tentando! Kakashi está no caso!
_ Kakashi é um policialzinho de araque! Você tem que recorrer a peixe grande!
Minato jogou sua maleta acima da mesa de centro, suspirando profundamente algumas vezes e passando as mãos sobre o rosto antes de se virar para sua esposa.
_ Kushina, eu estou fazendo o que posso fazer! – tentou explicar com paciência, apesar de sua expressão facial demonstrar tudo menos paciência. – Eu não posso ir ao FBI e falar "olá, tenho um caso bem interessante pra vocês, que tal?". Você tem que compreender que eu também estou com medo e faço o possível pra proteger a minha família!
_ E se nós fugíssemos? – ela perguntou, aparentemente não prestando atenção nas palavras de seu esposo. Minato deu-lhe as costas, caminhando para a cozinha e sendo seguido de perto por Kushina. – Nós podemos conseguir nomes falsos e fugir, não? Não é a polícia de Kakashi que...
_ Esse tipo de proteção só é concedida em caso de ameaça com algum tipo de prova! Nos não temos nada! – respondeu Minato ainda mantendo o tom de voz ameno, enchendo um copo d'água no filtro enquanto falava.
_ Mas nós temos os avisos!
_ Não valem como prova, pois são codificados e apenas nós entendemos. –respondeu Minato se virando para encarar a esposa, tentando manter a expressão amena e acalmar sua esposa. – O que foi o aviso dessa vez?
_ A sua canção de formatura, a que tocou na cerimônia de colação de grau. Dessa vez foi uma fita K-7, estava em cima da cama de Naruto, mas não estava lá antes, pois eu arrumei de manhã. As câmeras não pegaram movimentação alguma. – ela o abraçou, soltando o primeiro soluço. – Eu estou apavorada Minato! Quero ao menos mandar os meninos pra outro lugar!
_ Kushina, não funcionou com Mikoto e Fugaku. A mesma tentativa não iria funcionar. – Ele respondeu, abraçando a esposa.
Desejava chorar também, mas se esforçando o suficiente para manter a compostura. Afinal, sabia que era ele quem deveria ser o forte naquela situação.
_ Você pegou a fita com as luvas, né? Guardou num dos plásticos que deixei com você? Vamos mandar pra análise.
_ Sim, mas de nada vai adiantar. Não vai ter digitais, mais uma vez... – a voz de Kushina estava instável; Minato sentiu seu coração ainda mais apertado, se sentindo um completo incompetente por fazer sua esposa sofrer daquela forma.
_ Nós não podemos pensar assim... Tenha calma...
Os dois permaneceram por alguns minutos abraçados, Kushina soluçando baixinho enquanto chorava e Minato acariciando seus cabelos em um gesto de conforto.
Os dois sentiam-se frustrados, cansados e derrotados com todas as ameaças. Não sabiam quem estava atrás deles, mas ficavam completamente apavorados com os objetos entregados: todos continham alguma informação do passado deles e, às vezes, eram realmente objetos pessoais deles. O mesmo ocorreu com Mikoto e Fugaku reiteradamente antes do desastre acontecer e eles sabiam muito bem qual era o resultado.
_ Pai...
O casal se soltou, encarando Naruto parado no corredor que dava para a cozinha, os olhos levemente inchados e avermelhados.
_ O que foi Naruto? – Minato perguntou com doçura, enquanto Kushina enxugava sutilmente suas lágrimas, sem que seu filho se desse conta de seu momento de fraqueza.
_ O bastardo está sendo um idiota... – o garoto soluçou – Posso dormir com vocês?
_ Calma Naruto, Sasuke só está passando por um momen...
_ Eu quero dormir com você! – o garoto falou num tom mais alto, correndo até seu pai e agarrando suas pernas, soltando um choro sentido de cortar o coração.
Não estava sendo nada fácil nem para as crianças. Apesar deles não terem conhecimento de toda essa situação de perigo, Naruto percebeu a mudança do comportamento dos pais e colocou a culpa em Sasuke, que por sua vez já passava por maus lençóis pela morte de seus próprios progenitores. Os dois discutiam constantemente por idiotices diversas, mas as brigas estavam cada vez mais violentas, machucando os dois meninos fisicamente. A situação causava todo esse inconveniente e apesar das crianças serem imaturas, ainda sofriam muito com todas as mudanças.
_ Nee, Naruto, vamos dormir com a mamãe então. – Kushina falou, se curvando para pegar a criança no colo. Naruto agarrou-se ainda mais fortemente nas pernas de seu pai.
_ Não! Eu quero o pai! É sempre ele quem vai dormir com o bastardo! Eu quero que ele fique comigo!
"Bastardo" era o mais novo apelido "carinhoso" que Naruto inventara para Sasuke. Já o chamava de "Teme" antes do outro vir morar na casa da família Namikaze-Uzumaki, mas aparentemente aprendera na escola o significado dessa palavra e passara a utilizá-la toda vez que desejava ofender.
_ Não chame o Sasuke assim Naruto! É uma palavra muito ofensiva! – Kushina o repreendeu com um olhar rígido.
_ Ele me chama de um monte de coisa também! – o garoto respondeu sem jamais largar as pernas de Minato.
_ Ok filho, chega de bobeira. Vou com você... – Minato respondeu, segurando o loirinho no colo e contendo sua agitada comemoração de vitória. Olhou para a esposa e acariciou seu rosto. – Tente melhorar sua relação com Sasuke, vai ser uma boa oportunidade.
Ela concordou com um aceno de cabeça e beijou o esposo, dando um pequeno selinho nos lábios de seu filho em seguida. Sentia-se um pouco aflita em ter que lidar com seu afilhado sozinha; Kushina não era ignorante, tinha a plena consciência de que Sasuke gostava mais de Minato e tinha uma certa competitividade para consigo. Ela realmente tentava mudar essa situação, mas a criança tinha um gênio extremamente forte.
Caminhou até o quarto dos meninos, dando três batidas leves na porta antes de abri-la e entrar, encontrando Sasuke deitado no beliche de cima de costas para ela.
_ Sasuke, vim conversar com você. – ela tentou uma abordagem sutil, utilizando um tom de voz gentil e carinhoso como sempre fazia.
_ Eu quero o tio Minato! Saia daqui! – mas, como de costume, Sasuke não estava nem um pouco contente com a sua presença.
Kushina suspirou fundo e decidiu que estava farta de abordagens sutis, já que esse definitivamente não era o seu jeito de lidar com problemas como aquele. Puxou o garoto de cima da cama com certa facilidade. Sasuke era um pouco mais alto que Naruto, mas mais magro e leve. O tomou nos braços com rapidez, sentando-se no beliche de baixo e abraçando-o apertado.
Sasuke foi pego de surpresa com tamanha movimentação e só reagiu ao toque quando já estava preso no colo de sua tia. Passou a tentar se libertar, mas ela não deixara brecha alguma.
_ T-tia Kushina!
_ Sasuke, eu te amo muito! Muito mesmo! – ela murmurou, ato este que fez o garoto parar de se movimentar e ouvir com atenção. – Eu quero muito que todos nós fiquemos bem nessa casa, porque é realmente uma alegria gigantesca te ter conosco. Mas estão acontecendo alguns problemas no trabalho de Minato e Naruto não está entendendo o nosso comportamento e você, como mais velho, tem que ser forte e entender! – mentiu, tentando colocar o problema de uma forma que Sasuke pudesse compreender.
Sasuke não era muito mais velho que Naruto, apenas algumas semanas de diferença, mas para crianças esse pequeno detalhe é muito relevante, ao ponto que Sasuke costumava se considerar mais maduro simplesmente por ter nascido antes que Naruto.
_ Mas...
_ Essa é a função dos irmãos mais velhos, não é? – Kushina finalizou, afastando-se um pouco do garoto apenas para poder olhar em seus olhos. Sasuke parecia surpreso com suas palavras e ela o achou tão adorável naquele instante que não conseguiu conter seu impulso e beijou a ponta do nariz arrebitado do menino, fazendo-o corar.
_ Naruto não é meu irmão! – ele respondeu com a voz recheada de confusão, franzindo o cenho enquanto digeria a informação.
_ É sim. Não é seu irmão de sangue, mas é seu irmão sim e não é só porque agora vocês moram juntos. Desde pequeno vocês brigam como gato e rato, mas brincam e se divertem também. Isso é comportamento de irmão! Às vezes os laços que criamos no decorrer de nossas vidas são mais fortes que os de sangue, já parou pra pensar nisso?
Sasuke permaneceu pensativo por alguns instantes, mal percebendo que sua tia ainda o abraçava como se fosse uma criança de colo. Na verdade nunca pensara daquela forma, mas agora que ela colocou a situação daquela maneira, ele realmente devia ter um laço mais forte com Naruto do que com seu próprio pai, por exemplo... Quem sabe ele não devesse pensar a respeito?
_ Tente brigar menos com Naruto.
_ Hai, Obasan.*
Kushina sorriu, sentindo-se extremamente satisfeita com o pronome de tratamento japonês. Sasuke só chamava as pessoas mais próximas com palavras japonesas e ela própria nunca foi chamada assim. Não sabia o significado ainda, mas pelo tom de voz envergonhado do menino era uma espécie de elogio ou reconhecimento pessoal. O beijou mais uma vez, desta vez na bochecha e o aninhou ainda mais, abraçando-o enquanto se deitava na cama de Naruto, temendo que o beliche de Sasuke não aguentasse o peso dos dois.
_ Quer dormir comigo hoje Sasuke? – questionou, acariciando as costas do garoto e ganhando um movimentar suave de cabeça em resposta.
O menino a abraçou também enquanto perdia a batalha contra o sono e Kushina teve certeza de que o relacionamento dos dois havia, finalmente, evoluído. Quem sabe Sasuke e Naruto pudessem conviver com maior harmonia agora?
Mas foi apenas no dia seguinte que aconteceu o verdadeiro marco na família Namikaze-Uzumaki; e definitivamente não foi algo bom.
(***)
_ Então Kakashi foi um imbecil mais uma vez? – Gaara questionou para o Uzumaki, colocando gelo no inchaço que crescia na lateral do rosto do loiro. Ele choramingou um pouco, mas segurou o saco de gelo e concordou com um gesto de cabeça.
_ Kakashi está confuso. – Sasuke comentou do outro lado da sala, ele mesmo tratando de cuidar de seus ferimentos, que estavam em menor quantidade dessa vez. Sasuke já estava atento pela briga prévia com Gaara, então Naruto não teve muito sucesso em sua investida.
_ CALE A BOCA UCHIHA! – Gaara pretendia censurá-lo ainda mais por ter atrapalhado sua conversa com Naruto, mas um barulho de chaves próximo a porta de entrada transferiu a atenção de todos os presentes da sala.
Sai entrou no apartamento com certa cautela, tomando cuidado para não tropeçar nos móveis derrubados para todos os lados. Analisou o estrago de seu apartamento com atenção, depois encarou cada um dos presentes com certo cuidado, até finalmente abrir um sorriso e se pronunciar pela primeira vez.
_ Vocês estão brigando pra saber quem vai ser o dominante no nosso ménage? Se bem que agora tem mais uma pessoa... Esse não é o termo correto... Hum... Orgia, então?
O silêncio foi generalizado e extremamente constrangedor, pendurando por dez segundos. Sasuke, completamente corado de vergonha, foi o primeiro a se pronunciar, questionando em voz alta:
_ Quem diabos é esse cara?
_ Sasuke, tenho o prazer de te apresentar Sai. – Gaara respondeu, dando um sorriso retorcido por ter a completa certeza de que o puritano Uchiha não iria aguentar mais de dez minutos no mesmo cômodo que alguém tão excêntrico quanto Sai.
_ Ahh então você é o famoso Sasuke! O cara que o Kakashi achava que... – Sai não conseguiu terminar sua frase, pois Naruto pulou em sua direção e tampou sua boca com as duas mãos.
_ O quê? – Sasuke questionou com curiosidade, mas Naruto não permitiu que Sai voltasse a falar.
_ Escuta Teme, eu estou bem! Vai pra casa, eu vou conversar com o Gaara e Sai! Depois te ligo!
_ Mas o que ele...?
_ Por favor Sasuke! – Naruto suplicou, ainda abafando as palavras de Sai, que tentava se libertar de seu toque.
_ Ok. – ele cedeu. – Mas se você não me ligar em até duas horas, eu volto aqui e arrombo essa porta!
_ Se você destruir meu apartamento eu destruo a sua cara Uchiha! – Gaara rosnou indignado, andando até a porta e abrindo-a para que a 'visita' se retirasse o quanto antes. Sasuke não fez cerimônia alguma, caminhou até a porta e se despediu do ruivo com um olhar feroz; este, por sua vez, bateu a porta tão forte às suas costas que por pouco não atingiu o moreno.
Sasuke suspirou cansado, estalando os dedos enquanto aguardava o elevador. Se Naruto queria um tempo para explicar a confusão aquelas duas pessoas completamente anormais, tudo bem. Mas ele não ia deixar barato toda essa situação, Kakashi e Naruto não podiam deixar de conversar sério e ele estava farto desses desencontros.
Tomara que o maldito Gaara faça alguma coisa útil na vida e consiga melhorar o ânimo do Usuratonkachi, porque no nosso próximo encontro ele não vai escapar da conversa com Kakashi! Se os dois não tomam uma atitude, eu vou agir!
(***)
Kakashi entrou em seu apartamento praticamente chutando a porta e sentindo a mais pura irritação. Não devia ter perdido tanto tempo naquele hospital imbecil, mas Iruka foi muito insistente e ele não conseguiu dizer não. Agora tinha em mãos uma receita médica inútil (até parece que ele seria maricas o suficiente pra comprar um remédio para dor, tenha a santa paciência!) e irritado por não ter conseguido conversar direito com Naruto.
Não estava com raiva pela surra, pois sabia que tinha agido muito mal com o jovem nos últimos tempos, por isso não o condenava por ter explodido. Precisava ligar para Sasuke e descobrir onde diabos Naruto se metera, porque do jeito que as coisas andavam aquela conversa não podia esperar mais!
Quando entrou no apartamento, pretendendo procurar o telefone da sala, pisou sem querer num envelope pardo que provavelmente foi jogado por debaixo da porta. Decidindo que o telefonema poderia esperar alguns segundos, abaixou-se e tomou o objeto em suas mãos.
Era um envelope profissional, o símbolo da delegacia estava no topo do endereçamento, provavelmente fora algum de seus colegas que o trouxera para sua casa, pois a correspondência não estava selada pelo correio. O abriu sem grandes dificuldades, pegando um calhamaço de documentos de dentro do envelope. Ao topo da pilha de papeis, havia um bilhete escrito à mão:
Tenente Hatake,
Aqui está o resultado do DNA que o senhor pediu há algumas semanas e as demais pesquisas correlacionadas. Espero que tenhamos conseguido informações úteis [...]
Kakashi nem se deu ao trabalho de ler o resto do bilhete, atirando-o no chão e inspecionando a primeira página com muita curiosidade.
Não sabia ao certo se seu pulmão parou de funcionar ou se desaprendera a respirar devido ao choque que lhe proporcionou a leitura do primeiro parágrafo.
(***)
Quando Itachi finalmente despertou, havia alguém deitado ao seu lado e abraçando-o por trás como geralmente se faz ao adormecer com um amante, mas este alguém não era Sasuke.
Colocou-se de pé com grande velocidade, irritado consigo mesmo por ter deixado sua guarda tão baixa. Se Madara quisesse, certamente poderia tê-lo matado com facilidade. Céus, ele sequer acordou com a movimentação da cama!
_ O que você está fazendo aqui? – questionou com a voz neutra, apesar de seu coração ter disparado pela quantidade de adrenalina despejada em sua corrente sanguínea.
Madara se sentou na cama, espreguiçando-se e bocejando ruidosamente.
_ Estava com saudades de você, Otouto. – declarou, sorrindo de canto de boca enquanto se levantava e andava em direção a Itachi, circundando sua cintura com o braço direito e puxando-o para perto de si. – Você está com o cheiro do moleque, mas minha saudade é maior do que esse simples detalhe.
_ Madara, não comece, Sasuke vai chegar a qualquer momento. – Itachi o censurou, tentando escapar de seu toque e ficar o mais longe possível de seu irmão.
Era extremamente raro ele não desejar seu Nii-san daquela forma, geralmente Itachi ficava muito satisfeito quando o outro o procurava para sexo. Mas depois deste período de convivência com o Uchiha, não conseguia mais pensar em Madara daquela forma. Sempre que desejava sexo, era Sasuke quem vinha a sua mente.
Ser abraçado por seu irmão daquela maneira tão íntima não era mais tão confortável como antigamente.
Contudo, o mais velho não deu ouvido aos seus protestos, segurando-o firmemente e beijando seu pescoço, mordendo com grande possessividade uma singela marca arroxeada na pele de Itachi que ele tinha a completa certeza de que fora deixada por Sasuke em um momento mais caloroso.
Itachi ainda se debateu um pouco, mas parou de protestar quando Madara o beijou em seus lábios, fazendo-o gemer e derreter-se completamente sobre seu toque, como era de costume. Quando apartou o contato, o mais novo manteve os olhos fechados, tentando controlar sua respiração e colocar as ideias no lugar.
_ Nii-san... – Itachi suspirou fundo, um pouco irritado pela reação de seu corpo aquele toque tão conhecido, mas que agora era indesejado. Sentia-se mal, com certo ar de culpa, não entendendo completamente os seus sentimentos naquele instante.
_ Eu sei... – Madara sussurrou em seu ouvido, respondendo alguma indagação que o próprio Itachi havia feito há algum tempo, mas que agora não conseguia mais se lembrar.
Itachi abriu os olhos para questionar ao seu Aniki do que estaria ele falando, dando de cara com Sasuke parado em frente à porta de entrada.
O rapaz estava estupefato, segurava uma pequena sacola de compras e, ao que tudo indicava, presenciou a cena anterior. Madara já havia utilizado de sua velocidade invejável para desaparecer como fumaça da vista dos dois outros presentes na quitinete. Mal passou pela cabeça de Itachi que aquele encontro havia sido algum tipo de armação de Madara.
Porque era aparência de Sasuke que tomara toda a sua atenção.
_ Sasuke...
_ Desaparece da minha frente Itachi!
Mas ele não se movia, continuando a analisá-lo com grande interesse.
Jamais o vira tão irritado: estava corado de raiva, respirando de maneira descompassada, com os olhos apertados em uma expressão assassina. Mesmo sem ter tocado o seu próprio cabelo, ele parecia ter despenteado naturalmente, tornando toda visão ainda mais animalesca.
Sasuke estava magnífico, e Itachi estava perdendo o restante de controle que tinha.
_ Não ouse chegar perto de mim! – o Uchiha gritou ao reconhecer o avermelhado sexual que sempre surgia no olhar de Itachi quando estava excitado.
Mas que diabos de pessoa ele pensava que era?! Sasuke não era burro! Ele achava que o quê? Sexo, tesão e 'puff', todos os problemas estariam resolvidos? Ele acabara de presenciar o seu namorado aos beijos com outro homem!
Você então admite que Itachi é seu namorado?
FODAM-SE VOCÊS TODOS!
Sua paciência era simplesmente inexistente, principalmente com as mentes idiotas.
_ O QUE VOCÊ AINDA TÁ FAZENDO NESSA CASA? – gritou mais uma vez, apontando para a porta. Furioso, correu de encontro ao outro, levantou o punho com os dedos fechados, pegando impulso para trás para acertar aquela cara de pau do Itachi em cheio.
O mais velho nem precisou se esforçar para impedir o soco, imobilizando Sasuke e unindo suas bocas em um beijo tão violento que o Uchiha perdeu momentaneamente qualquer tipo de defesa.
_ Mnhhpf! – tentou falar, mas a língua do outro apenas adentrou ainda mais em sua boca. Inutilmente fez menção de virar o rosto, mas Itachi levou uma de suas mãos para sua garganta, próximo a sua mandíbula, impedindo-o de se mover.
O beijo continuou com Sasuke tentando, ferozmente, se libertar. Mas Itachi sabia o que fazer, onde segurar e como dominá-lo para que se esquecesse da briga (ou para que ao menos convertesse sua raiva para algo mais útil). Soltou as mãos que prendiam Sasuke e desceu-as pelo seu corpo até suas nádegas, espalmando-as e puxando o corpo do outro para mais próximo de si, causando um contato intenso e poderoso entre as intimidades de ambos.
Sasuke praticamente ronronou como um gato doméstico quando os caninos de Itachi foram até seu pescoço, mordendo-o com força. Deu mais espaço para as ministrações de Itachi, pendendo a cabeça para trás o máximo que conseguia sem perder o equilíbrio. O outro, por sua vez, aproveitou o convite para lamber de sua clavícula até seus lábios, beijando-o mais uma vez.
_ Geme pra mim de novo Sasuke. – o outro ordenou ao finalizar o beijo, sua voz praticamente gutural, abaixando sua boca novamente para o pescoço do mais novo.
Ao ouvir as palavras de Itachi, Sasuke se deu conta do que estava acontecendo. Ele não podia sucumbir desta forma! Ele não seria ludibriado pelo outro como uma garotinha tola que acredita em qualquer mentira absurda em troca de uma companhia para a noite!
E não ia mesmo!
Itachi quer brincar de tapar o sol com uma peneira? Ótimo! Ele não sabe com quem está se metendo!
Ou em quem está metendo né, Sasuke?
Assim que isso acabar, vou me internar em um hospício até 'matar' vocês dois da minha cabeça! Nem que eu fique a vida toda numa camisa de força!
_ Uhnn... – e ele gemeu. Gemeu como jamais havia gemido em sua vida e provavelmente uma atriz pornô sentira vergonha ao ouvir o som que saiu de seus lábios. Itachi simplesmente parou de respirar, não acreditando no que acabara de escutar.
Filho da puta! Garanto que o 'outro' não geme assim, né?
Estou com medo de você, Sasuke.
Estou só começando.
Heh!
Recobrando a consciência, Itachi levantou o corpo de Sasuke com as duas mãos ainda posicionadas sobre seu traseiro, fazendo-o se sentar no balcão de granito da pia.
_ Vou ser a próxima refeição, Itachi? – Sasuke sussurrou em seu ouvido, arrancando um suspiro do mais velho, que adorava falar sacanagem na hora do sexo. Sasuke nunca foi uma pessoa muito vocal nesses momentos, mas hoje, excepcionalmente, abriria uma exceção.
Retirou uma das mãos de Itachi de seu corpo, levando-a até a altura de seu rosto. Abaixou os dedos um por um, deixando apenas o dedo médio de Itachi esticado, e o lambeu lentamente, num gesto completamente libidinoso. O hóspede assistia tudo com um olhar arregalado.
O que diabos havia acontecido com seu Sasuke? Bom, seja lá o que fosse ele não estava reclamando nem um pouco!
_ Vai me preparar direitinho, não vai? – colocou o dedo inteiro em sua boca, chupando obscenamente em seguida. Itachi rosnou, levando mais um dedo até a boca de Sasuke, mas ele não atendeu o desejo do mais velho. Levou a mão de Itachi novamente até sua camisa, onde ele instintivamente começou a desabotoar a fileira de botões – Que tal se eu me preparar dessa vez?
_ Q-quê?
S-sasuke?
Desapareçam!
O Uchiha sorriu tão sadicamente quanto o próprio Itachi costumava sorrir, saindo com agilidade de cima do balcão e o puxando pela gola da camisa para a cama. Um pouco desnorteado pelo comportamento nada comum e extremamente ansioso pelo que viria a seguir, ele obedeceu, andando até a cama e sendo posicionado de costas para ela, contudo, sem se deitar.
Sasuke parou na sua frente ainda com as mãos em sua gola, mantendo o sorriso predatório nos lábios. Abriu os botões de sua roupa com rapidez e logo em seguida o empurrou para trás, fazendo-o cair deitado sobre o colchão.
Sasuke estava tentando dominar? – o pensamento cruzou sua mente em uma fração de segundos, mas logo foi descartado. Simplesmente porque não conseguia mais pensar. O Uchiha subiu em seu corpo, lambeu da altura do seu umbigo até sua boca e o beijou com dominância, sussurrando em seu ouvido, antes de morder sua orelha com força.
_ Tire a roupa.
Sasuke subitamente ficou de pé no colchão, os dois pés apoiados na lateral do corpo de Itachi. Sem jamais desprender o contato visual, abriu o restante dos botões de sua camisa que ainda estavam abotoados de maneira lenta e sensual, retirando a peça de roupa em seguida.
_ Você está agindo como uma puta safada. – Itachi constatou, lambendo os lábios em deleite.
Contudo, Sasuke não pareceu nem um pouco ofendido com as palavras, e provavelmente tomou-as como um elogio. Ou era isso que ele deixava transmitir.
_ Acha isso Nii-san?
Itachi congelou ao ouvir tal termo sair boca do outro. Como… Diabos… Nii-san?!
Na verdade Sasuke não sabia o que esta palavra significava, ele apenas a havia escutado ser proferida por Itachi para o outro homem e eles pareciam dar um extremo valor para aquele termo. Sasuke sabia que a fonética era japonesa (ele era descendente), mas nunca havia ouvido em outra ocasião. Na verdade sabia muito pouco de japonês, apenas os termos para se referir aos seus pais, tios e para xingar Naruto.
_ Você sabe o que 'Nii-san' significa Sasuke? – tentou erguer seu corpo e trazê-lo para si, porque aquela palavra realmente era relevante se saia da boca do Uchiha.
Contudo, ele o impediu, levando um de seus pés até o peito de Itachi, forçando-o a permanecer no lugar. Não, Sasuke não sabia, e não tinha tempo nem paciência para descobrir naquele momento.
_ Tsk, tsk, tsk! Eu não disse pra você tirar a roupa?
_ Não seja idiota!
_ Você não quer trepar Itachi? Tire a roupa, caralho!
Usou um tom ríspido de propósito, pois sabia que o outro ficava extremamente excitado com esse comportamento. Dito e feito: os olhos cor de rubi brilharam ainda mais e Itachi praticamente arrancou a sua própria camisa. Sasuke sorriu, satisfeito e sentindo que desta vez era ele quem detinha o poder.
Saiu de cima do corpo de Itachi, mas não da cama. Deu-lhe as costas e começou a retirar lentamente sua calça em conjunto com a peça íntima, rebolando de propósito, tirando primeiro uma perna e em seguida a outra, satisfeito por ter conseguido manter o equilíbrio até aquele momento.
_ Sasuke, desce, já! – a voz de Itachi chegava a estar zangada, o Uchiha riu em deleite.
Seu plano estava dando certo.
Depois de provocar um pouco mais, Sasuke se virou com velocidade e sentou no corpo de Itachi, que também já estava despido (Droga, estava de costas e não consegui ver). Como por força de magnetismo, as duas ereções se encontraram numa fricção deliciosa, e ele gemeu languidamente mais uma vez. Itachi puxou seus cabelos, trazendo-o para um novo beijo enquanto estimulavam um ao outro com movimentos ritmados.
_Você esta agindo assim por ciúmes? – Itachi resmungou e Sasuke ordenou silêncio com um 'Shi!' extremamente grosseiro, mas o outro não se sentiu ofendido, curioso para ver o que o garoto iria fazer.
O mais novo saiu de cima da cama e correu para a entrada de sua residência, pegou a esquecida sacola de compras na entrada do apartamento e tirou de lá um objeto que Itachi não conseguiu identificar à distância. Voltou para a cama em seguida, escondendo o que havia pegado atrás de seu corpo e sentou-se ao lado do corpo de Itachi, capturando o membro excitado do outro com seus lábios sem cerimônia alguma.
_ Ah! Não faça esse tipo de coisa sem avisar! – Itachi delirou, gemendo alto em seguida e arqueando suas costas do colchão enquanto o Uchiha o envolvia devagar, permitindo uma penetração completamente profunda. Sasuke definitivamente havia aprendido com maestria como enlouquecer um homem no sexo oral na última experiência dos dois.
Itachi se sentia a pessoa mais sortuda do mundo naquele momento.
Sasuke girou o corpo ainda com o pênis do parceiro em seus lábios, aproveitando para sugar ainda mais forte. O outro alcançou finalmente seu quadril e o puxou para cima de si, apreciando sua entrada rosada por poucos segundos antes de também passar a estimulá-lo naquela região com sua língua.
Ele gemeu alto, causando vibrações no membro de Itachi e sentindo-o pulsar em sua garganta. Não estava sendo nem um pouco gentil, envolvendo-o completamente com sua boca e sabendo que era assim que ele gostava.
E, sinceramente, o Uchiha também gostava.
Buscou o tubo de lubrificante que havia comprado enquanto mantinha a velocidade estável de seu boquete, encontrando-o e abrindo-o com certa dificuldade, afinal de contas, não era muito fácil ser multifuncional com a língua tão experiente de Itachi arrancando-lhe gemidos e suspiros de prazer. Conseguiu despejar a substância viscosa e transparente em seus dedos a tempo, e assim que sentiu que Itachi tentaria inserir o primeiro dedo, levou sua mão até aquela região e estapeou a de Itachi dali.
_ Não acredito... – o mais velho grunhiu, mordendo o próprio lábio e apreciando a visão com o olhar arregalado.
Sasuke sorriu de canto de boca de maneira desajeitada por estar com ela ocupada. Praticamente conseguiu ouvir a surpresa e contentamento na voz de Itachi quando ele inseriu um dedo com certa dificuldade, experimentando aquela sensação pela primeira vez.
Não era tão ruim, mas definitivamente não era melhor do que quando o mais velho fazia isso nele. Itachi sabia exatamente a velocidade certa e os movimentos precisos para tirá-lo do sério, e Sasuke estava sentindo mais dor do que o convencional ao fazer aquilo sozinho.
Itachi levou uma mão até o membro negligenciado do parceiro, compelindo uma masturbação rápida e mantendo a ereção e excitação do menor.
_ Urgh...! – Sasuke parou o sexo oral, tentando se concentrar a colocar o segundo dedo sem muita dor. Não adiantou muito, ele certamente não sabia como fazer aquilo corretamente.
Que bosta!
Itachi, ao perceber seu desconforto e agonia, o auxiliou, movendo sua mão para uma angulação que se tornou mais prazerosa. Ainda sim, não era a mesma coisa.
_ Vou te ensinar. – Itachi falou com a voz rouca de luxúria, enfiando um de seus próprios dedos no canal estreito do menor, arrancando um grito contido de surpresa. Quando o dedo de Itachi se encontrou aos outros dois, ele praticamente guiou o caminho, curvando-o mais para cima.
Sasuke realizou o mesmo movimento e encontrou sua próstata. A angulação era perfeita e acertava em cheio.
_ Porra!
Itachi retirou o dedo, e agora que Sasuke já sabia como devia ser feito, o próprio inseriu seu terceiro dedo, iniciando um vai e vem cadenciado e extremamente delicioso. Suspirou com vontade, finalmente satisfeito com a estimulação.
_ Você tá fodido Sasuke, eu vou te comer tão forte hoje que você não vai andar por duas semanas! – Itachi sibilou, apreciando o show com olhos famintos.
Não estava mentindo, jamais se sentira tão excitado assim. Nem mesmo com Madara.
Aliás, quem era Madara mesmo?
_ Estou contando com isso, Nii-san!
Itachi rosnou alto, adorando a maneira como Sasuke estava se referindo a ele. Agarrou o menor, girando-o novamente e sem grandes dificuldades colocou-o sobre seu colo, deixando propositalmente a ponta de sua ereção roçar a entrada de Sasuke.
_ Rápido e forte? – perguntou de maneira devassa, tentando superar o comportamento de Sasuke. Contudo, este foi ainda mais libidinoso, inclinando-se para frente e lambendo o seu queixo antes de responder.
_ Me faça gritar!
E Itachi fez: o puxou para baixo com força, adentrando seu corpo e o preenchendo com o prazer surreal. Sasuke gritou sem pudor algum, deixando um som totalmente animalesco escapar de suas cordas vocais e transformando-o em uma risada prepotente logo em seguida.
Itachi erguia os quadris com força, a penetração era extremamente intensa e satisfatória. O mais novo jogou a cabeça para trás, apreciando com os olhos semicerrados toda maravilha sexual que era ter o outro abaixo de si, realizando seus desejos e o proporcionando prazer.
Por mais que não quisesse admitir, sentiria falta disso.
Como assim?
Sasuke ignorou as parcelas mentais, rendendo-se cada vez mais e mais ao prazer, e não avisou o outro que se aproximava de seu orgasmo.
_ Você é a coisa mais deliciosa que eu já vi Sasuke. – Itachi se sentou na cama e sussurrou em seu ouvido, penetrando-o ainda mais forte nesta posição.
O Uchiha, por sua vez, enfiava as unhas com força no ombro do parceiro, marcando sua pele com caminhos vermelhos que comprovavam o seu completo êxtase sexual.
_ Mais forte Itachi! Bem aí! – Sasuke gemeu alto quando sua próstata foi novamente encontrada, acompanhando os movimentos intensos e precisos de Itachi com seu quadril. Sabia que estava próximo do orgasmo, e que daquela maneira o atingiria em grande estilo.
Apesar de Itachi não aparentar estar próximo ao ápice, ele realizou seu desejo: diminuiu a velocidade das estocadas e aumentou consideravelmente a força empregada, fazendo Sasuke chegar ao prazer máximo de maneira muito intensa. Itachi teve certeza que a pele de seus ombros havia se rompido com a intensidade do aperto das unhas do mais novo.
O Uchiha manteve os olhos fechados por alguns instantes, a boca aberta em um silencioso choro de satisfação, e apreciou os segundos de orgasmo. Desta vez havia sido ainda mais demorado do que antes, ele jamais gozara assim; chegara a perder a visão diante do prazer.
Ele definitivamente sentiria falta disso.
_ Espere. – pediu, sem fôlego, quando Itachi ameaçou recomeçar o vai e vem. Sasuke engoliu em seco algumas vezes, recobrou sua consciência e abriu os olhos, apreciando o carmesim antes de sorrir e sair de cima do corpo de Itachi.
_ O que você está fazendo? – ele perguntou, indignado, querendo chegar ao seu ápice também.
Sasuke saiu da cama, caminhou até a porta de entrada do apartamento e apoiou suas duas mãos na madeira, arrebitando o traseiro e rebolando para Itachi, convidando-o a participar.
_ Estou cansado dessa cama maldita. Vem me comer aqui, Nii-san!
Não foi preciso dizer duas vezes, Itachi praticamente voou em sua direção, tentando penetrá-lo de maneira afobada. Sasuke aproveitou o momento de distração e levou a mão para a maçaneta, e assim que Itachi apoiou as suas mãos na porta, ele a abriu para fora e com agilidade girou o corpo para permanecer no interior do apartamento.
Itachi, que certamente não esperava por aquilo, caiu de bruços no corredor do prédio, e girou o corpo em seguida.
_ Sasuke, seu idiota!
_ Sabe "Nii-san" – Sasuke falou com a voz recheada de veneno e com o ar superior, mantendo-se de pé e fechando minimamente a porta para esconder seu corpo de eventuais vizinhos. – Mesmo agindo assim, eu consigo ser muito mais digno do que você. A "puta safada" aqui é você, que fica se insinuando para mais de uma pessoa! E como você está agindo como uma puta será tratada como tal.
_ Que bosta você 'tá falando porra?
_ Valeu pelos seus serviços, a gozada foi ótima. E, ah! – Sasuke pegou o avental que ficava próximo ao balcão da cozinha e jogou para fora. – Aprecie que hoje estou excepcionalmente generoso!
_ Você só pode 'tá de brincadeira pirralho!
Ele realmente odiou a maneira como Itachi o chamou e o desafiou com olhos igualmente furiosos.
Sasuke Uchiha não brinca!
_ Nunca mais apareça na minha casa! – murmurou furiosamente, fechando a porta e trancando-a com duas voltas da chave.
Aguardou mais alguns instantes para ver se Itachi faria algo, como tentar entrar novamente no apartamento, mas nada aconteceu. Quando se viu livre, deixou-se escorregar pela porta, sentando do chão, ainda nu e abraçando seus próprios joelhos.
Ele mereceu.
Vou ter que concordar dessa vez.
Ele mereceu, ele não pode mais ficar aqui comigo depois do que fez.
Sim, é verdade Sasuke.
E eu não estou triste.
Não...
Essa dor no peito é devido ao esforço físico.
Certamente.
E não estou chorando... Não, isso são apenas... apenas...
Um reflexo, isso. Seria uma boa hora de ir ao oftalmologista fazer check-up.
Sim, o orgulho Uchiha não te permite chorar. Você foi a vítima, se vingou e não há motivos pra lágrimas.
Não são lágrimas...!
Por que você choraria por alguém que não gosta?
Eu não gosto do Itachi... Eu só achei que gostava, é diferente. Eu estava errado! O sexo de agora não foi como o anterior, e isso só mostra que Itachi não gosta de mim, assim como eu não gosto dele.
Isso.
Porque eu não gosto dele.
Isso.
E a negação continuou por algumas horas, enquanto uma quantidade grande de água salgada (reflexo de seus olhos, como preferir) se acumulava sobre os joelhos de Sasuke, até escorrer por suas pernas e molhar o chão.
Itachi não voltou.
... Continua...
* Obasan – tia em japonês.
N/A: Alguns me pediram pra avisar, então aqui está: A respeito da Ordem dos Advogados, quero dizer que vocês todos foram uns amores e captei as energias que me mandaram, porque eu PASSEI! xD Esse foi outro motivo pra demora da atualização, fiquei comemorando. Foi por uma boa causa né?
Respostas reviews "guest":
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Dea:
Ahhhh que bom que gostou do capítulo anterior!
Esses dois são sempre muito hots mesmo auahuahuahua!
Um beijão muito obrigada pela review linda!
