Disclaimer: Os personagens da fanfic pertencem a Masashi Kishimoto, a trama, no entanto, me pertence.

Warnings: Linguagem chula, violência, mortes, tortura, cenas explícitas de sexo homossexual e relações incestuosas.


N/A: Olá leitores!

Não tenho muito o que dizer nessa nota inicial.

Bom, leiam as notas finais depois, ok?

Beijos a todos!


HAUNTED

Capítulo XXI

_ Vocês reataram?

_ Hum?

Itachi observava Sasuke cutucar seu almoço com desinteresse. Se bem conhecia seu namorado, ele estava sentindo falta das refeições que ele preparava com tanto carinho e isto o fazia sorrir internamente. Sentia-se tão apaixonado que poderia permanecer o dia todo observando o mais novo sem se entediar...

_ Eu perguntei... – Madara o puxou pelo queixo, demandando atenção ao forçar Itachi para que prestasse atenção no que ele dizia, e não no Uchiha paspalho. Apertou o olhar, observando os orbes acaju de seu Otouto com autoridade. – ... se vocês reataram.

_ Como sabe? – Itachi questionou, pego de surpresa pela pergunta.

Madara estalou a língua nos dentes, soltando o rosto de Itachi com certa brutalidade e tomando mais um grande gole de sua dose de conhaque.

_ Você está com o cheiro do moleque. De novo.

Itachi não acreditava que se acostumara tanto com o perfume de Sasuke que sequer sentia mais em seu próprio corpo, mas tecnicamente isso não seria um problema. De qualquer forma, encarou o rosto irritado de Madara por algum tempo antes de responder, selecionando bem as palavras para que não brigassem.

_ Achei que fosse isso que você desejava.

_ Eu só desejo que essa maldita missão acabe logo! Detesto quando você faz missões sexuais... – Madara murmurou, solvendo o restante de sua bebida em um gole só e batendo o copo na mesa. – Bem que esse Uchiha idiota podia ser castro, crente, qualquer coisa do tipo!

Itachi não respondeu, tomando um gole de seu café e tragando o cigarro em seguida. Sasuke estava a poucos metros dos dois, mas jamais seria perspicaz o suficiente para perceber a vigília, até porque estava em outro restaurante e não na parte externa, como os dois.

Madara o acompanhara aquela tarde, talvez por sentir saudades de um tempo a sós com ele. Antes de toda confusão com a missão envolvendo os pais de Sasuke (Itachi não era acostumado a se referir àquelas pessoas como seus pais), Madara e Itachi costumavam "namorar". Não apenas sexo, lógico que isso fazia parte dos programas, mas Madara costumava ser um amante completo... Dentro das limitações de Itachi, lógico.

Não saiam do QG, então consequentemente não iam a cinemas, restaurantes ou parques, como a maioria dos casais urbanos. Mas passavam bons tempos juntos e Itachi era feliz.

Todavia, apesar de agora mesmo os dois estarem finalmente num restaurante bebendo café e conhaque, ou seja, desfrutando de um encontro aparentemente normal, Itachi não se sentia mais em um romance. Até mesmo jogar xadrez com Sasuke o deixava mais entretido e apaixonado...

Quem diria que algo assim fosse acontecer, não é mesmo?

_ Itachi, eu só quero que você prometa uma coisa pra mim.

A voz autoritária de Madara fez Itachi sair de seus devaneios e ele o observou com curiosidade. Madara pigarreou, aparentemente encabulado com as palavras que escolhia, algo que não era muito natural de seu comportamento.

_ Existem coisas que apenas eu e você fazemos, Itachi. – ele falou com seriedade, sem piscar ou deixar de aplicar a sua autoridade no seu irmão mais novo. – Você sabe que eu não fiquei irritado por você ter feito sexo em missões antes da nossa primeira vez, mas isso só aconteceu porque eu e você temos uma relação diferente da que você teve com aquelas mulheres. Então repito o que disse: existem coisas que você só faz apenas comigo. Não ouse fazer 'do nosso jeito' com o moleque Uchiha.

Itachi, mais uma vez, não respondeu de prontidão. Olhou novamente para Sasuke do outro lado da rua, ele mastigava com uma careta de nojo a postos; Itachi avaliou melhor o pedido de Madara.

Muito engraçado que seu Aniki fazer este pedido justamente um dia depois que ele e Sasuke tiveram uma conversa sobre o mesmo assunto. Ele realmente não tinha grandes anseios de tentar algo "assim" com Sasuke, mas não pensou em recusar, caso o Uchiha fizesse esse pedido. A questão toda se resumia em: Será que ele conseguiria ir contra um pedido tão passional de Madara ao aceitar uma curiosidade de Sasuke?

_ Olhe pra mim enquanto falo com você! – o mais velho rosnou com autoridade, novamente virando o rosto de Itachi para si com grande brutalidade.

Seus olhos avermelharam quase que instantaneamente pela raiva do comportamento nada gentil que Madara apresentava aquele dia. Itachi colocou os óculos de sol, sabendo que não era convencional o seu olhar carmesim naquela cidade (ou, aparentemente, em qualquer lugar do mundo). E aproveitando a escuridão das lentes, respondeu seu Aniki sem medo de ser pego mentindo.

_ Hai, Nii-san.

Porque, convenhamos, ele estava farto de ser tratado daquela forma. De que adianta se prender a um passado feliz, sendo que o presente era uma completa porcaria? Não, chega de promessas, chega de consideração onde não havia reciprocidade. Madara estava praticamente implorandopara ser traído com aquele comportamento totalmente repugnante.

O mais velho concordou com um aceno de cabeça desconfiado e tirou o celular de seu bolso, aparentemente apenas para ver as horas.

_ Está tarde. – ele constatou, levantando-se e deixando uma nota de vinte reais acima da mesa. – Preciso voltar ao laboratório, tenho algumas coisas para fazer. Nossa reunião vai ser às dez horas, não se atrase.

_ Ok.

_ Você dorme comigo esta noite? – ele questionou, fingindo pouco caso. Mas Itachi sabia muito bem identificar o convite implícito naquela frase aparentemente sem grandes emoções.

_ Não posso. Vou dormir com Sasuke, ainda não reatamos pra valer. – respondeu o que não deixava de ser uma verdade; e Madara sabia que um perdão sem sexo de comemoração não era um perdão de verdade.

_ Ok. – o moreno mais velho não exibia as melhores emoções nos traços de seu rosto, mas mesmo assim entendia o propósito de Itachi. Deu-lhe as costas, mas antes de partir murmurou num tom de voz baixo, porém nítido o suficiente para Itachi compreender. – Eu te amo, Otouto.

E essas quatro palavras atingiram o coração de Itachi com grande brutalidade, fazendo-o repensar todos os seus planos em poucos segundos. Estaria realmente fazendo a coisa certa ao trair a confiança de Madara por Sasuke?

_ Eu também te amo, Nii-san.

Madara não se virou para se despedir ou trocar últimos olhares com Itachi; apenas caminhou para longe, fazendo sinal para um táxi próximo e adentrando o veículo. Itachi ainda o observou de costas até ele sumir de sua visão, mas Madara não olhou para trás sequer uma vez. Durante algum tempo, Itachi resignou-se a observar o caminho traçado pelo táxi com o olhar vago, logo então tomando mais um gole do seu café.

_ Eu te amo Nii-san, mas as coisas não são mais como antigamente... – Itachi murmurou, finalizando a frase incompleta ao chegar a uma conclusão e manter seus ideais, voltando a observar Sasuke logo em seguida.

Em poucos minutos, seu humor melhorara consideravelmente e as incertezas de instantes atrás pareceram algo completamente surreal. Não havia escolha! Não tinha como Itachi ir contra os seus sentimentos: Era Sasuke, tudo por Sasuke.

E ele mal via à hora do seu reencontro com o Uchiha.

(***)

Konan estava em seu posto, no apartamento de frente a quitinete do Uchiha, totalmente sozinha e entediada. O garoto se mudara e não havia mais propósito algum para permanecerem naquele local, mas Madara não trocara sua posição para um novo lugar estratégico.

Subitamente o som de celular vibrando ressonou com força contra seus ouvidos mais poderosos do que o normal, e ela buscou o aparelho em suas vestes com velocidade.

Era uma mensagem de Madara:

"Numero dois;

Segue ao fim da mensagem o novo endereço de Sasuke Uchiha. Você possui seis horas para reconhecer o terreno e encontrar o local estratégico para visualizar o quarto onde o moleque está hospedado. Itachi irá visitá-lo pela madrugada.

Vigie Itachi e me relate todos os acontecimentos, todas as manhãs durante os próximos quinze dias.

Falhar não é uma opção."

Konan memorizou o novo endereço com apenas uma leitura e deletou a mensagem de seu chefe. Finalmente as coisas pareciam mais movimentadas e ela recebera alguma missão de verdade.

E ela estava ansiosa para mostrar serviço.

(***)

Onde será que ele está agora? – Sasuke se perguntava de minuto em minuto, ansioso para que Itachi retornasse no horário marcado. Inicialmente as suas duas mentes tentaram reconfortá-lo, afirmando que ele deveria ficar tranquilo, pois logo Itachi estaria ali; mas depois de algum tempo se irritaram com a falta de paciência de Sasuke e o ignoraram, deixando-o ainda mais entediado.

Já havia feito tudo que pudesse imaginar: tomou dois banhos, assistiu a um filme, tentou acompanhar um programa de auditório extremamente chato (e precisou desligar a televisão antes que resolvesse destruí-la com seus punhos), jogou xadrez sozinho, leu vários livros que não pareciam sugar nem um pingo de sua concentração... Até saiu do quarto atrás de Karin numa tentativa de encontrar alguém para conversar, mas a ruiva não estava em casa.

_ Eu vou matar alguém se ele não chegar logo... – murmurou, enterrando a cabeça no travesseiro e suspirando pesadamente.

Não era apenas presença de Itachi que ele aguardava, apesar de isso ser um dos motivos de sua impaciência com o relógio. Sasuke deixara assuntos pendentes na última conversa dos dois... Principalmente no que dizia ao quesito sexual da relação de ambos.

Sabe Sasuke. Uma de suas mentes falou, finalmente quebrando o voto de silêncio. – Independente de qualquer preferência particular minha, eu realmente acho que está muito cedo para uma manobra como essa. Vocês mal começaram um relacionamento pra valer, isso não é "forçar a barra"?

Besteira. Sasuke, não dê ouvidos a esse imbecil. Foi o Itachi quem perguntou se você queria!

Desta vez quem ficou em silêncio foi o próprio Sasuke, inalando o odor suave de amaciante da fronha de seu travesseiro. A verdade era que ele não havia decidido ao certo o que deveria fazer. Itachi deixara claro que se ele requisitasse um sexo... hum... "diferente"... ele aceitaria a troca sem problema algum. Contudo, o medo de apressar as coisas era palpável, bem como o medo de Itachi não gostar.

Ou de ele próprio não gostar...

NÃO SEJA IDIOTA!

Há uma possibilidade de Sasuke não gostar oras. Já que ele realmente gosta da "outra forma."

Cale a boca! Sasuke só não anseia ser o ativo tanto assim porque nunca provou a sensação. Não há como sentir falta de algo que nunca se fez, isso é lógica pura!

Desta vez Sasuke teve que concordar com a sua mente mais conservadora, não havia como necessitar de algo que não se conhecia. Um dos grandes exemplos disso era o próprio Itachi: antes de conhecer o mais velho, Sasuke não ansiava beijos, carinho e uma relação carnal homossexual. Itachi abriu um novo leque de possibilidades (e necessidades) em sua vida.

Mas ainda sim... Urgh, é difícil tomar uma decisão!

_ Sabe, se você continuar choramingando e suspirando nesse travesseiro, eu não vou conseguir trocar meia dúzia de palavras com você eu vou partir para o ataque; a culpa vai ser exclusivamente sua. – ouviu a voz de Itachi murmurar próximo ao seu ouvido, que foi mordido carinhosamente logo em seguida – Já é difícil me controlar em situações normais, não torne as coisas ainda mais impossíveis para mim...

Sasuke virou-se de barriga para cima, tentando esconder o leve rubor que surgira em suas bochechas devido às palavras proferidas por Itachi, procurando-o em seu campo de visão.

E lá estava a pessoa que ele mais ansiava ver naquele dia: com os cabelos molhados, roupas limpas e sem o cheiro característico de cigarro, aparentando ter saído de um banho há poucos minutos. Itachi sorria com ternura, abaixando o rosto para capturar os lábios de Sasuke com os seus, tomando-os com uma calma que mal condizia com sua personalidade normal, suspirando baixinho enquanto aprofundava o ósculo.

O beijo foi breve, mas doce o suficiente para fazer o melhor esticar seus braços e entrelaçá-los ao redor do pescoço de Itachi, que ainda deu dois selinhos em seus lábios antes de se afastar um pouco de Sasuke e abrir os olhos.

_ Oi! – ele disse em um tom de voz divertido.

O Uchiha finalmente sorriu, transbordando em felicidade.

_ Oi! – respondeu com o mesmo tom de voz, retirando os braços ao redor do pescoço do namorado e levando-os para os seus cabelos, colocando as mechas molhadas que estavam à frente de seu rosto atrás de suas orelhas, para observá-lo melhor. Os cabelos de Itachi ficavam mais pesados e aparentemente mais longos quando estavam molhados; quando estavam secos, sua franja jamais conseguiria ficar domada daquele jeito – Por que está de banho tomado? Onde você estava?

O sorriso de Itachi se desfez quase que imediatamente, sendo substituído por feições entristecidas e um pouco encabuladas.

_ Sasuke... Não me faça estragar a noite falando coisas que é melhor não serem ditas, pelo menos não nesse momento. – Não foi uma imposição, como a maioria dos comandos de Itachi. Foi um pedido, até mesmo um pouco humilde.

Itachi parou de encarar Sasuke, observando um ponto qualquer do quarto para não ter que lidar com o olhar acusador que ele acreditava que o menor o estava direcionando.

O mais novo fechou os olhos com força, sentindo uma pontada forte no coração assim que compreendera o que tais palavras significavam: ele estava com Madara. Eram três da madrugada, obviamente ele estava na cama de Madara antes de ir para a casa de Karin, o que mais ele estaria fazendo nesse horário da madrugada?

Não aja como se você não soubesse que isso iria acontecer Sasuke.

Desta vez vou ter que concordar com o panaca, Itachi deixou bem claro ontem e você concordou.

Eu sei, mas nem por isso dói menos...

Itachi percebeu que Sasuke estava sofrendo uma onda de sentimentos nada reconfortantes; por isso rolou para longe do Uchiha, deitando-se ao seu lado na cama de casal e encarando o teto branco com paciência. Afinal, ele não havia surtado e o expulsado de sua cama ainda, e por isso Itachi estava disposto a aguardar alguns instantes para ver se Sasuke desejava falar algo. Caso contrário, ele adotaria o pedido não pronunciado e se retiraria dali, voltando a cuidar do Uchiha à distância.

Só de pensar nessa possibilidade seu coração doía consideravelmente, algo que ele acabou associando com a necessidade de permanecer ao lado do Uchiha devido à sua paixão. Talvez o coração de Itachi doesse ainda mais do que o coração de Sasuke, que ainda queimava com o ciúme.

_ Você definitivamente me quebrou. – Sasuke sussurrou quase sem voz quase um minuto depois, cobrindo os olhos com as mãos como se estivesse, também, envergonhado.

_ Como assim? – o outro questionou, virando-se de lado na cama e apreciando Sasuke de cima para baixo.

_ Eu não sou assim.

_ Assim como?

_ Eu sou orgulhoso... – Sasuke ainda sussurrava – Eu fui criado para ser orgulhoso, minha família toda era assim. Kakashi costumava dizer que eu tinha ciúmes até dele e Naruto com as respectivas namoradas porque meu orgulho não permite dividi-los com outra pessoa; pensando bem, acho que é verdade. E pra onde foi o meu orgulho? Eu não consigo entender como ainda quero tocar em você, mesmo depois... depois...

_ Sasuke, olha pra mim. – Itachi pediu, retirando as mãos de seus olhos, mas este ainda os manteve fechados – Olhe Sasuke. – Pediu mais uma vez, com mais suavidade. Sasuke atendeu ao seu pedido desta vez, observando o rosto de Itachi e chocando-se instantaneamente.

Itachi, por algum motivo, estava ainda mais parecido consigo do que nas outras ocasiões. Seus olhos estavam quase completamente negros, indicando que não estava irritado nem excitado sexualmente, mas sim disposto a conversar. Seu cabelo, por estar molhado, parecia mais escuro do que o normal, deixando-o ainda mais pálido... Sasuke lembrou-se do reflexo no espelho quase instantaneamente.

Mas relaxou, suspirando fundo e piscando algumas vezes. Não havia motivos para esse tipo de reação. Itachi já havia assegurado que os dois não eram parentes, e se ele bem se recordava havia uma 'lenda urbana' de que há no mundo ao menos cinco pessoas praticamente iguais a você... Ou qualquer besteira do tipo.

_ Eu não transei com o Madara. – Itachi falou e Sasuke tentou virar o rosto, mas o mais velho foi mais rápido, impedindo-o de fazê-lo ao segurar firmemente o seu queixo – Eu jamais iria dormir com você se isso tivesse acontecido hoje. Seria falta de respeito com vocês dois.

Itachi não compreendia muito sobre os valores sociais que assolavam Sasuke, mas ele compreendia sobre o ciúme, visto que quis trucidar Madara na ocasião em que ele tocou em Sasuke (e mal sabia como conseguira manter a racionalidade necessária para não por tudo a perder) e também não gostava de pensar em Karin próxima dele. Como Itachi se importava com os sentimentos do menor, faria o máximo para minimizar aquela sensação e, assim que tudo estivesse resolvido, Itachi pretendia oferecer a Sasuke sua fidelidade.

Quer dizer, isso se o Uchiha menor jamais descobrisse a verdade. Porque se descobrisse... Bom, ele preferia não pensar sobre isso.

_ Mas então por que tomou banho?

_ Porque eu estava na companhia de Madara, mas não com ele como meu Nii-san e sim como meu chefe. Com os seus sentidos naturais você não iria reparar, mas eu consigo sentir o cheio de qualquer pessoa em mim quando passo muito tempo perto dela. Definitivamente não queria me deitar com você sentindo o cheio do Madara.

_ Ah é? Por quê? Iria se sentir culpado por estar traindo o seu "Nii-san?" – Sasuke perguntou com ironia e rispidez, detestando a resposta de Itachi até então.

_ Não. – Itachi se aproximou novamente, abraçando Sasuke e mais uma vez sussurrando diretamente em seu ouvido – É porque o seu cheiro é muito melhor, tem que ser apreciado com exclusividade.

Sasuke estremeceu e mordeu o lábio, numa tentativa de não sorrir. Chegava a ser patético a maneira como pequenos elogios como aquele o faziam se sentir tão bem. Se Naruto soubesse disso, iria perturbá-lo durante a vida toda por ser uma "menininha apaixonada".

Itachi o pegou no flagra na tentativa frustrada de esconder o sorriso, mas nada falou a respeito, voltando a beijar seu pescoço como se aquela pequena demonstração de ciúmes não houvesse acontecido.

Logo em seguida nem o próprio Uchiha se recordava de que estava irritado com o mais velho. Puxou seu rosto para mais perto, beijando-o com fervor e permitindo que o clima esquentasse consideravelmente. Não havia porque se estressar com assuntos que não poderia modificar, e Itachi deixara claro que esta situação desconfortável era passageira.

Talvez não fosse tão ruim assim deixar o orgulho Uchiha de lado por algum tempo... Não é mesmo?

Claro! Claro! Claro!

Hum... Não sei não.

Gemidos, suspiros, carícias cada vez mais excitantes. Itachi continuava mordendo-o e marcando-o como seu, e Sasuke não se fez de rogado desta vez: já que aparentemente Madara sabia do relacionamento dos dois (apesar de não saber que agora eles envolviam sentimentos recíprocos – ou assim ele imaginava), ele iria deixar claro à que Itachi pertencia.

_ Você está querendo provocar o Madara, não é? – O mais velho perguntou, quase sem fôlego, rindo um pouco pela intensidade da sucção que Sasuke realizava em seu pescoço.

_ Quem sabe ele não se toca. – Sasuke respondeu ao desprender os lábios da epiderme do outro, apreciando apreciar sua obra de arte com devoção, sorrindo de forma sacana logo em seguida ao passar o polegar pela marca arroxeada – E não é uma provocação, é apenas uma questão de demarcação de território.

_ Espero que você não recorra a métodos mais primitivos de demarcação de território... Não gosto desse tipo de coisa. – Itachi falou com a voz divertida, mal se reconhecendo por fazer uma piada completamente esdrúxula como aquela, apenas pelo prazer de ver Sasuke corar de vergonha.

Provavelmente o Uchiha havia compreendido o que ele queria dizer e se sua imaginação fosse fértil (o que ele tinha praticamente toda de certeza de que era) estava imaginado a cena naquele instante.

_ Você tá querendo transar comigo ou me fazer broxar? – ele respondeu, completamente corado e com feições contorcidas em uma careta de nojo.

_ Eu ficaria satisfeito com qualquer uma dessas opções. Se você broxasse, ao menos eu teria um motivo pra tirar sarro de você pelo resto de sua vida.

_ Há há, muito engraçado. – Sasuke parecia contrariado e irritado, mas na verdade era uma manobra realizada apenas para atiçar a libido de Itachi; quem sabe assim conseguiria retirá-lo daquele humor palhaço completamente inapropriado para o momento?

Se bem que ficava extremamente satisfeito em vê-lo de tão bom humor. O fazia sentir como se fosse por sua causa que Itachi estava daquela forma... Talvez realmente fosse.

Funcionou, os olhos de Itachi ascenderam ainda mais o seu avermelhado, e ele mais uma vez voltou a mordê-lo e beijá-lo, desta vez tentando tirar sua camiseta o mais rápido que podia conseguir. Sasuke o impediu, girando seu corpo até a borda do colchão buscando algo na gaveta do criado-mudo.

_ Eu comprei umas coisas pra nós. – Sasuke falou, pigarreando em seguida e tentando evitar as memórias constrangedoras daquela tarde de retornarem à sua mente.

Não funcionou: enquanto ele buscava os objetos, seu cérebro o obrigava a reviver aquele momento extremamente embaraçoso.

(***)

Sasuke observava a prateleira com muito desconforto. Por que diabos havia tantas camisinhas diferentes naquela porra de mundo infeliz? Era tudo desconfortável e irritante, não interessa se era com cheiro de framboesa, fosforescente ou se tivesse as cores do time de futebol do coração! Urgh!

Mas ainda sim você está escolhendo com bastante esmero, né?

Sasuke, pelo amor de Deus agarra qualquer uma e saia dessa loja, um conhecido pode te ver!

Grande bosta, todo mundo compra camisinha!

É! Mas não é todo mundo compra camisinha segurando um tubo de lubrificante na mão!

Detalhes, detalhes...

Não era como se Sasuke realmente quisesse perder tempo atrás de camisinha, mas as circunstâncias atuais não permitiam que ele fechasse os olhos para aquele tipo de proteção.

Sasuke fez exames de sangue logo depois de se mudar para a casa de Karin, à procura de qualquer possível DST (porque agira como um completo inconsequente ao se esquecer da porcaria do preservativo, já que não estava acostumado em colocar camisinha noutro pênis além do seu); os resultados deram negativo.¹

Contudo, Madara não parecia ser alguém muito confiável e Sasuke duvidava que Itachi usasse o preservativo em uma suposta relação de anos, como ele aparentava possuir com o filho da puta. Por isso, ele ao menos cuidaria da sua própria saúde.

Pegou um dos pacotinhos de camisinha com gosto de menta, porque eram as únicas que possuíam numeração e não meramente o 'tamanho único', e se endireitou para sair logo dali e pagar.

Sasuke, espere. Você 'tá comprando camisinha pra você ou pro Itachi?

Faz diferença?

Hum... Faz.

Como assim?

Bom... er... Sasuke vai precisar pegar um tamanho diferente deste se aquele que for usar a camisinha...

O que você está insinuando?

Ok! Eu tentei ser delicado, ok? Porra! Essa camisinha não vai servir se for pro Itachi!

...

Como é que é? Eu e Itachi somos praticamente do mesmo tamanho!

Ai Sasuke, que pena, acho que você realmente puxou o Fugaku e vai precisar de óculos!

Ô frutinha, concordo com o Sasuke. Se há alguma diferença, são milímetros!

Milímetros mudaram de medida nos padrões internacionais de metragem?

Calem a boca, JÁ!

Enfezado e desejando evaporar de uma vez daquele lugar, Sasuke pegou vários tipos de camisinhas diferentes a fim de calar suas mentes idiotas. Iria sair dali e jogar todos os malditos preservativos em Itachi e se não servisse... Bom... Mais um motivo pra tentarem da outra forma!

Na verdade isso seria uma grande maneira de abordar a troca de papel, uma desculpa realmente plausível. Talvez a diferença de "tamanho" conspirasse para o seu favor se empregada da maneira certa para que...

_ Uau Teme, não sabia que você era adepto a frequentar saunas.² Mas acho que vai precisar de mais lubrificante do que um simples tubinho de tamanho médio se for utilizar esse número de camisinhas!

Sasuke quase se engasgou com a própria saliva, mal acreditando na sua falta de sorte. Ele inspirou profundamente, tentando agir naturalmente, e de forma lenta se virou para trás, dando de cara com nada mais, nada menos que Naruto Uzumaki com um grande e irritante sorriso sacana.

Oh não.

Eu falei que você precisava ser rápido seu mané!

Também não é o fim do mundo, exagerado!

Acalmem-se!

Era obvio que o Uzumaki estava fazendo um esforço hercúleo para não gargalhar, Sasuke percebia pela forma como o outro ria pelo nariz. Tentando aparentar segurança, Sasuke pigarreou, contando até dez enquanto recobrava seu fôlego para se controlar e não esmurrar a cara de raposa idiota do Usuratonkachi.

_ Não sou você! – Sasuke rosnou, fuzilando o loiro com o olhar.

Sasuke precisava, a todo custo, continuar a farsa de que estava furioso com o Uzumaki para mantê-lo longe, e o próprio 'amigo' lhe concedera subsídios ótimos para não necessitar fingir a raiva.

Porém era Naruto Uzumaki, ou seja, nenhum olhar mortífero funcionava. O amigo meramente arqueou o olhar em descrença, conseguindo a proeza de aumentar ainda mais o sorriso irritante em seu rosto.

Dobe tarado sem escrúpulos, eu vou te enforcar em público se você não parar de rir!

Até parece que ele não transa...

Ô seu animal, a gente 'tá segurando um lubrificante!

E daí? Aposto que o Naruto também usa!

Você não entende mesmo a questão, seu frutinha!

Porra! Fiquem quietos!

_ E quem disse que eu frequento esse tipo de lugar? – Naruto respondeu, um pouco mais composto, mas ainda com o sorriso de deboche nos lábios.

Sasuke decidiu que era melhor sair de lá antes que outra pessoa conhecida o flagrasse naquela situação humilhante, mas assim que dera o primeiro passo o Uzumaki agarrou seu braço, forçando-o a encará-lo de frente.

_ Não adianta ficar com ceninha Sasuke, eu não vou sumir da sua vida! Você é meu irmão, e esse tipo de laço é eterno!

O moreno foi pego de surpresa pelas palavras sérias do outro, e precisou respirar fundo para poder pensar no que responder. Naruto geralmente não falava esse tipo de coisa tão facilmente, tampouco ele tocava no assunto. Sasuke oscilou por apenas alguns segundos. Naruto deveria estar mantendo distância de si para o seu próprio bem, não agindo daquela forma! Mas verdade é que se sentia realmente reconfortado pela declaração que ouvira, enquanto ao mesmo tempo se considerava um inútil por não ter sucesso em seu plano de sair do maldito supermercado que, para seu azar, estava ficando lotado.

Nesse embate, o constrangimento levou a melhor.

_ Me solte! Seu imbecil perdedor! – respondeu, arrancando seu braço do toque de Naruto e correndo para o caixa do supermercado em passadas largas.

_ E não adianta fugir, teme maldito! Vou descobrir para onde você se mudou e vou fazer você chorar como uma menininha por ter agido como um rebelde sem causa! – Naruto gritou as suas costas, mas não correu atrás dele.

Sasuke não precisava olhar para o amigo para saber que o outro devia manter aquele sorriso confiante que tanto o irritava e que ele sentia falta. O grande problema era que o idiota do Uzumaki tinha um tom de voz altamente espalhafatoso e agora todos, absolutamentetodosos clientes do supermercado estavam prestando atenção nele. Pior: no que ele comprava.

Eu... vou... matar... o... Naruto!

Eu ajudo.

Eu enterro.

(***)

Maldito Usuratonkachi. Sasuke pensou, entregando o pacotinho de camisinha para Itachi e aguardando algum tipo de reação. Itachi parecia realmente perdido, apertando a embalagem com grande curiosidade.

_ Sabor de menta... O que é isso? É de comer? – perguntou, abrindo o pacote com os dedos e arrancando uma crise de risos de Sasuke – Por que está rindo?

_ Isso é um preservativo Itachi. Não é de comer, é pra fazer sexo! – Sasuke respondeu entre as arfadas de ar, tentando parar de lacrimejar de tanto rir.

Aparentemente não era só Itachi quem estava de bom humor naquele dia.

_ Como eu vou fazer sexo com isso? – o mais velho perguntou com uma careta, observando a camisinha agora aberta e sentindo o cheiro artificial e enjoativo com certa repulsa. Itachi deslizou o objeto de látex entre seus dedos e quase se engasgou ao perceber o formato que ele tomara – Você não está insinuando que...

Sasuke, mal aguentando mais de tanto rir, arrancou o preservativo da mão de Itachi e o jogou do outro lado do quarto, puxando o parceiro para perto e abraçando-o enquanto gargalhava.

_ Às vezes você parece virgem, sabia? Pode parecer contraditório, mas é verdade! – Itachi irritou-se com o comentário, e seus olhos se tornaram ainda mais vermelhos do que o convencional. Sasuke não percebeu, pois ainda o abraçava e estabilizava sua respiração – O preservativo é para o que você está imaginando mesmo, mas é para nos proteger.

_ Como assim? – Itachi resolveu deixar a raiva e de lado, Sasuke estava lhe ensinando algo novo, coisa que ele ansiara por aprender desde que começara a duvidar das "verdades" de Madara.

_ Usando a camisinha, evita-se que as mulheres engravidem dos homens depois da relação sexual.

_ Nós não somos mulheres.

_ Não diga!? – mesmo com o deboche em seu tom de voz, Sasuke distanciou-se de Itachi, um pouco incerto de qual seria a reação dele quando ouvisse o que ele pretendia dizer – Isso também evita que nós peguemos doenças um do outro. Por isso nós devíamos começar a usar, mesmo não sendo mulheres.

Oh.

Itachi finalmente entendeu o propósito daquele objeto bizarro. Ele não compreendia muito sobre esse tipo de doença (ou qualquer outra), mas uma das lições que recebera no QG tratava sobre o assunto. Orochimaru havia instruído todos os membros da Akatsuki de que, devido à proteína, eles jamais ficariam doentes, mas algumas das vítimas só cederiam ao sexo se utilizassem preservativo, então era melhor aceitar caso requisitassem. Isso, é claro, apenas aconteceria no caso de missões sexuais, as mais raras que enfrentavam.

Contudo, nas poucas experiências que Itachi teve (antes de começar a dividir a cama com Madara e ser proibido de aceitar esse tipo de missão) não houve qualquer pedido para que utilizasse esse tipo de proteção, e por isso acabou esquecendo as instruções. O fato de nunca ter visto o objeto também não o ajudara a lembrar.

_ Eu não tenho doenças, não se preocupe.

_ Eu sei que você não tem, mas se você também vai se deitar com o Madara ele pode... Na verdade eu acho que você devia... Uh... – Sasuke instantaneamente se arrependeu do pedido, soava como uma falta de confiança até para os seus próprios ouvidos e ele rezou mentalmente para que Itachi não ficasse furioso e sumisse dali.

Mas Itachi não parecia decepcionado pelo pedido. Na verdade exibia uma curiosidade saudável, observando a camisinha à distância, antes de voltar sua atenção para Sasuke.

_ Não, eu não posso ficar doente. Eu não sou como você, lembra? – o outro respondeu, apontando para seus próprios olhos numa tentativa de fazer Sasuke recordar a diferença que os dois possuíam.

O Uchiha piscou os olhos algumas vezes, tentando assimilar aquela informação completamente importante.

_ Itachi... – ele tentava encontrar a melhor forma de fazer seu parceiro compreender a seriedade desta informação – Se o que você está dizendo é verdade...

_ É verdade! – Itachi resmungou, um pouco irritado por ainda falarem sobre essa situação que não faria o menor sentido para os dois.

_ ... Quem descobriu essa proteína, descobriu a solução de quase todos os problemas da humanidade! – terminou de falar, ignorando a interrupção do outro.

Itachi sorriu de maneira prepotente e cruzou os braços, olhando para Sasuke com um ar de superioridade.

_ Entende agora porque todos querem você? – Sasuke abriu a boca para falar, mas Itachi o calou com um dedo em seus lábios – Mas depois a gente fala disso, porque nesse momento ninguém quer você mais do que eu.

Sasuke queria continuar conversando sobre aquela informação bombástica, mas Itachi não deu brechas para segundas opções, empurrando-o contra a cama mais uma vez e imobilizando-o com seu corpo antes de beijá-lo com brutalidade.

Dentro de poucos segundos o mais novo se esqueceu de qualquer outra coisa que não envolvesse o corpo de Itachi; se fosse informado naquele instante que o mundo iria acabar dentro de minutos sequer conseguiria se preocupar. Retribuiu o beijo com a mesma intensidade, e Itachi o soltou quando se deu conta de que ele já estava rendido.

_ Você ainda quer conversar? – questionou com um ar superior assim que finalizara o beijo, apreciando Sasuke ofegante e corado com extrema satisfação.

Mas o Uchiha não ficou irritado e nem fugiu do toque de Itachi desta vez, surpreendendo o mais velho. Pelo contrário, levou suas mãos até as nádegas do outro e o puxou para baixo, friccionando as duas ereções encobertas e arrancando um suspiro surpreso do parceiro.

_ Eu pareço estar interessado numa conversa? – sussurrou próximo ao ouvido de Itachi, arrancando-lhe um riso indecente – Eu também comprei lubrificante, fora o preservativo.

Itachi sorriu maliciosamente, levantando o queixo como se questionasse onde estaria o objeto, enquanto o menor saiu momentaneamente de baixo de seu corpo para pegar o tubo na gaveta.

_ Me dê, Sasuke. – Itachi pediu com a voz grave, puxando-o pela barra da calça para mais próximo de si e arrancando o tubo de suas mãos.

_ Mas... Hum...

Sasuke não sabia ao certo o que queria falar. Ainda não decidira o que desejava tentar depois da conversa da noite anterior, mas a reação de Itachi o fez perceber que ele não se lembrava da proposta feita anteriormente... ou havia se arrependido.

O mais velho arrancou o objeto de suas mãos, colocando ao seu lado na cama de casal e procurando algo em suas próprias vestes enquanto observava o rosto corado de Sasuke com o restante de seu autocontrole.

_ Você confia em mim? – questionou com a voz suave, sem piscar ou transparecer a importância que a resposta do outro teria naquele instante. Sasuke inclinou um pouco a cabeça, pego de surpresa com aquela indagação.

_ Itachi, eu acho que já dei provas o suficientes de que confio em você, não?

Ele simplesmente sorriu em resposta, enquanto seus olhos cor de rubi brilharam ainda mais. Puxou Sasuke e o colocou de costas no colchão, acariciou seu corpo por cima da roupa e abaixou os lábios, beijando o pescoço e peitoral dele enquanto desabotoava a camisa de seu pijama.

.

Lá vamos nós de novo!

Eu achei que ele fosse tocar no assunto de ontem novamente.

Sasuke, você tem que pedir. Ele disse isso pra você com todas as letras que só iria inverter as posições no sexo se você pedisse.

Eu não vou conseguir pedir esse tipo de coisa!

Parem com isso vocês dois! Estão perdendo toda magia do momento!

_ Eu só estava checando. – Itachi respondeu, retirando por completo a camisa de Sasuke e acariciado a ereção parcial por cima do tecido de sua calça, ganhando um suspiro suave como recompensa. Debruçou-se o suficiente para manter um contato visual próximo com Sasuke, que por sua vez tentou trazê-lo para mais perto. Itachi, contudo, impediu que ele o tocasse, segurando um de seus braços com a mão livre – Eu também trouxe algo diferente pra nós.

_ O que? – Sasuke questionou, curioso e envergonhado por antecipação.

Itachi sorriu, buscando algo no bolso frontal se seu jeans, retirando de lá um par de algemas. O Uchiha arregalou o olhar instantaneamente, enquanto seu coração passou a bater ainda mais rápido.

_ Nem ferrado!

_ Sasuke...

_ Não! Não mesmo!

_ Você disse que confiava em mim. – Itachi o censurou, girando a algemas com um de seus dedos e ainda aguardando uma reação do menor. Ele sabia que Sasuke iria ceder, era apenas uma questão de falar as palavras certas e aguardar o resultado almejado.

_ E se nós formos atacados? Não terei como me defender! – ele retrucou depois de alguns instantes de silêncio, mantendo um olhar analítico no objeto de metal. Itachi sorriu, percebendo que o outro já estava começando a avaliar a possibilidade; em questão de instantes, cederia.

_ Eu já não jurei que vou proteger você? Alias, estamos seguros por algumas horas... E isso é assunto pra mais tarde, nem comece a perguntar. – Itachi retrucou, Sasuke engoliu as milhares de perguntas que brotaram na ponta de sua língua.

_ Ok... – cedeu, sussurrando com vergonha e fechando os olhos para não precisar encarar o olhar de vencedor que Itachi provavelmente o direcionava.

De fato, o mais velho ficou extremamente satisfeito com a resposta; não apenas pelo fetiche, mas também por saber que Sasuke tinha confiança em si mesmo nas situações mais inusitadas. O Uchiha podia não perceber, mas para Itachi era extremamente importante que houvesse confiança entre os dois, porque ele tinha consciência de que a relação que possuíam era diferente de qualquer outra no mundo, sem confiança mútua dificilmente conseguiriam triunfar.

Retirou o restante das roupas de Sasuke, arranhando seu corpo em alguns pontos propositalmente e sorrindo de leve a cada gemido de protesto. Por fim, deixou-o apenas de boxer e apreciou a visão das marcas avermelhadas na pele de Sasuke enquanto retirava suas as suas próprias roupas.

Sasuke continuava quieto, de olhos fechados e envergonhado demais para se mover. Mas Itachi não sabia que dentro da mente do mais novo acontecia uma conversa mental extremamente complexa.

Sasuke, peça!

Não Sasuke! Aproveite! É algo novo, você vai gostar! Deixe pra pedir em outra ocasião.

Cale a boca! Peça Sasuke! Você quer tentar!

Ele não quer ser o ativo agora, não consegue ver? Ele quer experimentar a bondage!

_ Você quer falar algo? – Itachi questionou, preocupado com o nervosismo de Sasuke, dando-lhe um selinho suave nos lábios e aguardando uma resposta com paciência.

Ele abriu os olhos, observando os lábios finos e avermelhados de Itachi e a luxúria evidente em seu olhar cor de carmesim; ao observar o parceiro daquela forma, tomou sua decisão.

_ Não. Continue...

Como assim?

Isso Sasuke!

No fundo, Sasuke queria pedir a troca de posições. Mas Itachi estava tão animado com a bondage que ele não pôde ignorar o desejo do outro. Novamente aquela situação de "sentir-se mais satisfeito em dar prazer do que receber" estava a postos, e ele jamais conseguiria forçar Itachi a algo que ele não desejasse.

_ Feche os olhos. – Itachi comandou, pegando os pulsos de Sasuke e prendendo-os nas algemas, levando-os para a cabeceira da cama, onde colocou a corrente do objeto metálico presa entre as firmes barras de ferro da cabeceira de casal. Sasuke não conseguia mais mover os braços e, aos poucos, sentia-se mais ansioso com aquela situação peculiar.

Não abriu os olhos em nenhum momento, nem quando Itachi saiu da cama. O outro admirou ainda mais essa confiança, tomando uma decisão momentânea enquanto buscava uma venda de pano no outro bolso de sua calça jogada no chão.

Assim que encontrou o tecido, subiu acima de Sasuke mais uma vez, dando-lhe beijos recheados de desejo carnal. O vendou com cuidado e delicadeza, aproveitando que Sasuke ainda mantinha os olhos fechados, prendendo o pano com um nó firme atrás da cabeça.

_ I-itachi...

_ Confie em mim. – pediu com suavidade.

E mais uma vez, Sasuke confiou, engolindo em seco e balançando a cabeça afirmativamente.

Este simples gesto, tão singelo aos olhos de qualquer um, foi o estopim para Itachi, que perdeu completamente o pouco de autocontrole que tinha diante de uma Sasuke nu, imobilizado, vendado e, principalmente, ruborizado. Ele atacou o corpo maravilhoso abaixo de si como se não houvesse amanhã.

Sasuke sentia a temperatura de seu organismo aumentar a cada mordida em sua pele, sua respiração estava cada vez mais instável. Ele não sabia se devido à situação estava atentando mais para o tato ou se Itachi agira com mais adoração intencionalmente, mas sentiu que as carícias eróticas, os arranhões de paixão, os chupões e as mordidas multiplicavam-se em quantidade e intensidade cada vez mais e mais.

Sasuke gemeu alto o nome de Itachi quando este passou a mordiscar seu umbigo enquanto acariciava seus mamilos com as unhas curtas. Mordeu o lábio logo em seguida, lembrando-se de que não estava em casa e não poderia fazer barulho.

_ Não. – Itachi o censurou, mordendo o elástico de sua roupa íntima e puxando-a para baixo, terminando de retirá-la com as duas mãos. Sentiu sua boca salivar ao observar o pênis ereto de Sasuke, e precisou se concentrar para continuar a falar – Eu... Eu quero ouvir, tudo!

_ M-mas... A Karin...

_ As paredes de toda a casa são à prova de som. – disse, estremecendo de leve, embriagado pelo cheiro afrodisíaco que Sasuke expelia quando estava excitado e pelo intenso desejo que sentia para ter aquele corpo ainda mais perto de si – Eu consegui a planta da casa para poder entrar aqui... Confie em mim!

_ E-eu... ITACHI! – Mesmo se Sasuke não confiasse, não conseguiria impedir o grito alto que escapara de sua boca quando Itachi praticamente engoliu sua masculinidade, não dando sequer um segundo para que ele se acostumasse com a nova estimulação. Sem poder enxergar, Sasuke não conseguia prever o que Itachi faria, e cada nova sensação era encarada com surpresa e luxúria – MAIS!

E Itachi lhe concedeu mais, cada vez mais. O sugava com força e em movimentos torturantes; Sasuke nunca recebera um boquete como aquele: extremamente lento, intenso e desesperador. Ao mesmo tempo em que seu corpo ansiava por uma velocidade maior, ele não queria perder a sucção intensa que recebia.

O mais velho o lambia, de baixo para cima, acariciando a parte interna de suas coxas enquanto realizava a estimulação surreal, antes de envolvê-lo totalmente aconchegando-o em sua garganta. Sasuke gemia tão impudicamente que o mais velho tinha certeza que se morresse naquele instante, morreria totalmente feliz. Afinal, dar prazer para Sasuke gerava uma satisfação absurda em seu corpo.

_ Itachi! Por favor! Eu... Ahn! – Sasuke nem conseguia lembrar o que desejava pedir, pois no mesmo instante sentiu um dos dedos do torturador adentrar o seu canal, fazendo-o arquear suas costas na cama diante da surpresa e aflição – Avise antes de fazer essas coisas!

_ Pode esquecer Uchiha, essa é a graça da brincadeira. – Itachi rosnou entre os dentes, voltando a envolvê-lo com os lábios segundos depois.

Itachi havia tomado o cuidado de utilizar o lubrificante, a sensação levemente gelada não deixava mentir, e por isso Sasuke era extremamente grato. Não queria perder muito tempo com preliminares, estava ansioso demais para realizar o ato naquela situação extremamente excitante. Jamais passara por sua cabeça que algo tão simples como uma bondage pudesse ser tão... inebriante.

Não que ele fosse admitir isso em voz alta, de maneira alguma! Ainda tinha um pouco de reputação para zelar, não?

Itachi gemeu intensamente por algum motivo, ainda realizando o sexo oral magnífico. Sasuke rosnou alto, movendo os braços e desejando que fosse forte o suficiente para se livrar daquelas algemas, pois queria entrelaçar seus dedos nos cabelos escuros de Itachi com força, puxando-o para recebê-lo ainda mais fundo.

Depois de alguns minutos de prazer intenso, quando Sasuke estava quase em seu ápice, Itachi desprendeu os lábios de sua masculinidade, deixando-o ofegante e ansioso enquanto mordia a parte de dentro de suas coxas com suavidade.

_ Impaciente? – Itachi questionou, ainda próximo de seu membro e fazendo-o gemer pela sensação quente da respiração do mais velho justamente ali. Continuava a movimentar um único dedo, mas Sasuke suspeitava que ele utilizar-se-ia apenas do lubrificante, pois não aparentava desejar inserir mais um dedo para prepará-lo.

Ainda bem!

_ Sim! – ele choramingou, tentando puxar o outro para cima com suas pernas, desesperado por sexo – Eu quero você Itachi!

Ouviu uma risadinha debochada, mas não reclamou. A movimentação na cama indicou que o outro realizava o seu pedido, iria beijá-lo em breve e penetrá-lo com força (ou era isso que seu corpo ansiosamente desejava).

Sasuke suspirou, contente, quando Itachi mordeu seu lábio inferior e em seguida aprofundou o beijo, friccionando os dois membros eretos entre seus abdomens e levando uma de suas mãos até lá, iniciando uma masturbação dupla extremamente rápida e intensa.

_ Vai logo Itachi! – Sasuke grunhiu com impaciência, interrompendo o beijo e ganhando mordidas fortes em seu ombro. Céus, tudo que Itachi fazia aquela noite o surpreendia pela ausência da visão! – Eu não aguento mais!

Itachi não respondeu, ou se respondeu o cérebro de Sasuke não conseguiu compreender devido à ação completamente inesperada: Se ele estava surpreso antes, nada chegava aos pés do que acontecia naquele momento.

Não acredito.

Ele... E-ele...!

Não! Não, não, não, não! Você está sonhando Sasuke, trate de acordar!

Há! Isso não é um sonho, idiotas! FINALMENTE!

Antes que sequer pudesse tomar consciência do que acontecia, Itachi arrancou a venda de seus olhos. Sasuke piscou uma única vez, buscando o foco para apreciando a visão à sua frente para ter a completa certeza de que não estava delirando.

_ Surpresa...! – Itachi murmurou sem fôlego, sorrindo de canto de boca e adorando a expressão completamente descrente de Sasuke.

Itachi apoiava-se acima do corpo de Sasuke com as duas mãos em seu ombro. Estava ofegante, levemente sorridente, com as maças do rosto extremamente coradas e os olhos enevoados de prazer. Sasuke sabia bem o porquê dessa reação, aliás, ele sentia bem o porquê, afinal de contas, ele sentia seu próprio corpo dentro do corpo de Itachi.

E não o contrário, como ele achou que aconteceria.

_ V-você... – tentou se pronunciar com um tom de voz grave e excitado, mas Itachi o interrompeu.

_ Cale a boca Uchiha. – Itachi sussurrou próximo aos seus lábios, entrelaçando seus braços ao redor do pescoço de Sasuke e inclinando-se para frente a fim de beijá-lo explicitamente, enquanto iniciou uma movimentação lenta e experimental.

Sasuke jogou a cabeça para traz, grunhindo em prazer com a nova experiência. Era extremamente mais intenso do que ele um dia imaginara! Mesmo com lubrificante, Itachi era muito mais apertado do que qualquer mulher com quem um dia se deitada, nunca imaginara que seria tão diferente assim fazer isso com um homem. Ele queria tocar no corpo dissoluto de seu parceiro, em qualquer parte de sua pele, apenas senti-lo já seria o suficiente... Ele precisava!

_ Itachi, t-tire as algemas... – pediu com a voz fraca, sibilando ao fim da frase devido à penetração mais profunda que as anteriores. Itachi também pareceu reagir mais intensamente, como se houvesse encontrando seu próprio ponto G, e gemeu alto em resposta, comprimindo o pênis de Sasuke com seu canal pela onda avassaladora de prazer que sentira.

_ Ahn... 'quê? – o outro questionou, tão perdido entre os prazeres da carne que sequer compreendera o pedido de Sasuke.

A voz grogue de Itachi fez Sasuke sentir mais uma onda intensa de tesão, que fez sua ereção pulsar em satisfação, arrancando mais um suspiro profundo do moreno que, naquele exato momento, o tirava do sério; Sasuke desejava mais, muito mais!

_ Itachi... algemas... por... ahh... favor! – Sasuke questionou mais uma vez, mexendo os braços num indicativo de que necessitava ser liberto.

O sorriso torto de canto de boca que surgiu nos lábios de Itachi com certeza deveria ser proibido por lei. Maldito! Prepotente! Sádico!

_ Não. – respondeu simplesmente, acelerando cada vez mais a movimentação, resultando num aumento crescente da coloração avermelhada em sua íris – Eu gosto de você desse jeito, Sasuke.

_ Itachi! – rosnou com irritação, sentindo seu sangue ferver cada vez mais. Ele o estava acabando com sua paciência! Que tipo de pessoa permitia uma troca desta magnitude, mas o impedia de usufruí-la por completo?

Eu vou assumir.

Não vai não! Isso é injusto! Sasuke nunca me deixou assumir!

Vai se ferrar seu veado de merda! Sasuke, anda, é minha vez!

Você vai nos soltar?

Vou, agora me deixa tomar conta, porra!

Sasuke não! Itachi vai perceber!

Foda-se!

O moreno de cabelos longos observava o olhar furioso de Sasuke com extrema animação, lambendo os lábios de maneira libidinosa antes de sussurrar próximo à boca do moreno irritado.

_ Está bravo? – questionou, mordiscando o queixo do namorado e fugindo de seus lábios insistentes logo em seguida. Sasuke queria beijá-lo, mas Itachi sentia-se muito mais satisfeito em simplesmente torturá-lo – Hum? Me diz...

O herdeiro Uchiha fechou os olhos, inspirou profundamente e riu baixinho, em um tom muito diverso do que estava acostumado; soara muito mais pervertido do que qualquer risada que Itachi um dia escutara.

_ Eu vou te matar quando você me soltar... – Sasuke respondeu com um tom de voz áspero, muito diferente da voz que estava utilizando até então. Itachi ergueu uma das sobrancelhas perante tal comportamento, mas preferiu não comentar a respeito.

_ Não Sasuke... Que tal me prometer algo mais útil e possível de se fazer? Porque nem nos seus sonhos você conseguiria me matar. – formulou esta resposta experimentalmente, aguardando com ansiedade a próxima reação de Sasuke.

O Uchiha abriu os olhos, encarando-o com um ar de extrema superioridade. A luxúria antes presente em sua íris parecia ter se multiplicado, bem como o grau de competitividade na cama. Itachi gostou especialmente da visão, sentindo o calor em sua virilha elevar ainda mais. Neste mesmo instante, Sasuke impulsionou seu quadril para cima, pegando Itachi desprevenido.

Ele debruçou-se sobre os ombros de Sasuke, aparentemente despreparado para onda de prazer avassalador que o atingira. E o Uchiha aproveitou a nova posição: sua boca conseguiu facilmente capturar a pele do pescoço do parceiro, o mordeu sem nenhum pouco de piedade, sussurrando em seu ouvido de maneira impudica e arrastada.

_ Ok então, seu filho da puta, que tal a seguinte promessa: eu vou te comer com força, te fazer delirar e implorar por mais, até você arrancar aquele idiota do Madara da sua cabeça!

Itachi estremeceu levemente, Sasuke conseguiu sentir e não pode deixar de rir pelo nariz, extremamente satisfeito com seu feito.

Ok, boa jogada.

Ele está percebendo a mudança Sasuke...

Provavelmente sim, mas ele parece estar gostando.

Hn...

Pare de reclamar frutinha, ele não vai deixar de gostar de você também.

É lógico que não! Eu sou mil vezes melhor!

Há! Faz-me rir!

Da pra voltar no comando ou quer que eu retome?

Itachi não era idiota, logicamente percebeu a mudança absurda de comportamento do garoto mais novo, mas estava longe de ficar insatisfeito. Sasuke, no momento, agira de maneira mais ousada que o próprio Madara, e sua curiosidade e perversão aumentavam consideravelmente.

_ Parece que eu realmente te quebrei, né Sasuke? – ele provocou ao se referir a conversa de poucos instantes atrás, beijando-o nos lábios brevemente – Bom... Devo confessar que isso sim parece mais promissor...

Itachi levou as mãos ate os pulsos de Sasuke, quebrando a corrente das algemas com uma só puxada, surpreendendo o até então prisioneiro. Sorriu de canto de boca e levou as mãos livres de Sasuke até as suas nádegas, auxiliando-as a apertar sua tez pálida como uma espécie de recompensa.

_ Surpreenda-me! – sussurrou sensualmente, encarando-o nos olhos e implorando por prazer.

Sasuke sorriu da mesma maneira sacana, levando uma de suas mãos para os cabelos de Itachi e entrelaçando seus dedos entre as madeixas, puxando-as para baixo e forçando o mais velho a arquear sua coluna e jogar a cabeça para trás, mostrando o seu pescoço convidativo para Sasuke, ainda mais por ainda ter presente à marca magnífica do chupão deixado naquela mesma noite.

_ Não brinca com o fogo Itachi – Sasuke respondeu no mesmo tom de voz, lambendo a marca roxa no pescoço do outro até chegar a sua boca e morder o lábio inferior com força, fazendo seu parceiro sibilar de dor e prazer masoquista. Sasuke sentiu o gosto de sangue em sua boca, e lambeu as gotas avermelhadas com satisfação – Você pode se queimar!

_ Ah! – Itachi deixou escapar um gemido de dor, pois Sasuke bateu com as duas mãos em seu traseiro, agarrando sua pele com as unhas mais afiadas do que ele imaginava que ele possuísse – O que diabos aconteceu com você?

_ Por quê? É demais pra você, Itachi-chan?

Ah, mas essa foi a gota d'água!

Itachi encarou Sasuke com o olhar praticamente em chamas, ergueu uma das mãos prestes a atingir Sasuke com força em seu rosto, pretendendo castigá-lo por agir como um completo imbecil.

Mas ele não esperava que Sasuke conseguisse interceptar seu soco, muito menos que tivesse força o suficiente para pará-lo e segurar os nódulos de seus dedos como se acabasse de desferir um golpe com a força de um recém-nascido.

_ O-o quê? – questionou baixinho, observando com incredulidade a palma da mão de Sasuke fechar-se contra seus dedos. O que está acontecendo? Sasuke não possui essa força!

O Uchiha não deu tempo para que Itachi assimilasse o que acontecia, girando seu braço e posicionando-o em suas costas, numa imobilização parcial. O jogou para trás, retirando-o de cima de si e permitindo que ele caísse com tudo no colchão; os olhos escarlates se fecharam devido ao impacto.

Antes que Itachi pudesse reclamar ou tomar uma atitude, Sasuke estava acima de si mais uma vez, penetrando-o profundamente e com brutalidade. Novamente ele grunhiu de prazer e dor, levantando as pálpebras minimamente para encarar o rosto sensual de seu amante.

_ Queima, Itachi? – Sasuke falava com um tom tão despudorado que Itachi começava a sentir vergonha, e esse tipo de sentimento não era algo que o atingia com frequência.

Sasuke agarrou seu queixo, forçando-o a olhar em seus olhos enquanto iniciava um movimento lento e profundo de penetração, apreciando os olhos em chamas de Itachi e sentindo-se realizado por constatar que jamais, em nenhuma circunstancia, havia visto aquela coloração tão avermelhada como naquela noite

_ Eu consigo ver que queima, Nii-san!

Mas os olhos de Itachi arregalaram-se no mesmo instante em que finalmente adquira sanidade o suficiente para encarar os olhos de Sasuke. Assustara-se de tal forma que sequer prestou atenção no pronome de tratamento japonês.

Os olhos de Sasuke exibiam uma coloração cor de lavanda envolvendo a íris e o branco do olho, a mesma que Itachi presenciara nos olhos de Madara há tantos anos. Estavam ainda mais brilhantes do que os de Madara, mais predatórios, mais perigosos.

Mais poderosos.

_ S-sasuke... – Itachi murmurou, levando as duas mãos e envolvendo a lateral do rosto do namorado com ternura, apreciando com adoração os olhos dos quais não conseguia desprender sua atenção.

Algo aconteceu com Itachi. Você foi longe demais. Saia!

Mas eu não...!

SAIA! Ele ordenou!

Eu...!

Não sei porque ainda 'tô perdendo meu tempo com você!

Sasuke piscou, e os anéis lilases sumiram instantaneamente de seus orbes. Itachi prendeu a respiração quando o olhar do menor modificou-se, tornando-se mais suave e preocupado.

_ Eu te machuquei? – ele questionou, levando a mão até o lábio machucado de Itachi, mas este não parecia sequer se dar conta de que estava levemente ferido.

_ Você é realmente especial! – ele sussurrou, quase sem fôlego, sorrindo de uma maneira tão radiante que Sasuke perdera o chão.

Itachi estava feliz, imensamente feliz. Sasuke não entendia o porquê daquela reação ou daquelas palavras, mas mesmo sem entender o que acontecera, não pode negar seus instintos sexuais de se satisfazerem quando o mais velho o puxara para um beijo extremamente lascivo, incentivando-o a continuar o ato sexual ao entrelaçar as pernas ao redor de sua cintura.

Naquela noite Sasuke e Itachi não dormiram, não conversaram, não questionaram as diversas perguntas que se formaram em suas mentes. Não falaram sobre o passado, presente ou futuro. Nada mais interessava, e pelas duas horas que se seguiram desfrutaram dos prazeres carnais sem se dar conta de que não era apenas a paixão que movia a maioria de suas ações.

Não havia mais volta: onde começava um, terminava o outro. E isso não é uma mera analogia ao contato sexual.

(***)

Apesar de ser meio-dia, o sol não iluminava a casa da família Namikaze-Uzumaki; estava nublado, e o vento era tão forte que as persianas externas batiam com força nas janelas. Kushina corria pela casa, fechando-as com velocidade.

_ Sasuke, Naruto! Me ajudem e fechem as janelas dos quartos! – ela pediu em voz alta, ouvindo uma resposta positiva em coro do outro lado da casa.

Sorriu, feliz em constatar que finalmente estava se relacionamento bem com o pequeno Uchiha e que este tentava manter a paz com Naruto. Na noite anterior ela e o afilhado conversaram antes de adormecer e ela ainda tinha receio de que, por mais que o menino a houvesse tratado com respeito e admiração, a convivência entre os dois voltaria à estaca zero logo pela manhã.

Felizmente não foi o que aconteceu.

Naquele dia, bem mais cedo, Kushina acordou com um beijo suave de Minato em seus lábios, seguido de um sussurro contente de: "Shii, Sasuke está dormindo" enquanto ela abria os olhos. Minato sorriu radiante para ela, ele não conseguia ocultar seu deslumbramento por presenciar aquela cena.

Com um agradável espanto, Kushina percebeu que o garotinho adormeceu em seus braços noite passada, e continuava a ressonar de leve, provavelmente sonhando com algo agradável. Naquele momento ela foi tomada por um carinho muito grande pelo pequeno adormecido.

Kushina retribuiu o sorriso do marido, que se despediu dela com mais um beijo suave em seus lábios e um afago carinhoso nos cabelos negros e bagunçados do pequeno Uchiha. Quando Minato saiu do quarto, ele acariciou uma cabeleira loira bagunçada e só então Kushina reparou no filho lhe observando com Sasuke.

Era fácil para ela saber que seu pequeno parecia confuso: os grandes olhos azuis estavam mais brilhantes que o normal, como se algumas lágrimas teimosas fossem rolar a qualquer momento, mas também havia um pequeno repuxar dos lábios indicando um começo de sorriso. A verdade é que Kushina adoraria ter uma máquina fotográfica para tirar uma foto do seu filhote daquele jeito, ele estava uma gracinha!

Mas ela parou com essa corrente de pensamento: era hora de levantar e ter uma nova conversa com seu filhote, pois ela sabia que Naruto jamais cogitaria a possibilidade de que um dia ela e Sasuke pudessem conviver em paz. Talvez por isso Naruto não ligasse tanto para as aproximações dela com o herdeiro Uchiha, mas agora... Bom... Agora tudo seria diferente.

Com delicadeza, ela colocou Sasuke cuidadosamente no colchão do beliche debaixo, tomando a devida cautela para não despertá-lo. O cobriu e se despediu com um beijinho no rosto, e o menino simplesmente passou a mão no local que fora beijado, como se quisesse sentir mais uma vez o gesto carinhoso. Kushina sorriu, controlando-se para não rir; quem imaginaria que Sasuke fosse tão doce enquanto dormia?

Virou-se, andou até Naruto e o pegou no colo, fechando a porta com suavidade enquanto andava até a sala. O pequeno continuava anormalmente quieto, mesmo que a abraçasse com ternura.

_ Mamãe te ama muito Naruto! – ela sussurrou, beijando a bochecha de seu filho que provavelmente estava cheio de caraminholas na cabeça.

_ Mais do que o Teme? – ele respondeu, fungando de leve e tentando disfarçar a vontade de chorar.

Kushina o esticou para frente, observando os olhos azuis cheios de lágrimas não derramadas e o ligeiro beicinho nos lábios de Naruto. Era doloroso ver o filho daquele jeito, mas ela sabia que precisava deixar as coisas claras para ele. Ela precisava ser cuidadosa agora, se queria fazer Naruto entender, por isso ficou com o rosto sério enquanto observava o pequeno.

_ Naruto, você ama mais o papai ou a mamãe? – ela questionou, colocando a criança de volta ao chão, abaixando-se até ficar na mesma altura que o filho para não romper o contato visual.

Naruto piscou uma vez e uma lágrima teimosa escorreu pelo seu rosto, com a desculpa de que estava limpando o rosto, ele a limpou e respirou fundo. Ele sabia que quando sua mãe utilizava aquele tom de voz, ela estava lhe tratando como um adulto, de igual para igual, querendo dele uma resposta séria. O pequeno pensou na pergunta por alguns segundos e com a voz firme disse:

_ Eu amo do mesmo jeito.

Kushina sorriu em aprovação com aquela resposta, mas logo voltou a ficar séria novamente para que Naruto fixasse aquela conversa.

_ Isso mesmo, assim como eu amo você e Sasuke. – ela respondeu, acariciando de leve o rosto do menino enquanto ele corava de irritação.

_ Mas o bastardo não é seu filho! – Naruto retrucou, cruzando os braços e iniciando uma birra. – É um bastardo!

Ela já esperava por algo assim. Naruto ainda era pequeno demais para compreender que comportamentos como aquele não são esperados de uma conversa séria entre "adultos". Kushina voltou a acariciar os cabelos bagunçados do filho, tentando ajeitá-los um pouco já que o pequeno tinha acabado de despertar.

_ Mas no coração da mamãe o Sasuke é como se fosse meu filho. Eu o vi nascer e ajudei a tia Mikoto a cuidar dele antes mesmo de você nascer. Tenho certeza que Sasuke está presente na sua primeira memória, não está?

Naruto forçou a mente, tentando reviver sua memória mais antiga e se lembrou de quando possuía mais ou menos três anos de idade e o levaram para a praia pela primeira vez na vida. Sasuke realmente estava lá, completamente lambuzado de protetor solar e o pior: rindo com vontade porque ele não queria descer do colo do pai e colocar os pés na areia, com medo do lugar onde estava, pois era algo que nunca tinha visto antes. Ele se lembrava vagamente de pedir ao pai para que o levasse dali em meio ao choro e Sasuke ficou lá construindo seu castelinho de areia.

Naruto sentiu rivalidade intensa apenas em recordar essa lembrança vergonhosa.

_ Mas...

_ Vocês brincam, brigam, se divertem, competem por atenção, mas fariam de tudo para salvar um ao outro. Sabe o que é isso, meu filho? – Naruto respondeu com um aceno negativo de cabeça, e ela sorriu ao repetir a mesma frase que proferiu ao seu afilhado na noite anterior. – É a mesma coisa que ter um irmão!

Naruto abaixou a cabeça, observando um ponto qualquer da sala enquanto se perdia em pensamentos. Kushina acariciou seus cabelos mais uma vez, deu-lhe as costas e seguiu para a cozinha com a intenção de preparar o café da manhã e conceder tempo necessário para que seu filho assimilasse o que ela dissera.

Apesar de concentrada em seus afazeres, Kushina não tirou os olhos de Naruto, e ele demorou alguns poucos minutos para decidir o que fazer. Ela sorriu com a expressão do pequeno e voltou a fazer suas atividades diárias.

Naruto voltou para o quarto, abrindo e fechando a porta com delicadeza para não acordar Sasuke. Retirou suas pantufas e subiu no beliche de baixo, onde o outro ainda permanecia adormecido. Depois, com tanto cuidado que uma criança possa ter, empurrou Sasuke um pouco para o lado, a fim de se aconchegar melhor, mas o descendente Uchiha acordou com tal movimentação.

_ O que 'tá fazendo Dobe? – questionou com a voz grogue de sono, mas nem por isso deixando de transparecer o leve tom de irritação.

_ Você 'tá na minha cama, Teme! E eu quero dormir!

_ Urgh! – Sasuke se movimentou para sair da cama de Naruto, intencionando subir para o beliche de cima. Todavia, o loiro o impediu ao segurá-lo pelo pulso. – O que está fazendo?

_ Pode... Pode continuar aqui, só vai mais pro lado.

Sasuke olhou para Naruto com completa descrença e a boca aberta, mas lembrou-se das palavras de sua tia Kushina, decidindo cooperar ao menos uma vez; quem sabe ela não estava certa? Liberou espaço para que Naruto pudesse se deitar e ambos permaneceram observando o estrado da cama de cima com certo desconforto.

Sem trocarem mais palavras, os dois adormeceram novamente, sentindo-se aconchegados pela troca de calor corporal. Ainda adormecido, Naruto virou-se para o lado de Sasuke e o abraçou, sendo retribuído pelo Uchiha instintivamente.

A ruiva flagrou os dois garotinhos adormecidos meia hora depois, extremamente satisfeita com o resultado de suas palavras. Permitiu que eles dormissem até a hora do almoço como recompensa, afinal era dia de conselho estudantil e ambos os pequenos não teriam aulas.

No momento, os dois já haviam despertado e discutido um pouco, mas sem aquele grau intenso de animosidade de antes, e agora estavam ajudando a dona de casa a fechar todas as janelas sem reclamar. Kushina não poderia estar mais feliz!

Todavia, nem toda perfeição do mundo dura para sempre...

Naruto acabara de fechar a janela do banheiro do quarto quando ouviu um barulho de algo se espatifando no chão, seguido do som de cacos de vidro quicando. Correu em direção ao som estridente, não se importando com os gritos de: "o que aconteceu?" que Sasuke esbravejava atrás de si. O moreno não conseguiu segui-lo, pois estava no beliche de cima fechando a ventarola e demoraria um pouco de tempo para conseguir descer.

O loiro foi o primeiro a chegar á cozinha, dando de cara com sua mãe completamente apavorada, olhando para fora como se acabasse de ver um fantasma, não se importando com o corte grande na palma de sua mão.

_ Mamãe! – Naruto gritou, puxando sua camiseta e tentando tomar a atenção de Kushina para si.

_ Naruto, suba e fique com Sasuke. Não saia do quarto! – ela sussurrou sem fôlego, não movendo um único músculo para olhar para seu filho, mal parecendo se dar conta do sangue que pingava pelo chão limpo.

_ Mas mamãe...!

_ Anda! Eu estou mandando! – ela ordenou com autoridade, empurrando o garoto para trás com sua mão saudável.

Um pouco assustado pelo tom de voz da mãe, Naruto se retirou da cozinha, mas não obedeceu ao comando dado. Observou da sala o que acontecia no outro cômodo, e se surpreendeu quando um homem alto, de longos cabelos negros, apareceu subitamente ao lado do balcão lateral. O loiro não conseguia observar o rosto do homem naquela posição, mas não era preciso observá-lo de frente para saber que algo não estava certo ali.

Naruto podia jurar por tudo que era mais sagrado que não havia outra pessoa ali segundos atrás.

_ Olá, Kushina Uzumaki. – o estranho cumprimentou sua mãe, e ela virou-se assustada, debruçando-se sobre o balcão da pia, com completo pânico no olhar ao se dar conta da mais nova companhia.

Naruto arregalou os olhos, apavorado pela presença ameaçadora do homem misterioso. Correu para perto de sua mãe mais uma vez, e desta vez ela o olhou nos olhos, suplicando com o olhar para que ele não chegasse perto; Naruto não obedeceu.

Sasuke já aparecia no corredor dos quartos quando Naruto quase adentrava a cozinha novamente. Contudo, a porta quase bateu no rosto do loiro ao se fechar com força pelo poder de uma corrente de ar furiosa, do tipo que anunciava uma tempestade perigosa.

Naruto virou o rosto para Sasuke, olhando-o com completo desespero e pedindo auxilio por não saber como deveria agir agora que a porta foi fechada. Sasuke não viu o homem, mas percebeu que algo fora do normal acontecia naquela tarde.

_ Vamos conversar... – essa foi a última frase que Naruto ouviu na voz do homem perigoso, um pouco abafada por ter sido proferida em outro cômodo, mas ainda sim nítida aos ouvidos alertas do garoto.

Sasuke, fazendo pouco caso do olhar aterrorizado de Naruto, marchou até a cozinha e escancarou a porta. E os dois, sem entender exatamente o que acontecera, olharam para a cozinha vazia, onde não havia sequer um indicativo de que estaria ocupada poucos segundos atrás.

A não ser o sangue fresco do machucado de Kushina na pia de granito...³

(***)

_ Naruto!

O loiro despertou, sobressaltado, respirando de maneira ofegante e tentando enxergar algo no quarto escuro onde se encontrava. Sabia que despertara de um pesadelo, mas não conseguia se lembrar de onde estava, ou o que acabara de sonhar... Por que diabos não dormira em uma cama confortável e sim sentado de qualquer jeito sobre uma cadeira de madeira?

Naruto sentiu um suave roçar de dedos em sua mandíbula e forçou a vista para tentar enxergar qualquer coisa naquela escuridão.

_ Você está aqui... – a voz áspera e fraca se repetiu, mas desta vez Naruto a reconheceu. Piscou rapidamente e conseguiu, enfim, focalizar o rosto pálido de Kakashi: de olhos abertos e um sorriso satisfeito nos lábios, apesar da palidez e respiração instável, mesmo com ajuda dos aparelhos respiratórios.

_ Kakashi!

Sem pensar duas vezes ou medir suas ações, Naruto se jogou contra Kakashi, abraçando-o com força e enterrando o rosto na dobra do pescoço do grisalho. Sorria de orelha a orelha, sentindo lágrimas de felicidade se formarem em suas pálpebras, mas não se incomodou em contê-las. Estava tão feliz, tão aliviado que não se importava caso fosse pego chorando. Kakashi havia, finalmente, acordado! Seu plano tinha dado certo!

_ Eu... Eu...! – não sabia ao certo o que devia falar, as emoções o impediam de formular qualquer frase que fizesse sentido, e os soluços de emoção também não permitiriam maiores conversas.

Kakashi passou um de seus braços ao redor do Uzumaki, acariciando seus cabelos com a mão esquerda, e com a outra mão retirou o equipamento de respiração, pois o aparelho era a causa de sua hiperventilação. Quando Naruto se deu conta da movimentação do grisalho se afastou minimamente, olhando-o com atenção por acreditar que estava sonhando e não que o mais velho havia, realmente, despertado.

_ Você vai me beijar? – Kakashi questionou com a voz ainda rouca. Naruto arregalou o olhar.

_ Quê?

_ Você, me beijar. Porque você deve estar se sentindo culpado por ter feito aquele escândalo por eu ter te beijado no restaurante, e deve estar achando, erroneamente, que a culpa de tudo isso que aconteceu foi sua. Então agora você iria querer se redimir dos seus atos e retribuir o...

_ Kakashi? – o loiro o interrompeu, sua voz em um tom totalmente impaciente.

_ Oi?

_ Eu vou calar sua boca agora, ok? – sussurrou em resposta, aproximando-se do rosto de Kakashi sem dar a mínima importância para o fato de que ele não estava escondido desta vez. Alias, a visão dos lábios do outro tão perto de si só podia ser considerado um privilégio, e não uma afronta. – Mas vou fazer isso porque eu quero e não pra compensar minha culpa, sublimar ou qualquer idiotice da sua cabeça maldita de terapeuta!

_ Ok. – o grisalho respondeu, sorrindo e aguardando pacientemente o beijo o qual ele sabia que estava a caminho.

_ E aí de você se... – ele ia reclamar ainda mais, Kakashi sabia disso, Naruto às vezes falava demais (principalmente quando era momento de ficar calado!). Impaciente, o grisalho o interrompeu com um puxão fraco na gola de sua camisa, mas com força suficiente para trazê-lo mais para perto.

_ Acho que sou eu quem vai calar sua boca, Naruto. – murmurou em um tom lúdico, capturando finalmente os lábios de Naruto em um beijo consentido.

Mas antes que pudessem intensificar o suave roçar de lábios, ouviram uma risadinha debochada próximos de si. Naruto grunhiu de irritação.

_ Mais que saco! Será que eu nunca vou ter um momento de paz? – o mais novo reclamou, virando-se para encarar Itachi e acabar logo com a briga que teriam.

Maldito dom idiota que este bastardo tinha de aparecer nos momentos mais inapropriados do mundo! Sabia que o moreno iria ficar furioso por Naruto não ter seguido suas recomendações, mas também sabia que, por Sasuke, ele não faria nada realmente mortífero.

Só que não esperava ser cumprimentado com uma espada longa posicionada logo abaixo de seu queixo. Ergueu o olhar e percebeu que quem estava a sua frente, ameaçando-o de morte com um sorriso assustador nos lábios, nem de longe era Itachi.

_ Cuidado com como se dirige a mim, pivete. – Kisame esbravejou, levantando o rosto de Naruto com a parte cega de sua Ninja-tō. O Uzumaki parecia aterrorizado, e isso era muito reconfortante. – Você não vai por tudo a perder por causa de um capricho seu, vai?

Naruto engoliu em seco, percebendo que não planejara a possibilidade de outra pessoa vir recepcioná-lo quando Kakashi acordasse. E, com toda certeza, a espada em seu pescoço não era um cumprimento amistoso.

... Continua...


¹ Quero deixar bem claro uma coisa: existem DSTs que não são detectáveis em exame de sangue, como o HPV e algumas outras que não me lembro de cabeça e estou com preguiça de procurar. Mas Sasuke, como a maioria das pessoas, não sabe disso e se preocupa somente com aquelas conhecidas como 'perigosas' (apesar de nenhuma ser 'inofensiva'), tais como Sífilis e HIV, que são detectáveis por exame de sangue. Este não é um fato relevante, não vou colocar nosso lindo Sasukinho com gonorreia nos próximos capítulos ou algo igualmente grotesco, mas como tem muita menina nova que lê a fanfic eu achei melhor tratar desse assunto na nota: Não aja como o Sasuke, use camisinha sempre e não pense que um resultado negativo em exame de sangue significa "tá tudo dez".

² Uhh... Saunas... Ok, menores de 18 (eu sei que vocês ignoraram a censura haha!) finjam que não leram isso. Maiores de 18 que não sabem o que o Naruto quis dizer: Saunas gays são pontos de encontro de sexo casual entre os homens homossexuais que procuram promiscuidade. Os homens vão, se conhecem lá e... yeah. Nesses lugares geralmente acontece troca de parceiros e orgias. Naruto sabe que Sasuke não frequentaria esse tipo de lugar, mas disse o que disse apenas para encabular o seu amigo.

³ No primeiro capítulo eu descrevo que Kushina e Minato morreram numa situação parecida com os pais de Sasuke. Então: não, Kushina não morreu nessa cena. Estou apenas deixando claro, pois alguém poderia dizer "ué, mas ela não morreu de outro jeito?". Essa cena será retomada em breve.


Aviso a todos os leitores:

Aqueles que leem as N/As que eu escrevo ou tem um contato comigo por mensagem/msn/facebook sabem que eu tive uma mudança radical na minha vida neste fim de 2012. Eu me formei, mudei de cidade, deixei amigos e familiares para trás, estou numa rotina completamente diferente do que estava acostumada e me sentindo muito sozinha. Como respeito vocês, preciso informá-los que eu não estou me adaptando muito bem a essas mudanças e até agora venho sofrendo dificuldades pra escrever em virtude disso.

Eu sei, ninguém aqui está interessado na minha vida particular e sim na produção da fanfic, mas eu preciso mencionar o que está acontecendo pra vocês me entenderem. Eu estou deprimida, chateada, passando por um momento difícil de adaptação e solidão. Eu achava que a leitura de livros/fanfics e a produção das minhas fanfics iriam me ajudar a superar esse momento complicado da minha vida, mas não estou conseguindo mais me concentrar pra escrever algo decente e isso está me corroendo por dentro.

Este capítulo de Haunted, na minha opinião, foi o meu pior texto até hoje e estou muito insatisfeita com o resultado, mas resolvi postar porque não adiantava mais chorar olhando pra tela do computador. Peço que vocês tenham paciência comigo e com Haunted; não vou abandonar a fanfic e vou continuar atualizando como sempre fiz, mas pode ser que apareça algum capítulo completamente lixo como este que acabaram de ler...

Eu prometo reescrever com um português melhor quando tudo isso terminar. Eu juro, de verdade, porque vocês são leitores maravilhosos e merecem coisa melhor.

Sobre o SasuIta: em nenhum lugar desta fanfic está escrito que ela é ItaSasu, e sim Uchihacest (porque há ItaSasuIta e MadaIta). Contudo, este será o único lemon/lime (dependendo da sua análise) SasuIta da fanfic, os demais ficarão implícitos, e os próximos descritos serão ItaSasu. Se você não gosta de SasuIta e se sentiu ofendido por ler o que leu, peço minhas humildes desculpas. Por mais que eu tente, eu jamais conseguirei agradar a todos, mas ao menos a mim preciso agradar. Caso você me perdoe e decida continuar a fanfic mesmo assim, saiba que não passará susto como esse novamente.

Se alguém leu SasuIta pela primeira vez e gostou, peço que se manifestem nem que seja pra dizer "oi, nunca tinha lido sasuita, mas gostei, tchau." Pois tenho curiosidade de saber como anda essa forma do casal no fandom brasileiro e português. Se detestaram, peço que também se manifestem dizendo o porquê, quem sabe eu consiga compreender a sua forma de pensar.

E... acho que é isso. Desculpe pela nota gigante e por qualquer decepção que eu possa ter causado a vocês. Não foi minha intenção, mas se eu não continuar escrevendo eu vou enlouquecer...

Um beijo e obrigada pela paciência!


Respostas reviews "guest":

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SrtSolitaria:

Nossa, fico MUITO contente que goste tanto de Haunted assim e aprecie o meu esforço pra atualizar! Muito obrigada mesmo querida! Espero que continue acompanhando a fanfic até o fim e ela jamais te decepcione! Mas se te decepcionar, não hesite em me avisar ok? É o feedback que nos faz melhorar sempre, sem ele esse processo seria extremamente mais lento.

Ah! Eu recebi sua review na fanfic The Heart Collector e, se não se importa, vou responder por aqui! Como lá é oneshot, não terei a oportunidade de responder as reviews deslogadas em atualizações! ^^

Fiquei muito satisfeita de receber essa review, pois é a minha fanfic menos lida/conhecida. Eu, na verdade, não a escrevi na véspera do ano novo, eu a corrigi! Ela já estava publicada há alguns meses, só que encontrei alguns erros de português horríveis nela e resolvi corrigir. Por isso parecia que era algo novo! Mas fico feliz que tenha gostado da abordagem que dei pro Itachi nela! Muito obrigada por essa review carinhosa!

Um beijão!