capítulo II - renascimento...de novo?
pov-Tanya
Alguma coisa estava errada, alguma coisa estava muito errada, uma estranha sensação de déjà vua extremamente desagradável a atingiu, ela precisava abrir os olhos e precisava fazer isso agora, com uma boa quantidade de esforço ela conseguiu e o que viu foi duas figuras gigantes olhando-a e fazendo caretas.
Nesse momento, sem que ninguém entende-se, ela pronunciou suas primeiras palavras nesse novo mundo "Mas que merda é essa?"
pov-Mare
Mare e Toni estavam olhando sua pequena filha, ela era tão fofa e frágil, quando seu marido percebeu que ela estava acordada ele fez algumas caretas para a criança, imediatamente sua filha abriu sua boca e deu um grito que soou extremamente desagradável.
Imediatamente seu marido se afastou com uma cara muito engraçada, segurando sua risada ela se abaixou e pegou seu bebê do berço.
"Não faça assim, Lucy queria. Veja! É só o papai!" disse Mari, embora isso não pareceu acalmá-la.
"Acho que não causei uma boa primeira impressão, não é querida" seu marido disse um pouco envergonhado.
"Calma querido. Olha!" ela disse colocando um sorriso. "Ela já se acalmou. Vamos lá Lucy dá um oi para o papai"
Sua filha tinha parado de se contorcer e agora estava olhando para tudo com olhos curiosos. Ela então a entrego para seu marido "Aqui querido a segure um pouco" nesse momento tudo que ela pensou foi que Lucy era realmente um bebê fofo.
pov-Lucy(Tanya)
Depois de me recuperar da surpresa e do desgosto inicial (além de amaldiçoar a existência X, com vários nomes e diferentes idiomas), comecei a observar a minha situação.
1: eu era um bebê, surpresa!
2: eu ainda tinha as lembranças das minhas duas vidas anteriores, o que só podia significar que;
3: a existência X estava aprontando alguma e com certeza seria desagradável se não potencialmente fatal.
4: eu tinha pais! Ou pelo menos agiram como se fosse, certamente eles não seriam sequestradores, não é!?
5: sou uma menina, de novo.
6: não entendo a língua (embora me soe familiar) e levando em consideração o número que aprendi na segunda vida, acredito que não estou mais na segunda Terra.
7: pelas roupas e eletrodomésticos que vi assim como a câmera que meu pai(?) estava usando para me filmar diria que estou em algum momento próximo a década de 90.
Nesse momento não havia muito que pudesse fazer, até primeiro ano era difícil manter a consciência. Geralmente ficava no piloto automático, já que só podia comer, dormir e infelizmente encher a fralda, acredite o controle do corpo de um bebê era terrível. Não só os músculos mas todos os sentidos.
salto no tempo
Já faz um tempo então vamos fazer um relatório da situação. Atualmente tenho três anos e meio e tenho um novo nome Lucy(Viva!), meus pais são Mare e Toni (e sim! Eles não eram sequestradores), um casal normal que vive em Londres.
Para evitar confusão vamos chamar esse lugar de terra 3, pelo que eu vi neste lugar a magia é apenas um conto de fadas e o mundo é regido pela ciência (sim, uma igual a da primeira Terra), com sutis diferenças na história, como um presidente aqui, um cientista ali, um que nuca aconteceu,etc. pelo menos é o que encontrei nos jornais e programas de TV.
O ano é 1984 e até agora a vida tem sido tão calma que me dá frio na espinha, depois de aprender a falar e a ler (o que foi fácil considerando que era apenas uma variação do inglês da terra 1) comecei a procurar qualquer tipo de informação sobre guerras, desastres, terrorismo e qualquer outro coisa que estivesse próximo a algo que a existência X gostaria de usar contra mim e fora crimes comuns e alguns não encontrei nada, mundo estava em paz, mas não abaixei a guarda, X não era do tipo de desistir ou aceitar a derrota.
Quanto ao meu relacionamento com meus pais, poderia ser considerado normal, embora tenha escondido a maior parte da minha inteligência (não queria assustá-los e nem atrair atenção indesejada), eu ainda era considerada a pequena gênia da família. Graças a isso ganhei uma pequena independência, embora papai tenha ficado um pouco assustada quando pedi para entra em uma academia de artes marciais, felizmente consegui convencê-lo que séria mais útil do que balé.
Nesse mundo onde não parece ter perigo vou me preparar para tudo e me tornar um membro útil e produtivo da sociedade, assim como meus atuais pais, de preferência com um alto cargo e salário. Sim nada de guerras ou lutas de vida e morte para mim. Como eu estava enganada.
pov-Toni
Minha filha é estranha. Claro não digo isso no sentido rui, nenhum pai deveria dizer isso de seus filhos, mas Lucy era diferente. Para começar ela nunca chorava sem motivo, era sempre por esta suja ou com fome (embora minha esposa visse isso como uma benção). Ela sempre tinha aquele olhar quando conhecia as pessoas, não olhos inocente ou assustados mas analíticos como se estivesse julgando se essa pessoa valia apena seu tempo (Mare dizia que ela era apenas curiosa).
Aos três anos ela já sabia ler, embora não demonstrasse, no começo pensei que ela estava apenas me imitando com o jornal, demorei um pouco para perceber que ela estava realmente lendo e compreendendo (minha esposa dizia que era apenas os nossos bons genes que permitiram ela se torna-se tão inteligente).
Outras coisas que não entendia era que ela parecia possuir um ódio profundo por vestidos principalmente os vermelhos, quando lhe dei um de natal, quando tinha dois anos, fiquei seriamente assustado com suas expressões. Primeiro era raiva, foi como se o vestido fosse um velho inimigo que havia cometido um crime imperdoável, depois foi desolação como se tivesse perdido algo muito valioso e por fim uma carranca que me fez questionar se ela não estaria tendo um derrame quando pegou o vestido e agradeceu (Mare deve ter percebido algo errado, porque logo depois ela perguntou que tipo de roupas ela gostava, imediatamente Lucy respondeu "calças").
Outra das peculiaridades de Lucy é que ela não demonstrava interesse em desenhos animados, parques de diversões, palhaços ou qualquer coisa que atrairia o interesse de uma criança ou de uma menina, que não fosse os doces. Além disso, quando perguntei se ela estaria interessada em participar de aulas de balé como uma forma de se exercitar, ela me deu um olhar duvidoso como se estivesse questionando seriamente minhas capacidades mentais. No final do dia ela me disse que queria participar de aulas de defesa pessoal e me pediu para matriculá-la em uma academia de artes marciais ( minha esposa dizia que Lucy estava apenas sendo fofa). As vezes questiono minha sanidade nestas família.
