capítulo VI - Aulas
pov-Lucy
Eu imagino o que os bruxos estavam pensando quando tiveram a brilhante idéia de construir esse lugar. Sinceramente, enfeitiçar as escadas para que mudassem constantemente de lugar, degraus falsos que desaparecem quando se pisa neles, portas que ficavam invisíveis ou que você tinha que fazer cócegas no lugar certo para que abrissem e havia até mesmo aquelas que eram falsas, corredores que acabavam em becos sem saída e salas que mudavam de lugar, o que diabos eles estavam pensando? Esse lugar era a porra de um labirinto.
Astória e eu levamos quase uma hora para conseguir chegar a sala de nossa primeira aula, quase chegando atrasadas. Nossa primeira matéria era transfiguração junto com Corvinal.
A professora Minerva McGonagall parecia a definição de uma professora exigente e severa, alem ter confiança sobre seu controle total tanto sobre a turma quanto sobre o assunto que ensinava. Muito parecida com alguns dos seus melhores professores no exército.
Nossa próxima aula foi de herbologia, com os alunos da lufa-lufa. A professora Pomona Sprout se mostrou uma pessoa gentil e animada. Ela nos mostrou várias das plantas que estudaríamos, o que elevou ainda mais minha guarda com o mundo mágico ( muitas delas poderiam ser consideradas plantas carnívoras gigantes e mágicas).
No decorrer da semana tivemos aulas de astronomia (com a Grifinoria, embora todos pareciam cansados demais para procurar problemas) que não era muito diferente da astronomia trouxa. Feitiços (com Corvinal) foi uma aula agradável com o professor Flitwick,além disso senti simpatia pelo pequeno homem, a dificuldade em lidar com coisas projetadas para pessoas muito maiores que você era algo que eu compreendia muito bem.
Na aula de poções (com lufa-lufas) foi a primeira vez que conheci o chefe da minha casa Severus Snape. Se eu tivesse que descrevê-lo seria como um agente da inteligência, (o homem me lembrava um antigo professor que havia trabalhado no departamento de espionagem), cínico, frio e alguém que você não quer como inimigo.
Mesmo assim, seu discurso ensaiado para nos intimidar, sobre poções, atraiu meu interesse. Se apenas um terço do que ele disse fosse real, essa matéria se mostraria especialmente agradável. Embora eu ainda achasse irresponsável deixar crianças de 11 anos manipularem produtos instáveis ( eu não poderia estar mais correta).
Então tínhamos história da magia e Defesa contra as artes das trevas, ambas com a Grifinoria e com os professores mais incompetentes que já havia visto.
O fantasma que ensinava história da magia parecia querer que nosso interesse no assunto estivesse tão morto quanto ele. Não só ele apenas lia categoricamente o livro texto, sua voz parecia estar misturada com um feitiço de sono que rapidamente derrubou metade dos alunos, sendo que a outra metade inclusive ela mesma só consegui resistir por cerca de meia hora antes de seguir o mesmo destino.
Quando a aula finalmente acabou, ela teve que ajudar Astória a acordar alguns dos seus colegas que tinham o sono mais pesado, antes de seguirem para a próxima aula.
Já as aulas de DCAT não passava de uma piada, o professor Gilderoy Lockhart passava horas falando sobre suas conquistas relatadas em seus livros( muitas vezes contraditórios, sem nenhum conteúdo prático e de veracidade duvidosa, um verdadeiro desperdício de papel e dinheiro), fazendo teste estúpidos sobre suas preferências pessoais (porque no inferno eu iria querer saber sua cor favorita?) e tentando em cada oportunidade possível nos cegar com o brilho dos seus dentes.
Felizmente a biblioteca possuía uma grande coleção de livros dos mais diversos assuntos, além disso a Sonserina estava cheia de pessoas que vinham de famílias poderosas que acreditavam que era importante que seus filhos soubessem se defender dês de cedo. Astória e Dafine se mostraram ótimas professoras tanto com feitiços mais comuns quanto com alguns mais sombrios.
pov-Severus
A algumas semanas atrás o chefe da casa Corvinal, Flitwick, havia me procurando para falar sobre um aluno, devo admitir que fiquei surpreso com a notícia de que uma nascida trouxa tinha entrado na minha casa. Flitwick me pediu para ficar de olho nos meus sonserinos, pois temia que ela pudesse sofrer ataques.
Geralmente eu não me intrometeria nesses assuntos, afinal para manter minha posição como espião para Albus eu não podia tomar partido de algum nascido trouxa. Mas concordei em ficar de olho nela, no mínimo eu evitaria que os sonserinos fossem ao mar com a desculpa de que ela também era um membro da casa.
Estranhamente não havia ocorrido nenhuma fofoca sobre uma nascida trouxa na Sonserina, mesmo entre os membros da sua casa. Claro, ele não esperava que seus alunos saíssem anunciando, entre os quatro ventos, que uma nascida trouxa tinha conseguido entrar em sua casa( nos tínhamos regras sobre mostrar fraqueza a aqueles fora de nossa casa), mesmo assim fofocas e boatos era comuns entre os alunos.
Três dias depois eu me encontrei com a tal aluna, ela estava sentada junto com Astória Greengrass que reconheci por causa da semelhança com sua irmã. Enquanto fazia meu discurso, como todos os primeiros anos, observei suas relações. Ela parecia estar me estudando e enquanto seu rosto não deixava transparecer pude ver a astúcia naqueles olhos.
Durante a aula ela demonstrou ter um conhecimento razoável sobre poções, embora diferente de uma certa sabe-tudo, respondia apenas quando a pergunta era dirigida a ela ou ninguém mais sabia a resposta, de forma simples e humilde.
Suas habilidades na parte prática eram um pouco menores, mas ela compensava isso demonstrando um cuidado extra com suas poções e evitando que aqueles próximos a ela cometessem grandes erros. No geral ela parecia uma aluna inteligente, mas não arrogante, com um bom potencial.
Depois disso fiz algumas perguntas ao prefeito, sobre a desculpa de ficar informado sobre os novos alunos. Aparentemente depois de uma pequena discussão, onde ela havia sido questionada sobre seu status de sangue, os sonserinos tinha chegado a falsa conclusão de que ela era mestiça, sua amizade com as irmãs Greengrass apenas solidificou esse fato.
A verdade era que, não só a senhorita Fernandez parecia e agia como se tivesse vindo de uma família de bruxos, mas os próprios sonserinos se recusavam a acreditar que um nascido trouxa pudesse entrar em sua casa.
Mesmo os professores pareciam não saber, afinal graças ao incidente da pedra filosofal e a presença de Você- Sabe- Quem, Albus teve que lidar com vários problemas burocráticos no ministério e Minerva teve que assumir suas funções em Hogwarts e delegado seus deveres como o envio de carta e visita aos nascidos trouxas para Flitwick.
Sinceramente não poderia ser melhor, mais tarde fui até Flitwick lhe expliquei a situação, ele me perguntou se então não seria melhor manter o status de sangue da criança em segredo, algo que concordei prontamente. Com isso já não tinha que me preocupar temporariamente com a garota.
