capítulo IX - Férias e descobertas

pov-Lucy

Sinceramente não existe nada melhor do que voltar para casa e relaxar depois de passar meses em um mundo sem tecnologia e cercada de crianças de 11 anos, além disso, não ter uma espada constantemente sobre sua cabeça era muito tranquilizador.

Mesmo assim, ainda tinha muito o que fazer, afinal não poderia desperdiçar todo o esforço que fiz, para conseguir aliados e apoiadores, só porque eram trouxas. Por isso quando não estava com meus pais, estava melhorando meus círculos sociais.

Quando tinha tempo livre estudava magia e fazia pesquisa sobre que tipo de criatura mágica poderia estar causando os ataques (havia ocorrido mais um antes das férias começarem, um aluno é um fantasma da Grifinoria foram atacados).

O número de criaturas que poderiam causar dano a um fantasma reduziu significativamente a pesquisa. Más o melhor de tudo foi que os artigos de jornal, de 50 anos atrás, finalmente chegaram.

Quando os li pela primeira vez fiquei confusa, quando olhei pela segunda vez fiquei perplexa. Não só eles haviam acusado Rúbeo Hagrid (ela tinha conhecido o homem quando estava em Hogwarts e ele estava tão longe de ser qualquer coisa próxima de um extremistas de sangue-puro quanto humanamente possível), como também nunca chegaram a fazer uma verdadeira investigação ou capturar a criatura.

O que diabos aqueles inúteis estavam pensando? Sinceramente, eles não poderiam ter usado alguns feitiços e poções para o interrogatório? Malditos porcos ladrões de salário!

Depois de me acalmar, comecei a analisar as informações que tinha e quais eram minhas opções. Depois de um tempo eu tinha me devido sobre meu curso de ação.

Quando as férias terminaram todos ainda estavam preocupados com a possibilidade de outro ataque, más eu não tinha tempo para isso, eu tinha uma pista para seguir.

Assim que tive uma chance, fui até o lugar onde acreditava que a aluna de 50 anos atrás havia morrido. Segundo os jornais ela havia sido encontrada no banheiro e se minha suposição estivesse correta eu teria uma testemunha.

Quando me aproximei da porta do banheiro da Murta Que Geme ouvi vozes masculinas vindo de dentro. Quando a porta se abriu, rapidamente me escondi no lado do corredor e observei enquanto o garoto Potter e o cabeça vermelha iam embora. Aqueles garotos pareciam sempre estar onde não deveriam incluindo em um banheiro feminino!

Quando ela entrou deu de cara com o fantasma que procurava. Conseguir as respostas que precisa foi mais fácil do que pensava, aparentemente Murta gostava de contar como morreu. Depois de analisar a pia do banheiro eu poderia dizer com quase absoluta certeza que havia encontrado a entrada para a câmara secreta e identificar a criatura que nela habitava.

A única questão agora era descobrir quem era o herdeiro. Claro eu poderia informar alguém sobre isso mas não podia confiar em ninguém, Snape tinha me tratado bem, mas eu conhecia os boatos a seu respeito sobre trabalhar para Voldemort e não podia arriscar. Para qualquer outro professor, um aluno da Sonserina, mesmo uma nascida trouxa, que não só soubesse o lugar da câmara, mas como entrar e o mostro que a habitava seria colocada no topo da lista de suspeitos.

Somente entregando a identidade do criminoso junto, que eu poderia sair de forma limpa e com todos os créditos da captura. Isso significava que eu precisaria de alguns aliados para pegá-lo.

Nos próximos dias a atmosfera tensa em Hogwarts parecia ter diminuído, a falta de ataques, a notícia de que as mandrágoras estavam quase no ponto de colheita e que logo todos os alunos petrifidos voltariam ao normal levantou os ânimos dos estudantes.

Embora a maioria das pessoas possa achar isso uma ótima notícia, para mim era apenas frustrante. Se o herdeiro não se mostrar e fugisse, não só todas as minhas preparações teriam sido inúteis, mas também não colheria nenhum dos benefícios das minhas descobertas.

Finalmente, enquanto me preparava para assistir ao jogo de quadribol de Grifinoria versus Lufa-lufa, o relógio que eu havia enfeitiçado para servir de alarme ativou, indicando que alguém havia caído na armadilha.

Imediatamente saí correndo do grande salão em direção ao banheiro da Murta, ignorando os olhares estranhos que estava recebendo. Quando cheguei lá encontrei o zelador Argo Filch segurando um conjunto de correntes, Murta observando os arredores e uma garota inconsciente no chão.

Quando me aproximei Filch olhou para mim e perguntou enquanto apontava para a garota "É ela?"

"Muito provavelmente." Eu disse, enquanto olhava a garota, me abaixei eu tirei sua varinha, que ela segurava e depois observando o livro em sua outra mão, usei minha capa para pegá-lo e embrulhá-lo.

"O que é isso?" Murta me perguntou apontando para o embrulho. "Não sei, mas é melhor não arriscar, pode ser amaldiçoado. Algeme-a e vamos levá-la para o professor Snape. Murta avise ao diretor que temos um suspeito sobre custódia e peça para ele trazer a professora Minerva."

Depois de lhe pedir isso, eu e o zelador fomos diretos para a sala do professor Snape, nas masmorras.

pov-Severus

Eu estava me preparando para sair e ir assistir ao jogo de quadribol, quando minha sala foi invadida pela senhorita Fernandez e Filch carregando uma aluna inconsciente e algemada. Depois de me recuperar do choque imediatamente disse: "É melhor vocês terem uma ótima explicação para o que acabaram de fazer!"

"Professor Snape, acreditamos termos capturado o culpado pelos ataques aos alunos petrificados. Senhor!"

Ela falava em um tom de voz que não deixava dúvidas sobre sua afirmação, portanto dei uma olhada mais atenta a garota inconsciente. Ela era uma dos Weasleys e parecia estar dormindo.

"O que foi que vocês fizeram com ela?" perguntei num tom mais calmo.

"Apenas uma poção do sono professor, eu tenho o antídoto. Pensamos que seria melhor, se ela não lutasse enquanto a trazíamos aqui, para o senhor interrogá-la." Ela imediatamente me disse.

Mesmo enquanto a questionava seu rosto e voz permaneciam sérios e determinados. Por isso preferi levar isso a serio e interrogar a menina. "Sente-a na cadeira e lhe dê o antídoto, mas se vocês estiverem errados haverá sérias consequências."

"Eu entendo professor." Quando a Weasley tinha acordado parecia confusa e um pouco desorientada. Decidi não perder mais tempo e olhando nos olhos dela, utilizei legimencia enquanto pergunta "Foi você que abriu a câmara secreta?" Imediatamente ficou óbvio através de suas lembranças que tinha sido ela o tempo todo.

Quando me afastei e comecei a contemplar o que fazer a lareira pegou fogo e Albus saiu seguido por Minerva irritada.

pov-Albus

Devo dizer que fiquei muito surpreendido quando o fantasma de Murta entrou em meu gabinete afirmando que tinham o herdeiro sobre custódia. Ficou maior ainda quando apareci no escritório de Severus, seguido por Minerva através do fluor e encontrei uma de nossas alunas do primeiro ano, sentada em uma cadeira, algemada e chorando.

Antes que pudesse dizer algo Minerva levantou a voz exigindo explicação. "Calma Minerva tenho certeza de que Severus tem uma excelente explicação. Severus, por favor."

"Sim, lamento dizer que a culpa dos ataques, embora aparentemente não por vontade própria foi Ginerva Weasley. Por falar nisso senhorita Fernandez, você não teria encontrado um livro quando a capturaram, teriam?"

Ele perguntou para a pequena sonserina, que estava ao lado de Filch e que retirou um embrulho e o colocou em cima da mesa."Eu encontrei isso com ela, não queria deixar para trás e não queria correr o risco caso fosse amaldiçoado"

"Muito perspicaz e embora eu ainda tenha que fazer alguns testes, acredito que foi esse livro amaldiçoado que forçou a garota a cometer esse tipo de ação Albus." Disse Severos enquanto analisava o livro.

"Muito bem, Severus faça os testes e me encontre no meu escritório para relatar o que encontrou. Minerva acompanhe a senhorita Weasley até a ala hospitalar e a mantenha sob observação, vamos pegar sua declaração depois." E enquanto Severos se preparava para estudar o livro e Minerva tirava as algemas e levava a criança.

Olhei para a senhorita Fernandez . "Se você não se importa, gostaria que viesse comigo até meu escritório para conversarmos senhorita Fernandez."

Ela parecia um pouco hesitante, antes se endireitar e perguntar "O senhor Filch pode nos acompanhar, diretor?" Embora achasse estranho, não via problemas, então concordei.

pov-Lucy

Ir sozinha para o escritório do diretor não fazia parte do plano e embora tivesse levado Filch comigo não achava que ele seria de muita ajuda.

Meu plano era permanecer junto com Snape e Minerva se possível enquanto enfrentava o homem.

Eu não confiava em Snape com o herdeiro sozinho, pois ele poderia tentar esconder a verdade, mas também não confiava em Dubledor uma vez que ele vinha abafando não só esse caso, mas também o de 50 anos atrás.

Por isso eu os coloquei na mesma sala, o diretor não poderia abafar o caso, não com o professor Snape e o inverso também era verdade. E como um último seguro a professora Minerva, que era conhecida por sua justiça, impediria que esse caso passasse em branco, além de me proteger de qualquer ataque que pudessem arma para mim. Mas agora estava frente a frente com o diretor com minha única defesa sendo Filch.

"Bem senhorita Fernandez, porque não me conta como a história desde o início?" disse o diretor.

Eu havia lido que existiam magos com a capacidade de ler mentes, não querendo arriscar tê-lo lendo meus pensamentos mantive a cabeça abaixada o tempo todo enquanto contava a história.

Eu falei sobre como descobri quem era o fantasma da Murta e onde ficava a entrada da câmara secreta. Que acreditava que o monstro fosse um basilisco e que era provável que para abrir a passagem era necessário falar a língua das cobras. Essa tinha sido a parte difícil.

Depois disso contei como fiz um acordo com Filch para pegar o herdeiro de Salazar, como ele ficava observando os alunos naquela área e os assustando para que nenhum aluno comum usa-se o banheiro o mesmo valia para Murta. Como havia colocado uma armadilha no banheiro com uma poção do sono em forma de gás, para nocautear que tentasse abrir a câmara. Quando terminei ele nos disse que poderíamos ir e que ele cuidaria do resto.