capítulo XVI- Boas notícias e espionagem

pov-Lucy

As provas tinham terminado e o final do ano letivo se aproximava. Enquanto passava meu tempo com os membros da minha casa, lendo alguns livros e conversado com alguns alunos, Astória veio até mim correndo.

Ela parecia uma criança saltando de felicidade, enquanto segurava uma carta. Quando eu a olhei com um olhar questionar ela sorriu e me perguntou.

"Lucy você vai estar livre nesse verão?" Rapidamente pensei em que essa questão implicava antes de dizer com um sorriso

"Claro, você tem algum plano especial?"

"Recebi uma carta do meu pai, ele conseguiu lugares em um camarote para assistir a final da Copa Mundial de Quadribol e a um lugar sobrando!"

"O isso é ótimo. E quem você vai levar? Um namorado talvez?" Imediatamente ela ficou vermelha, antes de começar a me dar pequenos socos no ombro.

"Sua bobona, responda logo, você vai ir comigo"? Colocando os braços para cima em sinal de rendição, eu finalmente disse.

"Claro que vou com você! quem seria louco de recusar um convite seu?", enquanto segurava uma risada.

Ela me deu um enorme sorriso, antes de sair correndo para contar a irmã e enviar uma resposta ao pai. Quanto a mim? Não pude conter um enorme sorriso de prazer, essa seria uma chance única nessa vida. Claro que eu não me referia ao jogo, era a chance de conhecer e socializar com grandes figuras do mundo mágico de todo o planeta.

Para começar eu conheceria o senhor Greengrass, um importante comerciante e um dos verdadeiros jogadores de peso no mundo bruxo, sua família tão rica e poderosa como dos Maufoy. E isso não era tudo, um homem em sua posição, nunca está sozinho, com certeza eu conheceria outras pessoas importantes enquanto estivesse ao seu lado.

Muito bem, isso merecia uma comemoração, saído da sala comunal subi as escadas, indo para uma das salas secretas onde algumas bebidas alcoólicas eram armazenadas (se junta-se a idade das minhas três vidas eu teria mais de 100 anos e os sonserinos mais velhos não se importavam em dar um pouco de álcool a um menor).

Já eram era quase hora do toque de recolher, mas eu pretendia ser rápida e voltar antes dele. Infelizmente quando estava quase chegando ao meu objetivo fui empurrada dentro de um armário de vassouras e trancada dentro.

Normalmente não poderia ser pega desprevenida, mas o fato de estar um pouco distraída e meu oponente não ser humano, levaram a melhor.

Pirraça, o poltergeist da escola (um ser que ainda não compreendi porque ainda não foi destruído), estava do outro lado mantendo a porta fechada, rindo enquanto dizia que havia pegado um rato.

Claro que poderia sair facilmente dessa situação, mas com Pirraça mantendo a porta fechada, minha única opção era destruir a porta e eu não pretendia manchar meu histórico escolar, com destruição de propriedade, mesmo que justificável.

Então decidi utilizar o segundo melhor método, me sentei e esperei que ele se cansasse, quando ele fosse embora, poderia facilmente sair.

Demorou mais do que pensei, usando um feitiço de tempo, descobri que faltava poucos minutos para meia noite. Decidi voltar para o dormitório o mais rápido possível, afinal mesmo que contasse a verdade, se me pegassem, não tinha garantia que acreditassem na minha palavra e eu não tinha provas.

Portanto usando uma das passagens secretas que aprendi com Filch, ele havia se tornado amigável comigo no ano passado, depois que o ajudei a pegar o culpado por petrificar sua gata (claro que usei isso para descobrir tudo o que podia sobre o castelo), sai atrás de uma tapeçaria perto da porta da enfermaria.

Nesse momento congelei, havia alguém ali falando e se não me enganava era a vós do diretor. Decidi que o melhor era ficar em silêncio e esperar, enquanto isso eu o ouvi falando a alguém.

"Vou trancá-los. Faltam cinco minutos para a meia-noite. Senhorita Granger, três voltas devem bastar. Boa sorte." Fiquei intrigada imaginando o que isso poderia significar, quando ouvi passos correndo nessa direção.

Olhando por uma pequena abertura, fiquei surpresa quando vi Potter e Granger correndo para o diretor. Olhando para as costas do velho eu o ouvi perguntar.

"Então? "

"Conseguimos!" disse um Potter ofegante. "Sirius já foi, montado em Bicuço..." ele continuou.

"Muito bem!" Dubledor comemorou "Acho que (uma pausa, como se estivesse tentando escutar alguma coisa, prendi a respiração) "É, acho que vocês também já foram: entrem, vou trancá-los... "

Agora eu estava curiosa. Pelo que dava para entender, eles acabaram de dizer que ajudaram um psicopata, maníaco, assassino, que estava sendo procurado em toda a parte e que parecia estar atrás de Potter, a fugir montado no hipogrifo que tinha atacado o Malfoy. Isso me cheirava a conspiração.

Decidi esperar alguns minutos, para no caso de ser pega saído daqui ninguém suspeitasse que tinha ouvido a conversar. Foi quando estava começando a relaxar que ouvi ao longe o ronco de fúria que ecoava em algum ponto do andar acima.

Imediatamente fiquei em guarda novamente e esperei, para ver o que iria acontecer. Vozes raivosas e paços acelerados se aproximavam. Eu me concentrei em esconder minha presença e tentar ouvir o que diziam.

"Ele deve ter desamparado, Severo. Devíamos ter deixado alguém na sala vigiando." Não reconheci a voz, mas pude perceber que o homem era um idiota, mesmo os alunos sabiam que era impossível desaparatar em Hogwarts.

"Quando isto vazar..."

"ELE NÃO DESAPARATOU!" Mal reconheci a voz de Snape, enquanto ele gritava para o idiota (o homem quase nunca aumentava o volume da voz, seu tom ameaçante era o suficiente para se fazer ouvir). "NÃO SE PODE APARATAR NEM DESAPARATAR DENTRO DESTE CASTELO! ISTO... TEM... DEDO... DO... POTTER!" Eu o ouvi gritando cheio de ódio.

"Severo... seja razoável... Harry está trancado..." o idiota contínuo, embora se eles estivessem falando de Black, como eu achava que estavam, o professor estaria completamente correto.

A porta da ala hospitalar foi aberta com um estrondo, enquanto entravam, conseguir ver Snape, Dumbledore e o idiota, que não reconheci, mas sabia que já o havia visto em algum lugar. O Diretor parecia o único a estar calmo, de fato, parecia que estava se divertindo com a confusão que tinha criado.

Felizmente eles não haviam fechado a porta e pude ouvir tudo o que estava sendo dito.

"DESEMBUCHE, POTTER! QUE FOI QUE VOCÊ FEZ?" Snape.

"Professor Snape! Controle-se!" Acredito que tenha sido a enfermeira.

"Olhe aqui, Snape, seja razoável. A porta esteve trancada, acabamos de constatar..." O idiota não teve chance de terminar.

"ELES AJUDARAM BLACK A ESCAPAR, EU SEI!" Snape.

"Acalme-se, homem! Você está falando disparates!" O idiota que continuava estando errado.

"O SENHOR NÃO CONHECE POTTER! FOI ELE, EU SEI QUE FOI ELE QUE FEZ ISSO..." Snape.

"Chega, Severo! Pense no que está dizendo. A porta esteve trancada desde que deixei a enfermaria dez minutos atrás. Madame Pomfrey, esses garotos saíram da cama?" Dubledor

"Claro que não! Eu os teria ouvido!" Enfermeira.

Dubledor parecia ter criado um álibi para os garotos, embora não poderia saber se a enfermeira era uma cúmplice ou também tinha sido enganada.

"Aí está, Severo! A não ser que você esteja sugerindo que Harry e Hermione sejam capazes de estar em dois lugares ao mesmo tempo, receio que não haja sentido em continuar a perturbá-los." Dubledor

Sinceramente, eu poderia pensar em meia dúzia de maneiras diferentes de se ter um efeito semelhante. Poção Polissuco só para começar, quanto aos outros, pudessem ser caros ou necessitasse de um mago competente para funcionar, não seriam problema para alguém como Dubledor.

Poucos segundos depois vi Snape saindo enfurecido da enfermaria.

"O homem parece que é bem desequilibrado. Eu me precaveria se fosse você, Dumbledore." O idiota.

"Ah, ele não é desequilibrado. Apenas sofreu um grave desapontamento." Dubledor.

"Ele não é o único! O Profeta Diário vai ter um grande dia! Tivemos Black encurralado e ele nos escapa entre os dedos outra vez! Só falta agora a história da fuga do hipogrifo vazar, para eu virar motivo de pilhérias! Bom... é melhor eu ir notificar o Ministério..." O idiota.

"E os dementadores? Serão retirados da escola, eu espero."

"Ah, claro, eles terão que se retirar. Nunca sonhei que tentariam executar o beijo em um garoto inocente... completamente descontrolado... Não, mandarei despachá-los de volta a Azkaban ainda hoje à noite... Talvez devêssemos estudar a colocação de dragões à entrada da escola..." O idiota.

Quando ouvi isso quase caí no chão! O garoto era realmente culpado, mas o mais importante, eles iriam tirar os dementadores de guarda, mesmo que o criminoso ainda estivesse desaparecido e pudesse estar escondido nos terrenos da escola? O idiota era mais estúpido do que pensava, imagino que cargo uma pessoa tão incapacitada mentalmente pudesse ocupar no ministério?

"Hagrid iria gostar" Disse Dubledor, enquanto ele e o idiota saíram da enfermaria. Depois de uns dez minutos sai do meu esconderijo, entrei em outra passagem secreta e cheguei ao meu dormitório.