capítulo XVII- Negociação e contrato

pov-Severus

Essa manhã eu estava com uma terrível ressaca, depois de minha discussão com Alvos sobre a fuga de Black, vim para minha sala e esvaziei várias garrafas de uísque de fogo, para aplacar minha fúria. Agora estava em meu escritório procurando uma poção para dor de cabeça.

Quando alguém bateu na porta. Com um tô que deixava claro meu mau humor disse "Quem é?" Sem dar uma resposta ou pedir permissão para entrar a garota Fernandez abriu a porta e se aproximou da mesa.

"Professor talvez você devesse tomar essa poção para ressaca, antes de conversarmos? Eu já a testei várias vezes e posso assegurar que não a efeitos colaterais." Ela disse me dando um olhar de avaliação antes de se sentar.

Encarei a garrafa por alguns segundos antes de tampá-la e cheirar seu conteúdo (como um ex-comensais da morte e mestre de poções sempre tomei cuidado com a comidas e bebidas que vinham de outras pessoas), parecia ser apenas uma variação da poção para dor de cabeça e portanto segura.

Depois que a ressaca foi embora, me sentei e encarei minha aluna com cuidado.

"Uma boa poção de fato, sua criação eu imagino. Agora, porque você está aqui? Não acho que foi apenas para me ajudar com minha ressaca."

"De fato, esse não é meu objetivo. O que eu gostaria de saber é porque Dubledor ajudaria um fugitivo condenado pelo ministério e que o senhor capturou a fugir?"

Por um segundo pensei ter ouvido errado, mas o rosto sério me encarando e analisando acabaram com minhas dúvidas. Eu suspeitava que Potter tinha alguma coisa a ver com a fuga de Black e que Alvos o estava protegendo, mas a menina na minha frente, que não deveria saber de nada, afirmava isso com uma confiança inabalável.

Eu decidi usar legimencia nela para descobrir exatamente o que ela sabia. Olhando para seus olhos entrei em sua mente e vi suas lembranças de ontem a noite, assim que as vi rapidamente recuei. Era uma armadilha!

Olhando para seu rosto impassível, eu ainda podia ver um sorriso de vitória. Ela já sabia que eu conhecia o envolvimento de Dubledor, a única coisa que ela queria saber era se usaria o fato dela saber contra ele ou se tentaria descobrir o quanto ela sabe para evitar que contasse.

Enquanto pensava como limpar essa bagunça a garota na minha frente começou a falar " O senhor é um ótimo legimente professor, quase não o percebi lendo minhas memórias"

"Vamos acabar com as brincadeiras garota, o que você está tramando?" Perguntei enquanto a observava. Sinceramente, essa garota era perigosa.

Eu a estava observando ela desde incidente no ano passado, ela era muito madura para sua idade, inteligente, astuta, um pouco manipuladora, mas pensei que poderia ter sido o modo como seus pais a criaram e a influência dos sonserinos, afinal a maioria deles tem ou são ensinados essas características. Eu tinha abaixado a guarda e agora estava pagando o preço.

"Muito bem professor, eu pesquisei a seu respeito, você foi um agente duplo a alguns anos. O fato de você ter me ajudado e mantido em sigilo meu status de sangue, mostrar que você não acredita realmente nessa coisa de puro-sangue e embora permaneça leal ao diretor, eu não sei se é por boa vontade ou se ele tem algo para chantageá-lo." Ela fez uma pausa para analisar minhas expressões, embora eu as mantivesse sobre firme controle.

"Acredito também que continue a espionar para ele e é esse o motivo de continuar como professor, mesmo que não goste de ensinar crianças. Um lugar onde pode coletar informações, mas ainda estar próximo a ele sem levantar suspeitas." Sim, como de se esperar de alguém que descobriu o segredo da câmara secreta em seu primeiro ano. Mas isso só serviu para me deixar mais tenso, então resolvi admiti. No pior dos casos eu usaria um feitiço de memória e apagaria as últimas 48 horas da sua cabeça.

"Sim, você está certa até ai. Agora o que pretende conseguir com essas informações?" Pela primeira vez desde que entrou na sala sua expressões mudaram de impassível e controladas para um sorriso, um dos sorrisos mais aterrorizantes que já havia visto, lembrando-o do próprio senhor das trevas.

"Faremos um acordo professor Snape, eu não contarei a ninguém essas informações, não me traria benefício algum transformar um mago tão poderoso e influente, além de outro especialista em poções e nas artes das trevas em inimigos"

Bem, a garota com certeza sabia melhor do que fazer inimigos poderosos sem ter ninguém para apoiá-la, mesmo assim não baixei minha guarda, não estava disposto a arriscar novamente.

"Também vou ajudá-lo a coletar informações do resto dos sonserinos e puro-sangues que puder, afinal é muito mais fácil eles deixarem escapar informações para uma garotinha de 12 anos do que para um professor e
ex-agente duplo."

Nesse ponto ela tinha alguma razão, os alunos com certeza baixariam mais a guarda com um colega do que com um professor. Além disso, tirando Lucios e alguns outros, vários dos comensais da morte que escaparam da condenação mantinham distância dele, seja por suspeita que ele os entregasse a Dubledor ou por não quererem nenhum envolvimento que levantassem suspeitas.

Claro que ele não acreditava que essa garota faria qualquer coisa por boa vontade e altruísmo, afinal ela estava na Sonserina e não na Grifinoria.

"Muito bem e o que você receberia em troca?" disse num um tom que não indicasse interesse, embora seu sorriso parecesse maior.

"Em troca dos meus serviços, você terá que me ensinar tudo que puder, por começar com oclumencia, manter meus status de sangue em segredo e me informar tudo sobre os planos de Dubledor. Depois de fingir um momento de avaliação balancei a cabeça.

"A primeira é a segunda condição estão bem, mas não posso comprir a terceira". Ela fez um rosto de descontentamento, que poderia enganar a maioria, mas para alguém que treinou anos para ler pessoas, ficou claro que sabia que não aceitaria a primeira proposta e estava apenas jogando até chegar à proposta final. Sinceramente como essa garota cresceu para ter essas habilidades de negociações?

"Muito bem, então em vez dos planos de Dubledor, quero as informações que você saiba de qualquer plano que coloque minha vida em risco e que esse acordo fique apenas entre nós."

Essas condições eram certamente aceitáveis, as habilidades de oclumencia, legimencia, entre algumas outras, eram vitais para adquirir informações com segurança. Ela ser uma nascida trouxa garantiria que ela não nos traísse e pouquíssimas pessoas saberem desse fato o tornava mais fácil de ocultar.

Quanto à terceira condição ele não podia negá-la. Como um agente duplo ele perdeu a conta de quantas vezes quase morreu, por que seus dois mestres lhe recusaram informações que o colocavam na linha de fogo?

A última condição indicava que ele não poderia contar nada disso a Alvos, mas o homem já vinha manipulando um menino para seu bem maior, ele precisava realmente condenar essa garota ao mesmo destino dele? Não, ele não suportaria condenar essa criança ao mesmo tipo de existência dele. Ela ficaria melhor longe dos olhos do diretor.

"Muito bem senhorita Fernandez, se eu concorda-se com seus termos, como posso ter certeza de que irá cumpri-los?" Quando disse isso, ela tirou um pergaminho do bolso e abriu sobre a mesa.

"Este é um contrato mágico, qualquer acordo registrado aqui e aceito por vontade própria por suas partes, deve ser cumprido sobre a pena de sofrer um ferimento permanente em sua magia. Acredito que seja o suficiente?" Ela disse num tô muito sério para sua idade.

Sinceramente fiquei um pouco intrigado de onde ela poderia ter tirado algo assim, um contrato mágico era um objeto poderoso e de uso único, que magos usavam para fazer acordos importantes. Muitos bruxos os temia mais do que os votos perpétuos, por que enquanto o voto leva a vida do bruxo, o contrato leva a magia, se tivesse sorte o bruxo teria um grande diminuição em suas habilidades mágicas, se tivesse azar ele se tornaria um aborto.

Depois de alguns acenos com a varinha, ela me passou o contrato onde se lia.

Luravit Contractus
(contrato juramentado)

O indivíduo A deste contrato concorda em fornecer ao indivíduo B todas as informações que achar necessárias ou relevantes, assim como responder as perguntas do indivíduo B com relação atividades suspeitas, ilegais, envolvendo magia negra, magos das trevas, indivíduos ou acontecimentos que estão ou poção estar relacionados com qualquer um dos termos mencionados acima.

O indivíduo B concorda em fornecer todo o conhecimento e ensino mágico que dispõe, em troca das informações referidas acima e informar qualquer plano e acontecimento, que tenha conhecimento e que possa colocar o indivíduo A sobre ameaça ou perigo de vida.

Os indivíduo concordam em não divulgar qualquer informação que uma das partes ache relevante manter em segredo, assim como a existência desse contrato, a origem dos conhecimentos, ensinamentos e informações que possam adquirir um dos outros e o status de sangue do indivíduo A.

As duas primeiras partes do contrato podem ser interrompidas por qualquer uma das partes em questão com um aviso de 30 dias. Sendo que a terceira parte só pode ser interrompida com o acordo de vontade própria de ambas as partes.

Eu_a parte A Eu _a parte B

Estou ciente e estou ciente e concordo com os concordo com os termos do contrato termos do contrato.

Depois de olhar esse contrato eu não pude deixar de ficar surpreso, não só ele parecia cobrir todos os pontos, como também se algum de nós estivéssemos insatisfeito, poderíamos sair, mas não revelar os segredos da outra parte.

Com certeza parecia um dos contratos comerciais trouxas, o que me fez pensar se seus pais seriam advogados ( famosos por serem inescrupulosos, mentirosos e manipuladores), isso explicaria a mentalidade garota.

Depois de analisar cuidadosamente, para ver se não haveria nenhuma das famosas letrinhas miúdas, que advogados gostavam de por em seus contratos, eu assinei e entreguei para ela que assinou. No segundo seguinte o papel desapareceu, embora eu pudesse sentir o contrato dentro de mim.

"Bem professor, acredito que já estamos atrasados para o café da manhã, podemos nos encontrar aqui novamente por volta das 5 da tarde?" Depois que concordei com a cabeça ela saiu da sala.

Pelo bem ou pelo mal agora eu tinha uma aprendiz para ensinar a sobreviver em um mundo de mentiras, chantagem, manipulação e espionagem. Embora pelo que ela havia demonstrado até agora seria mais afiar suas habilidades do que realmente ensiná-la. Pensando nisso não pude conter um sorriso.