capítulo XIX- Severus e senhor Greengrass.
pov-Lucy
Quando ela chegou a casa do professor Snape, ficou surpresa por está em uma área trouxa. A maioria dos magos preferia viver em vilarejos bruxos ou longe das cidades.
A casa também parecia antiga a levando a acreditar que ele a havia herdado dos pais e apenas a usava durante o verão. Mesmo assim estava limpa e repleta de livros de diferentes temas, poções, feitiços, política, psicologia, magia negra e alguns outros.
Ele a mostrou um quarto de hóspedes, a cozinha, sua pequena biblioteca, a sala de estar e seu laboratório ( onde poderia entrar com sua supervisão).
pov-Severus
Lucy, como passei a chamá-la uma vez que estamos fora de Hogwarts, era uma companhia muito agradável, bem organizada e disciplinada quase não se percebia sua presença na casa, exceto pelas refeições, as aulas e os pequenos debates intelectuais.
Ela respeitava minha privacidade e não fazia perguntas pessoas, eu fazia o mesmo e passávamos a maior parte em silêncio lendo. Nas aulas ela se mostrava extremamente habilidosa, nunca reclamando da dificuldade e dominando rapidamente a arte da oclumencia, onde mesmo eu tinha tido a chance de ver muito pouco das suas lembranças (muitas delas desconexas e sem sentido).
Suas habilidades em poções também haviam chegado a um nível em que poderia dizer com orgulho que ela era minha aprendiz, ela aprendia não só as mais comuns mas também algumas sombrias.
Nossos debates sobre política, economia e psicológica era um dos momentos mais agradáveis do meu dia, a garota não tinha apenas o conhecimento, mas a mente crítica para questionar e argumentar os fatos.
Muitas vezes nos tempos livres, eu havia visto lendo vário jornais trouxas, em outras línguas e mesmos alguns bruxos de outros países, parecia que seus esforços e trabalho duro para se melhora não tinha limites. Imagino que alturas ela poderia alcançar se ela tivesse oportunidade e a ajuda certa.
pov-Lucy
Quando faltava duas semanas para o começo das aulas me despedi de Severus, como ele me pediu para chamá-lo e me preparei para ir a casa de Astória, onde ficaria, para assistir a final da copa de quadribol, até o recomeço das aulas.
Meu tempo na casa de Severus tinha sido muito agradável, fazia muito tempo desde que tive conversas tão interessantes e intelectualmente desafiadoras. Tive a chance de mostrar todo o alcance do meu potencial e me provar um ótimo investimento. Com certeza isso poderia ser útil no futuro.
Também tive acesso a um vasto conteúdo de pesquisa sobre poções, magias, artes das trevas e até a arte da cura. Todos com certeza com utilidades práticas no mundo real.
Além disso estudei e aprendi outras línguas, Severo me contara que esse ano Hogwarts sediaria o torneio tribruxo (embora não tenha nenhuma intenção de participar), seria a chance perfeita para fazer amizades e socializar com membros de outras escolas. Caso Hogwarts se torne muito perigosa era sempre bom ter mais opções.
Quando entrei na lareira dei um último aceno para Severo antes de jogar o pó no fogo e dizer "Greengrass Menor" e desaparecer no flur. Algumas pessoas podem reclamar que a viagem de flur é desconfortável, mas em comparação a ser lançada em um foguete, não é muita coisa.
Quando eu reapareci, estava em uma grande mansão de frete a uma Astória radiante, uma Dafine sorridente e um homem em seus 40 anos, de boa aparência e mantendo a compostura, enquanto tinha um olhar avaliador em seu rosto.
Depois de cumprimentar as meninas me apresentaram ao senhor Greengrass. Ele foi educado e pediu para as meninas me mostrasse o quarto em que ficaria. O quarto era grande, com uma cama enorme, depois de rapidamente organizar minhas coisas, fui colocar o assunto em dia com as meninas.
Na hora do jantar o senhor Greengrass, me perguntou sobre minha família, onde usei a história de capa que usava desde o primeiro ano, para evitar problemas. Minha mãe era uma bruxa americana, que conheceu meu pai enquanto ele fazia uma viagem pelos Estados Unidos, quando os dois se casaram ela veio morar na Inglaterra com ele e perdeu contato com a comunidade mágica.
Isso explicaria porque eu vivi no mundo trouxa, porque ninguém conhece minha mãe e porque não falava sobre minha linhagem de sangue (na América os status de sangue não eram levados a sério).
Depois disso ele mudou para assuntos como a escola, quadribol e negócios. Ele ficou alegremente surpreendido quando comecei a falar seriamente sobre o comércio. O que levou uma boa discussão e um largo sorriso no final do jantar.
No dia seguinte nos preparamos para ir ao estádio da copa. Depois de preparar uma pequena bagagem, subimos em uma carruagem puxada por dois Pégasos, que decolou vôo (tanto a carruagem, quanto os Pégasos ficaram invisíveis). Durante a viagem Dafine e Astória conversavam sobre o que esperar, enquanto eu e seu pai conversávamos sobre as leis de comércio com os duendes.
Quando pousamos eu já era tratada como um membro da família, pelo menos os olhos do senhor Greengrass, diziam que se eu fosse um garoto, ele estaria me causando com uma de suas filhas.
Depois chegar, falamos com um bruxo horrivelmente disfarçado de trouxa, que nos levou até uma enorme tenda, que por dentro tinha o tamanho de uma enorme casa totalmente mobiliada em um estilo elegante e agradável. Depois de nós acomodar fomos levados a outra tenda onde havia várias pessoas bem vestidas e elegantes.
Depois de deixar Dafine e Astória com outras garotas que pareciam ter os mesmos interesses, segui atrás do senhor Greengrass que me apresentou a várias pessoas importantes de diferentes países, algumas para sua surpresa cumprimentei em sua língua nativa.
Uma vez que demonstrei ter habilidades sociais e conhecimento político e econômico, ele não se importou em me trazer junto me usando para
infeccioná-los enquanto eu o usava para ter acesso a essas pessoas.
Quando o horário do início do jogo se aproximava, nos reunirmos e seguimos em direção ao camarote de honra, quando chegamos lá reconheci o trio problema cercado por cabeças vermelhas. Quando eles olharam para nos simplesmente cumprimentados com um aceno de cabeça e sentamos em nossos lugares.
Alguns segundos depois eles se viraram depressa. Avançando vagarosamente pela segunda fila, em direção a três lugares ainda vazios, vinham ninguém menos que Lúcio Malfoy, seu filho Draco e uma mulher que supus ser sua mãe. Draco se parecia muito com o pai. A mãe também era loura; alta e magra e bonita.
"Ah, Fudge" disse o Sr. Malfoy, ao homem que acabara de chegar(e que ela reconheceu como o idiota), junto a um estrangeiro "Como vai? Acho que você não conhece minha mulher, Narcisa? Nem o nosso filho, Draco?"
"Como estão, como estão?" disse o idiota (que parecia ter um cargo maior do que sua inteligência indicava), sorrindo e se curvando para a Sra. Malfoy.
"E me permitam apresentar a vocês o Sr. Oblansk ("Obalonsk, senhor"), bem, o ministro da Magia da Bulgária, e de qualquer modo ele não consegue entender nenhuma palavra do que estou dizendo, portanto não faz diferença. E vejamos quem mais, você conhece Arthur Weasley, imagino? "
Um momento tenso se seguiu, parecia que o Sr. Weasley e o Sr. Malfoy tinham algumas desavenças.
"Meu Deus, Arthur!" disse ele baixinho. "Que foi que você precisou vender para comprar lugares no camarote de honra? Com certeza sua casa não teria rendido tudo isso, não?"
O idiota, que não estava prestando atenção comentou:
"Lúcio acabou de fazer uma generosa contribuição para o Hospital St. Mungus para Doenças e Acidentes Mágicos. Está aqui como meu convidado."
"Que... que bom" disse o Sr. Weasley com um sorriso muito forçado.
Os olhos do Sr. Malfoy se voltaram para Greger, que corou de leve, mas retribuiu o seu olhar com determinação. Eu sabia exatamente o que estava fazendo os lábios do Sr. Malfoy se crisparem. Os Malfoy se orgulhavam de ter o sangue puro; em outras palavras, consideravam qualquer pessoa que descendesse de trouxas, como ela e eu, gente de segunda classe. No entanto, sob o olhar de tantas pessoas influentes ele se recusou a fazer uma cena.
Acenou a cabeça com desdém para o Sr. Weasley e continuou a avançar em direção aos lugares vazios. Draco lançou a o trio um olhar de desprezo, depois se virou para nos e cumprimentou, assim como seu pai.
"Greengrass, Lucy, como vão?" disse Draco.
"Bem Draco. Senhor e senhora Malfoy é um prazer conhecê-los." Eu disse assim como os Greengrass. Embora minha relação com Draco tenha melhorado um pouco, eu ainda preferia manter uma certa distância da família dele, não só eles declaravam seu extremismos de sangue, como também eram muito arrogantes. Quanto aos Greengrass geralmente eram neutros e tinham vários negócios concorrentes com os Malfoys por isso se evitavam.
Quando eles se sentaram um homem entrou no camarote de honra.
"Todos prontos?" Perguntou ele, o rosto redondo e excitado brilhando como um queijo holandês. "Ministro, podemos começar?"
"Quando você quiser, Ludo" Eu quase desmaiei, o idiota era realmente o ministro da magia! Eu só podia pensar em quem poderia estar usando ele como marionete.
Ludo puxou a varinha, apontou-a para a própria garganta, disse "Sonorus!" e então, sobrepondo-se à zoeira que agora enchia o estádio lotado falou; sua voz reboou, ecoando em cada canto das arquibancadas:
"Senhoras e senhores... bem-vindos! Bem-vindos à final da quadrigentésima vigésima segunda Copa Mundial de Quadribol!"
