capítulo XX- O jogo e os comensais da morte
pov-Lucy
Quando os mascotes dos dois times acabaram de se apresentar, me senti um pouco deprimida, primeiro foram as Veelas, criaturas na forma de belas mulheres que conseguiam enfeitiçar os homens. Não senti nada, enquanto olhava para elas, os garotos mais jovens foram facilmente atraídos, enquanto aos adultos mantiveram o decoro mas ainda estavam fascinados, isso apenas deixava claro o que eu havia perdido.
Quanto aos Leprechauns, eles flutuavam as arquibancadas deixando cair uma chuva de moedas de ouro, infelizmente era ouro falso que desaparecia depois de algumas horas, me lembrando da minha falta de dinheiro ( gastei a maior parte das minhas economias, junto com o dinheiro que vinha desviando a anos dos meus pais, quando fazia a contabilidade da família, para comprar o pergaminho de contrato).
Felizmente o jogo havia começado para distraí-la, além do fato de estar conseguindo ter uma boa conversa com o ministro búlgaro (que parecia feliz em ter alguém para conversar em sua língua nativa).
O jogo tinha sido razoavelmente interessante, há lembrava um pouco os vôos de treinamento de seu próprio pelotão, quando tinham que voar a 8000 pés de altura, enquanto se esquivavam de seus ataques mágicos. E embora tenha acontecido um evento interessante aqui e ali no final a partida foi decidida pelo fator do tempo, o time irlandês tinha vantagem em trabalho de equipe enquanto o time búlgaro tinha o melhor apanhador, se Krum não pega-se o pomo rapidamente a Irlanda teria uma vantagem irreversível.
No final foi isso que aconteceu, vendo que seu time não poderia mais ganhar, Krum capturou o pomo para evitar uma derrota por uma larga diferença de pontos. Quando estava me felicitando o ministro búlgaro por um bom jogo ele disse em um forte sotaque. "Bom, batalhamos valentemente" com a voz triste.
"O senhor fala a nossa língua!" exclamou o ministro/idiota indignado. "E vem me obrigando a falar por mímica o dia inteiro!"
"Bom, foi muito engraçado" disse o ministro búlgaro, encolhendo os ombros. Eu lhe dei um sorriso travesso, que foi retribuído com uma piscadela.
Horas depois do fim do jogo eu estava dormindo quando acordei der repente. Prestei atenção por um segundo antes de pegar minha varinha e minhas roupas e correr até o quarto do senhor Greengrass.
Rapidamente lhe dei um empurrão que o fez pular da cama.
"Pelas barbas de Merlin, o que foi?" disse ele se recuperando do susto. Imediatamente lhe entreguei o casaco e disse no tom mais sério que pude produzir.
"Rápido, pegue sua varinha e me ajude a tirar as meninas daqui, estamos sobre ataque." Ele me olhou por um segundo, antes de entender o que havia dito, como um homem rico e poderoso, além de neutro, ele possuía inimigos dos dois lados e quando foi informado que estava sobre ataque decidiu que era melhor prevenir que remediar.
Enquanto ele pegava as garotas, olhei para fora da barraca, os barulhos pareciam vir do leste em uma área mais externa do acampamento, mas estava se aproximando rapidamente. Quando eles voltaram já tinha alguma correria do lado de fora.
Saímos rapidamente e fomos em direção a floresta, longe da confusão, quando der repente, Astória foi separada pela bagunça, o senhor Greengrass e Dafine estavam sendo levados pela multidão.
Imediatamente me virei e comecei a procurá-la, Astória era meu elo de ligação com sua família e o meio que poderia usar para conseguir apoio e recursos, não podia deixar que nada acontece a ela.
Com uma rápida corrida consegui alcançá-la, segurando sua mão comecei a correr novamente em direção a floresta, foi quando eu vi, um bando de homens encapuzados e com máscaras avançado em nossa direção, enquanto incendiavam barracas e fazia algumas pessoas flutuarem no ar, provavelmente as levando como reféns.
Der repente vi um dos homens olhar para nos e começar a levantar a varinha, sem pensar duas vezes, ergui a minha e lancei um dos meus feitiços preferidos (algo que criei, com a ajuda de Snape, baseada nas armas de fogo trouxas), diferente do feitiço Sectumsempra que se concentrava em cortar, o meu se concentrava em perfurar.
Quando o feitiço atingiu a cabeça do homem, fez um pequeno buraco em sua testa, antes de criar uma bela flor vermelha, com sangue e pedaços de celebro, na parte de traz e espirrando em seus companheiros mascarados.
Enquanto eles estavam confusos e em choque, com a primeira morte que causei nesse mundo, peguei uma Astória paralisada pela mão e sumi com ela em meio a multidão, só parando quando chegamos a floresta, onde encontramos seu pai e irmã, nos procurando na borda.
Assim que nós afastamos da multidão, o senhor Greengrass removeu uma bola do tamanho de uma maçã do bolso e pediu para por a mão nela, logo depois o mundo começou a girar, senti uma fisgada no umbigo e caí de pé na frente dos portões da mansão dos Greengrass. "É uma chave de portal para emergências, mas é preciso estar em um lugar aberto para funcionar." explicou o senhor Greengrass.
No dia seguinte a refeição foi silenciosa. Astória me agradeceu por tê-la ajudado, mas não falou muito mais, parecia que ainda se recuperava dos eventos da última noite. Dafine tinha olheiras sobre os olhos e parecia cansada. O senhor Greengrass estava de péssimo humor, ele leu no jornal
(que mais anunciavam os eventos da noite do que realmente informavam alguma coisa), que todos os Comensais da Morte haviam fugido, depois de verem a marca negra no céu.
Esse tipo de evento era ruim para um empresário como ele, eu sabia muito bem que tempos assim só eram bons para quem negociava armas e munição (mas como bruxos não usavam armas de fogo, não era realmente um bom investimento).
A única notícia que pareceu animá-lo um pouco foi a morte de um homem chamado Clafos (que segundo os jornais fazia parte dos mascarados da noite anterior e provavelmente morreu ao ser atingido por uma maldição, que lhe explodiu a cabeça, por um de seus companheiros), aparentemente o homem vinha concorrendo com ele a anos no mercado de caldeirões.
