capítulo XXII- Aulas e doninha.

pov-Lucy

As aulas desse ano começaram normalmente, Trato das criaturas mágicas se mostrou menos agradável do que pensava, o professor Hagrid, um meio-gigante, que parecia ter mais ter mais habilidade ensinando animais do que pessoas havia nos forçado a cuidar de algo que ele chamava de explosivins.

Eles pareciam lagostas sem casca, deformadas, terrivelmente pálidas e de aspecto pegajoso, as pernas saindo dos lugares mais estranhos e sem cabeça visível. Havia uns cem deles, com uns quinze centímetros de comprimento, rastejando uns sobre os outros, batendo às cegas contra as paredes das caixas. Desprendiam um cheiro forte de peixe podre. De vez em quando, soltavam faíscas da cauda e, com um leve bum, se deslocavam alguns centímetros à frente. Cuidar dessas coisas foi desagradável.

Felizmente, enquanto fazia isso, conversei com o professor sobre as criaturas que habitavam a floresta proibida. Depois que ele falou sobre várias delas, sugeri que nossas aulas seriam melhores se ele nos ensinasse primeiro sobre as criaturas locais e deixasse os cuidados dessa criatura mais exóticos para os alunos do quarto ano.

Ele deu uma olhada para os outros alunos para ver como reagiram a minha opinião. Ao verem que poderiam escapar de cuidar de uma criatura tão repulsiva, jogando a tarefa para seus seniores, eles imediatamente concordaram e incentivaram a mudança. Muitos sonserinos disseram que não poderiam privar seus seniores de uma oportunidade dessas.

Quando a aula terminou, deixamos o professor preparando os explosivins para os quartanistas, enquanto todos nós voltamos para o castelo com um sorriso no rosto (mesmo os lufa-lufas conhecidos por serem amáveis).

Aritmancia se mostrou uma matéria interessante, onde estudávamos a magia como algo semelhante a energia física e tentávamos calcular seus efeitos na realidade. Embora um pouco arcaico místico, no geral parecia os estudos feitos para a criação e utilização dos orbes de cálculo da minha vida passada, portanto consegui entender bastante bem a matéria.

No horário do almoço, eu e as meninas estávamos na fila para entrar no grande salão quando ouvimos uma confusão. Olhando para trás vimos Potter e Malfoy tendo outras de suas brigas, sinceramente eu apenas esperava que ele não perdesse pontos da Sonserina já na primeira semana.

Estava quase dentro do grande salão quando vi Draco puxando a varinha para atacar, mas foi transformado em uma doninha por Moody que estava atrás dele. Quando a doninha tentou fugir para as masmorras, Olho-tonto usou um feitiço para capturá-la e fazê-la quicar.

Normalmente eu não entraria em uma disputa entre um professor e um aluno, mas aquela situação me trazia vários benefícios. Eu tinha o apoio das regras, uma vez que era proibido para um professor atacar um aluno que não representava ameaça com magia, Draco poderia ser um garoto mimado, mas recompensava quem o ajudava e por último melhoraria minha imagem, uma vez que sonserinos defendiam os seus.

Sacando minha varinha, lancei rapidamente um feitiço desarmante, que embora tenha sido defendido, quebrou sua concentração. Ainda apontando minha varinha para ele falei.

"Acho que é o bastante professor, o diretor não ficaria feliz de saber que você está andando por aí enfeitiçando os alunos. Se você tiver mais algum problema com Malfoy, vou ficar feliz em acompanhá-lo até o escritório do professor Snape."

Todos ficaram em silêncio, olhando entre mim e o professor, até ele responder com um rosnado.

"Snape em, ele é um velho amigo de outros tempos. Estou querendo mesmo conversar com o velho Snape... vamos." Com um aceno de varinha ele voltou Malfoy ao normal e saiu em direção as masmorras arrastando o garoto pelo braço.

Depois que eles saíram de vista, eu voltei e me sentei na mesa da Sonserina. Já tinha alcançado meu objetivo, não precisava arriscar minha sorte ficando no meio do confronto dos dois professores.

Só encontrei novamente com Olho-tonto na sua sala de aula, ele me encarou por um momento, antes de olhar para o resto da turma e começar uma explicação básica sobre os diferentes ramos da magia negra e o que iríamos estudar. Quando a aula acabou, a maioria dos alunos estavam um pouco pálidos, por causa das explicações do professor sobre os diferentes tipos de magia negra e seus efeitos no corpo humano.