capítulo XXVII – desfecho
pov-Lucy
Durante os dias entre a segunda é a terceira tarefa, estive extremamente ocupada e tensa. Além das aulas normais, minhas pesquisas, o desenvolvimento da minha relação com os membros da Beauxbatons, eu também estava concentrada na coleta de informações.
A situação dos antigos aliados de Voldemort era tensa, aparentemente eles conseguiam sentir sua força crescendo e seus comportamentos ariscos também era refletido em seus filhos.
O ministério parecia estar na mesma situação, tentando se fazerem de cegos e acobertar os sinais de que algo estava acontecendo, em vez de se prepararem para o pior.
Minhas reuniões com Severos passaram de apenas relatórios, para especulações de quem ainda era realmente leal a Voldemort e quem apenas o seguiria por medo, quem poderia ser facilmente manipulado ou usado como bode expiatório, estávamos fazendo verdadeiras reuniões de guerra e ficar prontos para qualquer coisa que pudesse vir.
Quando chegou o dia da terceira tarefa eu estava extremamente tensa. O único motivo para alguém colocar o nome de Potter no cálice era para ter uma chance melhor de atacá-lo. Se o menino- que- sobreviveu morresse logo antes de Voldemort retornar seria um duro golpe para o partido da luz. Essa seria a última chance para quem quer que tenha feito isso fazer seu movimento.
Agora eu já havia feito tudo o que podia, incluindo preparar minha saída de fuga. Madame Maxime já havia dito que se alguma vez fosse a França era bem vinda para visitar Beauxbatons. Meus contatos trouxas também estavam preparados e em caso de emergência poderia mandar meus pais para outro país em segurança (sobre a desculpa de uma transferência de emprego), como agradecimento por cuidarem de mim todos esses anos.
Mesmo assim eu ainda tinha a esperança de que todas as defesas e segurança extra mantivesse o garoto vivo. Isso poderia manter a trégua temporária e me permitir coletar mais recursos antes de fugir.
Infelizmente as coisas deram muito errado, Potter apareceu na entrada do labirinto, com Cedrico morto e dizendo que Voldemort havia voltado. Não só isso, o Olho-tonto que nos ensinava se revelou um comensais da morte utilizado a poção polissuco.
O ministro idiota se recusou a acreditar nas evidências e alegou que tudo tinha sido feito por um homem louco e que Potter apenas estava em choque pela perda de um amigo, se recusando a tomar qualquer medida para o que estava por vir.
Karkaroff havia fugido na mesma noite do incidente, deixando seus alunos para trás. Eles não pareceram se importa muito, aparentemente todos achavam o diretor um incompetente.
Os alunos de Beauxbatons ficaram assustados com as notícias, embora não parecesse que os afetassem tanto quanto os alunos de Hogwarts. A França não tinha sofrido nenhum dano na primeira guerra e por enquanto não parecia provável receber da segunda.
Outro assunto importante foi que Snape voltou a atuar em meio aos comensais da morte. Depois daqueles eventos dramáticos, um após o outro, fui procurá-lo em seu gabinete. Quando eu o encontrei, parecia quase morto, embora ainda consciente.
Eu tranquei a porta e comecei a tratá-lo. Parecia que tinha sido brutalmente torturado, tinha vários hematomas pelo corpo, queimaduras, cortes e pude identificar resquícios da maldição crucios e algumas outras. Vendo que ele parecia impaciente para voltar a andar, lhe dei algumas opções para dor e tratei as piores feridas.
Quando ele conseguiu ficar de pé, eu o ajudei a chegar a lareira e o enviei ao escritório do diretor. Já havia trabalhado com agentes de inteligência o suficiente para saber que muitas vezes davam mais valor a entregar a informação recolhida do que suas próprias vidas.
A partir desse dia tínhamos criado uma rotina, eu curaria suas feridas maiores e lhe daria algumas opções para dor, antes de enviá-lo ao diretor. Quando ele voltasse, ajudaria a tratar o resto dos ferimentos, enquanto lhe dava meus relatórios e ele me informava o andamento dos preparativos de guerra dos dois lados.
pov-Severus
O lorde das trevas havia voltado. No final da última tarefa do torneio tribruxo, minha marcar queimou pela primeira vez em 13 anos, ele estava novamente nos convocando. Karkaroff, aquele covarde, tinha fugido assim que sentiu a marca.
Quando o Potter apareceu com Cedrico morto e vi que a situação poderia ter sido ainda pior. Depois de capturar o falso Olho-Tonto e interrogá-lo, nossos maiores temores haviam sido confirmados. E como eu havia prometido a Dubledor, voltei a minha vida como agente duplo.
Mesmo conseguido convencer Voldemort de que ainda era leal a ele e que passei todos estes anos ao lado de Dubledor cumprindo as ordens que havia me dado, não foi o bastante para aplacar sua irá.
Assim como vários outros comensais da morte, que escaparam da condenação, fui severamente punido com vários maldições. Quando ele terminou mal conseguia ficar em pé. Fui ordenado a voltar para Hogwarts e continuar meu trabalho como espião e ele queria resultados.
Depois de aparatar fora de Hogwarts, usar o portão de entrada dos funcionários, eu mal consegui chegar a meu escritório através de uma passagem secreta antes de desmoronar no chão.
Embora ainda estivesse consciente não tinha forças para me mexer. Foi quando a porta do meu escritório se abriu, estava muito zonzo para lembrar de trancá-lo, e a senhorita Fernandez entrou.
Por um momento pensei que assim que me visse ela começaria a chamar por ajuda, mas eu devia saber melhor. Ela rapidamente fechou a porta e lançou tanto um feitiço para trancá-la, quanto um para impedir que nos ouvissem, depois começou a tratar rapidamente minhas feridas maiores.
Quando consegui murmurar que precisava conversar com Dubledor, ela me deu um rápido olhar de entendimento, antes de deixar o resto dos ferimentos que não representava perigo imediato e me dar algumas poções para dor e perda de sangue. Depois acendeu a lareira, ativou o Flur e me enviou para a sala do diretor.
E embora eu estive-se com dores terríveis, o tratamento rápido havia permitido que ficasse sobre um nível que poderia tolerar. Graças a isso consegui manter alguma dignidade enquanto dava a Dubledor todas as informações que tinha reunido e as novas ordens de Voldemort. Ele inclusive havia utilizado legimencia para poder ver minhas lembranças do ocorrido.
Quando terminamos ele se ofereceu para me enviar a ala hospitalar e cuidar dos meus ferimentos, mas recusei, não poderia arriscar que alguém me visse lá e principalmente Papoula, a matrona, embora super competente era super protetora com seus pacientes e eu não poderia perder tempo, preso a uma cama, até todos os meus ferimentos estivessem curados.
Quando voltei ao me escritório, Fernandez ainda estava lá e me ofereceu um frasco, que reconheci como uma poção para os nervos, útil para tratar pós-vitimas de crucio. Sinceramente eu não gostava que as pessoas me vissem ferido ou enfraquecido, odiava que me olhassem com pena e piedade ou então tentassem me confortar.
Mas o olhar que dessa garota era diferente desses, pude ver em seus olhos que ela não se importaria se eu caísse morto na sua frente, não importava se estivesse sentido dor ou sofrendo. Ela apenas cuidava de mim como cuidaria de uma ferramenta, apenas tendo certeza de que eu poderia continuar funcionando e lhe sendo útil.
Por isso eu não tive problemas em aceitar sua ajuda, o contrato que tínhamos garantiria seu silêncio e era mais prático do que tentar curar minhas feridas sozinho.
