Prelúdio Para o Amor

CAPITOLO QUARTO

— Hm... Não sei. Você recomenda alguma coisa? — desistindo, deixou o cardápio em cima da mesa, era impossível escolher alguma coisa quando você quer comer o cardápio todo.

Chouji riu. Perguntava-se por que diabos Shikamaru não perguntava direto se ele tinha uma sugestão invés de tentar escolher alguma coisa do cardápio todas as vezes que ele vinha almoçar.

— Como meu pai saiu, eu é quem estou cuidando da cozinha e aprendi uma receita nova esses dias, então recomendo o Penne com Bacalhau Gratinado, acho que você vai gostar, já que você gosta de Bacalhau.

— Ah, pode ser esse mesmo.

— Certo, você já pediu sua bebibda?

— Já, já, a... — sempre esquecia o nome da garçonete, o que às vezes o deixava meio perturbado, já que quase sempre vinha aqui, mas não era culpa dele se o nome dela era difícil.

— Moe.

— Ahn?

— O nome dela é Moe — riu Chouji.

É, bem difícil.

Enquanto Chouji contava a "piada do dia", Shikamaru teve a sensação de que alguém fazia buracos em suas costas, virou-se, o restaurante sempre parecia ter movimento, procurou em volta, tentando disfarçar para não chamar atenção, ah... No canto do restaurante sentava uma menina, magra de cabelos castanhos, não dava pra ver a cor dos olhos, mas parecia ser um pouco alta, ela não lhe era estranha, já a havia visto mais vezes no restaurante. Olhava atentamente para ele e o amigo, quase riu do tão indiscreta que a menina era.

Seus olhos se encontraram, ela desviou o olhar. Viu-a deixando o dinheiro na mesa e saindo do restaurante.

Mulheres são estranhas.

— Daí o cara falou "é, depois da bola de bilhar ele sempre começou a medir as coisas"! — gargalhou Chouji.

Shikamaru riu, conhecia a piada.

— Vou indo então, preparar seu prato, volto em alguns minutos, daí eu aproveito e almoço com você.


Don't you wanna come with me? Don't you wanna feel my bones on your bones?

— Alô-lô-lô? — cantarolou a menina.

Hanabi.

Ela gelou.

— Pa-p-p-pai — encheu ela.

Fazer chacota da sua irmã não a levará a nada.

— Pô pai!

Você está encrencada mocinha.

— Mas paaai!

Nada de "mas" Hanabi, como você sai do colégio, sem autorização, pega o motorista e some?

— Fazendo uma autorização falsa e subornando o Takashi.

HANABI!

— HIASHI!

Hanabi...

— Hiashi...

...

Você está de castigo pelo resto da sua vida.

— Mas paaai!

Tut-tut-tut-tut

— Droga...

— Eu bem que avisei Hanabi-sama.

— Ai, que saco, Takashi, meu pai precisa de uma namorada, ele ta rabugento demais esses dias.

O motorista riu.

Ela pegou o celular mais uma vez e discou;

Tocou, tocou.

Alô?

— Paai...

...

Pai, eu te amo.

...

— Paaai.

...

— Pô paai, é que eu queria ver a minha irmã, e a professora tava fazendo correção e depois era debate do livro! Que por acaso eu já li, e depois que, as aulas mais importantes foram pela manhã, então eu não cabulei nem matemática nem química e física!

Hanabi...

— Eu

O que eu faço com você?

— Me deixa em casa nas férias de inverno! Eu não quero ir praquele curso chato de Francês na Suíça! Vai ta um putz frio do cão, pior que aqui!

...

Achei que você quisesse ir.

— Não! Eu não quero.

Então está decidido.

Eba! Eba! Ele vai falar que eu posso ficar! Por favor! Por favor!

Você não está mais de castigo pelo resto da vida...

Ui! Ta ficando bom!

E como castigo vai para o curso de Francês na Suíça, dessa vez por três semanas.

— OI?

Oi.

— HÁ! Ce ta de brincadeira né pai?

Não, não estou de "brincadeira".

— Mas eram duas semanas!

E uma a mais.

— Agora são três!

Pelo menos você não tem cabulado as aulas de matemática.

Ela podia escutar seu pai sorrindo, era o cúmulo! Esse cara precisava de uma namorada pra parar de atazanar sua vida!

— PAAAI!

Estou ocupado agora filha, segunda feira nós conversamos, até logo.

Tut-tut-tut-tut.

— ARRRRRGHH!

Takashi riu baixinho.

Hoje, definitivamente, não é meu dia!

— Hanabi-sama, chegamos.

Takashi desceu do carro, abriu a porta para Hanabi e ela desceu. Pegou a mala da menina e caminhou até a portaria.

— Takashi, brigada, mas pode ir que eu me cuido daqui.

— Tem certeza Hanabi-sama?

— Tenho sim, e essa mala nem é pesada, é só pro fim de semana mesmo.

— Se a senhorita diz...

— Brigada, mais uma vez, e vê se manda oi pra sua esposa!

— Mandarei sim, obrigado Hanabi-sama — despediu-se o motorista.

Hanabi tocou a campainha do 5A.

Oi?

— Hinata!

Hanabi!

— Tou aqui embaixo!

Ah! Já to descendo!

Menos de dois minutos depois o portão abriu e Hanabi viu sua irmã.

— Hinata!

Finalmente alguma coisa boa!

A menina correu e abraçou sua irmã.

Hinata pegou a mala de sua irmã e as duas foram para o elevador.

— Não acredito! Você cortou seu cabelo! — exclamou a irmã mais velha apertando o botão do quinto andar.

— Aham! Eu queria ter cortado curto, mas nem tive coragem — ela riu — então resolvi repicar todinho!

— Quem me dera se eu tivesse coragem pra cortar meu cabelo curto, ia ser tão mais fácil...

— Nem brinca cara, se você cortar seu cabelo eu venho até aqui e taco uma panela na sua cabeça.

Hinata riu, Hanabi podia ser um tanto intensa quando se tratava de seu cabelo, se perguntava se era porque seu cabelo era exatamente igual ao de sua mãe, que Hanabi não conhecera pessoalmente, mas vivia olhando nos álbuns do papai.

— Chegamos!

— São dois apartamentos por andar? — perguntou olhando para a outra porta no final do corredor.

— São sim — tirou as chaves e abriu a porta.

— E ai, já conheceu seu vizinho, ou vizinha?

— J-Já...

— Caraca, seu apartamento ficou a sua cara — disse a menina e saiu correndo pra explorar a casa enquanto Hinata deixava sua mala no quarto de hóspedes.

— Homem ou mulher?

— O que?

— Vizinho!

— Ah!

— Maki! — gritou a mais nova e pulou com a cadela no sofá.

— Então?

— Hm, homem.

— Velho?

— N-não, acho que ele deve t-ter por volta da minha idade.

— Gato?

— O-Oi?

— Caara, deve ser mó gato, você gaguejou o tempo todo! — piscou a mais nova.

— Hanabi!

— Eu!

— Ai Deus, vou preparar o almoço.

Tirou a massa de Spaghetti do armário, pegou a panela, peraí.

— Hanabi — chamou.

— Eu, eu.

— Você não tinha que ta na escola agora?

Escutou a irmã bufando.

— Não!

Hinata riu.

— Tora! Já falei pra você não ficar em cima do balcão quando eu estiver cozinhando! — repreendeu o gato que desceu do balcão e, parecendo bravo, saiu da cozinha.


— Ah, Chiyo! Bom dia!

— Na verdade, boa tarde Naruto-san.

— Ahn? — Naruto olhou o relógio em seu pulso, já eram 13:30 — putz, verdade, boa tarde! Nem vi o tempo passar hoje!

— Muitas coisas na cabeça querido?

— Hm, hm — ele admitiu concordando com a cabeça e sentando no sofá — entreguei minha planta na faculdade hoje, mas eu quero saber logo o que o Iruka-sensei achou! Sabe, trabalhei pra caralho pra fazer essa planta!

Ignorando o palavrão, que hoje em dia ela parecia escutar demais, assentiu.

— Se foi você, sei que vai se sair bem, o senhor está sempre se esforçando! — ela sorriu.

— Ah, brigadão Chiyo...

— Mas não acho que o seu trabalho seja a única coisa lhe preocupando...

Ai! Ai! Viu! Ela sempre tinha algo por trás do carrinho!

— Ahn? — perguntou confuso.

— Como andam as coisas entre você e a Ino-san?

— AH! — exclamou surpreso, corando um pouco, fazendo Chiyo sorrir — bem... Acho que vai tudo sussa, sabe, ela disse que vinha me trazer uma receita nova de chá essa semana! Ou semana que vem já que hoje é sexta... SEXTA! Cara, é verdade, tenho que voltar pra faculdade, esqueci que hoje eu fico até mais tarde!

Pulou do sofá e pegou a mochila e abriu a porta, virando-se mais uma vez por um fato esquecido.

— Chiyo, o Deidara vai pintar minha porta hoje, daí é melhor se você sair assim que terminar de limpar aqui, o cheiro da tinta pode ser meio forte, não sei, é que sou meio alérgico, daí bem, sei lá.

— Entendo Naruto-san, sairei assim que terminar seu apartamento.

— É, é... Então até mais Chiyo!


— Oi?

Sasori?

— Ele mesmo.

É o Kankuro.

— O que você quer?

Ai, acordou de mau humor amorzinho?

— Vai cagar Kankuro, o que você quer.

O moreno riu.

Uh, uhuh, hoje tem Guitar Hero na casa do Shikamaru, daí só liguei pra avisar, só faltava você.

— ...

Que foi?

— Ele sabe que vai ser na casa dele?

Kankuro sorriu.

Não.

— Então eu vou.

Certo.

— Hm... Tchau...

Tchau docinho.

Tut-tut-tut-tut.

— Vai te catar Kankuro!


— E você vai ter que ir de vestido preto?

— Não, como sou convidada eu tenho que usar um de outra cor, só os membros da orquestra usam preto.

— Uffa, já escolheu seu vestido?

— Não... Eu ainda estou meio indecisa, comprei dois, mas não sei qual usar — Hinata então mostrou os vestidos para sua irmã.

— Usa esse daqui — Hanabi apontou para o de cor champagne.

— Hm, achei que você ia preferir o outro.

— É que eu vou de vestido branco, e daí se você fosse também, ia ficar meio estranho, sem contar que você fica bem nessa cor — pulou na cama, olhou sua irmã e sorriu travessamente — ainda tem tempo até a gente começar a se arrumar, então, conte para sua irmãzinha favorita, quem é ele?

— E-Ele quem?

— Você acha que eu sou idiota? É difícil não perceber quando você começa a pasmar, e você ficou sonhando acordada o tempo todo enquanto cozinhava, e isso só pode dizer que você ta afim de algum cara, sem contar que você ficava vermelha enquanto pasmava — e nem tenta mentir, viu!

Hinata suspirou derrotada.

— Eu o conheci no elevador, no primeiro dia em que me mudei...

— Nome?

— Inuzuka Kiba.

— Kiba?

— É.

— Kiba?

— Foi o que eu disse, não foi?

— Mas Kiba, Kiba sem Kiba-san ou Kiba-kun?

Hinata corou.

— E-Ele pediu pra chamá-lo a-assim...

— Hm... Continua.

— Segunda feira a Maki teve uma infecção no estômago — Hanabi olhou Maki que pulava de um lado para o outro atrás de uma borboleta — mas ela já ta melhor agora... Então, eu a levei no veterinário, e o encontrei lá, trabalhando.

— O "Kiba"?

— Aham.

— Então ele é mais velho?

— Um ano mais velho do que eu.

— Ahn?

— Os pais dele são donos da clínica veterinária e ele ajuda lá de vez em quando.

— Certo...

— Ele tratou da Maki, e-e eu pedi a conta, ele disse que não precisava pagar, que era por conta da casa, eu n-não aceitei, obviamente...

— Por que não?

— E-Então ele disse que como pagamento eu tinha q-que encontrá-lo amanhã no parque...

— Uhuuul! Gostei desse cara!

— Mas não sei se eu vou...

— Você é maluca?

— Oi?

— Ele é bonito?

— É-é... — ela corou.

— Simpático?

Assentiu com a cabeça.

— Cavalheiro?

Mais uma vez assentiu com a cabeça.

— Quando você ta com ele, você se sente confortável?

— Aham...

— Você quer ir amanhã?

— A-Acho... Acho que sim...

— Então pronto — finalizou a Hyuuga mais nova, com ar de inteligência.

Olhou o relógio.

— Putz, olha a hora, Hina, vou visitar o Naruto e depois volto pra gente se arrumar!

— Naruto?

— Ah, você não conhece... Hm... Lembra do Soujiro?

— Seu melhor amigo?

— Uhum, então, os pais do Soujiro são padrinhos do Naruto, e eu conheci ele um dia quando tava na casa do Souji, daí a gente meio que ficou amigo, bem, você entende, daí quando eu disse que vinha pra cá, o Souji comentou que o Naruto morava aqui, bem, vou dar um oi! Já volto!

— Ta, mas não demore! Eu não sei fazer a parte do cabelo e você sabe disso!


Quando dava a última pincelada na porta. Foi nessa hora, na hora da última pincelada que ela chegou. A inspiração!

Deidara agradecia por ter comprado baldes extra-grande de tinta, trocou de pinceis, abriu as latas, o Hall de entrada agora era sua tela! Como ele não tinha pensado nisso antes!

Vermelho, azul, amarelo, verde, vermelho, vermelho, não sabia por que, mas vermelho estava cravado em sua mente. Pássaros vermelhos e paisagens coloridas sem sentido.

Quando pintava, Deidara estava em seu próprio mundo, não escutava nem via o que acontecia ao seu redor, era apenas ele, o pincel e o vermelho a sua frente.

Não escutou o 'peep' do elevador, nem os passos curtos atrás dele, nem as primeiras tentativas de chamar a atenção.

— Oi!

— Ei!

Ele não escutava e Hanabi estava começando a ficar estressada.

— EI! Quê que você ta fazendo?

Surpreso Deidara meio que pulou, virando-se bruscamente, o pincel escapando de suas mãos.

Arregalou os olhos.

Hanabi travou, olhou-a, lentamente... Ela, redonda e vermelha, vermelha e redonda, como o círculo que centra na bandeira nipônica sobre um fundo branco, seu vestido.

Respira, inspira, respira, inspira.

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7... 8... 9... 10

A porta do apartamento da frente se abriu. O carrinho com seu 'teq' 'teq', uma exclamação foi ouvida.

Uma velha senhora se aproximou de Hanabi, ninguém falando nada, ela vinha com um pacotinho azul em mãos.

— Ai querida! Virou mocinha foi? Quer um absorvente?


— Jesus Cristo! — Ino pulou da cadeira, assustando-se pelo grito.

— Quem morreu? — perguntou Sakura olhando intrigada da revista.

— Credo, que susto!


— Uou...

— Provavelmente alguém caiu.

— Caiu que nada, quem me dera fazer uma gritar desse jeito!

— Kankuro, deixe de idiotices e vem trabalhar, eu preciso desses documentos pra segunda.

— Sim, sim, Gaara-sama!


Era a última jogada, ele ia ganhar, ganhar de si mesmo, mas ia ganhar, depois de horas e horas de jogo, finalmente acabaria esse.

Com orgulho ele confiava sua mão com a peça à sua última e vencedora jogada.

Até que ele escutou, aquele maldito grito, surpreso seu braço perdeu controle e sua mão pousou sobre um conjunto de peças negras, fazendo o tabuleiro virar e todas as peças espalharem-se pelo chão.

— PUTA MERDA!

Pena que certos acontecimentos inacreditáveis são apenas passados quando não há testemunhas para presenciar fatos históricos.


Quando saiu do banho, Hinata encontrou sua irmã, agora com um vestido azul marinho, comendo... Melhor, destruindo uma barra de chocolate. Ela parecia estressada.

Murmurava algo inaudível.

— Hanabi, achei que você ia com seu vestido branco.

— É, eu ia — a ênfase no "ia" não passando despercebida, dita com tamanha raiva.

— Você vai me ajudar com o cabelo?

Isso pareceu tirar a cabeça da irmã de seu estresse.

— Vou sim.

— Ta, vou colocar o vestido, daí eu te chamo, aliás, não, me ajuda a colocar? Eu não consigo fechar o zíper direito.


— Uhuul — conseguiu dizer Kiba, baixinho para Gaara ao seu lado, quando viu Hinata entrar no palco.

Hinata usava o seu vestido champagne, drapeado no busto e com babados na barra que ia até a altura de seus joelhos, a parte de trás um pouco mais longa. Tinha uma única alça transversal que nas costas era presa por um laço. Seu cabelo preso em um coque alto e algumas mechas de cabelo soltas cacheadas na ponta, seus olhos madrepérola destacando-se.

— Ela ficou super bonita né? — perguntou Hanabi à Sasuke, fora até engraçado ter encontrado ele por aqui, não sabia que ele havia se mudado para Sapporo, sorrindo um pouco.

— Hm...

Tenten tirou a atenção do pequeno painel que mostrava o nome da próxima composição, essas tecnologias de hoje em dia sempre a surpreendiam, viu a amiga e sorriu, seria a segunda vez que escutaria Hinata tocar.

Hinata sentou-se na única cadeira solitária que repousava no meio do palco, a orquestra que fizera um número de abertura sentava-se com os instrumentos descansando em seus colos, pegou seu violoncelo.

O arco passou a primeira vez, as notas seguintes formando uma melodia.

Ela sentava no tronco de uma árvore, o sol se punha e podia sentir a grama em seus pés, as gotas de água pingavam das folhas, sentia uma leve brisa, o sorriso nunca deixando seus lábios.

Não se ouvia nem a respiração das pessoas, apenas a melodia de Hinata podia ser escutada pelo enorme auditório do Centro Cultural Kawabata.

Hyuuga Hinata não era considerada uma Virtuosi do violoncelo por nada.


— YEAAAH! I Wanna Rock 'n Roll All Night! And Party Everyday! I! — cantava Kankuro enquanto tocava e dançava com a guitarra em cima do sofá.

— Era o azul sei imbecil! — exclamou Naruto apontando para a tela.

— Só podia... — comentou Sasori comendo pipoca.

— Kankuro! Desce do sofá! — brigou Shikamaru.

— Eu ein! Ta rabugenta por quê? Até parece aquelas esposas em dia de TPM! — todos riram, deixando Shikamaru mais nervoso, ele odiava quando eles faziam isso! Ele já havia dito milhões de vezes que não queria mais essas reuniões em sua casa... Ta, nem haviam sido milhões de vezes, foram duas, mas foi DUAS vezes que ele tinha pedido! Um recorde para alguém como ele que tem preguiça de fazer qualquer coisa.

Barracuda! — Naruto agora pulava no sofá e Lee ao seu lado gritava as cores que ele tinha que tocar.

— Eu se fosse você desistia — tentou Shino.

— Eu nem sei por que eu ainda tento — suspirou Shikamaru.

— Alguém viu o Deidara? — perguntou Kankuro.

— Ele disse que caiu da escada e machucou a perna — comentou Sasori indo até a cozinha para fazer mais pipoca.

— Que escada?

— Sei lá cara, ele é meio estranho...


— Ai, ai, ai, ai! — em sua casa, Deidara arrumava a bolsa de gelo em sua perna.

Nunca imaginaria que uma menina podia ter tanta força na perna.


Comentário; o Deidara levou voadora da Hanabi, amo!

Nota; para os curiosos, música que Hinata toca (ou pelo menos, a que eu imaginei na hora que ela tocava, já que se você preferir escutar as suas próprias composições favoritas ;D) chama-se Prelude from Suites for Solo Cello No. 1 de Johann Sebastian Bach.