Capítulo surpresa! :D
Estava tão ansiosa que não agüentei e tive que postar esse capítulo antes! (e preparem-se, pois haverá mais capítulos surpresa ;D hahaha).
PS: Jotaro Saito é realmente um estilista de verdade, não sou a maior fã dele, mas encaixou pra o que eu estava procurando.
Prelúdio Para o Amor
CAPITOLO OTTAVO
― Mas Tenten-chan, o que eu vou fazer? Não é minha culpa se o cara foi, sei lá, investigar meu histórico e achou suas fotos lá no meio! ― Tenten bufou, sentou-se no sofá ― ele disse que só vai querer fazer se for com você, ai, por favor, Tenten-chan, vai, não vai matar você fazer isso, sem contar que o cara ta pagando super bem!
― Quão bem? ― perguntou agora interessada, a outra mulher agora fechava o celular e olhava-a empolgada.
― Bastante bem! ― ela foi correndo e sentou-se ao lado de Tenten no sofá ― então... Então você vai?!
Suspirou. Quem em sã consciência recusava dinheiro a mais?
― Vou né, fazer o que ― a mulher deu um gritinho e abraçou Tenten, a mesma riu, sua ex-agente podia ser tão dramática às vezes ― certo, mas pra que é que vai ser mesmo?
― Ah! Então, é para o estilista Jotaro Saito-sama, aquele novo que está super famoso agora querendo implantar os quimonos como roupas do dia-a-dia da mulher japonesa, sabe? ― não esperou ela responder, suspirando meio frustrada lembrando-se de com quem estava falando, Tenten tinha uma memória horrível ― de qualquer jeito, ele mesmo que fez questão de que você estivesse lá, eu não podia dizer que 'não', certo? Meu chefe me comia viva se eu não voltasse com você...
― Quando é o ensaio de fotos?
― Err... Então... ― a mulher tentou desviar o olhar e deu uma risadinha nervosa.
― Quando. É. O. Ensaio?
― Hoje... ― respondeu miúda, fechando os olhos e preparando-se para o que quer que seja.
Já era por volta da uma e meia quando as duas deixaram o apartamento de Tenten.
― Você não precisava ter batido na minha cabeça! ― reclamou a mulher, massageando o lugar atingido.
― Não precisava, eu tinha ― Tenten olhou a agente, levantando uma sobrancelha, como quem diz "você ainda vai reclamar mais?".
― Ai Deus, vamos logo ― a mulher pegou as chaves e abriu o carro.
― Eu... Não... Agüento... Mais... ― Chouji conseguiu dizer, parou, apoiou as mãos nos joelhos, já não escorriam apenas gotículas de suor, ele jorrava suor, não agüentava mais correr, sua pele avermelhada pelos exercícios, suas pernas pedindo, implorando, por um descanso e sua barriga morrendo por um almoço.
― Deixa de reclamar Chouji! Você ta parecendo uma velha rabugenta! ― Ino deu uma risadinha nervosa enquanto uma velinha passava ao seu lado, depois voltou a encarar seu amigo, pulava de um pé para o outro para não perder o ritmo, o rabo de cavalo louro balançando ― vamo logo seu velhote! A gente ainda nem correu dois quilômetros!
― I-Ino... ― já nem mais conseguia formar uma frase.
― Jesus! Ta bom, nós terminamos esses quilômetros andando agora, sinceramente Chouji, você não tem um mínimo de resistência física ― ela suspirou e começou a andar, ele apressando o passo para alcançá-la ― mas de qualquer jeito, você vai ver, vou fazer de você um novo Chouji! ― seus olhos brilhando, o que assustou um pouco o homem.
Passados dois quilômetros e meio ele concluiu que andar era muito melhor do que correr podia ficar andando o resto do dia, não que ele realmente quisesse fazer isso, mas seria muito melhor do que ter que correr outro quilômetro. Isso sim.
― Chouji, eu vou ali no banheiro e já volto, daí você pode esperar por aqui ― disse indo em direção ao banheiro, o aprendiz de chef virando a tempo de perder a loura desviando o caminho do banheiro e entrando atrás das moitinhas do parque e seguindo o amigo.
― Olha o sorvete! Olha o sorvete! ― as orelhas dele captando aquele som tão bem vindo.
Chouji viu o carrinho do sorveteiro bem a sua frente, colorido daquele jeito para atrair as criancinhas, o painel cheio de fotos de todos os sorvetes possíveis, aquele sorveteiro velinho com seu chapeuzinho e avental azuis combinando e o sorriso que cativa todos os passantes.
Certificou-se de que a loura maluca não tinha saído ainda do banheiro, compraria seu sorvete e se esconderia em algum lugar para comê-lo, depois que terminasse diria que havia saído pra dar mais uma volta ou algo parecido, ótimo plano!
― Oi, eu queria um sorvete de chocolate, morango e menta com calda de chocolate e caramelo tamanho médio, por favor!
― Opa! Pode deixar, vou fazer um caprichado pro senhor! ― respondeu o sorveteiro sorrindo.
Chouji respondendo o sorriso, pensando no quão delicioso seu sorvete estaria, e ele bem que merecia um sorvete, depois de todos esses exercícios!
O sorveteiro entregou aquela montanha de derivados de leite ao cliente, pagou e deu até uns trocadinhos extras pro sorveteiro, que agradeceu de montes, e lá se foi Chouji pra trás da árvore, devorar seu desejado sorvete.
Pegou a colherzinha e passou pela bola de creme com as duas coberturas e o granulado que o sorveteiro deu de presente, podia sentir o aroma doce e açucarado... Já estava quase lá.
― Quem você pensa que você vai enganar Akimichi Chouji?!
Gelou.
― Se achando o espertinho, não é mesmo? ― Ino saiu da moita e parou em frente ao amigo, as mãos na cintura, o pé batendo e uma expressão nada amigável.
Ele não respondeu, parecia que tinham apertado pause no filme, a colherzinha estava há centímetros de sua boca, a boca preparada para comer o sorvete e os olhos arregalados como naquelas cenas em que a criancinha é descoberta pela mãe comendo um biscoito antes do jantar.
― Me dá esse sorvete agora ― não era uma pergunta e ele sabia muito bem disso.
A única diferença dos filmes das criancinhas com os biscoitos e da Ino com o Chouji, é que as criancinhas devolviam o biscoito pro pote e iam de castigo, enquanto Chouji enfiou a colher dentro da boca e saiu correndo com o pote de sorvete.
― CHOUJI! ― os passantes virando assustados e os pássaros nas árvores fugindo.
Obviamente Akimichi Chouji não se tratava de um atleta, então em segundos Yamanaka Ino o alcançou, tomou o sorvete de suas mãos, fez questão de dar-lhe um belo tapa na cabeça, gritou com o amigo durante uns bons minutos e ainda fez com que ele caminhasse mais dois quilômetros enquanto ela o acompanhava comendo o seu sorvete.
Hoje definitivamente não era seu dia.
― Sasuke-san, sem querer parecer intrometida, mas quantas horas por dia você fica no piano? ― perguntou com um ar meio preocupado enquanto massageava as costas do músico.
― Hn, algumas... ― como se ele fosse realmente admitir que pudesse chegar até oito horas.
― Certo... ― provavelmente muitas horas, pensou, a tensão que ele tinha nas costas não era um sinal muito bom ― como fisioterapeuta tenho que te aconselhar a comprar uma cadeira ortopédica, suas costas só podem piorar se você continuar usando o banquinho, ― ele ia abrir a boca, mas ela continuou ― não entendo nada de música, mas acabei de descobrir por que a maioria dos músicos nas pinturas dos museus parecem ser corcundas, banquinhos são só para apresentações ― se não fosse pelo tom amigável bastante nítido na voz da mulher, ele teria pensado que ela estava realmente brigando com ele.
― Posso contar que você vai comprar uma cadeira decente? ― ela riu ― não sei se as suas fãs gostariam muito de ver você corcunda.
Ele fez um barulho meio bizarro que ela resolveu tomar por uma risada, já que ela trabalhava em um músculo distendido.
― Fãs são assustadoras... ― ele confessou, ela deu uma boa risada, depois sorriu, Shizune não costumava rir assim quando atendia à clientes, talvez porque a maioria fossem aqueles velhos chatos que só reclamam ou adolescentes preguiçosas que fazem modelagem pra tirar a celulite invés de fazer um esporte.
― Posso imaginar, elas correndo atrás de você, gritando, com pôsteres seus em suas paredes e coisas do tipo ― lembrou da época do ginásio em que suas amigas eram fãs de uma banda ocidental de caras bonitões ―, mas elas são tão insuportáveis assim, é? ― sabia que Sasuke já estava na faculdade, meninas, quase mulheres, quando estão na faculdade já são mais maduras, fangirls normalmente eram colegiais.
― Depende, as meninas da faculdade são mais na delas, ― o que era muito bom ― o ruim são aquelas estranhas com uniformes de colegiais que tentam invadir a faculdade... Não faço idéia da onde elas me descobriram... ― ele se contorceu um pouco por causa da dor ― acho que ficar corcunda não deve ser tão ruim assim.
― Mulheres são seres complicados ― ela riu ― e eu tenho pena dos homens.
― Então você é a única ― grande companheiro sarcasmo.
― Certo, certo ― apertou dessa vez mais forte, quase fazendo com que ele gritasse, quase, se ela fez de propósito, impossível saber.
― Perfeito! Perfeito! ― o click click da câmera fazendo quase que um eco pelo estúdio ― Saito-san o que você acha? ― o fotógrafo perguntou ao estilista que assistia atentamente ao ensaio de fotos.
― Hm, muito bom, sabia que tinha escolhido a pessoa certa ― ele piscou para Tenten que sentava em uma grande poltrona vermelha ― desculpe o pedido de última hora Ren-san ― o estilista desculpou-se com a agente.
― A-Ah! Não tem problema nenhum Saito-sama! ― ela corou um pouco, quem não ficaria envergonhada se alguém como Jotaro Saito se desculpasse, tipo, pra você; uma simples agente que normalmente é pisoteada pelos sapatos caros de estilistas como Jotaro Saito.
― Prontinho! ― anunciou o fotografo, Tenten respirou aliviada, suas costas estavam começando a doer de ter que ficar na mesma posição por tanto tempo, levantou-se e foi até sua agente que conversava com um homem meio estranho.
― Ren? ― tentou conseguir a atenção da agente.
― Tenten-chan! Esse é Jotaro Saito-sama, o estilista pra quem você acabou de tirar as fotos ― apresentou.
― Ah, muito prazer ― Tenten fez uma pequena reverencia, o estilista riu, mas não aquele riso debochado, uma risada otimista e respondeu a reverencia.
― Bom ver que algumas pessoas ainda seguem as velhas tradições, mas então, Tenten-san, queria agradecer por você ter vindo aqui e pedir desculpas pelo pedido tão em cima da hora ― ele pareceu tão sincero que Tenten não conseguiu ficar brava.
― Não tem problema! Magina, eu não ia fazer nada hoje mesmo ― coçou a cabeça meio sem jeito.
― Eu sei que não estou em posição de pedir muita coisa, mas queria saber se você podia fazer as fotos da minha coleção de primavera, pra Vogue Japão também...
― Hn... Sabe, eu não tenho trabalhado mais como modelo... ― uma expressão desapontada tomando conta de seu rosto, droga! Droga! Ela não ia conseguir dizer não ―, mas posso abrir uma exceção ― ele olhou-a agora sorrindo, Ren que assistia a cena e antes tinha riscado na agenda as fotos da coleção de primavera agora re-escrevia o compromisso ― com a exceção de que fique bem claro que eu vou posar como convidada e não como modelo, pode ser? Não pretendo continuar com a carreira de modelo de jeito nenhum.
― Claro! Você pode me passar seu celular? ― ela ditou os números e ele ligou para o celular, Tenten tirou-o da bolsa para guardar o número.
― O que é isso?! ― exclamou Ren com uma expressão horrorizada, apontando acusadoramente para o celular da menina.
― Meu celular ué ― respondeu como se fosse a coisa mais obvia. Saito começou a rir.
― Como você tem coragem de sair de casa com uma coisa dessas?! ― pegou o celular da mão de Tenten, era um daqueles modelos que nem câmera tinha o celular. Não era nem colorido!
― Eu só uso pra fazer e receber ligações, então não tem porque ter um celular desses todos cheios de coisas ― pegou seu celular de volta.
― Eu não quero nem saber, vou te comprar um celular novo e ponto final! ― a menina suspirou, o estilista apenas observando a cena achando graça, a agente decidida e nada mudaria sua decisão.
Seu lábio inferior estava começando a ficar inchado de tanto que ela mordia o coitado, se olhava de cinco em cinco segundos no espelho, ia do banheiro até seu quarto e de seu quarto até o banheiro, tirava poeiras inexistentes de sua roupa, olhava para o relógio.
Estava absurdamente nervosa e começando a achar seu nervosismo ridículo, foi até a cozinha beber um copo de água.
Olhou mais uma vez o relógio, faltava ainda dez minutos... Voltou ao quarto e deu mais uma olhada no espelho, estava um tanto insegura, não tivera a ajuda de ninguém pra escolher a sua roupa, sua irmã não atendia ao telefone, Tamaki estava sumida e Tenten não estava em casa, escolheu um vestidinho preto com detalhes em branco, um pequeno lacinho em baixo da costura do busto, o vestido teria parecido um tanto vulgar, segundo o ponto de vista de Hyuuga Hinata, se ela não tivesse vestido sua meia calça preta, e estava friozinho de qualquer jeito, tinha escolhido um par de sapatilhas pretas e sua bolsa branca caviar classic Chanel, seu cabelo estava solto e usava uma tiara branca com um laço.
Suas mãos estavam começando a suar. Tora pulou em cima do espelho, fazendo a dona suspirar e pegar o gatinho, Maki apareceu abanando o rabo.
A campainha tocou, ela sentiu os pelos das costas arrepiarem-se.
― Escutem bem vocês dois ― começou ― Tora eu tranquei a porta da varanda, então nem tente pular, a comida de vocês já está na cozinha e Maki trate de comer devagar e com moderação, agora você tem que ser uma cadela responsável, pois têm pequeninos dentro de você. Entendido?
Tora marchou para a sala e Maki saiu correndo para a cozinha, só para Hinata repreendê-la para que andasse mais devagar.
Caminhou até a porta, respirou fundo e virou a maçaneta.
― O-Oi... ― ela disse baixinho, ele não disse nada, apenas ficou olhando, o que deixou ela mais sem jeito ― v-você fica bem de blazer... ― comentou, ele estava tão bonito de jeans suéter, blazer e all star, ela sorriu quando viu que ele usava tênis.
Ele logo percebeu que não havia dito nada, ou ela pensou assim, já que ele balançou a cabeça e coçou o braço meio sem jeito, depois franziu o cenho e a olhou de volta, ela olhou-o curiosa por suas ações.
― Boa noite ― ele sorriu ― ah é? ― depois riu ― é que ta frio... Acho que talvez devesse ter me arrumado mais ― brincou.
― A-A-Ah! N-Não! Você está ótimo! ― talvez ela tivesse se arrumado demais. Ele riu da reação dela.
― É melhor você pegar um casaco, porque ta frio, posso esperar aqui, não vou morrer.
― Ok, um segundo então ― deixou a porta aberta mesmo e voltou para o quarto, pegou seu bolero branco de cashmere e voltou em passos apressados.
― Vamos indo? ― ele estendeu o braço e ela aceitou sorrindo.
― Sasuke seu gayzinho, abre a porta que eu sei que você ta ai!
...
― Tch... Você acha mesmo que eu sou idiota né? ― Naruto foi até a janela do hall, havia algumas pessoas passando pela rua naquela noite, sorriu ― UCHIHA SASUKE É GAY E NÃO PEGA NEM--- vmaif sse fuudiiee!
― Seu imbecil ― Sasuke tirou a mão da boca do loiro, limpou-a na camiseta do mesmo ― eu escutei da primeira vez, só que estava no andar de cima ― se mentiu, Naruto pareceu não perceber.
― Ah ta ― sem cerimônias entrou na casa do amigo e se tacou no sofá.
― O que você quer? ― o moreno perguntou sem muita paciência, estava compondo na hora que o loiro começou a gritar na sua porta, tinha tentado ignorar no começo.
― Todo mundo saiu hoje e eu to entediado...
― Novidade...
― É sério! Até o Shino tava saindo quando eu encontrei ele!
― Verdade...
― O cara é meio estranho, sabe, ele tava saindo com os óculos escuros e ta tipo de noite, de noite velho! Quem sai de óculos escuros quando ta escuro?
Sasuke sentou na poltrona ao lado do sofá, sabia que não conseguiria compor porcaria nenhuma com o loiro aqui, então resolveu ligar a TV e deixar o amigo falando sozinho.
― Cara, acho que ele tem uns lasers, assim, que nem o cara do X-Man, daí ele precisa usar óculos escuros que nunca pode tirar! Imagina que demais! ― agora ele fazia barulhos de efeitos especiais e reproduzia alguns golpes de quem quer que sejam.
O moreno respirou profundamente, paciência, dai-me paciência.
― Eu não fazia idéia que existia um restaurante tão gostoso aqui em Sapporo ― comentou lembrando-se da deliciosa lasanha que havia comido.
― É porque não é muito conhecido e eu vou pela política de que os melhores restaurantes são os desconhecidos, ou parcialmente conhecidos ― brincou Kiba.
― Ainda bem que a gente saiu antes daquela senhora perceber que você tinha derrubado o saleiro na sopa dela ― Hinata começou a rir.
Kiba começou a gargalhar, tinha ficado tão nervoso uma hora que ficou desatarraxando o saleiro e sem querer acabou jogando-o para trás, o saleiro ficando, mas o sal caindo todo na sopa de uma senhora que havia ido ao banheiro.
Hinata parou de rir quando chegaram até onde a árvore de luzes estava exposta, adorava Sapporo no inverno.
A noite estava meio fria, com um vento geladinho, invés de voltar para casa direto, Kiba teve a idéia de passear um pouco pelo centro, já que não era tão tarde ainda e as decorações de natal em Sapporo eram realmente bonitas. As árvores todas enfeitadas com luzinhas, esculturas de gelo, enfeites vermelhos, verde, branco e rastros de neve faziam do centro de Sapporo um dos mais bonitos no Japão.
Os dois pararam para observar as pessoas na pista de patinação, havia casais, velinhos de mãos dadas e crianças rodopiando e caindo, ela sorriu, é tão bom ser criança, quando você não precisa se preocupar com nada, quando ninguém liga pra o que você está vestindo, quando você pode dizer coisas como "eu quero ser uma atriz quando eu crescer" e seus pais apenas sorrirem pra você, quando a pressão dos exames são apenas um futuro distante e desconhecido. Quando a sua maior preocupação é se o seu pai vai te deixar comer sobremesa no jantar, ela riu, deixando seus pensamentos um pouco de lado, virou-se para dar uma espiada em seu acompanhante, não conseguindo controlar o vermelho que aparecia em suas bochechas ao ver que ele estava muito exatamente olhando pra ela sem ao menos disfarçar, há quando tempo estaria olhando?! Que vergonha...
Ele começou a rir da reação dela.
― Você é mesmo bastante diferente ― comentou apoiando a cabeça na mão, no mesmo braço que descansava nas barras de auxilio da pista.
― D-Diferente? ― não sabia se devia ficar contente ou triste com o comentário ― C-Como diferente?
― Diferente... ― ele desencostou a cabeça da mão e pousou-a sobre as bochechas da menina ― diferente do tipo que me da vontade de te beijar...
Ela não ficou vermelha, foi tão repentino que nem seu sistema nervoso captou a informação a tempo de fazer seu rosto corar.
Ele não esperou por uma resposta, provavelmente se tivesse esperado, talvez tivesse desistido de beijá-la, tinha que ser uma coisa impulsiva e sem pensar muito, e se ele a beijou. U-la-la.
No começo Hinata ficou meio incerta, não era a primeira vez que era beijada, mas era a primeira vez em muito tempo que o fazia, passou os braços pelo pescoço de Kiba, os braços dele encaixando-se perfeitamente em sua cintura pequenina. Ele aprofundou o beijo, agora explorando sua boca com a própria língua, agora isso era a primeira vez para ela, começou a ficar um tanto desesperada sem saber direito o que fazer, mas resolveu tentar segui-lo, o que pareceu resultar bem, era tão bom beijar desse jeito... Sentiu um calafrio gostoso quando uma de suas mãos subiu por suas costas, levando-a mais para perto, se possível, dele. Ele beijou sua bochecha, parando o beijo por ar, os dois ofegantes e aquelas pequenas bolhas de ar saindo de suas respirações, estava ficando mais frio, ela pegou seu rosto com suas mãozinhas e beijou-o mais uma vez, mas nada como um beijo pra levar o frio embora, deu um sorrisinho.
― G-Gaara? ― escutou uma vozinha chamá-lo.
― Hn, boa noite Hinata ― cumprimentou a menina que saia do elevador, ele pareceu analisá-la por uns segundos, obviamente ela não reparou que seu olhar tardou uns segundos a mais em suas pernas, mas tudo bem, ela não precisava reparar nisso mesmo.
― Boa noite ― ela sorriu, ele quase ficou com vontade de sorrir também, sem saber ao certo por que ― ah ― uma expressão curiosa tomando conta de seu rosto ― se você também está chegando em casa agora, por que não usar o elevador?
― É que eu vim de escada, o apartamento da Sakura é no andar de baixo ― e como o elevador estava demorando demais ele resolveu vir pra casa de escada.
― C-Certo ― ela corou um pouco, pensou que ele fosse dizer que o elevador estivesse demorando muito, mas era culpa do Kiba que ficou segurando a porta pra ficar roubando beijos! Aquele bobo...
― Você saiu hoje? ― perguntou no seu tom monótono de sempre.
― Aham, fui jantar na cidade, as decorações de natal estão super bonitas como sempre ― segurou seu braço por trás, seu vizinho fazia com que ela se sentisse meio sem jeito, ela não entendia muito bem por que, ele tinha um ar diferente das pessoas que ela conhecia, mas não que fosse uma coisa ruim, era só diferente.
― Hn, eu vi as decorações quando estava indo pro trabalho, ― podia terminar a conversa aqui e se despedir agora, porém a vontade de continuar a falar o prendia, o problema era que ele não era lá uma pessoa de conversas ― eu gosto das esculturas de gelo... ― foi a primeira coisa que veio em sua mente.
― Eu também gosto muito delas! ― ela respondeu entusiasmada, sua mãe costumava levá-la para ver as esculturas de gelo quando era bem pequenina e vinham visitar Sapporo nas férias, sentindo-se confiante resolveu que agora seria a melhor hora ― Hm... Minha escola de balé vai apresentar uma peça no dia 22 de dezembro, e eu ganhei um monte de convites, queria saber... Queria saber se você gostaria de vir ― suas bochechas coradas meio que a entregando.
― Pode ser, não tenho nada marcado no dia 22 mesmo ― e se tivesse, que o imbecil do Kankuro cuidasse, agora rezando para que tivesse um batidão de reuniões nesse dia ― quando você puder então, é só deixar o convite na porta.
Hoje estava sendo, definitivamente, um ótimo dia!
― Ta bom! Eu deixo na sua porta amanhã mesmo! Boa noite Gaara ― sorrindo ela se despediu e entrou pra dentro de casa.
Gaara entrou em casa e pegou o celular, apertou o número de discagem rápida para o escritório.
― Gaara-sama, o que posso fazer pelo senhor?
― Ryuuji, o que eu tenho marcado pro dia 22 de dezembro?
― Um segundo ― o secretário foi olhar na agenda, podia escutar o barulho das páginas, realmente deveria trocar sua agenda por uma eletrônica ― aqui. O senhor não tem nada marcado nessa data, na verdade é a sua folga.
― Certo, ― parou pra pensar um pouco, forçando sua memória ― passe as reuniões do dia 18, 19 e 26 pro dia 22 então.
― Mas senhor, no dia 22 é a sua folga.
― Eu sei. Quem vai comparecer nessas reuniões é o meu irmão, pode colocar isso na agenda dele.
― Certo, posso fazer mais alguma coisa pelo senhor?
― Não, só isso, boa noite.
― Boa noite Gaara-sama.
Gaara desligou o celular, trancou a porta e sorriu cinicamente, por que não havia pensado nisso antes?
Hu;
Agora meus personagens vingativos estão tendo suas vinganças e_e
Un, acho que as fãs do Sasuke querem me matar agora, ele ficou meio, não sei, conversativo? Hahahaha. De qualquer maneira, eu pensei nisso quando escrevia, e essa fic é universo alternativo e ele tem uma família feliz a tudo, então achei que não faria sentido se ele fosse um cara, sei lá, todo cheio de problemas (só pensar no pequenino Sasuke que adorava seu irmão e era super fofo nos flashbacks do mangá, isso n_n).
Aguardo seus reviews!
