Comentários; meus queridos, eu não estou revisando os capítulos, se eu for fazer isso vai ser só mais pra frente, porque se eu parar pra revisar eu vou demorar o dobro do tempo e agora quero só postar de uma vez porque o peso na minha consciência tá pesado.

Prelúdio Para o Amor

CAPITOLO DICIOTTESIMO

Como Gaara era idiota, simplesmente idiota, ele preferia terminar tudo, depois de tudo que passaram juntos, o tempo, que não foi pouco em que ficaram um ao lado do outro, pra ir atrás de uma menininha que ele conheceu nem fazia um ano direito...

- Sim, e dai eu to pensando o que usar – suas amigas conversavam entre si enquanto ela se via presa em seus pensamentos.

O que essa Hinata tinha de demais? Ela era sem graça e insegura! Ok, talvez ela fosse até que bonita, mas todo homem de verdade gosta de uma mulher forte.

- Vocês tão se falando já faz um tempinho né? E saindo juntos de vez em quando não é? Tava na hora dele fazer a jogada do jantar romântico – hm... suas amigas estavam falando de homens e encontros, isso dava um nó em sua garganta.

- Sim... Fiquei tão feliz! Além de ser bonito, ele é muito, mas muito legal... – a expressão encabulada da amiga quase fez com que ela suspirasse em desgosto.

- Meyu... – Sakura chamou a atenção da colega de faculdade – saindo com alguém interessante? – a malicia em sua voz despercebida pelas duas meninas.

- Sakura! Que bom que você resolveu se juntar na conversa! – Neri, a outra amiga, zombou fazendo com que Meyu desse uma risada.

- Sim e não, nós temos nos falado bastante e saímos algumas vezes, mas vamos no nosso primeiro jantar esse fim de semana, o nome dele é Sasori!

Agora... Sasori não era um nome comum, e os olhos de Sakura se arregalaram um pouquinho, ah, mas isso não ia ficar assim.

- E o que ele faz?

- É um pouco estranho... Ok? Então não julgue antes de eu falar – ela disse com uma risada meio nervosa, tava ficando bom demais pra ser verdade – ele faz bonecos... Sabe aqueles de coleção, de resina? – ela fechou os olhos com medo das amigas começarem a fazer piadas, o que Neri fez sim, deixando a outra mais sem jeito, mas sem nenhuma malicia por trás, Sakura no entanto, tinha um sorriso cínico no rosto. Sasori... Sasori... Você quase se deu bem, pensou ela.

- Mentira! – exclamou a meina de cabelos rosados, como se ouvisse a maior surpresa de sua vida – você tá saindo com esse Sasori?

- Você conhece ele Sakura? – Meyu agora estava chocada.

- Se conheço? O Sasori é meu vizinho de porta! – ela disse sorrindo, a amiga ficando entusiasmada agora... Sakura riu mentalmente, me da cinco segundinhos e esse sorriso desaparece.

- Mas Meyu... Vocês já conversaram sobre as outras e isso não te incomoda né? Não quero que você entre de cabeça em algo que se arrependa depois – disse ela com uma expressão preocupada de amiga, ela tinha que ganhar um Oscar, de verdade, era muito talento pra uma pessoa só.

Neri fez uma cara de espanto e Meyu parecia que tinha visto um fantasma, e Sakura quis abraçar Neri por seu comentário.

- Homem, tudo igual... Quando parece que você encontra um bom de verdade, descobre que é igual a todos os outros... Pelo visto ele esqueceu de fazer esse pequeno comentário Sakura... – Neri olhava tristonha para Meyu que continuava chocada.

- Mas... Você tem certeza disso Sakura? Assim... Como...? – ela lutava buscando pelas palavras certas.

- Meyu... Desculpa, não sabia que ia ser a pessoa que ia te contar disso tudo – ah tá, senta lá – eu vivo no mesmo corredor que ele, sempre vejo ou escuto as outras mulheres chegarem, sem contar que namorei o primo dele, essas coisas de família sempre são motivo de piadas nos jantares – como se a família de Gaara fizesse muitos jantares.

Sakura ficou até que um pouco com pena quando viu os olhos da menina lacrimejarem um pouco, mas também foi um relance. Disfarçando um olhar de pena e compreensão ela continuou ao lado da amiga dando tapinhas em suas costas enquanto ela repetia que deveria ter reparado nessas coisas antes.


Dar aquela faxina no armário é uma daquelas coisas que todo mundo odeia fazer, mas uma vez que começa, tem que ir até o fim senão a casa inteira vira um caos, então naquela tarde em que Tenten entrou em casa ela tinha uma missão, e essa missão tinha que ser acompanhada de musica, afinal de contas, todo mundo precisa de um incentivo.

Colocando o iPod em aleatório ela começou a separar as roupas que ia dar e as que ia ficar, dobrando-as novamente, organizando por cor, tudo, até que começou a tocar uma coisa que ela não tinha ideia do que era, e não tinha sido ela que tinha colocado ali, era uma musica que ela não estava reconhecendo, e quando foi ver o nome, estava o nome de sua musica favorita. Agora intrigada ela sentou e continuou escutando, até que uma voz, muito, mas muito familiar começou a falar, e ela sentiu tanto irritação quando algo parecido com felicidade.

"Tenten, eu sabia que se eu tentasse falar com você, você não ia querer me escutar, então eu resolvi gravar isso, e não vamos entrar nos mínimos detalhes de como eu coloquei esse arquivo no seu iPod ok? Não quero que você fique com mais raiva de mim do que já esta... Enfim, eu sou terrível com essas coisas de falar do que a gente sente, acho meio gay, mas é necessário... Eu nunca precisei lidar com os meus... Sentimentos... Mas o que eu tenho sentido com você, é muito diferente do que qualquer outra coisa, eu não sinto vontade de estar com mais ninguém, não consigo e nem quero prestar atenção em outra mulher quando você tá do meu lado, e isso me assusta... Porque eu nunca passei por isso, então não sei lidar com essas coisas, queria pedir desculpas por ter sido babaca, mas quero que você aceite as minhas desculpas, porque eu to aprendendo, e se você quiser me ensinar, eu estou disposto a aprender..."

E a mensagem terminou, e ela continuou sentada na cama, em choque, e apertou o botão de voltar, e escutou a mensagem de novo, e ela tinha um sorriso gigantesco no rosto quando largou tudo espalhado pela casa e saiu pela porta de entrada.

Foi como se tivessem jogado uma bigorna na sua cabeça e ela caísse no chão, porque no segundo em que ela abriu a porta e se virou para ir em direção ao apartamento oposto do seu, a porta se abriu e uma mulher se despediu de Kankuro, que segurava a porta aberta sorrindo. A mulher foi até o elevador, viu Tenten, deu um sorriso e foi embora, o que só aumentou a raiva que agora borbulhava dentro dela.

Kankuro a olhava com uma expressão curiosa, que conforme ela se aproximou se tornou assustada e desesperada, sem nem dar tempo dele falar qualquer coisa ela o empurrou com força para dentro do apartamento.

- Você...! Seu...! Como...! Você...! – os cutucões continuavam até que ele caiu contra o seu sofá, Tenten era uma bola de fúria e ela procurava a calma para poder se expressar, Kankuro buscava palavras, mas estava tão chocado que não sabia por onde começar – você tem a coragem de entrar no meu apartamento, colocar uma gravação no meu iPod, falando que eu sou especial pra você, que você sente algo por mim, e no mesmo dia trazer uma mulher pro seu apartamento? – sua voz era baixa, mas letal, e se pudesse matar, ele já estaria perfurado por no mínimo vinte balas.

O fato dele agora estar sorrindo só a deixou com mais raiva ainda, e quando ele tentou se aproximar dela, com aquele sorrisinho, ela imaginou uma faca em sua mão, arrancando aquela bendita expressão do rosto dele. Ele estendeu sua mão, numa tentativa de toca-la, e ela logo partiu para mais um de seus empurrões. Mas Kankuro estava preparado dessa vez, e rapidamente a abraçou, e com ela se debatendo contra ele, ele começou a acariciar a cabeça da menina.

- E eu fui honesto quando disse todas aquelas coisas, se você não reparou, minha casa tá toda arrumada, e cheia de flores, que a sobrinha de Chiyo-san se voluntariou a trazer, sim, a mulher que acabou de sair da minha casa.

Tenten agora olhava curiosa pela casa, estava realmente cheia de flores, e a sala de estar tinha sido toda decorada e a mesa de centro uma mesa perfeita para um jantar a dois, com velas e até uma melodia de fundo de uma de suas bandas favoritas. Foi ela quem abraçou Kankuro dessa vez, ruborizada, numa tentativa de desaparecer nos braços dele, e com uma voz baixinha ela se manifestou.

- Desculpa... – e ele riu carinhosamente, e a dirigiu para a mesinha, onde sentaram cada um em cima de uma almofada e...

A porta do apartamento de Kankuro abriu bruscamente e só não destruiu a parede por pouco.

- BUENAS NOCHES MUCHACHOS!

Naruto e Sasori entraram no apartamento vestindo ponchos e sombreiros, Sasori tocando maracas e Naruto jogando confetes brilhantes. A cena foi tão, mas tão ridícula e inesperada que Tenten começou a chorar de rir e Kankuro foi incapaz de ficar bravo e logo se juntou nas gargalhadas.

- Mas... Cadê todo mundo? E a festa? – gritou Naruto desapontado.


- Hinata?

- S-Sim... – ela sabia que não deveria responder a ligação dele, mas também nunca fora uma pessoa de gerar atrito.

- Escuta o que eu tenho pra falar antes de desligar, ok? Não ia ta ligando se fosse falar um monte de bobagem – ela podia escutar o tom derrotado na voz de Kiba, e ele a destruía por dentro.

- ...

- Eu não gosto de ficar falando por telefone, e eu sei que você também não... Dai, queria perguntar, se você, por favor, não almoçaria comigo amanha, porque o que eu tenho pra dizer, eu prefiro falar cara a cara, sabe?

- Eu não s-sei se é-é uma boa ideia...

- Eu juro, só um almoço, não consigo pensar em outra solução, e acho importante a gente conversar direito... – ele implorava, ela tinha vontade de chorar.

- Ok... Encontro v-você no Ikebana amanha a-as duas, o-ok?

Ela podia sentir o humor dele mudar completamente, pois ele respondeu um ok muito entusiasmado e desligou o telefone. Num suspiro frustrado ela se afundou no sofá, fazendo um ruído meio agoniado quando Maki resolveu pular em cima dela e se acomodar para uma soneca.


Sasori era um cara muito, mas muito tranquilo, era difícil tira-lo do sério, e suas emoções nunca estavam em conflito, sabia muito bem separar uma coisa de outra e podia contar em uma mão as vezes que perdera a cabeça... E essa mão agora se completava, e a única cor que contrastava na sua visão era a raiva.

Ele pisava com força no chão, em passos apressados em direção ao seu apartamento, andava em piloto automático, porque sua mente estava ocupada pela voz de Meyu e o rosto da pessoa com quem ele estava prestes a matar.

"Eu espero que você entenda Sasori... Eu não sou desse tipo de pessoa, jamais vou te julgar por não ser capaz de monogamia, de verdade, mas essa não foi a maneira que meus pais me criaram... Espero que possamos ser amigos mais pra frente, porque agora eu também não sei se consigo... Eu realmente estava gostando de você, e acho que nos aproximarmos agora só causara mais atrito, você entende né...?"

Ah, ele entendia, entendia muito bem...

"Meyu... Você não tá fazendo sentido nenhum, do que você tá falando...?"

"Sasori, por favor, você tentar fingir que não sabe é pior, e me machuca, e eu sei que no fundo você não quer fazer isso..."

"Mas eu não to entendendo... Você não tá fazendo sentido..." o desespero de sua voz iminente.

"Olha, a Sakura é minha amiga desde que começamos a faculdade, você acha que eu não acreditaria nela? Desculpa, mas eu vou indo, não quero mais ter que aturar uma coisa dessas, eu cansei, de verdade..."

Não tem nem ideia de como chegou tão rápido, mas havia chegado, e se fosse capaz, já teria feito um buraco na porta da vizinha apenas com a raiva nos olhos, mas optou por tocar a campainha.

Ouviu os passos dela se aproximarem, e quando ela abriu a porta com um sorriso no rosto a vontade de destruir alguma coisa subiu em dez mil.

- Sasori... O que posso fazer por você? – aquele sorriso cínico que ele reconhecia em qualquer lugar provava pra ele que ela já sabia o que tinha se passado... Filha de uma...

Ele não disse nada, apenas entrou no apartamento da menina e fechou a porta, um auto controle que ele não tinha ideia de onde vinha tomando conta de si.

Seus olhos fuzilaram a cabeça da menina no segundo seguinte.

- Você se acha muito superior não é? Acha que o mundo gira em torno de você, que se as coisas não funcionam pra você, então não vão funcionar pra ninguém, não é um comportamento muito incomum, só mostra que você é mais egoísta, egocêntrica e inconsequente do que eu pensava – ele começou.

- Que? – ela exclamou indignada, não acreditando nas coisas que ele estava dizendo. Ela realmente achou que ia fazer tudo isso e não ia escutar nada?

Pelo visto sim.

- Você tá de brincadeira né? Acorda Sakura, o Gaara terminou com você, não, você sair por ai fazendo um monte de merda não vai fazer ele voltar, nem você se sentir melhor, ou talvez sim, não sei o quão louca você é, mas não vai durar, e você sabe disso melhor do que ninguém. E sabe o que mais? Você fazer uma coisa dessas só mostra o quanto faz sentido o meu primo terminar com você, puta atitude de criança Sakura, honestamente.

Com as suas ultimas palavras ele viu a mudança no rosto da menina, começou com raiva por ele estar falando um monte de coisa, depois uns segundos de contemplação, que logo se tornou em reconhecimento, e ela finalmente entendeu a verdade nas palavras dele com um olhar chocado e assustado no rosto, as lagrimas foram apenas o bônus.

Ele ficou parado olhando para a menina sem saber direito o que fazer, tinha falado tudo o que tinha para falar, e ter tirado o peso de suas costas o deixou de tal maneira mais leve, que o corpo antes tenso agora relaxava e o contraste entre os dois estados o deixava imóvel.

As pernas de Sakura não aguentaram mais o seu peso e ela deslizou até que estava sentada no chão, com as mãos cobrindo o rosto, soluçando, chorando e pedindo desculpas, como um mantra... E apesar da raiva com que Sasori entrara na casa e praticamente cuspira as palavras, verdades não menos, ela ainda era uma amiga de infância, com quem ele crescera, e sabia que a personalidade egoísta de Sakura não era proposital, ela fora mimada desde pequena, e sabia também que no fundo ela não era uma má pessoa, apenas precisava crescer...

Num ato de compaixão, outra coisa que Sakura ainda deveria aprender, Sasori sentou-se ao lado da menina e começou a acariciar seu cabelo. E ela se agarrou ao gesto incondicional como se sua vida dependesse deste momento, e em busca de conforto segurou a camisa de Sasori, apoiando a cabeça em seu peito, escondendo sua face e chorando mais alto, mais desesperadamente. Ele apenas continuou acariciando o cabelo da menina, agora mais criança, até que o choro foi se extinguindo.


Quando Gaara saiu de casa para ir falar com Hinata, ele esperava muitas coisas e ao mesmo tempo não sabia o que esperar, ele só carregava em suas costas uma esperança que fazia ele acreditar que tudo ia se encaixar, e ele gostava de sentir isso, ou pelo menos ele acreditava que gostava.

O que ele não esperava era ver um par de olhos iguais os de Hinata, porém no rosto errado quando a porta do apartamento dela se abriu.

- Oi – Hanabi era o nome dela... Se ele não estava enganado.

- Boa tarde, a sua irmã está?

- Hm... Não...

- ...

Ela o olhou curiosa, como se não tivesse mais nada pra falar e não entendesse o porque dele ainda estar parado ali.

- Você sabe aonde posso encontra-la?

- Talvez...

A frustração nos olhos do vizinho de sua irmã eram quase como cócegas, ela queria rir, estava adorando a situação, mas ia quebrar o galho dele hoje.

- Ela saiu faz uma meia hora, disse que ia no Ikebana, conhece?

No segundo em que ela falou o nome do lugar ele começou a processar a informação na cabeça, tentando lembrar da fachada do restaurante, a imagem vindo logo em seguida, sabia onde era.

- Obrigado – foi a ultima coisa que disse antes de pegar o elevador.

Com medo de não chegar a tempo, ele preferiu pegar um taxi, e em menos de dez minutos estava na porta do pequeno restaurante tradicional japonês, e podia ver Hinata sentada ao lado de fora... Com Kiba...

Optando por se esconder ele continuou observando as interações entre os dois, Kiba estava discursando sem pausa e Hinata escutava com grande concentração todas as palavras que saiam da boca do mesmo, Gaara gostava dessa característica dela, que ela concentrava toda a sua atenção com a pessoa que conversava, fazia você acreditar que o que você estava dizendo era importante de seu próprio jeito.

Ele franziu o cenho quando viu Kiba pegar na mão da menina, que não disfarçava a linguagem corporal de que se sentia um pouco desconfortável com o gesto. O que ele não esperava e o pegou de surpresa foi quando Kiba se inclinou na mesa e beijou os pequenos lábios de Hinata, e Gaara imaginou sua mão batendo a cabeça do amigo contra a parede. Não lhe passou despercebido que por alguns segundos ela não negou o beijo, porém sentiu-se aliviado quando ela delicadamente se distanciou do menino e dizendo algumas palavras com um sorriso triste no rosto se levantou e foi embora.


Com a cabeça cheia, a ultima coisa que Hinata queria era voltar para casa e Hanabi que a perdoe, mas não estava psicologicamente preparada para lidar com as brincadeiras da irmã, por mais inocentes que fossem.

Contudo, alguns minutos depois de ter começado sua caminhada no parque e virar em meio a alguns arbustos ela desejou nunca ter vindo para o parque. Pois se viu frente a frente com uma das pessoas que ela mais estava desejando evitar... E que ao mesmo tempo ocupava seus pensamentos confusos.

- G-Gaara... O q-que faz por aqui...?

- Eu vim atrás de você.

A honestidade dele a deixou surpresa e seu rosto ruborizado. Ele conseguia fazer isso com ela, com esse jeito dele tão direto. E ela se odiava por sentir um pouco de felicidade em relação a resposta dele.

- Por que...? – ela deu um passo para trás quando ele começou a se aproximar, porém os passos dele eram maiores e logo ele estava a um palmo de distancia dela.

- Porque eu sinto uma coisa... Estranha... Quando penso em você, que fica mais intensa quando você fica perto de mim – o olhar de Gaara estava ali e ao mesmo tempo não, ele olhava para ela e ao mesmo tempo olhava além, e ela tremeu quando a mão dele lhe acariciou o rosto – eu fico irritado quando vejo que você me evita, e minha casa parece dobrar de tamanho com a ausência de você, sem o barulho da sua risada vendo algum filme comigo... Eu sinto falta até do Tora – ela tinha certeza de que ia começar a chorar e foi só passar o pensamento que ela começou a sentir as lagrimas caírem sob as bochechas.

- G-Gaara...

- Eu não sei quem estava tentando enganar e sabia que só ia machucar Sakura cada vez mais, e ela entendeu, do jeito dela... Isso, que eu sinto por você, eu nunca senti antes, e eu acho que é amor... Eu não tenho certeza, nunca senti, mas se for, eu sei que eu gosto, mesmo sentindo uma dor aqui – com cuidado ele pegou a mão de Hinata e a colocou sobre seu coração, que batia de maneira tão bela.

E ela não sabia o que fazer senão chorar e ele apenas limpava as lagrimas de suas bochechas.

- E-Eu não sei se me sinto feliz, ou triste, a-acho que sinto os dois, e-e é tudo confuso, m-muito confuso pra mim... P-Porque eu sinto algu-uma coisa por você, eu sei, mas... E-Eu também amei o Kiba e ele me machucou, de verdade e d-doeu muito e agora ele q-quis tentar de novo, e eu n-não sei o que fazer, eu me sinto t-tão perdida... – ela chorava como uma criança, pois se via numa situação terrível que não desejaria a ninguém, ter o seu coração partido e dividido de tal maneira, era como se alguém continuamente o cortasse no meio com uma faca e o corte nunca tivesse fim.

Gaara apenas sorriu, um pouco triste, não lhe fazia nenhum bem vê-la desse jeito, tão angustiada e perdida. O mínimo que ele podia fazer por ela era lhe dar espaço e compreensão.

- Eu entendo Hinata, e não estou te cobrando nada, nenhuma resposta imediata, mas quis compartilhar isso com você. Por favor não fique assim, eu sinto essa dor estranha quando te vejo desse jeito.

Ela sorriu em meio as lagrimas, ele não tinha ideia de como suas palavras eram belas.

- Eu preciso pensar, preciso de tempo.

Ele concordou com a cabeça e limpando as ultimas lagrimas do rosto dela se inclinou e beijou sua bochecha, e com muita dificuldade a deixou em meio as arvores do parque.


Na madrugada do dia seguinte, Hinata estava colocando suas malas no taxi e se despedindo da irmã mais nova quando olhou para a varanda do quinto andar. Essa viajem seria boa, traria muitas mudanças na sua pessoa e ela podia sentir... Com cuidado ela colocou seu cello no banco traseiro do carro. Estava mais do que na hora dela se dedicar cem por cento ao seu velho companheiro, ela precisava disso, precisava se desfazer de toda a confusão que se passava dentro de si, e tocando era a melhor maneira que ela sabia fazer.

E foi quando ela entrou no taxi, colocou o cinto de segurança e sentiu o carro começar a se mover, que ela expirou aliviada. Viena a aguardava, e a paz ela buscava.


Comentários; bom crianças, espero que vocês tenham gostado, de verdade, e se quiserem deixar algumas palavras, criticas, xingamentos, por favor, não pensem duas vezes, essas palavras são o meu maior incentivo, e eu preciso disso agora.