Oiee amorecos aqui esta mais um cap lembrando que os instrumentos mortais pertenece a Titia Cassie e pra terem noção de quanto o mundo é cruel nem mesmo meu amado Jace me pertence ,deixando essa triste realidade de lado vamos ao cap as partes em negrito são originais do livro. Não esqueçam de comentar isso faz bem ao coração do autor Se você tem 5 minutos para ler uma fanfic, tem 1 minuto para deixar um review,concordam ?! Boa leitura amores
CAPITULO EDITADO EM 2016
TMI TMI TMI TMI TMI TMI TMI
–Segredos e Mentiras-
Assim que Madelaine leu o título, Valentim olhou mortalmente para Hodge e não foi o único a fazê-lo.
–Que legal, como se precisassemos de mais segredos e mentiras - Disse Robert sarcástico, enquanto revirava os olhos
–Shiuu !– Sibilou Madelaine irritada, recebendo um olhar indignado do mesmo
O príncipe negro sentou em seu corcel preto, sua capa de zibelina fluindo por detrás dele. Um bracelete dourado em seus cachos loiros, sua linda face era fria com o furor da batalha, e...
–E...? – perguntou Patrick, como se a incentivasse a continuar
–Não tem mais nada escrito – Ela levantou os olhos do livro e o encarou, antes de tomar posição de volta a leitura
"Isso descreveria muito bem aquele garoto do livro, como é o nome dele mesmo? Jake , Jack... Jace, é isso Jace! Que nome esquisito, mas isso parece ter sido escrito para ele" – Concluiu mentalmente Stephen, mas nada comentou.
"E seu braço parece com uma berinjela," Clary murmurou para si mesma com exasperação. A figura simplesmente não estava funcionando. Com um suspiro ela rasgou outra folha do seu bloco de papel, amassando e jogando contra a parede laranja de seu quarto. O chão já estava coberto com bolas descartadas de papel. Um claro sinal de que sua criatividade não estava fluindo do jeito como ela esperava. Ela desejou pela centésima vez que ele pudesse ser um pouco mais como sua mãe. Tudo que...
Madelaine prendeu a respiração assustada levantando o olhar para a ponta da mesa olhando firmemente de Valentim para Jocelyn. Puxando fundo o ar, leu a próxima linha num sussurro antes de dizer em voz alta, seu semblante completamente pálido.
Tudo que Jocelyn Fray desenhava, pintava ou rabiscava era bonito, e aparentemente sem esforço.
Todos ficaram em silêncio encarando Jocelyn. Esta por sua vez encarava a todos assustada.
–Como assim? Você deve ter lido errado Madelaine! – Exclamou Valentin não querendo acreditar que sua própria namorada, aquela que ele mais confiava tinha uma filha que não tivesse seu sobrenome.
– Esta certo, Valentim- Disse Madelaine, levantando os olhos do livro e observando Jocelyn que estava pasma.
–Mas essa Jocelyn do livro tem nome diferenciado da Jo, até mesmo de você Valentim. É suposto que vocês se casassem um dia, então ela terá o Mongestern, ninguém garante que seja mesmo nossa Jocelyn – Conncluiu Madelaine defendendo a amiga. Lucian se encontrava incrivelmente calado, embora estivesse muito assustado.
–Ora, analisemos a garota Clara. Pode-se ver que a história entra bastante no âmbito dos caçadores das sombras, e isto obviamente só pode significar que ela seja uma caçadora. Não acha que é muita coincidência a mãe da garota ter o mesmo nome e ter o mesmo hobbie que nossa queridíssima Jocelyn? – Analisou Michel como um cão farejando algo de errado. Para espanto de muitos, logo Madelaine ficou vermelha de raiva e mostrando três dedos começou como se estivesse explicando a uma criança:
–Primeiramente o nome da garota não é Clara, é Clary, caso sua surdez não lhe tenha permitido escutar. Segundo: podem existir diversas Jocelyn espalhadas pelo mundo iguais a nossa Jo. Terceiro e ultimo: Você é idiota assim desde que nasceu ou foi se aperfeiçoando com o tempo? - Michel a encarou friamente, no que Patrick interviu com raiva, ele estava muito curioso pra saber o que tinha acontecido no livro.
–Já chega os dois! Da próxima vez que brigarem, discutirem ou se amarem, seja lá como chamam, eu vou pensar na ideia da chupeta e talvez ate uma mamadeira. Por favor Madelaine, continue –A garota lhe lançou um olhar mortal e continuou.
Clary empurrou seus fones de ouvido – cortando Stepping Razor no meio da música – e esfregou suas dolorosas têmporas. Foi só depois que ela ficou consciente de que o alto, e agudo som de um telefone tocando, estava ecoando através do apartamento. Jogando seu bloco de notas em cima da cama, ela pulou em seus pés e correu para a sala de estar, onde o antigo telefone vermelho estava assentado sobre a mesa próxima da porta da frente.
"É Clarissa Fray?" A voz do outro lado do telefone soava familiar, apesar de não imediatamente identificável.
"Clarissa um nome muito bonito".Sorriu Jocelyn consigo mesma e sentiu os olhos de Valentim queimando sobre ela, isso a deixou um pouco temerosa.
Clary apertou o fio do telefone nervosamente ao redor de seu dedo. "Siiim?"
"Oi, eu sou um dos desordeiros que estava carregando a faca que você encontrou na noite passada, no Pandemonio. Eu temo que dei uma má impressão e esperava que você me desse a chance para fazer isso..."
–Huum parece que alguém gamou na claryzinha! – Comentou Robert de forma maliciosa
– É meio estranho ele estar ligando para ela, já que um caçador das sombras jamais correria atrás, mesmo depois de ela ter visto. Ou então Hodge deve ter dito algo – Disse Stephen analisando. Hodge se encolhia aos olhares que estava recebendo. Os únicos que pareciam não se importar eram Patrick, Jocelyn e Madelaine.
Lucian balançou a cabeça em desaprovação, era óbvio que não passava de um mero trote do amigo de Clary e ele não conseguia entender porque já se afeiçoara ao garoto Simon, talvez porque lembrasse muito ele mesmo, que seria capaz de tudo por Jocelyn talvez porque os dois se encontrassem na mesma situação perante a garota que gostavam, por que no fundo Lucian sabia que Simon gostava de Clary, nem precisava terminar o livro para entender aquilo.
"Simon!" Clary segurou o telefone afastado de sua orelha enquanto ele rachava de rir. "Isso não é engraçado!"
–Ah! Não acredito que era um trote maldito! - exclamou Robert indignado
–Bem feito, você vê malicia em tudo- Retrucou Maryse que parecia muito interessada em observar suas unhas
–Na verdade ele vê amor. É que ele anda muito carente sabe Maryse, aposto que ele adoraria se você fizesse um carinho no cabelo dele e... - começou Michel malicioso, deixando os dois amigos constrangidos, principalmente Robert que o olhou como se quisesse matá-lo ali mesmo, seu olhar dizia claramente:
– CALA BOCA – ele gritou furioso – Eu e Maryse jamais daríamos certo juntos, olhe pra ela e olhe pra mim.
–Porque eu não sou exatamente boa ou bonita para você, como as piranhas que você pega? – Ela disse com raiva disfarçando sua tristeza.
–Eu não quis dizer isso, eu... – Ele tentou explicar-se, mas ela não deu espaço.
–Pois agora já disse- Respondeu ela empinando o nariz como se isso não á tivesse atingido
–Sutileza zero amigo, se deu mal – A mão pesada de seu colega bateu em seu ombro e ele se desvencilhou rapidamente.
–Calado Wayland, calado.
"É claro que é. Você apenas não vê a graça." "Idiota." Clary suspirou, se encostando contra a parede. "Você não estaria rindo se você estivesse aqui quando eu cheguei em casa ontem à noite."
"Por que não?" "Minha mãe. Ela não estava feliz quando nós chegamos tão tarde. Ela ficou fora de si. Foi uma bagunça."
"Parece bem coisa que Jocelyn faria". Refletiu Stefan.
"O que? Não foi nossa culpa haver congestionamento!" Simon protestou. Ele era o mais jovem de três crianças e tinha um finamente afiado senso de injustiça familiar.
"Eu te entendo Simon"pensou Lucian em resposta, olhando para a irmã que o encarava friamente. "E como entendo".
– Eu sei, vida difícil meu caro. Sou eu que levo as culpas pelas burradas de... – Começou Anso indignado
–Não é minha culpa se mamãe gosta mais de mim do que de você, seu feioso. – ele recebeu a patada.
–Não é minha culpa se o papai gosta mais de mim do que de você, Maria Chiquinha - respondeu Anso com estilo, no que todos se permitiram soltar uma risadinha, Madelaine continuou antes que os irmãos brigassem ali.
"Certo, bem, ela não viu por esse lado. Eu desapontei ela. Eu deixei ela mal, eu fiz ela ficar preocupada, blah, blah, blah. Eu estou banida da existência dela." Clary disse, imitando precisamente a expressão de sua mãe com apenas uma ligeira pontada de culpa.
"Então, você está de castigo?" Simon perguntou, um pouquinho mais alto. Clary podia ouvir o barulho de vozes atrás dele, pessoas falando uma com a outra.
"Eu não sei ainda," ela disse. "Minha mãe saiu esta manhã com Luke, e eles não voltaram ainda. A propósito, onde você está? No Eric?"
"Por que eu não estou tendo uma boa impressão desse tal Luke? "Pensou Stephen. "Se estivermos falando de Jocelyn, Luke é um nome muito parecido com Lucian, e onde Jocelyn está Lucian também estará, mas será mesmo? Foi como Madelaine disse: São tantas possibilidades"
"Yeah. Nós só acabamos o ensaio." Um címbalo bateu atrás de Simon. Clary piscou. "Eric estará fazendo uma leitura de poesia no Java Jones hoje à noite." Simon foi, nomeando uma cafeteria envolta da esquina de Clary, que as vezes tinha música ao vivo à noite. "Toda a banda estará indo mostrar seu apoio. Quer vir?" "Yeah, é claro."Clary pausou, enrolando o fio do telefone ansiosamente. "Espere, não."
"Calem a boca caras, estão ouvindo?" Simon gritou, a diminuição de sua voz fazendo Clary suspeitar que ele estava segurando o telefone longe da sua boca. Ele estava de volta no segundo depois, soando aborrecido. "Isso vai ser um sim ou um não?"
"Eu não sei." Clary mordeu seu lábio. "Minha mãe ainda está com raiva pela noite passada. Eu não tenho certeza se eu posso encher mais ela pedindo por algum favor. Se eu estou indo entrar em apuros, não quero que seja por conta da péssima poesia de Eric."
"Vamos lá, não é tão ruim," Simon disse. Eric era seu vizinho da porta ao lado, e os dois conheciam um ao outro a maior parte de suas vidas. Eles não eram próximos do jeito que Simon e Clary eram, mas eles tinham formado uma banda de rock juntos no início do segundo ano, com os amigos de Eric, Matt e Kirk. Eles praticavam juntos fielmente na garagem dos pais de Erik toda semana.
"Por outro lado, isso não é um favor," Simon adicionou. "É uma crítica a poesia ao redor da quadra da sua casa. Isso não é como eu estar convidando você para uma orgia na Hoboken. Sua mãe pode vir se ela quiser."
–Huum orgia em Hoboken – Disse Robert sonsamente.
–Sério, tu é um mala mesmo, não é? Só sabe falar nisso – Bufou Maryse batendo suas mão fortemente sobre a mesa
– É claro que não, também sei falar de outras coisas... -Começo Robert com um ar ofendido
–Tipo sonhos eróticos com Maryse - Michel disse divertido como que pregando uma peça no amigo.
–Exatamente e...- Robert travou quando admitiu a burrada.
Maryse ficou vermelha e arfou assustada pra logo soltar um gritinho e começar a bater em Robert com um guarda-chuva que estava ao seu lado, enquanto alguns gargalhavam e outros olhavam risinhos, Michel segurava sua barriga estava literalmente chorando de rir.
–Seu depravado, cadela no cio, maldito, safado, sem vergonha, pilantra! - Cada xingamento ela lhe acertava com força. Patrick ficando com pena do amigo, puxou Maryse pela cintura a afastando do garoto a sua frente.
–Me solte Patrick! Eu vou castrar esse cachorro, olhar para mim é uma coisa, agora pensar este tipo de coisa comigo, como se eu fosse uma daquelas qualquer que ele leva pra cama, maldito! Me solte Patrick! Tenho um assassinato pra cometer -Se debatia Maryse nos braços de Patrick.
–Se acalme Maryse, depois que terminarmos de ler eu deixo – Disse Patrick calmamente, soltando Maryse que lançando um olhar mortal a Robert foi se sentar atirando o guarda-chuva na cabeça dele.
–AUUUU! Maryse bons golpes, ai ai - Resmungou ele massageando todo seu corpo
–Abusado! Sua sorte é eu não ter minha lâmina aqui do meu lado!- Resmungou a garota de cara fechada, parecia uma velha que tinha acabado de brigar com o menininho malvado.
–Bom, como eu ia dizendo antes de me interromperem - Disse Robert lançando um olhar mortal a Michel, que tentava conter a risada falhando miseravelmente, continuou – Eu sou um garoto culto, sei sobre tudo..
–Sobre sem vergonhice, isso sim! –Resmungou novamente Maryse.
Madelaine vendo que se não interrompe-se a discussão acabaria não tendo fim, então continuou a leitura:
"ORGIA EM HOBOKEN!" Clary ouviu alguém, provavelmente Eric, gritar. Outro címbalo bateu. Ela imaginou sua mãe escutando Eric ler sua poesia, e ela estremeceu por dentro. "Eu não sei. Se todos vocês aparecerem aqui, eu acho que ela vai surtar."
"Então eu vou sozinho. Eu te pego e nós podemos ir andando até lá juntos, encontrar com o resto deles. Sua mãe não vai se importar. Ela me ama." Clary teve que rir. "Sinal do questionável gosto dela, se você me perguntar." "Ninguém perguntou." Simon desligou, no meio dos gritos de sua banda.
Clary desligou o telefone e olhou ao redor da sala de estar. Evidências das tendências artísticas de sua mãe estavam em todo lugar, das almofadas de veludo feitas à mão empilhadas no sofá vermelho escuro para as paredes que seguravam as pinturas de Jocelyn, paisagens cuidadosamente emolduradas, a maioria: as ruas sinuosas da cidade de Manhattan iluminadas com uma luz dourada; cenas do Prospect Park no inverno, o cinza das pontas da lagoa como renda, como os filmes branco gelo.
Na manta sobre a lareira estava uma foto emoldurada do pai de Clary. Um bonito homem parecendo pensativo – vestido de militar, seus olhos seguravam o indícios dos traços do sorriso nas linhas nos cantos. Ele tinha sido um soldado condecorado por ter servido no exterior. Jocelyn tinha algumas de suas medalhas em uma pequena caixa em sua cama. Não que as medalhas tivesse feito qualquer coisa boa quando Jonathan Clark colidiu seu carro em uma árvore fora de Albany e morreu antes de sua filha sequer ter nascido.
–Viram como só pode ser outra Jocelyn – Deu com a lingua Madelaine
–Não sei não, querida, vejo muito buracos nessa história ai – Comentou Michel ainda com o ar de riso e Stephen não pode deixar de concordar com o amigo, com certeza havia muitas coisas esquisitas nisso.
Jocelyn tinha voltado a usar seu nome de solteira depois que ele morreu. Ela nunca falava sobre o pai de Clary, mas ela mantinha a caixa gravada com suas iniciais, J.C., ao lado de sua cama. Juntamente com as medalhas haviam uma ou duas fotos, uma aliança, e um único cacho de cabelo loiro. Algumas vezes Jocelyn, pegava a caixa e abria ela e segurava o cacho de cabelo, muito gentilmente, em suas mãos antes de colocá-lo de volta fechando a caixa novamente.
O som de uma chave girando na porta da frente despertou Clary do seu devaneio. Rapidamente ela se jogou no sofá e tentou olhar como se ela estivesse imersa em um dos livros que sua mãe tinha deixado empilhados no final da mesa. Jocelyn reconhecia a leitura como um sagrado passatempo e normalmente não interrompia Clary no meio de um livro, mesmo para gritar com ela. A porta abriu com um soco. Era Luke, os braços cheios do que parecia ser grandes pedaços de papelão quadrado. Quando ele colocou-os para baixo, Clary viu que eram caixas de papelão, dobradas na horizontal. Ele endireitou-se e se virou para ela com um sorriso.
"Ei, ei-hum, Luke," ela disse. Ele lhe pediu para parar de lhe chamar de Tio Luke cerca de um ano atrás, alegando que o fazia se sentir velho, e mesmo assim ele lembrava seu tio Tom Cabin. Além disso, ele lembrou a ela suavemente, que ele não era realmente seu tio, apenas um grande amigo da mãe dela, a quem tinha conhecido por toda a sua vida.
Nesse momento muitos ficaram pensativos. Madelaine começava a achar cada vez mais difícil defender a amiga, tinha sérias dúvidas.
Lucian estava nervoso, cada vez mais as atitudes estavam se assemelhando a Jocelyn e agora por fim este Luke que parecia ser como ele era pra Jocelyn, sua observava tudo pressentindo que ali estava a primeira bomba de muitas.
Valentim estava muito desconfiado assim como o resto. As engrenagens do cérebro de Stephen trabalhavam loucamente numa solução. E por fim, Jocelyn, já não tinha tantas dúvidas de que talvez fosse sim a mulher do livro, e digamos que ela fosse, por que ela esconderia esta garota do livro, sua filha, de todo mundo do qual ela fazia parte? Não fazia o mínimo sentido sem contar que o pai seria Valentim, e esse amigo Luke não significava que fosse Lucian, nenhuma característica física ainda foi citada. Ainda, pensou, com certeza nessa história ainda vai haver muitas dúvidas.
"Onde está mamãe?" "Estacionando o caminhão," ele disse, endireitando seu corpo frouxo com um gemido. Ele estava vestido com seu habitual uniforme: jeans velhos, uma camisa de flanela, e um par de óculos com aros dourados que estava torto sobre a parte superior do seu nariz. "Lembre-me de novo do porquê este prédio não tem elevador de serviço?" "Porque ele é velho, e tem caráter," Clary disse imediatamente. Luke sorriu. "Para que são essas caixas?" ela perguntou. Seu sorriso foi embora. "Sua mãe precisa empacotar algumas coisas," ele disse, evitando seu olhar.
"Que coisas?" Clary perguntou. Ele lhe deu um aceno no ar. "Coisas extras que estão sobrando na casa. Que estão no caminho. Você sabe que ela nunca joga nada fora. Então o que está fazendo? Estudando?
Ele arrancou o livro de sua mão e leu em voz alta: "O mundo ainda está cheio com aqueles heterogêneos seres que a mais sóbria filosofia tem descartado. Reino das fadas e Goblins, fantasmas e demônios, ainda pairam sobre..." Ele baixou o livro e olhou para ela por cima de seus óculos. "Isto é para a escola?"
"O galho dourado? Não. Sem escola por algumas semanas." Clary pegou o livro de volta dele. "É da minha mãe."
Todos olharam para Jocelyn, a questionando com o olhar. Ela sentiu Valentim lhe apertar a mão muito fortemente, quase como se quisesse arrancar fora. Ela fez uma careta, mas continuou calada.
"Eu tive um pressentimento." Ela caiu de volta na mesa. "Luke?" "Uh-huh?" O livro já esquecido, ele foi rumando para o conjunto de ferramentas ao lado da lareira. "Ah, aqui está." Ele puxou uma arma laranja de fita plástica e olhou para ela com profunda satisfação. "O que você faria se você visse uma coisa que ninguém mais poderia ver?"
A arma de fita caiu da mão de Luke, e bateu no ladrilhado da lareira. Ele se abaixou para pegá-la, não olhando para ela. "Você quer dizer se eu fosse a única testemunha de um crime, esse tipo de coisa?"
"Não, eu quero dizer, se houvesse outras pessoas ao redor, mas você fosse o único que pudesse ver alguma coisa. Como se aquilo fosse invisível para todo mundo, menos para você."
Ele hesitou, ainda ajoelhado, a arma de fita dentada agarrada em sua mão. "Eu sei que parece loucura," Clary arriscou nervosamente, "mas..."
Ele se virou. Os olhos dele, muito azuis por detrás dos óculos, repousavam sobre ela com um olhar de firme afeição.
Os olhos de como se todos tivesse um estalo pensando ao mesmo tempo. Lucian mordeu o lábio inferior nervosamente.
Valentim começou a se sentir em zona de risco. Tinha quase certeza que muitos ali o iriam trair, ele só não esperava isso da mulher que ele amava, agora, porém, se sentia só. Antes somente Patrick era a árvore morta e que infectava, agora ele observava outras. Madelaine sempre foi um problema para ele, a garota desde o início nunca foi com a sua cara, provavelmente só havia entrado no Ciclo por Jocelyn, e ele sabia muito bem que a garota não aceitava o namoro dele e de sua melhor amiga. Varías vezes pegará ela discutindo com Jo por causa dele. Agora ele percebia que ela e Patrick estavam trocando olhares como se planejassem uma queda de alguém com apenas um olhar, no caso sua provável queda. Ótimo, se era assim que eles queriam, assim iriam ter. A guerra estava declarada, e que vencesse o melhor.
"Clary, você é uma artista, como sua mãe. Isso significa que você vê o mundo de uma maneira que outras pessoas não. É o seu dom, ver a beleza e o horror em simples coisas. Isso não te faz uma maluca, só diferente. Não há nada de errado em ser diferente."
Clary empurrou suas pernas para cima, e descansou seu queixo sobre o seu joelho. Em seus olhos da mente ela viu a sala de depósito, Isabelle com o chicote de ouro, o garoto de cabelo azul convulsionando em seus espasmos de morte, e os olhos dourados de Jace. Beleza e horror. Ela disse, "Se meu pai estivesse vivo, você acha que ele teria sido um artista também?"
Luke olhou tomado de surpresa. Antes que ele pudesse lhe responder, a porta moveu-se aberta e a mãe de Clary caminhou dentro da sala, os saltos de sua bota estalando sobre o piso de madeira polida. Ela entregou a Luke um conjunto barulhento de chaves do carro e virou seu olhar para sua filha.
Jocelyn Fray era uma mulher magra e compacta, o cabelo dela alguns tons mais escuros do que o de Clary e duas vezes mais longo. Naquela hora ele estava trançado em um laço vermelho escuro, preso através de uma caneta grafite para segurá-lo no lugar. Ela usava um jaleco salpicado de tinta por cima de uma camiseta lavanda, botas de caminhada marrons, cuja sola estavam endurecidas com tinta a óleo.
A Jocelyn que o livro descrevera, não tinha quase nada de diferente da Jocelyn que se encontrava a frente deles.
Patrick narrou mentalmente "bomba um prestes a se explodir". Ninguém falou nada, e foi pior do que seria se tivessem dito algo. O silêncio, que se encontrava ali, era pior do que palavras. Madelaine continuou temerosa:
As pessoas sempre diziam a Clary que ela parecia com sua mãe, mas ela não conseguia ver a si mesma. A única coisa que era similar entre as duas eram suas formas: Ambas eram esbeltas, com seios pequenos e quadris estreitos. Ela sabia que não era bonita como sua mãe era. Para ser bonita você tem que ser graciosa e alta. Quando você é baixa como Clary era, com apenas 1 metro e 50, você é bonitinha. Não linda ou bonita, mas bonitinha. Em um cabelo cor de laranja e um rosto cheio de sardas, ela era a Raggedy Ann3 da boneca Barbie de sua mãe.
– E então, o que você tem a dizer em defesa de sua amiga agora? - Indagou Michel, por mais que ele gostasse de Jocelyn, ela havia traído o Ciclo.
–Cale a boca Wayland, cale a boca! - Disse Madelaine nervosamente, encarando Jocelyn não havia mais dúvidas, era ela.
Valentim soltou as mãos da namorada como se fosse um bicho venenoso e a encarou com nojo e ódio, essa por sua vez boquiaberta sem saber o que pensar estava feliz por saber que Clary era sua filha, mas ao mesmo tempo muito preocupada com a reação dos outros, e também se indagando sobre o que talvez aconteceria, por que decididamente o seu futuro provavelmente ia ser uma bagunça. Todos continuaram em silêncio a encarando, uns mortalmente, outros com pena no olhar.
–Valentim e ... eu ...eu...- Começou ela balbuciando, mas foi interrompida pelos berros de seu namorado.
–COMO VOCE PODE FAZER UMA COISA DESSAS COMIGO? EU ESPERAVA ISSO DE QUALQUER PESSOA MENOS VOCÊ – Jocelyn tentou tocar seu rosto e ele se esquivou brutamente, se levantando para longe dela e com a voz calma e venenosa falou.
–Você é tão fraca, tão inútil, você é tão... Tão desprezível. Eu quero que fique longe de mim! – Ele se sentou então na outra ponta da mesa no lado mais escuro da sala.
Jocelyn ainda podia sentir os olhos dele queimando sobre ela. Lucian continuava estranhamente muito calado. O fato era que Amatis o encarava ainda muito mortalmente se é que era possível, agora ele via mais ódio no olhar dela.
– Acho que na carta dizia para não julgar até finalizarmos a leitura – comentou Madelaine sarcasticamente e voltando a ler ainda com o clima de tensão presente na sala. Jo encolheu-se no sofá e abraçou os joelhos chorando sem que ninguém visse suas lágrimas se derramarem, porém, todos sabiam sobre seu estado. Lucian queria abraçá-la, mas a conversa mais cedo com sua irmã o fez ficar longe, pelo menos por agora.
Jocelyn tinha um gracioso jeito de andar que faziam as pessoas virarem a cabeça para vê-la passar. Clary, pelo contrário, estava sempre tropeçando sobre os pés. A única vez que as pessoas se viraram para vê-la foi quando ela se chocou passando por eles e caiu escadas abaixo.
"Obrigada por trazer as caixas aqui em cima," a mãe de Clary disse para Luke e sorriu para ele. Ele não retornou o sorriso. O estômago de Clary embrulhou desconfortável. Era evidente que tinha alguma coisa acontecendo. "Desculpa eu demorei tanto tempo para encontrar uma vaga. Deve haver um milhão de pessoas no parque, hoje..." "Mãe?" Clary interrompeu. "Para que são essas caixas?"
Jocelyn mordeu seu lábio. Luke piscou seus olhos em direção a Clary, silenciosamente induzindo em direção a Jocelyn. Com um nervoso puxão do seu punho, Jocelyn empurrou um pedaço de mecha do cabelo atrás de sua orelha e foi se encontrar com sua filha no sofá. Mais de perto Clary pode ver quão cansada sua mãe parecia. Havia escuras meia-luas embaixo de seus olhos, e suas pálpebras estavam peroladas com a insônia.
"Isso é sobre a última noite?" Clary perguntou.
"Não," sua mãe disse rapidamente, e então hesitando. "Talvez um pouquinho. Você não deveria ter feito o que fez na noite passada. Você sabe disso."
-É claro, porque dai ela descobriria que tem sangue de caçadora das sombras –Denotou um sarcástico Michel.
–Eu só queria saber os motivos de você fazer isso, Jocelyn – disse Hodge sem demonstrar qualquer emoção. Ele percebia os olhares que maior parte do grupo lhe mandavam, a ele, a Jocelyn e a Lucian, os únicos que pareciam estar do "lado" deles eram Madelaine e Patrick.
"E eu já me desculpei. O que é isso? Se você está me castigando, só supere isso."
"Eu não estou," sua mãe disse, "castigando você." Sua voz estava tão tensa quanto um fio. Ela olhou para Luke que balançou sua cabeça.
"Apenas diga a ela, Jocelyn," ele disse.
"Você poderia não falar sobre mim como se eu não estivesse aqui?" Clary disse raivosamente. "E o que você quer dizer, me diga? Me dizer o que?"
Jocelyn soltou um suspiro. "Estamos saindo em férias." A expressão de Luke ficou branca, como uma tela limpa de pintura. Clary balançou a cabeça dela. "Isso é o que estamos falando? Você está saindo de férias?" Ela afundou de volta contra as almofadas. "Eu não entendi. Porque a grande produção?"
"Eu não acho que você entendeu. Eu queria dizer que todos nós estamos saindo de férias. Os três de nós, você, eu e Luke. Estamos indo para a fazenda." "Oh." Clary olhou para Luke, mas ele tinha seus braços cruzados sobre seu peito e estava olhando lá fora da janela, seu queixo estava apertado. Ela imaginou o que estava chateando ele. Ele amava a velha fazenda no norte do estado de Nova York – ele tinha comprado e restaurado ela, há dez anos atrás, e ele ia lá sempre que podia. "Por quanto tempo?"
"É claro Lucian, o traidor era Luke do livro, mas porque Jocelyn estaria fazendo isso? Os motivos de Lucian eram óbvios a qualquer um, agora os de Jocelyn eu sempre acreditei que ela amava Valentim, e nesse caso então quem seria o pai da garota Clary?" Se questionava Stephen
"Primeiro a namorada, agora o seu braço direito, realmente terei de dar um fim em todos,pois todos logo se encontraram envenenados" Comentou Valentim consigo mesmo mentalmente
"Pelo resto do verão," Jocelyn disse. "Eu comprei as caixas para o caso de você precisar empacotar alguns livros, material de pintura..."
"Pelo resto do verão?" Clary sentou ereta com indignação. "Eu não posso fazer isso, mãe. Eu tenho planos – Simon e eu estaremos indo para uma festa de volta à escola, e eu tenho um monte de reuniões com meu grupo de arte, dez ou mais aulas de Tisch..."
"Eu sinto muito sobre o Tisch. Mas as outras coisas podem ser canceladas. Simon irá entender, e também seu grupo de arte." Clary ouviu a implacabilidade no tom de sua mãe e percebeu que ela estava séria "Mas eu paguei por aquelas aulas de arte! Eu economizei o ano todo! Você prometeu." Ela girou, tornando para Luke. "Fala pra ela! Fala pra ela que não é justo!"
Luke não olhou para longe da janela, entretanto um músculo pulou em sua bochecha. "Ela é sua mãe. É a decisão dela." "Eu não saquei." Clary virou de volta para sua mãe. "Porque?"
"Eu tenho que partir, Clary," Jocelyn disse, os cantos de sua boca tremendo. "Eu preciso de paz, de quietude, da pintura. E dinheiro está apertado agora..."
Então venda alguma coleção do papai," Clary disse com raiva, "isso é o que você sempre faz não é?" JoceIyn se encolheu. "Isso dificilmente é justo."
"Olha, vá se você quiser ir. Eu não me importo. Eu vou ficar aqui sem você. Eu posso trabalhar, eu posso conseguir um emprego na Starbucks ou coisa assim. Simon disse que eles estão sempre contratando. Sou velha o suficiente para cuidar de mim mesma..."
"Não!" A violência na voz de Jocelyn fez Clary pular. "Eu vou pagar você por suas aulas de arte, Clary. Mas você vai conosco. E isso não é opcional. Você é muito jovem para ficar aqui por conta própria. Algo pode acontecer." "Como o quê? O que poderia acontecer?" Clary demandou. Houve um acidente. Ela virou com surpresa ao ver que Luke tinha derrubado uma das fotos emolduradas inclinadas contra a parede. Parecendo nitidamente chateado, ele a colocou de volta. Quando ele se endireitou, sua boca estava em uma linha sinistra. "Estou indo embora."
Valentim olhou para os dois com nojo em seu olhar, ambos se remexeram incomodados.
Jocelyn mordeu seu lábio. "Espere." Ela se apressou atrás dele para a entrada, o alcançando justo quando ele pegava a maçaneta. Girando em torno do sofá, Clary só pode ouvir sua mãe sussurrar urgente. "...Bane," Jocelyn estava dizendo. "Eu tenho ligado para ele, e chamado-o pelas últimas três semanas. Seu correio de voz dizia que ele está na Tanzânia. O que eu deveria fazer?"
"Jocelyn." Luke balançou a cabeça. "Você não pode continuar com ele para sempre."
"Mas Clary..."
"Não é Jonathan," Luke assobiou. "Você nunca mais foi a mesma desde o que aconteceu, mas Clary não é Jonathan."
O que meu pai tinha haver com isso? Clary pensou, perplexa. "Não posso simplesmente deixá-la em casa, não deixá-la sair. Ela não vai pôr-se com ele."
É claro como não havia percebido antes? Um feitiço, Bane .Até onde ele sabia era um feiticeiro bem conhecido por maior parte dos caçadores das sombras. É claro um feitiço de ilusão, tudo faria sentido. Clary jamais veria o mundo ao qual ela pertencia, mas porque Jocelyn se afastaria de um mundo ao qual ela pertencia e esconderia isso da própria filha? Pelo anjo, por quer? Era o que todos se indagavam, mas não ousaram dizer nada em voz alta. Valentim ainda estava muito irado.
"Claro que ela não vai!" Luke pareceu realmente irritado. "Ela não é um animal de estimação, ela é uma adolescente. Quase uma adulta."
"Se nós fomos para fora da cidade..."
"Fale com ela, Jocelyn." A voz de Luke estava firme. "Eu quero dizer isso." Ele chegou a maçaneta.
A porta voou aberta. Jocelyn deu um pequeno grito.
"Jesus!" Luke exclamou.
"Realmente, sou só eu," Simon disse. "Embora eu tenha sido informado que a semelhança é surpreendente." Ele acenou para Clary da porta. "Está pronta?"
Jocelyn puxou a mão dela afastando de sua boca. "Simon, você estava escutando?"
Simon piscou. "Não, eu apenas cheguei aqui." Ele olhou para o rosto pálido de Jocelyn, para a careta de Luke. "Tem alguma coisa errada" Eu devo ir?"
"Não se incomode," disse Luke. "Eu acho que nós terminamos aqui". Ele empurrou, passando por Simon, descendo com barulho pelas escadas em um passo rápido. Lá em baixo, a porta da frente bateu com força. Simon ficou indeciso na porta, parecendo incerto. "Eu posso voltar mais tarde," disse ele. "Sério. Não seria um problema."
"Isso pode...," Jocelyn começou, mas Clary já estava em pé.
"Esquece isso, Simon. Nós estamos saindo," ela disse, agarrando sua bolsa de um gancho junto à porta. Ela a lançou sobre o seu ombro, olhando para sua mãe. "Te vejo mais tarde, mãe."
Jocelyn mordeu seu lábio. "Clary, você não acha que devemos falar sobre isso?"
"Nós vamos ter todo o tempo para falar enquanto nós estivermos de férias." Clary disse venenosamente, e teve a satisfação de ver sua mãe recuar. "Não espere," ela adicionou, e, segurando o braço de Simon, ela meio que carregou ele para porta da frente.
Jocelyn mudou sua expressão forte e ignorante para uma magoada, não gostou nada da filha tê-la tratado daquele modo, por mais que nem conhecesse a garota já sentia um certo carinho.
Valentim sorriu, ficou feliz de ver a ex-namorada sentindo dor e acabará de descobrir que se no passado essa garota do livro tinha grande influência sobre Jocelyn, imagine no futuro? Ali estava seu ponto fraco.
Ele girou seus calcanhares, olhou se desculpando sobre seus ombros para a mãe de Clary, que ficou pequena e abandonada na entrada, as mãos entrelaçadas bem juntas. "Tchau, Sra. Fray!" ele falou. "Tenha uma boa noite!"
"Ah, cala boca, Simon," Clary rebateu, e batendo a porta atrás deles, cortando a resposta da sua mãe.
"Jesus, mulher, não arranque meu braço," Simon protestou enquanto Clary rebocava ele descendo depois dela, suas sapatilhas verdes batendo contra a escada de madeira a cada passo zangado. Ela olhou para cima, meio que esperando ver sua mãe olhando para baixo, mas a porta do apartamento permaneceu fechada.
"Me desculpe," Clary murmurou, largando o pulso dele. Ela pausou os pés nas escadas, sua bolsa batendo contra seu quadril.
O triplex de Clary, como a maioria em Park Slope, tinha sido a única residência de uma família rica. Máscaras de sua antiga grandeza ainda eram evidentes nas curvas da escada, o estragado piso em mármore da entrada, bem como a única e larga – faceta da clarabóia acima. Agora, a casa era dividida em apartamentos separados, e Clary e sua mãe dividiam o terceiro andar do edifício com um inquilino, uma mulher idosa que dirigia uma loja psíquica fora de seu apartamento. Ela quase nunca saia mesmo, embora as visitas dos clientes fossem freqüentes. Uma placa dourada fixada na porta a proclamava como madame DOROTHEA, VIDENTE E PROFETISA.
"Esta mulher, já ouvi esse nome em algum lugar" Começou Stephen a se indagar mentalmente
O espesso doce aroma de incenso derramado da porta meio aberta para o saguão. Clary podia ouvir um baixo murmúrio de vozes.
"É bom ver que ela está expandindo o negócio," disse Simon. "É difícil se estabelecer com o trabalho de profeta hoje em dia." "Você tem que ser sarcástico com tudo?" Clary rebateu.
Simon piscou, claramente tomado de surpresa. "Eu pensei que você gostava quando eu era espirituoso e irônico". Clary estava para responder quando a porta da Madame Dorothea impulsionou totalmente aberta e um homem saiu. Ele era alto com uma pele cor de caramelo, olhos dourados como de um gato, e um bagunçado cabelo preto. Ele sorriu ofuscante para ela, mostrando nítidos dentes brancos. Uma onda de tontura veio sobre ela, a forte sensação de que ela iria desmaiar.
"Sim Clary querida, terá de se acostumar a esse tipo de coisa" Respondeu Madelaine mentalmente se permitindo soltar um sorriso.
Simon olhou para ela preocupado. "Tá tudo bem com você? Você parece que vai desmaiar."
Ela piscou para ele. "O que? Não, eu estou bem."
Ele pareceu não querer cair nessa. "Parece que você acabou de ver um fantasma."
Ela balançou sua cabeça. A memória de ter visto alguma coisa importunou ela, mas quando ela tentou se concentrar, aquilo deslizou pra longe como água. "Nada, eu acho que vi o gato de Dorothea, mas eu acho que foi só um truque de luz." Simon olhou para ela. "Eu não comi nada desde ontem," ela adicionou defensivamente. "Eu acho que estou um pouquinho fora."
Ele deslizou um confortante braço ao redor de seus ombros. "Vamos lá, vou te comprar alguma comida."
"Eu simplesmente não posso acreditar que ela está sendo assim," Clary disse pela quarta vez, perseguindo um pouco o pedaço de guacamole ao redor do seu prato com a ponta de um nacho. Eles estavam em um conjunto em um bairro mexicano, um buraco na parede chamado Nacho Mama. "Como me deixar de castigo toda semana não fosse ruim o suficiente. Agora eu estou sendo exilada pelo resto do verão."
"Bom, você sabe, sua mãe é assim às vezes," disse Simon. "Como quando ela respira para dentro ou para fora." Ele sorriu para ela envolvido com seu burrito vegetariano.
"Ah, com certeza, haja como se fosse engraçado," ela disse. "Você não é quem vai ser arrastado para o meio do nada, para Deus sabe quão longe..."
"Clary."
Simon interrompeu sua tirada. "Eu não sou a pessoa que você está brava. Além disso, isso não vai ser permanente."
"Como você sabe disso?"
"Bom, porque eu conheço sua mãe," Simon disse, depois de uma pausa. "Quero dizer, eu e você temos sido amigos pelo que, 10 anos agora? Eu sei que ela gosta disso às vezes. Ela vai pensar melhor."
Depende, se isso colocar em risco a vida ou algum problema então ela não mudara agora se for apenas para passeio sim, respondeu madelaine mentalmente.
Clary pegou uma pimenta do seu prato e mordiscou o canto pensativamente. "Você, acha?" ela disse. "Quero dizer, conhece ela? Eu às vezes me pergunto se alguém conhece."
"Eu conheço" responderam Lucian e Madelaine mentalmente, pois já conheciam a amiga bem demais.
Simon piscou para ela. "Você me perdeu." Clary sugou o ar para esfriar sua boca queimando. "Quero dizer, ela nunca fala de si mesma. Eu não sei nada sobre sua juventude, ou sua família, ou muito menos sobre como ela conheceu o meu pai. Ela não tem sequer fotos do casamento. É como se a vida dela tivesse começado quando ela me teve. Isso é o que ela sempre diz quando eu lhe pergunto sobre isso."
"Ah." Simon fez uma cara para ela. "Isso é doce."
"Não, não é. É estranho. É estranho eu não saber nada sobre meus avós. Quero dizer, eu sei que os pais de meu pai não são muito legais com ela, mas eles poderiam ser assim tão maus? Que tipo de pessoa não quer conhecer sua neta?"
"Talvez ela odeie eles. Talvez eles fossem abusivos ou algo assim." Simon sugeriu. "Ela tem aquelas cicatrizes."
Clary encarou ele. "Ela tem o que?"
Ele engoliu um bocado de burrito. "Aquelas cicatrizes fininhas. Todas sobre suas costas e braços. Eu vi sua mãe, em um maiô, você sabe."
Robert se permitiu soltar um risinho malicioso, recebendo um tapa de Maryse.
"Eu nunca notei nenhuma cicatriz," Clary disse decididamente, "Eu acho que você está imaginando coisas."
Ele olhou para ela, e pareceu que ia dizer alguma coisa quando seu celular vibrou em sua bolsa, começando um insistente volume alto. Clary pescou ele, olhou para os números piscando na tela e fez uma careta. "É minha mãe.
"Eu podia dizer só de olhar para sua cara. Você vai falar com ela?"
"Não agora," Clary disse sentindo uma familiar ponta de culpa em seu estômago quando o telefone parou de tocar e o correio de voz pegou. "Eu não quero brigar com ela."
"Você sempre pode ficar na minha casa," Simon disse. "O tempo que você precisar.
–Huum – Resmungou Robert com um sorriso malicioso.
–Eles são amigos, entendeu Lightewood? Amigos, ou essa palavra não existe em seu vocabulário? – Perguntou Maryse estreitando os olhos, Michel viu que o amigo estava preste a dar uma resposta mal educada para a garota e ele não podia deixar o amigo jogar fora o seu esforço, então resolveu intervir
–Na verdade Mary, no vocabulário dele só existe o seu nome - Robert e Maryse ficaram vermelhos, no que Robert respondeu venenosamente dando o troco:
–Do mesmo modo que no seu só existe a palavra Madelaine - Foi a vez de Madelaine e Michel ficarem vermelhos, a garota vendo que o outro iria retrucar, resolveu continuar a leitura:
"Bom, vamos ver se ela se acalma primeiro." Clary apertou o botão do correio de voz de seu telefone. A voz de sua mãe soava tensa, mas ela claramente estava tentando ser suave: "Querida, me desculpe se eu empurrei o plano de férias em você. Venha para casa e nós vamos conversar." Clary desligou seu telefone antes que a mensagem acabasse, sentido-se culpada e ainda brava ao mesmo tempo. "Ela quer falar sobre isso."
"Você quer falar com ela?"
"Eu não sei." Clary esfregou a parte de trás de sua mãos sobre os seus olhos. "Você ainda vai para a leitura de poesia?"
"Eu prometi que eu iria."
Clary se levantou, empurrando sua cadeira para trás. "Então eu vou com você. Eu ligo para ela quanto tiver terminado." A alça de sua bolsa deslizou para baixo de seu braço. Simon a empurrou de volta distraidamente, seus dedos se demorando na pele desnuda de seu ombro.
O ar lá fora estava esponjoso com a umidade, a umidade frisando o cabelo de Clary e grudando a camiseta azul de Simon em suas costas. "Então, o que há com a banda?" ela perguntou. "Algo novo? Houve muita gritaria no fundo quando eu falei com você mais cedo."
O rosto de Simon se iluminou. "As coisas estão ótimas," ele disse. " Matt disse que ele conhece alguém que poderia nos levar para um show no Scrap Bar. Nós estávamos falando sobre nomes de novo também."
"Ah, é?" Clary escondeu um sorriso. A banda de Simon nunca realmente produziu nenhuma música. Principalmente quanto eles estavam sentados na sala de estar de Simon. Lutando pelos nomes em potencial e logotipos de banda. Ela, as vezes, imaginava se algum deles poderia realmente tocar um instrumento. "O que tem na mesa?
"Nós estávamos escolhendo entre Sea Vegetable Conspiracy e Rock Solid Panda.
Clary balançou sua cabeça. "Ambos são terríveis."
"Eric sugeriu Lawn Chair Crisis."
"Talvez Eric deva se manter apostando."
"Mas então nós teríamos de encontrar um novo baterista."
"Ah, isso é o que Eric faz? pensei que ele só pegasse dinheiro de você e saia por aí dizendo as garotas na escola que ele estava em uma banda, a fim de impressionar elas."
"De jeito nenhum," Simon disse rapidamente. "Eric ficou novo em folha. Ele tem uma namorada. Eles estão saindo há três meses."
"Praticamente casados," disse Clary, contornando um casal carregando uma criança em um carrinho: uma garotinha com presilhas de plástico amarelo em seus cabelos estava apertando uma boneca com asas douradas, riscadas de safira. Pelo cantinho do olho de Clary ela pensou ter visto as asas flutuarem. Ela virou a cabeça dela apressadamente.
"Isso significa," Simon continuou, "que eu sou o último membro da banda que não tem uma namorada. Isso, você sabe, é o único ponto de estar em uma banda. Conseguir garotas."
"Eu pensei que isso tudo era sobre música." Um homem com um pedaço de cana atravessou seu caminho, em direção a rua Berkeley. Ela olhou para longe, com medo de que, se ela olhasse para alguém por muito tempo eles brotassem asas, braços extras, ou longas e bifurcadas línguas como de cobras. "Quem se importa se você tem uma namorada, afinal?"
"Eu me importo," Simon disse acabrunhado. "Muito em breve as únicas pessoas largadas sem uma namorada serão eu e o Wendell, o zelador da escola, e ele cheira a produtos de limpar vidro.
"Pelo menos você sabe que ele ainda está disponível."
Simon encarou. "Não tem graça, Fray."
"Há sempre Sheila, A correiar Barbarino." Clary sugeriu. Clary sentava atrás dela na aula da matemática no nono tempo. Toda vez que Sheila derrubava seu lápis, o que era frequentemente, Clary tinha o convite da visão da calcinha entrando acima do cós do seu acentuado-super-baixo jeans.
"Essa é quem Eric tem se encontrado pelos últimos três meses," Simon disse. "Seu conselho, entretanto, devia ser que eu devesse apenas decidir qual garota na escola tem o corpo mais bonito e chamar ela para sair no primeiro dia de aulas.
"Eric é um porco machista," Clary disse, de repente não querendo saber qual garota na escola Simon achava que tinha o corpo mais bonito. "Talvez você devesse chamar a banda de Os Porcos Machistasr."
"Isso tem uma ligação." Simon pareceu interessado. Clary fez uma cara para ele, sua bolsa vibrando com o seu telefone tocando. Ela pescou ele fora do bolso fechado com ziper.
"É a sua mãe de novo?" ele perguntou.
Clary acenou com a cabeça. Ela podia ver sua mãe em seus olhos da mente, pequena e sozinha na porta da frente do apartamento. Culpa expandiu em seu peito.
Ela olhou acima para Simon, que estava olhando para ela, seus olhos escuros com interesse. Seu rosto era tão familiar que ela poderia traçar suas linhas durante seu sono. Ela pensou nas solitárias semanas que se esticavam a sua frente sem ele, ela empurrou o telefone de volta para sua bolsa.
"Vamos." Ela disse. "Vamos nos atrasar para o show."
Assim que Madelaine terminou a leitura a sala ficou em silencio, até que Valentim o quebrou, sua voz estava calma e venenosa, e isso fez com que muitos estremecessem.
– Se vocês não se importam eu gostaria de ter uma conversinha particular com Madelaine, Hodge, Patrick, Jocelyn e Lucian. Então, se retirem assim que eu terminar os chamarei de volta! – Assim que ele terminou cada membro do Ciclo, que não havia sido chamado, se levantou e encaminhou-se para a porta da sala. Amatis foi a ultima a sair mandando um olhar de raiva ao irmão, assim que a porta se fechou Jocelyn começou.
–Valentim eu ...-
–Basta! Não quero ouvir nada de nenhum de vocês. O livro já deixou bem claro o que vai acontecer, eu só pedi para falar com vocês para dizer como que vai ser daqui em que esses malditos livros acabarem eu quero vocês fora do meu Ciclo, não quero que contaminem o resto, mas não pensem que vão sair assim tranquilamente e contar para a Clave todos os meus planos antes da hora, se eu pudesse juro que daria um jeito em vocês nem que fosse arranjando um bruxo para fazer vocês esquecerem de mim e de tudo o mais. Não sou bobo nem nada, esta sala esta sob magia, nenhum de nos pode se "machucar" mais isso claro todos já perceberam – Disse ele pela primeira vez olhando para cada um deles que o encararam sem desviar o olhar e com uma pose arrogante típica de caçadores das sombras, então ele continuou:
–Madelaine Bellefleur eu nem preciso citar aqui na frente de todos os motivos que te levaram a estar aqui, por sua amiga não é mesmo, nunca sendo fiel ao meu Ciclo. E Patrick Penhallow, o livro pode ainda não ter mencionado sua traição, mas eu vejo por suas atitudes repugnantes desde o inicio do livro, se continuar assim não preciso nem dizer o que vai lhe acontecer – ambos ficaram quietos, se encarando. Então Valentim voltou-se para o outro. -Hodge Starkwearther logo no inicio do livro descubro que se bandeou para o lado da Clave, quem diria um grande zero a esquerda como você – Seus olhos flamejavam quando ele olhou para Lucian. - Lucian Garroway nem preciso dizer o que penso sobre você, um garoto tão inútil nem uma marca sabia fazer direito. E por fim, e não menos importante nossa amada Jocelyn Fairchild, eu sempre soube que você me seria um problema e sabe o que fazemos com problemas, o cortamos pela raiz. Isto é para aprender e sentir a mesma dor que eu sinto agora, sabem o que significa trair? Significado de deslealdade? Mão direita, por que era assim que eu considerei cada um de vocês e como tudo tem uma marca agora vocês também tem a de vocês – As mãos de todos sangravam, exceto a do homem que causara aquilo, Valentim, todos o encaravam atônitos, como que sem poder se mexer, via-se claramente os ante braços direitos pingando de sangue, com a palavra que para Valentim era imperdoável "Traidor!"
Ele encarou cada um, Madelaine e Jocelyn já tinham lagrima nos olhos, aquele homem sem duvidas era um monstro. Os garotos apenas o encaravam com raiva.
– Mas não precisa ser assim, eu deixo duas alternativas, posso dizer as duas muito difíceis. A primeira significa sofrimento e tortura por parte da sua amada Clave e claro principalmente por mim. A uma outra alternativa é a redenção, sabem o que é redenção? Uma atitude de se redimir, e redimir significa recuperar confiança. Sabem o que é culpa? A omissão ou a ação de coisas repreensíveis ou criminosas, resumidamente uma falta, um delito, um pecado. Então se escolherem a segunda opção terão sua redenção e se escolherem a primeira significa mais perseguição tanto de mim quanto da Clave, e eu lhes garanto que não vou parar de caça-los até ver a destruição de cada um. O destino esta nas suas mãos, escolham!
