Boa leitura amores :3
CAPITULO EDITADO EM 2016
TMI TMI TMI TMI TMI
Caçador de sombras
Assim que retornaram para a sala, os integrantes do Ciclo, sentiram o clima que se estaurara, após Valentim conversar com os que haviam ficado na sala. O que mais chamou a atenção de todos foi ver os cinco colegas com os braços direitos enfaixados, o tecido branco que os enrolava já manchado de sangue, e todos permaneciam com suas cabeças abaixadas.
-O que é isto no braço de vocês e o espelho ... O que aconteceu ?-Indagou Maryse olhando a todos preocupada
Madelaine ergueu a cabeça pela primeira vez encarando Maryse, ela queria contar, céus como ela queria. Mas se lembrava claramente do que Valentim disse a ela, pouco antes de machucar a todos. A conversa veio ainda fresca em sua mente, como o sangue que manchava aquele pano em sua mão.
FLASHBACK ON
-Madelaine Bellefleur eu nem preciso citar aqui na frente de todos os motivos que te levaram a estar aqui,por sua amiga, não é mesmo? Nunca sendo fiel ao meu Ciclo. Sua amizade e lealdade a Jocelyn chega ser comovente pena que isto não vai garantir a segurança de sua familia–Disse ele a olhando calmamente como se fosse a coisa mais comum que já dizera
-Você esta me ameaçando!- afirmou Madelaine estreitando os olhos, ainda com a pose durona
-Ameaçando não, avisando -Concertou Valentim de forma sarcastica
-É a mesma porcaria .Como você ousa me ameaçar?-Disse Madelaine com a voz calma mais carregada de raiva
-Se eu fosse você abaixaria a voz para falar comigo, se quiser ver sua família viva-Disse Valentim sem se abalar ,Madelaine mordeu os labios de raiva. Vendo o silencio da garota Valentim continuou:
-É bem provável que os outros lhe perguntem quem foi o causador do que vai acontecer ou questionem o que eu lhes disse. Vocês não lhes dirão uma palavra do que eu disse aqui. Se atrevam a contar alguma coisa e nem mesmo o Anjo vai conseguir lhes proteger, principalmente você Madelaine-
-Então o que quer que eu faça? -Cuspiu ela, o encarando-o com um olhar de nojo
-Nada que você já não tenha feito antes. Minta, invente, de um jeito,você sempre foi boa com isso não é mesmo ? Enganar homens sempre foi sua especialidade e utilidade para o Ciclo-
Num ataque de raiva ,ela pegará o guarda chuva, que a minutos atrás Maryse havia pegado, e consumida pela força e raiva atirara no gigante espelho logo atrás de Valentim o quebrando por completo. Valentim a encarava sem emoção, apenas lhe falou como se ensinasse a uma criança mal criada:
-Um bom exemplo é este espelho, que estava a gerações em minha família e que você acaba de quebrar. Pode tentar concerta-lo, mas ele jamais será o mesmo, assim é minha confiança com vocês - Disse Valentim calmamente
Ela se lembrava do final do que Valentim dissera. A redenção ou a culpa, era óbvio sua escolha. Ela jamais escolheria a redenção, mas ao olhar para seus amigos, exceto Patrick que era forte o bastante, sabia que tinha que continuar por seus amigos, por eles ela seria capaz de qualquer coisa ,até sofrer na mão daquele homem .
Por outro lado, ela provavelmente ia ser só mais uma peça nos joguinhos sádicos de Valentim a qual ele descartaria quando bem quissesse,então pela primeira vez ela sabia o que responder:
-Redenção- Afinal de qualquer modo ela já estava nas mãos do diabo
FLASHBACK OFF
Ela novamente sabia o que responder:
-Eu tive um acesso de raiva. Sabem como eu fico agressiva quando sou obrigada a escutar ou fazer algo que não quero. Tentei acertar o guarda chuva em Valentim, acabei errando e por consequência quebrando o espelho -Disse ela falando a verdade ,Valentim a encarou como se a alertasse do perigo
-E como todos estariam machucados no mesmo lugar?-Debochou Celine
-Como eu disse num ataque de raiva sou capaz de tudo. Eu corri e peguei o caco do espelho e fui pra cima de Valentim, os outros tentaram me empedir e eu os cortei
-Não teria como cortar com precisão, a todos –Disse Michel erguendo a sombrancelha certeza era a historia mais sem pé nem cabeça que ela havia inventado
-Ahh quer saber não devo satisfação a nenhum de você tanto mentam seus nariz aonde queram que vocês participem, voltem a ler!- Respondeu Madelaine grosseiramente
Nenhum dos seus colegas machucados havia erguido a cabeça. Jocelyn sem dúvida era pior, seus braços estavam em volta dos joelhos e sua cabeça em cima desses, ela resmungava algo consigo mesma e por horas soluçava dica de que estava chorando, todos se sentaram novamente
-Deixem-me ler este capitulo – Michel se ofereceu
-CAÇADOR DA SOMBRA
-Eba um capítulo interessante –disse Robert dando pulinhos na cadeira
Na hora em que chegamos ao Java Jones, Eric já estava no palco, remexendo para frente e para trás, em frente ao microfone com seus olhos semi-fechados. Ele pintou as pontas de seu cabelo de rosa para a ocasião. Atrás dele, Matt, parecia chapado, batendo irregularmente um djembe7.
"Isso vai ser tão difícil de absorver," Clary predisse. Ela agarrou a manga de Simon e arrastou ele em direção a porta de entrada. "Se nós tivermos que correr por causa disso, nós ainda podemos escapar."
Ele balançou sua cabeça com determinação. "Eu sou um nada, se não for um homem de palavra." Ele endireitou seus ombros. "Vou pegar o café, se você nos encontrar um lugar. O que você quer?"
"Apenas café. Preto..." como minha alma.
Simon saiu em direção ao balcão, murmurando sob sua respiração sobre os efeitos de se estar longe, distância era a melhor coisa que ele fez agora, do que ele fazer mais cedo. Clary saiu para encontrar para eles um lugar para sentar.
A cafeteria estava lotada para uma segunda-feira, a maior parte dos sofás e poltronas puídas estavam tomadas por adolescentes aproveitando uma noite na semana livre. O cheiro de café e cigarros de cravo da índia era esmagador. Finalmente Clary encontrou um desocupado assento duplo em um canto escuro em direção ao fundo. A única pessoa próxima era uma garota loira com um top cor de laranja, absorvida em mexer no seu iPod. Ótimo, Clary pensou, Eric não será capaz de nos achar aqui atrás do show e nos perguntar como sua poesia estava.
A garota loira se inclinou para o lado de sua cadeira e tocou Clary no ombro. "Me desculpe." Clary olhou com surpresa. "Ele é seu namorado?" a garota perguntou.
-Huuum, momento ciúmes on – Disse Robert malicioso, Michel olhou debochado para o amigo e falou sem pena:
-Com certeza não tanto ciúmes ,como você de Maryse né ?-Todos soltaram risinhos, exceto Maryse que mandou um olhar mortal a Robert. Os cinco colegas cabisbaixos nem ousaram rir . Michel ficou perguntand-se, se eles tinham prestado atenção no comentário de Robert. Este por sua vez encarou o amigo com raiva
- Você esta pedindo para conhecer o poder da minha lâmina, Wayland –Michel riu e voltou a leitura:
Clary seguiu a linha do olhar da garota, já preparada para dizer, Não, eu não conheço ele, quando ela notou que a garota falava de Simon. Ele estava andando em direção a elas, seu rosto fechado em concentração como se ele tentasse não derrubar nada dos seus copos de isopor; "Uh, não," Clary disse. "Ele é um amigo meu."
-Tem certeza?-Questionou Maryse, no que Robert revirou os olhos
A garota ficou radiante. "Ele é tão fofo. Ele tem namorada?"
Clary hesitou por um segundo mais longo antes de responder. "Não".
-Huuuum viram o que eu disse? Ela parece sentir algo por ele –Disse Maryse como se constatasse uma certeza. Tão certo como demônio e caçadores das sombras jamais se casariam .
Patrick foi o primeiro a levantar o olhar. Ele não deixaria o que tinha acontecido a poucos instantes o abalar,não mesmo, ele iria mostrar que era forte.
-Ahh agora vai virar fanzinha deles Maryse? Por que não compra uns botons ou sei la faz um protesto se eles não ficarem juntos –disse Robert sarcástico enquanto rolava os olhos
-Eles vão ficar juntos ainda, ok ! –disse Maryse dando de língua, todos só olhavam de um para outro como um jogo de pingue -pongue
-Pois eu acho que ela fica com o tal Jace – Retrucou Robert
-Os dois nunca se viram direito qual a possibilidade de se apaixonarem ?- Debochou Maryse
-Mesmo assim minha intuição me diz !– Afirmou Robert empinando o nariz
-É com o Simon- Disse Maryse novamente olhando com cara de tédio para Robert
-O Jace e ponto!-
-Simon-
-Jace-
-Simon-
-Jace –
-Simon –
-Argh , já chega sua teimosa! É o Jace ! Se você não quer me escutar então, vamos apostar –Resmungou Robert
-Ótimo ,apostar o que ? -
Michel soltou um riso sarcástico antes de dar a ideia:
-Se Maryse ganhar, o Robert esquece que ela existe e tem que dizer que é loucamente apaixonado pelo Patrick todas as vezes que pensar em algo malicioso.
-Ata, tranquilo eu ... ei ! Espera um pouco ...–começou Robert logo se dando conta do que disserá
-Voce não vai com a minha cara? –Questionou um indignado Patrick ainda com a voz meio rouca ,e Michel continuou como se ele não tivesse dito nada:
-Se o nosso querido Rob ganhar a Mars tem que parar de ser chata com ele, e talvez até lhe dar uma chance. Sem contar que terá que lavar as cuecas dele –
- O QUE !- Gritou uma Maryse indignada
Lucian queria rir da infantilidade dos amigos, mais ele não conseguia encarar a todos
-Feito –Concordou Robert, pensando apenas nas vantagens que teria com isso
-Desfeito! Como assim você vai entrar nessa bobagem?- Questionou Maryse indignada a Robert
-Voc que ficou inventando um romance que nem existe. Além disso, vai ser difícil pra nós dois –
-Mas vou ser eu que vou lavar suas cuecas .Tem ideia de como isso é nojento não vou conseguir comer nunca mais sem vomitar –Disse Maryse torcendo nariz com uma cara de nojo junto com todas as outras mulheres da sala
- Primeiro minhas cuecas são limpinhas, meus amigos sabem disso. Não é mesmo pessoal ? –Questionou ele aos homens que o encararam e logo acenaram que não com a cabeça. Robert continuou indignado -E eu que vou ter que me declarar para o Patrick, que mico !-Disse ele pesaroso
-É realmente não vão com a minha cara!- Disse Patrick colocando as mãos em seu peito como se o tivessem atingido
-Eu preferia mil vezes me declara á alguém, do que lavar cuecas sebosas–
-Minhas cuecas não são sebosas ,sua...-Michel logo cortou a resposta do amigo:
-Problema é de vocês. Entraram nisso juntos agora vão até o fim! –Não conseguindo esconder a gargalhada
-Claro porque não é com você, né praga? –Robert estreitou os olhos para Michel
-Ótimo vamos por votação então. Alguém aqui discorda da aposta? – Questionou Michel risonho, ninguem discordou.
-Argh, que amigos. Obrigada! Ok, feito! –Resmungou Maryse ,e se voltou para o amigo que estava com o livro em mãos como se nada tivesse acontecido:
-Michel continue –Esse levantou a sobrancelha ,balançou a cabeça negativamente e voltou a ler:
A garota olhou com suspeita. "Ele é gay."
Clary foi poupada de responder esta com a volta de Simon. A loira sentou de volta precipitadamente enquanto arrumava os copos na mesa e atirava-se a si mesmo, próximo a Clary. "Odeio quando eles acabam com as canecas. Essas coisas estão quentes." Ele soprou seus dedos e fez uma careta. Clary tentou esconder o sorriso enquanto olhava para ele. Normalmente ela nunca pensava em se Simon era bonito ou não. Ele tinha lindos olhos escuros, ela supôs, e ele tinha encorpado mais durante o ano ou coisa assim. Com o corte de cabelo certo... "Você está me encarando," Simon disse. "Porque você está me encarando? Tem alguma coisa no meu rosto?"
Eu tenho que dizer a ele, ela pensou, entretanto parte dela estava estranhamente relutante
Maryse limpou a garganta e encarou Robert por sua vez revirou os olhos e resmungou um "veremos quem ganha no final"
. Eu seria uma má amiga se eu não dissesse. "Não olhe agora, mas aquela garota loira lá acha você uma gracinha," ela sussurrou.
Foi a vez de Robert encarar Maryse, que ficou calada.
Os olhos de Simon fitaram a lateral para cravar na garota, que estava industriosamente estudando uma edição do Shonen Jump. "A garota com um top laranja?" Clary concordou. Simon olhou com dúvida. "O que te fez pensar assim?"
Diga a ele. Vá em frente, diga a ele. Clary abriu sua boca para responder, e foi interrompida por um estouro em resposta. Ela piscou e cobriu suas orelhas enquanto Eric, no palco, lutava com seu microfone.
"Nos desculpe por isso, gente!" ele gritou, "Tudo bem, eu sou Eric, e este é o meu amigo Matt na percussão. O meu primeiro poema se chama „Sem título‟."
Jocelyn soltou um resmungo indignado, embora ainda continuasse na mesma posição.
-Pelo Anjo!mundanos são tão sem criatividade – Se pronunciou Celine batendo a mão na testa indignada, todos se permitiram soltar risinhos
Ele comprimiu seu rosto com se estivesse com dor e choramingou pelo microfone. "Venha, minha fanática foice. Minha nefasta força motriz. Espalhe cada protuberância com zelo árido!"
-Céus o que é isso? Mundanos chamam isto de poesia? Até mesmo o ridículo do Robert e seus textinhos medíocres superam isso e olha que os textos dele são pior que lixo – Indagou Maryse espantada
-EIIIIIIII-Gritou Robert indignado
-Sabe Ruby ,ela tem razão –disse Michel perturbando novamente o amigo
-Até tu ,Brutus !– Exclamou Robert indignado por insultarem suas poesias –E não me chame de Ruby!- Disse ele imitando uma voz afeminada fazendo parte da sala gargalhar
-Ótimo cite uma poesia, então!-Disse Maryse o encarando desafiadoramente
-Ruum , pois bem eu amo esta poesia escutei uma vez um mundano recitar!- Ele disse e continuou :
-Rosas são vermelhas, meu celular também é
Tenho seis dedos em cada pé.
A lua dita as regras como um juiz de futebol,
Você no meu coração arde mais que ingerir Vodol.
Um dia será minha, as cartas nunca mente,
A não ser quando dizem que meu pai não é demente.
-Nãooo nãooo nãoo ,céus! Eu não ouvi isso, sério –Resmungou Stefan batendo na testa
-Eu podia dormir sem ouvir esse lixo!- Exclamou Maryse indganda
-Eu acho que foi uma declaração- disse Michel antes de soltar uma gostosa gargalhada
-Aiii meus ouvidos estão sangrando ,ai ai !– Disse Anso encenando uma cena de dor no que muitos riram ,até mesmo Valentim se permitiu soltar um risinho. Ele estava estranhamente quieto demais como uma cobra analisando antes de dar o bote, Madelaine balançou a cabeça quando viu Anso e os outros rirem ,não todos, eles estavam longe de sentir dor .
-Bando de inevejosos –Resmungou Robert fechando a cara. Michel soltou uma risadinha e continuou a ler
Simon deslizou em sua cadeira. "Por favor não diga a ninguém que eu conheço ele."
Clary riu. "Quem utiliza a palavra geratriz?"
"Eric," Simon disse horrivelmente. "Em todos os seus poemas tem geratriz neles.
"Bombástico em meu tormento!"
Eric lamentou. "Agonia incha dentro!"
-A cada palavra fica pior – Resmungou Maryse balançando negativamente a cabeça
"Pode apostar que sim," Clary disse. Ela deslizou para o lado do banco de Simon. "À propósito, sobre a garota que acha você bonitinho..."
"isso não importa, por agora," Simon disse. Clary piscou para ele com surpresa. "Tem uma coisa que eu precisava falar com você."
"Furious Mole8 não é um bom nome para uma banda," Clary disse imediatamente.
"Não isso," Simon disse. "É sobre o que nós falamos antes. Sobre eu não ter uma namorada."
"Oh." Clary levantou um ombro em uma encolhida. "Ah, eu não sei. Convide Jaida Jones," ela sugeriu, nomeando uma das poucas garotas de St. Xavier que ele realmente gostava. "Ela é legal, e ela gosta de você."
"Eu não quero chamar Jaida Jones para sair."
-Ele quer você sua boba! –Falou Maryse indignada
-Ele pode querer ela, mas ela vai querer o Jace! –Retrucou Robert cortando a garota. Mas ela não conseguia perceber que assim como Simon queria Clary no livro ,ele também do mesmo modo queria ela .
Lucian por sua vez escutava tudo atento ,quantas e quantas vezes ele não havia feito a mesma jogada com Jocelyn.
"Porque não?" Clary se encontrou tomada por um súbito, inespecífico ressentimento. "Você não gosta de garotas inteligentes? Ainda buscando um corpo perfeito?"
"Nem um, nem outro," Simon disse, parecendo agitado. "Eu não quero convidá-la para sair, porque realmente não seria justo com ela que eu tivesse..."
Ele pulou fora. Clary se inclinou para frente. Pelo canto do seu olho ela podia ver que a garota loira se inclinou para frente também, claramente escutando. "Porque não?"
"Porque eu gosto de alguém," Simon disse.
"Ok." Simon parecia vagamente esverdeado, como da vez quando ele quebrou seu tornozelo jogando futebol no parque e teve que sair mancando para casa. Ela se perguntou o que na terra sobre estar gostando de alguém poderia possivelmente dar a ele esse tanto de ansiedade. "Você não é gay, é?"
"A cor esverdeada de Simon ficou mais profunda. "Se eu fosse, eu me vestiria melhor."
"Então, quem é ela?" Clary perguntou. Ela estava prestes a acrescentar que se ele estivesse apaixonado por Sheila Barbarino, Eric iria dar um chute em seu rabo, quando ela ouviu alguém tossir alto atrás dela. Era um ridículo tipo de tosse, o tipo do ruído em que alguém poderia fazer tentando não rir alto.
Ela virou ao redor.
Sentado sobre um desbotado sofá verde a poucos metros de distância estava Jace. Ele usava as mesmas roupas escuras que ele tinha usado na noite anterior no clube. Seus braços estavam nus e coberto com fracas linhas brancas como antigas cicatrizes. Seus punhos envolvidos em largos braceletes de metal; ela podia ver a protuberância do cabo de uma faca no lado esquerdo. Ele estava olhando direto para ela, o canto de sua estreita boca curvado em diversão. Pior do que estar sendo gozada era a absoluta convicção de Clary que ele não estava ali há cinco minutos atrás.
"O que é?" Simon seguiu o olhar dela, mas era óbvio pela expressão em seu rosto que ele não podia ver Jace.
Ela encarou Jace enquanto ela pensava nele, e ele levantou sua mão esquerda para acenar para ela. Um anel brilhou em seu longo dedo. Ele ficou em seus pés e começou a andar, despreocupadamente, em direção a porta. Os lábios de Clary se separaram em surpresa. Ele estava saindo, desse jeito. Ela sentiu a mão de Simon em seu braço. Ele estava falando seu nome, perguntando a ela se tinha algo errado. Ela vagamente ouviu ele. "Eu vou estar de volta," ela ouviu a si mesma dizer, enquanto ela saía do sofá, quase se esquecendo de colocar seu copo de café para baixo. Ela correu em direção a porta, deixando Simon olhando após ela.
Clary rompeu através das portas, apavorada de que Jace teria desaparecido nas sombras do beco como um fantasma. Mas ele estava lá, relaxado contra a parede. Ele tinha acabado de pegar algo de seu bolso e estava empurrando os botões naquilo. Ele olhou com surpresa quando as portas da cafeteria se fecharam atrás dela.
No rapidamente fim do crepúsculo, seu cabelo parecia cobre dourado. "A poesia do seu amigo é terrível," ele disse.
-Sim, estou de acordo –Concordou Stephen
- É porque ele ainda não ouviu a poesia do Robert-Disse Michel rindo da cara do amigo
-Isso amigo da onça de risada, só porque minhas poesias são melhores que as suas –Disse Robert bufando
-Meu querido amigo, a única coisa que suas poesias chegam a competir é com o lixo –Disse Michel dando com a língua para Robert que o encarou enraivecido. Michel riu e continuou:
Clary piscou, pega momentaneamente fora de guarda. "O que?"
"Eu disse que a poesia era terrível. Aquilo parece como se ele comesse um dicionário e começasse a vomitar as palavras aleatoriamente."
"Eu não me importo com a poesia de Eric." Clary estava furiosa. "Eu preciso saber do porque você está me seguindo."
-Ai! Corte rápido! –Disse Maryse rindo de Robert, pelo garoto cogitar a ideia achar que Clary e Jace iriam ficar juntos algum dia. Mas quem tomou as dores foi Stephen que resmungou:
- E quem disse que ele esta seguindo você ?-
"Quem disse que eu estava seguindo você?"
Todos encararam o garoto, que ficou boquiaberto em descrença.
"Boa tentativa. E você estava escutando também. Você não quer me dizer sobre o que isso se trata, ou eu deveria apenas chamar a polícia?"
"E dizer a eles o que?" Jace disse intimidando. "Que pessoas invisíveis estão aborrecendo você? Acredite-me, garotinha, a policia não vai prender alguém que não pode ver."
"Eu te disse antes, me nome não é garotinha," ela disse entre seus dentes. "É Clary."
"Eu sei," ele disse. "Lindo nome. Com a erva, clary . Nos velhos tempos as pessoas pensavam que comendo suas sementes elas poderiam ver a tribo das fadas. Você sabia disso"?
"Eu não tenho idéia de sobre o que você está falando."
"Você não sabe muito, não é?" ele disse. Havia um preguiçoso desprezo em seus olhos de ouro. "Você parece ser um mundano, como qualquer outro mundano, mas você pode me ver. Isso é um enigma."
"O que é um mundano?"
-Alguém que pertencente ao mundo humano –Exclamou Hodge como se estivesse entediado. Todos interiormente ainda se perguntavam o que havia acontecido com os cinco colegas
"Alguém do mundo humano. Alguém como você."
"Mas você é humano." Clary disse.
"Eu sou," ele disse. "Mas eu não sou como você." Não havia nenhuma defensiva em seu tom. Ele soava como se ele não se importasse se ela acreditava ou não.
"Você pensa que é melhor. É por isso que você estava rindo de nós."
"Eu estava rindo de você porque declarações de amor me divertem, especialmente quando não são correspondidas,"
-Toma!-Disse Robert olhando para Maryse e dando com a língua, a garota só levantou a sombrancelha para a atitude infantil do garoto
ele disse. "E porque Simon é o mais mundano dos mundanos que eu já encontrei. E porque Hodge acha que você pode ser perigosa, mas se você for, você certamente não sabe disso."
-Puxa, parabéns a você Hodge, virou baba agora! Teme até uma miserá garotinha de 15 anos, fico me lembrando como temia os demônios antes de me conhecer –Debochou Valentim deixando seus olhos repousarem em Hodge este por sua vez estremeceu
"Eu sou perigosa?" Clary ecoou atônita. "Eu vi você matar alguém na última noite. Eu vi você direcionar uma faca embaixo de suas costelas e..." e eu vi ele retalhar você com dedos como lâminas de gilete. Eu vi você cortado e sangrando, e agora você parece como se nada nunca tivesse tocado você.
"Eu posso ser um assassino," Jace disse, "mas eu sei quem eu sou. Você pode dizer o mesmo?"
"Eu sou um ser humano comum, do jeito como você disse. Quem é Hodge?"
-Um traidor que passou para o lado da Clave –Debochou novamente Valentim ,mas ninguém pareceu lhe dar ouvidos dessa vez
"Meu tutor. E eu não seria tão rápido para marcar a mim mesmo como comum, se eu fosse você." Ele se inclinou para frente. "Deixe-me ver sua mão direita".
"Minha mão direita?" Clary repetiu. Ele concordou. "Se eu te mostrar minha mão, você vai me deixar em paz?"
"Certamente." Sua voz tinha uma ponta de divertimento.
Ela segurou sua mão com má vontade. Ela parecia pálida na meia-luz que saia das janelas, os nós dos dedos com leve restos de sardas. De alguma forma ela se sentiu exposta como se ele tivesse puxado sua blusa e mostrado seu peito nu. Ele tomou a mão na sua e a virou. "Nada." Ele soou quase desapontado. "Você não é canhota, é?"
"Não. Por que?"
Ele soltou sua mão com um encolher de ombros. "A maioria das crianças caçadoras de sombras são marcadas em suas mãos direitas ou esquerda, se elas são canhotas como eu sou – então elas ainda são jovens. É uma permanente runa que dá uma extra habilidade com armas." Ele mostrou a palma de sua mão esquerda, ela parecia perfeitamente normal para ela.
"Eu não vejo nada," ela disse.
"Deixe sua mente relaxar," ele sugeriu. "Espere isso vir até você. Como se esperasse por alguma coisa que elevasse na superfície da água."
"Você é maluco." Mas ela relaxou, olhando para sua mão, vendo as pequenas linhas atravessando os nós dos dedos, as longas articulações dos dedos...
Aquilo pulou para fora tão subitamente, piscando como um sinal de pare. Um desenho negro como um olho na parte de trás de sua mão. Ela piscou, e ele desapareceu. "Uma tatuagem?"
-É uma marca!- Respondeu Celine virando os olhos
Ele sorriu convencido e recolheu sua mão. "Eu pensei que você pudesse fazer isso. E isso não é uma tatuagem, é uma marca. São runas, queimadas em nossa pele."
"Elas fazem com que você lide com armas melhor?" Clary achou isso difícil de acreditar, mas talvez não mais difícil do que acreditar na existência de zumbis.
"Diferentes marcas fazem diferentes coisas. Algumas são permanentes mas a maioria some quando elas não são utilizadas."
"Esse é o porque de seus braços não estarem todos marcados hoje?" ela perguntou. "Mesmo quando eu me concentrar?"
"É exatamente por isso." Ele soou satisfeito consigo mesmo. "Eu sabia que você tinha a Visão, pelo menos." Ele olhou para o céu. "Está quase completamente escuro. Nós temos que ir."
"Nós? Eu pensei que você estava indo me deixar sozinha."
"Eu menti," Jace disse sem uma centelha de vergonha. "Hodge disse que tenho que trazê-la ao Instituto comigo. Ele quer falar com você."
"Por que ele precisa falar comigo?"
"Porque você sabe a verdade agora," ele disse. "Não tem havido um mundano que saiba sobre nós pelos últimos cem anos."
"Sobre nós?" ela repetiu. "Você quer dizer pessoas como você. Pessoas que acreditam em demônios."
-Não precisa acreditar em demônios pra eles existirem! –Disse Michel erguendo a sombrancelha
-Por exemplo, eu vejo um bem na minha frente agora, disfarçado de anjinho. Mas até as escrituras dizem, até o inimigo já foi um anjo –Disse Jocelyn erguendo a cabeça e encarando Valentim com toda a raiva e dor contida até agora ,antes que as coisa piorassem Michel voltou a ler:
"Pessoas que matam eles," Jace disse. "Somos chamados de Caçadores de Sombras. Pelo menos é isso o que chamamos a nós mesmos. Os Downworlders tem nomes menos elogiosos para nós."
"Downworlders?"
"As crianças da noite. Bruxos. Visões. Os mágicos moradores desta dimensão."
Clary balançou sua cabeça. "E não para por aí. Eu suponho que também existem, o que, vampiros e zumbis?"
-Mas é claro que sim garotinha! Depois de tudo o que viu e ouviu ainda tem dúvidas? Os zumbis, são mais encontrados no sul, obviamente –Contextou Stephen e Michel soltou uma risadinha. Stefan e Jace tinham muito em comum.
"Claro que eles existem," Jace informou a ela. "Apesar de você encontrar mais zumbis principalmente no sul, onde os sacerdotes são voodus."
"E sobre múmias? Elas só ficam no Egito?"
-Da onde você tirou isso? Sério, vou fingir que não escutei tamanha barbárie! –Resmungou Stephen indignado
"Não seja ridícula. Ninguém acredita em múmias."
"Elas não ?"
"Claro que não," Jace disse. "Olhe Hodge vai explicar tudo isso quando você vê-lo."
Clary cruzou seus braços sobre seu peito. "E se eu não quiser ver ele?"
Hodge revirou os olhos .Primeiro que a garota não tinha que querer, se o caçador das sombras tivesse que leva-la a força, a levaria. Segundo, ele sabia, estava lidando com mais uma Jocelyn da vida, mas só que o dobro de teimosa.
"Problema seu. Você pode vir por bem ou por mal."
Clary não acreditava em seus ouvidos. "Você está ameaçando me seqüestrar?"
"Se você quer olhar isso desse modo," Jace disse, "sim."
-Gostei dele! –Exclamou Robert orgulhoso
-Então, por que não casa com ele? –Resmungou Maryse revirando os olhos
-Oh mulher você ta me estranhando é ? Primeiro fazem me declarar para o Patrick, depois dizem pra eu me casar com o Jace. Tem ideia do quanto é humilhante a ideia de me casar com o Patrick que mico-Robert disse fingindo uma indignação. Patrick puxou o ar e afinando a voz deixando num feminino muito esganiçado e exagerado começou:
-Então é assim que você me trata amor? É desse jeito ?Como se eu não fosse nada ,como se nosso amor não fosse nada .E as nossas noites de amor, as declarações as loucuras e nossas aventuras? De repente tudo acaba! Você OUSA me diz me diz quem é a vadia? Eu quero saber-Disse Patrick apontando o dedo na cara de Robert que o olhava assustado. De repente fingindo se tocar de algo, Patrick se virou para Maryse:
-É a Maryse não é ? Eu sabia que essa vadia ia trazer problemas! – Todos seguravam o riso, Patrick levantou e andou até Maryse e disse esganiçado apontando o dedo na cara da mesma:
-Escute aqui Robert Lighwood é meu, entendeu ?! Nananinanão que vc vai ficar com ele pra você .Ele é MEUUUU ,e não é você e nem ninguem que vai tirar ele de mim – A garota percebeu Robert pedindo a ela silenciosamente que o defende-se ao menos aquela vez .Maryse disse risonha:
- Pode pegar ,ele é todo seu! –Robert a olhou boquiaberto e assustado. Patrick pulou no colo dele, falando:
-Ouviu isso amor a vadia nos deixou em paz! Vou mandar fazer meu vestido de noiva assim que os livros acabarem ,e temos que ver uma data viável para nós dois marcarmos o casamento. Onde vai ser a lua de mel? Ahhhhhhhh a lua de mel vai ser num lugar super romântico cheio de velas, com nós caçando algumas criaturas do submundo e ... –Patrick dizia sonhador enquanto todos já começavam a gargalhar. Robert gritou com raiva empurrando Patrick de seu colo ,que acabou se estatelando no chão:
-SAI DIABO,TA ME ESTRANHANDO É HOMEM! EU SOU ESPADA ,ESCUTOU ESPADA !SEU BOBÃO !-Nisso todos soltaram ainda mais gargalhadas inclusive Patrick que gargalhou da cara de Robert. Jocelyn pela primeira vez soltou uma risada sincera só as palhaçadas dos garotos faziam ela rir, demorou uns 5 minutos até que todos se acalmassem ainda vermelhos de tanto rir. Michel voltou a ler ainda observando a cara emburrada de Robert
Clary abriu sua boca para protestar raivosamente, mas ela foi interrompida por um estridente e buzinante barulho. Seu telefone estava tocando novamente
"Vá em frente e atenda isso se você quiser," Jace disse generosamente.
O telefone parou de tocar, então começou a tocar de novo, alto e insistente. Clary fechou a cara, sua mãe estava realmente surtando. Ela meio que virou para longe de Jace e começou a escavar sua sacola. Até o momento que ela encontrou o telefone, ele estava no terceiro toque. Ela o levantou até sua orelha.
"Mãe?"
"Ah, Clary. Ah, graças a Deus." Uma ponta afiada de alarme correu pela espinha de Clary. A mãe dela soava em pânico. "Me escute..."
"Está tudo bem, mãe. Eu estou bem. Eu estou a caminho de casa..."
"Não!" Terror fragmentava a voz apressada de Jocely. "Não venha para casa! Você está me entendendo, Clary? Não se atreva a vir para casa. Vá para casa de Simon. Vá direto para casa de Simon e fique lá até que eu possa..." Um barulho no fundo interrompeu ela: o som era de alguma coisa caindo, estilhaçando, algo pesado acertando o chão...
Nesse momento todos dirigiram seu olhar para Jocelyn. Esta por sua vez, agora sem nenhum traço de riso no rosto, olhava para o livro como se esperasse uma luz do que havia acontecido. Lucian, Madelaine ,Patrick ,Hodge e Maryse a encaravam temerosos com medo do que podia ter acontecido .
Stephen analisava tudo como um detetive. O que poderia ter acontecido com a garota e pior quem poderia ter feito aquilo?
Até mesmo Valentim a olhava estranhamente. Michel então resolveu continuar:
"Mãe"" Clary gritou ao telefone. "Mãe, você está bem?"
Um estridente e alto barulho veio pelo telefone. A voz da mãe de Clary atravessou a estática. "Apenas me prometa que você não virá para casa. Vá para a de Simon e ligue para Luke – diga a ele para ele me encontrar..." Suas palavras foram abafadas por uma queda pesada como um desmoronamento de madeira.
"Quem achou você? Mãe você chamou a policia? Você..."
Sua pergunta frenética foi cortada por um ruído que Clary jamais se esqueceria – um duro, resvalado ruído, seguido de um golpe surdo. Clary ouviu sua mãe puxar um forte suspiro antes de falar, sua voz misteriosamente calma: "Eu te amo, Clary."
Jocelyn já tinha lagrimas nos olhos ,e ela nunca foi de chorar mais a dor misturada a angustia, decepção, medo a fizeram chorar como uma criança que havia perdido seu brinquedo ,ela queria correr o mais longe possível de todos ,queria correr para a mãe e chorar tudo o que havia guardado para si ,mais ela sabia que tinha que continuar ali .Tinha que ser forte tinha que aguentar a tudo ,ela precisava saber o que aconteceria com sua filha ,com ela mesma e até mesmo com todos do Ciclo, ela precisava saber sobre Valentim também ,olhou para Madelaine e Lucian que a olhavam preocupados ela sabia que eles queriam consola-la e dizer que tudo ficaria bem no final ,coisas que somente melhores amigos fariam mais dadas as circunstancias não podiam ,então mandou um olhar reconfortante aos amigos e reunindo forças ela enxugou as lagrimas e pediu silenciosamente que Michel continuasse.
O telefone ficou mudo
"Mãe!"
Clary gritou ao telefone. "Mãe, você está aí?" Fim da chamada, a tela dizia. Mas por que a mãe dela teve que desligar assim?
"Clary," Jace disse. Foi a primeira vez que ela tinha ouvido ele dizer o nome dela. "O que houve?"
Clary ignorou ele. Febrilmente ela apertava o botão que ligava para o número de sua casa. Não havia resposta exceto um duplo sinal de ocupado.
As mãos de Clary começaram a tremer incontrolavelmente. Quando ela tentou rediscar, o telefone escorregou fora do alcance de sua agitação. Ela caiu de joelhos para recuperá-lo, mas ele estava quebrado, uma longa rachadura visível através da sua frente. "Merda!" Quase em lágrimas, ela jogou o telefone para baixo.
"Pare com isso." Ele levantou ela sob seus pés, a mão dele segurando seu pulso. "Alguma coisa aconteceu?"
"Me dá o seu telefone," Clary disse, pegando o retangular metal preto fora do bolso de sua camisa. "Eu tenho que..."
"Isso não é um telefone," Jace disse, fazendo nenhum movimento para pegá-lo de volta. "Isso é um sensor. Você não será capaz de utilizá-lo."
"Mas eu preciso chamar a polícia!"
"Me diga o que aconteceu primeiro." Ela tentava empurrar seu pulso de volta, mas a mão dele era incrivelmente forte. "Eu posso te ajudar."
A raiva inundou através de Clary, uma maré quente através de suas veias. Sem sequer pensar nisso, ela golpeou o rosto dele, suas unhas arranhando sua bochecha. Ele se afastou em surpresa. Movimentando-se livre, Clary correu em direção das luzes da sétima avenida.
Hodge bufou. A garota era o dobro pior que Jocelyn. Em seguida suspirou soltando um risinho, realmente não havia dúvidas mesmo de longe qualquer um perceberia os defeitos e as semelhanças entre Jocelyn e Clary.
Quando ela chegou na rua, ela girou ao redor, meio que esperando ver Jace em seus calcanhares. Mas o beco estava vazio. Por um momento ela olhou com incerteza para dentro das sombras. Nada se movia dentro delas. Ela girou os seus calcanhares e correu para casa.
-Bom este é o fim do capitulo –Disse Michel encarando a todos que ainda estavam abalados com o que tinham acabado de ouvir.
-Bom nesse caso então vamos fazer uma pequena pausa para almoçarmos e fazer nossas necessidades –Disse Valentim encarando a todos.
Aos poucos a sala foi se dispersando em grupos, enquanto os empregados serviam o almoço e todos faziam suas necessidades. As conversas corriam soltas em grupinhos distintos, de um lado da sala Valentim conversava com Emil , Samuel , Anso e Celine.
-E então o que achou dos livros Valentim ?-Indagou a garota ,encarando suas unhas
-No inicio com certeza sem necessidade, mas agora é cada vez mais útil. É bom saber quem esta me traindo, pelo menos sei de quem tenho que cuidar! –Respondeu Valentim com descaso
-Realmente, muitos que achamos estar do nosso lado se bandearam pro lado da Clave!-Denotou Samuel,l ogo após levando sua bebida ate a boca, ainda encarando Valentim
-E o que vamos fazer você sabe sobre os traidores? –Indagou Emil encarando com nojo o grupo que se encontrava mais a frente
-Por hora nada. Primeiro vamos analisar todas as informações, criar estratégias para só então atacar –Disse Valentim como se o que estivesse dizendo fosse natural como todo caçador das sombras ter uma estela.
-Todos nós já esperávamos isso de Patrick e Madelaine era ó quem diria que Hodge, Lucian e até mesmo Jocelyn, fariam isso. Eles que sempre foram de sua extrema confiança!-Destacou Anso, como quem não quer nada
-Meu amigo Anso ,eles ainda não perceberam o tremendo erro que cometeram! –Disse Valentim agora encarando o grupo dos "traidores" a sua frente
Amatis estava na sacada olhando para o céu cheio de nuvens sentiu um perfume gostoso, o perfume dele ,era impossível não reconhecer.
-Sei que esta ai Stephen ,não precisa me assustar! – Disse ela desviando o olhar do céu e encarando o garoto ,ele por sua vez a encarou erguendo a sombrancelha
-Como sabia que eu estava aqui ?-
- Seu perfume-Respondeu ela dando de ombros
-Você reconhece meu perfume? -Perguntou ele a olhando malicioso ,ela ficou levemente rosada, mas respondeu com uma coragem que não sabia de onde vinha
-Sei mais coisas sobre você, do que pode imaginar-Então ela voltou seu olhar para o céu, para que ele não visse sua vermelhidão. O garoto se encostou na grade e tambem desviou seu olhar para o céu
-Acho que essa é a primeira vez que nos falamos desde que terminamos o primário, eu estive pensando Amatis. Você não gostaria de, quem sabe assim que acabar a leitura, sair comigo?- Ela desviou o olhar do céu e encarou os olhos que ela tanto amava ,era isso que ela mais gostava nele a determinação
-Você não tem noção do quanto tenho esperado por isso –Ela respondeu pousou as mãos sobre as dela, realmente era o dia mais feliz da vida da garota depois de tanto tempo. Ao longe ela percebeu Celine os encarando com certo rancor no olhar ,mas ela nem ligou. Iria sair com o homem que amava isso era o que importava.
Robert ,Maryse e Michel conversavam mais alegremente
-Nossa sente-se daqui esse clima de paz-Ironizou Michel
-Realmente-concordou Robert ainda emburrado,por causa da brincadeira
-O que vocês acham que isso vai dar, sabe a leitura dos livros ?–Questionou Maryse
-Eu não sei Mars, mas o que quer que aconteça não pode ser bom –Disse Michel de repente se desanimando. Maryse percebendo o que havia feito descontraiu novamente fazendo o que ela mais gostava de fazer, perturbar Robert:
-E então minha Rubyzinha querida, deixa eu ser a madrinha do seu casamento com Patrick ?-
-Eba e eu o padrinho ,ahh deixa vai por favor, siiiim-! Exclamou Michel sacudindo o amigo
-Para diabo, já disse que não! – Falou Robert ainda mais emburrado ,mas Michel e Maryse nem lhe deram bola continuaram falando do suposto casamento:
-Sabe Mars eu estava pensando da lua de mel ser no Vavai, dizem que la é lindo-
-É Havaí Michel,Havai –Caçoou Maryse
-Que seja! Imagine que lindo, podemos alugar uma pousada ,com uma cama bem grande...-E assim continuaram a planejar o suposto casamento para á irritação de Robert que só resmungava qualquer coisa .
Em outro canto da sala Madelaine ,Jocelyn ,Hodge ,Patrick e Lucian conversavam fervorosamente aos sussurros sobre o ocorrido com Valentim ,e sobre o livro:
-Vocês percebem como nos condenam, como se eles fossem perfeitos e não cometessem erros –Afirmou Hodge encarando o grupo que Valentim estava
-Deixe estar Hodge, você sabe que uma hora ou outra mascaras caem, não sabe –Disse Patrick tentando acalmar a todos
-Espero que a mascara de Valentim caia logo, não aguento mais isto tudo! –Exclamou Madelaine suspirando cansada
-Calma Mady ,a hora dele vai chegar e todos vão ficar do nosso lado.É só questão de tempo-
- A questão é quanto tempo, Lucian e até la quantos não vão sofrer-Rebateu Madelaine tristemente, olhando para a parte cortada de seu braço
-O tempo que for necessário Madelaine. Deixe ele achar que é o senhor da razão, quando chegar a hora ele vai cair pra nunca mais se levantar e eu cuidarei pra que seja eu a derrube-lo, ele e esse castelinho de areia que ele construiu –Disse Jocelyn encarando com raiva e nojo o grupo a sua frente
-Valentim parece ainda gostar de você !–Constatou Hodge a amiga, que o encarou sem expressão
- Se ele gostasse jamais faria isso comigo, Hodge –Disse ela apontando para seu braço e continuou- Além do mais, o que eu vou fazer com ele vai ser pior que isso tudo-
-O que vai fazer Jocelyn? -Indagou Madelaiene preocupada
-Aguarde e verá. Se eu te contasse perderia toda a graça!-Disse ela ainda sem se abalar -Mas eu garanto a vocês, ele vai pagar por tudo que nos fez! –
Disso ninguém tinha duvidas ,quando Jocelyn prometia era certeza de que cumpriria, afinal de todos ali ela forá a maior aprendiz de Valentim.
TMITMITMITMITMITMITMITMITMIT MITMI
gente eu nem deveria estar postando o cap ja que ele nem foi betado pela Lyyh mais eu quero deixar minhas leitoras do Nyah felizes então resolvi postar :3 espero q tenham gostado lindas beijks
