Desclaimer: Jared e Jensen não me pertencem, o que é uma pena, e escrevo essa fic apenas para a minha diversão e para a diversão de quem vai ler e sem nenhum fim lucrativo.
Titulo: Refuge
Beta-Reader: EmptySpaces11
Fandom: Supernatural / RPS
Classificação: M/NC-17/Slash.
Avisos: Universo Alternativo, Repostagem.
Sumário: Jared Padalecki resolve seguir seu sonho e viajar pelo mundo com uma mochila nas costas. Jensen vive uma pacata vida nas montanhas como um caçador. E se conhecem graças ao bondoso e maquiavélico Jeffrey. Padackles - AU.
FanMix: http : / br4 . in / aVrxS ; Por Draquete. Obrigada querida, você sabe o quão importante foi essa fanmix pra mim.
Capa: http : / br4 . in / ubp7o ; Por EmptySpaces11. Obrigada amor. Você me surpreendeu quando me mandou. Amei muito ela.
Capítulo III
Quando Jensen escutou batidas em sua porta, pensou estar ouvindo coisas, pois ninguém em sã consciência sairia de casa naquele tempo. Voltou a ler seu livro como se nada tivesse acontecido. Era normal escutar barulhos, pois estava em meio à mata, e havia animais nela. Já havia se acostumado com esses barulhos. Mas escutou novamente as batidas à sua porta, e teve certeza que não estava escutando coisas. Levantou-se e foi ver quem ou o que era.
Só não deixou escapar um palavrão, pois viu que a situação da pessoa que estava na sua porta não era muito boa. Não a conhecia, o que era pior. Escutou ele dizer que era amigo de Jeffrey e o convidou para entrar. Fechou a porta, olhando atentamente o homem à sua frente.
— Primeiramente, qual é o seu nome?
— Jared Padalecki. – Jared respondeu, enquanto abraçava o corpo para tentar afastar o frio. – Você deve ser Jensen Ackles. – Viu-o confirmar, e sorriu.
— Disse que é amigo do Jeffrey. Ele o mandou?
— Eu iria alugar a cabana dele por um tempo, mas quando cheguei lá, encontrei-a em ruínas. Ele disse que se eu precisasse de alguma coisa, eu poderia vir aqui!
— Jeffrey... – murmurou Jensen, olhando para seu convidado e saindo do campo de vista. Voltou alguns segundos depois, com um par de toalhas. Caminhou para um banheiro, deixando-as em cima da pia e voltou para onde Jared se encontrava. – Deixei toalhas no banheiro. Tome um banho. Tem água quente à vontade.
— Não tenho roupas. Eu as deixei no carro! – respondeu Jared, abaixando o olhar. E viu Jensen se afastar novamente indo na mesma direção que da vez anterior, desta vez, e voltando com algumas roupas na mão. Colocando-as sobre a pia do banheiro também, ordenou:
— Ande logo e tome seu banho. Está sujando meu assoalho! – disse num tom de voz alterado, voltando para frente da lareira que estava acesa e sentando em uma poltrona em frente a ela. Jared o viu pegar um livro e começar a ler. – Depois farei um café.
— Eu preferia um uísque.
— Não tem!
— Vodka?
— Não.
— Alguma coisa com álcool?
— Não.
— Café seria ótimo. – respondeu caminhando para o banheiro.
Quando entrou no banheiro, estranhou a modernidade do local. Era bem equipado, para uma cabana, lógico.
Ligou o chuveiro e esperou que ele esquentasse para entrar, de roupa e tudo, debaixo da água. A única coisa que poderia dizer daquela água era que estava maravilhosamente quente. Sentiu a água tocar em seus cabelos, e escorrer por seu rosto e corpo, e sorriu, era reconfortante tomar um banho quente.
Conforme ia sentindo seu corpo mais relaxado com a água, ia retirando as roupas, já não tão sujas pela lama. Reclamou ao sentir uma fisgada em sem ombro direito. Deixou água cair por todo seu corpo. Jensen havia dito água quente à vontade, e não iria deixar essa oportunidade passar.
Quando sentiu o corpo totalmente relaxado, e livre de qualquer rastro de lama, desligou a ducha e puxou a toalha para se secar. Pegou as roupas que ele havia colocado em cima da bancada de mármore.
E quando terminou de vestir a calça, sentiu vergonha de ter que sair daquele jeito. Era curta e apertada. Maldita a hora em que havia crescido demais. Se isso não tivesse acontecido, não iria passar aquela vergonha.
Mesmo sem camisa, abriu a porta olhando para os lados e avistou Jensen sentado na mesma poltrona que estava antes. Pensou em sair para procurar, mas estava na casa de um estranho, e não queria sair mexendo nas coisas. Então, resolveu chamá-lo.
— Err... Jensen? – Jared o chamou com certo receio.
— Hm?
— Você teria, por acaso, um kit de Primeiros Socorros?
— Um minuto! – Jared o viu levantar e entrar novamente no lugar que julgava ser o quarto. E o viu voltando com uma pequena caixa nas mãos. – Aqui está!
— Valeu. – Jared pegou a caixa e fechou a porta logo em seguida, não queria que Jensen o visse naquele estado, com as calças apertadas e curtas e sem camisa ainda por cima.
Colocando a caixinha sobre a bancada da pia, pegou um frasco com o nome de anti-séptico e umedeceu a ponta da toalha com o mesmo. Virou-se de costas para o espelho, para poder ver o tamanho do corte e se assustou.
Claro que, quando caiu, sentiu algo cortar sua pele, e também era claro que pensou que estivesse com um corte nas costas, mas não imaginou que estava com um senhor corte nas costas. Ele tinha mais ou menos uns sete ou oito centímetros e dava para ver a carne através dele. Com cuidado, levou a toalha umedecida ao corte e não pode deixar de gritar:
— Porra, caralho! - e não percebeu que quando jogou a toalha para longe, ela levou junto o frasco do anti-séptico, estilhaçando-o no chão.
Jensen escutou o grito vindo do banheiro, e não pode deixar de ficar preocupado, pois não é todo dia que bate em sua porta um cara alto, molhado, cheio de lama e diz ser amigo de seu amigo.
Não pensou duas vezes antes de correr para o banheiro e ver o que estava acontecendo.
Quando abriu a porta, deu de cara com seu visitante sentado no chão, xingando o mundo com os piores palavrões que poderiam existir, e massageando o ombro como se quisesse amenizar a dor.
— Deixe-me dar uma olhada! – Jared olhou para cima, encontrando os olhos de Jensen no mesmo instante. O que ele disse não lhe pareceu um pedido e sim uma ordem. Pensou em dizer não, mas logo lembrou que já estava fodido mesmo.
Levantou tomando cuidado para não pisar com os pés descalços e algum caco de vidro, e virou de costas para o Jensen.
— Foi mal ter quebrado seu remédio. É que essa merda arde pra cacete! – resmungou enquanto sentia o olhar dele queimar suas costas.
— Não tem problemas, eu tenho mais guardado. – Jensen olhou o corte, e depois olhou para a bagunça que estava seu banheiro, e abaixou para pegar a toalha branca que estava com a ponta amarelada do anti-séptico, recolheu os cacos maiores e antes de jogá-los no lixo disse: - Sente ai. Vou buscar outro frasco. E faça um favor: não se mexa. Mas se for se mexer, não quebre nada!
Jensen saiu deixando Jared sozinho no bainheiro. O moreno fez uma careta pelas palavras que o outro disse, mas logo tratou de desfazer, pois em instantes ele entrou novamente no banheiro, com o remédio na mão. Viu Jensen mexer na caixa de primeiro socorros pegando algumas bolinhas de algodão, e umedecendo-as com o liquido amarelado, vindo em sua direção.
— Tente aguentar! – foi à única coisa que o ouviu dizer ao passar o algodão em seu ombro. Jensen o sentiu ficar tenso, mas continuou limpando a ferida. – Como conseguiu fazer isso?
— Foi em um dos milhares de tombos que levei. – respondeu Jared com a voz entrecortada, devido ao ardor que estava sentindo. – Tenho sorte por ainda estar vivo!
Jensen não respondeu nada, jogando os algodões no lixo. Pegou algumas gazes, juntamente com o esparadrapo, para cobrir o ferimento. Sentiu-o relaxar aos poucos, imaginando que o ardor do anti-séptico estava passando. Abriu a gaze para poder cobrir o ferimento. Quando seus dedos tocaram a pele dele, sentiu-o ficar tenso novamente, mas não demorou muito, para que ele relaxasse.
Quando sentiu os dedos do Jensen tocar sua pele, foi como sentir um choque. Os dedos estavam frios, e a pele de seu ombro era como brasas. Cada movimento que ele fazia, era como se uma corrente elétrica passasse por seu corpo. Por pouco, muito pouco, não deixou um gemido escapar, quando ele passou a mão sobre o esparadrapo para fixá-lo em sua pele. Não percebeu quando foi, mas havia fechado os olhos, e quando deu por si, estava ali parado com os olhos fechados e ele sem lhe tocar mais.
— Pronto! – escutou Jensen dizer ao mesmo tempo em que saia.
— Obrigado! – respondeu de forma que ele pudesse escutar.
Levantou calmamente, olhando para o espelho, e virando-se de costas para poder ver o curativo. Sorriu, pois não conseguiria fazer um curativo tão bem quanto aquele. Vestiu a camisa xadrez que Jensen havia lhe emprestado. E também estava apertada e curta. Apanhou sua roupa que estava pendurada onde deveriam estar as toalhas e saiu do banheiro.
— Tem uma máquina na lavanderia ao lado da cozinha. – Jensen disse sem desgrudar seus olhos de seu livro.
— Já dei uma lavada nelas, não precisa mais que isso e, pela manhã se a chuva não estiver tão forte, vou tentar desatolar meu carro e ir para o motel. – Jared disse o que estava pensando, mas sua mente trabalhava por si só, pois seu corpo já estava caindo. As dores que antes sentia, haviam se transformado em cansaço e não via hora de poder deitar, nem que fosse no chão, para dormir.
— Você não vai a lugar nenhum! – Jensen disse ainda sem desgrudar os olhos de seu livro – Não pelos próximos cinco ou sete dias!
— Como assim? – Jared o indagou.
— Estamos na época da chuva e da lama! – Jensen respondeu depositando seu livro sobre o braço do sofá e levantando-se logo em seguida – Qualquer tipo de carro atola, a chuva não diminui e as pessoas não saem de casa!
— Isso quer dizer que nada de civilização ou sair dessa cabana durante cinco ou sete dias? – Jared perguntou como se fosse difícil de entender o que Jensen dizia.
— Isso mesmo! – Jensen passou ao lado dele seguindo para a cozinha. – Quer café?
Jared não respondeu, estava a ponto de surtar, se estava lindamente fodido, quando saiu de New York, agora estava o que? Maravilhosamente fodido? Riu de sua desgraça, e não percebeu o olhar que recebeu de Jensen. Com certeza ele estava achando que ele era um lunático ou qualquer coisa parecida.
— Se continuar ai, vou ter que limpar meu assoalho novamente! – Jensen disse, tirando Jared de seus devaneios. Olhou para as roupas em sua mão e olhou para Jensen dando um dos seus melhores sorrisos como pedido de desculpa mudo, e seguiu para onde ele havia indicado a tal da lavanderia. – A de baixo é a lavadora. A de cima, a secadora!
Jared não havia parado para olhar o interior da cabana, mas pelo que parecia era bem modernizada, com lavadora, secadora. Quando caminhou de volta para a cozinha, percebeu a cafeteira, o microondas e também a enorme geladeira. Soltaria um assobio, se Jensen não estivesse olhando-o com tanto vigor.
Com o tempo em que convivera com o Tom e com os que o cercavam, aprendeu de certa forma a decifrar olhares, e com Jensen não seria muito difícil. Ele era quase inexpressivo, mas seus olhos diziam muito. E ele estava desconfiado.
— Pode me perguntar o que quiser. – avisou pegando uma caneca que estava preparada estrategicamente para ele, e serviu-se de café. Viu Jensen arquear uma das sobrancelhas e tomar um gole de seu café.
— O que faz em New Hampshire?
— Resolvi que vou dar uma de andarilho... – respondeu sorrindo ao lembrar-se de seu sonho – Jeff disse que para eu começar como nunca essa minha vida, não poderia deixar de passar por aqui, mas pelo visto, se eu não tivesse escutado aquele desgraçado, estaria na Pensilvânia, agora! – falou com indignação forçada, pois sorria, ato que não passou despercebido pelo olhar atento de Jensen.
— E o que fez tomar essa decisão?
— Quando saí do Texas, esse era meu sonho: sair pelo mundo apenas com uma mochila nas costas e me matando para sobreviver. – riu de sua contradição, mas continuou. – Mas quando cheguei a NY, fui forçado a deixar meu sonho de lado. Agora que posso, decidi que estava mais do que na hora de realizá-lo.
— Como conheceu o Jeffrey?
— Um dia, quando fui pegar minhas atualizações com o Eric, ele estava lá, sentado, e conversando com ele, disse-me que era um dos advogados do jornal. E que estava livrando a cara do Eric daquela vez, e nunca mais nos separamos. Estamos juntos há três anos! – falou dando duplo sentido a frase, e sabia que se o Jeff o escutasse falar assim, receberia uma cotovelada, e das fortes, na costela.
— Jornalista?
— De certa forma sim!
Foi quando Jensen levantou e caminhou para a sala. Suas especulações se tornaram verdade quando escutou aquelas palavras. Ninguém que tivesse um cérebro sairia em meio às tempestades de New Hampshire, a não ser um jornalista atrás de uma boa matéria. Não deixou uma única palavra escapar, e notando que não deixou o mais novo perceber suas emoções, voltou com rapidez para a cozinha.
— Está sozinho? – perguntou calmo, como se nada tivesse acontecido.
— Não tinha ninguém para trazer, sem ser o Paul, mas o Jeff não deixou. Escola, segunda feira, sabe? – Jared falou alegremente e Jensen estranhou. Aquele cara conhecia bem o Jeff, pois sabia o quanto aquele homem venerava seu filho.
— O que faz no jornal?
— Faço parte da animação. Tenho uma coluna semanal que faz sátiras de tudo que vem acontecendo ou sobre novidades tecnológicas, futebol entre varias outras coisas.
Jensen não acreditou. Aquele cara, pelo que parecia, sabia bem esconder o que sentia atrás daquele maldito sorriso, que não abandonava o rosto dele por nenhum segundo. Se ele fosse mesmo amigo do Jeffrey, ele iria escutar muito, por ter enviado um maldito repórter. E se ele usasse aquelas malditas palavras, "você precisa voltar a ser o que era antes Jen" seria capaz de matá-lo. Bufou ao lembrar-se da tal frase.
— Se terminou o seu café, pode deitar na cama! – Jensen disse tomando o resto de seu café – E como não tenho colchão extra, nem nada do tipo, irei me deitar lá, também!
— Por mim tudo bem, desde que você não me agarre de noite... – Jared zombou, levantando-se e colocando sua caneca em cima da pia. – Você conhece o Jeff há muito tempo?
— Quatro anos.
— Ele me disse que não vem muito aqui. Deve ser por isso que não sabia que a cabana tinha queimado. – Jared disse sem pensar. – Ele vai ficar horrorizado quando ficar sabendo. Ele parecia gostar desse lugar.
Enquanto lavava sua caneca, de costas para Jensen, não notou ele levantar a sobrancelha em desconfiança.
— Tem certeza que não quer que eu deite naquele sofá? – Jared perguntou apontando para um pequeno sofá de dois lugares, que ficava encostado na parede.
— Já viu seu tamanho? – Jensen perguntou soando o mais sarcástico que pode. Viu Jared levantar os braços rendendo-se.
— Direito ou esquerdo? – ele perguntou ao Jensen caminhando para o quarto.
— Tanto faz!
— Boa noite!
Foi à última coisa que escutou, antes do barulho da cama. E agradeceu aos céus pela calmaria que sua casa havia tomado, mas sentiu-se só. Fazia tempo que não escutava alguém rir com tanto gosto quanto esse cara chamado Jared.
Seus pensamentos voaram para o momento em que estava fazendo o curativo no ombro dele. Sabia muito bem o que havia sentido quando o tocou, e quando o sentiu contrair os músculos. Mas fazia muito tempo que não sentia aquela sensação. Teve vontade de deslizar os dedos pelos músculos dos ombros, e apertar aquelas costas até marcar.
Mordeu o lábio e chacoalhou a cabeça para os lados para afastar tais pensamentos. Ele não deveria estar pensando aquelas coisas e, sim, arranjando um jeito de se livrar o mais rápido possível desse cara.
Continua...
Nota: Hi peoples do meu coração, tudo bem com vocês? Eu realmente espero que sim... Porque comigo está tudo ótimo. Bem estou aqui antes do previsto, como vocês perceberam, mas acho que quero postar logo a fic, quero meus antigos leitores de volta também. Amo todos eles. Espero que estejam gostando da fic, e zas... E Espero que comentem, me contando o que acharam e bibibi. Se você já leu antes, e comentou antes tôo, pode comentar again, eu deixo xP
Acho que é isso. Capitulo agora só semana que vem. Ou seja, quarta, quinta ou sexta-feira. Vai depender do meu humor. Obrigada por chegarem até aqui. Beijos. Amo vocês!
