Desclaimer: Jared e Jensen não me pertencem, o que é uma pena, e escrevo essa fic apenas para a minha diversão e para a diversão de quem vai ler e sem nenhum fim lucrativo.


Titulo: Refuge
Beta-Reader: EmptySpaces11
Fandom:
Supernatural / RPS
Classificação: M/NC-17/Slash.
Avisos: Universo Alternativo, Repostagem.

Sumário: Jared Padalecki resolve seguir seu sonho e viajar pelo mundo com uma mochila nas costas. Jensen vive uma pacata vida nas montanhas como um caçador. E se conhecem graças ao bondoso e maquiavélico Jeffrey. Padackles - AU.

FanMix: http : / br4 . in / aVrxS ; Por Draquete. Obrigada querida, você sabe o quão importante foi essa fanmix pra mim.

Capa: http : / br4 . in / ubp7o ; Por EmptySpaces11. Obrigada amor. Você me surpreendeu quando me mandou. Amei muito ela.


Capítulo VI


Já estava acordado há algum tempo, mas não conseguiu se levantar. Não pode se levantar, para falar a verdade, pois os braços de Jared estavam presos em sua cintura, e nem que ele quisesse, conseguiria sair dali. Mas também não queria. Estava gostando de apreciar a feição, calma e relaxada do moreno. Sem máscaras e sem sorrisos forçados.

Jensen pensou em fingir estar dormindo, quando viu que Jared estava começando a acordar. Mas desistiu, pois ver o sorriso que ele tinha nos lábios quando o viu ali, lhe fazia querer continuar ali para o resto da vida. Sentiu os braços puxando-o para mais perto e quando ele afundou o rosto em seu pescoço, sentiu se formar sorriso contra sua pele.

Jared, quando abriu os olhos e sentiu aquele corpo quente ao seu lado, teve a impressão que; nunca tinha acordado tão bem assim em toda sua vida. Puxou Jensen para mais perto de si, e sorriu sentindo o cheiro dele. Talvez Jensen iria estranhar a sua reação, mas até então ele não estava reclamando.

Se dependesse dele, passaria a eternidade ali, naquela cama, tendo Jensen em seus braços, sentido seu calor, seu cheiro e tudo que viesse dele. Mas não poderia, poderia? Levantou o rosto e o olhou nos olhos, vendo que ele estava tranqüilo, e sorriu.

— Bom dia! – Jared acomodou-se melhor, sem soltar Jensen de seus braços.

— Pra você, não? – Jensen perguntou irônico, mas sabia que não havia funcionado. – Estou tentando sair daqui a horas!

Jared o olhou rindo, ele estava tentando usar o mesmo cinismo de sempre, mas não estava funcionando. Sabia que se ele realmente quisesse ter saído, ele já teria saído, mas não. Ele estava ali.

— Mas ficar aqui não é tão ruim. – respondeu Jared, puxando Jensen ainda mais para perto de si. – E tenho certeza que se quisesse sair, já teria saído. Chamar meu nome, me empurrar, ou até usar força bruta, teria me acordado! – Jared sorriu ainda mais ao ver o rosto de Jensen se contorcer minimamente. Estava amando arrancar algumas expressões faciais dele. Pois ele não estava mais monossilábico. Agora iria arrancar todas as expressões possíveis dele.

— Tentei de tudo, pode apostar. – Jensen mentiu. Estava mesmo adorando estar ali, agarrado a ele, mas não admitiria isso nem que sua vida dependesse dessa confissão. Mas como sempre seu corpo conspirava contra ele, pois cada vez que Jared o puxava ou o abraçava com mais força, movia seu corpo para ter mais contato. E ele, sempre sorria com isso. – E como sabe de tudo isso... Poderia fazer o favor de me soltar agora?

— Bom, não fui eu que lhe agarrei na noite passada, nem na outra... – Jared disse tentando parecer sério, diminuindo seu sorriso, para que ele fosse somente um risco em seus lábios – Mas se é o que deseja! – o soltou do abraço, vendo Jensen se arrepender de ter pedido, mas o arrependimento não durou muito, pois ele se levantou.

— Bom dia! – Jensen disse assim que saiu da cama.

— Só se for para você! – Jared resmungou, afundando o rosto no travesseiro, no travesseiro de Jensen.

Não sabia o porquê, mas tudo que falava, era totalmente o contrário do que realmente queria dizer. Se deixasse se levar como estava deixando, com certeza, já teria segurado o rosto de Jared e o puxado para um beijo. Os lábios dele eram finos, e com aquele sorriso que nunca saia de seu rosto, eles se tornavam irresistíveis. Até então estava conseguindo resistir a eles, e pretendia continuar assim por muito tempo.

Pegou suas roupas e foi para o banheiro, tomar seu banho, e continuar a pensar no quão lindo, gostoso e irresistível Jared Padalecki era.

Jared levantou, sentido a mínima disposição. Por ele, continuaria ali deitado naquela cama, com Jensen em seus braços, mas o mesmo havia saído e o deixado sozinho. Então não tinha o porquê continuar ali. Viu que o banheiro estava ocupado pelo seu anfitrião, e seguiu para a cozinha, prepararia algo para eles comerem, pois até então, Jensen nunca havia deixado que ele tocasse em sua cozinha. Essa seria a sua chance. E com certeza a aproveitaria.

Jensen saiu do banheiro sentindo um cheiro estranho, mas bom, vindo de sua cozinha. Estranhou. No banho, pensara no que poderia fazer para o café da manhã deles. Ao entrar na cozinha, percebeu que Jared estava cozinhando, ou melhor, acabando com sua cozinha.

Sempre havia escutado que deixar a pessoa que está lhe acompanhando tomar posse de sua cozinha era indicação de que o relacionamento iria tomar direções complicadas. Não deixaria que Jared soubesse sobre esse seu entendimento, mas não havia ficado nem um pouco satisfeito com aquela atitude. Já havia dito não, várias vezes sobre ele cozinhar, ou tomar frente de sua cozinha.

Estava terminando de virar a omelete que estava fazendo quando escutou a cadeira sendo arrastada. Olhou para Jensen e sorriu. Era a primeira vez que o via, daquele jeito. Com os cabelos úmidos, as faces coradas pelo calor do chuveiro, e um detalhe que havia percebido pela manhã: as milhares de sardas, quase imperceptíveis, existentes naquele rosto.

Voltou sua atenção para a omelete que estava fazendo, pois não queria deixar nada estragar. Aquele prato era a sua especialidade. Queria ganhá-lo pela barriga. E sorriu de seu pensamento. Esse era o golpe baixo que menininhas de colegial jogavam para cima dos jogadores do time da escola, para fisgá-los. E teve que rir novamente, pois sua comparação não havia sido nem um pouco boa, estava se comparando a uma daquelas meninas fúteis.

Até que a sensação de ficar apreciando alguém preparando seu café, não era tão ruim assim. Ficar ali olhando Jared andar de um lado para o outro, virando as omeletes no ar, como um chefe de cozinha, de certa forma era até engraçado. Viu-o trazer várias omeletes para o centro da mesa, já feita para eles somente comerem, com suco e alguns pães.

— Tomei a liberdade de fazer o café da manhã. – Jared disse assim que sentou em frente a Jensen.

— Percebi. – foi o que disse.

— Pensei que iria explodir. – Jared disse sorrindo. – Pois os vários nãos que me disse no decorrer desses três dias, me fez pensar umas... Cinqüentas vezes, antes de pegar em uma panela.

— Às vezes é bom não ter que cozinhar. – Jensen afirmou, mesmo que em seu interior estivesse gritando, para ralhar com ele, mas era um bom ator, afinal de contas.

Jared pensou que ele iria falar outra coisa, mas se enganou, pegou o pão na cesta a sua frente, cortando-o ao meio.

Estava pensando em resmungar, mas até que era boa a sensação de estar sendo servido. Há muito não tinha essa sensação de ser cuidado. Na realidade não se lembrava de um dia já ter tido isso, sem ser de empregadas e assistentes de set.

E quando experimentou a omelete que Jared havia preparado, surpreendeu-se. Até que estava boa. Muito boa. Lembrava dos cafés da manhã que tomava durante sua época como ator, e recordou que o que menos gostava, era quando chegavam com omeletes em seu café. Simplesmente não suportava. E há anos não comia uma.

Não gostava de lembrar-se do seu passado. Era simplesmente angustiante, pois sempre que se lembrava de quão fútil era sua vida, lembrava do desperdício. E o pior, lembrava que perdera seu pai, por conta daquele trabalho. Mesmo que seu pai sempre tivesse sido um tanto ausente, ele era seu pai.

E quando deixou Los Angeles, pensava que por sua causa, ele havia falecido. Não muito tempo depois, a polícia, descobrira que o verdadeiro assassino de seu pai e de mais algumas pessoas da produção, havia sido um dos roteiristas. Aquele que nunca em sua vida desconfiaria. E o que mais havia lhe surpreendido fora o depoimento que ele havia dado para a imprensa, após seu julgamento.

"Eu só achava que o Roger estava deixando a desejar com sua série, e eu poderia fazer bem melhor!"

Só de pensar naquelas palavras, sentia uma forte vontade de ir à prisão onde ele estava e matá-lo com suas próprias mãos.

— Jensen? – Jared o olhava um tanto preocupado, forçou um sorriso e arqueou a sobrancelha. – Você está bem?

— Estava me lembrando de algumas coisas... – Jensen disse, tentando não deixar transparecer suas emoções. Afinal de contas já fora um bom ator, ou pensava que era.

— Você não está com uma cara boa. São as omeletes? – Jared perguntou fazendo uma careta. – Eu sei que não sou um bom cozinheiro, mas é o que faço melhor, além de macarrão previamente preparado. – viu-o abrir um daqueles sorrisos que mostravam seus dentes perfeitos e as belas covinhas que ele tinha, e foi inevitável não sorrir.

— As omeletes estão boas, só lembrei que eu odiava comê-las antigamente. – disse dando uma boa mordida em seu pão, apreciando novamente o gosto da omelete. – E até que essa está boa!

Viu o sorriso Del Jared aumentar, o que jurava ser impossível. E como sempre foi inevitável, não sorrir também. Não deixaria que angústias do passado estragassem seu dia, que havia começado perfeitamente bem, estando aos braços de Jared. Deu seu melhor sorriso, digno do ator que um dia fora, e disse:

— Hoje a chuva não está tão forte, acho que é possível ir até seu carro e buscar alguma mudas de roupa. – afirmou vendo novo tipo de sorriso brotar naqueles lábios que até então não havia tocado, mas que ansiava beijar.

— Então poderemos ir até o meu carro? – Jared perguntou, percebendo que Jensen havia usado aquela tática para mudar de assunto. Se ele não queria falar sobre seu passado, então, que não falasse. Não se importaria.

— Corrigindo... – balbuciou Jensen – É possível eu ir até o seu carro e lhe trazer algumas mudas de roupa.

— E por qual motivo não posso lhe acompanhar? – Jared perguntou, achando um tanto estranho Jensen lhe falar com palavras enfáticas que ele não poderia ir até seu próprio carro.

— Primeiramente: Você não tem botas adequadas. É mais provável que fique atolado em meio o caminho. Segundo, seu ombro não está bom para carregar peso e terceiro, você não está acostumado com o tempo.

— Falando dessa forma, até me sinto uma donzela. – Jared zombou, apreciando a preocupação que Jensen dispunha sem o mínimo pudor.

— Basta dizer-me onde estão as coisas que mais necessita. – Jensen disse ao terminar seu café. – E diga logo, pois estou indo me preparar para o lamaçal que me espera.

— Não sei se você vai se encontrar na minha bagunça. Tem muita bugiganga, mas tem uma pequena mochila no banco de trás. Necessito dela para o meu trabalho. Tem uma mala, onde estão minhas roupas, uma mala preta pequena, que com a ajuda do Jeff, eu preparei para algum imprevisto.

Filho da puta! – Jensen disse ao se levantar, Jared estranhou, pois era o primeiro palavrão que Jensen deixava escapar em todos aqueles dias. Porém, como não era nem um pouco lerdo, conseguiu acompanhar o raciocínio de Jensen.

— Até a mala para trazer pra cá nesses dias, ele me fez fazer. – Jared disse, mesmo sem precisar. – Não sabia que ele poderia planejar coisas em tão pouco tempo.

— Pode ter certeza, ele vem maquinando esse nosso encontro há tempos. – Jensen dizia da sala.

— Posso imaginar, mas o que é mais estranho, é que ele nunca havia me falado de você. – Jared disse levando a louça até a lava-louça.

— Mas ele falou muito de você. – Jensen disse dando uma olhada rápida para a cozinha, enquanto vestia seu casaco de chuva, daqueles impermeáveis, que nem mesmo uma gota da maior tempestade conseguia infiltrar.

— Quando a Samantha me dizia que ele era perigoso, eu costumava não acreditar. – Jared disse, caminhando ao encontro de Jensen.

— Ele, na realidade, é a pessoa mais maquiavélica que conheci na vida. – Jensen disse enquanto vestia as botas. – Quando me mudei. Ele foi a única pessoa a me reconhecer, e disse que tinha o lugar e a pessoa certa para mudar meu jeito de ser. Meses depois, ele dizia que eu teria que voltar a ser quem eu era. Dá para entender? – quando deu por si, já havia dito mais do que deveria e percebeu o olhar inquisitivo de Jared em cima de si. Tratou de dizer que teria que sair logo, pois não conseguiria mais tarde. A tempestade iria aumentar. – É somente isso mesmo?

— Sim. – Jared respondeu, sentindo uma pitada, melhor dizendo, uma montanha de curiosidade, mas se Jensen não queria falar, não seria ele a tocar no assunto. Percebeu o semblante dele quando havia terminado de falar.

Jared ainda perguntou se poderia ir junto. Gostaria mesmo de ir, para ver o estado de seu carro e pegar algumas coisas mais, mas Jensen havia dito que não havia necessidade, e mesmo que ele quisesse, nenhuma de suas botas iria lhe servir. Deu-se por vencido naquele momento, pois se lembrar daquele percurso e ainda estar com botas apertadas não lhe agradou em nenhum momento.

Jensen o deixou sozinho na casa, o que era um tanto estranho. Estar naquela cabana não era nem um pouco aconchegante enquanto Jensen não estava lá. Para não pensar sobre isso, resolveu ajeitar a casa. Jensen era tão organizado que lhe causava calafrios.

Em nenhum canto da casa havia coisas fora do lugar. Não se lembrava de ter visto Jensen arrumando o local. Era tudo tão arrumado, só de lembrar-se de seu loft e da bagunça em que permanecia lhe fazia perceber o quão desorganizado era. Mas aquilo não tomou sua preocupação. Só de pensar que a qualquer momento Jensen entraria por aquela porta, fazia seu coração palpitar.

Mas que porra é essa? Pensou ao notar que estava ansioso pela volta dele como se fosse uma dona de casa à espera do amado marido. Riu. Não poderia estar pensando em uma coisa como aquela. Não mesmo! Mas suas atitudes lhe mostravam o quão contraditório estava sendo. Havia tomado posse da cozinha logo pela manhã, fazendo um delicioso café da manhã, se assim poderia chamar as benditas omeletes. E agora, para piorar sua situação, estava cozinhando. Cozinhando, para Jensen.

Tinha lá seus dotes culinários, mas ninguém além de Jeffrey sabia deles. Esse era um dos seus maiores segredos. Ninguém alem de Jeffrey sabia sobre sua vida. Lógico que muitos sabiam, mas não como ele. Ninguém havia se interessado em saber quem Jared Tristan Padalecki era realmente, e não se importava com isso. A morte de seus pais e a vida distante de seu irmão, havia lhe ensinado a se virar.

Pensava que poderia viver uma vida tranqüila quando fosse para a cidade que nunca dorme, mas uma semana antes de sua grande mudança, seus pais haviam falecido em um acidente, e o deixado para trás. Sempre havia pensado em ter uma vida somente sua, onde as opiniões de seu pai não contariam, onde sua mãe não ficaria interferindo, mas nunca imaginava que seria daquela forma. Porque pesara que, se um dia seus planos falhassem teria um lugar para onde voltar. Mas nem aquilo teria mais.

A geladeira de Jensen era tão equipada, que chegava a fazer seu alarme interno soar. Poderia jurar que ele juntava comida para passar um século dentro da cabana, e não somente uma semana de chuva intensiva. Descobrira que Jensen era uma pessoa precavida, que pensava nas coisas que poderiam acontecer, e que sempre estava preparado para surpresas. Talvez a vida em uma cabana havia lhe ensinado isso.

Ficava a imaginar quantas pessoas já haviam dividido aquela cama em que eles dormiam. Não sabia o porquê, mas somente de pensar que não fosse o primeiro, fazia uma raiva surgir em seu interior.

Resolveu espantar aqueles pensamentos e tentar prestar atenção na comida que fazia. Sabia que se continuasse a pensar sua cerebro começaria a fritar, assim como o alho que estava na panela em que preparava o arroz. Sorriu, pois aquele seria o primeiro almoço digno em três dias. Não seria assim tão digno quanto os almoços que sua mãe costumava fazer enquanto ainda era viva, mas estava tentando, e isso contava, não?

Quando estava terminando de pôr a mesa, escutou a porta se abrir e viu, por ela, passar Jensen, com uma mala enorme, que lembrava que não havia lhe pedido para trazer. A pequena mala em uma das mãos e sua mochila em outra. Não sabia se estava sorrido por ter roupas para vestir, ou se era pelo comentário que Jensen havia feito.

— O cheiro está bom...

Com certeza ele estava apreciando sua estadia, mas não ao ponto de estar cem por cento bem com o fato. Após aquele comentário que o fez sentir uma bela dona de casa, fez com que seu humor se acabasse no mesmo instante.

— Mas odeio que invadam minha cozinha! – Jensen havia dito enquanto largava as malas sobre o assoalho da sala. – Trate de arrumar suas coisas, pois ainda tem mais uns sete dias aqui... – percebeu que ele iria dizer mais alguma coisa, mas não deu tempo para que ele completasse o comentário. Seguiu até a sala tomando suas malas e sua mochila e levando para o quarto, resmungando um obrigado.

Deveria estar contente por ele ter comentado sobre sua estadia ser prolongada, mas não pôde. Não sabia o porquê, mas aquele comentário sobre a sua cozinha havia lhe causado um embrulho no estômago, como se Jensen não o quisesse ali. Era bem provável. Sua mente estava entrando em curto circuito, durante a noite ele lhe abraçava e durante o dia tentava lhe afastar de todas as formas possíveis. E constatou, Jensen era complexo demais.

Assim que chegou na cozinha, sentiu o cheiro de comida recém preparada invadir suas narinas. Há quanto tempo não comia uma verdadeira comida? Não saberia mesmo responder a essa questão. Em seu cérebro soou um alarme que poderia ser visualizado como um grande painel com letreiro vermelho: PERIGO.

Era complicado dizer o que estava sentindo, mas a cada ato de Jared, sua mente lhe alertava. Era complicado, com certeza. Não sabia como lidar com aquela situação, nunca tivera alguém que lhe preparasse o café e também o almoço. Além de lanchonetes que vendiam lanches frios, enquanto estava atolado de trabalho, esse tipo de almoço era raro.

E desde que havia se tornado uma pessoa independente, se assim pudesse dizer, convivia com lanches e almoços do restaurante mais próximo a sua casa, e que ficava a exatos dez quilômetros. Nem mesmo sua mãe tinha lhe preparado um café e um almoço no mesmo dia. Era tanta novidade que lhe causava... Medo? Sim, muito medo.

Quando deu por si, já havia dito o que não deveria, e Jared estava no quarto arrumando seus pertences... Mas não teria muito o quê arrumar, pois não havia espaço.

— Essa comida é para comer ou para deixar de enfeite? – Jensen perguntou ao perceber que Jared não voltaria tão cedo.

— O que acha? – escutou a voz seca do outro pronunciando tais palavras.

— Talvez seja para comer, mas vai ser horrível comer tudo isso sozinho!

Jensen estava se perguntando como poderia agir de forma totalmente diferente em tão pouco tempo. Conseguira ser grosso, o que não era muito difícil, assim que chegara, tentando de todo custo afugentar Jared de sua vida e de sua cozinha, mas naquele momento, o que menos queria era estar sozinho naquela mesa.

Talvez, só talvez, havia se acostumado com a presença do outro ao seu lado, pois não se lembrava de ter tantas refeições, lanches, com a mesma pessoa por tanto tempo, três dias.

Percebeu que Jared não havia lhe respondido. Numa cabana tão pequena como aquela, seria até difícil deixar passar qualquer palavra, mas ao chegar ao quarto, notou Jared com seu notebook sobre o colo, e sorrindo para a tela, como se aquele aparelho fosse o amor sumido de sua vida.

Tentou chamá-lo, em vão. Talvez as pessoas da grande cidade não soubessem como viver sem um aparelho daqueles. Aproximou-se sem ser percebido. Com certeza aquele era um vício para Jared. Jared gargalhava para o aparelho, como se ali tivesse a melhor piada de todos os tempos. Sentou ao lado dele, sendo então percebido.

— Você não sabe como eu senti falta dela! – viu-o dizer acariciando o aparelho.

— Imagino...

Foi então que viu o rosto de Jared mudar, como se tivesse lembrado de algo. Digitou algumas coisas na máquina a sua frente e o fechou.

— Vamos comer?

— Era isso que eu estava lhe perguntando, mas acho que não me ouviu... – sorriu meio sem jeito ao ver Jared levantar uma das sobrancelhas – Se aquela comida era somente para mim, e mesmo se fosse, seria horrível comê-la sozinho.

Conteve um sorriso ao ver os olhos de Jared brilharem, mas seu semblante mostrava o contrário, e o comentário que ele fez, também.

— Você acha que a primeira comida decente que vou comer em o quê? Três dias, eu deixaria passar? – viu-o colocar a máquina de lado. – Mesmo que tenha sido eu quem o fez, e que talvez não esteja muito boa, eu não deixaria de comer por nada no mundo!

Ele estava chateado, isso era um fato. Suas palavras... Sua maldita boca. Falava as coisas nas horas erradas, e com certeza havia ferido os sentimentos dele. De certa forma estava achando que poderia estar exagerando, ou talvez não. Sempre que lembrava das palavras, se sentia o pior ser da face da Terra, mas também pensava que não tinha sido pra tanto.

Jared levantou e sem olhar o rosto de Jensen seguiu para a cozinha. O almoço que havia preparado poderia ser taxado como um banquete. Tudo bem, não chegava a tanto. Mas para quem estava comendo somente lanche há três dias, era um manjar, não era? Sim, com certeza.

Quando estava cozinhando, havia se lembrado de todas as instruções de sua mãe. Quando avisou que iria morar sozinho na cidade que nunca dorme, ela havia lhe tomado durante uma semana para lhe ensinar como sobreviver, sabendo fazer bom uso dos utensílios de uma cozinha sem precisar usar um microondas. Sorriu ao lembrar que sua mãe tinha uma grande aversão ao aparelho. Lembrava dela falando que esse negocio tira o gosto da comida!

Viu Jensen sentar em sua frente, olhando atentamente para as travessas à sua frente. Havia tomado a liberdade de procurar recipientes e colocar tudo o que havia preparado sobre a mesa, como sua mãe sempre fazia. Sempre que cozinhava se lembrava dela, era inevitável.

— Como disse? – perguntou a Jensen, pois estava tão perdido em suas lembranças que nem prestou atenção no que ele dizia.

— Vejo que teve trabalho! – sorriu miudamente e olhou para os pratos na mesa.

— Digamos que um pouco, mas gosto de cozinhar, então por isso não ligo nem um pouco. – aumentou o sorriso, e serviu-se. – Essa comida toda não é só pra ficar olhando Jensen, e também porque ela é toda sua!

Percebeu que Jensen havia torcido o rosto com o comentário, e daria tudo para fazer parte do corpo dele, para saber o que ele estava pensando. Talvez fosse uma lembrança, ou um comentário que havia guardado somente para si. Era melhor parar de pensar sobre isso, ou iria acabar deixando sua raiva de lado. Jensen havia lhe magoado, e não estava disposto a reverter a situação até ele lhe dizer realmente o que se passava. E com certeza isso iria demorar.

Serviram-se e comeram e silêncio, um silêncio muito incomodo, principalmente para Jensen, que sabia que Jared estava chateado. Tentou algumas vezes iniciar alguma conversa, mas havia desistido, pois sempre que Jared lhe respondia era monossilabicamente. Mesmo comentando que a comida estava boa, muito boa. Ele não havia lhe dito nada, nem mesmo um obrigado.

Ao terminarem, não conversaram e nem mesmo trocaram olhares. Com certeza as coisas não estavam bem. Precisava urgentemente fazer algo. E estava decidido: faria alguma coisa, mas precisava primeiramente descobrir o quê.

O dia havia passado rapidamente e Jared não desgrudava daquele notebook, e isso estava lhe irritando. Não sabia o porquê, mas aquela máquina estava realmente lhe tirando do sério. Desconfiava que fosse porque Jared não parava de sorrir para a máquina, de várias formas possíveis. Gargalhava, enquanto não desgrudava os olhos da tela daquela merda.

Resolveu que já havia passado da hora de pegar seu livro de latim para estudar. Se Jared não queria lhe dar atenção, não seria ele quem iria correr atrás, mesmo que em sua mente continuava a ecoar que ele deveria encontrar um meio para reverter à situação em que eles se encontravam.

Não havia percebido que o tempo havia passado tão rápido. Só havia percebido, porque seu estômago estava roncando como se não tivesse comido há séculos. Olhou para Jensen e ele estava com a cara enfiada naquele livro, absorto como sempre naquele maldito livro.

Talvez, somente talvez... Estivesse exagerando com essa atitude, mas aquilo que Jensen havia dito, não sabia o porquê, havia lhe magoado e muito. Teve tempo o suficiente para pensar em como estava agindo, feito uma mulher que após uma briga vira a cara para o marido.

Aquele pensamento lhe fez gargalhar com gosto. E somente de pensar em como havia pensado como uma mulher ou uma dona de casa naquele dia era motivo para não parar de rir.

Se Jeffrey estivesse ali, com certeza estaria rindo de sua cara, debochando até dizer chega. Mas pensar em Jeffrey só fez piorar a situação, e novamente teve que rir de sua desgraça. Gargalhou com gosto. Se não fosse aquele maldito, nada daquilo estaria acontecendo, e naquela hora estaria em algum castelo, nem um pouco mal-assombrado da Pensilvânia.

Não agüentando mais escutar seu estômago roncar com gosto, olhou para Jensen, e percebeu que ele lhe olhava também. Tentou parecer o mais impassível possível e disse:

— Estou com fome.

— Eu também. – Jensen havia levantado rapidamente de sua poltrona e estava indo na direção da cozinha.

Jared o seguiu segundos depois, e sentou-se em sua cadeira. Não estranhou quando Jensen lhe trouxe um lanche. Ainda descobrira como ele conseguia aqueles pães, mas não iria pensar sobre aquilo naquele momento. A fome que sentia era tanta que nem se importou. Comeu o mais rápido que pode, e levantou o mais depressa também. Mesmo não sabendo o porquê, o dia havia sido cansativo. Estresse mental.

Sim, era isso. Estresse mental o cansava mais do que ficar correndo o dia todo no Central Park.

Escutou Jensen falar alguma coisa, o que não deu ouvidos, pois ainda não queria conversar. Foi para o quarto, pegar enfim, uma muda de roupa limpa e uma cueca, pois estava cansado de usar, lavar, ficar sem, esperar secar e usar novamente. Tomou sua toalha e seguiu para o banheiro.

Com certeza aquilo já havia passado dos limites. Precisava fazer alguma coisa, e já havia encontrado um modo de reverter toda aquela situação. Não seria nem um pouco fácil, mas também não deixaria de fazer.

Assim que o viu sair do banheiro, pegou suas próprias mudas de roupa e foi tomar um longo banho, deveria pensar no que falar, talvez devesse ensaiar. Não, com certeza não. Se ensaiasse o que falar ficaria muito mecânico e poderia muito bem piorar as coisas. Saiu o mais rápido que pode do banho, pois se demorasse demais, Jared poderia acabar dormindo e não teria a chance de falar com ele.

Quando entrou no quarto, pode perceber que ele ainda estava acordado. Ele estava encolhido, e mesmo encolhido ele ainda parecia muito grande. Mas depois daquelas noites dividindo a mesma cama, havia descoberto que Jared era espaçoso, e adorava invadir o espaço pessoal dos outros com seu enorme corpo. Tudo bem que havia sido ele, Jensen quem havia agarrado Jared, mas era ele quem tomava conta da cama.

Caminhou lentamente até a cama e sentou-se bem na ponta, e antes que desistisse começou a falar:

— Tudo isso me assusta... Eu nunca dividi a cama com a mesma pessoa durante tanto tempo. Normalmente as pessoas com quem eu dividia minha cama, eram somente companhia na hora do sexo, e eu depois as expulsava, ou elas mesmo me deixavam, sem eu precisar abrir a boca. – passava as mãos freneticamente sobre os cabelos, tentando dissipar o nervosismo. – Nunca ninguém preparou duas refeições para mim em um único dia. Minha mãe trabalhava demais, e meu pai também... Daria para eu contar nos dedos quantas vezes comemos juntos. E eu tenho feito isso com você todos os dias, e em todas as refeições... E isso realmente me assusta! – deixou um suspiro cansado escapar, esperava que Jared estivesse escutando tudo atentamente, pois não iria repetir aquelas palavras, nunca mais. – Mas o que realmente me assusta é deixar você entrar na minha vida, e do nada você resolver sair. Não sei se vou conseguir me acostumar a viver sozinho novamente. – não pensou que seria tão difícil e tão doloroso falar aquelas palavras como estava sendo. Sentiu a cama balançar com os movimentos que Jared fazia conforme se levantava, não era preciso olhar. – Talvez seja por isso que eu tento de todas as formas repelir você, mas não consigo. Tudo que eu penso nas malditas vinte e quatro horas do meu dia é você. Acho que inconscientemente descobri que lhe machucar iria amenizar esse medo, mas só fez aumentar, pois ver você dar mais atenção para uma máquina, do que fazer as malditas perguntas que você sempre faz... Me deixou com raiva, muita raiva.

Se assustou quando sentiu os braços de Jared envolverem sua cintura e puxando-o para perto de seu corpo. Sentia leves beijos serem depositados em sua nuca, enquanto as mãos dele deslizavam livremente por seu corpo.

— Faço minhas suas palavras, mudando somente a parte da máquina para um maldito livro. – a voz de Jared em seu ouvido, juntamente com o hálito quente e as leves mordidas que ele ali depositava o estavam enlouquecendo.

Se iria responder alguma coisa, não conseguiu, pois Jared havia segurado seu maxilar e virado, para então selá-lo com um beijo. Como havia esperado aquele beijo. Não sabia quanto tempo havia ansiado por aquele momento, talvez uma eternidade ou até duas. A língua dele pedia passagem passeando lentamente por seus lábios, e não hesitou em lhe conceder.

Jared havia escutado com atenção cada palavra que Jensen havia falado, se aquilo era um pedido de desculpas, por tê-lo magoado mais cedo. Com certeza Jensen havia feito um bom pedido, complexo, mas Jensen era assim. E teria que aprender a entender o significado das palavras e o que estava escondido nas entrelinhas.

Estava beijando a boca de Jensen. Os lábios dele colados aos seus, a língua dele de encontro a sua, travando uma deliciosa batalha, que os dois sairiam como vencedores, pois só o prazer que estavam sentindo era a esperada recompensa. O prêmio.

Separaram-se quando o ar era quase inexistente em seus pulmões. As mãos de Jared continuavam a vagar por toda a extensão do corpo de Jensen, livrando-o daquela maldita camiseta do pijama. Beijava o pescoço dele, escutando vários gemidos de prazer. Deixou a mão escorregar até o membro de Jensen, e não pôde conter o sorriso contra o pescoço dele quando ele arqueou as costas com um simples toque. Não conseguiria esperar muito tempo, queria fazê-lo gemer seu nome em alto e bom som. Se tivessem vizinhos, para que eles escutassem que Jensen era de Jared, que ele lhe pertencia, a partir daquele momento.

Escorregou a mão para dentro de sua bermuda, segurando seu membro rijo entre seus dedos. Nunca no mundo pensou que só de estar estimulando alguém, se sentiria tão... Duro.

Jensen tentava a todo custo virar-se para poder aproveitar mais daqueles toques, daqueles beijos, mas Jared não o deixava. Ele movia a mão estimulando-o, e quando seus gemidos se transformavam em pequenas exclamações de prazer, ele diminuía a velocidade e iniciava tudo novamente como se quisesse lhe torturar.

Não conseguia pensar muito, pois sua mente só se concentrava nos movimentos que Jared fazia, mas constatou que nunca havia sentido nada parecido. Nunca esteve tão entregue como estava naquele momento. Não somente na cama, havia se entregado a Jared no momento em que havia dito todos os seus temores. Jared brincava com um de seus mamilos, quanto voltava a atacar sua boca.

Deixou-se levar quando Jared o puxou para o centro da cama, livrando-o da incomoda bermuda e da boxer.

Jared lhe tocava e beijava com uma calma anormal. Mesmo sendo estimulado, sua excitação era tanta que chegava a doer, mas a cada novo beijo que Jared dava em sua pele aumentava aquele prazer.

Estava sendo maravilhoso sentir o gosto de Jensen, escutá-lo gemer a cada toque seu. Descobrir seus pontos mais sensíveis. Havia prometido a si mesmo descobrir tudo sobre Jensen, e esse era o seu dever naquele momento: descobrir o que mais dava prazer a Jensen. Desceu os lábios até um dos mamilos dele, contornando e sugando-o com vigor, e deu um novo sorriso ao ver Jensen se contorcer sobre a cama, deixando outro gemido de prazer escapar de sua garganta.

Escutou Jensen murmurar alguma coisa em desagrado, quando deixou o corpo dele, e rumou para a ponta da cama, puxando sua pequena mala e pegando um pequeno pote de lubrificante.

— Maldito Jeffrey! – Jared disse enquanto voltava e posicionava-se entre as pernas de Jensen. Sentiu o olhar questionador de Jensen em cima dele, e lhe mostrou o lubrificante. – Ele disse que eu iria precisar... E não é que o desgraçado acertou!

Sem deixar Jensen lhe responder novamente, tomou os lábios dele com vontade, como se ali estivesse o doce mais saboroso que já experimentara. Mas era na realidade, e ele se viciava muito fácil em doces.

Desceu os beijos lentamente por toda a extensão do pescoço, torax e abdômen de Jensen, deixando por onde passava, pequenas marcas avermelhadas. Lambuzou uma de suas mãos com o lubrificante.

Jared sabia mesmo torturar e dar muito prazer a uma pessoa. Talvez fosse por esse motivo que o ex dele, o tal de Tom, estava sempre indo atrás dele. Mas se dependesse de Jensen, Tom nunca mais teria aquelas mãos sobre seu corpo novamente.

Havia pensado ser impossível sentir mais prazer do que estava sentindo. Os pelos de seu corpo eriçavam a cada contato, seu corpo tremia com o contato dos lábios dele contra sua pele. Mas soluçou de prazer quando sentiu os lábios de Jared em seu membro, e um dedo muito atrevido, forçando sua entrada. Não sabia em qual dos dois prestar atenção.

Nem sabia há quanto tempo havia sido sua última transa, mas aquilo não era só mais uma transa, não mesmo. Perdeu a linha de seu raciocínio quando Jared lhe tocou em um lugar, que o fez ver estrelas e gemer como se sua vida dependesse daquilo. Os lábios dele eram tão quentes, e os movimentos que ele fazia eram tão intensos, não agüentaria muito daquele jeito.

— Quer fazer logo essa porra? – Jensen perguntou com muita dificuldade. Jared não facilitava. A cada palavra ele intensificava mais e mais os movimentos. Ele abandonou a atividade que sua boca empenhava e o olhou nos olhos.

— Você está dizendo que... – o olhar de Jensen se estreitou. Jared não era filho da puta o suficiente para lhe fazer falar, era? E pelo o olhar que Jared lhe enviou, descobriu que era.

— Você não vai... Hmm – Jensen tentou perguntar, mas foi impossível, pois Jared havia lhe tocado novamente naquele lugar. E que porra. Aquilo era bom. – Quer parar de brincar e fazer o favor de me foder logo? – disse em um único fôlego. E se os olhos de Jared já estava escuros de desejo, agora eles estavam queimando, e queimavam sua pele também.

— Como quiser! – viu o sorriso torto se inclinar nos lábios de Jared. Com certeza aquele era o sorriso mais malicioso que já vira em sua vida. Não sabia explicar, mas parecia que Jared era o homem dos sorrisos, cada um muito diferente do outro, e que eram usados nos momentos certos. Se já estava com problemas, pois queria senti-lo o mais rápido possível, aquele sorriso só fez seu desejo aumentar.

Era inevitável não protestar com a falta de contato, mas Jared precisava se despir. Gostaria de ter feito isso antes, mas não teve tempo nem mesmo de falar. O que estava sendo ótimo, se assim poderia dizer.

Jared estava fazendo todo o processo de se despir uma longa tortura, pois ele tirava a camiseta lentamente, olhando diretamente nos olhos de Jensen, e sorria cada vez que Jensen mordia os lábios. E quando despia a calça, sorriu vitorioso, pois Jensen não tirava os olhos de seu membro. Estava sendo torturado, mas agüentaria, pois o que mais desejava era dar e sentir prazer.

Nunca ninguém havia lhe despertado essa vontade, de realmente querer se entregar até as entranhas. Mas com Jensen era diferente. Quando estava totalmente nu sobre a cama, não deixou passar despercebido o desejo que aumentava nos olhos de Jensen.

Jensen havia se ajoelhado sobre a cama, ficando na mesma posição em que estava. Ele o puxou e selou seus lábios. As mãos ao entrarem em contato com sua pele, queimaram como da primeira vez, quando ele fizera o curativo em sem ombro.

— Acho que você já ficou no controle por tempo suficiente. – Jensen disse jogando Jared sob a cama e sentando sobre seu quadril. – Agora é a minha vez!

Jared não pode deixar de gemer, pois a pressão que Jensen fazia com seu próprio quadril em cima do seu, era muito boa, para permanecer calado.


Continua...