Desclaimer: Jared e Jensen não me pertencem, o que é uma pena, e escrevo essa fic apenas para a minha diversão e para a diversão de quem vai ler e sem nenhum fim lucrativo.


Titulo: Refuge
Beta-Reader: EmptySpaces11
Fandom:
Supernatural / RPS
Classificação: M/NC-17/Slash.
Avisos: Universo Alternativo, Repostagem.

Sumário: Jared Padalecki resolve seguir seu sonho e viajar pelo mundo com uma mochila nas costas. Jensen vive uma pacata vida nas montanhas como um caçador. E se conhecem graças ao bondoso e maquiavélico Jeffrey. Padackles - AU.

FanMix: http : / br4 . in / aVrxS ; Por Draquete. Obrigada querida, você sabe o quão importante foi essa fanmix pra mim.

Capa: http : / br4 . in / ubp7o ; Por EmptySpaces11. Obrigada amor. Você me surpreendeu quando me mandou. Amei muito ela.


Capítulo XI


Já era manhã quando Jared chegou à oficina do Sr. Beaver. Esperou que ele saísse para poder chamá-lo.

A longa caminhada que havia feito até ali, tinha lhe rendido bons momentos de reflexão. Pôde pensar em todos os prós e contras. E resolveu que o melhor era mesmo deixar aquela cidade, e tudo que nela tinha como passado, porque começaria a ser passado, assim que pegasse seu carro.

— Sr. Beaver...

— Filho, o que faz aqui há essa hora? – o homem perguntou, assim que o viu de pé do lado de fora de sua cerca.

— Estou fugindo. – Jared respondeu rindo. Como sempre fazia nesses momentos. Jim olhou para os lados tentando ver algum rastro da caminhonete de Jensen, mas nada encontrou. E se ele tivesse mesmo vindo, teria escutado o ronco do motor que era inconfundível, mas, não. – Estou mesmo fugindo.

— Percebi. Entre, venha comer algo.

— Não precisa se incomodar, só preciso saber se meu carro está bom... – Jared reparou no olhar repreensivo de Beaver e se forçou a entrar e acompanhá-lo até a cozinha de sua pequena casa.

Beaver, que estava com sua mesa posta para um café da manhã solitário, colocou mais uma xícara e um prato sobre a mesa.

Compartilhou seu café e torradas com Jared, que mais parecia um esfomeado.

— E ainda disse que não precisava me incomodar? – Jim brincou enquanto bebericava seu café. – Se quiser falar sobre o assunto, sou todo ouvidos.

— Preferia não falar sobre o assunto... – o moreno respondeu, depois de mastigar mais um pedaço de sua torrada.

— Então vou fazer minhas suposições... Se não se incomodar. – Beaver se endireitou na cadeira, colocando sua xícara sobre a mesa e olhou o mais novo à sua frente. – Escutei alguns boatos de que um grã-fino estava na cidade, e estava atrás de um amigo do Jen, e esse amigo é você. Escutei também que ele é um dos maiores empresários de toda Nova York, e que é seu ex-namorado. E que ele está aqui para levar você embora junto com ele. Ah, sim, ele é o homem que mais possui ações do grande jornal, New York Times. E sei que Jensen odeia pessoas como ele. Então suponho que você está fugindo, para que Jensen não corra o risco de ser exposto...

— Como sabe de tudo isso?

— Não sei, como disse são suposições. – Jim sorriu e pegou novamente sua xícara, para dar mais um generoso gole, em seu café.

— Quando saí da casa de Jensen ontem, não foi por conta do Tom estar aqui, ou por ele ter nos ameaçado. E sim, pelo fato de Jensen não querer entrar na minha batalha contra ele, contra o Tom. – Jared parou tudo o que estava fazendo. Somente tocar naquele assunto, acabava totalmente com o seu apetite. – Ontem, a briga foi feia. Era como se o Jen não me quisesse na vida dele. Era como se ele não estivesse disposto a entrar nessa batalha, e que aquele amor que ele disse que sentia por mim, fosse apenas palavras, ditas da boca para fora.

— Jensen Ackles não é esse tipo de pessoa.

— Eu sei que não. – Jared respondeu, sentindo o peso daquelas palavras. – Só que na longa caminhada que tive até aqui, percebi que não era somente ele quem estava sendo egoísta. Eu também estou sendo. Só acho que vai ser melhor assim.

— E por que acha isso?

— Eu sei que se fugirmos, como Jensen pediu, iria adiantar de alguma forma. Tom nos encontraria novamente. E não iria ser somente eu quem estaria em apuros novamente. Jensen também estaria.

— Mas se você não tentar não pode dizer que vai realmente acontecer. – Jared riu com o comentário. Jim estava tentando mostrar-lhe que poderia tentar uma nova vida longe de Tom, mas sabia não ser possível.

— Eu já tentei. Tentei quando estava sozinho. – Jared passou as mãos pelos cabelos nervosamente, e sorriu miudamente. – Faz três anos que fujo do Tom... Estou cansado de fugir. Enquanto eu estava só, era uma coisa, eu poderia correr com minhas próprias pernas, seguir em frente, mas agora que eu tenho o Jensen. – Jared levou a mão ao peito e bateu, dizendo como se Jensen estivesse ali. – Agora que eu o tenho não posso mais fugir, não posso fugir...

— Não acha que pode ser válido fugir ao menos uma vez?

— Não. Porque não vai ser somente minha cabeça a estar a prêmio. A de Jensen também vai estar. Quanto mais cedo isso acabar, menos vamos sofrer no futuro.

— Só que o futuro é incerto. – Beaver o olhou; sua voz era calma, mas parecia e severa. Como a de um pai. – Você pode fugir sozinho agora, resolver todas as suas pendências, mas no futuro, quando tentar voltar atrás em algumas escolhas, tais como, reencontrar Jensen, pode ser tarde demais.

— Sei bem disso. Posso não poder ficar com Jensen futuramente, mas pelo menos vou saber que ele está seguro.

— Ou não, meu filho.

— Tenho algumas cartas na manga contra o Tom. Posso fazê-lo desistir de Jensen, mas não posso fazê-lo desistir de mim.

— Vai sacrificar um amor, por liberdade?

— De que adianta o amor, se ambos vão estar com mãos e pés atados?

— Tudo. – Beaver disse como se naquela pequena palavra estivesse a resposta para todos os seus problemas. – Você é a única pessoa que pode reerguer Jensen novamente.

— Não sou essa pessoa.

— Sim, você é! Quando conheci o Jensen, ele não sorria, ele não falava, ele nem se expressava. Ontem, ele falou muito mais do que falou comigo em quatro anos.

— Não sou o motivo.

— Pode pensar que não é.

— Pode até ser, mas vou fazer o que acho certo.

— Não conheço você o suficiente para tentar lhe impedir ou tentar persuadi-lo a fazer o contrário.

Jared estranhava o jeito daquele homem à sua frente. Ele era muito parecido com Jeffrey, só que menos agitado. E ele o fez pensar seriamente em voltar à cabana e desfazer tudo o que estava acontecendo, e fugir com Jensen, para o mais longe possível de Tom. Depois, refletiu e chegou a conclusão de que não era a melhor coisa a se fazer.

— Mesmo se eu fugir com o Jensen, vai acontecer a mesma coisa depois, e depois, novamente... Não quero isso para ele. Eu invadi a vida dele. Não deveria ter feito isso.

— Já aconteceu, e o que está para acontecer está em suas mãos. Só não se arrependa de seus atos mais tarde. – Jim levantou de seu lugar e pediu para Jared o acompanhasse.

— Não vou me arrepender.

Beaver agora entendia o porquê de Jeffrey mandar aquele rapaz até Jensen. Sabia desde o inicio que iria causar esse rebuliço. E que tudo o que viria, iria transformar a vida de Jensen em um inferno.

Não que a vida de Jared fosse um inferno, mas com o Tom, faltava muito pouco para ser.

Quando viu os dois juntos no dia anterior, percebeu que tudo que Jeffrey falava do jornalistazinho combinar perfeitamente com Jensen, era verdade. Se com apenas um pouco mais de uma semana eles haviam ficado daquele jeito, não conseguia imaginar o bem que um faria para o outro no decorrer dos anos.

— Maldita hora em que aceitei a proposta de Jeffrey para vir aqui. – Jared disse. Era como se ele estivesse lendo seus pensamentos.

— Também acho... – Jim comentou para si mesmo enquanto se deixava rir.

— O que foi?

— Nada, estava pensando como vocês prestaram muita atenção quando foram concertar seu carro. – Jim riu um pouco mais alto e virou para Jared que estava logo atrás de si.

— Como assim?

— Pense comigo, rapaz... Se você deixa um rdiáo a pilhas, ligado por muito tempo, o que acontece?

— A pilha acaba...

— Então, se seu carro é a bateria, e se você deixa a lanterna ligada, o que vai acontecer?

— Puta merda, era só isso?

Jim sorriu ao ver Jared sorrir e ver que seu carro estava inteiro, e que não tinha nenhum outro problema com ele. Acenou com a cabeça dizendo que era somente aquele problema.

— Como você quer fugir, é só pegar sua mala o mais rápido possível, pois pelo que eu conheço do Jensen, ele já deve estar vindo atrás de você.

— Ele não vai vir.

— Aposto com você que ele vai vir... Quando a ficha cair, ele vai aparecer.

— Ele não vai vir... E mesmo que viesse, eu não vou voltar atrás.

Jared abaixou a cabeça, pensando seriamente nas coisas que havia dito na noite anterior. Com toda a certeza, Jensen não iria correr atrás dele. Beaver tentou contornar a situação, mas aquele garoto que estava na sua frente estava obstinado. Ele faria somente o que estava na sua cabeça.

— Se você vai, então é melhor ir de uma vez. Não dou uma hora para o Jensen chegar aqui.

Jared pareceu voltar à realidade, quando escutou aquele nome. Estava tentando achar outra alternativa para aquilo tudo. Só que não encontrava nenhuma. O que estava fazendo, era o correndo.

— Eu não tenho dinheiro aqui comigo, posso pagar depois? – Jared perguntou enquanto percebia que não tinha nada além de um dólar na carteira.

— Eu só recarreguei a bateria, e não vou cobrar por isso, mas você fica me devendo uma visita. Gostei muito de você, garoto.

— Obrigado, Sr. Beaver. Não tenho como lhe agradecer, e também gostei muito do senhor.

— Não é porque você esta fazendo a coisa errada que eu não vou gostar de você.

Jared apenas sorriu e entrou em seu carro.

Agora era definitivo. Ele deixaria New Hampshire para trás, e lutaria aquela batalha, sozinho.

-X-

Sua noite havia sido horrível, assim como o começo do seu dia. Tentou dormir, em vão. A cama estava impregnada do cheiro dele, Jared. Tentou ler seu livro de latim, mas as lembranças do Jared, tentando falar algumas palavras, vinham em sua mente, e o fez lançar o livro contra a parede.

Tentava entender o motivo da briga. Agora não achava nexo algum nas coisas que havia dito.

Não queria tirá-lo de sua vida, não o queria longe.

Queria ter forças para pegar sua caminhonete e ir atrás dele.

Quando deu por si, já eram seis da manhã. Não havia conseguido pregar os olhos. Todas suas tentativas de dormir ou se distrair falhavam drasticamente.

Resolveu tomar um banho e acalmar os ânimos, colocar as idéias em seus devidos lugares e depois sair atrás dele.

Sabia que quando fosse atrás dele, poderia muito bem ser tarde, mas não se deixou abalar. Precisava estar pronto para encará-lo.

Esperando amanhecer para sair, sentado em sua poltrona, munindo-se de mais coragem para ir atrás dele, adormeceu sentado.

— X —

As batidas em sua porta o fizeram despertar. Sentiu seu coração pular dentro de seu peito.

Estava sonhando com Jared.

Sonhando que ele aparecia em sua porta, como da primeira vez. Só que dessa vez, ele não estava encharcado e cheio de lama. Jared carregava sua mala. A mesma que ele havia levado. E quando ele estava para falar alguma coisa... Os sons das batidas em sua porta o acordaram.

Correu até ela para poder falar com ele. Imaginava que ele estaria vestindo a mesma roupa, e trazendo a mala em suas costas, mas quando abriu a porta, teve a maior de todas as decepções.

— Boa tarde, Ross. – Tom o cumprimentou o mais cínico possível e sorriu.

— O que está fazendo aqui? Já não conseguiu o que queria? – Jensen respondeu nervoso. Notou que Tom estava sozinho e como sempre sorria.

Pensou que aquele cara só estaria ali para contar a vantagem de estar com Jared, mas se enganou. Jared não estava em seu carro.

— Vejo que não dormiu bem, Ross. Sua cara está ótima. – Tom falou em tom sarcástico e sorriu. – Gostaria de falar com Jared.

— Não interessa se eu dormi bem ou não. E afinal, o que quer?

— Já lhe disse Ross, falar com o Jared.

— Do que está falando? Jared não está aqui. Veio tirar uma com a minha cara? Ele me deixou ontem, se quer saber. Acho que deve estar satisfeito... – quando Jensen disse tais palavras, sentiu como se uma faca entrasse em seu peito. – Por ele estar em sua cama agora, e não na minha.

Lembrou quando Jared saiu de sua casa, e provavelmente de sua vida. Sentiu um gosto amargo em sua boca. Se pudesse choraria de novo, mas parecia que seu estoque de lágrimas já havia se esgotado.

— Se veio contar vantagem, perdeu a viagem. – Jensen deu dois passos para trás e quando ia fechar a porta, Tom o impediu.

— Como assim, em minha cama?

— Ele me deixou ontem, disse que iria falar com você. Agora, se não se importa, deixe-me curtir minha fossa.

Tom o olhou como se ele fosse um alienígena verde e cheio de escamas. Se Jensen tivesse vontade de rir, teria rido. Pela primeira vez, via Tom com uma cara assustada.

— Ele não foi atrás de mim. Ele não apareceu no hotel, e no caminho ele não estava. – A voz de Tom era desesperada. – Como você pôde deixá-lo sair. Porque você não o levou, não tomou conta dele?

— Ele só saiu daqui, por sua causa, agora não venha pôr a culpa em mim...

Para Jensen, estar escutando aquelas palavras aliviava seu coração de certa forma, mas se Jared não estava com Tom... Onde ele havia se enfiado?

— Agora se me dá licença. – Jensen bateu a porta de sua cabana e novamente foi impedido por Tom.

— Não terminamos ainda Ross. Você não me disse para onde ele foi.

— Como disse, ele deixou essa cabana ontem à noite; não faço idéia de onde ele esteja. – Jensen estava realmente aliviado. E sabia onde procurá-lo. Só precisava se livrar daquele cara.

Antes de receber uma resposta de Tom, fechou novamente a porta da cabana, e ficou satisfeito quando escutou o barulho do motor do carro dele.

Jared não havia ido atrás de Tom, e isso era ótimo. Então ele só poderia estar em um único lugar. Após um tempo que Tom havia saído de sua propriedade, deixou a cabana.

O caminho até o sítio de Jim foi feito em muito menos tempo que deveria. Se Jared não havia ido procurar Tom, então ele tinha ido procurar Beaver, para pegar seu carro. E estava certo.

Quando estacionou na propriedade do velho, ele lhe abordou da pior maneira possível.

— Está atrasado, filho. - Beaver olhou no relógio e balançou a cabeça negativamente. – Há essa hora ele já deve estar em New York. Se não estiver, falta pouco para chegar lá.

Se antes havia pensado que seu estoque de lágrimas havia se esgotado, estava enganado. Sentiu que suas pernas não agüentariam mais seu peso, e se deixou cair.

— Você pode impedi-lo. Você deve impedi-lo. – a voz de Jim era como um sussurro em seu ouvido.

— Não pude fazer nada para impedi-lo antes. O que posso fazer agora? – Jensen respondia como se Jim fosse sua consciência.

— Se você o ama, não pode desistir!

.

.

Tom, que estava assistindo toda a cena de longe fez o retorno com o seu carro, e seguiu para o hotel.

— X —

Jared, que dirigia com cuidado, matutando todo seu plano antes de realmente chegar a New York, queria chegar e já começar a acabar com a vida de Tom.

Em todos aqueles anos havia relevado, pensando que Tom cresceria, e que o deixaria em paz. E mesmo que isso não acontecesse, não sabia que iria descobrir o amor.

Desejava que sua vida continuasse a mesma, calma, sem ter preocupações, alem de Tom. Viver livremente, sem ninguém para impedir seus sonhos. Só que o amor havia batido em sua porta, ou melhor, ele havia batido na porta do amor, e ele aconteceu.

Conhecer Jensen, definitivamente, não estava nos seus planos de vida.

Queria correr pelo mundo, com uma mochila nas costas. Sabia que Welling sairia em sua busca, mas poderia fazê-lo esquecer, e retomar a vida. Era sempre assim. Jared havia conseguido fugir de Tom durante anos, falava que morava na casa de seu amigo Chad, mas conseguia ter uma vida normal em seu antigo loft. Porque Tom sabia que Jared não gostava ou não amava ninguém. Ele lhe dava espaço para viver sua vida, mas agora com a existência de Jensen, nada seria como antes. Nada seria fácil como antes.

Pegou o celular e ligou para Chad, avisando que estaria voltando para New York.

— Posso ficar na sua casa por um tempo? – Jared perguntou, mesmo sabendo que a resposta seria positiva.

Claro que pode. Encrenca de novo? – Jared teve que rir das palavras de Chad, e do outro lado da linha deduziu. – Das grandes, imagino.

— Pior que isso, amigo...

Vejamos, não preciso nem perguntar se tem a ver com o Tom.

— Você virou adivinho, Murray? – Jared gargalhou, escutando também a risada de Chad do outro lado da linha. – Aqueles materiais ainda estão guardados?

Sempre fui adivinho, Jay! – Chad riu novamente e logo em seguida clareou a voz, pois estariam falando de negócios, agora.Estou com eles desde que os deixou aqui. É a hora?

— Ainda não, Chad. – Chad pôde perceber que a voz de Jared era gélida e rouca, como se ele estivesse longe do corpo dele, e somente falando as coisas que precisavam ser ditas. – Preciso ver como andam as coisas. Tenho que juntar umas informações que ainda estão em minha posse. Vou precisar, e muito, da sua ajuda.

Estou aqui pra isso! Vou pegar folga hoje, para podermos começar o mais rápido possível. Posso já ir começando?

— Não precisava perguntar! – Jared olhou a placa que indicava a distância de onde ele estava até a entrada de NY. – Chegarei aí em duas horas no máximo.

Estarei esperando você. Agora vê se vira um motorista consciente e desligue essa merda de celular!

— Não diga nada ao Jeffrey, ou ele vai me matar!

Ele também faz parte disso, Jared.

— Não posso arriscar. Jensen não pode me encontrar, e muito menos o Tom. Até eu estar com tudo pronto.

Tudo bem, então não demore.

— Nos falamos em duas horas!

Jared desligou o celular e o jogou em cima do banco do carona. Precisava pensar agora. A melhor forma de ver Tom longe era usando todas as cartas que tinha nas mangas. E as usaria.

E pensando melhor, não sentia pena de Tom, sentia ódio. Não queria descer ao mesmo nível dele, e não desceria. Faria tudo à sua maneira. Não queria se envolver nos problemas dele, só que as circunstâncias eram diferentes agora.

Amava Jensen como nunca pensou amar alguém, e faria de tudo para vê-lo feliz, mesmo que tivesse que voltar atrás em suas palavras. E era uma coisa que quase nunca fazia. Era a dignidade de Jensen que estava em jogo. Ser uma pessoa honesta e justa era o que sua mãe sempre pedia, eles poderiam não ter dinheiro, poderiam não ter nada, mas eram honestos e justos. "Um homem com dignidade, pode conquistar o mundo". Jared se lembrou de uma das frases de seu pai, e sorriu ao ter tal lembrança.

E iria lutar com todas as suas forças para conseguir livrar Jensen de Tom.

Valeria à pena. Por Jensen, valia.

Quando chegou a casa de Chad, juntaram todos os papéis, e saíram. Ficar ali, seria óbvio de mais. Tom já poderia ter ligado, e colocado uma pessoa para estar vigiando a casa de Chad, mas eram mais espertos.

Quando chegaram ao antigo loft onde Jared morava, ele sentiu saudades dos tempos em que morava naquele lugar, mas não sentia vontade de voltar a morar ali. E foi então que descobriu. A cabana localizada no fim do mundo era o seu lar, agora. E não poderia nunca mais voltar para lá, e sentiu seu coração quebrar em mais um milhão de partes.

— Jared, porque viemos para esse lugar?

— Por que não é uma escolha óbvia? – Jared sentou no chão largando as coisas sobre o chão. – Óbvio seria a sua casa, a casa do Jeffrey, a casa do Eric, mas não aqui... Talvez só depois se torne óbvia, mas não agora.

Chad o olhou com estranheza. Jared nunca ficava sério mais que cinco minutos, e o seu jeito sério, era sempre tirando sarro das coisas de uma forma que machucava tudo e todos.

Mas ali estava ele, Jared Padalecki. O homem que não era sério de nenhuma maneira, sério, como se toda a alegria e humor de sua vida tivessem sido arrancados.

— Entendo. – Chad disse olhando o rosto de Jared, que estava começando a criar linhas de expressão de tão tenso. – Antes disso, você não vai me contar o que aconteceu?

— Não temos tempo para isso agora, Chad. Eu preciso dessa matéria escrita em pelo menos cinco horas.

— Cinco horas? Você enlouqueceu?

— É mais ou menos esse o tempo que o Tom vai demorar para me encontrar, ou até menos. – Jared olhou para o semblante de Chad. Ele estava em pânico. Mas não estava nem um pouco melhor que isso. – E preciso que você escreva!

— Jared isso é loucura, sério.

— Não, não é! Você ganhou o premio de melhor escritor e editor da New York Times, e vem me dizer que isso é impossível? – Jared abriu um sorriso sarcástico e viu que Chad estava perdendo a cor. – Olha Chad, se não quiser me ajudar, eu entendo, pode ser o seu emprego em jogo.

— Quem liga pra uma porra de emprego, eu quero que o Times volte a ser como antes, mas escrever todas essas informações, e conseguir que elas fiquem pelo menos nas primeiras paginas não é assim... Precisamos de mais tempo.

— Não temos tempo! – Jared juntou os papeis e começou a organizá-los. – Olha, precisamos fazer isso, use o seu telefone, ligue para o Eric, ele pode nos ajudar a editar. Se o seu medo é mandar com erros, eu acabo de resolvê-lo.

— Muito bem, então! – Chad disse pegando dentro da bolsa seu laptop e colocando-o no chão. – Se é assim que quer, assim terá! – Chad tomou os papéis da mão de Jared e jogou o celular para a mão dele. – Não se esqueça de ligar para o Michael e deixá-lo avisado.

— Ele vai ficar louco, se eu ligar para ele. Vamos terminar primeiro, tenho alguns planos que tenho que colocar em ação antes disso.

— Agora é a hora, baby.

— X —

Jensen andava de um lado para o outro em sua sala, não conseguindo desviar seus pensamentos. E todos eles se resumiam em uma pessoa. Jared, o jornalista.

Jim havia dito que Jared tinha planos, e pela cara que ele havia feito, não eram dos melhores. E havia dito que já tinha deixado Jeffrey a par de toda a situação, e que ele iria agir o mais rápido possível. E o único que estava parado, era ele, Jensen.

O sangue corria quente em suas veias. Seu corpo todo doía, e sua cabeça parecia que ia explodir.

Tom já havia saído da cidade, sabia bem disso. Ele tinha coragem de ir atrás de Jared. E era isso também que estava doendo dentro de seu peito: a falta de coragem.

Estava brigando com sua mente. As chaves do carro estavam na mão. Estava pronto para sair, mas não estava pronto para deixar aquela casa. O medo o corroía por dentro.

Já havia tentado ir até a saída de New Hampshire, mas seu medo fez com que voltasse. Tentava ver o que mais pesava em sua balança imaginária. Sua preocupação com Jared, seu amor por ele e a vontade de correr atrás dele, ou seu medo, sua fobia de pessoas e ter que arcar com as responsabilidades de ser reconhecido.

Sabia que Jared era mais importante. Seu corpo tremia por ele, clamava por ele, só que, mesmo assim, ele não saia do lugar. Parecia que pregos grudavam seus pés no assoalho da cabana, não o deixando ir para trás e muito menos para frente.

— X —

O relógio marcava quinze para as seis da tarde, e não havia conseguido encontrar nenhum rastro de Jared. Sabia que ele estava com Chad, mas nada alem disso. Já havia ido atrás de todas as pessoas que ele conhecia. Já havia estado em todos os lugares que ele gostava. E em todos eles, não havia encontrado nenhum vestígio de Jared.

Jeffrey sentiu seu celular vibrar em seu bolso e não tardou em atendê-lo.

Jeff, sou eu o Jim, conseguiu encontrar o garoto? – Beaver perguntou um tanto ansioso. Só havia visto Jared duas vezes, mas já tinha pegado um apreço por ele.

— Nada ainda! – Jeffrey deixou o ar escapar de seus pulmões em um longo suspiro. – Isso não me cheira coisa boa... Sempre que ele some, alguma catástrofe acontece.

Você faz idéia de onde ele pode ter ido? Ele disse que tinha algumas cartas na manga, mas não quis dizer o que era. – Jeffrey não podia estar acreditando no que estava ouvindo. Jared não poderia estar querendo usar aquilo contra o Welling. – Ele parecia saber que depois disso, Jensen estaria seguro.

— Mas ele não... – Jeffrey tentava a todo custo não entrar em pânico. – Tome conta do Jensen e por nada nesse mundo o deixe sair de Hampshire.

Jeffrey havia ficado sabendo de toda a história sobre Jensen e Jared pela manhã. Sabia que o Welling estava em Hampshire, mas pensou que Jared conseguiria resolver as coisas. Estando ao lado de Jensen. E a mesma coisa pensou de Jensen.

Mas após a ligação de Jim, percebeu que aqueles dois garotos eram dois medrosos. Não conseguiam fazer nada por eles mesmos.

Pensou que Jared correria para seus braços, gargalhando como louco, falando que tudo que tinha vivido com Jensen, não havia passado de sonho. E tinha os planos de dar uma boa surra nele, para que o cérebro voltasse para o lugar.

Havia se enganado. Jared não tinha aparecido, e sim desaparecido. Não conseguia contatá-lo pelo celular e muito menos pelo e-mail. E ele havia levado Chad consigo. Quando os dois se juntavam, tudo o que eles faziam não prestava.

— X —

Faltava pouco para chegar a NY. O trânsito o estava impedindo de começar sua busca. Era por esse e outros motivos que odiava andar de carro.

Antes mesmo de deixar Hampshire, havia falado com seus seguranças para irem atrás de Jared.

Eles não tinham um ponto de partida, mas havia ordenado que eles virassem toda a Nova Iorque de cabeça para baixo, atrás do moreno.

Quando Ross disse que Jared o havia deixado, sentiu seu coração pular em seu peito. Havia resolvido segui-lo para ver se ele não estava mentindo, mas quando escutou a conversa dele com o velhote naquela oficina, havia descoberto que ele não estava de fato mentindo.

E pensou que Jared talvez tivesse ido para o hotel em que estava, mas ficou frustrado quando viu que ele nem tinha passado por lá.

Jared era um especialista em fugir. E ele era especialista em deixá-lo fugir.

Havia prometido que nunca mais iria deixá-lo ir, mas havia percebido que não era capaz de alcançá-lo.

Nunca fora capaz de alcançá-lo.

Desde que o conhecera, Jared era independente, não se deixava levar fácil pelas pessoas. Era especialista em conquistá-las e levá-las como bem queria. Essa era uma das características que mais admirava nele. Pensava que algum dia seria capaz de caminhar lado a lado com ele, só que havia se enganado.

Quando Jared fora morar em sua casa, sabia que não seria fácil convencê-lo a permanecer ao seu lado, mas Jared precisava não só de dinheiro, precisava de alguém ao seu lado, para fazê-lo crescer, pelo menos era o que achava.

Quando ele fugiu pela primeira vez, foi a primeira vez que percebera o quão importante ele era em sua vida.

Quando estava entrando em NY, escutou seu celular tocar e não tardou a atender.

Boa tarde Sr. Welling. – nem precisaria perguntar quem era, aquela voz era mais que conhecida. E o dono daquela voz estava sempre em seus pensamentos.

— Jared, onde você está? – precisava saber onde ele estava. Precisavam conversar. Se Jared havia deixado Jensen, com certeza isso queria dizer que ele estaria lhe dando uma chance, certo?

Isso não importa, Tom... – Tom sentia que o tom de voz de Jared era o mesmo de sempre. Aquele que ele havia aprendido a usar após dois meses morando em sua casa.

— Como não importa? Você não sabe que me deixou louco atrás de você. Diga agora onde está que estou indo... – só não concluiu o que iria dizer, pois as gargalhadas sem sentimentos de Jared ecoaram em seu ouvido.

Você nunca aprende, não é? Você nunca me escuta, nunca presta atenção... – escutava a voz de Jared carregada de cinismo. – Só estou ligando para avisar que estou indo falar com o Promotor Rosenbaum. Ele vai amar receber a minha entrega especial.

A voz de Jared era melodiosa em seu ouvido, e sabia que ele fazia de propósito. Enganara-se quando achara que Jared havia largado o tal do ator para ficar ao seu lado.

Sabe, você como réu e eu como testemunha, e ainda com aquela acusação que coloquei contra você anos atrás. Você não deveria se aproximar de mim... – Jared falava lenta e calmamente eu seu ouvido. Estava querendo assustá-lo, e de certa forma estava conseguindo, mas não a ponto de querer se render a ele. – Eu nunca recorri, mas agora você não mexeu somente comigo.

— O que você está tentando fazer, Jared? – a preocupação que estava sentindo havia se esvaído.

Você ainda não entendeu? – escutou a gargalhada de Jared novamente invadir seu ouvido. – Desde que me conheceu, você sabia que estava mexendo com a pessoa errada. Eu fui paciente todo esse tempo, mas agora não tem como.

— Isso que está tentando fazer, é uma ameaça? – Tom havia se ajeitado sobre o estofado do carro, sua foz era tão gélida quanto a de Jared.

Não sou como você, Tom. Isso é um aviso. Esteja preparado, - Tom pôde ouvir um barulho, que parecia uma campainha e escutou Jared sorrir novamente. – Minha visita chegou. Boa sorte, Sr. Welling.

— Você sabe muito bem que com uma ligação acabo com a vida daquele atorzinho de merda. – Tom praticamente gritou as palavras para que Jared escutasse em alto e bom som, mas só o que escutou foram mais gargalhadas.

Se pensa que estou fazendo isso por ele, está enganado. Ele e eu, não temos mais nada. Por sua culpa. Agora, com a minha ajuda, eles vão deixar você sem nada.

E antes que pudesse dizer alguma coisa, pôde escutar Jared chamar o Promotor Rosenbaum, e dizer que tinha uma entrega mais que especial, e então a ligação caiu.

Jared havia sido um bom auxiliar quando o contratara, mas quando haviam começado a se relacionar, o que havia demorado nada menos que uma semana, percebera as mudanças nele.

Ele fazia seu trabalho impecavelmente. Ele era o melhor no que fazia. Suas palestras, as matérias que saiam com o seu nome, sempre levavam a assinatura de JT Padalecki.

E com o tempo, ele havia descoberto várias de suas falcatruas. Como não falava ou opinava em nada, resolveu deixar tudo as claras com ele. Não sabia por qual motivo, confiava em Jared, como nunca havia confiado em ninguém.

E agora estava vendo. O resultado de sua confiança era uma traição daquela magnitude.

— Se apresse, precisamos impedir tudo isso!

— X —

Desde que se envolvera com Tom, sua vida havia sido muito conturbada, mas conseguia encontrar diversão naquela vida. Pelo menos daquela forma ela não entraria na monotonia.

E, graças a um dos processos que Tom havia ganhado contra um de seus funcionários, Jared havia conhecido Michael Rosenbaum. Ele era o promotor do caso, e sempre estava atrás, procurando alguma nova para poder levar o desgraçado o Welling para trás das grades. Só que ele era escorregadio, e sempre se livrava com facilidade das acusações.

Rosenbaum sabia que Jared tinha em mãos, materiais suficientes para mantê-lo longe da Presidência da New York Times e da sociedade de muitas outras firmas de publicidade para o resto da vida. E ainda conseguiriam uns bons vinte anos de prisão para o cara.

— Vão perguntar onde conseguiu essas informações... – Michel disse encostado ao batente da porta.

O apartamento estava vazio. Nenhum sofá cadeira ou qualquer coisa que pudessem utilizar para ter uma conversa confortável.

— Todo mundo desse lugar sabe sobre o envolvimento do Presidente do Times com o seu antigo assistente, e esse sou eu.

— Isso é o suficiente para o acusarem também. – a voz de Rosenbaum era dura. Não fazia rodeios para falar o que precisava ser dito. – Tirando a parte que vão lhe acusar de ocultar provas.

— Era para a minha proteção. Existem vários BOs que fiz contra ele. E com os meus contatos, consegui muitas novas informações. – Jared se achava estúpido por citar os boletins de ocorrência, mas sabia que algum dia eles valeriam de alguma coisa. Ainda guardava consigo uma cópia da câmera do estacionamento do prédio onde Tom morava. Tudo que precisava estava ali, em suas mãos. – Não tem como eu ir junto, e não sei se você esqueceu, mas o meu advogado é o melhor da cidade.

— E que presta serviços para o Welling.

— Aí que se engana. Ele só presta serviços para o Kripke, dentro daquela empresa. – Chad disse sem levantar os olhos da tela de seu computador.

Rosenbaum estava tentando mostrar todos os pontos para Jared. Sabia da perseguição que Jared sofria. Tendo Chad como namorado, era inevitável não saber. Tentava a todo custo ajudá-lo a se livrar de Tom, mas Jared sempre havia dito que a vida de Tom e as coisas que ele fazia ou deixava de fazer, não eram da sua conta.

E do nada, recebia uma ligação no meio da tarde, com Jared falando que iria entregar tudo e mais um pouco.

— O que o fez mudar de idéia? – Michel perguntou olhando para Jared, que não parava de colocar alguns papéis em ordem.

— Desiste, ele não disse nem pra mim! – Chad que olhou para cima e balançou a cabeça negativamente. – Estou me matando aqui, e nem mesmo sei o motivo.

— O Tom foi longe de mais dessa vez. – Jared entregou uma pasta e uma sacola para Michel e levantou. – Enquanto ele mexia somente comigo, estava tudo bem. Eu tinha prometido a mim mesmo não fazer mais nada contra ele, e deixá-lo viver sua vida em paz, mas ele não fez o mesmo comigo.

— Ele nunca fez o mesmo com você, Jay. – Chad que havia parado de escrever para prestar atenção na historia que achava que Jared iria começar a contar. – Ele só não podia se aproximar de você.

— E ele nunca cumpriu. Desacatou isso. Sempre estava indo atrás de você. – Michel completou.

— Dessa vez ele foi longe de mais... – Jared suspirou e viu que os dois o olhavam querendo mais respostas. – Eu estou fazendo isso para proteger uma pessoa!

Não pôde deixar de rir da cara que Chad fez ao escutar tais palavras. Explicou que durante esse tempo que havia sumido, estava em New Hampshire, e que havia conhecido Jensen, o caçador. E que ele, depois de um tempo havia falado que era Ross Ackles, o astro foragido de Hollywood. Que ficara em sua casa durante todo aquele tempo, e quando Tom o descobriu, e o chantageou. E por Jensen, estava fazendo aquilo.

Chad e Michael escutaram toda a história de Jared atentamente e podiam ver a dor escondida no sorriso que ele se forçava a manter no rosto. Eles o conheciam tempo o suficiente para saber que ele não estava bem.

Desde que os pais de Jared haviam morrido, Jared nunca tomara a dor de ninguém. Apenas vivia sua vida, sem saber do dia de amanhã. Não se preocupava com o futuro.

Quando fora chamado a depor contra Tom, fora com muito custo que ele havia aceitado. E mesmo testemunhando, não havia dito nada que ajudasse os dois lados. Ele era o mestre em meias palavras, e deixava para que os outros entendessem da forma que achassem melhor.

E vê-lo ir contra a filosofia de vida que havia adquirido, para ajudar uma única pessoa... Era realmente uma coisa estranha, mas ao mesmo tempo boa. Jared estava voltando a ser o Jared que haviam conhecido. E esse tal de Jensen, o caçador era realmente importante para ele. E por esse motivo estaria ao lado dele. Para ajudá-lo no que fosse preciso.

— Acho que terminei. – Chad olhou para o laptop a sua frente e colocou o último ponto final e sorriu para Jared. – Agora pelo amor de Deus, liga para o Kripke e para o Jeffrey.

— Obrigada Chad, você não sabe como isso é importante pra mim.

— Lógico que todos nós sabemos o quanto isso é importante.

Michael deixou os dois ali, falando que iria levar as provas e entregá-las para as pessoas certas, e fazer isso o mais rápido possível.

Jared sabia que teria que depor, sabia que seu pescoço também seria colocado sob a guilhotina, mas se tudo desse certo, iria conseguir livrar-se de uma vez por todas de Tom.

Chad ligou para Eric e para Jeffrey. Jeffrey quase lhe crucificou por estar com Jared e não dizer nada.

— X —

Jeffrey, após desligar o celular, correu para se encontrar com Jared. Como havia pensado, quando Jared resolveu se juntar ao Chad, nada prestava. Ali estava ele, correndo para livrar a cara de seu amigo.

Discou os números que davam para o telefone de Jim, e assim que ele atendeu falou:

— Eu o encontrei. E ele fez o que eu temia. Tome conta do Jensen. Se o Jared já falou com o Tom, e eu acredito que já tenha falado. Tom já mandou os repórteres atrás dele.

— Eu vou pra cabana agora, e vou trazê-lo pra cá, pode deixar.

— X —

Quando Jim chegou a cabana, estranhou encontrar Jensen andando de um lado para o outro. Carregando roupas, papéis, documentos, e colocá-los dentro de uma mala.

— Aonde pensa que vai?

— Para New York. – Jensen respondeu com toda a confiança que ele poderia ter dentro de si.

— Mas você não...

— Eu posso fazer isso, Jim. Eu preciso fazer isso! – Jensen sorriu ao ver os olhos do velho Beaver faiscarem. – E preciso que esteja ao meu lado.

— Sempre filho!


Continua...


Nota da EmptySpaces11: Bem, bem, bem... Muito dinâmico esse capítulo, ao mesmo tempo que angustiante. Não saber como tudo vai acontecer... Deixa a gente em pânico. Acredito que pensar em fugir não tenha rendido ao Jensen uma boa coisa, afinal. Mas, sair sem o Jensen, também não foi lucro para Jared. No final das contas, espero que o Tom pague pela separação. Estou amando tudo isso. Parabéns! Beijos!

Nota: Oie meus queridos. Vim fazer um agrado. Estou devendo resposta de reviews, principalmente para a Alicia, mas eu vou responder, ok? Espero que gostem. Até mais. Beijos. Amo vocês!