Desclaimer: Jared e Jensen não me pertencem, o que é uma pena, e escrevo essa fic apenas para a minha diversão e para a diversão de quem vai ler e sem nenhum fim lucrativo.


Titulo: Refuge
Beta-Reader: EmptySpaces11
Fandom:
Supernatural / RPS
Classificação: M/NC-17/Slash.
Avisos: Universo Alternativo, Repostagem.

Sumário: Jared Padalecki resolve seguir seu sonho e viajar pelo mundo com uma mochila nas costas. Jensen vive uma pacata vida nas montanhas como um caçador. E se conhecem graças ao bondoso e maquiavélico Jeffrey. Padackles - AU.

FanMix: http : / br4 . in / aVrxS ; Por Draquete. Obrigada querida, você sabe o quão importante foi essa fanmix pra mim.

Capa: http : / br4 . in / ubp7o ; Por EmptySpaces11. Obrigada amor. Você me surpreendeu quando me mandou. Amei muito ela.


Capítulo XI


Tinha feito a pior burrada de sua vida. Havia deixado Jared ir embora.

Não sabia em que grau de imbecilidade estava, mas havia passado do seu antigo recorde. Havia prometido a si mesmo que, se um dia amasse uma pessoa, faria de tudo para vê-la feliz, e para viver feliz ao lado dela. Só que seus medos haviam lhe cegado.

Desde sua ida ao ferro velho de Jim, tinha tido muito tempo para pensar. E agora sabia que, se pesasse seus medos de ser reconhecido, com o medo de perder Jared, o medo de perdê-lo era muito maior.

Se não tivessem tido aquela briga na noite anterior, se tivesse lhe contado sobre seus medos antes, nada daquilo teria acontecido, mas já tinha. Então a melhor forma agora era reverter a situação.

E ir para Nova Iorque era a solução. Lá iria enfrentar Tom em seu território. Poderia perder, mas só de pensar que iria se encontrar com Jared, suas forças seriam renovadas, e era isso que iria fazer. Lutar para fazê-lo feliz.

— Eu fui um idiota, Jim. – Jensen terminava de arrumar sua mala. Olhou para Jim e balançou a cabeça negativamente. – Eu não deveria tê-lo deixado passar por aquela porta... Eu fui egoísta, mas que merda!

— É a segunda vez que eu estou escutando isso hoje. – Jim sorriu e sentou-se no pequeno sofá no canto da sala e sorriu.

Jeffrey tinha pedido para que não deixasse Jensen sair de Hampshire, mas sabia que essa não era a melhor escolha.

Jensen não era uma criança, e ele precisava tomar uma posição. Tentar acabar com seu medo e ser feliz, ou carregar mais uma culpa nas costas: a culpa de nunca ter tentado. De nunca ter tentado correr atrás de sua felicidade.

E ali estava ele, tomando a sua decisão. E estava feliz por isso. Achava errado da parte de Jeffrey ficar protegendo Jensen e Jared com unhas e dentes. Mas sabia que aquele era o jeito do amigo, e que não iria mudar nunca.

— Se eu tivesse calmo naquela hora, eu iria perceber que, Jared fugir comigo, não iria adiantar nada. Se o Tom nos encontrasse, ele iria nos chantagear novamente, e esse seria um ciclo sem fim. – Jensen olhou para Jim que só sorria vendo Jensen atordoado. – Não ria, fale alguma coisa. Nem que seja pra brigar comigo. – Jensen viu o sorriso de Beaver aumentar um pouco mais.

— Não desista, garoto.

E o que pensou que não poderia fazer, era o que tinha acabado de fazer. Sorriu.

— Terminei aqui. Vamos no seu carro ou no meu?

— No meu. É mais potente, sabe? – Jim caçoou e seguiu porta a fora. – Você está mesmo preparado para ir, Jensen?

— Preparado, eu não estou, mas não vou desistir! – Jensen disse antes de seguir para a porta.

Jensen esperou que Jim saísse, e trancou a cabana. Precisavam passar no ferro velho dele, pegar algumas coisas e partir para Nova Iorque.

—X—

Quando deixaram a casa de Jim e pegaram a estrada principal, não olhou para trás. Sabia que se olhasse iria começar a se arrepender, mesmo que sua motivação fosse muita para desistir naquele momento.

Queria muito poder falar com o Jared, esclarecer as coisas. Não sabia por onde começar a procurá-lo.

Sabia que a viagem seria longa, mas seus pensamentos não estavam ali, e isso o ajudava. Quando estavam chegando na saída de Hampshire, Jim limpou a garganta para que ganhasse sua atenção e o olhou.

— Se o Jeff descobrir que eu estou indo com você para NY, ele vai querer arrancar o meu couro.

— Por quê? Ele está sabendo de alguma coisa?

— Se ele está sabendo? Lógico que está sabendo. O Tal do Welling ligou para ele, perguntando se Jared estava com ele. E logo em seguida ele ligou pra mim, pedindo para que eu fosse até sua casa, ver se estava tudo bem... – Jim olhava para a estrada e falava como se aquilo fosse alguma bobagem. – E aí eu lhe contei tudo. Jared indo na minha casa... E falei que você ainda não tinha aparecido.

— Não quero nem saber o que o Jeff vai fazer comigo, quando eu o encontrar. – Jensen deixou um suspiro escapar. Havia prometido para Jeffrey que tomaria conta de Jared.

— Acho que ele está mais preocupando em ver como o Jared está!

— Como assim? – Jensen virou de lado para que pudesse olhar para o rosto de Jim. – Me conte tudo o que sabe.

— Jared esteve sumido o dia todo; ele e um tal de Chad. E o Jeffrey sabia que não iria sair nenhuma coisa boa. E eu só fui para a sua casa, porque pediu que eu o levasse para a minha casa, pois ele tem certeza que o Tom já comunicou a imprensa sobre você. Pelo que o Jeff disse, Jared pisou no calo do Tom.

Entrou em pânico. Todos já se lembravam da sua existência. Mas pior que isso: estava preocupado com a segurança de Jared.

Jared era impulsivo. Sempre fazia o que lhe dava vontade, e não pensava nas consequências. Pelo menos era esse Jared que havia conhecido.

— O que ele fez? – Jensen perguntou liberando o ar de seus pulmões, que nem notou que estava segurando.

— Não faço idéia, mas o Jeffrey estava com medo de que você se metesse em apuros. Por isso falou que não era para eu deixar você sair da minha casa.

— Não é comigo que ele deve se preocupar.

— Eu também queria entender o porquê disse que não queria que deixasse Hampshire.

— Porque ele sabe que se um dia eu deixar Hampshire, eu nunca mais vou mandar notícias. Só que eu só estou deixando Hampshire para ir atrás do Jared. – Jensen ao falar o nome de Jared, sentiu seu coração falhar uma batida. – Também porque teve uma vez que eu fui para NY com o Jeffrey, e eu praticamente pirei.

— Desmaiou na realidade. – Jim riu quando viu o rosto Jensen se torcer em desgosto pelo comentário. Aquilo já havia acontecido há tanto tempo, que nem se lembrava.

Já estava praticamente morando em New Hampshire há três meses, e gostava do lugar. Era calmo, e ninguém ali o reconheceria. Estava morando no hotel. Suas refeições eram feitas no restaurante que ficava logo em frente ao hotel, suas roupas eram lavadas na lavanderia que ficava no final da rua. Viveria ali até descobrir um novo lugar para morar.

Iria comprar uma casa em um lugar como aquele, tranqüilo, pequeno e que não traria dores de cabeça.

E em um infeliz dia, quando estava almoçando, um homem moreno sentou-se em sua mesa e sorriu.

Boa tarde. – o homem estendeu uma das mãos esperando que aceitasse o cumprimento. Aceitou. – Me chamo Jeffrey.

Prazer Jeffrey...

Acho que não é necessário que você se apresente. – Jeffrey sorriu para Jensen, e o fez congelar.

Em três semanas que estava ali, ninguém havia lhe reconhecido. Parecia que seu coração havia parado de bater, e que o ar tivesse sumido.

Não sei do que está falando... – sua voz engasgou quando ele disse, "Não precisa mentir pra mim". O sorriso dele não era maldoso, mas mesmo assim lhe dava arrepios. – Como pode saber que eu estou mentindo?

Porque eu sei quem você é, Ross... Jensen Ross Ackles. – o homem levantou a mão, chamando a garçonete e pediu um refrigerante. – Sou um grande fã seu.

O que você quer afinal? – Jensen afastou o prato para o lado, já querendo se levantar e ir embora.

Primeiramente, um autógrafo. – Jeffrey sorriu pegando uma caneta e um guardanapo para que Jensen assinasse. – E depois perguntar o porquê está morando em um hotel, sendo que aqui nessa cidade existem várias casas e cabanas à venda.

Acho que isso não tem a ver com você. – Jensen assinou o papel que Jeffrey tinha pedido, e se levantou. – Agora se me der licença, tenho que fazer minhas malas.

Porque diz isso? Se o seu medo é de que eu lhe entregue, está enganado. – Jeffrey levantou-se também e acompanhou Jensen ao caixa, e não deixou que ele pagasse a conta. – Meu pai está vendendo uma cabana, fica a uns treze quilômetros daqui. Não têm vizinhos. Somente uma enorme floresta. E a cabana do meu pai fica a três quilômetros da sua pela estrada principal e a duzentos metros por uma trilha. Acho que é um ótimo investimento.

Jeffrey caminhava ao lado de Jensen. Vinha observando-o durante toda aquela semana. Ele parecia perdido, solitário e muito angustiado. E sentiu aquela vontade insana de ajudá-lo.

Porque está me oferecendo uma cabana. Não sabe se eu vou ficar aqui... – Jensen tentou argumentar, mas fora interrompido por Jeffrey.

Se não tivesse gostado da cidade, não teria ficado. Normalmente turistas não passam por aqui, e se passam não ficam mais que três dias. – Jeffrey sorriu e viu que Jensen caminhava na direção do hotel. E não poderia deixá-lo ir embora. – E ninguém nessa cidade sabe quem é você!

Alem de você, é claro.

Mas eu não sou daqui. Estou aqui por causa da temporada de pesca, e para o meu pai, pais e filhos pescarem juntos, é lei...

Jensen estava estranhando aquele cara. Ele tinha uma presença boa. Não havia percebido, mas tinha parado do lado de fora do hotel. Talvez fosse a sua necessidade de conversar com alguém, pois só havia dito o necessário nas últimas semanas.

E se eu não viesse e não trouxesse o meu filho, ele me mataria!

Temporada de pesca? – Jensen ainda estava estranhando sua vontade de ficar conversando com aquele cara. A voz dele mostrava uma seriedade inigualável.

Papai, papai... – Jensen viu um menininho correndo na direção de Jeffrey, sendo seguido pela mãe que carregava muitas sacolas.

Oi, meninão. – Jeffrey abaixou na altura do pequeno menino que aparentava não ter mais que três anos.

Você disse que estaria no restaurante. – a mulher reclamou entregando algumas das sacolas para Jeffrey e algumas outras para Jensen. – E você mocinho. Quantas vezes eu já não disse para não correr na minha frente?

É que eu me encontrei com o Jensen, e como ele saiu, eu nem me vi saindo, a conversa fluiu amor... – Jeffrey piscou para Jensen, e sorriu sacana para a esposa.

A conversa sempre flui, eu sei... Agora vocês dois, vamos logo ou seu pai vai nos matar por nos atrasarmos. – Samantha deu as costas para os dois homens carregando o filho na direção do restaurante, para onde o carro deles estava estacionado.

Você a ouviu, vamos... Se não ela vai acabar arrancando nossas cabeças! – Jeffrey disse já seguindo a esposa e viu que Jensen havia ficado estático.

Não vou com vocês! – Jensen disse rapidamente e tentou entregar as sacolas para Jeffrey.

Com um convite tão formal quanto o que a Samantha fez... – Jeffrey ironizou e sorriu. – Se você o negar, será um insulto para os Morgan.

Jensen havia conhecido Jeffrey há somente vinte minutos e estava tentado a ir com ele. Só que não o conhecia, e aprendera com a vida, que confiar nas pessoas não era a escolha certa a se fazer.

Vamos fazer assim, você vem somente para o almoço, pois tenho certeza que estraguei o seu. Quando sentei na sua mesa, você mal tinha começado a comer.

.

Não sabia como tinha se deixado convencer. Mas estava ali, dentro daquele carro, com Paul olhando-o incansavelmente e sorrindo vez ou outra. O sorriso dele era igual ao do pai. Samantha que estava no banco do carona lhe perguntava se estava gostando da cidade, de como as pessoas estavam lhe tratando.

As pessoas aqui, normalmente são muito ariscas no final do inverno. Você tem sorte, Jensen. – escutou-a dizer com um tom zombeteiro.

Não sei se sabe, mas Hampshire é considerada a cidade da chuva. – Jeffrey completou, e olhou para Jensen pelo retrovisor.

Papai, mamãe... – Paul chamou com sua voz infantil. E quando viu que Samantha o olhou, apontou para Jensen, com a mão no estilo arminha e falou: - Eu sou o policial Ben. – e com a boca, fez um som estalado, como se fosse um tiro.

Não sorrir era uma tarefa muito difícil, e assim que escutou a gargalhada de Samantha e de Jeffrey, sentiu uma vontade insana de gargalhar também.

Ele também é seu fã! – Samantha disse com uma naturalidade ímpar.

Mesmo com eles reconhecendo-o, não sentia mais aquela vontade de fugir. Eles tinham aquela química de família feliz. O que nunca tivera em sua vida. E era bom ficar com eles.

Não sei se devo me orgulhar disso. – respondeu ao comentário de Samantha, e sorriu envergonhado.

Aí, já é com você. – a mulher deu de ombros, e sorriu piscando para ele.

Eles não falavam coisas que machucavam, como os outros fãs que tinha encontrado.

Viu Jeffrey estacionar o carro, e descer logo em seguida. Ficou surpreso quando olhou pela janela. A cabana do pai de Jeffrey era incrível. Era como um palácio no meio do nada, mas um palácio simples e com cara de aconchegante.

E o que mais lhe chamou a atenção fora o chaminé. Não sabia o porquê, mas gostava dela. Gostava principalmente de lareiras.

Vai ficar dentro do carro o tempo todo? Acho que estão nos esperando. – Jeffrey tirou o cinto da cadeirinha em que Paul estava e o pegou no colo.

Acho que não deveria ter vindo.

É aí que se engana. Estamos todos em família.

Por isso mesmo!

Jensen, não fique assim, vamos... Só o almoço, lembra? Se não sentir vontade de ficar depois de comer muito, eu levo você na hora, mas aposto como você que vai querer ficar. – Jeffrey abriu a porta para que ele saísse, e balançou a cabeça concordando.

Não sou muito de apostar.

Se eu ganhar, lhe mostro a cabana que meu pai está vendendo. Se você perder, você vai embora de barriga cheia, que tal?

Comer faz o Paul crescer. – Paul que estava no colo do pai, pegou o assunto no ar, e comentou fazendo com que os dois adultos rissem.

Quando chegaram ao lado de trás da casa, tinha uma mesa para piquenique enorme, feita com madeira de verdade. Sempre sonhara em sentar em uma daquela quando pequeno.

Aquela família era totalmente o contrário da sua. Sentavam sempre à mesa, conversavam, brincavam. E ainda por cima, ele e o tal de Jim Beaver, que não eram da família, eram tratados como se fossem.

Estava encantado por aquelas pessoas e aquele lugar.

Jeffrey fazia o churrasco, Paul brincava com o avô e com a mãe. E todos conversavam. A conversa era alta, parecia ter muito mais pessoas do que realmente tinha. Era aconchegante. E ninguém nunca tocava no assunto de ele ser um fugitivo da justiça.

Tremeu nas bases quando descobriu que Jim também era advogado, e que o pai de Jeffrey era um grande empresário. Pensou que eles poderiam tentar lhe entregar ou coisa do tipo, mas a única resposta de Jim havia lhe dado, e valia pelos dois era:

Estamos nos aposentando, filho. Quem liga para o que aconteceu no passado? Eu quero ser mecânico, aquele velho ali, caçador e é o que vamos ser... E você o que quer ser?

Esquecido.

Essa é uma boa escolha, mas ser totalmente esquecido é impossível.

Talvez um caçador de guaxinins...

Vejo que meu pai ganhou um pupilo. – Jeffrey comentou enquanto colocava sobre a mesa mais uma rodada de carne assada.

Jensen, você já tem uma casa para morar? – Jacob perguntou, mas já sabia da resposta. Afinal o dono do hotel estava amando ter um cliente por tanto tempo.

Não... – a resposta de Jensen fora interrompida. Parecia que naquela família Morgan, eles amavam interromper as pessoas, mas a animação que eles demonstravam não deixava ninguém chateado.

Eu estou vendendo uma pequena cabana, que é bem próxima daqui. Se quiser, vendo-a bem baratinha para você. – Jeffrey olhou para seu pai, não poderia negar que ele era um empresário bem sucedido.

Tinha uma lábia que nenhum outro vendedor tinha. Seus olhos brilhavam e sempre conseguia instigar o cliente a levar o que oferecia.

Jeffrey já me disse...

O que acha de todos nós irmos vê-la? – Jacob propôs, e sorriu quando Jim se levantou e Jensen o acompanharam. Aquela aposta estava ganha.

X—

Não sabia o porquê tinha aceitado fazer tal viagem com Jeffrey. Sabia que precisava assinar uns papéis, mas ele como um bom advogado não poderia trazê-los?

As ruas de New York eram muito agitadas, eram muitas pessoas circulando, a pé, bicicletas, carros... E o barulho era infernal.

Eu não deveria ter vindo! – aquela era a qüinquagésima vez que repetia tais palavras. E sempre que as falava, escutava Jeffrey suspirar.

Jen eu sei que você não gosta de pessoas, mas cara, eu vou estar do seu lado, ok?

Não é isso, Jeff. Se as pessoas me reconhecerem? E se alguém avisar para os paparazzi que eu estou aqui... Não quero... – Jeffrey escutava a voz de Jensen sair baixa e tremida.

Uns meses antes, quando estavam todos no centro de Hampshire, um turista havia lhe reconhecido. Um mochileiro. E pôde ver como Jensen ficara ao ser reconhecido.

A cor de seus olhos se apagava, sua cor sumia, e seu mundo saia de órbita. Seu corpo todo tremia. E havia descoberto que Jensen havia adquirido uma fobia a pessoas. Ele precisava lidar com esse problema, e nada melhor do que muitas pessoas perto dele.

Ou pelo menos achava isso, até vê-lo desmaiar em meio ao cartório, pelo simples fato da atendente tê-lo reconhecido, e chamado os amigos para vê-lo assinar os papéis.

Todos no local o reconheceram, e ele ficou inconsciente.

— Me lembro como se fosse ontem, o Jeffrey ligando desesperando, falando que você quase tinha morrido. – Jim comentou ao lembrar do desespero que todos sentiram.

— Tudo por culpa do Jeffrey. Eu tinha dito que não estava pronto para enfrentar as pessoas!

— E agora está? – o tom de voz de Beaver era sério. Queria entender como todas as pessoas que conhecia podiam mudar tão rapidamente seu estado de humor.

— Muito menos agora! – Jensen respondeu em um fio de voz, mas sabia que Jim iria compreendê-lo. – Mas eu preciso, não é?

— É isso que você quer?

— É o que eu mais quero.

— Então, você vai ver, você tira forças de onde nem sabia que tinha.

—X—

Aquela manhã estava sendo corrida.

O artigo que Chad havia escrito, Kripke havia conseguido colocá-lo na primeira página. E isso havia lhe rendido uma demissão, não somente para ele, mas também para Chad e para quem mais estivesse envolvido.

Todos sabiam o que estavam colocando em jogo. E mesmo assim continuaram. Eric dizia que era pelo motivo de odiar o Tom. E Chad pelo motivo de querer que o Times voltasse a ser como era antes.

Desde que o Tom, havia conseguido, ou segundo eles, roubado a presidência do Times, muitas coisas haviam mudado. As notícias não eram mais escritas da mesma forma. As equipes sempre mudavam, pois Tom nunca estava satisfeito com o que saía nas bancas. Todos os setores haviam passado por uma grande reforma, e uma reforma que não beneficiara ninguém além do bolso dele. Ele era o presidente, não o dono. Mas com os cortes de custos não informados, sua conta engordava cada vez mais.

Jared não entendia o porquê de uma pessoa querer tanto dinheiro; não entendia o porquê de tanta ambição. Quando Tom morresse tudo ficaria, ou quando ele fosse preso, tudo seria confiscado.

Agora conseguia ver a magnitude das coisas. Muitas pessoas haviam perdido seus empregos, muitas pessoas competentes, haviam sido trocadas por outras que eram, de certa forma competentes, mas não trabalhavam como as de antes.

Até o papel jornal havia perdido sua qualidade.

E agora mais que nunca queria colocá-lo atrás das grades.

Na noite anterior, Jeffrey havia lhe arrastado para sua casa. Tom já estava a par de toda a situação, então não tinha o porquê se esconder.

— O Jay está com uma cara feia! – Paul disse ao entrar no quarto e ver Jared deitado na cama que era especialmente dele, no quarto do garoto.

— O Jay está com problemas! – Jared respondeu sentando-se sobre a cama. Viu Paul sentar sobre a escrivaninha e pegar seus cadernos, para fazer as lições de casa. – Quais problemas?

— Língua Inglesa e sua escrita. Elas não me amam! – Paul disse enquanto escrevia uma redação que a professora havia lhe pedido.

— Sabia que eu também tinha esses mesmos problemas? – Jared sentou ao seu lado, e olhou o menino escrever uma palavra errada, e limpou a garganta para ajudá-lo.

— Você? O melhor escritor que eu conheço...

— O único.

— Então... O melhor escritor que eu conheço ter problemas com escrita? Eu não acredito! – Paul olhou bem nos olhos de Jared e sorriu. – Está brincando comigo?

— Eu também já fui criança, Paul.

O menino somente revirou os olhos e voltou a escrever sua redação.

— Se você escreve bem, as meninas ficam gamadas, sabia? Meninas adoram um poema. – Jared alfinetou o menino, sabendo que ele era como o pai. Amante das mulheres. E sorriu quando os olhos dele brilharam.

— Sério, Jay?

— Uhum. Se fizer tudo direitinho, você vai ver. A professora vai se amarrar em você.

— Ela é uma gata.

Jared não pode deixar de sorrir. Estar tendo aquela conversa tão amena com Paul, era um alívio para seus problemas. Só que tudo o que é bom, dura pouco. E novamente fora puxado para o mundo real, quando escutou o vibrar de seu celular sobre a escrivaninha.

Pegou somente para olhar quem estava ligando, e novamente era o número restrito, que desconfiava ser de Tom.

Aquela já era a milésima vez que ele ligava, e iria continuar ligando até que atendesse. E foi o que fez.

— Não sou de utilidade nenhuma para você. – Jared disse assim que escutou o "alô" de Tom, do outro lado da linha.

— Eu só estou ligando para avisar, que Mark já está em Hampshire, e há essa hora já deve estar arrancando uma exclusiva do Ross.

— Não sei como você ainda consegue ter tempo para me ligar. – Jared respondeu ignorando completamente as palavras de Tom. – Você deveria estar procurando novas pessoas para colocar no lugar do Chad e do Eric, afinal ainda temos o jornal das cinco. Fico imaginando... "Times é muito mal dirigido. Tom Welling não consegue segurar seus subordinados na linha. Demite-os e perde mais pontos com os leitores." – Jared gargalhou e percebeu que Tom estava calado demais para o seu gosto. – Meu irmãozinho Paul escreveria uma coisa bem melhor que essa, pois é isso que esses seus novos contratados irão escrever. Pode ter certeza, você vai acabar com a reputação do Times.

Jared não esperou que Tom respondesse. Ele havia ligado para foder ainda mais o seu dia, e havia conseguido. Pensar em Jensen além de machucar o coração estava lhe dando uma puta dor de cabeça. Sabia que se agisse contra o Welling, ele iria cumprir a ameaça, e tomara que Jensen não estivesse em casa, ou em Hampshire quando eles chegassem.

Pegou sua blusa e saiu do quarto e da casa de Jeffrey, se continuasse naquele lugar iria pirar.

—X—

Assim que pararam em frente ao prédio do New York Times, Jensen sabia que estaria entrando na cova dos leões. Mas ele iria até o final. Já tinha ido até ali, e não iria votar os milhares de quilômetros de mãos vazias. Não era de apostar, mas apostava alto quando o fazia. E aquela era a sua última jogada.

Ir até o Tom e provar que era capaz de ter Jared ao seu lado.

— Preparado? – Jim perguntou antes que Jensen abrisse a porta.

Durante toda a viagem, Jensen não havia pregado o olho, mas também não falara uma única palavra. Sabia que ele estava se preparando psicologicamente para o grande momento.

E aquele Jensen que estava vendo, não era o mesmo Jensen que conhecia. O semblante dele demonstrava uma segurança, uma auto-confiança que nunca tinha visto antes. E sentiu-se orgulhoso de tê-lo levado. Desde o dia que foram apresentados, Jensen temia tudo e todos.

E Jared havia mudado isso nele, mesmo que inconscientemente. O poder do amor? Talvez. Mas seja lá o que Jared havia feito, tinha feito um bom trabalho.

— Mais do que nunca! – Jensen não pensou duas vezes antes de abrir a porta e sair em direção da entrada do edifício.

Sabia que suas roupas não eram apropriadas para entrar no prédio. Enquanto andava, todos os olhavam e podia ouvir várias pessoas chamando-o por seu antigo nome artístico. E havia prometido a si mesmo em silêncio que não iria atendê-lo.

Ao chegar à recepção, pediu para que a recepcionista lhe indicasse o caminho para a sala da presidência. E a viu olhá-lo com estranheza.

— Antes de deixar qualquer pessoa subir, preciso avisá-lo antes, senhor.

— Avise para o Sr. Welling que é o Sr. Ackles quem deseja falar com ele. – Jensen mantinha seu tom de voz firme, e chegou a assustar a recepcionista.

Viu-a pegar o telefone e falar com a secretária do presidente, e pediu que aguardasse um momento.

Aqueles momentos mais pareciam séculos de espera. E não tinha tempo para isso.

— Avise que estou subindo, sei que ele vai me receber!

— Senhor, não posso deixar que suba! – Jensen notou que ela já estava chamando os seguranças quando o telefone tocou. Esperou que ela atendesse e ela balançou a cabeça positivamente. – O senhor pode subir, ele já o espera.

Tentava a todo custo não deixar que o medo tomasse conta de seu corpo a cada passo. Aquela, de longe era a pior batalha interna que estava travando. E tinha que sair como ganhador. Dependia disso.

Quando chegou ao último andar do prédio, suspirou ao deixar o elevador. Nunca fora claustrofóbico. Só que aquele minuto que havia passado dentro daquele elevador, fora o pior de sua vida.

Seguiu na direção que a recepcionista havia lhe indicado e quando viu a enorme porta, com o nome do Welling preso a ela, não pôde deixar de suspirar uma última vez. Arrumou a postura, e começou a caminhar firmemente até a porta. Só foi interrompido pela secretária, que perguntara se ele era o Sr. Ackles, e disse que o Sr. Welling estava esperando-o.

Quando colocou a mão sobre a maçaneta. Sentiu toda sua coragem fugir de seu corpo por um instante. Mas não desistiu, e a abriu. Quando viu Tom Welling sentado atrás da mesa, com um sorriso diabólico nos lábios, sentiu toda sua coragem voltar.

Era culpa dele, tudo aquilo estar acontecendo. E ele precisava saber qual era a sua posição; qual era o seu lugar.

— Corajoso vir aqui, Ross. Entre... Sente-se. – a voz de Tom era jocosa e carregada de cinismo.

Jensen fechou a porta atrás de si e caminhou até o meio da sala.

Outra promessa que havia feito: não se deixar abalar por nenhuma palavra de Tom.

— Não preciso me sentar, o assunto que tenho a tratar com você é rápido. – Welling estranhou a voz de Jensen. De todas as vezes que se falaram, a voz dele sempre era tremida e cheia de insegurança, mas ali estava ele, sem gaguejar, sem tremer.

— E qual seria o assunto?

— De que não vou desistir de Jared por sua causa. Você pode mandar quantos jornalistas quiser, pode colocar em todas as colunas que quiser. Não vou mais deixar que me chantageie por isso.

Tom sorriu ao ver que Jensen não vacilava em suas palavras. Ele parecia muito seguro de si. E a coisa que mais amava, era acabar com os sonhos das pessoas.

— Ross, Ross... – Tom levantou de sua enorme cadeira de presidente, e caminhou até Jensen, ficando frente a frente com ele. – Você está no meu território agora... Acha que pode sair inteiro? Isca para tubarões.

— Não importa o que diga. Vim até aqui, não é?

— Vir até mim é uma coisa, enfrentá-los é outra. – Tom sorriu e caminhou em volta de Jensen, que o seguia com os olhos. – Sabe que eu não sei o que o Jared viu em você. Você não faz o tipo dele, e nem nunca fará.

— Fala como se você fizesse. – Jensen deixou um pequeno sorriso sarcástico brincar no canto de seus lábios e viu Tom cerrar o punho.

— Mas ele largou você também, não foi?

Jensen esteve se contendo o tempo todo para não agir por impulso. Pensara que não iria conseguir. Pensara que assim que visse Tom, pularia em seu pescoço e lhe socaria até que seu rosto ficasse desfigurado.

— Uma única vez, tenho que admitir. – Jensen olhou para seu lado direito, pois era ali que Tom havia parado. – Se formos contar, acho que essa você ganha de mim. E pode ter certeza, adoraria deixar esse titulo com você.

— Você tem coragem, Ross... – escutou Tom rir baixo. – Vir ao meu jornal para tirar uma com a minha cara.

— Somente estou fazendo o mesmo que fez comigo.

— Isso não importa... Nesse momento, o que mais quero é esganar o Jared, mas agora com aquele promotor do lado dele, não posso nem chegar perto. Mas quer saber? Você ter vindo aqui, foi uma coisa boa... Assim posso usá-lo contra ele, o que acha?

— Fala como se fosse capaz para tal. Só vim para lhe dizer que não vou deixá-lo para você.

— Você não sabe o que fala, Ackles. – Tom voltou a caminhar e parou em frente a Jensen. – Ninguém pode tirá-lo de mim. Ninguém! – Tom segurou o rosto de Jensen e aproximou do seu e sorriu diabolicamente. – Nem mesmo você. Acabo com você quando bem entender. Existem várias maneiras de eu acabar com você!

— Você pode até tentar, mas... – antes que Jensen completasse o que dizia, sentiu os lábios de Tom sobre os seus.

E antes que pudesse pensar no que estava fazendo. Desferiu o soco no rosto de Tom.

— Não sou o que você pensa que eu sou, Welling. – a voz de Jensen estava carregada de ódio. Todo seu corpo tremia. Queria vê-lo acabado. – Fique longe de mim e do Jared. Isso é um aviso.

Sustentou o olhar no de Tom, fazendo com que ele recuasse um passo. Todo esse tempo havia sido idiota por se deixar amedrontar, mas ainda tinha um pouco do Ross Ackles dentro de si. Aquela agressividade, aquela confiança toda, que estava mostrando para ele, tinha um único culpado, e ele se chamava Jared.

— Ou o que? – Tom perguntou exasperado. – Vai tentar me prender como ele está fazendo? – a gargalhada de Tom era engasgada, e dava para perceber o que ele estava sentindo. Estava se sentindo traído. – Tenha cartas na manga, antes de fazer uma ameaça, Jensen. Agora, se acabou o que tinha a me dizer, vá embora!

— Já lhe deixei avisado, Tom... Não tenho mais nada a dizer.

Jensen deu as costas para Tom. E saiu da sala. Não sabia o que Jared estava fazendo, mas parecia que ele estava fazendo bem. Tom, não tinha mais aquela autoconfiança toda que sempre tinha. E o único soco que havia dado nele, fez com que todo aquele peso de suas costas sumisse.

Suspirou aliviado enquanto andava de volta para o elevador. Era melhor deixar logo aquele lugar, antes que Tom voltasse ao normal, e mandassem-no interceptar.

Desde que se encontrara com Ross Ackles, ele havia se mostrado somente como um peso morto. Alguém que Jared teria que carregar a vida toda. E Jared não merecia uma pessoa como aquela. Só que aquele cara que tinha acabado de sair de sua sala, não era ele. Ou era. Não sabia o que dizer. Sua cabeça trabalhava a mil por hora. Aquele soco que havia recebido tinha doído muito mais em seu ego do que em seu rosto.

Todos estavam conspirando contra ele. E aquilo não era fácil de aceitar.

O jornal sem editor, sem o escritor âncora. Jared já havia entregado tudo que tinha em suas mãos, e seu momento tocaria a qualquer minuto. E aquele cara, Ross... Tinha se mostrado um grande rival.

Sua vida estava um inferno. E não tinha para onde correr. Não conseguiria. Deixou-se cair no meio de sua sala. Seu mundo estava desabando.

Mal teve tempo para se deixar ficar ali, até colocar as idéias no lugar quando seu telefone tocou. Forçou-se a levantar e atendê-lo.

— Cortese, eu não estou. – Tom falou com sua voz baixa, antes que a secretaria pudesse falar qualquer coisa. – Não estou pra ninguém.

— Nem mesmo para a Polícia? – escutou sua secretária perguntar receosa.

Com certeza aquele não era o seu melhor dia.

—X—

Jared caminhava lentamente pelo Central Park. De toda a Nova Iorque, aquele era o seu lugar preferido. Todas as manhãs ia ali para correr, gostava de olhar as folhas verdes balançando com o vento. Os cachorros correndo com seus donos. As crianças brincando.

Mas nada daquilo tinha mais aquele valor. Não conseguia enxergar mais a exuberância daquele lugar. A beleza continuava a mesma, mas não conseguia enxergar com os mesmos olhos.

Tudo, naquele lugar parecia falso. Era uma pequena cópia de um lugar bonito. Não tinha originalidade.

Lembrou-se do lago de Hampshire. E notou a diferença da beleza que aquele pequeno lago à sua frente tinha. Até mesmo as crianças que brincavam tinham um ar diferente.

As crianças de Hampshire eram mais alegres, não tinham medo de se sujar. Brincavam como se suas vidas dependessem daquilo. Os sorrisos verdadeiros daquelas crianças aqueciam seu coração. E estava sentindo falta daquilo em sua vida. Sentia falta de tudo. E principalmente de Jensen.

"Um paraíso escondido no meio do nada"

Queria poder voltar para lá, e ficar ao lado de Jensen, como havia ficado na última semana. Mas agora era impossível.

—X—

Sorriu quando viu Jensen entrar inteiro em seu carro. Ele tinha um semblante calmo. Não parecia que tinha tido uma das piores conversas de sua vida. O olhar de Jensen estava perdido e ele não parava de suspirar.

— Bem? – perguntou assim que ele o olhou.

— Jim, ele... – era estranho Jensen pronunciar aquelas palavras. – Ele é um grande idiota.

— Disso eu sempre soube, mas e aí, como foi?

Jensen o olhou e suspirou novamente. Não sabia como explicar.

— Eu esperava mais... Muito mais, Jim. – Jim começou manobrar o carro enquanto escutava o que Jensen tinha a dizer. – Ele não dá medo, ele não sabe como fazer isso. Ou pelo menos não estava em seu normal hoje, não sei. Só sei que ele é um grande idiota. Um idiota que me beijou, Jim... – Jensen disse em um fôlego só. – Vamos logo, preciso lavar a boca com cândida.

Quando escutou as palavras de Jensen, quase bateu o carro. Olhou estranhamente para ele.

— Acho que ele achou que eu o deixaria abusar de mim. – Jensen disse fazendo descaso. – Mas acho que quebrei um dente dele. Minha mão está doendo até agora!

Jim parou o carro no meio do trânsito e olhou para Jensen. Não estava acreditando no que estava ouvido.

Jensen tinha conseguido sair inteiro, tinha conseguido conversar com o cara, e ainda tinha lhe dado um soco. Onde estava o Jensen que ele conhecia.

Jensen pareceu entender a confusão nos olhos de Beaver o sorriu. Estava se sentindo bem consigo mesmo. E normalmente isso nunca acontecia.

— Eu acho que estava preparado. – Jensen deu de ombros e olhou pra frente. – Jim, estão buzinando.

— Eu ainda preciso descobrir onde colocaram o verdadeiro Jensen. Me avise quando ele voltar, ok? – se estava se sentindo orgulhoso antes, não sabia como se sentir naquele momento. Era estranho ver Jensen daquela forma. – Jeffrey está louco atrás de você, e quer você agora mesmo na casa dele.

— Acho que quero voltar para Hampshire agora! – Jensen disse encolhendo os ombros e perdendo toda aquela autoconfiança que estava demonstrando antes.

— Sinto muito filho, mas não estamos em condições de dirigir.

—X—

— Aonde você se meteu a tarde toda? – Jeffrey perguntou para Jared, antes mesmo que ele passasse pela porta da frente. – E porque não atendeu essa bosta de celular?

— Não queria falar com ninguém. E ainda não quero. – Jared ia passar por Jeffrey quando esse o segurou pelo braço.

— Espero que tenha uma explicação melhor que essa.

— Não podemos deixar essa conversa para depois? Preciso urgentemente dormir! – Jared tentou novamente passar por Jeffrey, mas ele ainda o segurava. Quando ia tentar se livrar da mão dele, escutaram a campainha tocar.

— Pode entrar! – Jeffrey gritou, e a porta se abriu. Jeffrey soltou o braço de Jared e caminhou até a porta, e antes que ela terminasse de abrir disse: - E espero que você também tenha uma boa explicação!

Quando Jared olhou para a porta, não pôde acreditar no que estava vendo, ou melhor, em quem estava vendo.

Jensen estava ali, entrando pela porta da casa de Jeffrey, e escutando um sermão do mesmo, antes de conseguir entrar na casa. Seus olhares se cruzaram, e não sabiam o que sentir. Estavam surpresos.

— Vocês vão ficar se olhando a vida toda ou o quê? – Jim perguntou antes de empurrar Jensen para dentro da casa. – Sabe, eu quero passar.

— Os dois, para o meu escritório. Agora! – Jeffrey disse com a sua voz autoritária e passando por eles, indo na direção do escritório.

Se entreolharam novamente e começaram a caminhar na direção do escritório de Jeffrey. Estavam se sentindo como dois adolescentes que pegaram o carro dos pais e voltavam com ele batido. Jeffrey tinha esse poder. De fazê-los pensar que eram apenas adolescentes.

Jim que olhava de longe, não pôde deixar se sorrir, ao ver os dois caminharem em silencio até o escritório.

— O Jay e o Jen vão ficar de castigo. – Paul que estava na sala e viu toda a cena escondido atrás da porta, disse para Jim assim que sentou-se ao lado do tio.

— Acho que vai ser pior que um castigo, filho.


Nota da Empty: Tá lindo! Amei!

Minha Nota: Oi, tudo bem com vocês? Espero que sim. Hoje eu to sendo malvada com uma pessoa aqui. A Vans está quase me batendo, mas esse é um presente pra ela! Quando ela chegar em casa, vai ler! AUSHAUSHAUHS Ela ta aqui do meu lado, dizendo que eu não tenho coração... Mas vocês sabem, eu tenho sim. Talvez tenha até dois, de tão mole e sentimental que sou!

Vamos a nota que importa... Ainda não consegui escrever o capítulo 17. Estou sendo uma negação pra isso. Mas vou terminá-lo. Prometo. E se der, hoje eu respondo todas as reviews atrasadas. Obrigada a todos por elas. Amei cada uma delas. Obrigada. Beijos. Amo vocês. Até a próxima. ;3