Desclaimer: Jared e Jensen não me pertencem, o que é uma pena, e escrevo essa fic apenas para a minha diversão e para a diversão de quem vai ler e sem nenhum fim lucrativo.


Titulo: Refuge
Beta-Reader: EmptySpaces11
Fandom:
Supernatural / RPS
Classificação: M/NC-17/Slash.
Avisos: Universo Alternativo, Repostagem.

Sumário: Jared Padalecki resolve seguir seu sonho e viajar pelo mundo com uma mochila nas costas. Jensen vive uma pacata vida nas montanhas como um caçador. E se conhecem graças ao bondoso e maquiavélico Jeffrey. Padackles - AU.

FanMix: http : / br4 . in / aVrxS ; Por Draquete. Obrigada querida, você sabe o quão importante foi essa fanmix pra mim.

Capa: http : / br4 . in / ubp7o ; Por EmptySpaces11. Obrigada amor. Você me surpreendeu quando me mandou. Amei muito ela.


P.S.: Para aqueles que já liam a fic antes, esse é o ultimo capitulo que postei, quando a fic foi deletada. De agora em diante, tudo é novidade. Espero que gostem!


Capítulo XIII

Era difícil de acreditar que Jensen estava ali. Nova Iorque era a cidade que não dormia. E definitivamente aquele não era o lugar que ele ansiava estar, e queria saber o motivo que o levava ali. Só que teria que pensar nisso mais tarde, pois Jeffrey os olhava, e aquele olhar era daquele "Me expliquem agora o que pensam que estão fazendo!"

— Jeff... – tentou começar a falar, mas foi interrompido antes mesmo de completar o nome do amigo.

— O que vocês estavam pensando? – já deveria esperar aquela atitude. Jeffrey ficaria quieto até que alguém começasse a falar, mas sua paciência iria acabar quando escutasse uma das vozes. – Vocês acham que podem agir por conta própria? Caras, vocês dois, quase me mataram do coração!

— Eu não... – agora era Jensen quem tentava, mas logo encolhei os ombros quando recebeu o olhar assassino de Jeffrey.

— Você não queria me preocupar? Não mesmo? – olhava de um para o outro, incansavelmente. – Pensa que saindo no meio da noite de Hampshire, sem me avisar... E ainda mais arrastando o Jim com você, fazendo-o dirigir a noite toda, não deixando que ele ligasse pra mim... E naquela merda de caminho, o bosta daquele celular ficar sem sinal... Você realmente não queria me preocupar, Jensen?

— Jeff...

— Não adianta. Agora a merda está feita! – respirou fundo e olhou para Jared, que ria com o que estava vendo. – Está rindo do quê? Você saindo como um louco, sem avisar... E eu pensando que estava com o Tom? Que ele tinha te pego, e feito as piores coisas que eu posso imaginar, e depois ver você voltando com um rosto sereno e cheio de sono? Jared, eu um dia ainda encho você de cintadas!

— Jeffrey, eu só fui ao Central Park.

— Paul me falou que você tinha falado com alguém no celular antes de sair. O que queria que eu pensasse?

— Nada de mais! sei me cuidar.

— Sabe tanto se cuidar que teve que ajudar na investigação contra o Tom. Você tinha prometido não se envolver com isso. – levantou e caminhou até seu frigobar enchendo um copo de uísque. – E você, Jensen, quando o Jim me ligou que você estava no jornal... O que pensou? É um milagre ter saído inteiro daquele lugar.

Quando Jeffrey disse jornal, o moreno não pôde evitar olhar Jensen. O que aquele loiro estava pensando?

— Você não foi lá, foi? – perguntou preocupado.

— Eu também sei me cuidar. – olhou para os dois e depois rolou os olhos. – E como podem ver... Eu estou inteiro.

Jeffrey soltou um longo suspiro. O que ele feria com aqueles dois que estava na sua frente? Não conseguia pensar em nada. Tratava os dois como filhos, mesmo não tendo idade para tal. E como filhos, eles nunca o escutavam. Havia os feito prometer que, se fosse verdadeiro o que estavam sentindo, iriam até o fim... Juntos.

— Não sei se bato nos dois agora, ou sei lá. Eu realmente não sei! – estava cansado. Sabia que não poderia controlar tudo. E que quando o momento chegasse, teria que deixá-los andar com os próprios pés, mas não queria isso. Queria mantê-los por perto, queria protegê-los. – Em primeiro lugar, Jared, o que você está fazendo aqui? Por que não está em Hampshire, curtindo os primeiros dias do verão?

— Foi melhor...

— Não foi nada melhor, olha o que aconteceu! – novamente o interrompeu. – E você Jensen, o que faz aqui? Por que o Jared está aqui, Jensen? Caramba, vocês não lembram? Quando eu falei com vocês. Porra! Era para vocês ficarem juntos. Você, Jared, nunca deveria ter saído de lá. E você, Jensen, nunca deveria tê-lo deixado sair de lá. Mas que merda! Vocês são uns burros. Essa batalha seria tão mais fácil com vocês juntos.

Jared não sabia onde Jeffrey queria chegar.

— Antes mesmo antes de chegar aqui, eu já estava agilizando algumas coisas contra o Tom. Até o julgamento já estaria sendo adiantado. – sentou novamente em sua poltrona atrás da mesa que o separava dos meninos. – Eu estava cuidando de tudo. Mas sempre dizem que o amor é burro e cega as pessoas para as coisas certas. Caramba... Vocês não poderiam só ser felizes para compensar o tanto que já sofreram?

— Jeffrey, não tinha como... Cara, eu não queria mais viver com aquele fantasma na minha vida... E ele já está quase acabado!

— Jared, você vai ser investigado e com isso vão investigar o Jensen. Você não viu o que fez? Vai ter que depor e por conta dessa investigação o processo vai demorar mais a sair... E com o Jensen entrando na história, mesmo que não tenha nada a ver, vão investigá-lo também... Você não sabe as conseqüências que as suas atitudes vão trazer?

— Sabia bem o que me esperava. – disse levantando – Há muito tempo venho preparando isso. Como sempre disse, tinha minhas cartas. E as usei. Não tenho medo das consequências. Só estou fazendo o que já deveria ter sido feito.

— E por que agora? Porque ele sempre mexeu com você, sempre esteve atrás de você e isso nunca lhe incomodou.

— Porque ele não mexeu só comigo e agora é sério. – olhou para Jensen e baixou o rosto logo em seguida. – Jeff eu vou dormir, depois terminamos essa conversa!

Antes que Jeffrey tivesse tempo de retrucar, Jared já havia passado pela porta. Jensen que o olhava, ficou sem reação. Jared só havia lhe dirigido a palavra uma única vez.

Toda aquela situação estava estranha. Pelo que havia entendido, Jared só estava indo contra o Tom por sua causa. E havia ido atrás de Tom, por conta dele, Jared.

O olhar de Jeffrey cortava, e ele com certeza falaria algo, mas se antecipou, e levantou.

— Quero as chaves do meu apartamento e levo o Jared daqui agora.

— Pensei que não iria pedir. – abriu a gaveta de sua escrivaninha, pegou a chave e jogou, fazendo com que Jensen a pegasse no ar. – Vocês são uns burros.

— Menos, Jeffrey! – o loiro disse segurando a maçaneta da porta. – Nós não somos crianças, e sei que faz isso para o nosso próprio bem, mas se tudo isso não tivesse acontecido... Eu não estaria aqui!

Saiu do escritório da mesma forma que Jared havia saído. Sem deixar Jeffrey dar uma resposta. Estranhou Jared estar parado do lado de fora do escritório, encostado na parede.

— Pegue suas coisas. Você vem comigo! – disse passando por Jared. – Nem comece a falar, não agora.

— Não vou a lugar algum, Jensen. – segurou o braço do mais velho, fazendo com que ele virasse para olhá-lo nos olhos. – Eu só quero saber o porquê de você estar aqui.

— Teremos tempo para conversar Jared, mas preciso que me acompanhe – soltou-se e foi caminhando para a sala, sendo seguido por Jared. – Jim, você fica aqui, eu vou para o meu apartamento. Explique o endereço para o Jared, eu não faço a menor idéia de onde fica.

— Desde que o Jeffrey comprou, você só esteve lá uma única vez.

— E passando mal! – comentou, lembrando do vexame que tinha passado anos atrás.

— Eu não vou a lugar algum até que me explique tudo! – disse, olhando para o outro que não o olhava a nenhum custo. – E outra, não tem o porquê de eu lhe acompanhar!

— Se não tem... – a voz de Jeffrey foi ouvida atrás de todos. – Eu acabo de lhe expulsar da minha casa. E se você não tem onde ficar, ficará no apartamento do Jensen, com ele!

Jared olhava de um para o outro sem entender. Jeffrey havia lhe dito que tinha pedido ao Sr. Beaver para segurar Jensen em Hampshire, mas até ele estava ali. E quando Jeffrey falava com aquele tom de voz, calmo e sereno... Era quando tinham que acreditar, pois ali ele entrava em seu estado advogado.

— E agora como o Jim está aqui, não vai sobrar cama!

— O que vocês estão querendo fazer? – não conseguia manter o olhar fixo numa única pessoa. – Você me expulsa, Jensen quer me levar com ele, sendo que eu nem faço idéia do que ele está fazendo aqui... Eu acho que sou o único que não sabe das coisas. Alguém poderia, por favor, me explicar?

— Jay... – Paul que ainda estava sentado ao lado de Jim levantou e segurou a mão do maior. – Você não escutou o Jen? Vocês irão conversar lá.

— Eu só quero entender antes de ir para um hotel. Não tem o porque eu ir para o apartamento do Jensen. É a casa dele, afinal. E chega de ficar me infiltrando na casa dos outros. – olhou para todos e por último para o ex-ator. Esperou por alguma resposta, mas nenhuma veio. – Eu estou cansado... Quer saber? Não preciso de explicações. O que eu preciso é de uma boa cama. Não durmo a dois dias.

Jared seguiu até a porta e quando a abriu, Jeffrey o impediu de sair.

— Aqui, esse é o endereço do apartamento, - entregou um papel para Jared. - E você vai com o Jensen agora. Não quero saber. Você deveria pelo menos escutar os motivos que o trouxeram aqui. Na realidade, está mais que obvio por qual motivo ele está aqui, mas você se nega a enxergar.

— Não, Jeffrey. Quando sai de Hampshire, eu deixei claro que deixaria vida de Jensen como era antes. Não tem o porquê entrar na vida dele novamente para virar de pernas para o ar como estava.

Sabia que as coisas estavam mais do que óbvias, mas não poderia ser assim. Se o loiro ficasse ao seu lado. Sempre seria igual. E não era isso que queria.

— Não, Jared. – o mais velho, que até então não havia dito nada, falou, fazendo com que Jared virasse para olhá-lo. – Minha vida está de pernas para o ar agora. Eu estou aqui por você, sem medos, sem fuga, sem desespero, somente eu e o que eu sinto por você... Que é maior que todo medo que eu sentia. – caminhou até Jared ficando frente a frente com ele, e o olhou nos olhos e sorriu tristemente – Não faça que esse esforço seja em vão me afastando.

Jared tentava a todo custo não se deixar pensar naquela possibilidade, de Jensen estar ali por ele. Era óbvio, mas não queria pensar. E ali estava ele, falando com todas as palavras, que havia ultrapassado todas as suas barreiras, e que estava ali por ele.

Seus olhos ainda olhavam o intenso verde dos olhos do mais velho, e não pôde deixar de sorrir ao ver que ele havia começado a corar por ter que dizer tais palavras com tantas pessoas em volta. E a única coisa que queria no momento era sentir Jensen novamente em seus braços. E foi o que fez. Abraçou-o.

Colou seu corpo ao dele, sentindo os braços dele rodear seu pescoço.

O moreno não entendia o porquê havia se deixado afastar daquela forma. Sabia que não estava certo. E também não conseguia entender como havia conseguido pensar que seria melhor. O melhor era ali, estando com ele.

— Bem, garotos, acho que está na hora de vocês irem! – elevou um pouco a voz fazendo com que ambos abrissem os olhos e olhassem assustados para ele. – E também temos crianças na sala. – ele apontou para Jim e Paul que estavam sentados olhando toda a cena com um sorriso bobo no rosto.

— X —

Antes de deixarem a casa de Jeffrey, ele havia feito uma lista de coisas que eles poderiam ou não fazer. Havia dito que se fosse para brigarem ou qualquer coisa do gênero, que era para eles continuarem ali, até que o mal entendido fosse esclarecido.

Uma coisa que deixou Jared surpreendido fora a confiança que Jensen mostrava ao dizer que eles iriam conversar e que não o deixaria ir embora outra vez.

O caminho para o apartamento fora todo silencioso. Ambos tinham muito a falar, mas não conseguiam falar uma única palavra. Era estranho, mas ao mesmo tempo bom estar lado a lado novamente.

O tempo que passaram separados mais parecia ano do que somente um dia. E saber que era só olhar para o lado e ver que estavam ali, um do lado do outro. Era a melhor coisa do mundo!

Quando chegaram ao apartamento não fora necessária uma única palavra. Jared sabia o que queria e Jensen também. E quando o loiro abriu a porta, nada mais importava.

Jared jogou tudo que estava em suas mãos no chão e com um único movimento, girou, levando consigo um Jensen assustado ao sentiu o baque de suas costas na porta. Não pôde deixar de sorrir antes de colar seus lábios aos dele.

Pôde sentir um sorriso se formar nos lábios de do mais velho. Estar com ele, ali em seus braços, com os lábios dele nos seus... Não tinha explicação. Era surreal.

Para Jensen, sentir o corpo de Jared colado ao seu, prensando-o contra a porta era como a cura para todos os males. E a cada beijo e abraço, era como se colocasse seu mundo no lugar novamente.

Sentiu as mãos de Jared segurar fortemente suas coxas e com um leve impulso, enlaçou sua cintura com as pernas. Jared investia seu corpo contra o dele, e podia sentir a ereção dele que começava a se formar contra a sua. E o que mais queria era se livrar daquelas malditas roupas.

Podia sentir o sorriso de Jared contra seus lábios. A cada passo que ele dava para dentro da casa, sentia cada vez mais ele apertando seu corpo contra o dele e como ele, também, sorria, somente por estar com ele novamente.

Era mais que perfeito estar sentindo o corpo dele contra o seu. Quando Jared o deixou sozinho em sua cabana, pensara que nunca mais poderia sentir as mãos dele sobre o seu corpo, e que nunca mais sentiria aquele corpo colado ao seu.

Desceu seus beijos pelo rosto dele, e colando os lábios em seu pescoço, escutou ele soltar um forte suspiro. Soltou suas pernas, sentindo o chão novamente em baixo de seus pés e novamente sentiu Jared puxá-lo, colando os corpos novamente. Seus lábios não paravam um único segundo. Queria sentir cada vez mais o gosto viciante que os lábios de Jared tinham.

— Jeffrey não poderia comprar um apartamento menor, não? – perguntou olhando para os lados, tentando achar o quarto, enquanto livrava Jensen da jaqueta e da camiseta que vestia.

Ajudando-o a livrar-se das muitas peças de roupas que vestiam, não pôde deixar de sorrir com o olhar perdido de Jared. Segurando-o pela mão, o levou até o quarto principal.

— Também acho! – foi o que conseguiu responder antes de sentir novamente os lábios de Jared contra os seus.

E o que importava não era o lugar e, sim, estarem juntos.

Suas mãos vagavam pelo corpo de Jared, desabotoando apressadamente os botões da camisa que ele usava. O calor que sentia emanar do corpo dele, o cheiro, e os beijos que trocavam, foram o suficiente para lhe deixar excitado.

As mãos de Jared eram possessivas em seu corpo, como se ele quisesse memorizar novamente cada detalhe dele. Quando os lábios dele não estavam sobre os seus, sentia-os em seus ombros e tórax.

O corpo de Jensen tremia com o contato de seus lábios. Até naquele momento, não conseguia acreditar que estava com o corpo dele junto ao seu novamente. Levou seus lábios até um dos mamilos dele, estimulando-o enquanto o livrava das incomodas calças jeans. Fez que ele sentasse sobre a cama, tirando os sapatos juntamente com a calça.

O gosto do corpo do mais velho era melhor que qualquer outro sabor que conhecia. As mãos dele o seguraram pelos cabelos, puxando-o, colando seus lábios novamente, em um beijo sôfrego. Jensen o puxava para o meio da cama, sem separar seus lábios, e o fez deitar sobre a cama, e sentou-se sobre seu quadril. Não pode deixar de soltar um leve gemido de prazer quando sentiu a pressão que ele fazia sobre seu membro.

As mãos do ex-ator o acariciavam lenta e levemente em seu peito e ombros e o livrava aos poucos da camisa que ainda vestia. Podia sentir os lábios de seu amor descendo por seu pescoço. Ele movimentava lentamente o quadril sobre seu, fazendo sua respiração falhar.

O corpo de Jared era perfeito aos seus olhos. Cada detalhe. Esculpido somente para ser dedilhado por ele. As mãos fortes dele estavam em suas costas, apertando e acariciando.

— Você sempre fica vestido demais! - Jensen comentou quando suas mãos chegaram ao cós da calça que Jared vestia. E antes que Jared tivesse oportunidade para responder, colou seus lábios no abdômen dele enquanto o livrava da calça, deixando sua mão passar pesadamente pela ereção pulsante que Jared mantinha dentro da boxer.

Sentia os lábios de Jensen percorrer seu abdômen. Uma das mãos dele estimulava seu pênis por cima da cueca. E com a outra mão ele acariciava levemente um de seus mamilos. Sentia seu corpo esquentar a cada toque que ele lhe proporcionava.

— Jen... - sua voz saiu fraca ao senti-lo abaixar lentamente sua boxer. E não pôde deixar de gemer novamente quando ele envolveu seu pênis com a mão, estimulando-o lentamente.

A boca de Jensen mordia, beijava e sugava seu abdômen, cada hora em um lugar diferente. E cada vez mais próximo à sua ereção. Não teve tempo para pensar para onde levaria os beijos, pois antes que seu cérebro chegasse à conclusão, Jensen já havia feito.

Sorriu ao escutar o urro de prazer que Jared deixou escapar ao sentir sua língua deslizar lentamente sobe a glande de seu membro. Antes que ele recuperasse o ar que havia fugido de seus pulmões, repetiu o que tinha feito, e novamente escutou ele liberar o pouco de ar que faltava em seus pulmões. Naquele momento, o ar parecia não existir em seu mundo. E foi quando Jensen envolveu seu membro com seus lábios. Ar era uma palavra que havia fugido do seu vocabulário. Levou uma de suas mãos até os cabelos curtos dele.

Jensen estava lhe levando às alturas. A boca dele trabalha sem parar, enviando ondas de prazer para todo o seu corpo. Ele tinha poder sobre o seu corpo. Soube disso no instante em que ele o tocara pela primeira vez, no banheiro da cabana, para fazer um simples curativo.

Estava submerso no prazer que ele lhe proporcionava. O loiro era tudo o que sempre havia almejado, mas pensou que nunca iria encontrar. O prazer que ele lhe oferecia não era somente físico.

Puxou o corpo do mais velho para cima, invertendo as posições. Não se deixaria chegar ao ápice tão rapidamente, como estava prestes a acontecer. Beijou os lábios dele, sentindo um pouco do seu próprio gosto neles. Olhou para seu corpo, totalmente nu, e para o corpo de Jensen ainda coberto pela boxer que ele ainda usava, já quase estourando pela ereção.

— Agora é você quem está vestido demais! - Jared beijou novamente os lábios do outro e sorriu malicioso.

O loiro deixou um sorriso escapar ao ouvir a voz do outro dizer tais palavras com indignação. Levou as mãos ao rosto dele, beijando-o apaixonadamente. Queria sentir cada vez mais os toques de Jared em seu corpo, para ter certeza que não era sua mente criando uma ilusão.

Sentia as mãos de Jensen lhe apertando a carne intensamente, e as mãos dele tinham o dom de fazer seu corpo ferver somente com o mínimo toque. Sentiu os lábios dele descendo por seu corpo, na mesma medida em que ele descia ainda mais as mãos. Jared o beijou nos lábios rapidamente, enquanto o livrava da última peça de roupa que o cobria.

— Agora estamos quites! – viu Jared levantar sua boxer e atirar para um canto qualquer do quarto. Não pode deixar de rir junto dele.

Jared deitou seu corpo sobre o dele e, sentir o peso do mais velho sobre seu corpo, era a melhor coisa que existia na face da Terra. Nada superava, porém, a sensação do atrito do corpo dele contra o seu. Era como estar embriagado, sem nem ter bebido.

Suas bocas se uniram novamente, moviam seus corpos sentindo a ereção do outro. Seus gemidos eram abafados pelos lábios do outro que não se deixavam separar um único instante.

Para Jared estar ali, com Jensen, mesmo depois de tê-lo deixado na cabana, e ter certeza que nunca mais o veria, era a melhor coisa do mundo. Pensara que teria que seguir sua vida sem Jensen, que aquela seria a cartada final, mas não. E ali estava ele provando e comprovando que aquele seria somente um novo começo. E nada no mundo, nem mesmo Tom, poderia acabar com a felicidade que sentia naquele instante.

Desceu novamente seus lábios pelo corpo do ator. Nunca se cansaria daquele cheiro e sabor que somente ele tinha. Beijava e mordia levemente o abdômen dele e escutava-o gemer, vez ou outra. E quando aproximou seus lábios do pênis do loiro, sua boca salivou. Com certeza o gosto dele era o melhor. Quando estava com Jensen, sempre queria mais. Queria tudo.

Envolveu o membro dele com sua boca, escutando-o gemer. Os sons que ele fazia eram músicas para seus ouvidos e o levava a loucura somente por fazê-los. Aproveitou o momento em que Jensen abriu os lábios para soltar mais um ar com seus gemidos, e levou dois de seus dedos na boca dele.

O mais velho sugava seus dedos como se fosse seu próprio membro ali. Aquela era uma das imagens mais excitantes que já tinha visto. Ele gemia e lambia seus dedos como se sua vida dependesse disso. E se continuasse daquele jeito, gozaria somente ao vê-lo daquele jeito.

Sem tirar o membro dele de seus lábios, tirou os dedos, melados pela saliva de Jensen, dos lábios dele e, lentamente, os arrastou, fazendo questão de deixar uma trilha úmida e quase invisível por seu corpo no processo. Levantou uma das pernas dele, colocando-a sobre seu ombro, e tocou Jensen, forçando a entrada de seu dedo.

A excitação era tanta, que mal via o momento de ter Jared completamente dentro dele. E ele brincava introduzindo lentamente o dedo e o tirando logo em seguida. A boca dele o sugava, e a cada nova investida, sentia sua alma deixar seu corpo.

Não conseguiria mais viver sem Jared. Jared era a sua vida agora.

Levou as mãos a cabeça dele, ajudando-o com os movimentos. Era difícil respirar, se pudesse viveria sem ar.

— Jared, por favor. – escutou-o pedir quando juntou o segundo dedo para auxiliar o primeiro.

Estava se segurando para não fodê-lo com toda a sua força. Queria sentir, tocar, acariciar o corpo de Jensen, como deveria. Queria amá-lo. Pois era isso que sentia: amor. Mas aquele pedido fez com que seus planos fossem por água a baixo. Sugou fortemente o membro dele antes de abandoná-lo e se mover para cima dele.

— Não acabe comigo, Jen! – falou antes de atacar os lábios de Jensen novamente.

Ajeitou-se da melhor maneira que pôde, colocando uma das penas de Jensen em seu ombro e a outra enlaçando sua cintura. Guiou seu membro até a entrada.

Com uma única estocada, o loiro se viu completo. E era daquela forma que gostava de se sentir. Era assim que Jared o fazia se sentir: completo.

Gemeram, pois não tinham capacidade de falar. As palavras iam e vinham em suas mentes, mas somente os gemidos eram escutados. E eram muito bem entendidos.

Sentia Jared ir cada vez mais fundo em seu corpo, e com as idas e vindas do corpo dele contra o seu, sentia-o tocando naquele lugar que o fazia ver estrelas. Jared beijava seus lábios e seu queixo enquanto investia ainda mais e com mais força contra seu corpo.

Jared movia o corpo conforme atendia os pedidos mudos do outro. Moviam os corpos em perfeita sincronia, completando-se.

Era isso. Naquele exato momento sabiam que não conseguiriam mais viver separados.

— X —

Estar ali, somente deitado ao lado de Jensen, sabendo que ali era Nova Iorque, e que ele estava ali por causa da sua pessoa, o fazia sentir uma vontade insana de rir, mas dessa vez de felicidade verdadeira. Não iria largá-lo tão cedo. Mantinha seus braços em torno do corpo dele, sentindo-o mover-se somente por conta da respiração leve. E nunca amou tanto ficar somente na cama.

Mas sabia que aquele silêncio teria que ser quebrado, e que talvez a mágica do momento se acabasse. Sabia que estava sendo muito não-masculino com isso. Mas era Jensen, e ele o deixava assim.

— Jen... – o chamou e viu-o olhá-lo por cima do ombro e sorrir levemente.

— Jared, não importa o que diga, eu não vou embora. Eu não vou deixá-lo aqui sozinho. E sim, nós vamos lutar contra o Tom. – Jared estranhou o tom de voz de Jensen. Era o mesmo que ele tinha usado na casa de Jeffrey.

Aquele semblante confiante, aquele sorriso de 'nunca vou desistir', e aquele olhos faiscando de forma totalmente nova, era estranho, mas era gratificante.

— Não quero que se sinta pressionado a fazer nada que não queira. – virou o corpo do outro para que ele pudesse olhá-lo diretamente nos olhos. – Não é isso que eu quero de você.

Tivera muito tempo para pensar sobre as coisas que estavam acontecendo. E não queria que Jensen se sentisse forçado a fazer coisas, que ele não queria, ou que não estivesse preparado. Seria a mesma coisa que fazê-lo escolher entre a cruz e a espada.

— Não quero que faça isso... – iria explicar, mas sentiu os lábios de Jensen sobre os seus e se calou.

— Vou fazer o que estiver ao meu alcance para não deixar que Tom se aproxime de você. – sorriu para Jared, e continuou - Jared, eu percebi que não posso mais... Não posso mais viver nesse mundo de medos, fugindo, me escondendo do perigo. Você me ajudou a perceber isso, e vou aproveitar a oportunidade para impulsionar as coisas na minha vida também. E de preferência, com você nela.

Aquilo era muito mais do que Jared esperava escutar. Jensen não estava ali somente por ele. Não era egoísta o suficiente para fazer Jensen esquecer de seu próprio eu, para segui-lo pelo mundo de olhos fechados. Nunca gostara de ser dependente de alguém, e também não gostava de ter alguém dependente de si, mesmo que essa pessoa fosse Jensen. Afinal, o ex-ator tinha uma vida própria, e tinha o poder de ir e vir quando quisesse. E as escolhas dele, sempre seriam respeitadas.

Jensen, por sua vez, com o pouco de tempo que tinha vivido com Jared, aprendera a lidar com ele. Jared era a pessoa mais fácil de se lidar no mundo. Talvez nem tanto, mas era fácil. Sempre deixava as coisas claras quando queria. E fazia somente o que lhe dava na cabeça ou o que realmente queria. Ele sempre fora independente e vivera sua vida para ser livre. E entendia por qual motivo Jared havia dispensado a companhia de Tom. E sabia que para viver ao lado de Jared, teria que ser tão livre quanto ele. E era isso que almejava.

— Eu já me superei, estou em Nova Iorque há mais ou menos oito horas e ainda não desmaiei. Recorde. – Jensen brincou, vendo o rosto de Jared se contorcer em confusão, não entendendo uma única palavra do que havia dito. – A única vez que usei esse apartamento, foi quando desmaiei por ser reconhecido uma vez, no cartório.

Contou o quão envergonhado tinha ficado, e a sensação estranha em seu peito quando sentiu todos os olhares em cima de si. E que, desde então, nunca mais tinha saído de New Hampshire. Não pôde deixar de rir da cara que Jensen fez ao relatar os fatos. Pôde ver o quão incomodado ele ficava ao ter tais lembranças.

— Mas, hoje, eu consegui. Enfrentei todos os meus medos e ainda estou inteiro. – sentou-se na cama, mostrando para Jared que ainda estava inteiro.

— Você foi mesmo ver o Tom? – perguntou receoso. Pela bronca que Jeffrey tinha dado em Jensen, e pela cara que ele tinha acabado de fazer, tudo indicava que sim.

— Sim, eu fui vê-lo. No Jornal. – deixou-se cair na cama, deitando novamente ao lado de Jared. – Nós discutimos, e deixei claro que não iria desistir de você só porque ele queria.

— Você foi ao Jornal? – perguntou exasperado. Sabia que Jensen estava se superando indo lá, mas não sabia o quão longe ele tinha ido.

— Isso mesmo, era lá que ele estava. Então, fui até ele. Não sei bem o que você está fazendo, mas ele não era o mesmo Tom, cheio de si, que vi em Hampshire. Ele estava diferente. Tentou usar artimanhas para me afastar de você, mas não rolou. Estou aqui com você agora. – se aproximou de Jared e sorriu para ele, vendo que Jared ainda não acreditava no que havia feito. – Sabe, acho que funciono melhor sob pressão.

Por aquela Jared não esperava. Realmente não entendia como tinha conseguido pensar em viver longe daquele homem. Ele era tudo o que sempre desejara para sua vida. Tinha seus altos e baixos, mas Jensen era perfeito.

— Acho que vou começar a pressionar mais, então! – sorriu tomando os lábios de Jensen com os seus rapidamente. – Mas ainda sim, quero saber tudo o que aconteceu naquele jornal.

— E eu tudo o que andou fazendo. Mas podemos deixar isso para mais tarde? Estou morrendo de sono! – aconchegou-se nos braços de Jared. – E pelo que sei, você também.

Jared bocejou, notando novamente seu cansaço, que até então estava esquecido, e aproximou mais seu corpo do de Jensen. Fechou os olhos, deixando-se levar pelo sono.

— X —

Não sabia como sua vida tinha chegado naquele extremo. Parecia que o mundo estava conspirando contra ele, Tom.

O jornal estava um caos, sem editor e escritor âncora. O jornal da tarde tinha sido o pior jornal dos últimos anos. Tudo bem que toda a programação já estava feita, mas com Eric e Chad fora do jornal, a maioria das matérias saíram com eles. Precisaria de algumas noticias boas. Sabia, porém, que não teriam tempo para escrevê-las. E além do mais, o jornal havia atrasado em duas horas. Os telefones não paravam de tocar, e o e-mail do jornal estava lotado. Reclamações e mais reclamações.

E a visita de Jensen... As palavras dele ainda estavam cravadas em sua memória. Nunca pensou que ele seria forte o suficiente para enfrentá-lo daquela maneira. Usava e abusava do medo que sabia que ele tinha.

O fato de ser um dos maiores publicitários daquela metrópole, não o amedrontava mais. E precisava arranjar um novo método de atingi-lo. E era o que iria fazer.

Naquele momento, estava impossibilitado de pensar e agir, pois a intimação que não cansava de ler, queimavam todos seus neurônios. Mas em breve encontraria algo.

Sabia que tudo que Jared tinha em mãos, e que não eram poucas coisas, ele havia entregado ao promotor Rosenbaum. E a primeira audiência aconteceria em duas semanas.

— Pelo visto, aquele promotorzinho conseguiu acelerar as coisas! – falou sozinho, amassando o papel e jogando-o no chão com toda a raiva que estava sentindo.

Jared iria lhe pagar por tudo que estava lhe fazendo passar. Iria arranjar um jeito de levá-lo junto. Mesmo que fosse preso, o levaria consigo. E da mesma forma iria acabar com a vida daquele cara que agora estava em seu lugar, ao lado de Jared.

— Ross Ackles, Jared Padalecki... Vocês mal perdem por esperar! – sorriu com seu próprio comentário.

Há muito tempo não precisava escrever uma matéria. Mas aquela teria que ter a sua assinatura. E gargalhou ao dar o título que ganharia a primeira pagina do Times: O Grande Retorno de Ross Ackles.


Continua...


Nota da beta: Apesar de você pensar que o encontro de Jared e Jensen, no apartamento de Jensen, foi muito açucarado, eu ainda afirmo que não. Veja... Eles estavam longe. Mesmo se amando, tinham se separado. Mesmo com a distância, pensavam um no outro. Eles não conseguem e nem conseguiriam viver um sem o outro. Isso é fato. E bem, o amor é algo que nos deixa bobos. Escrever sobre um encontro, por mais que se queira manter os pés no chão, é complicado. Porque nossa própria experiência e nossos sentimentos interferem. Nos envolvemos com o que escrevemos. E por vezes, não conseguimos um distanciamento apropriado. De qualquer forma, eles são um do outro, e isso já é meio açucarado. Não há nada que os faça separar. A não ser Tom. Porque acredito que, de certa forma, ele ainda possa interferir nessa relação, mesmo sendo uma relação forte e, à princípio, segura. Também, porque, ele pode usar o beijo em Jensen contra o próprio Jensen. Você sabe que o amor é, por vezes, possessivo. O amor é, por vezes, ciumento. É a cegueira do amor. Isso é fato, também. Então, contando com as artimanhas de Tom, ainda vejo um próximo capítulo turbulento pela frente. E esse encontro dos dois, de certa maneira, amenizou o que eu antevejo para o que escreverá. Pode ser que não seja tão cruel, mas mesmo assim, vai tirar nossos dois amores da trilha do "final feliz" por um tempo. É assim que funciona? Não sei. Só você, Kuchiki, é que sabe o que vai acontecer a seguir. Espero que nossos amados consigam vencer Tom e seguir uma vida tranquila a dois.

Esse capítulo foi, sem dúvida, ameno. Apesar da bronca de Jeffrey. Jeffrey é mesmo um cara estressado quando se trata de seus filhos postiços. Não é para menos. Eles são cativantes. Mas Jeffrey é um cara muito bacana. Ele vai defender os meninos com unhas e dentes. E temos também Jim, e Paul, e Chad. Eles vão se pôr ao lado dos garotos e Tom vai ter mesmo que colocar seu rabinho entre as pernas.

Vou aguardar o próximo capítulo. Um grande e carinhoso abraço!

Beijos!

Nota: Esse foi um dos únicos capítulos que eu consegui salvar com a nota da minha maravilhosa beta. E vou deixá-lo aqui, pois eu a amo.

Peço desculpas pelas reviews não respondidas ainda, prometo que farei isso. Hoje, mais tarde. E como recebi uma review, que me fez ficar com a conciencia pesada da LeticiaPadackles. E de tantas outras pessoas que estão sempre presentes, como a IsaWin, não importa quantas vezes eu reposte a fic, ela está sempre lendo. Obrigada. Você é uma linda! A minha querida Vans, você sabe, sua opinião conta muuuuito pra mim! Sun, obrigada pelo comentário, responderei você como deve ser. A Victoria, por ser tão compreensiva. Totosay, obrigada pelas reviews. Você sempre me alegra com elas. MandyOliveira também. Alicia e todo mundo. Desculpa se esqueci de alguém, mas lembrem-se, vocês estão no meu coração! 3