A festa terminou às 21hs, pois no outro dia a maioria trabalhava ou estudava pela manhã cedo.

- Jared. – O pai o chamou quando o último pacote de lixo foi colocado na rua. – Eu não sou idiota, vi que sumiu com o tal de capitão, e voltou todo alegrinho. Quero apenas reforçar que o que falei sobre mandá-lo para longe de ti. – O moreno olhou sério para o pai, sem responder, e foi para o quarto.

- Vem me buscar. – Foi à única coisa que falou quando o loiro atendeu o telefone.

- Estou chegando. – A felicidade desse telefonema, foi eclipsada pelo tom da voz do moreno.

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- Estou na frente da sua casa. – Jensen ligou no momento em que chegou. Jared respirou fundo para segurar as lágrimas. Desde que se assumiu, pensava que nunca mais sentiria aquele medo de ser rejeitado pelo pai.

- Mãe. – Jared chamou na porta do quarto do avô, que sempre demorava a dormir. – Estou indo embora. – Falou ao entrar.

- Já era sem tempo, não criei um filho que se dobra diante de chantagens. – A mãe do Jared sorriu. – Estarei sempre do seu lado. Para lhe amar, consolar, chamar atenção quando tiver fazendo algo errado. E no momento não acho que esteja. Deixa que com o seu pai eu me entendo.

- Não. – Jared balançou a cabeça. – Eu vou falar com ele agora.

- Isso mesmo, um neto com o meu nome e gay, até passa, mas covarde? – O major que tinha se mantido calado até o momento lhe cutucou com a bengala. – Sabe que pode contar comigo?

- Eu sei vovô. – Apesar do major se incomodar com a sexualidade do neto, nunca lhe virou as costas. Jared o beijou e foi em direção ao quarto do pai, era o momento mais difícil da despedida. – Pai. – O coronel estava lendo um livro e parou quando viu o filho entrar todo vestido como se fosse sair para algum lugar.

- Vai sair?

- Vou voltar para a irmandade. – O coronel abriu a boca, mas não emitiu nenhum som. – E estou voltando com o Jensen. – Jared colocou a chave do carro na mesinha de cabeceira e saiu.

- Jared! – O coronel gritou quando passou a surpresa. – Você não se atreva a sair por essa porta. – Gerald vinha atrás do filho gritando, mas o moreno continuava firme em direção a rua. – Você não sabe nem o que significa para esse homem. Ficando? Isso é relacionamento sério? Deve estar ficando de quatro, eu não criei filho para ser vadia de ninguém!

- Gerald! – Sharon veio tentar segurar o marido que estava descontrolado.

- Não te mete! – Gritou para a esposa. – A culpa é tua, se eu tivesse dado a surra que ele merecia para virar homem, hoje não teríamos de passar por isso. – O coronel se calou por um momento ao reconhecer o carro para onde o moreno se dirigia. – Jared se você entrar nesse carro esqueça que teve pai, que tem família e aguente a solidão, depois de ser usado, abusado e por fim descartado. Pois é isso que maldito vai fazer...

Jared nem por um momento respondeu e nem olhou para trás, pois não queria que o pai visse as lágrimas que escorriam abundante pela bela face. Entrou no carro de Jensen e se encolheu contra a porta, o loiro não disse nada, não havia o que ser dito.

Colocou o cinto de segurança no moreno e ficou segurando sua mão, tentando confortar aquele rapaz que não passava de um garoto, mas que tinha preenchido espaços vazios na sua vida que nem sabia que existiam.

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- O que aconteceu? – O major Padalecki vinha se apoiando na bengala, com o olhar assustado.

- O que aconteceu? – Gritou o coronel para o pai, que abriu os olhos surpreso com a atitude do filho. – O senhor colocou o inimigo dentro da nossa casa, e uma vitória garantida foi por água abaixo!

- Para de gritar comigo que não sou teu moleque. – O major apenas não deu com a bengala no filho para não cair. – Que inimigo você está falando?

- Do seu queridinho médico: capitão Ackles. – O coronel baixou um pouco o tom, mas a raiva e a frustração se faziam fortemente presentes na voz. – Ele é o namorado do Jared. – Gerald se aproximou do pai. – Ele lhe usou para me atingir e ficar com o meu filho...

- Gerald! – Gritou Sharon. – Não fale o que você não sabe. Acho que está supervalorizando a tua importância na vida do capitão. Qual o motivo que ele teria para se vingar? Você o prejudicou em que? Em nada! É mais fácil você estar usando o seu filho para atingir o capitão. – Sharon se aproximou do sogro. – Venha, vamos dormir...

- Eu estou me sentindo um bobo. – O major estava magoado. – Por que os dois não me falaram? Eu confiava no capitão, achava que ele me respeitava...

- Respeitava? Ele não respeita ninguém dessa família...

- Já chega! – Sharon olhou séria para o marido.

- Ele tem de saber...

- Ele não tem nada para saber. Ele lhe respeita e muito...

- Não. – O major interrompeu. – Se ele respeitasse teria me falado a verdade e poderia até ter ajudado os dois, agora nem sei em que acreditar.

- Ninguém lhe falou nada em preocupação com a sua saúde, nem o Gerald, não pense assim. – A mulher conversava bem baixinho, consolando o sogro enquanto o levava para o quarto.

- Será que pelo menos ele gosta do Jared? – O major estava triste. – Afinal ele me acha um velho inútil.

- Já sei pra quem o Gerald puxou, que drama. – Sharon riu para aliviar tensão. – Os dois se gostam, querem ficar juntos e a relação deles não tem nada haver com terceiros.

- O capitão não vai ser mais o meu médico. Não confio mais nele. – O major fechou os olhos e deu por encerrada a conversa. – Mas eu estou do lado do meu neto... Quero dormir... Estou confuso. – O velho Padalecki achava o capitão um exemplo, e apesar de amar e apoiar o neto, ser gay era uma falha grande e Jensen não lhe falara nada, mesmo quando atacou o Jared por causa de sua homossexualidade; podia ser besteira, mas se sentia traído. Sharon lhe acompanhou e o cobriu com o cobertor, lhe dando um beijo carinho e consolador.

- Durma, às vezes tentamos tanto proteger quem estimamos que nem percebemos os erros que cometemos. – Foi as últimas palavras da nora antes de sair.

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Jared passou a viagem calado e Jensen respeitou o momento, pois pode ouvir os gritos do coronel. O moreno recostou a cabeça no banco e tentou controlar as lágrimas que escorriam teimosamente.

Assim que chegou a sua casa, Jensen o levou direto para o quarto.

- Eu não quero transar. – Jared falou entre lágrimas quando o loiro começou a lhe retirar a roupa.

- Você acha que sou algum tarado? – Jensen brincou. – Não responde! – Jared deu um ar de riso pela primeira vez. – Eu vou apenas cuidar de você, afinal meu gatinho precisa de um bom colo agora. – E fez um carinho com as costas da mão na bochecha. Como para reforçar as suas palavras deixou o moreno com a camiseta cinza e a boxer branca, ficando também com o short do pijama que vestia quando recebeu o telefonema do rapaz. Na pressa colocou apenas uma calça jeans.

Jensen sentou na cama junto à cabeceira e aconchegou o moreno junto ao peito. – Pode chorar meu gatinho – Jared não esperou outras palavras e se entregou a tristeza.
Percebendo os soluços do moreno, o capitão o abraçou forte, quase arrependido de insistir naquele relacionamento. Mas ele não conseguiria abrir mão de Jared, principalmente sabendo que o moreno gostava dele.

Mentira, mesmo que o Jared não gostasse dele, faria de tudo para conquista-lo.

Quando Jared parou de soluçar, Jensen achou que o moreno dormia, e ligou para Misha pedindo para auxiliá-lo em uma cirurgia que teria pela manhã cedo.

- Estou te atrapalhando, me desculpa. – Jensen se assustou com a voz baixinha do moreno, depois que desligou o telefone.

- Você não me atrapalha. – O capitão escorregou pelo colchão ficando deitado e com o rosto na altura do de Jared, e com carinho beijou seus olhos capturando com os lábios os resquícios das lagrimas recentes, e sem resistir começou a distribuir beijos por toda cútis do moreno até chegar aos lábios, onde iniciou um beijo calmo, apenas um roçar de lábios.

Ficaram assim, degustando o sabor da boca de um do outro, até o momento em que Jensen perdeu o fôlego ao sentir as mãos do moreno lhe invadindo a camiseta.

- Jared, se você continuar eu não vou me controlar. – Em resposta o moreno o encarou e apertou com força o bico do mamilo de Jensen, que entendeu o recado.

O loiro abraçou Jared trocando de posição, e assim ficando por cima do moreno, trocaram um beijo mais intenso e depois Jensen se ajoelhou entre as pernas do maior, e este ficou sentado.

Ambos retiraram o resto de suas roupas sem quebrar o contato visual, se admiram por pouco tempo, pois eles necessitavam sentir a pele um do outro sem qualquer barreira, matar a saudade dessas sensações de pele contra pele.

Eles se beijavam explorando a boca um do outro, e assim ficaram se esfregando, gemendo entre beijos, as mãos de Jared apertavam e acariciavam as costas de Jensen, às vezes cravando a ponta dos dedos, marcando a pele branca. Em resposta o loiro lhe abandonava a boca para morder e sugar a pele sensível do pescoço do moreno.

- Quero você. – O moreno pediu, e Jensen estremeceu com o pedido, pois a muito queria invadir ou ser invadido por aquele corpo, mas queria que o moreno fizesse o seu momento. – Não. – Jared segurou o capitão quando este tentou se afastar.

- Vou pegar o lubrificante. – Tentou explicar.

- Não quero ficar longe de você. O guarda-roupa tá muito longe. – O loiro colocou dois de seus dedos na boca de Jared que sugou com vontade, Jensen olhava aquela cena e imagina outra coisa sendo chupada com tanto gosto.

Sem querer esperar mais, Jensen levou os dois dedos bem molhados para a entrada, enfiando um primeiro, se deliciando com os gemidos de dor e prazer do moreno. Seu membro pulsou quando Jared abriu mais as pernas para o acesso do segundo dedo.

- Quero você agora. – O modo imperativo da frase se evidenciou no tom forte e cheio de desejo, o capitão não se fez de rogado, se colocou de joelhos, e foi penetrando o mais novo bem devagar. Ele sabia que a lubrificação era mínima e não queria machucar o moreno, o seu pré-gozo ajudou nessa invasão prazerosa.

Jared sentia dor, mas nada superava o prazer de está sendo possuído pelo loiro depois de tanto sofrimento durante a separação. Para se concentrar somente nas sensações boas, puxou o loiro sobre o seu corpo e entrelaçou a cintura de Jensen com as pernas, eles se moviam de maneira harmonia, sem pressa, curtindo o fato de se tornarem apenas um ser.

Naquele momento, totalmente preenchido pelo capitão, sentido as estocadas cada vez mais profundas, Jared teve a certeza que ali era o seu lugar, era onde se sentia completo, sabia que não errara na decisão tomada, se era para sempre não importava, mas algo lhe dizia que seria...

Ali eles eram únicos, nada mais importava: Guerra, paz, dores, preconceito, incertezas, perseguições... Nada, apenas o prazer que podiam proporcionar um ao outro. As lágrimas há pouco derramadas, totalmente esquecidas.

Logo a necessidade de satisfação se intensificou, e o loiro se colocou de joelhos novamente e levantando uma das pernas do moreno começou a se movimentar com mais rapidez e força, e gozou ao ver o jovem liberando o seu prazer sem ao menos ter o seu pênis manipulado.

Jensen se largou sobre Jared, mas não se desligou do moreno, trocaram sorrisos enquanto as respirações se normalizavam.

Eles se encaravam conversando em silêncio, suas almas trocavam juras de amor, e essas eram tão intensas que nenhuma palavra poderia expressar tanto sentimento.

- Promete que nunca mais vai abandonar o quartel? – Jensen pediu, quebrando o silêncio, estava quase que adormecendo.

- Prometo. – Jared fechou os olhos e moveu o corpo tentando ainda manter a ligação física com o loiro.

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Jensen acordou com o despertador e tentou sair sem acordar o moreno, tarefa impossível, principalmente quando Jared lhe abraçou com mais força e gemeu junto ao seu pescoço.

- Gatinho... – Gemeu quando os lábios quentes sugaram levemente o lóbulo de sua orelha. – Acho que precisamos de um banho. – Jared concordou com uma leve mordida, arrancando novo gemido.

- Força soldado! – Rindo se levantaram sem deixarem de se abraçar e Jensen os guiou até o banheiro.

Jensen ligou o chuveiro e ficaram trocando beijos sob a água quente que limpava os resquícios do sexo da noite passada.

A contra gosto se separam, o capitão colocou uma quantidade generosa de sabonete líquido em suas mãos e começou a ensaboar o moreno: Ombros, peitoral, abdômen, pênis, testículos, descendo uma das mãos pelas pernas, enquanto a outra continuava a brincar no membro de Jared que se apoiava na parede tentando ficar de pé.

O rapaz reclamou quando Jensen parou para continuar a limpeza lhe esfregando as costas, mas logo se calou, pois o capitão voltou a lhe masturbar e Jared começou a sentir o peitoral dele grudado em si e se deliciava com palavras sem vergonhas ditas em seu ouvido, respondendo no mesmo tom para o delírio de Jensen.

- Ai. – Jared reclamou quando Jensen tentou lhe penetrar.

- O machuquei? – O capitão ficou preocupado.

- Me promete uma coisa? – O moreno ignorou a pergunta.

- O que?

- Insisti mais no lubrificante da próxima vez. – Jensen apesar de se sentir um pouco culpado, não deixou de rir, e colocou seu pênis entre as pernas do moreno enquanto se movimentava no mesmo ritmo que manipulava o falo deste.

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- Jensen, eu não preciso de babá. – Jared reclamava, pois o loiro não queria lhe deixar sozinho e tinha chamado Kane para ficar com ele. – É o dia de folga do Chris.

- Não tem problema, ele vai fazer o que faz sempre, ficar jogando vídeo game. – O capitão estava irredutível, se pudesse inventava alguma desculpa para não ir trabalhar. Porém com uma cirurgia importante marcada não podia se dar esse luxo.

- E além do mais, a minha mãe está vindo para cá. – Jensen o encarou. – É verdade!

- Tudo bem. Eu... – Jared lhe beijou encerrando a discussão.

- Vai trabalhar, senão vou me sentir culpado... – Por ele também não ficaria só, mas não podia fazer isso com o loiro, por sorte sua mãe lhe ligou avisando que iria se encontrar com ele, já estava a caminho.

Jared acompanhou o capitão até o carro onde foram trocando beijos e amassos.

- Se hoje tivesse revista de uniforme, acho que receberia uma advertência. – Jensen comentou depois de ser imprensado junto à porta do veículo.

Com muita relutância se separaram.

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- Jared, fico preocupada. – Sharon comentou depois que o moreno contou a maneira que os dois começaram a ficar juntos. – Será que essa relação merece tanta confusão?

- Mãe, apesar da maneira nada romântica, na sua concepção, pois para mim foi perfeito. – Jared deu um sorriso, acompanhado pela mãe. – Eu não sei se o que temos é apenas uma atração física, ou uma birra com o meu pai, mas eu quero viver esse momento e que se acabar seja por decisão nossa e não de outra pessoa ou por base de chantagem.

- Claro, meu amor. – Jared estava em um dos sofás da varanda de casa de Jensen deitado no colo da mãe.

- Não enfrentei o papai por causa do Jensen e sim por minha causa. Depois de ter cedido à chantagem, pareceu que todos podiam mandar em mim, até o Jason.

- Não engoli aquele teu professor... – Sharon revirou os olhos. – Vai dar tudo certo, meu filho, tenho certeza.

-Espero que sim. Apesar de estar me sentindo bem comigo mesmo, não queria ficar afastado do meu pai, eu o amo muito. – Jared deixou uma pequena lágrima escapar e sua mãe a enxugou com a ponta dos dedos e lhe deu um beijo em seus cabelos, trocando de assunto.

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Por Jensen ele poderia ter dispensado o capitão Collins, pois quando pediu ajudava não tinha certeza de como estaria pela manhã, porém estava se sentindo bem disposto, e o fato de Jared ter lhe comunicado que sua mãe já chegara e ficaria com ele até o loiro voltar, aliviou sua preocupação.

Mas com Misha livre, foram os dois para a sala de cirurgia e depois de cinco horas, os dois saíram felizes com o sucesso do procedimento. Collins ficaria responsável pelas 24 horas de observação paciente.

- Capitão Ackles, o coronel Padalecki lhe espera em seu consultório. – A sargento Alona Tal. – Ele não está com uma cara muito boa...

Jensen respirou fundo e entrou, mas ele não esperava tamanha fúria.

- Seu maldito. – Gritou o coronel ao mesmo tempo em que prensava Jensen junto a parede, seu antebraço tentava sufoca o capitão, que fazia força para não sucumbir diante do homem enfurecido. – Você acabou com a minha família, e eu vou acabar com a tua vida. – Jensen não conseguia falar nada.

Os gritos do coronel chamaram atenção da Alona, que foi buscar ajuda e logo o consultório de Jensen foi invadido por um grupo de soldados e mais o tenente coronel Fuller e retiraram o homem de cima do capitão.

- Quero esse homem preso. – Gritou Padalecki.

- Não se preocupe coronel, ele será. – Fuller afirmou olhando para o loiro. – Soldados detenham o capitão Ackles.

- O que? – Jensen arregalou os olhos surpreso. – Eu serei detido por que um louco invade o meu consultório e tenta me matar?

- O senhor será detido, por desordem. – Fuller informou.

- Com todo respeito senhor. – Jensen se colocou em posição de sentido. – Não aceitarei essa injustiça.

- Deixe, coronel Fuller, tenho outras maneiras de lidar com gente dessa laia. – Jensen levantou mais o queixo e mordeu os lábios. – Aproveita seu desgraçado que meu filho será a tua vadia por pouco tempo, por que eu vou te mandar para o inferno!

O capitão sentiu um arrepio correr seu corpo todo. Se fosse supersticioso, essa sensação seria um mal presságio.

Assim que Jensen se viu sozinho com Alona no consultório se sentou na cadeira mais próxima e respirou fundo.

- Ai. – Reclamou quando a sargento passou um líquido logo abaixo de seu queixo e sentiu arder. As abotoaduras do coronel o tinham ferido levemente, porém sangrava.

- Pensei que ele fosse te matar, ele estava louco. – Alona comentou. – Vale a pena? – A sargento era amiga do loiro e acompanhou a história desde o começo.

- Por favor, não vai você me dizer que é birra também.

- Espero que não seja, mas estou falando de outra situação, a diferença de idades, gostos, sonhos...

- Existem todas essas diferenças, mas temos muito em comum, e se ocorrerem problemas, e a separação acontecer, será por uma decisão nossa e não de outra pessoa por base em chantagens. – Mesmo sem saber, Jensen usou as mesmas palavras do moreno, Alona colocou um pequeno curativo encerrando o procedimento.

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- Eu quero esse homem longe daqui. – O coronel Padalecki andava de um lado para o outro na sala do coronel Fuller, parecia uma fera enjaulada.

- Calma, coronel, beba esse copo de água.

- Eu não quero água! Quero a cabeça desse capitãozinho. – Gritou o coronel. – Eu sei que chegam aqui muitos pedidos para esse... Ir para projetos, outros hospitais, mas nunca é aceito por aqui...

- O capitão Ackles é referência em neurocirurgia, junto com o Collins, e isso é muito bom. O hospital recebe muitas doações, por esse motivo sempre indeferimos esses pedidos, e é fácil, pois nenhum dos dois tem interesse em sair daqui...

- Está me dizendo que é impossível mandar esse homem para o inferno? – Gritou o coronel Padalecki, interrompendo Fuller.

- Claro que não é impossível, mas apesar de estar solidário com o seu problema, o capitão Ackles é muito importante para esse hospital. – Fuller levantou a mão pedindo que Padalecki não interrompesse. – Mas vou lhe ajudar, vou conversar o capitão Ackles, e lhe embutir alguma razão...

- Espero que de certo, pois, caso contrário, terei de agir, e independente de sua importância para esse hospital, ele sumirá do mapa de Nova Iorque. – Fuller bateu continência quando Padalecki se retirou e ficou preocupado. O coronel tinha influência suficiente para conseguir uma transferência de Ackles, mas ele agiria primeiro, talvez fosse a sua oportunidade de ter algo mais intimo com o capitão.

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- Capitão. – Fuller respondeu a continência que Jensen fez ao vê-lo em sua sala. – À vontade – Ackles sentou em sua cadeira – Desculpe a liberdade que vou tomar, mas essa situação invadiu o espaço do quartel e perturbou o andamento de nossa rotina, portanto tenho obrigação de conversa com senhor, porém não farei isso como seu superior e sim como alguém mais velho e experiente.

- Coronel, com todo respeito, eu sinto muito pelo que aconteceu aqui, mas a minha relação com o Jared...

- Capitão. – Fuller o interrompeu colocando sua mão sobre a de Jensen, que sentiu um arrepio de asco. – Desculpe. – Pediu o coronel, quando o loiro recolheu sua mão fugindo do contato. – Vou direto ao ponto: o coronel pediu sua imediata ida para algum campo de batalha, e você sabe que ele é o segundo em comando aqui, e eu apesar de não querer lhe perder, digo, perder um profissional do seu gabarito, não tenho tanta influencia quanto ele...

- Eu não cedo a chantagens. – Jensen se levantou indignado.

- Não deve ceder a chantagens, mas verificar se esse rapaz tem tanta importância...

- Eu não vou discutir a importância de Jared na minha vida, e nem vou deixa-lo por causa de chantagens de ninguém. Obrigado pela preocupação, porém essa situação é particular minha, e com todo respeito, não temos intimidade para tal discussão. – Jensen respirou fundo. – Eu gostaria de começar a me recompor e assim dar continuidade em meu trabalho.

- Está me dispensando capitão? – Fuller riu com a ousadia de Jensen, de praticamente o mandar embora de sua sala. – Vou levar em consideração o seu estado, e pensando no bem de seus pacientes, o dispensarei o resto do dia. E mesmo que isso não seja de minha conta, reflita se o jovem Padalecki vale o risco.

"Espero realmente que esse moleque não tenha nenhuma importância em sua vida, que você continue como uma alma livre, pronta para pousar em qualquer lugar. Senão, terei de usar algumas influências e acelerar o processo de te fazer meu, vamos ver até que ponto você não cede à chantagem." Esse era o pensamento de Fuller ao encarar a boca perfeita de Jensen.

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N.A.: Já sabem que esse é para pedir desculpas pelo atraso, e nem posso prometer rapidez, apenas que não abandonarei a história, infelizmente o dia ainda continua com 24 horas, e acredito que de relógio pequeno, pois passa muito rápido as coisas e quando vejo, acabou, o dia, a semana, o mês, o ano... E assim vai! Srsrrs

Para quem ler nas estradas da vida, essa será a próxima a ser atualizada! O estilo de escrita dela ficou um pouco mais difícil! Srsrrs

Por ser estilo Pov, mas estou com meio capítulo escrito! E dessa também! E escrevendo outra! Muito pensam: E depois reclamam de tempo! Kkk

Mil beijos a todos!

Respostas aos reviews não logados:

Anonimo

A mãe do Jared é show de bola, é uma grande aliada, obrigada pelo carinho, dá trabalho, mas é um prazer, infelizmente o tempo é curto e o dever vem primeiro.

Eu gosto de boas histórias e conheço algumas da Lia Collins, não tenho preconceito com ships.

E dessa vez demorei mesmo!

Mil Biejos!

Justine

Agora sou eu que diz: Apareceu a Margarida olé olé ola... srsrrs

Nada de mortes no capitulo! Srsrrsrs No próximo a mama vai ter uma conversinha com o Coronel! Kkkk

O vovo se sentiu traído pelo capitão, mas acredito que não vai atrapalhar a vida do neto! Srsrrs Agora o papa eu não sei... kkkkkk

O Mamoa coloquei a minha antipatia para for! Tadinho! E nem tem o apoio da Mama Pada.

O pai do Jared na verdade não aceita o filho, a Sharon que é uma mulher forte que consegue controlar o marido nessa situação.

As lágrimas ainda não vão aparecer! Srsrsrsr Tanto...

Mil beijos!

Eve

Na festa entre mortos e feridos se salvarão todos! Srsrrs Mesnos o Mamoa! Kkkk

O pós festa que é o problema!

Mas parece que depois das lágrimas um amor gostos resolve a situação! Kkkkk

O vovô Pada não gostou de esconderem todo o problema do namoro, os dois poder ter mais um inimigo para essa relação... srrsrrs

Agora desculpa, mas eu não sei o que é uma Fujoshi srsrrsr, a Meg ainda vai aparecer e ... Nem te conto! Kkkk

Os caminhoneiros estavam de greve! Srsr Será a próxima a ser atualizada! Demorei muito, acho que estou igual a alguém que conheço! Kkkkk

Tempo cada vez menor!

Mil beijos!

Maria Aparecida

Demorei demais! Srsr O tempo corre! O Padapai quer a cabeça do capitão e no mal sentido! Kkkkkk

Mil beijos!

Alteri

Todo mundo quer um Jensen assim! Srsrs Lindo e sedutor|! Kkkk Vai ter que entrar na fila para pega a senha! Kkkkkk

Ainda teremos algumas água até tudo ficar na paz! Ou na Guerra! Srsrs

Mil beijos!

Lalky

Demorei mais ainda o capitulo! Mas não dá para ir mais rápido desculpa!

O Jared voltou para o Jensen, e juntos eles vão lutar pelo amor deles!

Agora o papa...

Mil beijos!

Luluzinha

Sorte o Jay que tem um capitão lindo e maravilhoso que cuida dele! Srsrsr

E não está nem ai para ninguém! Luta pelo que quer, na verdade os dois são assim!

Nada como o reencontro!

Acredito que agora o pai do Jared ganhou como o personagem mais odiado da fic! Kkkkk Mas tem pior... Ops spoiler...

Mil beijos!

Blue Mystery

A Meg é inspirada em muitas escritoras! Kkk Que se vingam nas histórias! Faço isso! Kkkk O Mamoa gosta que seus namorados usem calcinha por que? Kkkkkk

Mama Pada é maravilhosa, acho que todas as mãe devem ser assim: Perfeitas.

Agora o vovô ficou meio triste...

Espero que me perdoe por esse demora que foi enorme!

Mil beijos!

Cleia

Obrigada pela compreensão espero que este também valha a pena! Srsrrs

Por que demorei! Mas o próximo esta sendo escrito! Porém devagar!

O Jensen ainda não disse com todas as letras, mas com certeza ele ama o morenão! Srsrrs Uke é passivo e Seme o ativo. Srsrrs

Mil beijos!

Comentários da beta:

não pode ser o meu ao invés de ser o do capitão?) A Anja quer o gatinho do capitão! srsrrs

(Ana pervertida porém fofa... Adoro!) Injustiça

(Posso prometer tbm? kkkkkkkkkk)

(Velho nojento perseguidor de loiros gostosos!)O Fuller

(Boa loiro! Põe ele pra fora!) Quando Jensen dispensou o Fuller.