Jared estava saindo de sua última aula, quando deu de cara com o seu pai.

- Tudo bem com você? – Gerald não sabia o que dizer para o filho, principalmente pelo olhar magoado e apreensivo do rapaz.

- Estou. E o senhor? – O clima estava tão estranho que, se começassem a falar sobre o tempo como dois desconhecidos presos em um elevador, seria normal.

- Eu... – Gerald parou de falar e se aproximou do filho, olhou em seus olhos e o abraçou, Jared ficou imóvel nos braços do pai. – Eu ainda não aceito o fato de você ser gay e muito menos o seu relacionamento com aquele homem...

- Mas... – Jared tentou interrompê-lo.

- Me deixa terminar. Mas eu te amo. – Nesse momento Jared abraçou o pai. – E não farei nada contra esse capitãozinho, porém se ele te magoar, não responderei por mim. Me perdoa?

- Aconteceu alguma coisa? – Jared estava feliz, mas estranhou a atitude do pai.

- Tem certas situações que nos fazem agir. O teu irmão está indo para o Oriente Médio, em missão de desocupação, e hoje é o jantar de desp... Digo de boa viagem. – Gerald não queria usar a palavra 'despedida'.

- Mas pai o senhor... – Jared ficou arrasado pensando no irmão.

- Eu sei que sempre consegui evitar que ele fosse para essas zonas de conflito, mas ele descobriu... – Gerald tinha um grande amigo, Steven Willians, nos fuzileiros, e sempre pedia que tirasse o filho de qualquer lista de embarque para o Oriente Médio, porém sem o conhecimento do rapaz. – Jeffrey fez uma confusão, se arrependeu depois que viu o estado da tua mãe, mas já era tarde.

- Eu estou de carro. – Jared avisou assim que chegaram junto ao carro do pai.

- É o carro daquele homem? Deixa aí! – Jared mordeu os lábios e deu um passo para trás, pela maneira grosseira do pai. – Desculpa.

- Jensen está viajando...

- Eu sei, afinal sou ainda tenho responsabilidade sobre os nossos oficiais. – Gerald mentiu, ele sabia por que estava vigiando o loiro esperando ele pisar na bola.

Deixaram o carro na irmandade e foram para a casa dos pais de Jared, a primeira coisa que o moreno ganhou ao chegar foi uma bengalada do avô.

- Por que não confiou em mim? – O velho Padalecki fez uma cara de poucos amigos.

- Vô...

- Não quero saber. E vamos jantar que estou com fome. – O jantar ocorreu com conversas divertidas, histórias antigas sobre os irmãos, e na hora da sobremesa o motivo da reunião em família foi lembrado, e a tristeza e a preocupação com o primogênito apareceu.

- Jared quando o Jeffrey voltar, o Jensen estará jantando conosco. – Meg comentou tentando quebrar o clima.

- Não quero o Jensen dentro dessa casa. – Gerald foi tão firme em suas palavras que Jared lhe olhou assustado.

- Mas o senhor...

- Eu disse que não vou me intrometer na relação de vocês, mas apoiar e coloca-lo dentro de casa é outra coisa. – Jared apenas abaixou a cabeça e comeu um pedaço da torta de morango que sua mãe tinha feito.

- O seu pai tem razão, esse capitão não tem caráter. – Na voz do velho major havia mágoa. – Ele viu como lhe tratei sobre o fato de você ser gay, e ficou calado, se ele fosse outro diria que também era.

- Isso é injusto... – Sharon segurou a mão de Jared o impedindo de continuar.

- Vovô, o capitão Ackles é um médico que se preocupa com os seus pacientes, até com as manias de cada um. Ele sabia do seu problema em seguir as recomendações médicas, imagine se confessasse que era gay e que estava interessado no seu neto?

- Faria o que deveria ter feito: o expulsava do quarto e chamaria o outro médico, coisa que já fiz, agora vou me tratar com o Capitão Somerhalder. – Jared não falou nada, mas sabia da troca de médicos, Jensen lhe contou. O loiro ficou triste, pois gostava realmente do major, até o pedido inusitado do velho o moreno sabia.

Brincaram de mímica, adivinhações, piadas ficaram assim até o momento do carro que levaria o irmão para base buzinar na frente da casa.

- Você não podia dormir aqui? – Sharon perguntou abraçando o filho.

- Já falamos sobre isso, o avião partirá pela madrugada, é mais prático, e além do mais, alguém pode me dopar e aí, perco o avião. – Jeffrey ria disfarçando o nervosismo.

- Por mim você perderia. – Foi Meg que falou abraçando o irmão, recebendo um beijo no alto da cabeça.

- Irmãozinho. – Jeffrey abraçou Jared. – Tem meu apoio e na volta quero tomar uma cerveja com o meu cunhado e acertar os preparativos do casamento. – Ele falava baixinho no ouvido de Jared, que tentava segurar as lágrimas.

- Não se preocupe vô, honrarei o seu nome. – O major fechou os olhos e sentou com calma se apoiando no neto.

- Você já honra, volte apenas vivo para casa. – O velho senhor estava emocionado, e se fazia de forte.

- Você tinha de...

- Pai, não era correto, sou um fuzileiro tenho que cumprir meu papel junto à pátria.

- Você nunca deixou de cumprir, viajava por essas bases todas, organizando, prestando os melhores serviços. – Gerald segurava a jaqueta do filho.

- Porém eu estava perdendo o respeito dos meus homens sem saber por que...

- Não quero discutir sobre isso, e não me arrependo...

- Não vou discutir, eu lhe entendo. – E Jeffrey abraçou o pai, sabia que ele estava apenas o protegendo. Porém alguns colegas de farda descobriram o motivo da sorte dele nunca ter ido para o Oriente Médio. Na hora ficou com raiva do pai, mas logo passou.

A família toda ficou na varanda vendo o primogênito subir no Jeep dos fuzileiros e partir. Ficaram parados por alguns momentos como se esperassem que Jeffrey voltasse e dissesse que era brincadeira.

Jared ficou sentado no batente da porta com a irmã depois que os pais e o avô entraram para a casa.

- Estou escrevendo uma fic, sobre vocês dois. – Meg disse assim que se viu sozinha com o irmão.

- Não acredito nisso. – Jared queria rir, mas sentia sua vida exposta pela irmã. – Quer dizer que a minha vida amorosa está em toda internet?

- Sim, mas usei nomes falsos, e capa com a foto de vocês dei uma estilizada, ficou bonita, mas não dá para reconhecê-los de primeira, só a minha beta sabe de tudo. – Mega falava como se fosse a coisa mais normal do mundo.

- Você não tinha esse direito!

- Deixa de ser chato. – Meg assanhou o cabelo do irmão. – Tá fazendo o maior sucesso, todos odeiam o papai...

- Meg...

- Posso te fazer uma pergunta, um pouco íntima? – Jared sorriu com o olhar maroto da irmã.

- Só se você pegar um sorvete. – Jared riu do bico que Meg fez antes de correr para a cozinha, trazendo um pote do sabor preferido do moreno: flocos.

- Pronto. – Jared pegou a colher e a encheu colocando tudo na boca. - Quem fica por baixo? – O moreno se assustou tanto com a pergunta da irmã assim de maneira direta que cuspiu longe o sorvete.

- Não vou te responder isso. – Jared falou depois de para de tossir.

- Eu fui buscar o sorvete! – Meg estava indignada.

- E você fez a pergunta, mas não vou responder. – E Jared colocou outra colherada de sorvete na boca.

- Com a cara de virgem que você tinha, – O moreno arregalou os olhos. – eu achava que o capitão era o Seme, mas depois que o vi saindo do banheiro todo amarrotado, pensei: meu irmãozinho pegou de jeito esse daí...

- Meg, eu te proíbo de ficar fazendo especulação com a minha vida íntima. Basta essa maldita fic...

- Na fic optei pelo troca-troca. – A garota continuava como se o irmão não tivesse falado nada. – Os leitores vão me matar no final. – E ela deu um sorriso meio sádico.

- Por quê? – Jared ficou curioso.

- Por que vou me vingar do capitão. – E a garota pegou um pouco do sorvete do irmão.

- Se vingar como?

- Sem spoiler, se quiser saber, vai ler e comenta. – Jared revirou os olhos. – Maninho! – Jared olhou de lado para irmã, o tom doce da voz de Meg não enganava o moreno, sabia que vinha bomba. – Agora que você já sabe como é, bem que podia me ajudar nos lemons. O que acha? Só umas dicas...

- Não! – Jared foi categórico.

- Só uma e te deixo em paz. – Meg tentou fazer seu olhar de inocente.

- Só uma, de uma fic antiga sua. – Jared às vezes lia as histórias de sua irmã, era o único da família que sabia do tipo de texto que ela escrevia. – Aquela cena onde um dos personagens tem a sua primeira vez, e o parceiro lhe jogam contra a parede, arrancado sua roupa e o penetrando de uma vez?

- Eu adoro aquela cena, o grito de dor e prazer que descrevo ali é o máximo. O que tem ela?

- Ele até que gritaria, mas de dor antes de desmaiar. – Meg fez um bico. – Considerando que todos os teus personagens são uns jumentos, de tão grandes...

- O do capitão é pequeno?

- Não! – A garota riu e Jared se arrependeu de ser tão enfático na resposta. – Já chega. Isso não é tipo de conversa que se deve ter com uma irmã de 16 anos.

- Mas... – O telefone de Jared tocou interrompendo a garota.

- É o Jensen. – Jared sorriu ao atender e Meg o deixou sozinho, mas se escondeu atrás da porta.

- To morrendo de saudades do meu gatinho, voltei para o hotel e estava tentando dormir um pouco. Mas cama é estranha, e sentindo a tua falta, a coisa está difícil, estou quase voltando para o hospital. – A voz rouca de Jensen fez seu coração acelerar.

- Também estou morrendo de saudades. – Jared falou do seu jeito tímido que encantava o capitão. – Advinha onde estou?

- Queria que estivesse na minha casa, mas acredito que não.

- Estou na casa dos meus pais. – Jensen apesar de não entender o que estava acontecendo ficou feliz, pois sentia que o moreno não estava totalmente bem por causa da briga com o pai.

- Fico muito feliz por você, mas qual foi o milagre?

- Na verdade o motivo me deixa triste. – E Jared explicou sobre o irmão ir para uma base no Oriente Médio, próximo a regiões de conflitos, correndo risco de vida, e o que essa situação ocasionou para o pai.

- Sinto muito pelo seu irmão, mas vai dar tudo certo, e logo ele estará de volta. – Jensen tentou consolar o moreno, por causa do irmão.

- Quando você volta? – Jared perguntou dengoso.

- Sexta-feira pela manhã, porém terei de ir para o hospital, acredito que apenas nos veremos no sábado pela tarde. – Jared fez um som de desagrado, mas entendia.

Ficaram algum tempo conversando sobe outras coisas, trocando palavras carinhosas, outras sem vergonhas. Nenhum dos dois queria desligar, por sorte ou azar, a bateria do telefone do moreno acabou.

- Meg! – Jared se assustou, pois a irmã dormia junto à porta. – O que aconteceu?

- Fui ouvir a conversa de vocês, esperando algo mais quente, mas você falava tão baixo, que acabei dormindo. – Jared balançou a cabeça, não acreditando na cara de pau da irmã, que nem disfarçou a sua bisbilhotice.

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Jensen sorriu ao descer do taxi, não ligou pra o moreno falando sobre sua volta antecipada, quis fazer uma surpresa.

- Jared onde está você? – O capitão telefonou depois de procurá-lo pela casa toda.

- Estou em casa. – O rapaz respondeu surpreso pelo horário e por causa do tom de voz do loiro, meio preocupado e um pouco irritado.

- Em casa onde? Já o procurei por toda parte!

- Você voltou?

- Sim e não estou te encontrando em casa.

- Estou na minha casa, na irmandade.

- O que você está fazendo aí? – Jensen se sentiu frustrado, pois passou a viagem toda em expectativa para encontrar o moreno.

- Eu moro aqui. E eu disse que voltaria pra cá.

- E eu disse que conversaríamos depois sobre isso. Mandei você ficar aqui – Jared fechou os olhos e mordeu os lábios, detestava quando o loiro falava de maneira autoritária, como se mandasse nele.

- Não gosto quando você fala assim, não te devo obediência. – Jensen suspirou fundo.

- Desculpa, mas você devia está aqui me esperando. – O desânimo na voz do loiro desarmou o moreno.

- Se você tivesse me avisado...

- Tudo bem. Vou desligar, tomar um banho e tentar dormir. É tão difícil dormir sem você. – Jensen choramingou, Jared podia visualizar a cara de menino dengoso que o loiro fazia nesses momentos, que nem parecia um homem de trinta anos.

- Eu vou pra sua casa agora. – O pai de Jared tinha devolvido o carro para o filho.

- Não. Está tarde e é perigoso dirigir essa hora, sozinho. Além do mais tenho que acordar bem cedo amanhã, estou com cirurgia marcada para as sete horas. – A voz cansada de Jensen apertou o coração de Jared.

- Mas...

- Nada de mas... Se você tivesse me obedecido...

- Jensen... – Jared falou o nome do loiro entre dentes por causa da palavra "obedecido", o loiro riu.

- Até sábado, meu Gatinho. – E o loiro desligou, e depois de um banho rápido tentou dormir.

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- Jared te acordei? – Depois de meia hora se revirando na cama sem conseguir relaxar e dormir, Jensen ligou novamente para o moreno.

- Ainda não consegui dormir. Pensando que podia estar aí nos teus braços. – Jared falava baixinho.

- A culpa é sua. – Jared resmungou do outro lado. – Você me viciou no teu cheiro, no teu peso no meu peito... Sempre me gabei de ser bom de cama. – Jensen riu nesse momento – era só deitar e pronto: o sono chegava.

- E você acha que comigo é diferente? Só consigo dormir se eu estiver estourado de cansaço, e mesmo assim reviro na cama. Comprei até um travesseiro bem grande, e coloquei como fronha uma camiseta sua. – Jared riu tímido, pois não pretendia contar isso a Jensen.

- Quer dizer que fui substituído por um travesseiro...

- Você interpreta tudo errado... – Jared parou ao ouvir a risada do capitão do outro lado.

- Isso me faz pensar o que colocar sobre o meu peito para te substituir. – Jensen fez uma pausa. – Acho que vou dormir com a geladeira... – Jared gargalhou e o loiro fechou os olhos imaginando o moreno jogando a cabeça para trás e depois retirando a franja que teimosa caía sobre a testa.

- Acredito que estamos muito dependentes um do outro, isso é ruim. – Jared pela primeira vez estava falando em voz alta algo que realmente o preocupava, pois quando não via o loiro por muito tempo parecia que tudo perdia o sentido em sua vida.

- Você tem razão, agora se é ruim ou não, fico confuso. Sei que não é saudável ter dependência de nada, mas por outro lado nosso relacionamento foi a melhor coisa que aconteceu em minha vida. – Jensen já estava ficando sonolento. – Estou morrendo de saudades, preciso sentir teu corpo junto ao meu, acordar sentindo teu cheiro... – Jensen adormeceu sussurrando sentimentos e desejos para o moreno que do outro lado também dormia com um sorriso nos lábios na certeza de ser amado do mesmo jeito que amava.

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O dia dos dois foi pesado. Jared passou o dia estudando, preparando seminários e assistindo palestras, Jensen além das duas cirurgias marcadas, ainda teve uma de emergência. Passava da meia noite quando o capitão procurou um quarto vazio no mesmo andar da UTI e assim ficar mais próximo caso precisassem dele.

Jensen fez a ligação habitual para Jared, mas logo adormeceu pelo cansaço e pelo relaxante muscular que tomou. Era um sono leve, mas reparador.

O Capitão estava deitado de bruços quando sentiu uma sensação ruim, quase ameaçadora, mãos percorriam levemente suas costas em direção a suas nádegas.

- Coronel? – O loiro acordou antes que Fuller alcançasse seu objetivo, mas os olhos do oficial estavam com uma expressão febril e a respiração acelerada, pela primeira vez Jensen sentiu receio e quando sentou para tentar sair daquela situação, o homem se colocou na frente dele. – Algum problema Coronel? – Jensen tentou manter a voz firme.

- Capitão, precisamos de sua presença urgentemente. – A cabo Alona era a enfermeira de plantão. Essa interrupção fez o Coronel despertar.

- O capitão estava descansando, não tinha outro médico? – A voz de Fuller mostrava sua irritação.

- Ela está apenas obedecendo a uma ordem minha. Vamos Cabo. – Jensen saiu praticamente correndo com Alona.

- Aconteceu alguma coisa? Pela cara dele quando me olhou, acho que você estava em perigo. – Alona comentou.

- Nunca fiquei tão feliz em ter um paciente passando mal. – E Jensen logo se concentrou em seu trabalho. Assim que o paciente se estabilizou, foi descansar em uma cadeira desconfortável no posto de enfermagem.

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Devido às cirurgias, Jensen demorou além do seu plantão de 24 horas. Foi para a irmandade por ser mais próximo, estava cansado, com saudades, louco para ver o moreno. Desde que se acertaram foi a primeira vez que ficou tanto tempo longe de Jared.

Quando o moreno chegou a casa depois de uma prova cansativa, encontrou Jensen adormecido agarrado com o travesseiro que repousava no peito do capitão da mesma maneira em que dormia com o loiro. Riu ao sentir ciúmes de uma almofada, porém rapidamente tomou um banho e foi se aninhar em seu lugar de direito.

Jensen suspirou em seu sono e sorriu ao sentir um leve beijo em seus lábios e apertou com força o moreno, sentindo que agora podia dormir em paz, pois a sua paz, o seu gatinho, estava onde nunca deveria sair: de seus braços.

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Jensen acordou com os seus próprios gemidos, Jared sugava seu membro, enquanto enfiava dois dedos lhe preparando para uma penetração, o prazer e mais o atordoamento do sono recente, deixou o capitão entregue, cuja única reação era gemer.

Quando Jared percebeu que Jensen estava acordado interrompeu o que estava fazendo, e foi subindo pelo corpo do capitão distribuindo pequenos beijos e mordidas, se deliciando com o gosto da pele sardenta, pela firmeza dos músculos do tórax. o loiro buscava ar e gemia na expectativa de provar os lábios saudosos do moreno que no momento sugavam um dos seus mamilos.

Jensen tomou pose da boca do moreno em um beijo intenso, explorador e apaixonado.

Quando seus lábios se separaram, ficaram se encarando conversando em silêncio, algo comum entre eles.

- Meu gatinho acordou com fome. – Jensen provocou com um sorriso safado.

- Passei fome todos esses dias, meu capitão. – Jared respondeu no mesmo tom, mas mordendo os lábios, sinal de timidez. – E você merece um castigo por isso e por causa da mania de querer mandar em mim, não gosto desse negócio de obediência. – O moreno falou sério, mas logo um sorriso apareceu.

Jared voltou a beijar o capitão quando este tentou falar alguma coisa, e foi se encaixando entre as pernas de Jensen, o loiro percebeu que a intenção do moreno era penetrá-lo, e como ele acordou sendo preparado para isso, ajudou, abraçando a cintura do namorado com as pernas.

Jensen perdia a capacidade de respirar à medida que ia sendo preenchido pelo seu amante.

- Mexe. – Jensen pediu com a respiração entrecortada, quando Jared ficou totalmente parado. – Mais rápido. – Pediu o loiro, pois o moreno entrava e saia de seu corpo muito lentamente, e apesar da sensação deliciosa, ele precisava de mais.

- Você quer mais? – Jared parou de se mover e sussurrou no ouvido de Jensen.

- Preciso... – A voz rouca e estrangulada do capitão, quase fez o intento de Jared ir água abaixo.

- Então me diz quem é que manda aqui? - O moreno estava deitado sobre Jensen ainda sussurrando.

- É sério isso? – O capitão estava surpreso. – Estou com tanta saudade de te ter... Para com isso e faz gostoso como apenas você sabe fazer... – A voz do loiro estava quase suplicante.

- Não gosto desse negócio de obediência, mas se é para existir, que você me obedeça. – Jared riu e deu uma leve reboladinha, roçando a ponto do pênis na próstata de Jensen que gemeu, buscando mais contato. – Quem manda aqui? – O loiro fechou os olhos e suspirou.

- Quem manda aqui sou eu. – Agora foi a vez de Jared lhe olhar surpreso. – Vou te mostrar por que. – Jensen lhe apertou os quadris com o joelho e sem interromper a penetração inverteu a posição, – E no momento a tua missão é me levar ao êxtase. – O capitão segurou os ombros do moreno e começou a cavalgar no membro deste de maneira intensa, jogando a cabeça para traz e gemendo alto a cada golpe em seu ponto de prazer. Jared segurou a cintura de Jensen o ajudando na louca cavalgada, aceitando que quem mandava ali era o capitão.

- Jensen... Eu... – O loiro diminuiu o ritmo para ouvir o seu jovem amante. – Fica... – Jared mordeu os lábios, ainda tentando respirar. – Fica de quatro, assim posso cumprir melhor a minha missão.

Jensen sorriu e imediatamente ficou na posição pedida, e não se arrependeu quando Jared lhe penetrou com força e rapidez, e antes de continuar lhe distribuiu beijos por suas costas e puxou seu corpo lhe deixando de joelhos, segurando a cintura do mais velho com uma das mãos, puxou a cabeça deste para um beijo, meio sem jeito devido à posição, mas intenso.

- Preparado? – O moreno sussurrou, o capitão apenas se apoiou na cabeceira da cama e sentiu seu corpo sendo impulsionado para frente, Jared era certeiro nas estocadas e sem ter seu pênis manipulado logo Jensen chegava ao orgasmo repetindo o nome do namorado como um mantra, e esse gozou forte ao sentir as contrações musculares do loiro sobre o seu membro.

Depois de se acalmarem um pouco, Jensen se virou de frente e Jared se aconchegou sobre o peito do loiro como eles gostavam de ficar.

- Viu por que sou eu que mando? – Jensen perguntou de maneira safada. Jared apenas concordou balançando a cabeça, meio sonolento. – Vamos tomar um banho e depois iremos para casa.

- Mas eu queria dormir, mais um pouquinho. – Jared reclamou manhoso.

- Então eu vou tomar um banho e depois você vai. – Jensen levantou, mesmo com os resmungos do moreno. – Quero voltar logo para casa, tem surpresas te esperando por lá.

- Sério? – Jared sorriu como um menino. – Vai tomar banho que já vou levantar.

- Pena que esse banheiro é pequeno. – Jared ficou observando a bunda redonda de Jensen que se dirigia ao banho.

- Ainda bem... Pois estou com pressa. – Jensen sorriu antes de fechar a porta.

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- Jensen eu não fiquei te olhando quando você estava tomando banho. – Jared reclamava por que o loiro não o deixou fechar a porta e ficou parado na porta do Box, lhe olhando.

- Não ficou por que não quis. – Jensen tomou o sabonete das mãos de Jared. – Agora vira deixa que faço isso.

- Jensen...

- Me obedece. – O loiro riu ignorando a cara feia do moreno ao ouvir sobre obediência.

Jared resolveu não discutir com o namorado e aproveitar o momento. O moreno começou a ficar alegre nos países baixo ao sentir as mãos do capitão lhe ensaboando suas costas, Jensen passou direto para as pernas, se demorando entre elas.

- Agora uma atenção para uma parte bem especial, da qual ainda não matei a minha saudade. – Jared gemeu, mas empinou a bunda para ajudar Jensen a lavar melhor, rebolou quando os primeiros dedos o penetraram com a ajuda do sabonete. – Vira de frente pra mim.

O capitão se ajoelhou e tomou entre os lábios o membro de Jared que estava duro feito uma rocha. O moreno quase gozou ao ver aquela boca pornográfica começar a lhe sugar.

- Jensen... – Jared segurava a cabeça do loiro intensificando o movimento de vai e vem. – Por que... – O capitão riu do desespero do moreno quando ele interrompeu o ato.

- Vem, vamos terminar esse banho na cama. – Jensen saiu puxando Jared que tentava não cair, pois suas pernas ainda estavam bambas.

- Na cama? Como? – O moreno ainda estava confuso.

- Assim... – E Jensen o colocou na cama, deitando sobre o seu corpo logo em seguida, as pernas de Jared foram postas em seus ombros e logo o loiro estava mergulhado no corpo quente, e lubrificado pelo sabonete.

- Não... Estou reclamando. Mas... Alguém não... Estava com... Pressa? – Jared arfava.

- Essa era a minha pressa. – Jensen enfiou com força acertando na próstata, fazendo Jared gritar de prazer, gozando de imediato, e fazendo o capitão vir junto com ele praticamente.

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Depois outro banho e de colocarem o colchão do Jared para secar, eles conseguiram sair da irmandade de mão dadas entretidos nas brincadeiras e conversas que nem perceberam que estavam sendo fotografados. Encomendaram comida chinesa, pegando a refeição no caminho, para comerem vendo o por do sol da varanda de casa de Jensen.

- Pra você. – Jared olhou curioso para o móvel era uma espécie de cesto de vime acolchoado.

- O que é isso?

- Um cesto de gato. – Jensen riu abraçando o moreno lhe depositando um beijo na nuca.

- Um gato enorme. – O moreno ria.

- Um gatinho... – Jensen virou o moreno de frente para ele. – Um gatinho com quase dois metros, que tem uma garra afiada e que eu adoro quando ronrona em meu ouvido. – O loiro capturou os lábios de Jared saboreando sem pressa a boca doce de seu gatinho.

Comeram, beberam vinho namoraram até a noite cair, quando entraram para se recolher.

- Bem que poderíamos ter colocado umas câmeras no quarto. – Um homem comentou com o outro depois que Jensen e Jared entraram. – Ia ser um filme bem quente.

- Sempre desconfiei que você gostasse de pornô gay. – Respondeu o outro, guardando a máquina fotográfica. – O pai dele proibiu, não quer ver o filhinho de quatro. – Ambos riram. – Vamos embora, pois esses dois vão ficar juntos pelo menos até amanhã, e que o coronel quer é saber se o capitão é um agente "duplo". – riram da comparação, pois estavam ali apara descobrir se Jensen traia Jared ou não.

- Acho difícil, a forma que o capitão olha apaixonado para o garoto...

- Se ele me olhasse daquela maneira... Eu dava pra ele. – Novas gargalhadas.

- Dá inveja mesmo. – E seguiram sem serem notados.

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- Jensen e esse espelho? Você é um pervertido. – Jared riu ao encontrar um espelho da altura da parede da largura da cama servindo de cabeceira.

- Sua culpa. – O loiro se aproximou. – Essa sua mania de dominar me colocando de quatro, gosto de olhar em seu rosto, essa carinha de tarado. – Jensen apertou as bochechas do de Jared que reclamou, mas virou o capitão de frente para o espelho, o abraçando por trás.

- Mas isso não é por que gosto de dominar, mas simplesmente porque amo suas costas, cheirar sua nuca. – E o moreno lhe deu uma leve mordida na lateral do pescoço do capitão que recostou o corpo no do namorado. – Ai, Jensen! Acho que ficarei com vergonha de olhar para o espelho nessa hora. – E Jared escondeu o rosto na curva do pescoço do loiro.

- Acredito que ficará na primeira vez, mas não por muito tempo, logo o leão que você tem guardado ai dentro dominará o meu gatinho tímido e inocente. – Jensen riu, ao fazer aspas com os dedos na palavra inocente.

- Eu sou inocente! – Jared exclamou, mas sorriu. E começou a desabotoar a camisa do capitão. Ambos ficaram se encarando, nos olhares desejo, paixão e amor, mesmo que nenhum tivesse confessado em voz alta esse amor.

- Você me ainda me deixa louco. – Jared desceu as mãos pela frente do corpo do loiro fazendo pressão nos lugares certos para deixar Jensen suspirando.

- Meu gatinho... – Jensen se virou para beijar Jared, enquanto era puxado por Jared até uma poltrona que havia atrás deles.

Jared deixou a boca do loiro, que estava avermelhada e inchada do beijo, e o fez olhar para frente. – Gostei da sua ideia Jens... Você vai poder ver tudo que eu vou fazer com você. Não. Perca. Um. Único. Detalhe. – Jared começou a distribuir mordidas pelo pescoço do loiro, e logo depois desabotoou a calça dele.

Jensen olhava para o espelho vendo suas reações com tudo que o moreno fazia atrás dele. Jared se abaixou e retirou tanto a calça quanto a boxer do capitão; depois disso, distribuiu beijos e mordidas pelas coxas do loiro e massageou suas nádegas, praticamente venerando as pernas de Jensen.

Jared voltou a subir pelo corpo do loiro, se focando em suas costas. Quando voltou a se posicionar atrás do loiro, Jensen estava vermelho e com um sorriso safado no rosto.

Jared começou a acariciar o membro de Jensen que fechou os olhos, e a boca perfeitamente desenhada emitindo os gemidos de deixavam Jared louco.

Jensen se virou e colocou Jared sentado na poltrona, e se colocando de joelhos na frente do moreno. Abaixou a calça e a boxer de Jared, arranhando e pressionando as coxas dele durante o processo.

Jared estava encantado. Além de sentir o que Jensen fazia, podia ver e apreciar o corpo do loiro pelo espelho. Jensen estava apoiado sobre os joelhos e uma mão quando começou a masturba-lo, e Jared podia ver os músculos das costas dele trabalhando.

Podia ver suas coxas bem torneadas, os braços fortes, e antes mesmo de ser tomado pela boca perfeita do outro, Jared pode vê-lo se aproximar. Deixou que Jensen trabalhasse em seu membro, até o momento certo de colocar uma ideia sua em prática.

- Jensen... – Jared fez com que o loiro levantasse do meio de suas pernas, e o colocou sobre a cama, sentado sobre os joelhos, assim como o próprio moreno estava. – Você queria ver...

Jensen fixou-se no espelho enquanto chupou os dedos que Jared usaria para lhe preparar. Viu, além de sentir, o que o moreno fazia em seu interior e a expressão de Jared enquanto o preparava. Pode ver os braços de Jared contraindo de relaxando, e a adoração com que ele beijava seus ombros. O sentimento estava ali mesmo não sendo verbalizado.

Sentiu-se ser empurrado enquanto seu gatinho entrava em seu corpo. O capitão não se permitia fechar os olhos para não perder o espetáculo que era ver o sorriso de Jared voltado para ele naquele momento. O moreno sabia que estava sendo inspecionado e olhava diretamente para os olhos do capitão com o sorriso mais sacana que podia ter naquele momento. Qualquer timidez que sentiria estava esquecida naquele momento.

Jared o puxou e enquanto os movimentos estavam rápidos e sincronizados lhe disse. – Jensen... Acho que... Acho que o espelho foi uma ótima... Excelente ideia! – Jensen podia ver gota a gota de suor escorrendo pelo rosto do moreno, seguindo pelo tórax trabalhado. Realmente a ideia havia sido genial.

- Sou mais brilhante do que pode imaginar Jared. – Jensen gemeu. – Esse é um filme que eu não quero perder nem um único pedaço. Nunca mais!

Estavam ofegantes e o ar começava a faltar a cada movimento. Jensen segurava firmemente uma das mãos de Jared em seu quadril, enquanto o moreno masturbava Jensen com a própria mão do loiro.

O capitão se entregou primeiro, espalhando seu sêmen por seu tórax. Jared pode ouvir um grito de prazer quando se derramou no interior dele, para pouco depois se retirar dali.

Jensen não deixou Jared se afastar muito, pois seu corpo todo tremia pelo prazer que estava sentindo. Mas então uma ideia lhe ocorreu.

- Jared... Eu juro que não sei o que é melhor. – Jensen projetou o corpo para frente, sabendo que somente e visão das suas costas seria o suficiente para atiçar Jared. – Sentir o meu prazer através de você... – O loiro colheu um pouco do sêmen que estava em seu peito e o levou até a boca. – Ou o seu prazer em mim. – Se virou para o moreno na cama, deixando os joelhos abertos, sentindo o gozo de Jared escorrer por entre suas pernas, e também o colhendo e levando até a boca.

- Jensen... – Jared já estava aceso e pronto para outra. Aquele loiro sabia o que fazia para lhe esquentar.

- Agora que tal o meu gatinho obedecer ao seu comandante e servir a pátria? – Jared rolou os olhos com a questão da obediência, mas continuou.

Jared estava sentado na cama e logo teve uma ideia. – Eu acho que tenho que mostrar ao meu comandante o que eu tenho de melhor para servir a pátria. – O moreno abriu as pernas, dando a visão perfeita que Jensen precisava e começou a se preparar diante dos olhos do capitão. Mas para a surpresa de Jensen, Jared olhava para si mesmo através do espelho algumas vezes.

Jensen se aproximou e beijou Jared, ajudando o moreno naquela preparação. Quando o dedo de Jared entrava o de Jensen saia. Eram direções diferentes e velocidades diferentes, levando o moreno a loucura.

Quando Jared estava pronto, Jensen tomou seu lugar atrás do moreno, que também assumiu sua posição de quatro na frente do capitão. Naquele momento o espelho fazia parte da cena de amor entre eles.

O capitão se debruçou sobre o corpo do moreno, e entrelaçou seus dedos nos de Jared, o penetrando. Daquela forma Jensen podia sentir o cheiro do moreno concentrado em sua nuca.

Jared sentia cada entrada e saída do loiro em seu corpo, assim como as mordidas de Jensen em seu pescoço e as palavras doces do capitão. Os suores dos corpos ajudavam para que as peles deslizassem uma na outra e o ritmo do capitão logo os levou novamente ao ápice.

Cansado, Jared apenas se aconchegou no peito do capitão, entrelaçando suas pernas na dele, e assim adormeceu sentindo Jensen abraçando sua cintura, enquanto este sussurrava: - Meu gatinho, somente meu.

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N.A.: Este capítulo teve a participação ativa da minha Anja, o ultimo lemon foi pensado e escrito por ela... Agora todos já sabem de onde vem o meu lado pervertido!kkkkk O capítulo terminaria ali na frente do espelho e acabou-se! Mas... Espero que tenham curtido.

Resposta aos reviews não logados:

Anônimo: Obrigada pelo carinho, não se preocupe não vou abandonar. E essa história sou apaixonada por ela, e viu que fui um pouquinho mais rápida! Srsrrsrs

Luluzinha

O Gerald será uma surpresa... srsrrsrs

Viu que o vovô está meio magoado com o capitão, mas ele gosta do capitão.

Esses dois são muitos quentes mesmo! Sem combate o ultimo lemon a minha Anja escreveu e está bem pervo, fiquei até vermelha o lendo!kkkkk

Logo a casa desarrumada vai ser o menor dos males! Lagrimas...

Mil beijos

Justine Cherry

Maria Aparecida

Esse capítulo foi bem quente, todos ganharam um lemon extra com a pervice da minha Anja!kkkkkkk O vício deles é real, aqui apenas imito!kkkkkk

Nem demorei muito na atualização!

Mil beijos

Guest

O gerald pelo menos não está mais ameaçando o Jensen, porém está de olho no loiro! Srsrr Será que o Jensen vai aprontar? Kkkkk

Que bom que não vai me abandonar.

Mil beijos