N.A.:

Dessa fez foi logo no começo, primeiro quero agradecer a Evy ela que betou essa capítulo, a minha Anja esta ocupada com estudos(mestrado) então já viu, o tempo dela fico minúsculos, ainda bem que tenho essas almas lindas que me ajudam a fazer o melhor por vocês leitores.

Obrigada Evy, e pensar que você foi a minha aluna, tia está orgulhosa!

Outro ponto, espero não demorar tanto assim, vou entrar em um recesso e agora a coisa está se acalmando, por tanto acredito que logo estarei postando o próximo capítulo.

E último ponto, tenho uma leitora Anna ela não é logada, mas sempre comenta minhas fics, essa ainda não vi, mas caso vocês a conheçam digam a ela que PIRATAS está completa, não sei qual é o problema, pois ela sempre me pede para terminar essa fic, e como não tenho como falar diretamente estou deixando esse aviso aqui, caso a conheçam avisem.

Mil beijos para os paciente e os impacientes que ainda estão por aqui.

8888888

— E eu?- Jensen estava inconformado, pois o primeiro final de semana que ele estava de folga Jared lhe informou que ia ter de dormir na casa dos pais, que iriam viajar, e ele teria de ficar tomando conta do avô junto com a irmã.

— Jensen, eu também preferia ficar com você, mas a Meg não pode ficar sozinha com o vovô. — Jared tentava argumentar com o namorado.

— Por quê? Ela já é bem grandinha... – Jensen estava irredutível. – Então vou ficar com você.

— Jensen...

— Só se você não quiser...

— Não é justo. Você sabe que não depende de mim!

— É justo comigo? – O tom da voz de Jensen diminuiu. Jared imaginou que o loiro devia está fazendo bico. – Passei a semana longe de você.

— Não é justo nem comigo, mas você sabe que temos obrigações.

— Quero te ver.

— São mais de onze horas da noite. E...

— Estou na porta. – E o loiro desligou.

Jared correu para porta da frente e viu o carro do namorado estacionado. O moreno queria brigar com o capitão assim que entrou no veículo, mas desistiu e apenas se jogou nos braços deste, em um beijo longo e explorador.

— Me deixa ficar... – Jensen pedia mordendo seu pescoço. Fazia cinco dias que não se viam e estavam loucos de saudades e desejos.

— Mas o papai...

— Prometo não contar para ele.

— Jensen isso não seria um desrespeito? – Jared estava quase cedendo.

— Seria, mas você tem 20 anos e não tem noção desse fato, por tanto, você vai convidar seu namorado, que seu pai detesta, para dormir no seu quarto. – Jensen falava de maneira travessa em seu ouvido.

— Não me lembro de você ter me pedido em namoro... – Jared respondeu entre gemidos, claro que isso não importava para ele, pois sua maior certeza era que Jensen lhe pertencia e vice-versa.

— Humm... A situação piora a cada momento. Você vai levar um homem qualquer para dentro do seu quarto enquanto seus pais estão viajando, sua irmã menor dormindo ao lado e seu avô doente no andar de baixo. – Jensen invadia sua camiseta e apertava seu mamilo. – Que menino travesso.

— Tudo bem. – Jared já estava sentado no colo de Jensen e se esfregava no membro duro do oficial que parecia ter varias mãos e todas sendo usadas para enlouquecê-lo. – Sem barulho.

— Esse aviso é para mim? – E Jensen riu junto a curva do pescoço do moreno que gemia alto. – Vou terminar logo com isso aqui antes que a segurança apareça. – O capitão lhe abriu a calça, expondo o membro duro do moreno, que em um vai e vem prazeroso, gemeu mais alto e quando gozou nas mãos do loiro deu um pequeno grito mostrando que o barulhento era ele.

- Ok! Você ganhou o direito de invadir a minha casa, o meu quarto... – Jared saiu correndo, e Jensen foi estacionar o carro ao lado da casa do coronel.

8888888888888

— Jensen! – O capitão acordou assustado com o grito de Meg, a garota sabia da presença dele na casa, Jared tinha saído cedo, pois tinha uma prova na NYU. - O vovô caiu no banheiro, ele está desacordado. – Meg estava entrando em desespero. – Acho que ele mo... – O loiro nem ouviu, pois já corria escada abaixo.

— Calma Meg, chama a ambulância. – Jensen mandou ao examinar o major. – Ele vai ficar bem.

— Vou ligar para o Jared. – Informou a garota, depois que a ambulância chegou.

— Não precisa, deixa que eu ligo. – Jensen falou entrando para acompanhar o Major Padalecki que continuava desacordado. – Cabo acompanhe a senhorita Padalecki até o hospital, aqui a chave do meu carro. – O capitão ordenou para um dos enfermeiros que não seria necessário, pois o loiro iria prestar os primeiros socorros.

888888888888

— Foi uma leve concussão, nada de grave, mas ficará em observação nas próximas 24 horas. – Jensen explicou para Meg.

— Posso vê-lo? – A garota perguntou ainda chorosa.

— Claro. – E Jensen a acompanhou até o quarto. Não foi preciso acompanhamento intensivo. Meg passou a mão carinhosamente nos cabelos ralos do avô que ainda dormia.

— Por que ele ainda não acordou?

— A pancada foi forte, mas logo ele acordará. – Jensen olhou para os aparelhos que monitoravam a pressão e o coração. – Agora vá para casa, eu ficarei com ele, até o Jared chegar.

— Mas se ele acordar... – A garota entortou a boca, demonstrando a preocupação pelo fato do avô não aceitar o capitão.

— Não se preocupe, eu resolvo isso. – Jensen depositou um beijo na testa da garota se despedindo. – Um carro oficial irá leva-la.

888888888

— Quero meu médico! – Foi a primeira frase do Major ao acordar e se deparar com o Jensen no quarto, que sem responder nada saiu em busca do Ian que estava de plantão nesse final de semana.

— Que bom que acordou ...

— Major. – Corrigiu o paciente.

— Desculpe. – Ian não era acostumado a tratar seus pacientes da reserva pela patente. – Mas como ia dizendo, o major teve muita sorte essa queda...

— O que ele está fazendo aqui? – O major interrompeu novamente Somerhalder. – Ele não é o meu médico.

— Eu estou aqui como seu acompanhante. – Jensen falou pela primeira vez.

— Acompanhante? – O major perguntou surpreso. – Eu não preciso de...

— Major! – Ian interrompeu antes que o velho oficial se agitasse. – O capitão Ackles vai ter de ficar como seu acompanhante até a chegada de seu neto, e se o senhor se agitar terei de lhe aplicar um calmante. – Jensen sorriu, pois sabia que essa ameaça era vazia, devido o baque na cabeça, pois o ideal era manter pacientes assim conscientes, mas funcionou o major detestava qualquer tipo de tranquilizante.

— Hey? – O Major foi o primeiro a quebrar o silêncio desconfortável que se instalou depois que o Ian saiu do quarto. – Onde está o Jared?

— Ele tinha uma prova hoje, e ainda apareceu uma reunião extraordinária com o professor Lehne. – Jensen explicou encarando o major.

— E por que ele me deixou com você? Para forçar a amizade? – Resmungou o velho.

— O Jared não sabe o que aconteceu, não vi necessidade de preocupa-lo. - Jensen respondia sério, mas sempre com respeito e sem afrontar.

— Faz alguma coisa, levanta a cabeceira, quero olhar para tua cara enquanto faço algumas perguntas. – Jensen fez o que o velho mandou usando o controle remoto e sem sair de onde estava. – Eu gosto de tudo às claras, sou um homem de caráter, um bom caráter, coisa que parece não saber o que significa.

— Responderei suas perguntas, desde que mantenha a mente aberta, o senhor sabe o que é isso? – Jensen falou calmamente puxando a cadeira para ficar mais próximo da cama.

— Mente aberta? Eu sou um velho e posso manter meus conceitos de lealdade, coisa que você falhou comigo, fingindo ser meu amigo, e me traindo, usando o meu neto para se vingar do meu filho! – O major falou isso em um só tiro.

— Primeiro lugar nunca fingir ser seu amigo, pois nunca fui, desculpe a franqueza. Sempre lhe tratei como trato todos os meus pacientes, poderíamos ser amigos? Poderíamos e ainda podemos. – Jensen balançou as mãos quando o major tentou falar. – Segundo: Me aproximei de Jared por ele mesmo, na verdade me interessei quando o vi. Infelizmente ele era um Padalecki e me desculpe novamente a franqueza, não me importei, pois seria apenas um caso, pois relações séria não estavam no meus planos, porém... O senhor sabe a história, e não tem nada haver com o seu filho, se eu levasse em consideração isso, ficaria longe de Jared, porque não tinha vontade nenhuma de ser perseguido, afinal querendo ou não ele é meu superior.

— O Jared se parece com a minha esposa, morro de saudades dela. – Jensen estranhou o rumo da conversa. – Acho que foi por isso que desistir daquela ideia. O meu rompimento com você foi apenas um pretexto. – O avô do Jared queria ir para uma casa de massagem onde poderia manter relações sexuais, e para isso precisaria de estimulantes que o ajudasse a manter a ereção, mas estes eram perigosos se tomados com os medicamentos que usava por isso o capitão buscou um medicamento compatível, mais fraco, e que seriam usados apenas naquele momento.

— Pensei que o senhor tinha levado seus planos em frente, afinal já estava tudo certo. – Jensen disse sem entender muito bem a mudança de assunto. Apesar de ter feitos os exames necessários ficou preocupado se deixou algo passar. Resolveu observar melhor o major.

— Não consegui, eu amava a minha doce Sarah, ela tinha o sorriso de covinha igual do Jared. – Jensen sorriu com a lembrança. – O meu dia podia ser terrível, mas quando eu chegava em casa e ela me dava aquele sorriso... Parecia o sol depois de muitos dias de chuva... Depois que a minha Sarah se foi, meu consolo era o sorriso de Jared.

— É verdade! Às vezes estou irritado, mas ele sorriu é como se todos os problemas sumissem da minha vida. – O major sorriu com a naturalidade do capitão ao falar sobre o Jared.

— Outra coisa que o Jared puxou da avó: É bagunceiro. – O velho riu com o revirar de olhos de Jensen. – Já brigou com ele por isso?

— Mais ou menos. – E Jensen contou do dia que sua casa estava um caos. - E o que me irritou foi ele querer arrumar tudo naquela hora e me deixar sozinho... Odeio dormir longe dele! – Jensen mordeu os lábios e arregalou os olhos ao perceber o que tinha dito, afinal o major era homofóbico.

— Não sou ingênuo de pensar que vocês apenas andam de mãos dadas, é estranho e não gosto de imaginar isso... Estou cansado. – O major pediu para baixar a cabeceira. E deixou Jensen o examiná-lo. – Tem algo errado?

— Aparentemente não.

— Está achando que o velho aqui não está falando coisa com coisa. – O velho riu e fechou os olhos dando por encerrada a conversa.

Jared chegou logo em seguida.

— O que aconteceu com o vovô? – O moreno se aproximou da cama, preocupado.

— Ele caiu no banheiro ao recusar ajuda da Meg, por vergonha. – Jared revirou os olhos com a explicação de Jensen.

— Típico do vovô, mas teve alguma complicação?

— Realizei uma tomografia e nada grave, fiquei preocupado depois quando estávamos conversando. Ele estava me acusando de falta de lealdade, que eu estava com você somente para provocar seu pai e de repente começou a falar da esposa, da saudade, do amor que ele sentia por ela, do sorriso de covinhas parecido com o seu, o mesmo jeito bagunceiro... Estranhei. – Jensen colocou sua preocupação para o jovem.

— Acabei de ficar menos preocupado com o vovô. – Jared riu. – Ele estava te testando.

— Testando? – Jensen se surpreendeu.

— Sim. – Jared riu e sentou no sofá ao lado de Jensen. – Ele amava minha avó, sem dúvida nenhuma, por isso estranhei ele querer contratar garotas de programas...

— Na verdade foi um colega de farda que estava o incentivando, duvidando que ele ainda conseguisse alguma coisa, e você sabe o quanto nós homens quaremos provar a nossa masculinidade. – Jensen interrompeu o moreno. – De qualquer maneira ele desistiu.

— O amor entre eles era lindo, pensei que meu avô morreria depois que perdeu a minha avó, mas como ia dizendo, foi um teste, pois ela não tinha sorriso de covinhas.

— Mas não entendo... – Jensen estava confuso.

— Ele queria saber se você realmente gostava de mim.

— Por que ele não perguntou, na verdade eu disse que gostava de você...

— Falar é fácil, demonstrar é outra coisa.

— Certo e como eu demonstraria gostar de você falando do teu sorriso? Será que passei no teste?

— Se você quando falou de mim ficou com um sorriso bobo, passou! – Jared riu e deu um selinho no amante.

— Então já era, com certeza não fiquei com cara de bobo falando de você, mas isso não significa que...

— Ficou sim! – O major que ainda estava acordado ouvindo a conversa do neto com o namorado interrompeu o loiro. – Cara de bobo babão! – E o velho soltou aquela gargalhada. – Não se envergonhe capitão, é uma dádiva encontrarmos alguém que nos deixe assim. Para mim ainda é um desgosto Jared ser gay, mas com a idade aprendi que na vida nem tudo é como nós queremos e temos de conviver com a diferença. Por isso fico feliz dele ter encontrado alguém que o ame, que olhe para ele como se o sol dependesse dele para nascer. Vocês têm a minha benção.

— Vô... – Jared chorava e beijou a mão do major, demonstrando o quanto aquele apoio era importante.

— Eu... – Jensen também estava emocionado. – Eu... Major...

— Vovô... – O major interrompeu. — Agora tenho dois netos gays.

— Agora tenho dois Jared. – Jensen abraçou e beijou o major que riu aceitando o abraço.

— Agora me solta antes que confunda os Jared. – O major falou dando uns tapas nos braços do capitão para larga-lo. O velho Padalecki estava feliz, pois sempre gostou do loiro e o afastamento fazia mal para ele, na sua idade era dolorido perder as pessoas que o conquistavam.

— Jared, eu vou trocar de roupa e trazer outras para você. – Jensen saiu, iria a sua casa e depois voltaria. Iria dormir na sala dos oficiais.

88888888888

— O que esse homem está fazendo aqui?- Foi a primeira pergunta que o coronel fez ao entrar no quarto e encontrar Jensen.

— Ele é o meu médico. – Respondeu o major, e o coronel engoliu seco, se sentido traído pelo pai.

— Onde está o seu uniforme capitão? – O coronel o encarou sério. – E ainda eu sou seu superior.

— Desculpe senhor! - Jensen entendeu e bateu continência imediatamente. – Estou sem uniforme por não estar de serviço, foi uma missão extraordinária. – Jared detestou o pai naquele momento, ele queria humilhar o capitão.

— Descansar. – O coronel falou entre os dentes. – Como está o meu pai?

— O vovô...

— O vovô! – O coronel gritou, Jensen ficou com medo que este tivesse um AVC pela vermelhidão que tomou conta do seu rosto. Apesar do loiro ter usado o termo propositalmente. – Eu não admito!

— Eu permiti! – O major interrompeu o filho.

— Parece que essa pancada na cabeça foi mais séria que eu pensei. – O coronel resmungou.

— Me respeita! Ainda sou teu pai! – Na voz a autoridade de pai e de anos de comando.

— Desculpe pai. – O coronel pediu e olhou para Jensen. – Quando meu pai vai ficar de alta?

— Ele já está de alta. – Jensen informou. – Pode ir para casa imediatamente, ele estava apenas em observação.

— Jared, quero que vá comigo para casa. – Riu com o desagrado que passou pelo rosto do capitão. – Tenho que combinar com você o final de semana que vem. Se lembra do Brock? O filho do coronel Kelly, vocês brincavam juntos, ele está cansado de ficar na base, no próximo semestre virá para a NYU. Atrasou por que ficou depressivo, ficou triste por decepcionar o pai por ser gay. – Jared revirou os olhos, e Jensen mordeu os lábios, pois qualquer coisa que dissesse seria considerada um desrespeito.

— Pai...

— Não discuta! Leva a tua irmã. – O coronel olhou para Jensen com um sorriso cínico. – Dispensado! – Jensen bateu continência, olhou para o Jared, e todos ali presenciaram algo surpreendente: a conversa entre os olhares e pelos sorrisos trocados estava tudo bem.

8888888888888

— Eu não vou mentir para o papai. – Jared discutia com a irmã dentro do carro. – Se ele perguntar vou dizer a verdade!

— A verdade? O Jensen estava aqui quando o vovô caiu, porque a noite ele estava me pegando na minha cama. – Meg falava parodiando o irmão.

— Claro que não vou dizer isso! Pois nem foi verdade, nós apenas dormimos! – Jared estava vermelho.

— Dormiram? – Meg entortou a boca. - Engraçado que quando você está sozinho não geme tão alto assim!

— Eu gemi alto? – A voz de Jared saiu baixinha envergonhada. – Será que o vovô ouviu? – O moreno ficou preocupado, pois o quarto da irmã ficava no outro extremo da casa.

— Não se preocupa! Eu ouvir por que estava com o ouvido encostado na porta. – Jared freou o carro e olhou para a irmã que o encarou na cara de pau. – Eu acho que o capitão estava abafando os teus gemidos. – Ela continuou como se fosse a coisa mais normal do mundo. O moreno desistiu de ameaça-la com o olhar e seguiu a viagem.

— Vamos trocar de assunto, não vou dizer nada ao papai. – Jared resolveu, causaria menos confusão.

— Bem pensado maninho! – A garota riu. – Ontem quase nem consegui dormir, fui escrever um lemon na minha fic... – Jared optou por se calar, a única ação que daria resultado nessa situação seria a morte, e ele não queria ficar preso por matar a irmã, ficaria longe de Jensen. Riu com o pensamento.

— Ross...

— Quem? – O moreno não aguentou a curiosidade.

— Ross e Tristan, eu uso nome do meio de vocês. – Meg explicou. – Vovô tem razão Tristan é um nome bem sensível, faço o troca-troca, porém você como uke é bem melhor. Como eu ia dizendo, Ross com os olhos escurecidos de desejo...

— Olhos escurecidos de desejo? Que ridículo! – Jared resolveu provocar a irmã.

— Quando Jensen te olha os olhos deles não escurecem de desejos? – Jared ficou calado. – Tristan abre...

— Chegamos! – Jared praticamente gritou interrompendo a garota. – Eu vou embora, o papai vai reclamar de qualquer maneira, então não vou perder tempo. – Fazendo uma cara sem vergonha completou. - Afinal quero gemer alto e gostoso e não com a cara enfiada no travesseiro.

— O que? Você estava de quatro? – Meg gritou e depois colocou a mão na boca, mas Jared já estava a caminho de seu lugar predileto: Os braços de Jensen.

8888888888888888

— Onde está o teu irmão? – Foi a primeira pergunta que Meg ouviu do seu pai.

— Ele foi almoçar com Jensen. – A garota informou sem se abalar.

— Eu disse que queria conversar com ele. Esse homem quer acabar com a nossa família. – Meg revirou os olhos. – Por falar nisso como o capitão estava aqui quando seu avô se acidentou? – O coronel perguntou, mas ele sabia a verdade, os detetives que viviam seguindo Jensen o tinha comunicado.

- Mas ele não estava aqui, estava apenas por perto, liguei para o Jared que não atendeu e por tanto liguei para o Jensen que veio imediatamente. – A vontade do coronel era desmascarar a filha, mas como fazer isso sem se derrubar?

- Foi muita sorte que o capitão estava por perto. – Sharon comentou ao chegar a sala. – Vovô está dormindo. E por que essa cara de quem comeu e não gostou Gerald?

O coronel apenas se retirou, apesar de concordar que presença do capitão foi providencial. Saber que este tinha dormindo na sua casa com o seu filho estava difícil de engolir.

— Ele queria que o Jared estivesse aqui. – Meg comentou achando que o problema era esse.

888888888888888

— Senti que o tio Padalecki quer que eu acabe com o teu namoro. – Era sexta-feira a noite e Brock estava deitado na cama no quarto de Jared na irmandade.

— Espero que você não tente, adoraria reatar a nossa antiga amizade. –Jared e Brock se conheceram garotos em uma das bases que os pais serviram juntos, e por terem a mesma idade se tornaram inseparáveis, mas com a transferência do pai de Jared para Nova Iorque a amizade ficou esquecida nas boas lembranças da infância.

— Não se preocupe, já tive muitos problemas e hoje quero apenas um bom amigo e namorado somente se ele estiver livre desimpedido e sem preconceitos, decidido a encarar qualquer coisa que a sociedade nos impuser. – Brock estava saindo de um quadro depressivo pela falta de aceitação de seu pai e pelo abandono do namorado que atualmente namorava uma garota, também por causa da família.

— Então estamos entendidos. – Jared lhe entregou uma cerveja.

— Mas não abro mão da noite nessa boate que o teu pai descolou o ingresso. Minha primeira noite em Nova Iorque e quero grande estilo, logo começam as aulas e termina a minha folga, tenho que correr para recuperar o tempo perdido.

— Não se preocupe, o Jensen vem nos buscar, ele vai trazer um amigo.

— Amigo? Hum! Vou me arrumar. Obrigado por me abrigar aqui em seu quarto. – Brock iria começar a estudar no próximo semestre, por isso teria direito a alojamento somente no inicio das aulas. – Não queria ficar na sua casa, nada contra sua família...

— Eu entendo, quase não durmo por aqui, acredito que logo esse quarto será todo seu. – Jared sorriu lembrando-se dos dramas de Jensen para eles irem morar juntos de vez. – Mas não se apresse, Jensen vai ficar um pouco além do horário acompanhando uma cirurgia.

888888888

— Jensen, não sei por que aceitei esse encontro, pois pelo jeito vou ser babá. – Comentou Tom Welling amigo de longa data de Jensen, administrador do hospital da família e que vinha tentando fazer o médico trabalhar com ele. Até o cargo de chefe lhe foi oferecido e o loiro preferia o exercito.

— Na verdade me sinto culpado, posso está acabando com a tua noite de sexta, pois não conheço o rapaz, mas estou meio que responsável por ele, e você sabe o tipo de clube e o que ele pode encontrar por lá, dos loucos frequentadores, você é o mais confiável. Agora não te garanto um bom encontro. – O coronel tinha arranjado ingressos para Jared e o amigo em um clube LGBT, mas também era BDSM, nada muito explícito, porém havia frequentadores radicais na prática e que poderia usar truques não muito honestos, e para dois ingênuos como Jared e seu amigo, poderia ser perigoso.

— Tudo bem, nas tuas férias, quero 15 dias no meu hospital.

— 10 dias e pela metade do preço. – Jensen lançou a contra proposta entrando na brincadeira.

— Nunca! Te valorizo demais para não ser justo no pagamento, mas aceito os dez dias. – Tom abriu o sorriso, eles tiveram um caso, terminou sem problema e ficou uma amizade. – Nunca pensei em te ver amarrado... Cuidado esse negócio de amor machuca.

— Você deve superar, é passado. – Tom tinha sido muito machucado.

— Você está apaixonado, e quando alguém está assim acha que todo mundo deve ficar no mesmo estado de idiotice.

Jensen gargalhou.

— Agora você é exagerado, estamos chegando a uma área de alojamento universitário em uma limusine, vão pensar que somos dois velhos pervertidos. - Jensen revirou os olhos.

— Velho? Fale por você! Agora pervertido... – Ambos caíram na gargalhada.

— Já estou arrependido! – Jensen falou ao ver os olhos do amigo brilhando cheio de luxuria ao olhar para os dois jovens.

— Qual é o meu? – Tom não conhecia Jared.

— O mais baixinho, o outro é o meu gatinho. – Jensen comentou encantado com Jared, se perguntou como alguém podia ficar a cada dia mais bonito. O moreno estava todo de preto, a camiseta agarrava seus músculos que pareciam ter aumentado desde que se conheceram, por cima um casaco de couro também preto, e calçava uma bota coturno.

— Jensen... – Jared perdeu o ar, Jensen estava mais clássico, uma calça preta, uma camisa rósea e um blazer com um corte moderno. Eles se contrastavam e se completavam. Ficaram se olhando, coisa que nunca se cansavam.

— Oi! Estamos aqui ainda! – Tom quebrou o clima. – Claro que podemos deixar de ir para o clube e voltarmos para casa. – Disse Welling olhando para Brock, que sorriu gostando da ideia. Entraram no carro onde ocorreram as apresentações, abriram um champanhe para começarem uma noite que prometia diversão e prazeres.

8888888

Tom e Jensen tinham acesso VIP, os quatros receberam uma pulseira de neon vermelha mostrando que estavam indisponíveis. Brock estava encantado com o Welling e era recíproco.

— Tom, fica de olho no meu gatinho, tenho de resolver uma coisinha. – Jensen pediu assim que um dos seguranças cochichou algo em seu ouvido.

— Onde você vai? – Jared quis saber.

— Vou tentar resolver uma coisinha, já volto! Se comporte. – Jensen deu um leve beijo nos lábios do namorado provando o doce do drink que o moreno bebia.

8888888888888

— Boa noite! Coronel. – Jensen falou ao sentar ao lado do homem que o olhou desconfiado.

— Espero que seja algo muito importante mesmo. – O coronel recebeu esse convite de Jensen para comparecer a mesma boate que tinha conseguido os ingressos.

— O senhor vê aquele espaço depois desses vidros? – Jensen foi direto ao assunto.

— O que tem ele? – O coronel não escondia a impaciência e nem o desagrado de estar ali.

— Os ingressos que o senhor arranjou para os dois, são para aquele espaço, aqui chamado de aquário, onde são "pescados". – Jensen fez aspas com os dedos. – Eles ficam ali até que alguém desse lado daqui compra o passe deles, tem uns que são disputados, acho que o Jared seria um desses, não sei se teria dinheiro para resgatar os dois. – Na hora dessa explicação um dos jovens do aquário era resgatado, e saia sendo puxado por uma coleira. O coronel olhou horrorizado a situação.

— Vou levar meu filho embora daqui imediatamente. – O coronel se levantou e Jensen segurou em seu braço.

— Não, o senhor não vai fazer isso, ele ficará aqui comigo, onde nos divertiremos como um casal que somos, o chamei aqui apenas para lhe mostrar que essa sua obsessão por nos separar pode colocar Jared em risco, ou causar-lhe sofrimentos desnecessário. – Ambos se encaravam, medindo forças.

— Então por que você não o deixa?

— Porque eu o amo! – Jensen nunca tinha dito isso nem a Jared. – E sei que ele me ama também. Será que é tão difícil para o senhor deixar de ser egoísta, esquecer que um dia lhe prejudiquei, e nos deixar em paz, em nome da felicidade do seu filho? – Gerald não respondeu nada, apenas virou e foi embora.

888888888888

Segunda pela manhã o coronel recebeu o relatório semanal da semana de Jensen pelos detetives que contratou para vigiar o loiro.

Nada de muito importante para suas intenções, o capitão era um médico ocupado e seus momentos livres eram totalmente dedicados a Jared.

Olhando as imagens dos dois juntos, o coronel percebeu que não sentia nojo de vê-los juntos, achava até bonito, se fosse sincero com ele mesmo.

As fotos da boate mostravam o capitão e Jared dançando juntinhos; uma música que parecia tocar somente na cabeça deles, pois todas as outras pessoas pareciam se mexer freneticamente.

Percebeu que em vez de acabar com o namoro de Jared e Jensen, Brock parecia ter arranjado um namorado para si, Tom, que olhava encantado para o jovem a beira da piscina de sua casa, e a atenção dada durante o jantar no domingo a noite quando encerram o final de semana a quatro, ele esperava que o amigo de farda não o culpasse pelo fato.

Diante de todos os fatos ali mostrados decidiu dispensar os detetives.

— Coronel, desculpe a intromissão, mas acredito que o senhor não deva se preocupar, já investiguei muitas pessoas, e nunca vi tanto amor e dedicação como o capitão tem em relação ao seu filho. – Foram as palavras finais de um dos investigadores.

— Tenente coronel Fuller, estou avisando que estou suspendendo as vigias do capitão. – Ele comunicou para o Fuller, pois o mesmo permitiu escutas no consultório do loiro.

— Conseguiu alguma coisa. – Fuller queria saber o motivo da mudança.

— Não. O capitão parece que ama realmente meu filho, essa relação não me agrada, porém esse caminho já chegou ao final, talvez eu pense em outra coisa.

— Claro, estou aqui para ajudá-lo no que for preciso, mas não se engane, de repente o capitão até sabia da vigilância. – Fuller não podia perder o aliado.

— Mas como isso pode ser possível? – O coronel queria morder a isca, afinal não gostava de Jensen.

— O capitão é muito esperto, claro que ele realmente pode está apaixonado, porém duvido muito. Vou ficar de olho.

— Obrigado coronel. – E se despediram.

— Droga! – Fuller gritou jogando um vaso na parede assim que desligou o telefone. Estava furioso, pois sentiu que perderia um aliado.

8888888888888

Dois meses depois — Começo de novembro.

— Jensen, sexta-feira é aniversário do papai... – Eles estavam na varanda da casa de Jensen.

— já sei. – O capitão interrompeu o namorado. – Vou ficar sem o meu gatinho!

— Se enganou! – Jared sorria de orelha a orelha. – Você está convidado, vai ser um jantar, somente a família.

— Jared...

— Jensen o papai mudou muito, não perturba tanto...

— Eu sei... Mas jantar... E no seu aniversário. – Jensen revirou os olhos.

— Eu quero tanto... – Jared sentou no colo do namorado e lhe deu o melhor olhar de cachorrinho.

— Eu sei que você quer, mas o seu pai não gosta de mim, apesar das mudanças visíveis em seu comportamento, não quero provocar a fera. – Afundou o rosto no pescoço de Jared.

— Não é provocar, apenas é o primeiro passo para vocês se acertarem. – Um dos maiores desejos de Jared era que o pai e o namorado se entendessem.

— Gatinho, acho que você deve se conformar, seu pai não me perdoa pela perda patente, mesmo sabendo que não foi essa a minha intenção.

— Eu nunca entendi isso...

— Foi dada uma missão para o seu pai, e ela não foi cumprida, simples assim. – Jensen mordia a orelha de Jared que se contorcia. – Mas prometo que vou pensar... Agora vamos entrar, de repente, lá dentro seu poder de convencimento seja maior... – Jared levantou do colo do namorado e seguiu para dentro da casa rindo, como o capitão lhe abraçando pela cintura e tentando morder seu pescoço, também rindo.

888888888888

— Melhora essa cara. – Sharon dizia para o marido que acabava de chegar do quartel. – Toma um banho que logo os dois estarão chegando. Você se atrasou tanto, ainda bem que eles estão atrasados também, aposto que o Jared ainda deve está tentando convencer aquele cabeça dura.

O coronel respirou fundo, o primeiro telefonema que recebeu no dia do seu aniversário, com uma notícia que o deixaria muito feliz algum tempo atrás, acabou com o seu dia e agora ele teria de enfrentar sua família. – Sharon, tenho algo para dizer... – Um barulho de metal se chocando na frente de sua casa lhe interrompeu e ambos correram para ver o que era.

- FELIZ ANIVERSÁRIO! – gritava Jared visivelmente bêbado, e seu carro estava com a frente destruída, devido a batida na lateral do veículo do pai. – PARABENS PRA VOCÊ, NESTA DATA QUERIDA... – Jared batia palmas e lágrimas abundantes escorriam pelo seu rosto.

Respostas aos reviews não logados

Anonimo esse capitulo foi demorada, mas os acontecimentos foram bem rápidos, espero um dia conseguir escrever o Dean e o Anjo, mas sabe que a coisa pega!

Mil beijos

Luluzinha

Demorei e vou tentar não demorar muito! Srsrrs

O Gerald parece que não vai aceitar o capitão tão facilmente, mas vamos aguardar os acontecimentos.

BinaAckles

Será que ainda está por aqui? Demorei muito.

Mil Beijos.

Maria Aparecida

Foi quente o capitulo, mas esse foi mais calmo, mostrando a vida diária sem os lemons! Srsrsrrs

Foi a única a simpatizar com o Gerald! Kkkkk

Será que ele é tão ruim mesmo?

Mil beijos