N.A.: Capítulo rápido, e marca a betagem da minha Anja que anda ocupada com seu mestrado(orgulho define o que tenho dessa garota, é a minha garota! srsrsrs), mas ela fez um esforço e corrigiu este, espero que o próximo também! Srsrsrsr Obrigada Anja! Sabe que te amo para sempre!
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- Melhora essa cara. – Sharon dizia para o marido que acabava de chegar do quartel. – Toma um banho, que logo os dois estarão chegando, você se atrasou tanto, ainda bem que eles estão atrasados também... Aposto que o Jared ainda deve está tentando convencer aquele cabeça-dura.
O coronel respirou fundo. O primeiro telefonema que recebeu no dia do seu aniversário, com uma notícia que o deixaria muito feliz algum tempo atrás, acabou com o seu dia e agora ele teria de enfrentar sua família. – Sharon, tenho algo para dizer... – Um barulho de metal se chocando na frente de sua casa lhe interrompeu, ambos correram para ver o que era.
- FELIZ ANIVERSÁRIO! – gritava Jared visivelmente bêbado, e seu carro estava com a frente destruída, devido à batida na lateral do veículo do pai. – PARABENS PRA VOCÊ, NESTA DATA QUERIDA... – Jared batia palmas e lágrimas abundantes escorriam pelo seu rosto.
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- Meu filho o que aconteceu? – Sharon se abaixou junto a Jared quando este caiu de joelhos chorando, com sons que demonstravam dores profundas, dores da alma. – O que você fez? – Ela gritou para o marido, pois desconfiava que tinha o dedo de Gerald nessa situação. – Fala! – Gritou mais alto quando o marido ficou estático apenas olhando para os dois.
- O que você fez Gerald? – O pai do coronel apareceu ao lado do filho apoiado na Meg que o encarava de maneira acusadora.
Gerald colocou a mão na cabeça tampando os ouvidos e correu para dentro da casa sem coragem de encarar a família, e ninguém foi atrás dele. Meg se ajoelhou ao lado do irmão, o major apenas observava o neto em pé, lágrimas silenciosas escorriam pelo seu rosto, pelo capitão, pela dor de seu neto e por vergonha do seu filho.
Base Aérea de Nova Iorque
- Bem vindo a bordo capitão Ackles. – Jensen apenas bateu continência, era incapaz de falar alguma coisa, apesar de estar de noite continuava com seus óculos escuros. Alguns militares ali presentes entortaram a boca, achando que a atitude do loiro era de pura prepotência.
Jensen procurou um lugar afastado, totalmente alheio aos olhares quase hostis recebidos, pois os fuzileiros navais não estavam muito felizes com um capitão prepotente do exército. Ele se sentou com o rosto virado para a janela e assim evitar que alguém visse alguma lágrima teimosa que não conseguisse segurar. Fingiu dormir, mas sua mente viajou recordando o pior dia de sua vida...
Flash Back on
- Bom dia capitão. – Fuller o cumprimentou assim que entrou em seu consultório.
- Bom dia coronel. – Jensen levantou, fez continência e manteve-se em pé.
- Sente-se capitão. – O loiro obedeceu e estava curioso, Fuller estava agindo de maneira estranha.
- Capitão! – Alona entrou no consultório. – Desculpe coronel! – E a loira fez continência.
- Cabo, ainda bem que está aqui, quero que cancele todas as consultas do capitão e transfira as cirurgias para o Collins. – Fuller ordenou.
- Por que isso coronel? – Jensen perguntou curioso, mas sentia que algo bom não ia acontecer.
- O senhor está dispensado para organizar a viagem. – Fuller jogou uma pasta na mesa do loiro. Ao examinar o conteúdo seu coração falhou e pareceu que encolhia a cada batida.
- O que significa isso? – Perguntou apenas por perguntar, precisava falar algo.
- Você foi cedido para o Corpo de fuzileiros navais, para servir durante um período de seis meses em uma base qualquer localizada em algum ponto do Oriente Médio, realmente não importa onde é o inferno, ele é quente de qualquer maneira. – Se Jensen não fosse tão controlado arrancaria o sorriso cínico da cara de Fuller com o seu melhor bisturi. – Seu avião parte às 19h. Um carro oficial irá busca-lo às 16h em sua casa, esteja lá, caso contrário a Corte Marcial o espera. – Fuller exibia um sorriso cínico de satisfação. – O seu... Gatinho vale a pena?
- Ele sempre vai valer a pena. – O estomago do capitão embrulhava. – Como já estou dispensado, vou me retirar coronel. – Jensen foi o mais firme que podia.
- Eu posso diminuir esse tempo pela metade... – Fuller se aproximou do loiro que já se encontrava em pé segurando a pasta que parecia queimar sua mão. – Não é segredo a minha... Digamos curiosidade... – O coronel mordia os lábios. – Eu queria provar esses lábios, quero conhecer os prazeres que essa boca promete...
- Coronel, caso aceitasse essa sua proposta, eu não precisaria voltar mais cedo, pois o único motivo de querer voltar é o meu Gatinho, e nunca mais conseguira sequer dar um simples beijo em seu rosto, para evitar qualquer contaminação! – E sem esperar qualquer resposta se retirou, buscando um lugar onde pudesse respirar, e colocar a cabeça em ordem.
- Ackles! – Misha o encontrou no corredor e o levou para sua sala. – O que aconteceu? – Jensen entregou a pasta na mão do amigo. – Mas isso não é possível... Podemos buscar ajuda... O coronel Beaver?
- Não adianta, eu vou ter de embarcar de qualquer maneira... Meu padrinho não pode me ajudar e mesmo que pudesse, ele está de férias, perdido em algum lugar do mundo. – Beaver era padrinho de Jensen, um dos responsáveis pelo loiro servir o exército. – E se essa viagem pudesse ser evitada Fuller teria oferecido essa opção... – Misha olhou para o loiro sem entender o significado de primeira.
– Desgraçado. – Foi seu grito ao compreender. – Poderíamos mandá-lo para a corte marcial...
- Com que provas? Eu fiquei calado por muito tempo, e agora posso parecer apenas alguém que quer escapar do seu dever. – Jensen tremia de raiva. – Minha maior preocupação é o Jared, cuida dele para mim?
- Jensen, para com isso. Você está falando como se não fosse mais voltar, são apenas seis meses, passa rápido. – Misha abraçou o amigo. – Vou mover o mundo, pedir favores, matar quem for preciso, farei de tudo para diminuir esse tempo. E também cuidarei do Jared.
- Obrigado! – Jensen se soltou do abraço do amigo e se preparou para ir embora.
- Espera um pouco! Você tem de se acalmar! – Misha segurou o braço de Jensen.
- Não. Eu preciso do meu gatinho. – Batendo continência em uma despedida saiu da sala.
Pelos corredores os militares que o encontravam pelo caminho se colocavam em posição de sentido. A notícia se espalhou rápido e Jensen cumprimentava a todos com um balançar de cabeça.
Quando chegou ao final do corredor um dos seus pacientes, um velho coronel reformado com dificuldades de locomoção se levantou da cadeira de rodas e bateu continência.
- Ainda tenho algumas dívidas para serem cobradas, e alguns devedores. Sei que é o nosso dever servir essa pátria, mas a melhor maneira que o senhor tem de servir é aqui. Farei de tudo para corrigir essa injustiça. – O coronel falou quando Jensen parou em sua frente.
- Obrigado coronel! - E com a cabeça erguida passou por Fuller, bateu continência e seus olhos verdes refletiram tanta raiva e nojo que o tenente-coronel deu um passo para trás.
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Jensen pegou o seu carro e dirigiu até uma praça e ligou para Steve, além de amigo, seu advogado, mandou fazer uma procuração total para Jared e documento que o colocasse junto ao exército como seu companheiro, pois apenas dessa maneira poderia entrar em contato com ele de onde estivesse.
Depois do telefonema foi em direção a sua casa dirigindo devagar com atenção redobrada por causa das lágrimas que teimavam em cair. Quando chegou procurou o moreno que deveria estar lá, pois o mesmo não tinha aulas hoje pela manhã.
- Jared, onde você está? – O capitão ligou depois de não encontrar o moreno, tentou disfarça a dor na voz.
- Estou indo ao shopping comprar o presente do papai e depois vou para aula...
- Volta para casa. – Jensen interrompeu o moreno.
- Não! Estou chegando ao shop... – Jared parou de falar. – Você está em casa? Mas o que aconteceu?
- Apenas volta para casa. – Jensen pediu novamente.
- Me diz logo! – Jared era curioso, porém ficou preocupado com algo que percebeu na voz do capitão.
- Jared... Por favor... Aqui conversamos. – Jensen desligou, pois queria chorar.
Jensen não sabia quanto tempo esperou ali sentado em sua varando olhando para o mar sem ver. – Jensen... – A voz de Jared fez com que as lagrimas escorressem abundante pelo seu rosto. – O que aconteceu? – O capitão não conseguia responder, e o moreno seguiu o seu instinto e apenas abraçou o namorado tentando não se desesperar, mas estava difícil. Ver aquele homem tão forte e determinado, e agora tão frágil.
- Jared... – Foi a primeira coisa que Jensen falou assim que conseguiu se acalmar, e sem falar mais nada apenas acariciou o rosto amado com a ponta dos dedos passeando pelos belos traços, contornando os lábios.
- Você está me assustando... – O moreno sussurrou.
- Desculpa... – Jensen respirou fundo tentou falar, mas ele sabia que voltaria a chorar, então entregou a maldita pasta nas mãos do namorado.
- Não! – Gritou Jared. – Não... Não... – O moreno ficou repetindo essa pequena palavra. – Vou falar com o meu pai! – Jared se levantou.
- Não! – Jensen o segurou. - Não adianta!
- Foi ele? – Jared perguntou sem acreditar. – Ele me prometeu dizendo que não faria isso... Ele vai ter de... – Jensen segurou o moreno pelos braços.
- Não adianta! Mesmo que ele quisesse, está fora do seu alcance, eu vou ter de embarcar de qualquer maneira...
- Mas temos de fazer algo... – Jensen o calou com um beijo, temperado com as lágrimas que agora escorriam pelo rosto dos dois.
– A única coisa que podemos fazer agora... É amor. E Isso aqui. – Jensen apontou para a pasta nas mãos de Jared. - Vai ter de esperar...
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De mãos dadas subiram em direção ao quarto. A luz do sol invadia o ambiente revelando o belo dia, mas as vidraças não revelavam os amantes.
Jensen começou a retirar as peças de roupas de Jared bem devagar quase um ritual de adoração.
- Não estou gostando assim. – Jensen parou, surpreso com as palavras de Jared.
- Por quê? – O capitão encarou o rosto do namorado, o deixando de tocar.
- Você parece que está fazendo isso como se fosse a última vez. – Os olhos de Jared brilharam com as lágrimas que ameaçavam sair.
- Se eu achasse... – Jensen deu um pequeno sorriso, e segurou o rosto do Jared entre suas mãos antes de continuar. –... Que hoje fosse a última vez eu estaria ali na cama de quatro com você dentro de mim, fazendo coisas com o meu corpo que somente você sabe fazer. Então, meu gatinho, estou apenas saboreando esse momento, pois apesar de seis meses ser pouco tempo, para mim será uma eternidade, e quero reforçar minhas memórias com tua aparência que sempre me encantou. – Com essas palavras terminou de despir o moreno. - Com o teu cheiro. – Jensen afundou o rosto no pescoço do amante aspirando ao aroma conhecido com o poder de incendiar sua libido. – E teu sabor. – Jared gemeu quando os dentes do loiro morderam o lóbulo de sua orelha. – Quero apenas tentar acalmar a minha saudade que já sinto de você. Eu...
- Não – Jared interrompeu as palavras finais de Jensen. – Eu sei... Diga apenas quando voltar. – Eles nunca disseram "Eu te amo". Não era preciso, seus corpos, seus gestos, suas ações um com outro sempre foram o suficiente. – O capitão o conduziu para a cama.
Jared deitou e olhou para o teto que estava revestido com um grande espelho, mas logo desviou o olhar para o loiro que ainda vestia a calça de sarja verde do exercito, seus olhos passearam pelo tórax bem talhado, musculoso na medida certa, e seu olhar se prendeu no olhar do capitão.
Jensen, sem parar de encarar o amante, retirou o coturno e as calças que escorregaram por suas pernas juntamente com a cueca boxer que usava.
O capitão deitou sobre Jared que abriu as pernas o encaixando entre elas, e ofereceu os lábios que foram tomados em um longo beijo molhado e calmo.
Jensen abandonou os lábios de Jared para descer com a boca sobre a pele do pescoço, em direção a um dos mamilos sempre beijando, lambendo, sugando, deixando marcas que Jared sabia que demorariam a desaparecer, mas ele não se importava. Na verdade queria ficar marcado até o dia em que Jensen voltaria, para assim ele poder marca-lo novamente.
Jared gemia totalmente entregue, empurrou para o fundo de sua mente que talvez essa fosse a última vez que estivesse nos braços de Jensen. Suas mãos seguravam os cabelos curtos do loiro, às vezes tentando puxá-lo, outras vezes guiando para pontos mais sensíveis, não que o capitão precisasse, pois ele conhecia todos.
Quando os lábios de Jensen envolveram o membro do moreno este se levantou nos cotovelos para apreciar aquela boca pornográfica sugando seu pênis. O capitão lhe encarou com os olhos escuros de prazer, e para provocar o moreno, contornou a cabeça com a língua, a sensação de esse gesto fez Jared jogar a cabeça para trás e encontrar a imagem deles refletida no espelho.
Jared estava em êxtase observando os músculos da costa de Jensen se contraindo nos movimentos de vai e vem sobre seu pênis, gemeu alto quando um dedo forçou a invasão em sua entrada mais íntima, e abriu mais as pernas para facilitar o acesso. Alcançou o orgasmo com apenas um toque em sua próstata, se derramando na boca quente que continuou lhe sugando até não restar uma gota de sêmen.
Mesmo depois de saborear o gozo de Jared, Jensen continuou na mesma posição, de joelhos entre as pernas do moreno com a cabeça baixa,
- O que aconteceu? – A voz de Jared estava languida, ainda no efeito pós-gozo.
- Estou pensando em uma maneira de engarrafar sua essência. – Jensen falou, mas pensava em como ele conseguiria viver sem o seu gatinho. Disfarçando a dor, subiu pelo corpo do moreno onde ficaram trocando beijos, enquanto os dedos do capitão preparavam o amante para a penetração.
- Já estou pronto. – Jared sussurrou depois de um tempo, no intervalo de um beijo a outro. Jensen sabia, pois o moreno estava duro e rebolava em seus dedos buscando mais contato. – Por favor... – O capitão sorria de maneira safada, ela amava observar o namorado quando este queria ser preenchido. – Preciso... Muito...
- Tão lindo... – Jensen murmurou, Jared estava com os lábios entreabertos, respiração difícil, cabelos suados, palavras desconexas, às vezes ele ficava estimulando o namorado com os dedos até gozar, e somente depois disso o penetrava quando ficava se movendo bem devagar, para alcançar o orgasmo juntamente com o próximo do moreno, mas dessa vez ele não iria fazer isso.
Jensen se ajoelhou entre as pernas de Jared, o segurou pela cintura e o penetrou de uma só vez, fazendo o moreno soltar um pequeno grito de surpresa, e puxando o namorado para o seu colo, o envolvendo em seus braços, cheirando seu pescoço, enquanto este gemia, ao sentir o pênis do capitão indo mais profundamente em seu corpo.
Jared de joelhos com Jensen também de joelhos entre suas pernas, se apoiou no ombro do capitão e começou a cavalgar o membro duro.
O moreno se apoiava no ombro de Jensen que o beijava e mordia no peito, no pescoço, enquanto o apoiava pelo quadril, com certeza seus dedos deixariam marcas na pele clara de Jared que realmente não se importava com isso. Ele adorava as marcas que Jensen deixava em sua pele, e nessa situação era tudo que ele queria.
Quando Jared começou a implorar por mais, a fazer movimentos erráticos, Jensen o deitou novamente levantando uma de suas pernas, estocando mais fundo e mais forte, eles gritavam de tanto prazer, as mãos do moreno cravavam as unhas nas costas do capitão, o segurando forte, buscando apoio para as sensações que aumentavam em ritmo vertiginoso, na hora do êxtase ambos chamaram o nome um do outro.
Jensen se deitou sobre o corpo de Jared sem forças para sair, o moreno abraçou o corpo suado do namorado, se entregando a exaustão do segundo orgasmo.
Jared sentindo o peso de Jensen sobre seu corpo queria fantasiar que estava tudo bem, que o seu grande amor e com certeza único não estava indo para guerra, mas era impossível, apenas o fato de estarem naquela posição denunciava ao contrário, pois quando se amavam, assim que seus corpos se desligavam, não importava o cansaço, o capitão saia de cima do moreno e este se aconchegava em seus braços. O jovem percebeu que o seu homem precisava de toda força para cumprir mais esse desafio em sua vida.
- Vamos tomar um banho? – A voz de Jensen tirou Jared de seus pensamentos.
- Queria ficar grudado com você. – Respondeu baixinho o moreno.
- Eu também... – A voz do capitão era um sussurro.
- Ai... – Reclamaram os dois rindo, estavam colados pelo sêmen da recente relação.
Eles deixaram a água escorrer livremente, enquanto trocavam beijos sob o chuveiro, suas mãos apenas passeavam devagar nas costas um do outro.
- Jared, eu quero te pedir...
- Não faz isso! – Jared interrompeu o namorado.
- Fazer o que? – Jensen segurou o rosto de Jared entre as mãos.
- Essa conversa de que acontecer alguma coisa, tenho de seguir em frente...
- Eu não ia fazer isso... – Jensen respirou fundo. – Até por que não vai acontecer nada... – Tentou esconder o medo.
- Você não me engana... - Jared o conhecia muito bem.
- Não estou tentando te enganar... - Jensen encostou sua testa na de Jared. – Apenas... Droga Jared! Eu sou totalmente dependente de você, meu sono só é pleno se minha respiração está em harmonia com a sua, preciso do peso do seu corpo sobre o meu, de sua voz para começar o dia... Nem sei como vou sobreviver nesses seis meses... E sei que para você é a mesma coisa e se formos honestos chega até ser doentio, não estou reclamando, mas... – O capitão foi calado com um beijo que parecia meio desesperado.
Continuaram o banho, Jensen virou de costa e Jared lhe ensaboou, bem devagar demorando entre suas nádegas, o capitão estava com as mãos apoiadas na parede, se oferecendo para o namorado, que lhe puxou para de baixo do chuveiro, retirando o sabão, ficaram nessa posição apenas sentindo a água escorrendo pelos corpos.
O capitão riu quando viu a língua do moreno contornando e contando as sardas, Jared amava fazer isso – Quero fazer amor com você agora, quero beijar tuas costas, quero me enfiar no teu corpo... – Jensen o puxou para fora do banheiro e o enxugou com carinho, recebendo o mesmo tratamento.
- Quero que o meu gatinho deixe o leão que existe dentro dele sair, e faça o que quiser comigo, afinal sou totalmente teu. Marca meu corpo, faz com que eu possa te sentir, mesmo depois que estivermos longe. – Jared jogou Jensen na cama, o beijando esmagando a boca rosada do capitão, e depois de abandonar os lábios que sempre foram sua perdição, deslizou pelo pescoço do loiro que gemia entregue.
- Vira. – Jensen obedeceu à ordem, deitado com um travesseiro sob o quadril e de frente para o espelho, encarou Jared que sorriu, antes deitar entre suas pernas, e beijar seu pescoço, seus ombros centímetro por centímetro, e foi descendo pela coluna vertebral até encontrar o que estava procurando, onde passou a língua, se deliciando em um beijo grego. O loiro gemia, xingava e pedia mais, e se encarando no espelho sentiu um pouco de vergonha com o olhar escuro, com a boca aberta, enquanto rebolava buscando a língua e os dedos do moreno, sentia seu membro pingando o pré-gozo.
Jared o penetrou depois de prepará-lo, e começaram a se mover em um ritmo forte e constante, e alcançaram o orgasmo juntos novamente. Jensen desabou, o moreno ficou deitado sobre ele recuperando o fôlego.
Jensen virou de frente e Jared, dessa vez, se aconchegou no peito do loiro da maneira que gostavam, o capitão ficou olhando para o espelho do teto que refletia os dois, e dentro do seu coração orou para que ele pudesse viver esse momento outra vez.
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- O que foi? - Jared acordou com o alarme celular de Jensen, que ficou mudo. – Você já está indo em... – A voz do moreno falhou.
- Vou arrumar algumas coisas necessárias... – Jensen engoliu seco. Nenhum dos dois se moveu do lugar, mas logo o celular apitou novamente mostrando que o tempo não parava.
Jared se levantou e ficou de costas para Jensen. – Vamos lá... – Sua voz tremia. – Precisa de ajuda?
- As roupas já estão separadas, a fez isso para mim. – Jensen apertava os ombros de Jared e cheirava seu pescoço. – Alguns detalhes serão necessários acertar com você.
Jensen se levantou, Jared ficou apreciando a bela nudez do capitão: suas pernas curvas e fortes, que se encaixavam tão bem em sua cintura, a bunda bem moldada, onde se escondia um lugar quente e apertado. Quando ele virou de frente seu olhar passeou pelos braços que o abrigavam, o peito que era seu travesseiro, a boca pornográfica, e os olhos verdes tão transparentes que lhe falavam de conforto, amizade, desejo e amor, mas agora também refletiam tristeza e saudade.
Jared não percebeu que chorava até que o capitão se sentou ao seu lado lhe embalando. – Vai ficar tudo bem... Eu prometo que vou voltar para você...
- Desculpa, não queria chorar...
- Não tem que se desculpar, eu ficaria muito chateado se não chorasse. – Jensen tentou rir da sua piada. – Olha. – O capitão mostrou uma caixa de joias. – Eu queria que fosse diferente, eu lhe daria hoje na frente de seu pai quando lhe pedisse sua mão em casamento. – Dentro da caixa havia um par de alianças e elas eram compostas de dois aros entrelaçados: um em ouro branco e o outro em ouro amarelo, e mais duas correntes de ouro. – Mas vamos fazer isso direito. – Jensen se ajoelhou em seus pés. – Quer casar comigo?
Jared sorriu entre as lágrimas e se jogou nos braços do agora noivo.
- Acho que isso é um sim. – Jensen sorriu e colocou a corrente com a aliança pendurada no pescoço do moreno que repetiu o gesto com ele. – Assim não temos de nos preocupar em tirar as alianças no trabalho, já deu morte o esquecimento de alguns colegas.
- Eu... – Jensen o calou com um beijo.
- Quando eu voltar. – Eles voltaram a se beijar e ficaram abraçados no chão algum tempo e o celular novamente tocou.
- Quantos alarmes foram programados? – Jared sorriu.
-Muitos...
- Jensen, como vou poder falar com você? – Jared sabia que somente a família podia se comunicar com os soldados no Oriente Médio.
- Steven vai trazer um papel onde eu o declaro você como meu companheiro, e assim ficará responsável por tudo em relação ao quartel, até o meu soldo. Guarda um pouco para a lua de mel na volta. – Jared olhou triste para ele. – O que foi?
- Isso aqui. – Apontou para a aliança. – Ser seu companheiro oficial, receber o adesivo de carro que me dá livre acesso a você, foi o que sempre quis, mas dessa maneira...
- O importante é que estamos juntos e quando eu voltar, ficaremos mais unidos, vou dar baixa, nos casaremos, adotaremos aquele cachorro velho que fica correndo atrás de ti na praia.
- Sadie. Ela não é velha e já foi adotado por mim. – Jared vez um biquinho.
- É uma menina? – Jensen riu. - Tudo bem então, vou colocar no meu nome também na certidão de nascimento. Vamos tomar outro banho? Preciso de tempo para ensaboar bem gostoso o meu noivo. – Os olhos de Jared brilharam com as palavras.
- Noivo. – O moreno repetiu baixinho segurando a aliança.
No banheiro trocaram caricias, se amaram, se reversando na penetração, e gozaram em uma masturbação dupla, os gemidos sufocados com beijos apaixonados.
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- Jensen, este é o juiz civil Julian Richings. – Steven apresentou para o homem desconhecido que estava em sua sala, junto de Chris e Jason. – Eu achei a declaração de que o Jared era seu companheiro, muito fraca, e tem pessoas que não querem vocês se comunicando, e como um casamento não é possível, um contrato de união estável dará a Jared todos os direitos de um marido.
Jensen olhou para o moreno, que se aproximou do capitão o abraçando. – Por mim tudo bem. – Falou Jared encarando o capitão.
- Eu queria um casamento, lindo com tudo que tem direito. – Jensen acariciava o rosto de Jared sem deixar de olhar em seus olhos.
- Mas agora eu tenho o que quero no meu casamento: você. – Eles se beijaram sem se importar com os presentes.
- Hum... Hum. – A leve tossida do juiz interrompeu o beijo. – Você já fizeram os votos, já estão com as alianças, já se beijaram, o que restou para mim foi um simples: Assinem aqui. – A voz dele estava bem humorada.
Eles se olharam, Jensen vestido com o uniforme verde oliva de campanha, e Jared de jeans, camiseta e a jaqueta vermelha com o símbolo da NYU.
- Lembre-se capitão Ackles, agora você é um homem comprometido. – Jared falou ao ver Jensen assinar a certidão. – Portanto se comporte junto daqueles fuzileiros...
- Meu gatinho é ciumento... – Jensen riu. – Isso vale para você também. E voltaram a se beija. – Jared, o Steven é meu advogado, qualquer duvida, pode chama-lo.
-Vamos fazer um brinde. – Chris pegou vários refrigerantes na geladeira. – Felicidades para o casal, que o tempo passa rápido...
Os risos foram interrompidos pela buzina de um carro. Jensen ficou tenso, lágrimas brilharam nos olhos de Jared. Seus amigos e o juiz se despediram e foram para a cozinha, deixaram o casal sozinho.
Jensen e Jared não falaram nada apenas se abraçaram, envolvidos em um longo beijo, com o gosto salgado das lágrimas que já rolavam pelo rosto de ambos.
- Capitão. – Uma voz interrompeu o beijo que a muito deveria ter acabado por falta de fôlego, mas eles se recusaram a separar suas bocas por algo tão trivial como respirar.
Seus olhares se encontraram em declarações de amor mudas, palavras não eram necessárias para os sentimentos ser entendidos. E esse amor era tão evidente que todos os presentes sentiram sua extensão, inclusive da dor que a separação estava infligindo a ambos.
Jensen acompanhou os soldados até o carro, sem largar a mão de Jared, andaram devagar, tentando adiar a despedida o máximo de tempo.
- Não vai! – Jared explodiu em lágrimas abraçando Jensen na porta do carro.
- Tudo bem, eu não vou. – Jensen confirmou, ele seria incapaz de ir embora com Jared implorando para ele ficar.
- Capitão, se o senhor não for, teremos que prendê-lo por deserção. – O cabo falou. – Sinto muito.
- Não! – Jared percebeu que ficaria sem Jensen de qualquer maneira. – Eu vou ficar bem, o tempo vai passar rápido, e eu não quero casar na prisão. – Ele tentava enxugar as lágrimas. – Pode ir!
Jensen segurou seu rosto, lhe beijou novamente e entrou no carro, um jipe do exercito. Ficou olhando para trás até a imagem desolada de Jared sumiu quando o veículo fez uma curva.
Fim do Flash Back
Respostas aos reviews não logados.
Anaas
Ainda bem que você conseguiu encontrar Piratas, pois ela está completa a muito tempo, só comecei a escrever Piratas 2 depois dessa pronta. Obrigada por ler as minhas fics, pelo carinho e atenção. Para entrar em contato tem que se cadastrar no site, mas pode usar o lunadeouro arromba g mail ponto com, tem se ser assim senão é cortado. Srsrsr
Acho que todos querem a morte do Fuller agora... srsrsrs
Mil beijos.
Luluzinha
Acho que agora sim você vai querer matar o Fuller! Kkkkk (Rindo para não chorar).
O Vovô Pada ele sempre gostou do Jensen, então faltava apenas um encontro e uma conversa, e agora?
Foi dolorido escrever esse capítulo.
Obrigada por está firme e forte.
Mil beijos.
Sandra
Obrigada por aparecer. Acho que esse capítulo você odiou!
Mil beijos.
Lalky
Viu foi rápido e você acertou! Srsrsrrs Estava quase claro isso! Srsrsrrs
Obrigada por sempre está por aqui.
Mil beijos.
Guest
Se o final foi triste, esse foi todo triste!
Obrigada
Mil beijos.
Gabi
Obrigada pelo carinho, espero que tenha paciência não de postar rápido, mas não desisto. Srsrsr Parece que o coronel não foi muito sincero, e o Fuller é o Fuller...
Mil beijos.
Pablo Guimares
Eu acho que agora você ainda não se recuperou! Kkkk (Rindo para não chorar)
Sofri demais escrevendo esse capitulo. Pensando no destino do Fuller.
Desculpa qualquer coisa! Srsrsrrs
Mil beijos. Obrigada por comentar.
Lana
Obrigada pelo carinho, é sempre bom ver o Jensen e o Jared lindos e apaixonados, viu que o capitão ama o seu gatinho acima de qualquer coisa.
Vamos ver o que esse vendaval reserva para os dois.
Não demorei muito.
Mil beijos.
Bina Ackles
Nem posso te prometer nada, mas dessa vez fui rápida! Srsrrs
Mil beijos.
Maria Aparecida
Tom uma figura para enfeitar a fic! Srsrsrrsrs
Fui rápida na atualização. Esse capítulo foi cheio de dor, mas vai melhorar! Será?
Mil beijos! Obrigada por sempre está por aqui.
