N.A.: Já sabem qualquer erro grosseiro me avisem.

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Jared parou na porta do quarto de Jensen e respirou fundo, sabia que seria recebido com pedras, mas tinha esperança que Jensen o perdoasse, mas esta era bem pequena...

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- Olá, pequeno traidor, está fazendo o que aqui? – Jensen perguntou assim que Jared entrou.

- Pequeno? – Jared tentou ser irônico.

- Pequeno por que você é um fedelho! Crescido e desengonçado. – Jensen respondeu sem olhar para o moreno e não viu o olhar magoado deste. Afinal o capitão sempre disse que ele era lindo e perfeito.

- O que você queria? Ficar viciado em remédios. Sou um fedelho, mas não estou jogando fora minha carreira...

- Que carreira! – Jensen gritou. – Eu não tenho mais carreira, por causa de um maldito coronel! E uma transa que foi tão ruim que esqueci! Agora fora daqui, não preciso mais de enfermeiro ou de assistente. – Jared ficou lhe olhando. – Sai! Agora!

Nessa noite nenhum dos dois dormiu, Jensen sentia falta das conversas noturnas e Jared pensava em como se aproximar do loiro novamente.

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- Jared me perdoa. – Misha tentava consolar o moreno.

- Estávamos tão próximos... Eu estava com ciúmes de mim, por causa do carinho que ele tratava Tristan... Como vou me aproximar agora?

- O Jensen não é de guardar rancor...

- Ele não é mais o mesmo...

- Ele é o mesmo sim! Está confuso, mas ele continua sendo o teu capitão. – Jared sorriu diante dessa declaração. – Deixa passar alguns dias...

- Dias? – O moreno se jogou em uma cadeira.

- Sim! Ele vai sentir falta. E quando você aparecer fará um bico enorme. Mas aceitará a tua presença. – Jared riu da lembrança. E Misha orou em silêncio para está certo.

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- Quem é ele? – Jared aguentou apenas duas noites, na terceira procurou o capitão, quando entrou no quarto teve uma desagradável surpresa.

- Meu novo enfermeiro, e esse é enfermeiro mesmo! – Jensen se recostou na cama e encarou o moreno. – Esse é o Tristan, o traidor e esse é o... Qual é o teu nome mesmo?

- Matt Cohen. – O belo rapaz moreno se apresentou. – Traidor? Ele mais parece um gatinho assustado.

- Não me chama de gatinho. – Jared falou entre os dentes e saiu do quarto, e pouco tempo depois voltou acompanhado de Misha.

- O que significa isso? – O médico perguntou.

- Peguei um enfermeiro da minha confiança...

- Que está traficando remédio...

- Não! – Se defendeu Matt. – Ele nem me pediu nada...

- É bom mesmo, caso eu descubra que você deu algum medicamento para ele, nem que seja uma simples aspirina, vou caçar sua licença. – Misha disse para um apavorado Matt. – Agora pode sair. E você Jensen Ross Ackles, esse aqui é o seu enfermeiro, e apontou para Jared.

- Enfermeiro não! Ele está aqui para me vigiar!

- Que seja! – Misha respirou fundo e sentou no sofá.

- Oi, Tom. – O administrador do hospital tinha acabado de entrar. - Você podia me arranjar outro enfermeiro. Não quero esse aí. – O loiro pediu e apontou com a boca para Jared, poderia ter sido engraçado se não fosse toda a situação envolvida.

- Porra! Jensen! – Misha gritou. – Droga! Acho que eu estou errado no meu diagnóstico...

- Está mesmo...

- Cala a boca! – Jensen arregalou os olhos para Misha, mas mordeu os lábios e ficou calado. Misha era mais antigo e mais velho, o loiro estava acostumado a obedecer a hierarquia.

- Acho que além do maldito ano que esqueceu, você perdeu os teus culhões, por que nem dá droga desse hospital pensa em sair, qualquer um estaria louco para ter alta, mas você...

- Vou sair por quê? – Jensen gritou. E depois continuou em um tom cínico e irritante. – Tenho roupa lavada, comida, uma piscina coberta e aquecida, um fisioterapeuta gostoso e tinha arranjado um enfermeiro também gostoso, mas agora talvez tenho que me contentar com isso aí. – E apontou para o Jared, novamente do mesmo jeito, moreno engoliu a raiva e a mágoa, por que conhecia muito bem o capitão, ele estava com medo, o hospital era um lugar que ele se sentia seguro. Rezou para ter paciência, e que o loiro conseguisse sair dessa fase, ou caminharia para uma depressão.

- Jensen se você não der o primeiro passo para sair desse poço que quer se enviar, logo vou ter de realizar o teu desejo e te passar medicamentos, antidepressivos, reagem meu amigo. – Misha apertou sua perna de maneira carinhosa. O loiro não falou nada, olhou para Jared, mas logo desviou o olhar.

Misha e Tom se despediram e Jared foi se sentar no sofá com seu notebook.

- Vou dormir. – Jensen apagou todas as luzes, deixando Jared no escuro, a luz da lua entrava pela janela, e o moreno observou que o capitão estava perdido em seus pensamentos, talvez as palavras de Misha, o tocaram em algum ponto. E quando achou que o loiro dormia, se deitou no peito deste, ele não resistia a tentação.

Jared acordou quando alguém entrou no quarto, e bateu com algo na cama. Ele se assustou e acendeu a luz. Jensen também acordou, ambos olharam para o visitante, era uma garota desconhecida e careca, e o que bateu na cama foi o suporte do soro que ela trazia usando-o com um apoio.

- Oi, você está bem? – Perguntou Jensen. A garota estava sorrindo fracamente, como se tivesse sentindo dor.

- Você se lembra de mim? – Ela segurou na beira da cama e Jensen levantou, pois deu impressão que ela cairia a qualquer momento.

- Eu... – ele ia dizer que não, porém um flash aconteceu. - Você é a filha do Tenente Coronel Wells? Margareth?– Ela sorriu confirmando. – Mas o que aconteceu?

- Hereditariedade. – Jensen mordeu os lábios, preocupado. O Tenente coronel Wells, foi um dos primeiros pacientes em que o loiro comandou a cirurgia, e marcou sua vida profissional, o Wells teve três tumores, sendo que o terceiro foi descoberto na mesa de cirurgia. Quase que ele perdeu o paciente na mesa, esse caso está entre o top cinco de sucesso do loiro.

- E o que você está fazendo essa hora fora da cama? – Margareth parecia está com muita dor.

- Eu vim pedir para você participar da minha cirurgia, com o capitão Collins. – Jensen xingou o amigo mentalmente, esperava que não tivesse passado o aborrecimento para a garota.

- Ele que pediu isso para você?

- Não, na verdade ele disse que para não contar com isso... aí! Desculpe estou com muita dor de cabeça. Nem sei como conseguir chegar... – Ela deu uma pausa e respirou fundo. - Aqui.

- Com certeza o Misha não lhe deu nenhum remédio para dor de cabeça. – A garota riu debilmente. – você está com dor desde quando?

- Desde o começo da noite, mas não queria preocupar minha mãe. Só que está... ai... aumentando. Minha... operação está marcada... às 7:00 h da manhã. – Jensen verificou a hora, 4:00 h da manhã.

- Chama a equipe cirúrgica, agora. – O loiro aparentava calma, mas Jared percebeu a gravidade e correu.

- O que... aconteceu? – A garota estranhou.

- Nada! – Jensen não queria alarma-la, mas se não entrasse na sala de cirurgia o mais urgente possível, não sobreviveria, ela nem percebia que fazia movimentos erráticos com as mãos. – Mas por que não está no hospital militar? – Perguntou para distrair e acalma-la, pois era visível que a dor estava aumentando.

- Meu pai... meu irmão morreu... pelo mesmo problema... meu pai não quis arriscar... o capitão Collins... estava de licença e... o médico que operou meu irmão... era o único disponível... e aqui é o melhor hospital... não tô mais aguentando! – Ela foi se arriando na cama.

- Claro que vai aguentar. Você vai ser operada agora, e a dor vai passar. – Jensen segurava a mão dela.

A maca chegou e Jensen seguiu com a equipe. – Liguem para o Misha vim imediatamente, preparem a sala de cirurgia, chamem o anestesista, quero os exames dela. - O coração de Jared apesar de apreensivo pela garota, estava cheio de esperança, pela maneira que o loiro assumiu a situação parecia o médico que ele sempre foi, ele era puro instinto, nem se lembrava de sua falta de memória, o moreno esperava que esse fosse o renascimento do capitão, do seu capitão.

Jensen andava pelos corredores do hospital, ditando ordem, organizando essa cirurgia emergencial, estava lindo, apenas com uma calça de algodão, descalço e despenteado parecia um anjo ou um deus pagão.

- Dr. Ackles, o único anestesista é o enfermeiro Hartley, e para esse tipo de cirurgia o cirurgião chefe precisa assinar um documento...

- Traz o documento! E chama o Justin, agora, quero um cirurgião geral aqui comigo. – Por sorte a sala aquela hora, já estava sendo preparada para o Misha, então foi rápido para ficar pronta.

- Venha comigo. – Jensen chamou Jared. Os dois foram para a sala de preparação dos médicos, Justin entrou logo em seguida, a equipe de enfermeiros já estava na sala preparando Margareth.

Jared ajudou Jensen a se vestir, colocar as luvas, a mascará, suas mãos não podiam tocar em mais nada. Nesse momento seus olhos se encontraram, e por um segundo esqueceram onde estavam.

- Rock metal ou progressivo? – Justin perguntou quebrando o clima, era necessário.

- Clássica. – Jared e Jensen falaram juntos, o moreno sabia que o loiro gostava de música quando operava, e variava com o tipo de cirurgia. – Música clássica, para cirurgia de cérebro. – Jensen terminou de explicar. Jared pegou o aparelho de mp3 do loiro que sempre estava com ele, para se sentir mais perto do capitão, e conectaram em uma caixa pronta para funcionar, música era algo que muitos cirurgiões adotavam; por causa disso a sala tinha um sistema de som.

Jensen fechou os olhos e orou. – Guie as minhas mãos Senhor. Sou seu instrumento, faça a sua vontade. Amém. – Naquele momento o médico que estava escondido com medo aflorou, em seu coração um único objetivo salva a vida de Margareth.

Com o aparelho que tomografia que existia na sala, o capitão constatou que os tumores visíveis, não poderiam está causando a dor e os sintomas que Margareth apresentou antes de ser anestesiada. A posição dos tumores lembrou muito os do pai dela, seu instinto dizia que a dor e a diferença entre a vida e a morte da garota, era o terceiro que estava escondido.

Jensen foi pelo caminho oposto, e graças a Deus estava certo, atacou o tumor que estava quase para estourar e causaria a morte, e retirou os outros, Jared ficou ao seu lado, lhe enxugava o suor da testa, Misha chegou logo que a cirurgia começou, mas não entrou na sala deixou o amigo comandar, ficou as três horas da cirurgia com um sorriso nos lábios.

- O senhor vai falar com a família? – A enfermeira perguntou quando Margareth estava pronta para a UTI.

- Claro. – Ela sorriu de volta, e lhe deu os parabéns, aquela equipe conhecia o Jensen, todos torciam pela volta dele como profissional e estava felizes e orgulhosos por participar desse momento que com certeza se tornaria histórico no hospital e na vida do médico.

Um a um foram lhe parabenizando. Quando chegou à vez de Jared/Tristan, o loiro segurou sua mão e lhe puxou para um abraço escondendo seu rosto na curva do pescoço do moreno que sentia o corpo do loiro estremecer com o choro silencioso, suas mãos passeavam pela costa o consolando, não se preocupou, era apenas a maneira de o capitão colocar para fora toda a angustia, dor, incertezas que lhe rondava a mente desde que acordou, ele estava nascendo de novo, e todo nascimento sempre vem acompanhado do choro de libertação.

Misha entrou na sala, mas voltou não queria atrapalhar o momento, foi falar com a família, apenas para acalma-la, e aguardar o cirurgião responsável.

- Bem-vindo de volta capitão. – Jared disse assim que Jensen se acalmou.

- Estou quase lá. – Jensen o encarou e lhe fez um carinho no rosto.

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Depois de conversar com a família explicar o motivo da cirurgia de emergência. Foi a UTI. Encontrou Misha pelo caminho.

- Parabéns. – O capitão Collins o abraçou.

- Obrigado, por chegar tarde. – Jensen não estava chateado realmente.

- Eu cheguei na hora, mas você estava tão concentrado que não quis atrapalhar. – Misha riu.

- Amanhã quero a minha alta. – Jensen falou enquanto seguia para a UTI.

Depois de verificar a sua paciente voltou para o quarto, o moreno dormia em sua cama, Jensen se deitou do lado e sorriu quando Tristan o procurou em seu sono e deitou com a cabeça em seu peito, o loiro apenas o acomodou melhor e logo adormeceu.

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– Hei! Para onde você vai? - Jensen acordou com Jared querendo levantar.

- Eu... desculpe! Estava indo ao banheiro. – O moreno respondeu, meio sem jeito. O loiro se espreguiçou, Jared sentiu que endurecia ao ver os músculos do outro se esticarem, os olhos ainda meio sonolentos e o sorriso de satisfação no rosto.

- Fazia tempo que não dormia tão bem, na verdade desde que acordei do coma, eu tinha apenas momentos de sono, mas dessa vez realmente estou descansado. – Jensen olhou para o relógio na parede. – São 10:00 h ? Dormimos apenas uma hora?

- São 10:00 h da noite. – Jared riu. – Acho que entramos em coma. – O moreno lembrou-se da época que isso acontecia deles dormirem por muitas horas, nesse momento estariam fazendo amor, e ficou mais excitado, e foi para o banheiro.

- Toma um banho! Vamos comer uma pizza. – Gritou o capitão. – Você paga que não tenho dinheiro.

- Ok! – Jared riu.

Eles não chegaram a pizzaria, aconteceu um acidente de ônibus com muitas vitimas e Jensen foi ajudar na emergência, Jared também, fazendo uma espécie de triagem para agilizar o atendimento.

- Ainda bem que dormimos o dia todo. – Jensen comentou quando terminou de atender o último paciente. Eram 5:00 h da manhã. – Vamos um tomar café, que o dia vai ser longo.

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- Bom dia. – Jensen entrou no escritório de Tom.

- Bom dia. – Cumprimentou entusiasmado o amigo. – É bom ver que você voltou à ativa. Nada como um choque. – Jensen sorriu confirmando. - Apesar de ontem ter fica preocupado, você e o Jar... Tristan dormiram muito. – Tom encarou o amigo e não pareceu que ele percebeu o pequeno deslize ao falar o nome do moreno.

- Verdade! Acho que ele devia está esgotado de me aguentar. – Jensen riu. – E na hora do acidente ele foi extremamente útil, acho que quando se formar você deveria o manter aqui no hospital.

- Por falar em se manter no hospital, vamos acertar o detalhe de sua contratação?

- Rápido assim? – Jensen encarou o amigo.

- Jensen quando descobrirem que você deu baixa, que agora é um civil desempregado, vão pular em cima como urubus na carniça...

- Então vou esperar, e quem sabe consigo um salário melhor...

- Eu cubro qualquer oferta! – Tom sorriu. – Jensen, eu equipei esse hospital com o que tem de melhor na tua área.

- Eu percebi. – Era verdade, os equipamentos que o auxiliou eram da última geração que ele lembrava, não podia afirmar que existia melhores.

- Eu os comprei por recomendação sua, mesmo quando não pensavas em sair do exercito, claro que com esperança de te ter na minha equipe como neurocirurgião chefe. E quando você foi para o Oriente médio, soube que voltaria para o mundo civil. – Tom suspirou e entregou ao capitão uma pasta com documentos. - Para de palhaçada e assina logo esse contrato, seremos a maior referência em Neurocirurgia em todo o EUA. – Jensen pegou o contrato e fez uma leitura dinâmica, conhecia o amigo suficiente para querer trabalhar com ele.

Tom era um administrador, gostava de ganhar dinheiro, mas tinha o lado caridoso, era o diferencial. E não poupava dinheiro para oferecer os melhores serviços.

- Estou dividindo a chefia com o Misha? Ele vai largar a farda também? – Jensen percebeu o quanto estava afastado das pessoas em sua volta.

- Vai. Assim que acabar a licença dele. Viu como seremos os maiores? – Jensen assinou e apertaram as mãos, seguido de um abraço forte. – Bem vindo irmão.

- Obrigado.

- O teu aniversário é daqui a três dias, posso organizar algo...

- Não! – Jensen conhecia as festa do amigo. – Vou fazer apenas um jantar com alguns amigos, somente aqueles que estavam comigo nesses últimos dias. Agora tenho que resolver algumas coisas, ver a minha casa, me disseram que ela está terminada.

- Está e é linda. Do jeito que sempre quis. – Jensen deu um sorriso triste, mas respirou fundo e colocou para o fundo sua frustração de ter esquecido um ano de sua vida.

- Quando tenho de me apresentar ao trabalho? Chefe? – Tom sorriu.

- Quando você quiser e achar que está pronto, se voltasse para o Jared poderia ser depois da lua de mel... você vai procura-lo?

- Claro, vou resolver tudo que está pendente na minha vida. – Jensen. – Agora preciso de dinheiro, manda um vale.

- Esse é um cartão administrativo que pode usar. – Tom lhe deu a senha e algumas notas em dinheiro vivo. – Jensen agradeceu e saiu.

Jensen parou na porta do hospital, apertou o casaco e olhou para o alto sentindo a chuva fina, comum nessa época do ano, não estava nevando, sua vontade era de sair correndo pela rua, rindo feito louco, pensou em ir para o Central Park, mas resolveu que em outro momento.

Fez sinal para um taxi, mas uma senhora também queria e ele abriu mão do veículo, parou outro, porém veio um homem que ele não sabe de onde e entrou primeiro, em outra ocasião era capaz de tirar o atrevido de dentro do transporte, mas ele estava tão feliz que continuou andando pelas ruas até que conseguiu outro taxi, resolveu ir para sua casa.

Ia olhando pela janela, maravilhado, era como estivesse vendo tudo pela primeira vez, e pensar que estava perdendo tudo isso que descortinava em seus olhos, apenas por um medo absurdo, lembrou que precisava ver o seu exame.

- Eu não sou turista. – Avisou quando o motorista quis ir por um lugar diferente para aumentar a corrida. – Apenas estava fora há um tempo.

- não... é...

- Esquece! Tá tudo bem! – Jensen estava de muito bem com a vida, nada lhe perturbava naquele momento. E continuou apreciando a paisagem.

Quando chegou a sua casa, pediu para o motorista o esperar. Ele não pensava em ficar muito tempo naquele momento ali. Mas mesmo assim percorreu cômodo por cômodo, se perguntou por que ele teria um tipo de cama em sua varanda, parecia um cesto enorme de gato. No quarto olhou para os espelhos não se lembrava deles no projeto, até por que nunca pensou em levar ninguém para cama em sua própria casa, sempre foi sagrado, devia ser por causa de seu companheiro.

Jensen encontrou uma pasta com todos os seus documentos organizados, a carteira de motorista, a identidade civil e a certidão de união estável. Seus cartões de crédito, parecia que Jared o esperava, deixando tudo organizado.

- Capitão! – Sam entrou no quarto e o abraçou. – Que bom! Saiu do hospital, está com outro olhar...

- Obrigado! – Jensen abraçou a mulher, que trabalhava para ele a muitos anos.

- Você...

- Infelizmente não. – O capitão sabia o que seria lhe perguntado. – Mas agora sei que posso continuar a minha vida, minha carreira...

- E o Jared?

- Jared? Sinto que se vocês pudessem estariam todos vestidos com uma camiseta com os dizeres: não desista do Jared.

- Ele foi a melhor coisa que te aconteceu no ano que passou.

– Vou resolver essa situação também. – Jensen riu. – Agora tenho de fazer algumas coisas. – E com mais um abraço se despediu.

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Jensen foi ao banco, onde o gerente elogiou o moreno novamente, mostrando as aplicações que fez com o salário do capitão do qual era responsável, depois foi visitar Steve, queria saber da sua situação geral. Ouviu os protestos do amigo e advogado quando reforçou o pedido de anulação ou separação do Jared.

No final do dia foi jantar em seu restaurante preferido, o garçom, antigo no local, lhe deu boas vindas.

- Vou lhe colocar na mesa de sempre. – Jensen seguiu para uma mesa do canto próximo à lareira. – O senhor vai querer um vinho, enquanto espera o Sr. Padalecki? Quando o senhor estava viajando ele veio aqui, e pediu um vinho, era a imagem da tristeza.

- Eu vou jantar sozinho. – Pela cara do garçom, Jensen teve receio que este cuspisse na sua comida.

- Claro! – O homem se afastou e voltou com o menu. – Fique a vontade.

- Sobremesa? – O garçom perguntou depois de terminada a refieção.

- Vocês ainda tem aquele mousse de chocolate?

- Sim.

- Peço, por que é delicioso, mas nunca consegui comer tudo sozinho. – Jensen comentou quando o garçom veio trazer a conta.

- É verdade, o Sr. Padalecki comia duas e a sua metade. – O homem sorriu com a lembrança e se afastou, e com o cartão de crédito, e quando voltou trouxe uma espécie de quentinha. – Para o cachorro, com os cumprimentos do chef.

- Cachorro? – Jensen o olhou surpreso.

- Se livrou do cachorro também? – O loiro arregalou os olhos. – Desculpe! Capitão Ackles.

- Tudo bem. – Jensen pegou a sacola com o alimento.

Quando chegou a sua casa abriu a quentinha, e levantou as sobrancelhas, admirado, eram restos de filé que parecia está no ponto. Se assustou quando um cachorro, tipo pastor, pulou em cima dele, o derrubando, fazendo festa, lhe lambendo, latindo como se estivesse dizendo que estava com saudades.

O loiro riu e viu na medalha da coleira do animal, o nome Sadie.

- Olá garota! – Sadie balançou o rabo e começou a olhar como estivesse procurando alguém. E como não encontrou, latiu. – Nem preciso entender cachorrês para saber que está perguntando pelo Jared. – Quando o animal ouviu o nome do moreno se lamentou, confirmando a suspeita do capitão. – Vou ter que resolver isso logo...

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Jared entrou feliz no quarto de Jensen, mas estava vazio, saiu em busca pelo hospital supondo que o loiro estivesse trabalhando, ou visitando a UTI.

- Boa noite! – A enfermeira que estava no posto de enfermagem lhe sorriu. - O Dr. Ackles?

- Ele está de alta. Foi embora logo pela manhã. – Jared deu um sorriso falso em agradecimento e saiu, magoado, se sentindo traído, o loiro foi embora e nem lhe avisou nada, era insano esse pensamento, Jensen não lhe devia satisfação alguma.

Voltou para o seu quarto na irmandade, onde agarrado ao travesseiro vestido com uma camisa do capitão, chorou até adormecer.

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- Bom dia capitão, feliz em lhe ver. O de sempre? – Jensen estava em uma cafeteria, em sua mente era a primeira vez que tinha entrado ali, mas pelo jeito não.

- Sim. – Confirmou o pedido e para sua surpresa, lhe entregaram dois copos para viagem, acompanhado de um saco de rosca doce, que ele não gostava. Porém apenas pagou e saiu. Pensado no que fazer com o segundo copo de café. Ao passar por um mendigo parou e entregou a bebida quente e as roscas, para o homem. – Deve está muito doce.

- Bom dia. – Jensen cumprimentou a recepcionista do hospital, estava lá para ver a Margareth.

- Bom dia. Dr. Ackles. - A garota sorriu. – Deixaram uma encomenda para o senhor. – Era um envelope com a chave de um carro, que o loiro não reconheceu e um bilhete.

"Essa é a chave do seu carro, como sei que não deve lembrar, é um Jeep® Grand Cherokee Altitude Cinza, está no estacionamento privado dos médicos. Obrigado por tudo. Um dia espero resolver nossa situação."
Existiam outras coisas escrita, mas estavam riscadas, como quem escreveu tivesse se arrependido, deu para perceber um sinto tua falta. O loiro pegou a chave do carro e guardou, foi saber da Margareth.

- Oi! Dr. Collins. – Jensen encontrou o amigo na UTI.

- Bom dia! Dr. Ackles. – Misha pegou a prancheta e se aproximou do amigo. – Comecei a suspender os sedativos ontem a noite mesmo, ela está se recuperando muito bem, acredito que logo estará acordada.

- Muito bom. – Jensen examinava com atenção os exames e medicamentos usados, e os sinais vitais. – Quero ver meus exames. – Falou ao saírem da UTI em direção aos consultórios.

- Até que fim. – Misha juntou as mãos como se estivesse em prece.

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- Misha esse edema era mínimo, você apenas raspou e sugou? Por que não me falou logo? – Jensen olhava abismado para os exames e cirurgia. – Tudo bem que perdi um ano de memória, pode ter rompido alguns neurossensores, mas mínimos...

- Jensen Ackles, você está brincando com a minha cara? – Misha estava ficando indignado com o amigo.

- Claro que não, fiquei sofrendo tanto tempo, e você podia ter me mostrado os exames... – Jensen nesse momento começou a gargalhar. – Eu fui um idiota! – Ele disse entre as risadas.

- Ainda bem que você admite, pois caso contrário iria te internar em algum manicômio. – Misha estava relaxado agora.

- Você vai dá baixa? – Jensen perguntou sério para o amigo, Misha amava a vida militar igual a ele.

- Vou, desde que você foi para a guerra, Vick, ficou apavorada que algo parecido podia acontecer comigo. – Misha baixou a cabeça. – Eu queria ficar...

- Eu também...

- Mas temos um novo desafio! – Misha lhe deu um soco no ombro. – Venha conhecer as instalações do setor neurológico! – Jensen seguiu o amigo, olhando com admiração as salas de exames com seus aparelhos de última geração. – Esse é o nosso quartel general agora.

O loiro admirou o local, uma sala de reunião confortável e funcional, uma suíte com duas camas, televisão, frigobar, Jensen desconfiava que passaria muitas noites ali, sorriu, era confortável e privado, tudo de muito bom gosto e moderno.

- A Alona quer saber se você a contrata para sua assistente? Se sim ela dá baixa imediatamente. – Misha sorria feliz.

- Sério? Ótimo! – Jensen gostava de trabalhar com a loira. – Parece que tudo está se encaixando. – O capitão olhava sonhador examinando o consultório que seria o seu.

- Verdade, tudo está se encaixando! E Jared? Aonde ele vai se encaixar?

- Meu Deus, todos os a minha volta só querem saber do Jared, até um cachorro que nem era meu, pergunta por ele? O garçom que me adorava, acho que cuspiu no meu prato por que esse Jared não estava comigo! – Jensen sorria sem acreditar.

- Para você ver o quanto ele é maravilhoso...

- Eu vou resolver isso... – Jensen falou de um jeito que encerrou o tema Jared.

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- Oi! – O coração do Jared parou quando atendeu um numero desconhecido, mas reconheceu a voz de Jensen.

- Oi, Dr. Ackles. – Ele respondeu tentando controla a emoção de sua voz.

- Vamos jantar hoje? Estou te devendo uma pizza. Mas estou pensando em melhorar essa oferta. – Jared não sabia se ficava feliz ou triste, afinal isso parecia ser um encontro, um encontro com Tristan, significa mais um passo para longe do Jared. – Você ainda está aí? – Jensen perguntou diante do silêncio do moreno.

- Tudo bem. – Ele nunca conseguiria dizer não para o seu capitão.

- Ótimo, onde posso te buscar? - Jared lhe deu o endereço da irmandade.

As 19:00 h Jensen estava esperando o moreno e sentiu seu coração falhar um batida, Jared estava com uma calça preta que quando o moreno virou de lado para sentar, deu para ver a silueta perfeita de um bumbum que deveria ser delicioso, segundo a classificação do loiro.

- Restaurante Pulino's. Conheces? Dizem que tem uma pizza deliciosa e carnes preparadas no fogão de lenha. Conseguir uma reseva, na verdade o Tom conseguiu para mim. – Jared fechou os olhos, era um restaurante que estava na lista deles visitarem. – não gostou?

- Não está ótimo. – Como explicar que os dois fizeram uma lista de restaurantes que iriam conhecer depois que o capitão voltasse da guerra.

- você, já foi lá?

- Não, mas sempre tive vontade.

- Ainda bem, você fez uma cara, podemos trocar...

- Não!

No começo Jared estranhou, ficar ali conversando com o Jensen respondendo perguntas que o loiro deveria saber a resposta, mas depois decidiu aproveitar e se divertir, como se fosse um primeiro encontro, que na verdade era. Pensou que se não tivesse pulado na cama do capitão quando o conheceu, talvez tivesse sido assim o seu primeiro encontro, mas eles pularam todas as etapas, claro que Jared nunca se arrependeu, até por que deu certo daquela maneira, e talvez agora dessa certo desse jeito, torcia, pois queria reconquistar Jensen.

A noite foi divertida, apenas o ciúmes de Jared, dele próprio aparecia, em alguns momentos, como na hora da sobremesa, o loiro nunca comia todo o seu doce, e este ofereceu para o moreno que aceitou.

- Quer mais uma? – O capitão perguntou, pois o moreno olhava para a taça vazia meio triste, claro que não foi apenas por que o soverte de chocolate tinha acabado.

- Quero! Um de morango com calda de chocolate quente. – Quando a nova sobremesa chegou, Jensen pediu um pouco, Jared disfarçou e deu uma colherada na boca do loiro, seus olhos se encontraram, o moreno prendeu a respiração, por sorte um barulho do reservado ao lado quebrou o clima.

Quando terminou o jantar, Jensen lhe levou direto para a irmandade, Jared se sentiu aliviado, não saberia o que fazer caso o capitão tivesse outra intenção com Tristan, não conseguiria dizer não, porém estava frustrado, pois simplesmente o loiro o deixou sem nenhuma tentativa de intimidade sexual, mas no olhar do capitão o desejo se fazia presente, o moreno reconheceria aquele tipo de olhar, afinal tantas vezes fora dirigido a ele.

- Eu gostei muito do jantar, amanhã é meu aniversário, espero que esteja lá, junto com todos que foram importantes no meu reestabelecimento. - Jensen lhe sorriu fazendo um carinho em seu rosto do jeito que o capitão sempre fazia.

- Você vai convidar o Jared? – Jared perguntou e se arrependeu. – Desculpe...

- Não tudo bem, estava estranhando, o tema ainda não ter aparecido... Quero que você vá...

- Eu vou. – Trocaram um sorriso e o moreno saiu do carro, sua vontade era gritar quem realmente ele era.

Jared foi tomar banho, pois seu corpo queimava de desejo, a água não ajudou em nada, e suas mãos seguram seu pênis, e mesmo contravontade se masturbou, gemendo o nome do capitão, no final de joelho, depois de um orgasmo que não lhe deu satisfação, e sim uma sensação de vazio, de pura frustração, chorou por Jared, por um amor que estava perdido em uma memória esquecida, mas que florescia por Tristan, era confuso, pois se tratava da mesma pessoa, mas o moreno não aceitava essa perda, ele queria matar Tristan, por roubar o amor do capitão, do seu capitão.

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"Feliz Aniversário, capitão, você é um homem livre agora, o Jared acabou de assinar a anulação da união estável. Parabéns."

Jensen estava entrando no prédio onde ficava o escritório de Steve quando recebeu a mensagem e ao mesmo tempo se assustou com alguém xingando outro por atravessar na frente do carro. E de assustado ficou preocupado ao ver Tristan atravessando a rua em direção ao Central Park, correndo sem se preocupar com os carros.

O loiro não perdeu tempo e foi atrás dele, respirando aliviado, quando este chegou do outro lado sem nenhum ferimento grave, e no seu alívio quase que um carro lhe atropela, mas nem ligou e correu mais rápido, e aproveitando um momento de confusão do moreno por não saber para onde ir, o alcançou, lhe abraçando.

- Me solta! – Jared tentou sair dos braços do loiro, mas este o seguro com mais força, sem falar nada. Jensen não soube quanto tempo ficou ali abraçando o moreno, que apenas começou a chorar.

- Vem, vamos para casa. – O capitão falou assim que sentir as lágrimas do moreno acalmar. Jensen conduziu Jared em direção ao seu carro, que foi sem esboçar nenhuma reação, parecia que sua vontade tinha morrido.

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- O que estou fazendo aqui? – Jared perguntou quando chegaram à casa do capitão.

- Precisamos conversar... Venha. – Jensen saiu do carro e se sentou em uma das cadeiras na varanda e puxou o moreno para se sentar na sua frente. Segurando as mãos do rapaz entre as suas, o encarou. – Nem sei por onde começar... – O capitão passou a mão no rosto de Jared, limpando as trilhas das lágrimas ainda presentes. – Devia ser um pecado te fazer chorar... E me dói saber que sou culpado desse pecado...

- Como assim? – Jared estranhou o comentário.

- Só tem uma maneira de começar essa história... – Jensen respirou fundo. – Jared, me perdoa...

- Você lembrou? - O moreno, não esperou resposta, apenas se jogou nos braços do loiro, o beijando da maneira que deveria ser, seus lábios foram exigentes, exploraram, a boca do capitão, que correspondeu com a mesma sede...

Respostas aos reviews não logados

Luluzinha

Obrigada por ainda gostar de mim! Kkkk

Acredito que tenha gostado do capitulo, Jensen voltou a ser o , lindo e poderoso! Kkkk

Acredito que tenha mais dois capítulos e adeus!

Mil beijos!

Anaas

O Jared reconquistou o capitão, apesar de morrer de ciúmes dele mesmo!`kkkkk E o Jensen o que aconteceu? Lembrou de alguma coisa, no próximo capítulo, no Globo repórter! Kkkk

Mil beijos!

Lalky

KKKK Bambolê de otário é uma aliança, o avô do Jared se refere como o capitão casou tão rápido com o moreno.

Mil beijos!

Maria Padackles

Esperava outra reação do Jensen? Kkkkkkk O loiro ficou meio chateado, mas no final deu tudo certo, e agora temos de saber o que significa o Jensen chamar Tristan de Jared.

Obrigada, sou bem ruim de gramática, só me "agaranto" na matemática!

Mil beijos!

Maria Aparecida chapter 12 . Aug 15

Delícia de capítulo! O Jensen ranzinza é delicioso!Pensa naquele beicinho!Pura tentação! Peninha do Jared mas acho que ele vai deixar o Jensen de quatro!Kkkk!Vai ser paixão pra mais de metro!E Justin?Tão lindo que o Jensen perguntou na lata se eles tinham um caso!Sabe que eu RI muito?E contínuo amando o Roger!Adorei mais esse capítulo!Lacradora demais!