Disclaimer: os personagens fantásticos pertencem à querida JK Rowling, a história que segue é apenas fruto de uma mente que nunca terá o suficiente deles.
Olá, pessoal! Estou muito contente com a resposta de vocês ao começo dessa minha nova fic, muito obrigada :)
Aqui está o segundo capítulo, vamos ver como a Rose lidou com os acontecimentos do capítulo passado e o que o Scorpius decide fazer a respeito.
Espero que gostem :)
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Assim que eu consegui racionalizar na minha cabeça que eu tinha obtido um avanço mais do que significativo na minha situação, me apressei a pegar tudo o que tinha sobre a mesa, inclusive os livros dela, e fui direto para a sala comunal, eu precisava achar o Albus! Ele estava sentado tranquilamente na cama dele, lendo um livro, quando eu entrei esbaforido, para a minha sorte éramos os únicos no recinto.
-A escola está sob ataque por acaso? - ele me olhou sobressaltado com a minha aparição repentina.
Eu apenas joguei os livros na minha cama antes de despejar tudo em palavras simples em cima dele.
-Sua prima me beijou.
-O que? - ele deixou até o livro escorregar das mãos - a Rose?
-Tem alguma outra prima sua por aqui? - levantei as mãos ansioso para que ele entendesse a enormidade da minha novidade.
-Corre, o mundo vai acabar! - ele ainda me olhava espantado.
-Larga de ser idiota!
-Você tem certeza eu não imaginou isso, Scorpius? - agora ele estava em pé na minha frente, me avaliando como se tentasse se assegurar da minha sanidade mental.
-Claro que não! Você acha que eu ia conseguir imaginar direito a textura do cabelo dela? Ou as mãos dela em mim? Ou os lábios…
-Tá chega, chega! - ele me deu um chacoalhão, interrompendo a minha linha de pensamento - é da minha prima que você tá falando! - a cara dele era um misto de horrorizado com incrédulo.
-Eu nem acredito que isso aconteceu…
-Eu que não acredito - ele completou.
-Ta vendo, falei que ia dar certo, meu plano está funcionando! - olhei para ele com ar de satisfação e superioridade.
-Já foi bem mais longe do que eu imaginava, mas pode fazer sua imaginação voltar para a Terra, você não tem que ficar pensando em convites de casamento - ele zombou como sempre sem deixar passar a chance.
-Você não entende? Não preciso mais imaginar, agora eu SEI! - ele balançou a cabeça rindo - só preciso repetir a dose.
-Boa sorte com isso… ela disse alguma coisa?
-Ela falou que eu até levo jeito!
-Mérlin, um elogio!
-Aí eu a beijei de volta e ela falou pra eu nunca mais fazer isso - completei.
-Conte com você para estragar o que já não está muito certo.
-Estragar? Você tinha que ter visto a cara dela, ela também sentiu alguma coisa, eu vi nos olhos dela - afirmei confiante, pois era a mais pura verdade, se tinha uma coisa que a Rose não tinha conseguido naquela tarde, era sair inabalada da biblioteca.
-Viu o que? Raiva? Vontade de te matar? Melhor contratar um segurança, ela é ótima em azarações.
-E no que ela não é ótima?
-Ai, Scorpius….
-Mas isso está fora do assunto, ela esqueceu até os livros dela, e a Rose nunca deixa NADA passar! Se isso não é prova o suficiente, não sei o que é.
-Não vou incentivar a sua mente, ela já faz isso muito bem sozinha - ele deu de ombros.
Aquela noite foi quase impossível de dormir, eu tive vontade de ir atrás dela com a desculpa de entregar os livros de volta, mas conclui que não era a melhor estratégia. Acabei falhando ao voltar a estudar, e mais ainda quando chegou a hora de deitar. O sono não veio, e eu fiquei me virando de um lado para o outro, o tempo todo lembrando a sensação de ter os meus lábios colados nos dela. O pior era não saber como ela reagiria ao me ver de novo, mas conhecendo a Rose como eu conhecia, achava bem provável que ela não fosse encarar as coisas de maneira tranquila. Eu não agi de acordo com o que ela esperava e, portanto, ela estaria insatisfeita e contrariada, mas a única coisa que realmente me importava era descobrir se aquele beijo ainda ocupava a mente dela, da mesma maneira que fazia com a minha.
Minha vontade na manhã seguinte, era montar guarda na frente do retrato, que eu sabia ser o acesso à torre da Grifinória, só para poder encontrá-la antes das aulas. Ela precisaria dos livros, porém o Albus passou tanto tempo me dizendo que eu era um idiota por sequer pensar em fazer isso, que acabei desistindo, eu faria isso de outra maneira. O final de semana chegou e eu estava certo de que era o momento certo para colocar o meu plano em ação. Acomodei os livros dela na minha bolsa e fui procurá-la, nessa época ela só podia estar na biblioteca.
Acabei me enganando, ela não estava em lugar nenhum das várias mesas de estudos espalhadas pelo cômodo abarrotado de livros. Comecei uma procura pelos locais mais prováveis do castelo, não obtendo sucesso em nenhum. Aquilo estava muito estranho, não a vi nem na mesa do café da manhã. Balancei a cabeça a fim de jogar as ideias idiotas que me acometeram para o fundo da mente, ela provavelmente só escolheu dormir mais um pouco, ou estudar na sala comunal, com certeza aquilo não tinha nada a ver comigo, ou tinha? Desisti de procurar e fui colocar meus estudos em dia, eu continuaria carregando a bolsa, assim que a visse, devolveria seus pertences.
Na hora do almoço, eu consegui divisar os cabelos revoltos dela ao lado das suas amigas habituais, que incluía a irmã do Albus. Terminei de comer rapidamente e, decidido a não perder mais essa chance, me levantei para ir atrás dela.
-Você é idiota, Scorpius? Ela vai te dar uma patada na frente de todo mundo - me advertiu o Albus.
-Só vou devolver os livros, nada demais.
-Como se isso não fosse motivo para a Rose ficar brava, qualquer coisa é! Ela vai olhar pra sua cara e querer arrancar a sua cabeça com os dentes.
-Qual o problema com a minha cara? - eu não estava prestando muita atenção, meus olhos ainda fixados na direção da mesa da Grifinória.
-Não tem nada errado, além de ser a SUA cara, tapado! - ele colocou a mão na testa como se tivesse tentando explicar algo muito difícil para uma criança.
-Não posso ficar com os livros dela - dei de ombros.
-Dá aqui que eu devolvo - ele esticou a mão, mas ao invés de fazer como ele pediu, agarrei a minha bolsa junto ao peito.
-Negativo! E perder o único motivo válido que eu tenho de chegar perto dela? Quem é o tapado aqui?
-Ai… faz como quiser, Scorpius, para o seu bem, eu nem vou ficar para assistir - ele se levantou e saiu sem olhar para trás, provavelmente indo de volta para a sala comunal.
Eu não tinha mais motivos para ficar ali em pé parado, em passos pequenos, mas determinados, eu fui me aproximando da mesa mais distante do salão, apenas para vê-la se levantar e sair quando eu passava pela mesa da Corvinal. Mantive os olhos grudados nela e aumentei a velocidade. Alcancei-a já fora do salão, no meio de um corredor onde estávamos praticamente sozinhos.
-Rose, espera! - chamei a atenção dela que pareceu não escutar, visto que ela continuou andando - Rose!
-Para de vir atrás de mim, Scorpius! - ela não se virou na minha direção, apenas manteve o passo em que estava, mas se tinha algo que poderia me deixar mais animado seria isso: ela não precisou nem olhar para saber que era eu. Um sorriso bobo agora enfeitava o meu rosto.
-Rose, preciso falar com você - eu finalmente cheguei ao seu lado e tentei pará-la colocando a mão em seu ombro. Desde quando eu tinha toda essa coragem? Devia ser o efeito do meu sorriso.
-Não encosta em mim! - ela deu um tapa na minha mão, encerrando o nosso contado, mas parou e se virou para me olhar feio: objetivo alcançado.
-Calma - eu levantei as mãos em sinal de trégua - eu só vim devolver seus livros, você esqueceu na biblioteca
-E por que você não entregou para o Albus me dar? - ela apertou os olhos em minha direção, foi realmente como o Albus disse, ela estava furiosa.
-Porque foi comigo que você esqueceu, oras. - a verdade era que a resposta era o um simples: porque eu queria falar mais uma vez com você, mas eu não diria isso, não faria nenhum bem.
-Da próxima vez, pode deixar onde estavam! - ela reclamou convicta.
-Próxima vez? - levantei a sobrancelha, frente a escolha de palavras dela.
-Cala boca, Malfoy, não vai ter próxima vez de nada! - ela rebateu instantâneamente.
-Foi você que falou…
-Me dá logo esses livros, não quero ficar aqui vendo a sua cara - ela esticou o braço na direção da minha bolsa.
-Posso saber…
-Não, você não pode saber nada! Aquilo na biblioteca foi uma besteira sem tamanho e agora eu quero você longe de mim - ela não me dava nem tempo para falar.
-Então por que você está tão brava? - não consegui conter um sorrisinho no canto da boca, o que aparentemente a enfureceu mais.
-Não estou - ela saiu andando sem nem mais uma palavra, e dessa vez eu achei mais sábio deixá-la ir, eu tinha conseguido várias reações satisfatórias nessa pequena conversa.
Voltei para a sala da Sonserina satisfeito em saber que eu tinha sim, causado reação na Rose, mesmo que fosse do tipo que a levava a brigar comigo.
Faltavam menos de dois meses para o término do ano letivo e entre estudar para as provas e tentar conseguir a atenção da Rose, o tempo passou voando. Mal nos falamos até o dia da nossa volta para casa. Sempre que eu chegava em algum lugar, ela saia, e parou inteiramente de aceitar os convites que o Albus fazia para se juntar a nós, quando os mesmo vinham de mim então, ela nem se dignava a confirmar que escutou. Eu achava no mínimo interessante que ela tenha passado a me ignorar tão completamente. Claro que o Albus me dizia que era apenas mais uma distorção da minha mente maluca, mas eu sabia que tinha que haver algum motivo para isso, e não era apenas o fato de termos nos beijado. Se não fosse nada além disso, ela não precisaria continuar tão determinada a sair do meu caminho, por mais que eu fizesse questão de estar o mais presente possível no dela.
Eu já tinha arrumado tudo no meu malão e estava decidido a não ir embora sem conseguir falar com ela de verdade, nem que eu tivesse que caçá-la no trem. Porém não foi necessário, eu a encontrei virando o corredor quando fui procurá-la na biblioteca. Assim que colocou os olhos em mim, ela fechou a cara e apertou o passo para passar o mais rápido possível pelo meu lado, mas dessa vez eu não seria tão passível ao ponto de permitir que ela fosse sem que eu fizesse nada, era a minha última chance de não perder o progresso todo desse ano.
-Você está me evitando? - perguntei em tom de ironia, no exato momento em que ela passava ao meu lado, para minha surpresa ela respondeu, ela não conseguia ignorar um desafio.
-Não, só prefiro lugares onde você não está - ela continuou andando, mas eu a acompanhei.
-Eu só perguntei isso, porque você sabe, né? Pode dar a impressão errada…
-Do que você está falando? - ela parou abruptamente e me encarou exigindo uma explicação.
-A gente não evita pessoas que não significam nada… - falei como quem não quer nada, mas de maneira que ela entendesse direitinho.
-Eu se fosse você, dava uma passada na enfermaria antes do trem sair, está claramente tendo alucinações, você e eu - ela aponto de mim para ela - não significa nada.
-Se não significa nada, então você não vai se importar de me dar outro beijo, certo? - me surpreendi com a minha própria reação, mas o que eu tinha a perder?
-O que? Você é louco? - ela arregalou os olhos.
-Sou muito lógico, pensa comigo: você disse que eu e você não tem importância, então qual o problema? Se não por mais nada, pelo menos você prova sua opinião.
-Se eu te der outro beijo, você vai parar de me perseguir? - ela apoiou as mãos na cintura me olhando desconfiada.
-Eu não te persigo! - protestei.
-Aham… - ela revirou os olhos - só quero que você me deixe em paz.
-Não posso prometer isso.
-E por que não?
-Porque eu gosto de você - declarei sem rodeios.
Ela ficou alguns segundos me encarando em silêncio antes de balançar a cabeça e continuar.
-Você deve ter sofrido alguma maldição que te faz entender tudo ao contrário, não é possível.
-É só um beijo, Rose, nada demais, não é? Já estamos indo embora, você pode ficar seus três meses de férias satisfeita sem me ver - eu estava buscando qualquer argumento possível para ajudar a minha causa.
-Olhando por esse lado, até que tenho o que comemorar… - ela pareceu ponderar o assunto o que me deu mais ânimo para continuar.
-Além do mais, você falou que eu tinha talento - escolhi abordar a situação de uma maneira que eu tinha quase certeza que seria eficiente - quero saber se você também tem.
-Tenho talento em tudo! - recebi um olhar torto - E você já me beijou, devia saber.
-Não consegui avaliar direito. Um beijo Rose…
-Estamos no meio do corredor e eu nã...
Usei o momento de distração dela para abrir a porta da sala que estava ao nosso lado, encontrando o lugar vazio, eu a peguei pela mão trazendo-a para dentro e encostando a porta. Deve ter sido a surpresa que a fez tão fácil de conduzir, mas eu não reclamaria da sorte.
-Aqui está melhor? - desafiei, com um sorriso enviesado no rosto, a mão dela ainda na minha.
Ela revirou os olhos e bufou exasperada.
-Um beijo, Scorpius.
Eu não precisei de mais nenhum incentivo, larguei os dedos dela para enlaçar a sua cintura, de modo a colar o seu corpo no meu. A proximidade a sobressaltou, mas ela não falou nada, pois no segundo seguinte, minha outra mão estava em seu rosto trazendo-o em direção ao meu. Tinha o gosto exato que eu ainda me lembrava, seus lábios macios se entreabriram me dando mais acesso para aprofundar o beijo. Diferente da outra vez, eu não tinha sido pego de surpresa, então mesmo com o coração martelando nos meus ouvidos, consegui manter o controle das minhas ações, dando vazão ao que a minha vontade queria fazer.
Foi com satisfação que eu senti a mão dela se agarrando a minha camisa - como se houvesse a menor possibilidade de eu sair dali - enquanto a outra veio se alojar no meu pescoço, para alguém que nem queria me beijar, ela parecia estar gostando bastante. A sensação do corpo dela no meu era eletrizante, deslizei os dedos da cintura dela até chegar à sua coxa que permanecia encoberta pelo tecido grosso da saia. Ela mordeu o meu lábio, contendo um gemido quando apertei o local. Incentivado pela falta de reação negativa dela, continuei explorando a sua boca enquanto a guiava pelo curto caminho da sala até fazê-la se encostar em uma das mesas.
Eu sabia muito bem, que uma hora ela ia acabar com o nosso momento, então eu aproveitaria ao máximo. Tendo do meu lado a sorte por ela ser bem menor do que eu, não foi difícil impulsioná-la de modo a sentá-la na mesa a minha frente. O movimento brusco separou as nossas bocas e, por um segundo, eu achei que ela ia me empurrar para longe, mas a mão que veio em minha direção não falava de distância, os dedos que se enroscaram na gola da minha camisa pensavam apenas em me trazer para perto. Acatei de bom grado e me posicionei no espaço que as pernas afastadas dela proporcionaram. Meu cérebro parou de registrar todo o absurdo daquela cena, eu até imaginei que conseguiria um beijo, mas a realidade estava muito superior. Voltei a beijá-la, dessa vez me ocupando com a pele sensível do seu pescoço, ela apertou os meus ombros quando eu a arranhei de leve com os dentes, não dava pra dizer que eu sabia muito bem o que estava fazendo, mas parecia estar funcionando, além de eu estar gostando demais.
-Era só um beijo, Scorpius - ela murmurou com a voz trêmula, muito diferente do tom autoritário com o qual sempre se dirigia a mim.
-Uhum - concordei tentando recuperar o fôlego - mas eu ainda não consegui avaliar direito. - Comecei a traçar o caminho de volta para a boca dela, porém ela foi mais rápida.
-Mas é um lerdo mesmo! - ela colocou a mão sob o meu queixo puxando a minha boca para a dela.
Ela se ocupou em afundar os dedos pelo meu cabelo e eu, que tinha as mãos apoiadas na mesa por trás dela, tratei de achar uma atividade mais agradável e levei-as até as pernas dela, correndo as minhas palmas pelas suas coxas. A saia do uniforme que ela usava, estava erguida mais do que o normal em virtude da posição que se encontrava, então não foi difícil trocar a textura do tecido pelo toque da pele macia, onde meus dedos a acariciaram. Senti os joelhos dela pressionando o meu quadril, os dedo se infiltrando pela fenda da minha camisa, me causando um arrepio ao entrar em contato com o meu peito.
Eu nunca negaria que aquele momento era uma das minhas idealizações de céu. Eu e a Rose juntos, ela respirando aceleradamente com as sensações das nossas bocas unidas. Era muito mais do que eu tinha esperado conseguir naquele dia. Ao invés de me mandar embora, gritar, levantar e sair correndo, eu sentia o corpo dela se moldando ao meu. Foi aí que me veio a cabeça, num lampejo de lucidez em meio ao caos de tudo o que eu sentia, que ela estava gostando e muito de tudo aquilo, mas ainda não era a Rose que eu queria. A Rose que eu desejava de verdade, era a que iria suspirar por um beijo, não simplesmente por ser um beijo, mas por ser o meu. A verdade era, que para conseguir chegar lá, eu precisava tratar essa situação de maneira que causasse o melhor impacto, não seria fácil levar a Rose a admitir qualquer coisa que fosse, e com ela, tudo dado de maneira muito fácil, seria com certeza desconsiderado.
Foi por essas razões que eu juntei todo o meu autocontrole e, antes que perdesse a coragem, me desvencilhei dela e dei um passo para trás. Ela me olhou sem entender nada, os olhos ainda parcialmente fechados e o rosto afogueado que me dava vontade de voltar correndo para o lugar de onde eu tinha acabado de sair.
-Boas férias, Rose - tentei manter a voz o mais estável possível, quando na verdade tudo em mim parecia prestes a desmoronar - quando voltar, me avisa se você precisa de mais alguma amostra para avaliação, tá? - sorri e comecei a me afastar.
-Scorpius… - sua voz era um fiapo, agora ela me encarava de olhos arregalados, mais adorável do que nunca.
-Tchau - acenei e saí o mais rápido possível, eu não queria estar perto no momento em que ela se tocasse do que eu tinha acabado de fazer, pois aí ela teria que brigar comigo, teimosa do jeito que era, ela não se permitiria agir de outra maneira. Estando sozinha, ela poderia ponderar todos os pensamentos que estivessem passando na sua cabeça, e os três meses de férias ajudariam a cimentar qualquer resolução que ela tirasse desse acontecimento.
Pouco tempo depois, eu estava no trem de volta para casa, sentado ao lado do meu melhor amigo, enquanto eu olhava distraidamente pela janela. Tinham milhões de coisas passando pela minha cabeça, principalmente a ansiedade para saber se a minha aposta surtiria algum resultado quando as aulas voltassem, e o fato de que eu tinha mais do que apenas beijado Rose Weasley.
-Scorpius! - o grito do Albus acabou me tirando do meu estado contemplativo.
-Oi, precisa ser tão barulhento? Não tem nem dois metros de distância entre nós - reclamei, mas na verdade eu estava satisfeito de ter sido interrompido nas minhas lembranças.
-Você que está surdo, estou te chamando há dez anos! O que tem nessa cabeça oca?
-Nada.
-Nada? Você nunca cala a boca por mais de cinco segundos, já estamos viajando há mais de uma hora e continua um tûmulo nessa cabine.
-Nem passou uma hora - rebati.
-Anda, desembucha! - pela primeira vez na vida, eu não estava muito certo se queria falar sobre o que aconteceu com o Albus, eu nem tinha me acostumado com a ideia ainda, mas ele não me deixaria mudar de atitude de repente - se aconteceu alguma coisa pra te deixar assim, você tem que me contar! É assim que funciona.
-Eu beijei a Rose.
-De novo? - ele não se deu ao trabalho de esconder o espanto.
-Não - revirei os olhos destilando ironia - to te contando a mesma história de novo.
-Respeita a minha surpresa, seu grosso - ele jogou a embalagem vazia de um dos nossos lanches em mim, mas eu me desviei facilmente - como você ainda está vivo? Ou melhor, como você conseguiu isso?
-Eu pedi - dei de ombros.
-Simples assim? E ela disse sim? - eu balancei a cabeça afirmativamente - a Rose já não é mais a mesma - ele debochou.
-Seu amigo aqui que é um ótimo estrategista, isso sim - completei assumindo um ar de convencimento.
-E o que o estrategista vai fazer agora? Viver de pedir beijos? Deprimente, cara.
-Claro que não, se tudo der certo, ela vai me dar os beijos sem precisar pedir.
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Esse Scorpius não é a coisa mais fofa? Ele tem toda a determinação e perseverança do mundo. Adoro como ele acredita nas estratégias dele, mesmo quando o Albus fala que provavelmente não vai dar em nada.
Claro que a Rose não ia ser fácil, mas quem aí achou que ela gsotou mais do que queria gostar do beijo de despedida deles?
Não esqueçam de me dizer o que vcs acharam, amo ler os comentários de vocês.
Espero todos no próximo capítulo.
Bjus
