Tempos de Mudança - Capítulo 6
Recados:
- Olá. Mais um capítulo para alegria de todos, e felicidade geral da nação.
- A fic está bem adiantada, mas devido a problemas, não estou tendo como escrever. Garanto seguir postando um capítulo por semana até o capítulo 9 ou 10. Depois disso, pode demorar um pouco mais.
Agradecimentos:
- Virgo Nyah - Postei o Capítulo 4 na Segunda-Feira de Carnaval. Eu sei que é difícil alguém estar na net nesse período XD. Só posso dizer que você está seguindo uma linha de pensamento interessante a respeito do Shun. Então... Sobre os cavaleiros de ouro, eu estou tentando achar um par para todos, mas por enquanto não consegui. Mas qualquer coisa, essa não é a única fic que eu pretendo escrever.
Boa leitura a todos.
Vila de Rodorio
- Sophia!
A velha senhora que varria a casa em frente à pousada largou a vassoura e foi em direção à jovem que saía do carro e pegava sua mala. Ao ouvir o nome, Seika foi em direção a ela, abraçando-a com força.
- Dona Cassandra... Que saudades...
- Sophia... Você voltou.
Desfez o abraço olhando para a jovem. Foi a velha Cassandra que cuidou de Seika quando ela chegou ferida, e foi na casa dela que ela viveu todos os anos que passou sem memória. Foi só o nome ser ouvido que outras pessoas começaram a aparecer para cumprimentar a recém-chegada que tanto conheciam. Seiya observava de longe com um sorriso a cena. Em um dado momento, ela o chamou, e ele ficou ao lado da irmã.
- Dona Cassandra, eu quero lhe apresentar meu irmão. Era ele quem eu procurava quando sofri aquele acidente. Seiya, essa é a Dona Cassandra. Foi ela que cuidou de mim durante os seis anos que eu passei aqui.
- Prazer em conhecê-la. Eu sou Seiya, cavaleiro de Pégaso.
- O prazer é meu, meu jovem. Sua irmã me contou tudo antes de voltar para o Japão. Sobre sua vinda para a Grécia atrás de você, e como você ficou entre a vida e a morte depois da vitória sobre Hades. Graças a Zeus e Atena que vocês estão juntos.
- Sim, é verdade.
Continuaram a conversar, apresentando os outros cavaleiros do bronze. Shaka era conhecido por todos, e muito respeitado por ser um cavaleiro de ouro.
- Você vai ficar na pousada? Não mesmo. Seu quarto ainda está lá, do mesmo jeito de quando você foi embora. Você vai ficar comigo.
Disse Dona Cassandra para Seika.
- Você se importa Seiya?
- Claro que não, fique à vontade. Eu venho avisar quando for a hora de irmos para a reunião.
- Está bem.
Então depois de levar as malas da sua irmã para a casa quase em frente, Seiya e os outros pegaram as chaves dos seus quartos e foram descansar da longa viagem. Shaka voltou ao Santuário.
Santuário
- O que? Não, repete. Repete que eu acho que não ouvi direito
Um Kanon com cara de quem não acreditava no que ouvia prestava atenção no depoimento de Shura sobre o ocorrido mais cedo
- Isso mesmo que você ouviu. O Miro gritou feito uma menininha quando a Shina levou a serpente de estimação dela até o quarto dele
- Ahhhhhh, eu não acredito que isso aconteceu enquanto eu estava fora. A Shina me paga por não ter esperado.
Pouco atrás, Saga e Kamus riam de maneira discreta, tanto da história quanto da reação de Kanon.
- Mas é bem feito pra ele. Adora tirar sarro dos outros, mas agora que virou pro lado dele, ele deve ficar quietinho a reunião toda.
Saga falou, para em seguida seu irmão retrucar, parando de rir.
- Que reunião?
- Esqueceu? 20h, Salão do Grande Mestre...
- Ah, sim. Tinha me esquecido mesmo...
- Você só não perde a cabeça porque ela está presa no seu pescoço.
- Sorte minha que eu tenho você pra lembrar. Aliás, me lembre de cumprimentar a Shina mais tarde.
Os quatro então continuaram conversando até irem se separando pelas suas casas. Logo a noite caiu. Os cavaleiros de bronze, já recuperados, partiram para o Santuário com Seika e Shunrei. As duas admiravam a beleza do local e das construções antigas. Seika já estivera lá, mas havia conhecido apenas uma pequena parte do complexo. Já para Shunrei era a primeira vez no local. Ao chegarem à frente das Doze Casas, pararam para que as duas pudessem observar melhor.
- É lindo. Não acha Shiriyu?
Perguntou a jovem Chinesa.
- Sim, e é ainda mais agora que estamos em um momento de paz.
- Bem-vindos.
Uma voz surgiu da casa depois do primeiro lance de escadas. Era Mu, que veio receber os recém chegados. Cumprimentaram-se de modo caloroso. Shunrei já o conhecia do incidente com o cavaleiro de Câncer nos Cinco Picos. Não demorou para começarem a subir as escadas.
- Todos estão em suas casas?
Perguntou Seiya.
- Não sei. Acho que a maioria já subiu, mas pode ser que encontremos algum atrasado.
Dito e feito. Em Gêmeos encontraram Kanon, que reclamava de Saga, que não havia o esperado. Depois dos cumprimentos, juntou-se ao pequeno grupo. Em Câncer, Shunrei sentiu-se mal e passou o caminho todo grudada ao corpo do Dragão. Lembrava-se da crueldade do morador da casa quando o conheceu nos Cinco Picos, e tinha medo de reencontrá-lo, mas ele já não se encontrava lá. Subiram o caminho sem encontrar mais ninguém até Libra, onde Dohko ficou para esperá-los.
- Mestre!
Os dois chineses disseram quase ao mesmo tempo, e foram em direção ao cavaleiro, e o cumprimentaram de forma mais efusiva.
- Que bom rever vocês dois. Como estão?
- Estamos bem, mestre.
A jovem disse.
- Mesmo? Quero que me contem mais no caminho.
Então se juntou a eles. Todas as outras casas estavam vazias até chegarem ao Salão do Grande Mestre. A chegada da pequena comitiva chamou a atenção dos que estavam lá. Aldebaran e Kamus se aproximaram para cumprimentá-los. O Francês, mais especificamente o cavaleiro de Cisne. Kanon foi até Saga, e discutiu com ele brevemente por tê-lo deixado sozinho em Gêmeos. Em seguida, Seiya e Shiriyu apresentaram às duas jovens quem não conheciam ainda. Aioria, Aioros, Saga e Shura se aproximaram para cumprimentarem as duas. Já Miro, Afrodite e Giancarlo preferiam um cumprimento mais discreto. Shunrei, ao ver o rosto do cavaleiro de Câncer, perdeu a cor quase que instantaneamente, e novamente abraçou Shiriyu.
- Ele... Ele está aqui.
- Sim, ele está. Mas não se preocupe, ele não vai fazer nada com você. Ele não é mais aquela pessoa cruel que você conheceu.
- Fala isso porque você não é um dos aprendizes dele.
Shura falou se aproximando dos dois novamente.
- Mas você tem razão, ele não quer aparentar, mas está diferente.
- Falando em diferente... O que aconteceu com o Miro?
Shun perguntou sem um alvo definido.
- Ele seria o primeiro a vir pra nos... O que foi?
Parou de falar quando viu que Shura, Aioria e Kanon começaram a rir, fazendo muito esforço para não caírem na gargalhada.
- O que aconteceu foi que ele provou um pouco do seu próprio veneno. Só que não foi de escorpião, foi de serpente.
Aioria disse, mas ainda continuou deixando os recém-chegados sem entender o que havia se passado. Então ele começou a contar tudo o que se havia acontecido mais cedo, com Giancarlo e Afrodite se aproximando para ouvirem tudo de novo. Shun ficou boquiaberto, Hyoga e Ikki riam alto, e os outros também riam, mas de forma mais discreta. Mesmo de longe, Miro podia ouvir as risadas, e sabia que eram por causa dele, fechou ainda mais a cara. Estava de braços cruzados, parcialmente escondido pelos pilares.
- Apesar de não gostar de saber que alguém passou pela Casa de Virgem sem minha autorização, acho que serviu para ele se lembrar das suas responsabilidades. É inadmissível que um cavaleiro de ouro não perceba alguém entrando em seu quarto.
Shaka disse depois que as risadas diminuíram.
- Que milagre, o Shaka concordou com alguém fazendo algo errado.
Afrodite riu, chegando mais perto dele
- Eu posso viver com isso, se for por algo maior.
- Falando nisso... Onde está a Shina?
Perguntou Seiya, olhando em volta.
- Você só pode estar brincando, não é Seiya? Acha mesmo que ela vai aparecer aqui?
Foi Hyoga acabar de falar que a porta abriu-se novamente, chamando a atenção de todos para as duas recém-chegadas. Shina e Marin ficaram paradas, assustadas com tantos olhos na direção delas. A ruiva foi a primeira a entrar, e Seiya foi correndo na direção dela, abraçando com força sua mestra. Shina entrou aos poucos. Sabia o porquê de olharem para ela daquela forma, mas estava se sentindo incomodada.
- Shina!
Kanon se aproximou, e sem aviso deu um abraço dela. A Italiana não esboçou reação. O outro nunca tinha dirigido a ela mais que um bom dia, e agora estava lá a abraçando.
- Fiquei sabendo da sua proeza. Quero lhe parabenizar, bem que o Miro estava merecendo. Alguns cientistas falam que sua constelação deveria ser considerada um signo. Se o assunto entrar em pauta, juro que apoio sua promoção a amazona de ouro.
- O... Obrigada...
Ela falou delicadamente desfazendo o abraço. Aquela situação começava a ficar ridícula. Cumprimentou aos outros, e aos poucos eles foram se dividindo em rodinhas novamente. Shina teve que explicar mais umas duas vezes como e porque fez aquilo até que todos sentiram o cosmo da deusa se aproximando. Ela apareceu junto de Shion. Ao ver que todos estavam lá, inclusive os cavaleiros de bronze, abriu um largo sorriso, que foi devolvido por eles.
- Boa noite. Fico feliz em ver todos vocês, apesar de alguns ainda não terem confirmado presença na festa que é o tema dessa reunião.
Saori respirou profundamente antes de continuar.
- Creio que alguns de vocês já saibam do que se trata. Essa festa é oferecida pelos Solo já há alguns anos, e há muito mais coisas envolvidas nela que uma simples farra. Implicitamente, trata-se de uma reunião de empresários dispostos a criar ou afirmar laços comerciais. Não é diferente com as empresas da Fundação, então seria muito desagradável se alguém relacionado a elas desse algum tipo de vexame...
O tom ficava cada vez mais sério conforme falava. Sabia que nem todos precisavam daquele recado, mas dá-lo a todos deixava mais fácil para ela, e evitava qualquer tipo de discriminação.
-... Além disso, dessa vez não é apenas Julian Solo o anfitrião, mas também Poseidon. O acordo é claro para que ele mantenha a paz, mas eu não quero dar a impressão de que eu não tenho controle sobre meus cavaleiros e deixar que pensamentos subam à cabeça dele.
O recado era claro. Quem fosse, precisava se comportar, e muito bem. Obviamente ninguém queria imaginar que tipo de punição ocorreria caso algo desse errado.
- Bom essa era a primeira parte da reunião. A segunda é relacionada com a primeira. Não quero ofender ninguém, mas é fato que poucos de vocês já tiveram algum contato com esse "mundo" um pouco mais refinado. Acredito que aqueles que já treinaram para missões no passado não precisem, mas para os que nunca tiveram contato, e para quem quiser se lembrar... Bom, amanhã uma professora de etiqueta estará disponível dando aulas de manhã e à tarde, no prédio da Fundação em Rodorio. Os horários das aulas serão 9 e 14 horas. Não vou citar nomes, mas seria MUITO importante que quem precisasse participasse dessas aulas.
Os presentes olharem entre si. Aquele era realmente um pedido incomum, mas válido pela situação. Eles poderiam ser divididos em três grupos: Os que tinham confiança em si, e não achavam as aulas necessárias. Os que se sentiram um pouco ofendidos e humilhados com aquela situação. E os que já pensavam qual turma estaria menos cheia, prontos para aprender o que fosse necessário.
- Há só mais um recado, sobre a programação. Nós partiremos um dia antes da festa, e ficaremos em um hotel em Kavos. Vocês estarão livres para aproveitar a cidade, mas o aviso sobre comportarem-se continua. Voltaremos para Atenas no dia seguinte, à tarde.
Alguns não esconderam o sorriso com a notícia, pois poderiam ter diversão com alguma liberdade na noite anterior.
- É isso. Estão dispensados. Espero ter a colaboração de todos vocês.
Após todos reverenciarem a jovem deusa, os cinco cavaleiros de bronze e as duas acompanhantes foram até ela para um reencontro mais íntimo. Enquanto isso, os cavaleiros de ouro tomaram seu caminho de volta para suas casas.
- Comecei a não gostar... Daqui a pouco ela vai começar a tratar essa festa como mais uma missão...
Disse Giancarlo para todos.
- Não reclama. Quando que um dia você imaginou que teria dois dias de folga?
Shura disparou em seguida, o que fez o Italiano abrir um sorriso e concordar.
-E quanto a essas aulas de etiqueta? Alguém aqui vai encarar?
Aioria perguntou, sem alvo definido.
- Bom, eu não tenho vergonha em falar que preciso se umas aulas desse tipo.
Aldebaran falava tranqüilo, e parece que isso incentivou a outros a se expressarem, pois o próprio Aioria e seu irmão falaram que o acompanhariam. Giancarlo e Miro pensaram o mesmo, mas não falaram.
- O bom de ser o guardião de peixes é esse. Dois pulinhos e estou em casa. Boa noite, queridos. Não vou esperar essa festa para me divertir.
Afrodite disse tomando o caminho dos seus aposentos enquanto os outros passavam pela casa. Sabiam muito bem do que o outro falava. Era dia de festa na Boate dele. Giancarlo interrompeu o passo, o que fez todos os outros estranharem.
- Podem ir, preciso falar uma coisa com o dono da casa.
Todos acharam mais estranho ainda, mas ninguém perguntou o porquê e seguiram seu caminho. O Italiano foi até a porta do quarto dele, batendo nela.
- Quem é?
- Giancarlo.
Depois de anunciar sua presença, o Italiano não demorou a ser atendido. Afrodite já estava sem camisa. Parecia que se aprontava para o banho.
- O que foi?
- Eu só queria reforçar pessoalmente para você o recado de Atena.
O pisciano primeiro arregalou os olhos, e depois fez cara de muito ofendido, mas antes que pudesse retrucar, o outro continuou.
- Eu tenho o direito de fazer isso, afinal eu sei em que estado você é capaz de ficar depois de começar a beber. Eu já te falei que você é um dos poucos com quem me importo por aqui, e não quero a ira divina de Atena, ou a de Shion sobre sua cabeça caso você apronte algo.
O dono da casa ficou mudo. Estava certo que ele exagerava, mas ninguém, muito menos ele tinha, o direito de intervir em sua vida.
- Já deu seu recado?
- Sim, apesar de você não ter feito cara de quem irá cumpri-lo... Você me disse que essa sua boate não é exclusivamente gay, não é?
- Isso. Faz parte do circuito alternativo, e sempre tem vários héteros por lá. Por que?
- Bom você reclamou tanto que nenhum de nós foi lá ainda que eu resolvi ir hoje.
- Como é?
Afrodite não escondeu a surpresa ao ouvir aquelas palavras.
- O que foi, Gian? Agora vai dar uma de babá pra cima de mim?
Era óbvio para o pisciano que o outro estava fazendo aquilo por ele não ter prometido que se comportaria.
- Pense o que quiser. Eu vou descer para minha casa. 23h estarei te esperando para irmos. Até mais.
Então ele foi embora, deixando um Afrodite sem saber o que falar ou pensar.
Continua...
- Bom, espero que tenham gostado.
- A volta de Seika a Rodorio é uma coisa que eu nunca vi em uma fic, então eu achei interessante colocar.
- Quem sabe de Astrologia mais a fundo sabe do que eu estou falando. Como a constelação de Ophiuchus (em português, Serpentário, e não Cobra) cruza a Elíptica zodiacal entre Escorpião e Sagitário, teoricamente também seria um signo. Esse assunto de vez em quando surge na mídia.
- Preparem-se. O próximo capítulo será forte.
- Até semana que vem.
