Tempos de Mudança - Capítulo 20
- Oi, chegamos ao capítulo 20
- Esse capítulo vai ser cheio de emoções. Espero que se divirtam, ou chorem, ou fiquem chocados, não sei.
Boa leitura a todos.
Na manhã seguinte, Saga despertou sozinho, pegando seu relógio e vendo que eram 8 horas da manhã. Levantou-se, e após fazer sua higiene e trocar-se, saiu do seu quarto. Desceu as escadas, indo em direção ao refeitório. Além da área interna, havia algumas mesas ao ar livre, e lá ele encontrou Nikos também fazendo sua primeira refeição no dia.
- Bom dia, Saga. Dormiu bem?
- Bom dia. Sim, muito.
A conversa era sobre amenidades. Cada um contando alguma coisa desses anos separados que fosse digna de nota para o outro. Já estavam no fim quando Nikos viu um jovem na porta que dava da cozinha para o refeitório, parecendo procurar por algo ou alguém. Quando os olhares se cruzaram ele recebeu um acendo tímido. O homem abriu um sorriso mais largo e o chamou para se aproximar, levantando-se. Saga, curioso, virou-se e levantou também. Era um adolescente, com os olhos verdes e revoltos cabelos castanhos.
- "A mesma cor... Será que?..."
O cavaleiro pensou enquanto ele se aproximava.
- Bom dia, senhor Nikos. Como está?
- Bom dia, Ioannis. Eu estou bem, e você? E sua mãe?
- Estamos bem. Eu vim trazer a encomenda do dia. Já está tudo na cozinha.
- Ótimo. Hoje é o dia do pagamento. Por isso estava me procurando?
- Sim.
- Já vou buscar o dinheiro. Antes, deixe-me apresentar alguém. Esse é Saga, um amigo de infância meu e da sua mãe.
O jovem prestou atenção no homem à sua frente depois de ouvir o que o conhecido lhe falara. Saga, até ser apresentado, observou bem o rapaz. Era ele mesmo, o filho de Elena. Ele havia puxado alguns traços da mãe, e sentiu-se mais perturbado do que queria ao vê-lo, sem saber o porque. Rapidamente recompôs-se, e com um sorriso estendeu a mão.
- É um prazer conhecê-lo
O jovem respondeu ao ato imediatamente, também sorrindo.
- Igualmente. Eu acho que o vi em algumas fotos antigas da mamãe. Você é o que tem um irmão gêmeo, não é?
- Isso mesmo.
- Legal. Desculpe-me, mas não posso ficar muito. Senhor Nikos, por favor, vamos acertar o pagamento, eu preciso ir para a escola.
- Tudo bem. Saga, eu já volto, certo?
Com um gesto de cabeça o cavaleiro concordou, e enquanto os dois se dirigiam ao escritório, Saga voltou a sentar. Um misto de emoções tomava conta dele. Ao mesmo tempo em que o arrependimento continuava agora se sentia mais aliviado por saber que ela foi capaz de seguir em frente. Mas, no fundo, ainda tinha alguma esperança de que ela tivesse o esperando, mesmo sem saber que ela não tinha obrigação de fazê-lo. Nikos retornou, sentando-se novamente.
- O que achou dele?
O dono da pousada perguntou.
- Parece ser um ótimo garoto.
- E ele é. É esperto, inteligente. Se tivesse uma oportunidade em uma Escola melhor, sem se preocupar em sustentar a casa, tenho certeza que poderia ser o que quisesse.
O silêncio caiu entre os dois por algum tempo. Nikos voltou a falar.
- Você precisa ajudar a Elena.
- Eu?
- Não quis falar ontem à noite, mas eu estou um pouco preocupado com ela. Ela não se recuperou totalmente da morte do Theo. Você sabe que a saúde dela nunca foi das melhores, mas ela vem se descuidado muito mais do que devia. Quando você apareceu ontem... Foi como se alguém ouvisse minhas preces. Eu falo, mas ela é muito teimosa. Quem sabe ela escute você.
Saga ouviu atentamente. Novamente sentiu-se mal pelo amigo, que tem tantas esperanças nele sem saber da verdade.
- Por que acha que eu posso conseguir algo diferente?
- Quando vocês foram embora, ela me confessou que gostava muito de você. Se o que ela sentia era amor verdadeiro ou não, eu não sei, mas tenho certeza que você mexe com ela, e isso pode ser que a anime novamente.
Elena confessou seus sentimentos ao amigo. Isso Saga não sabia. Agora ele entendia porque Nikos pensava daquela forma.
- Eu vou fazer tudo o que for possível.
- Obrigado. Você vai lá agora?
- Não. Eu vou ao cemitério primeiro. Mas eu preciso do endereço dela.
- OK. Vamos até o meu escritório.
Os dois foram até o local, e lá Nikos entregou um papel com o endereço, aproveitando para dar também seu telefone para ele. Saga agradeceu e se despediu. Podia usar o carro, mas resolveu seguir a pé, sem pressa. O caminho, surpreendentemente, lembrava de cor. Atravessou a cidade, parando em uma loja de flores para comprar um buquê de rosas. Caminhou até praticamente o fim dela, e então pegou uma trilha que subia por um morro até chegar à entrada do cemitério. Lembrava que o túmulo dos pais ficava do lado direito, mas não exatamente onde, passando alguns minutos procurando, até encontrar o local. O túmulo estava castigado pelo tempo, mas ainda podia ler os nomes de Eva e Michalis Venetis neles. Sorriu de forma triste, apoiando em um dos joelhos. Com a mão, limpou a placa que indicava os nomes, colocando as flores sobre o túmulo.
- Olá mãe. Olá pai. Desculpem-me por ficar longe tanto tempo...
Iniciou uma "conversa" com seus pais. Desculpou-se por Kanon não estar junto, e contou para eles sobre o que havia feito nesses 22 anos. Sozinho, pode contar a verdade, abrir-se. Ao final, emocionado, secou uma lágrima antes que ela rolasse.
- Fiz coisas de que vocês não se orgulharam, mas agora estou realmente tentando fazer esse "renascimento" valer a pena.
Após uma última oração, levantou-se e tomou o caminho da saída. Observava os nomes nos túmulos até que, já perto da saída, um nome chamou sua atenção. Theodoros Zagorakis.
- Theo...
Parou e encarou o túmulo por alguns instantes, decidindo fazer uma prece em frente a ele também. Sentia inveja da vida que ele teve ao lado dela, mas também o agradecia por ter cuidado dela esses anos todos. Voltou ao passos sem pressa em direção à saída. Assim que passou pelo portal, pegou o papel com o endereço no bolso da calça. Não era longe dali. Conforme caminhava, os passos ficavam mais lentos. Estava ficando com medo de seguir em frente, de saber como Elena reagiria, se o perdoaria... Dobrou uma esquina, e viu a casa, cercada por um muro baixo. A casa não parecia grande, e ao lado dela havia uma horta. Lembrou-se das palavras de Nikos sobre o fornecimento para as pousadas da cidade. Chegou em frente ao portão, batendo palmas para chamar a atenção de quem estivesse dentro. Nenhuma resposta. Bateu palmas novamente, agora mais fortes, novamente sem resposta. Pensava em sua falta de sorte. Quando finalmente tivera a coragem, não conseguiria vê-la. Esperou mais alguns minutos, então suspirou pesado. Teria que voltar outra hora. Virou-se para ir embora, então percebeu alguém o observando da esquina. Ela carregava uma sacola nas mãos, e usava um vestido tradicional simples. Ela continuava linda, mas a pele do seu rosto estava pálida do susto que havia levado ao vê-lo ali.
- Elena.
Disse, apesar de saber que, pelo tom, a voz não a alcançaria. Viu ela se aproximar devagar, analisar bem se o que via era real ou não.
- Saga?
Tremeu ao ouvir a voz dela. Queria fazer muitas coisas. Sorrir, abraçá-la, beijá-la... Mas seu corpo travou.
- Olá.
Foi tudo o que conseguiu falar. Os dois permaneceram naquele silêncio incômodo por uns instantes, até que ele continuou.
- Como você está?
- Bem. Eu... Eu acho que devíamos entrar.
Ela tinha razão. Não adiantava os dois ficarem ali. Ela abriu o portão e ele foi atrás. O mesmo aconteceu com a porta da casa. Na sala, Saga observou a decoração simples, feita principalmente de fotos.
- Você quer beber algo?
Elena perguntou
- Não, obrigado.
Saga respondeu, e o silêncio retomou. Nenhum dos dois parecia saber o que dizer. Saga agora podia ver melhor a feição da mulher. Ela parecia abatida, além de estar mais magra que o normal.
- Por que está aqui?
A pergunta dela foi direta. Não conseguiu distinguir uma emoção no rosto dela.
- Eu... Precisava te ver.
- Depois de 16 anos?
O rosto não demonstrava, mas a voz mostrava o que ela sentia. Raiva.
- Você só teve a necessidade de vir me ver depois de 16 anos? Não pensou como eu fiquei? Aqui, sozinha, imaginando o que teria acontecido com você. Cheguei a pensar que fosse minha culpa. Que tinha sido eu a fazer algo de errado.
Ela finalmente havia saído da catarse, expondo todos os sentimentos acumulados por anos.
- Não. Não foi culpa sua. Você não tem ideia de quantas vezes eu pensei em você nesses anos.
- Não consigo acreditar nas suas palavras. Não consigo acreditar que fui tão tola em confiar em você 16 anos atrás. Agora eu entendo o porque de tanto mistério. Era muito mais fácil sumir quando fosse preciso.
Doeu ouvir aquilo. Era uma dor pior que a morte. Mas sabia que ela tinha o direito de pensar daquela forma.
- O que aconteceu foi minha culpa, admito. Mas nunca foi minha intenção te deixar. Foi... Mais forte que eu.
- Vai se dar ao trabalho de se explicar, ou vai deixar isso em segredo também?
- É tão surreal, que não sei se você vai acreditar.
- Tente.
Saga respirou pesadamente, se preparando para começar a contar o que havia ensaiado por muito tempo. Queria que ela soubesse o que ele era na verdade, mas não podia contar os fatos como eles ocorreram.
- Depois do nosso último encontro, já estava tudo programado. Até que aconteceu um "incidente" no meu serviço. Eu não soube entender na época, mas quando dei por mim, um colega com quem estava discutindo estava no chão, com sangue espalhado, e eu com uma faca nas mãos.
Uma expressão de horror surgiu no rosto dela.
- Você...
- Ele não morreu, mas eu fui preso. Só depois descobriram o que havia comigo. Fui diagnosticado com Transtorno dissociativo de personalidade. Foram anos de terapia até eu conseguir retomar minha vida completamente. Tive ajuda de muitas pessoas. Pessoas de quem eu não merecia a confiança que me deram. Depois que tudo se normalizou eu demorei três anos para conseguir criar coragem para vir aqui. Eu não tinha coragem de te encarar depois do que eu fiz.
Ela ouviu tudo atentamente, mas Saga percebia a descrença em sua feição.
- Tem razão. É muito difícil acreditar nessa história.
- Não peço pra que acredite. Eu também não vim atrás de perdão, sei que não tenho o direto de pedir. Apenas... Queria ver você novamente, saber como estava...
Ele abriu um sorriso pela primeira vez desde que a viu.
- Você foi meu porto seguro durante esses anos todos. Lembrar de você todas as noites era o que me dava forças. Não queria decepcioná-la mais do que já tinha.
Ela desviou o olhar e fechou os olhos. Não queria demonstrar como aquilo havia mexido com ela. O sorriso dele continuava igual ao das lembranças que ela tinha. Era um sorriso "triste" que a fazia querer o confortar sempre que estavam juntos. Elena deu um suspiro pesado antes de encará-lo novamente.
- Espero que não pense que eu tenha o esperado todos esses anos.
- Claro que não. Você fez o que eu sempre pensei que havia feito. Você casou com o Theo.
- Como você...
- Nikos.
Ele a cortou antes que terminasse a pergunta.
- Eu estou na Pousada desde ontem à noite. Não imagina a surpresa que tive ao vê-lo lá.
Ela balançou a cabeça de forma negativa, fazendo uma expressão de incômodo.
- Aposto que ele exagerou em tudo o que falou sobre mim. Já disse pra ele que eu estou ótima. Espero que ele acredite em mim, pelo menos uma vez.
- Ele só me disse que está preocupado com você, e com o seu filho. Eu conheci o Ioannis hoje cedo na Pousada.
Saga percebeu o desconforto dela ao ouvir aquilo. Ela caminhou até uma peça, sobre a qual haviam algumas fotos emolduradas. Pegou uma delas. Era ela e o marido, mais um bebê no colo dele.
- Eu tenho orgulho dele. Dias depois da morte do pai ele já estava trabalhando para nos sustentar. Eu já disse a ele que não precisava se esforçar tanto, mas ele disse que era a obrigação dele.
Saga se aproximou, vendo melhor a foto que ela tinha em mãos, e depois observando as outras. Parou em uma que parecia ser do dia do casamento dela. Havia uma data nela. 1º de Novembro.
- Você se casou duas semanas depois do nosso último encontro. 10 dias depois da data que havíamos combinado para irmos embora juntos...
Não havia maldade no comentário.
- Eu estava magoada, decepcionada, furiosa... Depois que eu percebi que você não viria mais, eu decidi te esquecer completamente. O Theo era apaixonado por mim. Quando eu falei que queria me casar, ele arrumou tudo em poucos dias.
- Eu sinto muito pelo que aconteceu com ele.
Os dois voltaram ao silêncio. Elena retornou a foto à peça que pertencia.
- Por que você voltou?
Ela perguntou, sem encará-lo
- Eu precisava ver você novamente.
- Só isso?
Ela esperava uma resposta, então sentiu Saga a abraçando por trás, e o rosto dele afundar na curva do seu pescoço. Saga sentia muitas saudades daquela sensação. Aquele abraço era a resposta dele à pergunta que ela havia feito.
- Já falei antes que não tenho direito de pedir que me perdoe, mas quero que saiba que eu sinto muito por deixar você esperando. Eu ainda te amo muito, Elena...
Elena fechou os olhos. Sempre se sentiu protegida nos braços dele, mas a mágoa em seu coração era muito grande. Delicadamente ela colocou suas mãos sobre os braços do homem.
- Tem ideia de como eu me senti ao perceber que você não viria? Todos os cenários possíveis passaram pela minha cabeça.
- Nunca vou me perdoar por isso.
- Eu senti como se minha alma tivesse sido ferida. Uma ferida que parece não cicatrizar.
Devagar, ela começou a desfazer o abraço. Saga ainda tentou aproveitar um último instante do contato, mas afastou-se sem resistência. Ela então se virou para encará-lo.
- Sempre que me vem à mente os momentos maravilhosos que tivemos, a sombra do abandono aparece. E depois, ver o Theo morrer aos poucos na minha frente... Eu sinto que não posso passar por isso novamente. Ligar-me a alguém e depois a ver desaparecer... Eu morreria se passasse por isso novamente.
- Eu não vou permitir que isso aconteça.
- Saga... Eu... Não sei se conseguirei perdoar você um dia. Por favor, vá embora...
Doía para ela falar aquilo. Em seu mais profundo interior, ela queria conseguir esquecer aquela sensação de abandono, mas não conseguia. Precisava afastar Saga de sua vida antes que se arrependesse. Algo dentro de si sempre a martelara dizendo que ele faria aquilo novamente.
- Tem certeza que é isso que quer?
- Sim.
Saga estava destruído por dentro. Sabia que tinha que estar preparado para não ser perdoado, mas encarar era bem mais difícil.
- Está bem. Fiquei muito feliz em vê-la novamente Elena. Desejo o melhor para você e o Ioannis. Até mais.
Não iria implorar, se humilhar pelo amor dela. Prometeu a si mesmo que respeitaria a decisão, não importasse qual fosse. Deu meia volta e saiu do local. Os passos eram automáticos, mas sua mente estava ocupada com outras coisas. Havia perdido o amor dela, e agora seria obrigado a conviver com aquilo. Tomar forças para superar, e seguir em frente. Quando deu por si, estava na rua à beira do oceano. Resolveu tirar o calçado que vestia e caminhar pela areia branca do local. O azul turquesa do mar daquela região era impressionante. Aquela praia se chamava Kanoni. Nunca poderia se esquecer, afinal o irmão vivia o provocando dizendo que havia recebido aquele nome em homenagem à beleza do local. Isso significava que ele era o mais bonito dos dois. Claro, era apenas uma piada, mas lembrava-se de como ficava irritado ao ouvir aquilo. As ondas quebravam e molhavam seus pés. Perguntava-se se um dia esqueceria Elena. Mas de uma coisa ele tinha certeza, sentia-se mais leve por finalmente ter tido a coragem de ir até lá. Era hora do almoço, mas não tinha fome. Ao chegar à Rua da Pousada, vestiu o calçado novamente, seguindo até a entrada. Nikos estava na recepção.
- Ah, olá... Saga?
Ele passou por ele direto, sem cumprimentá-lo, e seguiu para as escadas, em direção ao seu quarto. O dono da pousada foi atrás. A porta do quarto dele estava aberta, e de lá ele viu Saga arrumando suas coisas.
- Saga, o que aconteceu?
- Eu vou embora. Não há mais nada para eu fazer aqui.
- Como assim? Você foi ver a Elena?
- Sim, e ela foi bem clara ao falar que era melhor nos afastarmos.
- Não acredito que ela falou isso.
- Falou, e já que ela quer assim, eu vou respeitar a decisão dela.
Já havia colocado todas as peças na mochila, e foi até a mesa, pegando um bloco de papel e uma caneta, começando a escrever algo.
- Por favor, Saga. Eu peço que insista um pouco mais. A Elena gosta de você, eu não sei porque ela falou isso.
A insistência do amigo começava a incomodar
- Eu sei que ela gosta de mim, mas ela não me quer por perto.
Ele arrancou o pedaço de papel escrito, e em seguida a mochila. Foi até a porta e entregou o papel para Nikos.
- Esse é o meu telefone, e o endereço de onde me achar em Atenas. Se eu sair agora, chego ainda hoje. Foi bom te ver, Nikos. Até mais.
Pretendia encerrar sua estadia, mas Nikos não permitiu que ele saísse.
- Nikos, por favor...
- Não, Saga. Você não estava aqui pra ver, mas eu sim. Eu estou vendo a Elena definhar aos poucos. Ioannis me contou que ela tem sofrido desmaios. Ela diz para nós não nos preocuparmos, mas tenho certeza que há algo de errado.
Aquela nova informação o assustou, mas não iria mais intervir.
- Já disse que ela não me quer por perto, então não vou insistir. Nesse momento, minha opinião não vai valer nada também.
- Droga, Saga. Vai desistir fácil assim da mulher que ama?
Saga fechou os olhos, respirando pesadamente algumas vezes para manter a calma.
- É uma luta perdida.
- Você é tão teimoso quanto ela. O gênio dela é ruim como a saúde. Você se lembra como ela ficava doente? Mesmo a gravidez do Ioannis. Ela não conseguiu mantê-la até o tempo que seria ideal.
Aquele comentário havia intrigado muito o cavaleiro. Como ele sabia de informação tão... Pessoal.
- Como assim?
Percebeu a feição dele mudando para raiva contida. Parecia algo sobre o qual que ele não gosta de falar.
- Houve muita fofoca na época, foi horrível. Ioannis nasceu prematuro, menos de 8 meses depois do casamento. Só quando o médico veio e confirmou que ele nasceu antes do previsto é que as coisas... Saga?
Ele não prestava mais atenção no amigo. Parecia em estado de choque. Com uma expressão indecifrável ele parecia contar algo com os dedos da mão direita. Quando ele parou, arregalou ainda mais os olhos.
- Não...
Usando a força, ele abriu passagem, derrubando o amigo no chão e saindo em disparada do local, deixando a mochila.
- Saga?! SAGA?!
Nikos gritou pelo amigo, mas ele já havia saído.
- O que diabos deu nele?
O geminiano corria em disparada pela cidade. Se pudesse usar seu cosmo, certamente usaria. Agora precisava resolver aquela dúvida o mais rápido possível.
Continua...
- É isso. Espero que tenham gostado
- Sim, existe uma praia chamada Kanoni, numa vila chamada Lakka. As localidades da fic são reais.
- Dúvidas, reclamações, pitis ou similares, postem um comentário ou mandem mensagem privada. E sim, vou deixar vocês na angústia por mais um capítulo pra saber como acaba *Risada do Saga*. Essa fic está virando novela.
Até a próxima.
