Capítulo 1
- Pedido!
Eu ouvi o cozinheiro, e também meu chefe, gritar e fui pegar o prato que ele colocara no balcão.
- Este é o último, prometo! Depois você pode ir. – ele disse quando cheguei.
- Tem certeza? Posso ficar até mais tarde se precisar. – eu respondi. Eram quase quatro horas da tarde e eu ainda estava trabalhando no restaurante. Xis é um homem muito simpático que me deixou trabalhar só meio período. Sua careca e seus longos bigodes retratavam sua personalidade perfeitamente.
- Tenho certeza, Kiara, já passou do seu horário, pode ir. – ele repetiu e eu fui entregar o último pedido para ir embora.
Depois que deixei o prato de cozido de carne na mesa do cliente, fui até o banheiro dos funcionários, troquei de roupa e prendi meu cabelo em minhas duas marias-chiquinhas características e as coloquei a cada lado do meu pescoço. Peguei minha bolsa, saí do banheiro, me despedi de todos e saí pela porta da frente.
- Mas que demora! – Finn reclamou ao me ver. Ele me esperava sair do trabalho todos os dias para treinarmos. Finn é um rapaz da minha idade, tem cabelos castanho-claros espetados para todos os lados. É impaciente e um pouco revoltado, mas não posso culpá-lo. Como eu, ele também passou por dificuldades durante a vida.
- Desculpa, tinha muitos clientes hoje.
- Tudo bem. Então vamos? – Finn ajeitou suas flechas nos ombros e pegou seu arco que estava apoiado na parede. Eu e Finn fomos para o nosso lugar de treinamento.
Pouco depois que chagamos a Ba Sing Se, precisamos encontrar um local espaçoso e discreto para podermos treinar. O apartamento onde moramos não é grande e, portanto, não dava para fazer nada.
Achamos um lugar não muito longe de onde moramos cercado por árvores. Era perfeito para não chamar a atenção. Ainda melhor, uma pequena parte do córrego que atravessa aquela parte da cidade passa por esse lugar, o que é ótimo para eu poder treinar a dobra d'água. Em geral, o espaço não é grande, mas é suficiente para o que queremos fazer.
Em uma das árvores que o cercam, Finn pregou um alvo improvisado. Ian o fez na oficina onde trabalha. Já é o quarto que usamos, pois Ian só conseguiu madeira para fazer e conforme atiramos nele, ele vai ficando todo furando e se quebra.
Chegamos lá e Finn já me passou seu arco e uma flecha.
- Vamos lá, sinto que hoje você acerta o alvo. – ele me incentivou.
Desde que comecei a treinar tiros com arco e flecha, nunca acertei o centro do alvo. Estava começando a ficar frustrada com minhas falhas e a pensar que não nasci para esse tipo de coisa. Contudo, Finn não desistia de me ensinar e me incentivava a continuar tentando.
Eu peguei o arco, apoiei a flecha contra ele, esperei dois segundos e atirei. A flecha acertou o maior circulo do alvo. Torci a boca desgostosa.
- Você está segurando errada a flecha. – Finn me informou e veio até o meu lado direito. – Você tem que erguer o seu braço, assim. – pegou meu cotovelo e o levantou. – Agora tenta de novo.
Eu ajeitei a flecha novamente e ergui meu braço direito na altura em que Finn o posicionou. Respirei fundo e atirei novamente. A flecha acertou um círculo acima do alvo. Ergui as sobrancelhas e olhei para Finn sorrindo.
- Melhorou. – ele sorriu de volta.
- É mágico como a posição do braço pode ter esse efeito.
- Não é mágico, é só... Posição. Mas pelo menos você não está fechando um dos olhos como no começo.
No começo, Finn pegava muito no meu pé por fechar o olho direito. Eu sempre achei que fosse necessário para mirar melhor. De acordo com ele, eu estava redondamente enganada. Ele disse que isso limita a visão e as chances de acertar o alvo diminuem.
- Ok, de novo.
Eu fiquei atirando flechas por mais meia hora, enquanto Finn criticava (bem e mal) e finalmente e pela primeira vez eu acertei o centro do alvo.
- Eu acertei! – eu gritei, ergui os braços acima da cabeça e dei um pulo – Eu acertei! Olha, Finn, está no meio! Olha! – eu disse, apontando para o a flecha fincada na madeira.
- Eu vi! Parabéns! – ele disse sorrindo radiante como eu. – Eu sou mesmo um excelente professor.
- Você é maravilhoso! – eu o abracei.
- Mas não parou por aí, não. Você ainda tem que aprimorar.
Eu fiz bico.
- Mas eu já acertei no centro, eu estou cansada.
- Mas você está muito mole! – Finn falou bravo comigo. – É isso o que você vai falar para o seu inimigo? 'Eu estou cansada, vamos parar?' – Essa última frase ele disse com uma voz afeminada. Eu fiz cara feia. – Seu oponente não vai hesitar em te matar, minha filha.
- Seu chato. Está bem, eu continuo. – meio sem vontade, eu arrumei o arco e a flecha e voltei a atirar.
Ficamos ali por mais uma hora mais ou menos antes de voltar para casa. Não acertei o centro do alvo novamente durante esse tempo.
Ian já estava lá quando chegamos deitado no chão, esparramado. Ele era mais alto e mais forte que eu e Finn. Tinha cabelos pretos curtos e era muito bom em lutas corporais.
- Dia cansativo? – Finn perguntou, colocando seu arco e flechas em um canto perto da porta.
- Sim, estou exausto. – Ian respondeu e colocou o braço esquerdo em cima dos olhos.
- Você está muito mole também. Tenho vergonha de andar com vocês. – Finn fez cara de desprezo.
- Falou o cara que trabalha três dias por semana. – Ian provocou.
- São três dias muito bem trabalhados, tá? – Finn retrucou.
Ian resmungou um 'Ah-hã'.
- O que vamos comer hoje? – eu perguntei e me sentei perto de onde Ian estava deitado.
- Podíamos comer em um restaurante. – Finn sugeriu.
- Só se o Ian pagar. – eu disse. Ian era de longe o que ganhava mais dentre nós três.
- Há há, está folgada, heim, Kiara. Hoje eu não saio daqui. – Ian avisou. – O máximo que posso fazer é me sentar e já está bom de mais.
Finn espirrou um 'molenga' que foi ignorado por Ian.
- Tudo bem, eu vou ver o que dá para fazer com o que temos aqui. – me levantei e fui até a nossa pequenina cozinha. A cozinha era, na verdade, o lugar onde colocávamos os alimentos que comprávamos e onde ficava o cantinho que usávamos para cozinhar. O resto da casa se resumia ao quarto, sala de estar e sala de jantar que, por coincidência, eram o mesmo aposento. Havia um patamar mais alto onde era o nosso quarto que era o tamanho exato para caber nós três; no de baixo havia uma mesa e quatro almofadas para nos sentarmos. Como éramos três, a quarta almofada era usada como um anti-stress. Ian fez um desenho parecido com um soldado da Nação do Fogo na fronha da almofada e sempre que sentíamos necessidade, nós a socávamos.
Eu peguei algumas verduras e um pouco de carne que se não fossem feitos logo iam estragar e fiz um ensopado. Nós três comemos e fomos dormir.
No dia seguinte, foi basicamente a mesma rotina. Ian acorda mais cedo que eu e Finn para ir para a oficina. Sendo ele o que mais ganha, é também o que mais trabalha.
Um pouco mais tarde eu levantei e fui para o restaurante. Finn normalmente dorme até meio-dia e então vai para o restaurante onde trabalho almoçar. Xis sempre dá desconto para mim, Finn e Ian, então os dois aparecem sempre por lá.
Às três horas eu saio e encontro Finn na porta, como sempre.
- Vamos treinar e dessa vez vamos ficar até você acertar três vezes o alvo. – ele me informou.
Eu arregalei os olhos. Ficaríamos até semana que vem visto que ontem eu não acertei o centro do alvo nenhuma outra vez.
- Você só pode estar de brincadeira.
- Não mesmo. Isso pode te motivar a acertar o centro. E você vai ficar sem comer também.
Eu estava inconformada.
- Dá para parar de ser o mestre mandão e me dar uma folga?
- Folgas são para os fracos. Você é fraca? – eu abri a boca para responder, mas ele me interrompeu. – Espero que diga 'não' porque eu não sou legal com pessoas fracas. – ele disse em um tom ameaçador.
Finn era um ótimo amigo e, por mais que não pareça, ele é o membro engraçado do grupo. Mas, por alguma razão, ele fica muito autoritário quando treinamos.
- Eu sou extremamente forte. Acho que nunca conheci alguém mais forte que eu.
- Vamos com calma, aí. – Finn disse ofendido.
- Podemos tomar chá, primeiro? – Finn entornou a boca. – Vamos! Ontem a gente nem foi, estou com vontade.
- Tudo bem, vamos.
Eu e Finn então fomos a uma casa de chá próxima ao restaurante. Nós sempre passávamos lá para tomar chá antes dos treinos. Aliás, costumávamos passar antes de Finn começar a reclamar que podíamos estar treinando nesse horário. Uma chatice.
Sentamos em uma mesa perto da parede.
- Mas não vamos demorar, temos muito que fazer hoje. – Finn me avisou, tirando as flechas das costas e colocando-as em um dos assentos vagos junto com seu arco.
- Vamos demorar o quanto precisar. Nós ficaremos treinando até amanhã mesmo, então me deixa descansar agora. – eu reclamei com ele.
- Como assim treinar até amanhã? – ele se espantou.
- Você acha que eu vou acertar aquele alvo três vezes rápido? Até parece. E como vamos ficar lá até eu acertar eu sugiro que você coma muito agora.
- Não, Kiara, você não entendeu. Eu vou comer. É você que não vai.
Eu abri a boca, inconformada. Depois a fechei e apoiei o queixo da minha mão.
- Eu te odeio.
Inesperadamente, ele esticou o braço e empurrou o braço em que eu me apoiava. Não tive tempo de reagir e quase dei de cara com a mesa, meu outro braço me salvou. Levantei o rosto querendo pular em cima dele. Finn estava rindo.
- Seu idiota! Quase quebrei o nariz.
- Mas foi muito engraçado. – ele continuou rindo.
Eu não resisti e comecei a rir também.
- O que vão querer? – alguém disse.
Como eu e Finn sempre visitamos esta casa de chá, eu já sei do que gosto e já decorei a lista de chás, portanto nem olhava mais.
- Eu quero um de... – eu olhei para o rapaz que tinha perguntado e parei. Eu nunca o tinha visto ali. Como eu nunca o vi ali?! Eu o achei tão bonito que fiquei sem palavras. Ele parecia ser um pouco mais alto que eu, tinha os cabelos bem curtos e pretos e uma enorme cicatriz de queimadura no olho esquerdo. – é...
- Eu quero um chá de hortelã. – Finn respondeu.
- E você, moça? – o rapaz perguntou novamente, objetivo.
Eu continuei sem responder. O rapaz franziu o cenho para mim e eu desviei o olhar, envergonhada.
- Kiara! Alô? Acorda. Vai querer chá de quê? – Finn estalava os dedos em frente ao meu rosto.
- Eu... É... Não sei... Qual é o chá que eu peço normalmente?
Finn ergueu uma sobrancelha estranhando o meu comportamento. Ele deve estar pensando que fiquei louca.
- De frutas vermelhas para ela.
O rapaz bonito não disse nada e saiu.
Assim que ele estava longe, eu fechei os olhos coloquei a mão em frente ao meu rosto. Que desajeitada que eu sou. Não era de se espantar, nunca passei por uma situação dessas antes.
- O que aconteceu com você? – Finn me perguntou visivelmente confuso.
- Não sei. Simplesmente olhei para ele e não consegui pensar em nada. – eu admiti. – Você já viu esse cara aqui?
- Não, deve ser novo. Por quê? Você gostou dele? – ele riu.
Eu fui bem sincera e firme com ele.
- Sim, gostei.
Ele parou de rir e sua expressão mudou quando a ficha caiu.
- Entendi por que você ficou avoada.
- Eu dei muito na cara que eu gostei dele, não é? – eu perguntei já sabendo a resposta.
- Bom, eu não percebi. E acho que ele também não. – não era a resposta que eu esperava. - Ele parece um tanto mal-humorado. – Finn opinou e olhou para o rapaz, que estava longe da nossa mesa.
- Ele deve ter passado por uns maus bocados como nós. – eu sugeri, também olhando para ele. E deve mesmo, fiquei pensando e o observando. Aquela cicatriz com certeza foi feita por um dobrador de fogo. Se ele quiser, ele pode entrar no clube dos que odeiam a Nação do Fogo.
O rapaz bonito estava voltando com os nossos chás e eu logo me endireitei na cadeira.
- Aqui estão. – ele disse curto e grosso e antes que pudesse sair, Finn começou a falar.
- Deixa eu te perguntar, desde quando você trabalha aqui? Nós nunca o vimos.
Eu me espantei ao ouvir. Finn estava perguntando por curiosidade ou por minha causa?
- Desde ontem. – o rapaz respondeu pronto para ir embora.
- Meu nome é Finn e essa é a minha amiga, Kiara. Solteira, por sinal. – eu não reagi ao ouvir isso. Não me intimidei nem fiquei com raiva de Finn, afinal eu era, de fato, solteira e ter um namorado não seria uma má ideia, ainda mais se esse namorado fosse o rapaz bonito. – E você é?
- Lee.
- E você mora em Ba Sing Se desde quando? – dessa vez fui eu que perguntei.
- Anteontem. Olha, eu não sei qual é a de vocês, mas não estou interessado em contar a minha vida a dois estranhos. Tchau. – o rapaz bonito, ou melhor, Lee disse e foi embora.
- Ele é de uma simpatia contagiante. – Finn comentou e deu o primeiro gole em seu chá.
- Obrigada, Finn, por puxar assunto com ele. – eu agradeci sorrindo. – Você é a amiga que eu nunca tive.
- Para o seu governo, isso não é um elogio para mim. Mas eu tive que fazer alguma coisa, se não você ficaria babando aí na mesa e os outros começariam a olhar para nós.
Eu revirei os olhos. Eu bebi o meu chá.
- Caramba, esse chá está bom demais. – eu comentei, apreciando o gosto.
- Está mesmo, nunca esteve melhor. – Finn concordou comigo. – Será que contrataram mais alguém além do agradável Lee?
Dei de ombros. Depois de terminarmos o chá, fomos para o caixa pagar.
- Você vai pagar para nós dois, quem quis vir aqui foi você. – Finn me informou. – Vou esperar lá fora. – e saiu rapidinho de perto de mim.
Eu bufei e me virei para o homem que estava no caixa que, por acaso, eu também não conhecia. Ele era baixinho, gordinho, tinha cabelos brancos compridos e era careca no topo da cabeça.
- Oi. Você também é novo aqui? – eu perguntei usando minha simpatia natural.
- Sim, eu sou. – ele respondeu amigavelmente. – Eu e meu sobrinho viemos a Ba Sing Se há dois dias.
- Seu sobrinho é aquele rapaz ali, – e apontei discretamente para onde Lee se encontrava. – o Lee?
- Ele mesmo. Você já o conheceu?
- Sim, já tive o prazer. – apesar de parecer, eu não fui irônica.
- Ele foi grosso com você? Me desculpe, ele passou por muitas dificuldade na vida. – o senhor se desculpou por ele.
- Não precisa se desculpar, eu não o culpo. Eu também passei por muitas dificuldades e devo dizer que tem dias que meu mau humor fica mais aparente do que eu gostaria. – eu disse, rindo.
O senhor acompanhou minha risada.
- Você é uma garota muito simpática. Como se chama?
- Kiara. E o senhor?
- Me chame de você e meu nome é Mushi. Espero que as bondosas palavras de meu sobrinho não a afaste daqui.
- Imagina. – na verdade ele é mais um motivo para eu vir aqui. – Eu venho a essa casa de chá quase todos os dias desde que vim para Ba Sing Se, então não se preocupe.
- Fico aliviado. – ele sorriu gentilmente. – Gostou do seu chá?
- Sim! Estava maravilhoso! Foi o melhor chá que tomei.
- Fui eu mesmo que fiz! – ele disse todo orgulhoso. – O segredo é amor. – ele disse de forma carinhosa.
Eu ri.
- Fico feliz que tenha começado a trabalhar aqui.
- Muito obrigado. Adoro ter meu talento para chás reconhecido. Se quiser, posso mostrar meu talento com o Pai Sho. – Mushi ofereceu empolgado.
- Tio! Dois chás de jasmim, um de camomila e um de gengibre. – Lee avisou seu tio antes que eu pudesse responder e veio ao meu lado. Ele me olhou sério. Fiquei nervosa e sorri sem mostrar os dentes. Ele virou o rosto e saiu. Eu fiz um discreto beicinho. Acho que ele não está interessado.
- Não fique triste. Ele só está preocupado com outras coisas. – Mushi me informou, parecendo ler meus pensamentos. – Tenho certeza que ele vai adorar sair com você.
- Eu não acho que ele esteja interessado. – eu disse com um sorriso contido. – Bom, deixa eu pagar antes que eu me esqueça. – e peguei algumas moedas da minha bolsa e entreguei a Mushi. – Obrigada pelo chá e pela conversa.
- Foi um prazer. Volte sempre. Sempre mesmo. – ele deu ênfase, com um enorme sorriso travesso.
Eu ri, acenei e saí da casa de chá. Lá fora, Finn me esperava com uma enorme carranca.
- Quanto ficou nossa conta? Você teve que lavar os pratos para pagar? Limpar o chão? Fabricar as moedas? Por que demorou tanto?! Achei que ia fazer trinta anos antes de você voltar. – Finn metralhou as perguntas para mim.
- Paciência é uma virtude, sabia disso?
- A qual eu não fui agraciado. – ele estava de braços cruzados, esperando minhas respostas.
- Eu estava conversando com o tio do Lee, o Mushi. Ele é muito legal e eu esqueci que tínhamos treino, olha que coisa! – eu disse, irônica.
- Que fofo. Agora vamos indo que já perdemos muito tempo aqui. – ele disse e foi me empurrando.
Dei uma última olhada em Lee e fomos embora.
Treinamos por umas três horas e consegui acertar os três alvos no centro exigidos por Finn. Como não foi tão ruim quanto eu esperava, já que Finn não me deixou treinar até cair nem me deixou sem comer como ele tinha dito, nós ficamos por mais um tempo. E valeu a pena. Acertei mais um alvo e me senti muito bem. Finn parecia contente também.
Quando voltamos para nosso apartamento, senti cheiro de arroz cozido e Ian apareceu na porta da sala/quarto segurando uma concha.
- Sejam bem-vindos de volta.
- O que você está fazendo de bom? Estou com fome. – Finn disse e deitou na sua cama.
- Arroz e carne. Não me pergunte que carne, estava barata e eu comprei. – Ian confessou voltando para a cozinha.
Um pouco depois nós comemos, conversamos e fomos dormir.
Todos os nossos dias em Ba Sing Se são praticamente os mesmos. Isso me desanima um pouco, às vezes fico entediada. Eu deveria fazer alguma coisa para mudar a nossa vida, mas eu não sei o quê. Não tenho um talento aproveitável aqui, como fazer mágica com chás. O que mais progride é o Ian que daqui a pouco vai abrir sua própria oficina se continuar eficiente do jeito que é.
Mas agora, felizmente, tenho uma nova atividade fixa: visitar a casa de chá todas as tardes. Mesmo ele parecendo não ter interesse algum em mim, vou continuar indo, quem sabe um dia surge algum interesse. E, é claro, eu vou tomar chá que é o principal motivo de eu ir lá. Ou não.
N/A: Oi, genteeee!
Primeiro, obrigada aos que estão lendo, vocês são muito importantes.
Segundo, o nome do dono do restaurante é Xis devido à minha falta de criatividade. Não sabia que nome dar a ele, então deixei como X até decidir. No fim, ficou sendo Xis mesmo. Podem rir, não tem problema! xD
Terceiro, e mais chato de tudo, reviews são importantes também. Não só as positivas, mas as negativas também, eu quero saber se estou agradando ou não. Só não me xinguem, por favor! :)
Beijooos =**
A.S.
