A noiva perfeita

Arthur estava deitado na cama do hotel, encarando o teto, frustrado com a demora de Merlin. Desde que fizera o pedido de casamento, ele ansiava com aquele momento.

Não é como se fosse a primeira vez dos dois juntos ou como se eles já não morassem juntos, mas ter Merlin para si pela primeira vez como seu marido era algo que o consumia em todos os sentidos.

O fato de que eles haviam demorado mais do que o esperado para se casarem ajudava para o estado atual do loiro. Foram oito longos meses em que eles discutiram em todos os detalhes sobre o casamento, fosse o arranjo das mesas ou a lista de convidados.

Arthur queria um casamento grande, não porque gostava desse tipo de coisa, mas sim porque queria mostrar a todos que Merlin era seu, agora. Contudo Merlin acabara saindo vitorioso nessa disputa e apenas a família e os amigos mais próximos foram convidados.

Sobre o local da Lua de mel, no entanto, Arthur foi impassível em sua decisão. Ele queria que Merlin conhecesse o Sul da França e depois Paris, enquanto Merlin preferia ficar na Inglaterra. Faltando dois meses para o casamento e vendo que Merlin continuava pouco animado com a ideia, Arthur conseguiu convencê-lo depois de ceder a Merlin todas as decisões nos preparativos finais do casamento. Arthur não se arrependera, tudo que ele queria era ver Merlin feliz, no final das contas.

E era por isso que Arthur estava lutando para aliviar o aperto da gravata borboleta que Merlin insistira que ele usasse. Merlin pedira que Arthur não retirasse a roupa, quando entrou no banheiro, mas o loiro não pôde impedir de afrouxar a gravata quando percebeu que Merlin demoraria.

"Merlin!" Arthur gemeu em frustração. Ele simplesmente não entendia porque Merlin insistira em deixá-lo esperando daquele jeito quando tudo o que ele gostaria de ter feito era arrancar as roupas de Merlin e fazê-lo gemer seu nome.

"Dá um tempo, Arthur!" A voz abafada de Merlin soou irritada do outro lado da porta. "Ligue a TV se quiser, não sairei enquanto não estiver pronto."

Arthur bufou, mas sentou-se à beira da cama, enquanto olhava a caixa de entrada do seu e-mail pelo celular. Ele tirara duas semanas de folga do trabalho, mas isso não impedia que recebesse diversas mensagens e documentos do escritório. Arthur deixara Leon responsável por seus clientes e limitou-se a encaminhar as mensagens para o amigo enquanto esperava pelo noivo.

Arthur não pôde impedir-se de sorrir com a lembrança do brinde de casamento que Leon fizera. Não podia ter escolhido melhor pessoa para estar ao seu lado como padrinho no dia do seu casamento. Leon era seu amigo mais antigo, assim como fiel a Arthur em todas ocasiões. Ele era o que Arthur tinha mais próximo de um irmão, seja por sua proximidade de longa data ou por ter se casado com a meia-irmã de Arthur, Morgana.

Merlin, no entanto, não teve tanta sabedoria na escolha de seu padrinho. Poucos dias depois de terem oficializado o noivado em um jantar simples em sua casa, Merlin anunciara que queria que Will fosse seu padrinho. Arthur tentara chamar Merlin para a luz da razão, mas o moreno estava irredutível a esse respeito. Foi por isso que Arthur não fez questão de esconder sua diversão quando Will começara um dos discursos mais constrangedores que Arthur se lembrara de ter presenciado. Isso até Will começar a estender seu discurso a Arthur. Verdade seja dita, ele deveria ter previsto aquilo.

Das diversas escolhas peculiares que Merlin fizera, entretanto, uma não passou despercebida nem mesmo aos convidados, pois Arthur pôde ver refletida nos olhos dos presentes a mesma emoção que sentia, quando entrou ladeado por Hunith na cerimônia. Ele poderia jurar que até vira Morgana secar uma lágrima no rosto. Merlin insistira que fora ideia da própria Hunith, mas Arthur sabia que Merlin queria que ele tivesse alguém para levá-lo ao altar.

"Eu a tive por toda uma vida, posso abrir mão por alguns minutos." Merlin dissera em uma noite e Arthur sabia que era a pessoa mais sortuda do mundo por ter Merlin em sua vida.

Arthur levantou da cama e serviu-se da garrafa de champanhe que o hotel lhes oferecera. Fora um voo rápido que fizeram no jatinho que Uther lhes emprestara, durante o qual eles passaram trocando carícias e reiterando os planos para o futuro, mas Arthur já estava nervoso o suficiente para esperar por Merlin, seja lá o que o marido estivesse fazendo.

Arthur serviu outra taça para Merlin, quando ouviu o outro se movimentar dentro do banheiro. Recriminou-se mentalmente por não ter espalhado rosas pelo quarto, mas fez uma nota mental para pedir ao serviço de quarto que fizesse isso pela manhã, enquanto ele e Merlin visitavam as praias.

Ele ouviu a porta se abrindo e, quando virou-se em direção a Merlin, a visão que lhe saudou tomou-lhe o ar dos pulmões.

Merlin estava vestido com um vestido de noiva simples de alças, um decote a frente tornava óbvia a ausência dos seios do moreno. A cintura era drapeada com o que parecia um cinto de renda, que ligava a parte de cima a saia longa pregueada, dando a impressão de que o vestido tinha diversas camadas. Merlin tinha um bracelete em cada punho e segurava um pequeno buquê de rosas brancas na mão direita.

Arthur engoliu em seco, analisando o rosto de Merlin. A maquiagem era sutil, com exceção dos olhos esfumaçados e da sombra escura, o batom em tons de rosa e o blush nas maças proeminentes no entanto, emprestavam um ar virginal ao marido. O par de brincos pendiam das orelhas de Merlin que estava semi-cobertas por um penteado em coque e agora Arthur entendia porque Merlin insistira em furar as orelhas e deixar o cabelo crescer. Completando a imagem, uma gargantilha prateada e uma tiara no cabelo adornavam o rosto de Merlin como a moldura de um quadro. Arthur ofegou, só então percebendo que prendera a respiração.

"Eu exagerei?" Merlin perguntou, esfregando uma das mãos sobre a cintura. "Você disse que queria que eu me vestisse de noiva na noite de núpcias. Eu não entendi errado, entendi?"

Arthur lutou para processar palavras, mas nada veio. Ele só conseguia beber da visão de Merlin em um vestido de noiva à sua frente. Se sua boca estava aberta e ele estava parecendo um idiota, a culpa não era sua.

"Oh meu…você estava brincando!" Merlin exasperou-se.

"Não." Arthur apressou-se em dizer, dando dois passos a frente e derramando parte da bebida em suas mãos.

"Tem certeza?" Merlin perguntou, inseguro.

"Baby …nós já fizemos isso várias vezes antes. Não precisa ficar inseguro comigo, lembra?"

Merlin balançou a cabeça, mas Arthur pôde ver que ainda havia um pouco de hesitação em sua postura. Arthur não conseguia entender aquilo, afinal, ele já havia perdido as contas de quantas vezes Merlin se vestira para ele daquela maneira – Arthur até fizera questão de expandir o guarda-roupas de Merlin, que agora contava com diversas calcinhas, meias-calças, espartilhos, soutiens, saias, vestidos e todo tipo de acessórios e roupas que lhe agradava.

No início, Arthur tinha que pedir a Merlin que se vestisse para ele, mas com o tempo Merlin foi se soltando e Arthur não se surpreendia mais quando chegava em casa e Merlin estava esperando na cama, apenas de camisola, eles haviam até passado finais de semana inteiros com Merlin no papel de mulher e isso apimentara bastante a relação dos dois.

Não que Arthur não gostasse de Merlin como homem. Muito pelo contrário, ele amava quando Merlin deixava a barba por fazer e a forma como os pelos arranhavam sua virilha quando o moreno o chupava. Mas tinha algo de sexy e excitante quando ele podia tratar Merlin como uma garota, tocá-lo como uma garota, fazê-lo gemer como uma…

"Mas talvez você quisesse seu marido na noite de núpcias." Merlin disse, mordendo o lábio. "Não uma fantasia estúpida."

Arthur girou os olhos, oferecendo uma das taças para Merlin.

"Eu casei com vocês dois. Meu garoto travesso e minha bonequinha de porcelana." Ele disse, piscando para Merlin.

Merlin sorriu, aceitando a taça e bebendo metade do conteúdo de uma vez. Arthur virou o resto de sua taça, antes de pegar a taça das mãos de Merlin e depositá-las sobre a cômoda ao lado da porta do banheiro.

"Venha." Arthur pediu, estendendo uma mão e puxando Merlin em direção a cama.

Quando sentou-se ao pé da cama e abraçou Merlin pela cintura ele constatou que algo estava diferente. Arthur costumava fazer isso em casa, esfregar o rosto sobre os mamilos de Merlin enquanto o outro estava entre suas pernas, mas ao notar que sua cabeça estava um pouco abaixo do que o normal, ele olhou para baixo, constatando que Merlin usava saltos brancos.

"Como…?" Ele franziu o cenho, confuso.

"O quê?" Merlin perguntou, também confuso.

"Você nunca usou saltos antes." Arthur sentenciou, semicerrando os olhos.

"Oh…bem…" Merlin sorriu amarelo, como que pego em uma situação constrangedora.

"Merlin." Arthur adivertiu, apertando a cintura de Merlin.

"Não brigue com ela." Merlin pediu. "Ela só queria ajudar."

"Ela quem?" Arthur perguntou, mas sabia a resposta para sua pergunta. "Não me diga que você andou se vestindo para Morgana de novo!" Arthur acusou.

"Não!" Merlin apressou-se a dizer. "Eu juro!" Ele acariciou o rosto de Arthur com uma das mãos. "Ela só me ensinou como usá-los e me ajudou para que você não visse o vestido antes da hora."

Arthur franziu o cenho, pensativo. Merlin realmente não entrara no quarto carregando nada. Morgana provavelmente pagou alguém do hotel para manter as sacolas de roupas e acessórios no banheiro e Merlin apressou-se em trancar-se dentro dele, para que Arthur não visse. Isso não melhorava as coisas, no entanto, pois significava que alguém vira o vestido de Merlin e provavelmente imaginara Merlin usando-o – Deus o ajudasse se fosse aquele carregador atrevido que insistiu em flertar com Merlin no elevador. Será que Arthur sempre teria que deixar claro que Merlin era seu e somente seu?

Arthur não percebeu que havia travado a mandíbula, até que Merlin acariciou seus lábios, num claro convite para que ele os abrisse.

"Você não está com ciúmes de sua irmã de novo, está?" Merlin disse, seu rosto a centímetros do de Arthur.

"Vou te mostrar o tamanho do ciúme." Arthur disse, mordiscando os dedos de Merlin.

Merlin sorriu divertido e deixou-se ser abraçado por Arthur.

O loiro não tardou em puxar Merlin para a cama, colocando-se sobre o corpo do marido. Ele pouco se importava se o vestido ficasse todo amarrotado no processo, tudo que queria era estar dentro de Merlin.

Ele percorreu os braços desnudos de Merlin com uma das mãos e perguntou-se onde diabos havia parado o buquê que Merlin carregava quando saiu do banheiro. A outra mão agarrou-se fervorosamente a uma das nádegas do moreno e Arthur praguejou, imaginando aqueles músculos contraindo-se sobre sua ereção.

"Deus…" Arthur gemeu no lábio do marido, e continuou explorando o corpo de Merlin com as mãos.

Ele estava muito ocupado para processar todos os detalhes do vestido, mas duas coisas não passaram despercebidas ao tato de Arthur: as costas nuas de Merlin e a renda branca que aparecia sob o decote do vestido.

"Você quer que eu desfile?" Merlin perguntou, maroto, ao que Arthur grunhiu, pressionando sua ereção sobre a coxa de Merlin.

Arthur costumava pedir para Merlin desfilar sempre que ele comprava uma roupa ou lingerie nova, mas aquela era a primeira vez que Merlin sugeria aquilo por conta própria.

"Por favor." Arthur pediu, escondendo o rosto no pescoço de Merlin. A verdade era que às vezes ele sentia-se muito pervertido e temia que isso pudesse assustar o moreno.

Merlin não fez-se de rogado, colocando-se de pé e caminhando em direção à cômoda. Arthur sabia que os movimentos do quadril eram propositais.

"Tira o paletó." Merlin disse quando alcançou a cômoda, colocando a mão direita sob a alça do vestido.

Arthur apressou-se a tirar o paletó, mesmerizado com a visão de Merlin retirando a alça do vestido pelo braço, com a ajuda da outra mão. As costas do vestido eram nuas, com exceção de uma faixa entre as omoplatas que deveria ser para esconder o soultien.

"O colete também." Merlin instruiu, ele encarava-o com um olhar faminto, ainda meio inclinado sobre a cômoda e Arthur estava dividido entre ir até ele e retirar a roupa com suas próprias mãos e apreciar a vista. "Mas deixe a gravata." Merlin pediu, enquanto começava a deslizar a alça do outro ombro pelo braço.

Arthur orgulhou-se do seu autocontrole para desabotoar o colete dessa vez. Merlin, no entanto, parecia achar graça de algo – o que era, Arthur não fazia a mínima ideia.

"Seus sapatos." Merlin disse, enquanto levantava uma das pernas para retirar um dos saltos.

"Não." Arthur pediu, afoito.

Merlin encarou-o com o cenho franzido, mas bastou um olhar de Arthur para que ele abaixasse a perna novamente. Arthur, no entanto, obedeceu retirando os sapatos.

"Você quer me comer assim, Arthur? Em cima dos meus saltos?" Merlin disse passando a mão sobre o fecho da faixa posterior do vestido. "Porque você não vem aqui e termina de tirar meu vestido então?"

Arthur esfregou a ereção por sobre a calça, tentando se acalmar.

"A verdade é que você adora olhar." Merlin acusou. "Você ama ver como eu retiro peça por peça até ficar nua na sua frente, não é?"

"Merlin…" Arthur gemeu.

"Retire suas calças, Arthur." Merlin ordenou. "Ou eu não conseguirei desfazer esse fecho sozinho."

"Eu poderia ir até aí e rasgar esse vestido de uma vez." Arthur ameaçou.

Merlin riu, divertido.

"Nós dois sabemos que você não fará isso." Merlin disse virando-se em direção a Arthur.

Arthur notou que as alças caídas ao lado do vestido tornavam a imagem mais bela ainda e apressou-se em se desfazer de suas calças, junto com suas meias. A ereção em sua cueca era obscena, ele sabia. Mas ele contava com isso para estimular Merlin a retirar o resto da roupa por conta própria.

Merlin umedeceu os lábios, antes de colocar a mão atrás do corpo e Arthur pôde ver pelo reflexo no espelho da cômoda quando o fecho foi desatado.

Quando o vestido caiu ao chão, no entanto, Arthur não estava preparado para a visão. Merlin usava um soutien branco de renda, com uma renda fina abaixo do bojo pequeno que era como um véu de noiva sobre suas costelas e barriga, pequenas pedrinhas prateadas adornavam bojo e 'véu'. A meia calça terminava pouco acima do joelho e estava presa a calcinha por cintas-liga. Não que Arthur pudesse chamar aquilo de calcinha. Dois laços amarravam a ereção de Merlin que encontra-se totalmente em riste e ligavam-se com um ínfimo pedaço de tecido nas laterais. Arthur não podia ver a parte traseira, mas não duvidava que fosse um fio-dental, já que Merlin adorava aqueles tipos de calcinhas.

Arthur lembrou-se da sua despedida de solteiro, então. Quando Gwaine ficara chateado por não ter sido convidado por nenhum dos dois para ser padrinho, Merlin acabara convencendo Arthur a deixar Gwaine fazer sua despedida de solteiro – se Arthur havia sido convencido disso durante o sexo, era um mero detalhe. Gwaine havia contratado vários strippers, tanto mulheres quanto rapazes – todos muito parecidos com Merlin, Arthur tinha que reconhecer o esforço do amigo – e dissera que Arthur jamais teria um show de stripper daqueles em sua vida. Gwaine não poderia estar mais enganado, no entanto. Arthur não negaria que ficou excitado com todas versões de Merlin em vários estágios de nudez desfilando e dançando em seu colo, mas ele jamais trocaria um show particular de Merlin.

"Você não vai vir até aqui agora, Arthur?" Merlin disse, deslizando um dos saltos sobre a perna oposta.

Arthur não precisou de um segundo pedido antes de caminhar apressado em direção ao outro. Ele agarrou Merlin pela cintura, pressionando-o sobre a cômoda e atacando seus lábios. Ele torturou os lábios de Merlin com chupões e mordidas antes de partir para seu pescoço, uma mão vagando para o traseiro do moreno, enquanto a outra subia para o soutien, apertando um seio imaginário.

"Você foi muito mal, Merlin." Arthur acusou, bicudo. "Me provocando desse jeito."

Merlin mordeu o lábio inferior, enquanto começava a desabotoar a camisa de Arthur.

"Eu te amo." Merlin disse como se aquilas fossem as palavras mais naturais a serem ditas em resposta.

"Eu te amo mais." Arthur disse, esfregando o nariz sobre a clavícula de Merlin.

Merlin enfiou uma mão sob o elástico da cueca de Arthur, massageando sua glande com as pontas dos dedos. Arthur não pôde impedir o movimento reflexo do seu quadril sobre a virilha de Merlin, encontrando a ereção do outro no caminho.

Ele continuou apertando o corpo de Merlin sobre a cômoda enquanto atacava o colo dele com a boca. Arthur levantou as coxas de Merlin, enlaçando-as em sua própria cintura, as duas mãos passando a sustentar as coxas do moreno, mantendo-o no ar e firme contra si. Merlin abandonou o pênis de Arthur e agarrou seus cabelos, puxando a cabeça do loiro para trás e beijando-o com volúpia.

Arthur fez questão de carregar Merlin até a cama com firmeza, pois quando entraram no quarto, mais cedo, ele havia se desequilibrado enquanto carregava Merlin para dentro – obviamente por culpa de Merlin, que não parava de se debater em seu colo para que Arthur o colocasse no chão, mas isso não deixou de machucar o ego de Arthur.

Ele depositou Merlin sobre a cama, e afastou-se, colocando-se de joelhos entre as pernas do marido. Ele levantou uma das pernas de Merlin, acariciando a parte do pé descoberta sobre o salto scarpin e beijando-a. Ele retirou o sapato e repetiu a mesma tarefa com o outro pé.

"Você fica linda de saltos, querida." Arthur disse, sua voz rouca, encarando Merlin de forma predatória. "Minha noiva perfeita. Minha esposa. Minha mulherzinha." Cada termo possessivo que ele empregava para Merlin era acompanhado de beijos sobre a face interna das pernas e das coxas do moreno e a ereção de Arthur estava muito feliz em receber os gemidos diligentes de Merlin.

"Eu te amo." Arthur sussurrou, mais para si mesmo do que qualquer coisa, antes de lamber a pele exposta da virilha de Merlin. "Eu adoro os sons que você faz, baby." Arthur grunhiu, mordiscando o tendão proeminente entre a coxa e a nádega de Merlin. "Adoro te ver se derretendo." Ele passou o nariz sobre a ereção de Merlin. "Se entregando." Ele passou a língua sobre a ereção e os testículos de Merlin, antes de chupar a glande, a ereção ainda estava presa pelos laços trabalhados. "Toda feita pra mim!" Arthur arfou, arranhando os músculos do abdome de Merlin com as unhas, enquanto mordiscava o períneo de Merlin.

"Arthur…" Merlin gemeu, puxando os cabelos de Arthur.

"Como você quer?" Arthur grunhiu, puxando a própria cueca para baixo e libertando sua ereção.

"Você não vai…?"

"Eu adoraria te chupar, baby." Arthur disse, esfregando sua ereção no oco da virilha de Merlin. "Mas eu preciso…"

"Eu quero assim." Merlin não precisou que ele concluísse, já agarrando o pênis de Arthur e colocando-o sobre sua entrada.

Arthur sentiu a calcinha embolar-se na entrada de Merlin e puxou-a. A força que empregou no movimento foi demasiada, no entanto, associada ao material delicado, ela cedeu sobre a pressão.

"Desculpe." Arthur pediu, cuspindo na própria mão para lubrificar seu pênis.

"Você vai ter que me recompensar por isso mais tarde." Merlin fingiu aborrecimento.

Arthur entrou sem cerimônias dentro de Merlin, já em um ritmo acelerado, ele queria se segurar, ir devagar, mas eles tinham duas semanas para fazer amor doce e sensual, tudo que ele queria agora era deflorar Merlin. Os anos que estavam juntos permitiam a Arthur saber como Merlin estava aproveitando aquilo tanto quanto ele, mesmo que Merlim só conseguisse gemer.

"Vou te compensar fazendo vários bebês em você nas próximas semanas." Arthur investiu com mais força no interior de Merlin. "Agora que estamos casados nós podemos."

Merlin gemeu em apreço.

"Sua boceta estará inchada quando voltarmos para casa." Ele enlaçou os braços de Merlin sobre seu pescoço, içando o corpo do moreno enquanto sentava-se na cama.

"Arthur…" Merlin murmurou, encarando-o com enlevo.

"Minha porra escorrerá de você o tempo todo e você vai adorar isso." Arthur segurou os quadris de Merlin e investiu profundamente, fazendo-o ofegar, a ereção de Merlin vez ou outra roçando entre seus abdomes.

Arthur começou a gozar, mas não parou a penetração. Não seria a primeira vez que ele teria que esforçar-se um pouco mais para fazer Merlin gozar e ele sabia exatamente como.

"Você ama ser minha mulher, não é Merlin?" Arthur alisava os lados do tronco de Merlin enquanto chupava seu pescoço, pressionando o peito de Merlin contra o seu em um aperto. Merlin adorava sentir o contato com os músculos de Arthur, o abraço apertado de seus braços, fosse em que posição estivesses.

"Eu…Ah, ah…"

"Goza pra mim, querida." Arthur sussurrou em seu ouvido. "Goza pro seu macho."

Merlin choramingou e, no momento seguinte, Arthur pôde sentir o sêmen de Merlin escorrendo entre seus abdomes. Ele continuou os movimentos até que sentiu a última contração do ânus de Merlin ao redor do seu pênis.

Arthur não se segurou, desabando na cama e deixou que Merlin se acomodasse melhor sobre ele, beijando seu rosto ternamente. Arthur grunhiu, sonolento, quando Merlin puxou um lençol sobre eles, mas ainda conseguiu dizer um rouco "eu te amo" antes de cair no sono.

Ele acordaria dali há algumas horas, com Merlin cavalgando-o, sem saber se havia saído ou não de dentro de Merlin em algum momento. A única coisa que sabia era que sua vida de casado estava apenas começado.