Gente, peço desculpas pela demora... Falo com você depois do capítulo.
Capítulo Quatro: E, só para constar, Edward Cullen não é meu stalker, ele é mais, tipo, um cara
"E todas as garotas queriam ser suas parceiras, ser suas parceiras e você é tão metido, provavelmente pensa que esta música é sobre você. Você é tão metido! Aposto que pensa que esta música é sobre você!" - You're so Vain, da cantora Carly Simon.
- Pronto, agora eu tenho o que precisava para afirmar com certeza: "Edward Cullen gosta de você". - declarou Alice, no dia seguinte, depois que eu contei como tinha sido o ensaio no dia anterior.
- Você está louca!
- Não. Ele gosta de você, e usa o artifício masculino mais antigo e imaturo: irritação. Ele te irrita para chamar a sua atenção.
- Até que a Alice tem razão, Bella... Senão, por que é que ele te irritaria tanto? - se manifestou Rose.
- Que tal o fato de ele me odiar?
- E por que ele te odiaria?
- Porque ele é louco!
- Louco por você! - Alice disse, soando muito brega.
- Credo!
Ela começou a rir muito de mim, chamando a atenção do professor.
- Talvez as senhoritas queiram compartilhar o que é tão engraçado com o resto da sala. - ele mandou.
Eu chacoalhei a cabeça, corando. Rosalie rapidamente virou para o lado, escrevendo vigorosamente em seu caderno, de forma que sequer parecia que ela esteve conversando conosco.
- Nós estávamos apenas... Sabe... Rindo de como... A Bella se enganou achando que o seu 5 era um 3, professor. E então ela errou o cálculo. - Alice disse.
Sério? Sério que isso era o melhor que ela podia fazer? Ai, eu estou tão, tão frita!
- Senhorita Brandon, - o professor começou. - A senhorita está tão imersa na aula, que até se esqueceu de que não estamos fazendo exercícios agora?
A classe toda riu. Ele escreveu algo em um papel verde e o estirou para Alice.
- Vá dar uma volta até a diretoria, sim? E no caminho pense em mentiras melhores para contar da próxima vez.
Bufando Alice apanhou as coisas da mesa, pegou o papel da mão do professor e saiu da sala.
- E você, senhorita Swan, vai acabar em problemas se continuar no mesmo caminho que a sua amiguinha. Cuidado. - ele avisou, antes de virar as costas.
Rolei os olhos. Os professores bem que podiam parar de implicar com Alice e como ela "me levaria para o mal caminho". Se eles não conseguiam entendê-la, então...
- Ela sempre se livra disso. - Rosalie sussurrou do meu lado. - Vai ficar tudo bem.
Eu assenti, tentando voltar a copiar o texto idiota que o professor estava escrevendo. Quem precisava de texto em Álgebra? Sério! E um texto enorme ainda por cima!
O sino tocou - depois do que pareceram horas - anunciando o final do período da manhã. Finalmente! Rosalie e eu praticamente corremos até nossos armários. Bom, ela correu para o dela, e eu corri para o meu, já que eles ficavam distantes. Joguei tudo descuidadamente lá dentro e peguei apenas dinheiro, indo até o refeitório. Rosalie já estava na mesa com Emmett - ele sempre pegava o almoço dela também - e, felizmente, Alice estava me esperando na fila.
- E aí? Pegou detenção? - perguntei, colocando um pedaço de pizza no meu prato.
- Até parece! O professor Manoel é uma piada! Eu rasguei o papel e passei o resto do período no banheiro.
- Isso vai te trazer problema algum dia.
- Grande coisa! Enquanto não traz estou muito bem assim.
Rolei os olhos, e ela estirou a língua para mim. Depois de pagarmos pela nossa comida, sentamos junto de Emmett e Rosalie.
- Parabéns, Bella. - Emmett disse.
- Hm, valeu. Pela peça?
- Não, pelo seu stalker.*
*stalker = perseguidor.
- O quê?
- Edward Cullen.
- Ah, dá um tempo, Emmett!
Ele gargalhou, comendo batatas fritas.
- Rosalie fofoqueira. - reclamei.
- Ah, querida, não existem segredos entre meu ursão e eu.
Rolei os olhos, indignada.
- E, só para constar, Edward Cullen não é meu stalker, ele é mais, tipo, um cara.
- Obsessivamente obsessivo por você. - disse Rosalie.
- Ah, claro, porque ele brincou sobre ter entrado na peça por minha causa não quer dizer...
- Ele está olhando para você de novo. - interrompeu Alice. - Tipo, toda vez que eu o vejo, ele está olhando para você.
- O quê? - questionei, preocupada.
- Vish, ele está mesmo. E ele tem aquele olhar de "eu vou matar você" de novo. - completou Rosalie.
- Se eu fosse você, eu tomaria cuidado, Bella. Ele tem uma fama bem grande. Especialmente da escola passada. - aconselhou Emmett.
- Boatos! E eu não acredito em boatos!
- Que linda! Defendendo o stalker!
- Cale a boca, Rosalie!
- Ele está vindo para cá... - Alice avisou.
- O quê?! - questionei assustada.
E foi bem aí que Edward Cullen sentou ao meu lado, passando o braço ao redor dos meus ombros.
- E aí, gatinha? - disse, como um cumprimento, piscando.
Naquele momento, naquele exato momento foi como se tudo ficasse em câmera lenta. Rosalie, Alice e Emmett estavam um pouco paralisados - talvez assustados com a cena. Tanto quanto eu. Mas não era só isso, porque algumas pessoas no refeitório também estavam. Mas é claro que estariam! Edward Cullen sentado ao lado de uma garota, e abraçando-a! Não fazia muito o tipo dele.
Eu me soltei do braço dele assim que caí em mim.
- Me larga! O que você está fazendo? - questionei, me afastando um pouco dele.
- Sendo disposto e deixando as diferenças de lado. - ele disse com aquele sorriso torto.
Eu tive vontade de dar um soco na boca do estômago dele. Peguei a minha bandeira e me retirei da mesa, me escondendo na sala de aula até a aula começar.
(...)
"Caros Edward e Bella,
Infelizmente tive um problema pessoal. Não vou poder estar com vocês hoje. Marcamos para amanhã no almoço, tudo bem?
Att,
Eric."
"Cara Bella,
Eu já li o bilhete. Pena não poder passar a tarde com você! Eu estava tão empolgado para te apelidar mais!".
Peguei o bilhete do Edward Cullen e amassei com força. Idiota! Por privacidade tirei o bilhete de Eric também, praguejando um pouco. Adiando mais um dia uma conversa chata com a presença de Edward Cullen... Por que ele insiste em ser tão irritante?
A essa hora Alice e Rosalie já tinham ido embora - e com elas, a minha carona. O que me deixava apenas com caminhar para casa, ou pegar o ônibus. Argh, eu odeio o ônibus! Ele demora muito, e sempre é cheio de pessoas estranhas... Eu preciso de um carro.
Arrumei minha mochila em meus ombros e me preparei psicológicamente para a caminhada até em casa - longa e cansativa. E, ainda assim, uma melhor opção que o ônibus.
Eu não sentia muito medo de caminhar sozinha, exceto quando a rua estava muito deserta. O que era o caso agora. Quando escolhi fazer o caminho mais rápido até em casa, esqueci que tinha que passar por um tipo de viela abandonada, que tinha uma fama grande por conta de estupros e assaltos que aconteciam ao seu redor.
"Não vai acontecer nada, não vai acontecer nada, não vai acontecer nada..." - eu ficava repetindo para mim mesma a cada passo apressado que eu dava por aquela interminável rua sinistra.
- Nossa, que boneca. - disse uma voz nojenta, surgindo de lugar nenhum, bem atrás de mim.
- Uma belezura! E olha essa pernas! - disse outro.
- Com certeza vão ficar lindas enroladas no meu quadril.
- E depois no meu.
Meu coração acelerou, parecendo querer saltar pela boca. Apertei mais ainda o passo, me arrependendo muito por não ter esperado o ônibus. Eu não conseguia ver o rosto desses idiotas, mas espero realmente que eles não estivessem falando comigo. Começaram a fazer "Psiu!", e, quando eu não respondi, fui chamada de metida.
- Eu vou te ensinar a ser mais humilde. - disse um deles.
E então agarrou o meu pulso. Eu dei o maior grito que já lembro de ter dado, junto com a maior força que já tinha usado, tentando me livrar dele. Ele deu uma risadinha nojenta, e, por um breve momento, consegui me soltar dele, e saí correndo pelo caminho. Certo, eu dei um chute no meio das pernas dele e saí correndo.
- Não fuja, querida. - um deles disse, rindo.
- Maldita vadia!
Eu não vi para onde estava indo, então foi uma situação tremendamente angustiante quando eu me choquei contra um corpo ao virar a esquina.
- Me solta, me solta, por favor! - comecei a implorar, chorando, tentando me livrar da mão que segurava meu cotovelo.
- Ei, calma, Bella, sou eu! - disse, e eu olhei para cima, encontrando o rosto de Edward Cullen. - O que está acontecendo?
Ótimo, Edward Cullen! Eu tenho certeza que ele vai me entregar direto para aqueles desgraçados!
- Nada, me solta, por favor!
Eu não conseguia mais controlar o choro, e nenhuma palavra mais saía da minha boca.
- Ah, aí está você... E aí, Edward! - disse um dos dois desgraçados, assim que me alcançaram.
Ao som da voz deles meu corpo inteiro começou a tremer, e eu coloquei toda a minha força para me livrar de Edward e poder correr. Funcionou até ele alcançar a minha cintura com o outro braço. E aí ele me abraçou, e sussurrou no meu ouvido:
- Shhh, eu não vou te machucar, comigo você está segura. Eles estavam perseguindo você?
A voz dele tinha um toque confortante, e eu não sei explicar porque, mas eu me senti mais calma. Talvez fosse o abraço, talvez a sensação de ser alguém conhecido, e como parecia que ele estava tentando ajudar. Então eu assenti, tentando controlar a minha respiração, escondendo o rosto no peito dele. Ele alisou o meu cabelo, e levantou a voz quando disse:
- E aí, o caralho, Marcus. Vocês dois estavam perseguindo ela, não estavam?
Depois de um segundo de silêncio, o outro respondeu:
- Bom, talvez...
O corpo de Edward ficou tenso, e eu podia dizer que ele estava lutando consigo mesmo para não me soltar e bater naqueles dois. Certo, talvez fosse apenas eu quem queria bater neles.
- É A MINHA GAROTA, PORRA! - ele gritou.
Eu não era a garota dele. Nem aqui, e em nenhum outro lugar. Mas, se aquilo iria ajudar... Ele podia dizer o que quisesse. Até porque o meu corpo parou de tremer, e a minha respiração estava mais calma, mesmo que ainda tivessem lágrimas caindo de meus olhos.
- Calma, calma aí, irmão! A gente não sabia!
- É POR ISSO QUE AS REGRAS DIZEM QUE VOCÊS NÃO PODEM PERSEGUIR GAROTAS! É POR ISSO QUE... Quer saber? Vão pro inferno! Se fosse uma garota do Chad vocês estariam mortos agora mesmo.
Meu corpo enrijeceu com essa frase. Quem era Chad? Edward conhecia? Hora do pânico novamente... Ele era pior do que aqueles dois... Ele seria capaz de matar alguém, como os boatos sobre ele diziam?
Edward apertou os braços ao meu redor, provavelmente sentindo a minha resistência.
- Quer saber? Se virem com o Chad depois. E agradeçam porque ela não está machucada. Vão embora!
Eles devem ter ido embora, porque eu ouvi passos e, um momento depois, Edward se afastou de mim.
- Você está bem? - perguntou, olhando para mim.
Eu assenti, enxugando meu rosto. Ele olhou fundo nos meus olhos, e depois passou o olho por cada parte descoberta do meu corpo - braços, pescoço, rosto, mãos - como se procurasse por algo. Hematomas?
- O que é que você estava fazendo andando sozinha por aqui? - ele perguntou. Parecia bravo.
- Voltando para casa. Rosalie e Alice são a minha carona, e já tinham ido, e nenhum dos meus pais podia vir aqui antes das cinco horas.
- Eu sinto muito por isso. - disse. - Eles não são realmente ruins...
- Tenho certeza de que não. - ironizei.
- Eles só... - ele chacoalhou a cabeça.
- Obrigada. - eu agradeci. - Eu vou para casa agora. Com licença.
- Eu vou com você... Sem condições de você continuar sozinha.
Respirei fundo, assentindo. Eu não podia discutir. A ideia de continuar caminhando sozinha para casa era assustadora. Eu realmente não queria pensar nisso. Estava extremamente grata a Edward Cullen por ter aparecido na hora e no lugar certo.
- Aliás o que você estava fazendo aqui, sozinho? - perguntei.
- Só... Caminhando. - ele disse, sem uma gota de nervosismo, o que teria, se ele estivesse mentindo. Ou se fosse um péssimo mentiroso.
Tudo bem, ele só estava caminhando... Provavelmente me ouviu gritando para aquele nojento me soltar. Nada demais.
Um silêncio um pouco constrangedor acabou se instalando entre nós, até que ele abriu a boca e disse:
- Uma pena Eric ter faltado hoje, não?
- É, uma pena... - concordei.
- Você está empolgada para a peça?
- Bastante... Eu meio que sempre quis fazer parte do Teatro. E você?
- Até que sim... Nunca foi meu maior sonho, mas acho que vai ser divertido.
- Já está pronto para me contar por que entrou para o Teatro?
- E você acha que já somos melhores amigos? - ele brincou.
Quando o braço dele encostou no meu durante a caminhada eu, automaticamente, me afastei. Foi reflexo. Talvez pela situação estressante de vinte minutos atrás? De qualquer forma, Edward percebeu. E não pareceu ter ficado indiferente a isso.
- Não sei se você lembra do vandalismo na sala do diretor... - ele começou.
- FOI VOCÊ? - questionei, surpresa.
Para ser sincera não sei porque fiquei surpresa. Com a fama que ele tinha - e com o que eu descobri hoje - era de se esperar que tivesse sido ele. Há mais ou menos dois meses a sala do diretor foi invadida. Todos os móveis foram derrubados, papeis rasgados, aparelhos quebrados e as paredes pichadas. Nada mais na escola foi tocado. Foi um caos no começo, depois tudo terminou se arrumando.
- Não! - ele disse, rolando os olhos. - Mas eu não tinha um álibi muito concreto, e como não estou na lista de melhores alunos, recebi a culpa "parcial", porque também não puderam comprovar que fui eu. Aí, como castigo, eu tinha que ajudar um departamento da escola o ano inteiro, e aí escolhi o teatro porque era o que parecia mais fácil.
- E aí você está vendo que não é bem assim.
- É, mas pelo menos as companhias compensam o tempo ruim. - ele piscou.
- Mas e qual era o seu álibi? - perguntei curiosa.
Ele ficou em silêncio, como se pensasse se deveria contar, ou não.
- Juro que guardo segredo. - encorajei.
- Eu passei o dia inteiro em uma casa abandonada que tem encima da rua da minha casa, com uns filhotes de cachorro.
- Você está zuando! - desdenhei.
- Eu juro que não estou! Eles estavam dentro de um saco de lixo, e eu não podia deixar eles daquele jeito! Então eu soltei eles, e levo comida de vez em quando... Eu posso te mostrar, se você quiser.
Ele deu de ombros, virando em uma rua que não dava para o caminho da minha casa. Edward Cullen tinha um lado fofo afinal?
- HM, eu acho melhor não... Meus pais vão ficar preocupados se eu não chegar logo em casa...
Ele deu de ombros novamente, e tomamos o caminho que dava para a minha casa.
Oi, gente! Peço desculpas pela demora ENORME. A minha intenção era de postar um capítulo por semana pelo menos nas férias, mas, conforme as reviews foram chegando, eu fui percebendo que precisava fazer algumas mudanças, então comecei a reescrever os capítulos que não tinha postado ainda, mas reescrever MESMO. Por isso demorei. Mas espero que gostem. E, por favor, continuem me dizendo o que fica ruim, e o que fica bom por aqui, sim?
E, claro, chequem minhas outras histórias, só para não perder o costume!
E TEM SURPRESA NO PRÓXIMO CAPÍTULO!
REVIEWS!
Nana: Obrigada! E aí, curtiu esse capítulo?
Kat Grace: Desculpe pela demora! Mas espero que tenha valido à pena! Também adoro o Edward bad boy :D
Tainra Souza: Aaai, que delícia ouvir isso! Muito obrigada! Espero que tenha gostado deste capítulo! :D
Camile: Eu vi! Fiquei muito feliz de você ter postado uma review naquela história tão querida para mim! Obrigada, mesmo! E espero que continue gostando desta daqui! :D
Lollita-san: SENPAI, NOTICE ME! Desculpe, o san no final do seu nome... Não consegui me conter, hahaha. Saudades de assistir meus animes. A Bella é tão louca que é bem capaz, viu? HAHAHAHA
B: Sim, essa Bella é beeeeeem sem noção. Na verdade acho que todas as personagens que eu faço acabam sendo sem noção. Mas é só para demonstrar como ela realmente não sabe nada da vida nem do amor, hahaha. E ela xingando a Leah é a mais, mas a Leah é uma fofa aqui, juro :D Ah, adiantando só pra você que perguntou: O próximo capítulo é POV do Edward! Espero que goste!
Ginamweasley: Continuei, curtiu?
Ana Paixo: Florzinha, me perdoa de verdade pela demora. Foi realmente o processo de reescrever, e também férias, viajar, ficar sem computador para fazer as postagens... Peço perdão. Vou tentar ser mais frequente, juro!
Odontocriz: Muito obrigada pelo carinho! Fico muito feliz de te ver por aqui! :D
Evelin Verone: Então espero te ver por aqui nos próximos capítulos :D
