BÔNUS! Como pedido de desculpas pelo atraso! Espero que gostem!
Capítulo Cinco: Você já sentiu que amou tanto alguém, que desejou tanto alguém que mal consegue respirar?
"Eu sei que você não sabe quem sou eu, porque nós nunca nos conhecemos. Eu não sou realmente louco, então não fique chateada. Eu tenho todos esses problemas, nenhum tem solução... Estive dentro e fora de algumas instituições bem legais..." - Wrecking Hotel Rooms, da banda MXPX. N.A.: aliás, a música que rege toda essa fanfic, basicamente. Sou apaixonada!
EPOV
- E aí, cara? Tá a fim de ir na festa da Gisele hoje? Ela tá fácil, fácil! - disse Rodrik ao meu lado, esfregando as mãos.
Bocejei, zapeando pela TV.
- Não. Ela não faz o meu tipo. E não tô no clima pra festas. - respondi.
- Ah, mas é claro! Toda santa vez! Só existe uma garota que te faz ir a festas e que é o seu tipo. Blá!
- É isso mesmo.
- Cara, acorda, já faz tempo, você nem chegou nela, nem nada! Como é que você vive esse tempo todo sem sexo, só esperando pela merda da buceta dela? Ela é feita de vodka, por acaso?
Joguei o controle pra longe, agarrando o colarinho dele.
- Quantas vezes eu vou ter que te avisar para não falar da minha Bella desse jeito? - esbravejei.
Ele levantou as mãos, se rendendo. Joguei ele no sofá, decidindo deixar quieto. Eu não precisava brigar com ele agora. Agarrei minha jaqueta.
- Eu tenho mais o que fazer do que socar você. - eu disse, saindo de perto dele.
- É, tipo ir visitar a sua virgenzinha.
Sem pensar duas vezes eu dei meia volta, acertando o queixo dele. Ele caiu do sofá.
- Porra, pra que isso?
- Pra você aprender a não tocar no nome dela! Vê se arruma alguma coisa pra fazer com essa sua boca idiota, Rodrik, ou eu vou arrumar para você. - ameacei.
- Já ouvi isso antes. O Chad dizia isso o tempo todo. - ele disse, rindo.
Mas eu não estava no clima.
- É, então eu vou te mandar pro Chad para ver se você ouve dessa vez!
- Poxa, Edward, fala sério, estou apenas brincando! Se você quer ir vigiar a sua Bella e ver se está tudo bem, beleza. Eu quero ir à festa e comer umas garotinhas.
- Faz o que quiser, só me deixa em paz. E fecha o portão do galpão quando sair. Eu vou direto para casa depois.
- Beleza, mano.
Saí do galpão, subindo direto na minha moto. Era a única estacionada ali, tirando a do Rodrik. Não tinha nenhuma reunião com os rapazes hoje, então todos deveriam estar fazendo alguma coisa longe dali. Apenas o Rodrik era idiota o suficiente para me atrapalhar ali quando eu queria ficar sozinho. Mas já era hora de ir embora.
O motor rugiu embaixo de mim, e eu senti meu coração acelerar conforme me aproximava da casa dela. Eu estava lá todas as noites, e ficava olhando pela janela do quarto dela, até que ela adormecesse e tudo no mundo parecesse calmo e tranquilo - porque era assim que ela estava.
Estacionei onde sempre estacionava - na esquina deserta da padaria na rua de cima da casa dela. Fiz o resto do caminho a pé, sentando no banco em frente à casa dela, que ficava escondido embaixo de uma árvore. Aquela espécie de praça/parque. Dava bem de frente para todas as janelas da casa dela. Como estava escuro ela não conseguiria me reconhecer sob a sombra da árvore, cobrindo as luzes da rua. Rapidamente identifiquei a janela do quarto dela. Estava aberta, a luz acesa. Eu a vi sentada na cama, lendo um livro. Tinha um sorriso no rosto dela.
Como ela conseguia ficar ali, parada, apenas sorrindo, e ser a criatura mais bela que eu já tinha visto?
Desde a primeira vez que eu a vi, eu enlouqueci. Ainda lembro dos avisos idiotas do meu pai quando eu ia começar nesta escola nova.
- Tome muito cuidado com o que faz, Edward. Se você fizer alguma coisa que te faça ser expulso, você vai direto para aquela escola militar. Eu estou falando sério.
Mas eu sabia que ele não estava - ele nunca estava. Nunca. Então eu tinha decidido que aquela não era a hora de me aquietar, e estava planejando um belo ataque à sala do diretor quando eu a vi pela primeira vez. Caminhando pelo estacionamento, com um livro nos braços e uma amiga do lado. Ela estava rindo, e seus olhos brilhavam. Parecia tão sincera, tão pura... Diferente de todas as garotas que eu já vi na vida.
Lá estava ela, com os cabelos presos em um rabo de cavalo, usando um suéter verde grande, combinando com calças jeans e botas, sem nenhum traço chamativo, como um batom gritante ou um vestido escandaloso... E ainda assim ela se destacava. Chamou minha atenção. Não consegui tirar os olhos dela até que ela entrou no carro com a amiga e se foi... E, naquele momento, eu soube que precisava ficar naquela escola, porque era onde ela estava...
Eu preciso dela. Já passou de um simples desejo a vontade de chegar perto dela e tê-la me recebendo, de poder beijá-la na frente de todos, de dizer o quanto eu a amo, e deixar todos saberem que ela pertence a mim... Agora é uma necessidade. Eu preciso senti-la perto de mim, o toque da pele dela na minha... Você já sentiu que amou tanto alguém, que desejou tanto alguém que mal consegue respirar?
Isabella Swan.
Não sei quanto tempo fiquei ali vendo-a ler, sorrir - mas não foi tempo suficiente. Eu sempre iria querer mais tempo com ela. E sempre, todas as noites, eu iria desejar poder estar com ela ali dentro do quarto, deitado com ela, aninhando-a em meu peito. O meu único conforto é saber que amanhã, naquele inferno chamado escola, eu vou vê-la.
Logo ela desapareceu pelo corredor, e voltou dentro de um pijama branco com bichinhos de fazenda. Alheia ao que acontecia do lado de fora de sua casa, ela fechou a janela. E frestas da luz do seu quarto foi tudo o que eu conseguia ver. Até que, pouco tempo depois, nem mais isso se via. Era isso. Ela estava dormindo. Segura em sua casa.
Subi em minha moto, indo para casa. Minha mãe foi a primeira a me receber.
- Edward, você não me contou se conseguiu o papel. - ela exigiu.
- Consegui. O diretor vai aceitar isso como redenção. Sou um aluno exemplar agora.
- Que bom! Estou louca para te ver encima de um palco, coisa fofa! - ela exclamou, apertando minhas bochechas.
- Ugh! - eu exclamei, me afastando dela.
Fui direto para o meu quarto, subindo as escadas. Eu tinha uma peça para decorar. Uma peça inteira com ela. Finalmente eu estaria com ela perto de mim, com uma desculpa. Eu não precisava mais me esgueirar para vigiá-la, para ver como ela estava, e nem assustá-la porque estava me aproximando rápido demais. Ela estaria ali, na minha frente, e seria por um motivo justo, um motivo perfeito. Um motivo que não podia fazê-la fugir.
(...)
- Como assim um encontro? O que você quer dizer com encontro? - Bella exclamou.
Eu olhei para o olhar espantado dela com diversão. Era finalmente a reunião da qual Eric tinha falado. Para que Bella e eu nos aproximássemos ele propôs que nós saíssemos em um encontro, agindo exatamente como os nossos personagens. Ideia idiota? Provavelmente. Se eu gostei? Com certeza. Um encontro com a Bella agindo como um personagem apaixonado pela personagem dela? Eu não poderia ter pedido por algo melhor.
- É o que eu proponho, Isabella. Agora, se você acha que não consegue, eu sempre posso... - disse Eric, e ela logo o cortou.
- Não! Quer dizer, nossa, um encontro, ótimo! Não é, querido Edward?
- Com certeza, mia bella. - concordei em meio a risadas.
Eric também estava rindo. Parecia que ele se divertida com isso mais do que eu. Eu juro, se eu tivesse pedido a ele para fazer isso eu não teria pensado em algo melhor!
Nos despedimos de Eric e, do lado de fora, Bella apontou o dedo para mim.
- Não precisamos fazer isso. É só fingir.
Estalei a língua.
- Querendo enganar o diretor? Bella, Bella... Eu podia jurar que você era do tipo boazinha.
- Quase esqueci! - Eric exclamou, aparecendo pela porta. - Vão ter pessoas vigiando vocês, então nem pensem em fugir, ou não cumprir o trato. Vão ficar lá por duas horas. Até o próximo ensaio.
- Não! - Bella choramingou assim que ele desapareceu.
- Eu sei que você queria mais tempo comigo, mas duas horas são suficientes. - brinquei.
Mas duas horas era pouco com ela. A eternidade era um bom tempo. E eu preciso controlar esses pensamentos obsessivos. Eu não quero me tornar um psicopata.
Ela saiu marchando, murmurando algo que eu não entendi. Com um sorriso nos lábios eu me dirigi até o banheiro masculino.
- Ouvi dizer que você quer chamar Isabella Swan para sair, é verdade? - disse alguém entrando no banheiro.
Virei o rosto para olhar para ele. Eram dois caras. Eu não tinha ideia de quem eles eram. Mas tiveram minha total atenção quando falaram o nome da minha Bella.
- É, ela está na minha aula de Biologia... É uma fofa. Quieta, inteligente, bem o meu tipo.
Fechei a torneira, terminando de lavar as minhas mãos.
- Eu nem sabia que você tinha um tipo, cara. - o outro brincou. - Mas eu tenho que admitir que ela é mesmo bonita. E o corpo dela é...
Pigarreei. Tive a atenção dos dois.
- Você não vai chamar Isabella Swan para sair. - eu disse, esfregando o papel pelas minhas mãos, tirando o excesso de água.
Um deles olhou para mim assustado - a parte boa de ter fama. Infelizmente, não era o que planejava chamá-la para sair. Este estava todo corajoso olhando para mim.
- Eu não tenho medo de você, Cullen. - declarou. - Mike, James e Tyler me falaram das suas ameaças.
Abri um sorriso.
- Corajoso, legal.
- Cara, se você gosta tanto dela, por que é que não a chama para sair, ao invés de só ficar ameaçando quem quer ela?
- Porque ela é minha, e eu faço o que eu quiser! - declarei, irritado. - Agora escuta aqui, você não vai chamar ela para sair, não vai nem olhar na direção dela.
- Cara...
- E vai parar de me chamar de "cara". Ou eu vou arrebentar o que você chama de rosto. Você acha que o Benjamim foi brincadeira? Um simples assalto? - ameacei.
- Você não está falando sério. - ele disse, desconfiado.
- Me testa!
- Ele precisou de cirurgia plástica, você é doente?
- Talvez. - eu disse, crispando os olhos.
Ele então ficou com o mesmo olhar assustado do cara ao lado dele.
- Tire os olhos, mãos, pensamentos, sonhos e tudo o mais da minha garota. Ou então eu te encontro no beco da sua rua. - ameacei.
- Como você sabe do beco da minha rua?
Abri meu sorriso de volta, saindo do banheiro. Ótimo, no mínimo ele ficou assustado o bastante para não tentar nada com a minha Bella.
O sino bateu, anunciando o início do período da tarde. Ah, eu sinto tanto sono...
É SÓ ISSO, PESSOAL! Estou terminando o capítulo 6 depois de tantas reedições, e postarei ele aqui assim que possível, certo?
OK. O que acharam dele ser, tipo, secretamente apaixonado por ela? Vão ter mais POVS. Fiquei um pouco insegura sobre fazer ele ser apaixonado por ela, mas como essa é uma história que vem rondando minha cabeça há anos, sempre imaginei um cara meio "bad boy" que ficava seguindo, vigiando e protegendo uma menina que ele gostava, mas não se aproximava muito dela. Então isso tomou vida aqui. E aí? Estou muito curiosa para saber o que vocês acharam!
