OLHA EU AQUI! UHUUU

Capítulo Onze – Sei que nenhuma delas brilha tanto quanto os seus olhos

"Apenas um beijo em seus lábios sob a luz da lua; apenas um toque de fogo ardente. Não, eu não quero estragar isso, eu não quero forçar demais..." - Just a Kiss, da banda Lady Antebellum.

EPOV

Quando saímos, na sexta, ela pareceu gostar da camisa social azul clara que eu usava... Será que ela gostaria de uma camisa azul escura? E verde? Será que ela gosta de jeans claros ou escuros?

A que ponto eu cheguei! Escolhendo cores! Ah, mas é pela minha Bella... Por ela, eu escolheria até o jeito de pentear o cabelo... Mas sou eu! Ela vai sair comigo. A Bella com o Edward, não a Helen com o Charlie... Então ela deveria me ter, como eu sou... E ela tinha perguntas a fazer.

Joguei os cabides com camisas sociais encima da cama e vesti uma manga longa preta, jogando minha velha jaqueta por cima. Calças pretas, botas pretas... Por que eu gosto tanto de preto? Sacudi a cabeça, vestindo jeans um pouco mais claros. Agarrei as chaves da minha moto e gritei um 'tchau' para minha mãe.

- Fique seguro! – ela gritou de volta.

Dei três voltas pelo quarteirão antes de decidir realmente ir até a porta dela. Se Rodrik estivesse aqui ele riria muito de mim.

- Edward! – a mãe dela exclamou assim que abriu a porta.

Ela me mediu de cima a baixo, parecendo estranhar minha roupa – tão diferente do que eu usava quando apareci ali pela primeira vez.

- Boa noite, sra. Swan! Eu gostaria de saber se a Bella está...

- Pronta! – Bella exclamou, aparecendo por trás da mãe. – Estou, vamos?

Ela estava tão linda! Eu não consegui tirar meus olhos dela... Uma blusa rosa, de alças... Rosa combinava tanto com a pele dela, com o cabelo dela... Deixava ela tão inacreditavelmente linda! Se bem que ela sempre era inacreditavelmente linda... Podia estar usando pijamas e ainda estar linda. Podia estar usando um saco de lixo e ainda estar linda. Podia não estar usando nada e ainda estar linda... Deus! Como ela deve ser linda nua! Apenas pensar no corpo dela me deixa com uma vontade quase incontrolável de tocá-la, de empurrá-la contra aquela parede e fazê-la minha ali mesmo.

- Eu a trago antes da meia-noite. – eu disse à mãe dela, gentilmente guiando Bella até a minha moto.

- Você me traz antes das dez! – Bella ralhou comigo.

- Não posso prometer nada... Talvez eu nunca mais a traga de volta.

- Até parece. - ela desdenhou.

Quando paramos em frente à minha moto ela fez a mesma cara que fez quando aceitou minha carona.

- Eu não disse para você vir de carro? – questionou.

- Não lembro. – eu disse, estendendo um capacete para ela.

Ela rolou os olhos enquanto colocava ele na cabeça. Com menos dificuldade subiu atrás de mim, passando os braços pela minha cintura. Eu quis que ela se colasse mais a mim, mas ela permaneceu um pouco distante. Arriscando um olhar para a porta, a mãe dela nos observava como se dissesse "onde a minha filha se meteu?". Doeu um pouco, eu não vou mentir... Mas esta noite não se tratava de ganhar os pais dela... Se tratava de estar com ela.

- Se eu morrer, a culpa é sua. Onde vamos? – ela perguntou quando o motor da moto rugiu embaixo de nós.

- Para o quarto mais próximo, onde eu possa tirar essa sua roupa e adorar o seu lindo corpo, enquanto eu mosto para você o quanto eu te amo e o quanto eu quero você comigo para o resto da minha vida... Depois podemos nos casar em Las Vegas e eu posso passar o resto da minha vida desfrutando do prazer de tê-la, sendo o cara mais feliz de toda a face da terra, onde nenhum desgraçado vai poder sequer olhar para você, porque você vai ser minha, para sempre, e eu vou fazer questão de marcar isso no seu corpo até que "eu sou do Edward" sejam as únicas palavras que você seja capaz de formular... E nós vamos transformar isso em lindas crianças, tão lindas quanto você. E elas vão crescer numa casa grande e perfeita, onde nós vamos morar e viver completamente felizes até que a morte venha nos separar desta vida, e então nós vamos nos encontrar do outro lado, e nos tornar amantes para todo o sempre. Porque eu amo você, tenho certeza disso desde o primeiro momento em que eu a vi, e eu quero que você me ame de volta, com tanta força que cada célula do seu corpo grite o meu nome quando eu não estiver por perto, do mesmo jeito que cada célula toda a extensão do meu ser grita por você o tempo inteiro... Mesmo quando você está por perto. Porque eu nunca vou ter o suficiente de você. Talvez nem estando dentro de você, ou vendo você carregar o filho que nós faremos com tanto amor, porque eu a quero tanto, tanto, tanto... Apenas diga "sim" e eu vou te levar para este quarto agora mesmo... E eu prometo fazer você gritar o meu nome tão alto que até mesmo os seus ossos vão possuir o meu nome... E você não precisa se preocupar comigo gritando o seu nome, porque gritá-lo bem alto enquanto te amo é só o que eu quero fazer desde que eu te conheci... E te marcar para que mais ninguém se aproxime de você... Você é minha... – era o que eu queria dizer.

Mas ao invés disso, eu disse:

- Para o cinema na frente da biblioteca municipal. Se você preferir, pode escolher outro.

- Não, eu gosto desse.

Coloquei a moto na estrada, acelerando, e ela apertou mais os braços ao meu redor. O que foi ótimo sentir, por todo o caminho até que, minutos depois, eu estacionei em frente ao cinema. Ajudei-a a descer da moto, e ela olhou para mim com certa intensidade. Fez um calafrio percorrer meu corpo.

- O que você quer assistir? – perguntei, guiando-a para o interior do cinema.

- Qualquer coisa, não importa. Achei que fossemos conversar.

Abri um sorriso.

- E vamos. Mas, primeiro, eu gostaria de ver um filme. Antes que você saia arriscando que eu sou um...?

- Eu estava pensando em algo sobrenatural... - ela disse.

- Tipo o quê? Kriptonita e aranhas nucleares? - eu ri.

Ela deu de ombros.

- Pode rir, mas todas as suas características se encaixam com as de um vampiro.

- Vampiro? - perguntei, descrente. - Acho que alguém anda assistindo Vampire's Diaries demais...

Ela riu.

- Talvez, mas não baseei minhas suspeitas por lá. Até porque você não é nenhum Damon Salvatore.

- Ah, não, querida. Edward Cullen é bem melhor, garanto a você. - eu disse, piscando.

Ela riu, olhando para os cartazes de filmes acima de nós.

- Boa noite, que filme vocês vão querer assistir? - perguntou a simpática moça na bilheteria.

- Ainda estou esperando você escolher, Bella.

- Qual é o filme mais clichê, água com açúcar e mulherzinha que vocês tem em cartaz? - ela perguntou à moça.

A moça riu, e eu revirei meus olhos.

- Temos uma sessão para "Fica Comigo"* em dez minutos.

*"Fica Comigo" é um filme de, tipo, 1999, que conta a história de uma garota que precisa de um par para o baile (e não acredita no amor) por causa da imagem, mas quando o par perfeito dela (o astro do time de futebol) se apaixona por outra e recusa o pedido dela, ela pede ao vizinho dela (que ela odeia) que finja ser o namorado dela e vá com ela até o baile. Claro que eles se apaixonam, e ele é completamente aqueles caras de 1999 "rebeldes" e diferentes, com bandas independentes... E é um desses filmes de High School americano. Adoooro!

P.S.: alguém aqui lê "Um Edward Cullen, por favor"? Hahahahaha. Nem se parece com esse filme.

- Ótimo! Dois bilhetes, por favor!

- Você gosta de filmes água com açúcar, feito pra mocinhas de TPM? - Bella perguntou, segurando um sorriso enquanto dava um gole no refrigerante.

- São os meus preferidos.

Ela rolou os olhos.

- Eu até acreditaria em você, se você não gostasse tanto de me enganar e irritar.

- Falo sério, Mia Bella! - eu disse, falsamente ofendido. - Eu acho completamente fascinante a maneira com que o casal fica junto, mesmo tendo evitado isso o filme todo! E o mocinho, uau, retrato da perfeição!

- Eu sabia que deveria ter escolhido um filme de princesas! - ela debochou.

A sala ficou escura, e então os trailers começaram.

- Fala sério, que filme fofo! - ela exclamou, quando a sala voltou a ficar clara. - Você gostou?

- Até que sim. - eu disse.

Ela deu uma risada, um som muito gostoso de se ouvir, e eu a olhei maravilhado. Como podia existir uma criatura tão... Adorável?

- O que fazemos agora? - ela perguntou.

- O que você quer fazer agora?

- Hm... Conversar.

- Ótimo. Está com fome?

Ela sacudiu a cabeça, suspirando. E aí eu percebi o problema: normalidade demais. Filme, comer... Ela era melhor do que normal, merecia algo melhor, mais extraordinário.

- Você... Confia em mim? - eu perguntei, um pouco na defensiva.

Ela riu, talvez porque tenha soado como uma cena de um filme.

- Nem mesmo um pouco. - respondeu.

- Ouch! Essa doeu!

Ela riu outra vez.

- Mas, por três horas, talvez, eu confie. O que você tem em mente? - ela perguntou, olhando no relógio.

Eu peguei a mão dela e a guiei até a moto outra vez. Passamos num drive-thru e compramos dois hambúrgueres, batatas e milkshakes. Ela estava bastante nervosa, se segurando com força a mim enquanto eu acelerava por ruas que eu conhecia tão bem quanto a palma da minha mão - mas ela não.

- Diz que você não vai subir isso. - ela pediu quando eu inclinei a moto para subir um precipício que tinha, dentro de um matagal mais ou menos nas beiradas da cidade.

Eu apenas ri dela, estacionando a moto perto de uma ponte velha. Percebi que ela estava rindo, como se soubesse o que eu iria propor.

- Eu sabia que confiar em você era uma péssima, péssima ideia... - ela lamentou, descendo da moto com dificuldade.

A ponte era realmente velha - tão velha que estava caindo aos pedaços - e tinha sido substituída, um pouco mais a frente, por um tronco de árvore.

- É aqui que você me mata? - a perguntou, mal segurando o riso.

Eu abri um sorriso.

- Talvez... Mas aí eu perderia a chance de te ver todos os dias... Que graça tem isso? - respondi, piscando.

Ela rolou os olhos, rindo.

- Vem, eu quero que você suba ali comigo. - apontei para a ponte.

Ela olhou curiosa para a frente. Mediu a altura da ponte até o rio embaixo, e depois voltou os olhos para mim.

- Você jura que é seguro? - perguntou.

Assenti. Ela esticou a mão até o meu ombro, se apoiando.

- Se eu cair e morrer, eu volto para te assombrar.

É claro que ela ia topar! Eu sabia que ela gostava de aventura! Ela era tão perfeita... Mesmo sendo um pouco desajeitada para andar encima daquele tronco, mas, ei, até eu era na primeira vez!

- Aqui. - eu disse, parando ela e sinalizando para que sentássemos, na metade do tronco.

- Ele aguenta mesmo o nosso peso?

- Aguenta. Pode parecer frágil, mas é um tronco bem resistente. E, depois, a água do rio só vai até a cintura.

- A sua cintura é meu pescoço!

Eu ri, ajudando-a a sentar. Claro que ela estava exagerando - como sempre. Levantei os olhos para o céu, sentindo quando ela fez o mesmo. Não dissemos nada, apenas ficamos olhando; nossos braços quase se tocando.

- Você sabe algo dessas estrelas? - ela perguntou, depois de um longo período de silêncio.

- Sei que nenhuma delas brilha tanto quanto os seus olhos.

Os olhos dela encontraram os meus, e ela tinha um sorriso nos lábios.

- Você realmente é bom nisso, não é? - ela perguntou.

Eu ia perguntar a ela no que, exatamente, eu era bom, mas eu só conseguia me concentrar nos lábios dela. O jeito que eles se moviam quando ela falava, o jeito como se curvavam em um sorriso... Ali, tão perto de mim...

- Edward? - ela chamou.

Olhei para os olhos dela. Eles realmente brilhavam mais do que as estrelas acima de nós. Eu não me segurei, eu não podia me segurar. Aproximei meu rosto do dela, até que ela me parou, uma mão na minha bochecha.

- Não, eu nunca fiz isso. - disse.

- O quê? - eu perguntei, impaciente. Só queria sentir os lábios dela nos meus.

- Beijar. Eu nunca beijei ninguém na vida.

Isso só aumenta minha vontade de beijar você, Bella.

- Sempre há uma primeira vez... - eu disse.

Eu esperei ela dizer mais alguma coisa, ou me afastar mais com a mão, mas ela só ficou ali, parada. E a única coisa que eu consegui fazer foi grudar meus lábios aos dela, sentindo todo o meu corpo tremer quando ela cedeu passagem a minha língua.

Dava para sentir, em cada movimento tímido da língua dela, o quanto ela se tornava cada vez mais minha... Eu era seu primeiro beijo. O primeiro... E seria o último. Ela era toda minha. Toda. Nunca antes havia sido tocada... Guardada para mim. Feita para mim. Minha.

Minhas mãos se apertaram mais na cintura dela quando eu senti que ela quebrou o beijo.

- Tá bom, tá bom... - ela disse. - Acho que não sou boa nisso.

- Não, você é... Você é ótima nisso... E a prática faz a perfeição.

Ela deixou que eu a beijasse de novo, e eu a puxei para mais perto... Eu poderia ficar ali, a beijando, sentindo o corpo dela perto do meu, por muito, muito tempo.

- Certo. - ela disse, quebrando o beijo outra vez.

Ela estava vermelha, extremamente vermelha. Eu beijei as bochechas dela, querendo poder beijá-la de novo. E de novo. E de novo. E para sempre.

- Acho que seria legal se você me levasse para casa agora.

- O quê? Mas a gente nem comeu. Você nem fez as suas perguntas...

Ela mordeu o lábio inferior, olhando para a água embaixo de nós. Isso não está ajudando...

- Olha, desculpe... Ou não. Porque beijar você foi ótimo. Mas eu estou longe agora, ok? Eu não vou mais tocar em você hoje... A não ser que você queira.

Por favor, queira! Eu preciso sentir você colada a mim...

- T-tudo bem. Não precisa ficar tão longe. Me passa meu hambúrguer, por favor?

E AIIII CAMBADA?! BELEZA? Quem sentiu saudades de mim? Ah, ninguém? Poxa! :/ assim eu me sinto um nada!

HAHAHAH, piadinhas à parte. Sei que tenho demorado muuuuuito para postar. Na verdade, é porque – dessa vez – é porque tive muitos problemas com internet e tals, porque mudei de casa. Mas escrevi muuuito! Então, aproveitando os capítulos que eu já tenho, vou tentar postar toda semana, pode ser? Podemos marcar um encontro toda sexta feira às 20h? Eu vou esperar vocês!

Mais recado: quem quiser me seguir no snap: gabbiemoraes, no insta: shestillbelieves, no tumblr: shestillbelievess (com dois s mesmo) E É ISSO AÍ!

Obrigada pela audiência! Não vou conseguir postar 2 capítulos hoje, mas posto o segundo assim que conseguir, antes de sexta, tudo bem? Espero que vocês gostem desse capitulo, tanto quanto eu gosto C: (especialmente porque é meio que totalmente inspirado no meu primeiro beijo, hahaha)

P.S: Vicknilly, precisamos conversar meniiina! Suas reviews me fazem querer chorar de tanta felicidade! Super vou seguir seus conselhos!