Achei que não ia conseguir, mas olha eu aqui de novo! Hihihihihi

Capítulo Doze: Bom, pelo menos eu não quero mais arrancar os seus olhos com uma colher

"Antes que eu me apaixone rápido demais, me dê um beijo rápido, mas faça durar para eu poder ver o quanto isso vai me machucar quando você disser adeus. Mantenha-o doce, mantenha-o devagar, deixe o futuro passar... E não o deixe ir... Mas hoje à noite eu poderia me apaixonar cedo demais sob este lindo luar. Você é tão hipnotizante..." - Catch Me, da cantora Demi Lovato.

BPOV

Caralho! Puta que pariu! Cacete! Porra!

Lindas palavras partindo de uma jovem que nunca fala palavrão. Mas caralho, Edward Cullen me beijou!

Não existe uma palavra para explicar isso! Ele me beijou, e eu o beijei de volta! Edward Cullen! Depois de ter jurado que ficaria longe dele! O que eu fiz?! Sob as estrelas e tudo o mais! Como é que eu ia resistir?!

- Então, qual é a sua teoria? - ele perguntou depois de um longo período de silêncio.

Eu já estava na metade do meu hambúrguer. E no final do meu milkshake, que ainda estava bem conservado, acredite. Mas... Não dava para pensar em teorias e perguntas agora... Dava?

- Você é um psicopata que está na escola para escolher a vítima mais fácil para matar, e eu sou boba o suficiente para estar aqui com você agora. - eu disse, voltando a morder meu hambúrguer.

Edward riu. Admito que eu segurei o riso. Por que tinha que ser fácil assim ficar confortável com ele? Há dez minutos eu queria ir para casa!

- O que aconteceu com a história do vampiro? - ele quis saber.

- Eu descartei assim que você mordeu esse hambúrguer.

- Vampiros não comem carne?

- Não, só sangue.

- Droga, estraguei meu disfarce!

Joguei uma batata nele; ele jogou uma batata em mim. Eu desviei muito bem, obrigada.

- Não, não sou um psicopata. Pelo menos ainda. - disse.

- Você não admitiria, se fosse um. Já matou alguém?

- Insetos contam?

- Definitivamente.

- Então já matei muitos.

Fingi cara de surpresa e assustada. Ele jogou outra batata em mim. Eu revidei, claro. Ele também. E ele terminou com ketchup na bochecha. E eu com maionese na testa.

- Fala sério! - reclamei me limpando.

Edward começou a rir, estirando a língua. Língua que antes estava... Hm, ok. Talvez eu queira beijá-lo de novo. Talvez não. Talvez eu queira ir para casa e não pensar em nada.

- De verdade agora. - Edward pediu.

Eu olhei para ele, e ele parecia bastante ansioso.

- Você tem realmente medo da minha opinião? - perguntei, divertida.

- A sua opinião é muito importante.

- Eu acho que você foi forçado a entrar no teatro porque destruiu a sala do diretor.

Ele abriu um sorriso.

- Bom, muito bom. Só que não fui eu quem destruiu a sala dele, eu só levei a culpa.

- Então quem foi? - eu perguntei.

- Eu não sei. Mas como sempre, eu sou culpado de tudo.

- Bem, é que a sua fama... Não deixa muito a duvidar.

Ele olhou para mim de um jeito intenso. Eu quase achei que ele fosse me beijar de novo. Eu quase quis que ele fizesse isso.

- Você acredita? - perguntou.

- No quê?

- Na minha fama.

Eu pensei a respeito, desviando os olhos dele. Eu nunca o tinha visto com uma garota, então os boatos sobre ser "desvirginador" não podiam ser verdade... Mas ele está aqui comigo agora, e, tecnicamente, desvirginou a minha boca. Hm... E eu nunca o vi com nada roubado. E nunca o vi preso. Na verdade, tirando as roupas pretas e a moto, Edward não parece muito o bad boy que pintam por aí. Ah, e as tatuagens.

- Na verdade, não. - confessei. - Eu não gosto muito de acreditar no que as outras pessoas dizem e... Você tem se mostrado completamente diferente.

- Diferente bom, ou diferente ruim?

Sorri.

- Acho que bom. Bom, pelo menos eu não quero mais arrancar os seus olhos com uma colher... Então acho que estamos bem.

Ele respirou fundo, abrindo um sorriso.

- Você também é... Diferente. - ele disse.

- Diferente bom, ou diferente ruim? - repeti a pergunta dele.

- Definitivamente bom. - ele sorriu. - Obrigado por me dar a chance de mostrar ser alguém diferente desses boatos.

Levantei o polegar para ele, terminando de comer o meu hambúrguer.

- Isso te irrita? Os boatos? - perguntei, depois de um tempo.

- Não tanto quanto deveria, eu acho. Eu só fico preocupado com até onde isso afeta o jeito que as pessoas agem comigo, sabe?

- Tipo com garotas?

Ele riu.

- Não, com garotas, não. Bom, não só. Mas, por exemplo, se eu encontrasse Mark Weiner perto da biblioteca e fosse perguntar para ele se ele já tem dupla para o trabalho de Biologia, ele correria de mim. Ou inventaria um parceiro.

- Isso aconteceu de verdade?

Ele assentiu.

- Mas já faz tempo. Eu aprendi a fazer essas coisas sozinho agora.

- Bom, você sempre pode fazer comigo, se quiser.

Ele abriu um sorriso enorme.

- Vou lembrar disso.

- Eu tenho uma pergunta...

- Pergunte.

- Se você não gosta dos boatos... Por que age como se eles fossem verdadeiros?

- Porque nem todos são só boatos.

Engoli em seco. Quais seriam os verdadeiros? Ter matado alguém?

- E por que você faz isso, se não gosta das consequências?

- Quem disse que eu não gosto?

- Acho que ter alguém se afastando de você é uma consequência... Você não pareceu gostar disso.

Ele olhou para baixo, e depois voltou os olhos para mim, aquele mesmo olhar intenso.

- Você se afastaria de mim, por causa de boatos? - perguntou.

- Acho que isso depende do quão verdadeiros eles seriam. Existem coisas que não somos capazes de suportar.

Ele assentiu.

- Isso te incomoda? - pressionei.

- Parece que sim. Bastante, na verdade. - ele respondeu, sem tirar os olhos dos meus.

- Então por que você não tenta agir diferente? Ser tipo... Um cara legal?

Ele levantou, agarrando o saco agora vazio.

- Acho que está na hora de te levar para casa, não acha? - perguntou.

Assenti, engolindo o resto do meu hambúrguer e aceitando a ajuda dele para levantar. Se ele não queria falar sobre, eu não iria pressionar.

O caminho até a minha casa pareceu mais longo agora. Talvez fosse porque eu me sentia desconfortável com ele por perto; talvez fosse porque estivesse escuro; talvez fosse porque ele estivesse dirigindo mais devagar... Só sei que foi um longo caminho.

- Te vejo... Qualquer dia. - eu disse, entregando o capacete de volta para ele.

- Te vejo qualquer dia. - ele disse, pegando o capacete.

- Obrigada por hoje. Foi... Legal.

- Foi, sim.

- Tchau.

- Tchau.

Fiz meu caminho até a porta de entrada, quando ele me chamou.

- Bella!

Quando eu me virei ele estava bem atrás de mim. Tomei um susto. Sem mais, nem menos, ele grudou os lábios aos meus, segurando meu cabelo.

- Boa noite. - disse, quebrando o beijo e voltando para a moto.

Eu só acenei para ele, entrando em casa e agradecendo por encontrar todas as luzes apagadas. Eu não queria enfrentar o furacão Renée agora. Eu não queria enfrentar nem mesmo a realidade.

Edward e eu tínhamos tido um encontro de verdade, com beijos e conversas cheias de verdade sobre ele. Eu nem sabia ainda como me sentia sobre isso... E, definitivamente, não queria encarar a realidade e "Bella, isso foi errado!". Eu estava muito bem, com meu coração acelerado, minha pele quente, e o gosto da boca dele na minha.

TCHARAAN! Não dava para deixar o encontro deles partido na metade. Achei tão fooofo! E vocês? O QUE VOCÊS ACHAM QUE VAI ACONTECER NO PRÓXIMO CAPÍTULO? Gente, eu posso não responder as reviews, mas eu adooooro lê-las! Mais para frente, quero fazer uma "promoção" com a historia, vamos ver, hihihihi. Mas e ai, me digam o que vocês acham que vai acontecer! Quero ver quem vai acertar!

Beijos!