Já que eu sempre posto dois capítulos de uma vez... Não vou quebrar a tradição! Hahahahaha. Aqui está! Espero que gostem!
Capítulo Catorze: Coisas que fariam você corar de um jeito violento, e correr para a sua mãe
"Você não sabe que para a sala? E que tudo que eu consigo ver é você?" - Once in a Lifetime, do cantor Landon Austin.
EPOV
- Eu tiro meu chapéu para você, Edward.
- Obrigada, rapazes. Agora eu tenho que ir.
- E o seu dinheiro?
- Dá pro Rodrik. Eu pego depois. Tenho coisas mais importantes para fazer agora.
Meus olhos procuraram os dela, naquela fileira de mulheres no bar. Nenhuma se comparava a ela, e ela tinha metade da idade de todas elas – pelo menos de algumas. Ela estava ali, eu nem acredito! Isabella Marie Swan, a minha Bella aceitou sair comigo duas vezes no mesmo dia... E estava comigo em um lugar diferente do que ela costumava frequentar. E ficou me assistindo jogar sinuca – e ganhar. E piscou para mim depois da minha primeira jogada. E deixou que eu a beijasse quatro vezes. Quatro maravilhosas vezes... E continuava ali, esperando por mim. Usando a minha jaqueta.
- Parabéns! – ela disse, abrindo um enorme sorriso quando eu cheguei perto dela.
- Obrigada, mia Bella.
- É, Edward, parabéns, você foi maravilhoso, como sempre! – disse a loira ao lado dela.
Eu nem sabia quem era aquela mulher – tinha cara de mais velha -, mas o que ela disse fez minha Bella revirar os olhos.
- Valeu. – respondi pra ela, depois me virei para Bella: - Você está pronta para ir?
Ela assentiu, se levantando. Passei o braço ao redor dela, sentindo seu corpo próximo ao meu, mais uma vez naquela noite. Ela era tão perfeita... Claro que alguns caras ficaram olhando para ela, mas eu podia confiar neles – no Bar das Serpentes ninguém pegava a mulher de ninguém. E se ela estava usando a minha jaqueta, era minha. Mesmo sem a jaqueta ela era minha. Ela era toda minha.
- Você está com fome? – perguntei.
- Na verdade, não. – ela respondeu.
Ajudei-a a subir na moto, e subi logo em seguida, acelerando pelas ruas desertas. Apenas eu e ela, sob aquele céu escuro. Ela se segurava em mim com força, e eu quis pensar que não era apenas porque ela tinha medo de cair. As coisas entre nós estavam tão diferentes desde hoje à tarde...
- Você quer ir para casa? – perguntei, parando dentro de um parque.
Ela olhou ao redor, juntando as sobrancelhas e disse:
- Isso aqui não deveria estar fechado?
- E está... Mas eu conheço um caminho.
Ela me olhou de um jeito meio estranho. Aquela história dos boatos de novo? Quais deles eu tenho que resolver para que ela queira estar comigo?
- Quer ir para casa? – repeti.
- Talvez... O que você tem em mente?
Coisas que fariam você corar de um jeito violento, e correr para a sua mãe.
- Pensei que podíamos conversar um pouco, olhar o céu... Eu gosto do céu à noite e não consegui extrair tanto de você quanto eu gostaria.
Nem próximo do que eu gostaria, pra ser sincero. Eu queria extrair mais roupas, e menos palavras. Na verdade, as únicas palavras que você vai precisar dizer são "Edward" e "eu te amo". Ou só gemidos.
Ela assentiu, aceitando a minha ajuda para descer da moto. Meu coração ficou mais acelerado – era a terceira vez que ela dizia sim para ficar comigo hoje. Eu poderia nunca mais levá-la em casa... Guiei-a até um banco que tinha ali por perto. Os olhos dela foram para o céu, os meus olhos foram para ela.
- Você é tão estranho. – ela disse, olhando nos meus olhos.
Eu só olhei para ela em resposta, esperando que ela continuasse, esperando que ela dissesse "me beije".
- Você nem falava comigo antes do Teatro, parecia mal saber que eu existia. E, de repente, me chama para sair duas vezes no mesmo dia...
- Você não precisava ter vindo... Mas veio. – eu disse, maravilhado.
- Porque eu não sou nenhum pouco normal, todo mundo sabe disso. – ela brincou. – Mas eu queria saber... Por quê? Tipo... Se você ficou todo "oh, ela é virgem" quando descobriu que eu nunca tinha beijado ninguém, e está esperando romper o meu hímen, eu vou ter que te avisar que eu não vou para a cama com você. Pelo menos não de boa vontade.
Ela ficou me olhando, enquanto eu assimilava o que tinha acabado de sair daquela boca linda dela.
- O quê? Não! Eu não sou desse tipo, Bella! – exclamei, ofendido pelo que ela tinha dito.
- Eu não tenho como saber, Edward, eu nunca saí com ninguém antes, não é como se eu pudesse comparar você com qualquer outro cara e ver se você é realmente gentil assim.
- Pensei que tivesse ficado óbvio.
- Que o que tivesse ficado óbvio? – ela perguntou.
- Que eu gosto de você. Já faz algum tempo, na verdade. Acho que desde que eu entrei na escola.
Ela arregalou os olhos para mim, tampando a boca com a mão. E então começou a rir. Bem alto mesmo.
- Você é mesmo louco. Sabia que a Alice tem um tipo de queda por você? – disse.
- Alice? A sua amiga gótica?
- A própria. E ela é muito bonita.
- Não faz o meu tipo.
- E eu faço? – ela perguntou, rindo.
Eu olhei para ela, entendendo o problema. Ela não achava que era bonita. Ou, pelo menos, que não era tão bonita quanto as outras garotas. Como ela podia achar isso? Não tinha espelho em casa?
- Sabe, eu acho que você não se vê com muita clareza... – comecei, mas ela me cortou.
- O discurso de "olha, você é linda"! Sei isso de cor, Edward. Isso não está caminhando para o seu lado...
Foi a minha vez de rir.
- Você é sempre brava assim?
- Sou, sim. E talvez seja uma boa hora para você me levar para cama. Casa! Eu quis dizer casa. É uma boa hora para você me levar para casa. Eu estou com sono.
Eu olhei para ela, querendo que a palavra "cama" saísse de novo de sua boca. Mas não saiu. E eu, definitivamente, não queria levá-la para casa agora.
- Eu já te disse uma vez que te acho linda, não quero ter que repetir isso de novo. Você é muito mais bonita do que qualquer outra garota que eu já tenha visto na vida.
Ela ficou me olhando, abrindo a boca, decidindo o que falar, mas nunca chegando a uma conclusão.
- Só saímos daqui quando você entender isso. Ou se você trocar casa por cama de novo.
Eu a vi corar, antes de olhar para o céu e ver as estrelas. Eu lembro de todos os filmes românticos que já vi – todos eles tinham um céu estrelado. Todos eles envolviam uma mocinha muito bonita, apaixonada pelo mocinho, que sabia tudo de estrelas. Eu não sabia nada de estrelas - exceto que elas brilhavam.
- Eu estou brincando. Nós vamos embora assim que você disser que quer ir. - remendei.
Ela olhou para mim, sorrindo.
- Talvez...
- Você quer ir?
Ela mordeu o lábio inferior. De novo. Sério, Bella. Olhou para o céu, e eu fiz a mesma coisa. Estávamos bem perto um do outro, só para constar - então eu não tive que esticar muito o meu braço para pegar a mão dela. Ela deu um pulinho, mas continuou olhando para o céu. Talvez quisesse fingir que isso fosse normal, que acontecesse o tempo todo com ela - e deveria, se eu não ficasse impedindo. Mas, de qualquer forma, não era normal para mim. Eu não saía por aí pegando nas mãos de outras garotas, porque a mão dela era a única que eu queria; ela, inteira, era a única que eu queria, a única em quem eu conseguia pensar e desejar.
Ela soltou um longo suspiro, deitando a cabeça no meu ombro. Foi a minha vez de dar um pulo. Ou quase isso. Ela não só tinha dito sim para mim três vezes, mas também estava correspondendo às minhas tentativas de chegar perto dela! Ela está com a cabeça deitada no meu ombro! Isso quer dizer que ela confia em mim! Ela confia! Minha garota, finalmente, confia em mim! Ah, minha Bella, eu esperei tanto por isso! Por cada ato que você faz do meu lado, até mesmo respirar... Eu esperei tanto para poder ter você aqui!
Eu a envolvi com meu braço, e ela pareceu se aconchegar um pouco mais perto de mim. Ah, sério, minha Bella, hoje você me mata!
- Eu estou um pouco cansada. - ela disse, bocejando, levantando os olhos para mim.
Eu não sei explicar direito os motivos para tê-la beijado naquele momento. Talvez porque ela estivesse extremamente adorável, com os olhos me olhando por baixo dos cílios, talvez porque ela inteira fosse extremamente adorável e irresistível... Talvez porque tudo o que eu queria fazer pelo resto da minha vida era beijá-la... E eu a beijei - lenta e docemente. Segurando o rosto dela próximo ao meu, sentindo como ela era doce. E ela me deixou beijá-la, e até correspondeu. Timidamente, do mesmo jeito que ela havia feito algumas horas mais cedo. Eu não consegui segurar o meu sorriso, e grudei minha testa na dela.
- Eu não sabia que "cansada" era um código para "me beije agora". - ela disse, segurando uma risada.
Eu não segurei, e gargalhei bem alto.
- Quando se trata de você, tudo é um código para "me beije agora". - eu disse, percebendo, tarde demais, que tinha mesmo dito aquilo em voz alta.
O quão pateticamente obsessivo eu sou?
- Uau, não sei se aceito isso como um elogio... Mas vou aceitar, porque odeio quando apontam meus defeitos. - ela disse, desconfiada.
- É um elogio. - eu me apressei em dizer.
Ela riu.
- Tudo bem, Edward. Acho que a gente precisa conversar sobre esse negócio de códigos para "me beija", porque se você for me pegar de surpresa toda vez, eu...
Grudei meus lábios aos dela novamente, apenas para fazer graça.
- Roubado é mais gostoso. - sussurrei.
Ela abriu a boca para protestar, mas não pareceu encontrar palavras, então desistiu. E bocejou novamente. Eu peguei a mão dela, levantando do banco.
- Vamos te levar para casa. Está bem tarde. Seus pais sabem que você saiu? - perguntei.
- Não, nem sonham!
- Olha só, - eu apontei, abrindo um sorriso - eu já estou te corrompendo! E olha que eu ainda nem te seduzi.
- E nem vai. - ela disse, firme.
Eu abri um sorriso, porque ela bem que podia estar certa - ela tinha me seduzido - mas o contexto era diferente. E brincar com ela era muito divertido. Então quando chegamos até a moto, eu a levantei pelo quadril, sentando-a.
- Eu com certeza vou... - sussurrei, passando o nariz pelo pescoço dela.
Droga, isso vai dar errado - sou eu quem está enfeitiçado. Ela era tão cheirosa, tão macia...
- Não. - ela disse, segurando o meu rosto.
- Mas eu nem...
- Isso faz eu me sentir vulgar. Nós só saímos uma vez, tecnicamente nem nos conhecemos direito. Me leva para casa, por favor.
Subi na moto, e ela se arrumou atrás de mim. Pouco tempo depois eu estacionário na frente da casa dela, e a ajudei a descer.
- Escuta... - eu comecei, antes que ela pudesse entrar. - Desculpe por... Antes. Eu só estava brincando. Eu sei que você é toda puritana e essas coisas, e, pra ser sincero, eu não estou muito acostumado com... Controlar meus impulsos. Então você vai ter que...
Passei a mão pelo cabelo, tentando encontrar a palavra certa. Ela começou a rir.
- Não precisa se preocupar, eu não vou te deixar nem respirar na minha direção. - ela respondeu, piscando.
- Também não precisa exagerar!
Ela riu mais alto.
- Te vejo por aí, Cullen.
- Te vejo por aí, Mia Bella.
Ela entrou em casa, e eu senti que podia voar. Ou flutuar. Ou simplesmente afundar no chão de tão feliz. Não importa. Nada importava. O que importava era que eu tinha passado muito tempo com a minha Bella... Sozinho... Eu a tinha beijado! Não apenas uma vez... E ela tinha correspondido! Ela tinha dito sim para ficar comigo agora, mesmo que os pais dela não soubessem que ela estava fora de casa, e tinha sido paciente comigo quando eu fui estúpido o suficiente para fazê-la se sentir vulgar... Eu tinha que me controlar... Mas era a Bella!
Eu posso invadir a casa dela agora e tomá-la em meus braços? Posso levá-la para Las Vegas e casar agora mesmo? Ah, Bella, eu te quero tanto! Meu corpo inteiro grita por você... Será que o seu grita pelo meu também? Eu quero calar os seus gritos... Eu quero olhar para você o tempo inteiro...
- Rodrik, acorda, você vem comigo fazer um muro.
- Ed! Caralho, você sabe que horas são?
Olhei meu relógio e dei de ombros, olhando de volta para Rodrik.
- Muro. Vem logo. - falei.
- Droga. Por isso o meu pai sempre disse que o amor te deixa demente.
- Fale sobre isso depois que se apaixonar, ok? Pega as tintas, eu estou indo na frente.
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