Não quebrando a tradição de 2 capítulos... Tadã! Nos vemos lá embaixo?

Capítulo Dezesseis: Devia ser, tipo, quando você fica doente, ou fugindo de algo...

"Você está aqui, seus olhos estão olhando nos meus, então baby me faça voar... Meu coração nunca se sentiu assim. Eu estou olhando nos seus, olhando nos seus... Olhos." - Beautiful Eyes, da cantora Taylor Swift.

BPOV

- Futebol! É bem sem sentido, se você parar para pensar. São só... Pessoas correndo atrás de uma bola. - eu disse.

- E tentando chutar ela num retângulo.

- Isso!

- Mas eu discordo... Eu gosto de futebol. Vejo sentido. - Edward defendeu.

Estávamos deitados na clareira, naquela grama macia e cheirosa - e, o mais importante: sem insetos. Pelo menos até agora. O sol aquecia a minha pele, e Edward mantinha meu coração acelerado, deitado ao meu lado. Eu não conseguia desviar os olhos dele - especialmente porque ele também não desviava os olhos de mim. E eu pude vê-lo de uma maneira que nunca tinha visto antes, tão perto, relaxado... Observar cada detalhe do seu rosto. Desde o ângulo forte do seu queixo, até seus olhos verdes e intensos, uma pinta ao lado do nariz...

- Você é tão inacreditavelmente linda! - ele disse, de repente.

Eu senti minhas bochechas arderem, e desviei o olhar, mas ele continuou ali, me olhando, como se tivesse dito apenas que eu tinha dois olhos. Eu me sentei, e ele sentou logo em seguida.

- Desculpe. - disse, passando a mão pelos cabelos. - Eu não sabia que isso entrava na lista do que eu não podia te dizer...

- Não, eu só... - chacoalhei a cabeça, rindo. - Você diz coisas que eu não espero ouvir, que eu nunca ouvi! É inesperado, só isso. Eu só... Fiquei chocada.

Ele abriu um sorriso.

- Você merece ouvir que é linda o tempo todo. Quase não parece real!

Ele não tirava os olhos de mim, o que só me deixava mais desconfortável. Era uma sensação boa, estar sob o olhar admirado dele, ouvindo aquelas palavras - aqueceu todo o meu corpo. Por outro lado, era... Extremamente desconfortável. Ser olhada daquela maneira...

- Você tem irmãos? - tentei mudar de assunto.

Ele chacoalhou a cabeça, e desviou o olhar.

- Eu já percebi.

- O quê?

- Você não gosta de falar sobre a sua família.

- E você não gosta de ser chamada de linda.

Acabamos rindo. Ele se sentou também, passando um braço ao meu redor.

- Eu não sei quase nada de você. - murmurei, baixinho, quase com medo de ser ouvida.

- Eu não tenho muito para você saber.

- Mas tem algo.

- E você se interessa?

Assenti, timidamente. Ele suspirou. O braço dele me apertou com mais força - o que pareceu um pouco inconsciente.

- O meu nome é Edward, eu tenho dezoito anos, gosto de andar de moto e tenho duas paixões: você e muros. - ele abriu um sorriso tímido.

Eu. Ele me listou como uma das paixões dele. Acho que tenho dragões no meu estômago.

- Muros? - perguntei, desviando a atenção dele de mim.

- É. Grafite. É tipo... Desenho.

E aí eu lembrei. Alice tinha me mostrado uma foto mais cedo!

- Falando nisso... - eu comecei, sem graça. - Alice me mostrou uma foto mais cedo... Era um muro com uma garota parecida comigo...

- Era você.

Eu olhei para ele, um pouco assustada, ele abriu um sorriso tímido.

- Você enchia tanto a minha mente, de tantas formas diferentes... Eu só conseguia ver imagens de você, pensar em você... Ou eu invadia o seu quarto à noite, ou te pintava em um muro...

Invadir meu quarto à noite? Oi? Eu enchendo a mente dele? Oi? Quem enchia alguma coisa ali era ele! Ficava enchendo meus sonhos! Mas ele não... Precisava saber. E, de qualquer jeito... Me retratar em um muro era muita coisa... Muita coisa... Eu não... Eu podia surtar, não podia? Era um pouco... Demais. Era saber demais de mim, o bastante para me retratar. E grafitar... Não era ilegal?

- Ficou legal. - eu disse, tentando focar apenas na arte. - Realmente parecido.

- Não... Porque não retrata a sua beleza... - ele beijou a ponta do meu nariz. - A sua doçura... - meu queixo. - A sua generosidade... - minha bochecha esquerda. - O brilho dos seus olhos... - meu olho esquerdo. - A sua bondade... - meu olho direito. - A maciez da sua pele... - minha bochecha direita. - Seu cheiro... - seu nariz foi descendo pelo meu pescoço, e ele plantou um beijo entre as minhas clavículas, no final do meu pescoço. - E muito menos... - ele foi subindo, beijando o meu pescoço. - O gosto dos seus lábios...

E eu morri. Rá! Só que não. Mas eu poderia. Porque quando os lábios dele tomaram os meus, parecia que tinha uma escola de samba inteira, comemorando carnaval, dentro do meu peito. E, no meu estômago, tinha uma competição de vôo e fogo entre dragões! E toda a minha pele estava quente, arrepiada, receptiva ao toque dele. E ele sabia disso, porque seus dedos desciam caminhando pelos meus braços, cintura, costas... Até ficarmos os dois sem fôlego. E eu tenho quase certeza de que isso não é algo muito natural de acontecer... Devia ser, tipo, quando você fica doente, ou fugindo de algo... Certo?

- Bella... - ele suspirou, grudando a testa na minha.

- Ed... - eu devolvi, minha voz não passando de um sussurro, não passando de uma força enorme.

Eu não queria ficar falando, eu queria... Ele grudou os lábios aos meus de novo, me puxando para ele, apertando minha cintura.

- Seja minha... - ele pediu, beijando meu maxilar. - Só minha... - meus lábios. - Por favor...

O que aquilo queria dizer? Ser dele? Como em... Sexo? Abri meus olhos, procurando pelos dele, querendo saber o que ele queria dizer. Ele já estava me olhando com aquela intensidade tão característica dele. Abri os lábios para falar, mas ele me beijou de novo, respondendo minhas dúvidas.

- Seja minha namorada... Por favor.

Inconscientemente, eu abri um sorriso. Eu nem mesmo sei por que. Edward Cullen estava me pedindo em namoro, e eu sorri. Porque meu coração acelerou mais - se é que era possível. E a única coisa que eu queria dizer era "sim". Eu estava louca. Ele percebeu, e sorriu também.

- Você tem noção do que acaba de me pedir? - eu brinquei.

Ele riu, beijando meus lábios novamente.

- Ah, eu tenho...

Ele abriu um sorriso me olhando. Eu soube, ali - e até antes, talvez - que não era brincadeira. Nem porque eu era virgem. Ou porque o meu pai era o chefe de polícia, ou porque Alice e Rosalie eram minhas amigas. Era... Por mim.

- Eu preciso de você... - sussurrou, roçando os lábios nos meus.

- Eu estou aqui.

- Seja minha...

Parecia muito com a conversa que tivemos no meu sonho.

- Eu... Eu sou.

Ele parou, e olhou nos meus olhos. Eu coloquei a minha mão no rosto dele, puxando-o para mim.

- Você quer ser a minha namorada?

Eu comecei a rir. Eu podia fazer uma escolha péssima, péssima mesmo... Mas meu coração batia como se não houvesse nada mais certo. E aquilo me assustava um pouco...

- Acho que talvez seja hora de voltar para Alice e Rosalie.

- Para você ter a chance de fugir, e então amanhã agir como se a gente nem se conhecesse?

Abaixei a cabeça. Edward levantou meu olhar até encontrar o dele.

- É tão fácil te alcançar quando você está assim, sozinha, receptiva... Mas lá fora, você se torna impossível... Por que você foge de mim?

Levantei de supetão, batendo alguma mancha de terra na minha calça, de repente querendo muito ir embora. Edward levantou logo em seguida, puxando meu pulso.

- Fala comigo. - pediu.

Fiquei em silêncio, pensando em algo para dizer que pudesse desviar do assunto. Não consegui encontrar nada.

- Você não gosta de mim? - ele perguntou, atento a minha resposta.

Mordi o lábio inferior.

- Eu... Realmente gosto de ficar com você. E sinto sua falta quando você não está, mas...

- Não dá... Bella, não dá! - ele disse, chacoalhando a cabeça.

- Calma, Edward! Eu...

Ele se aproximou, chacoalhando a cabeça, segurando o meu rosto. Eu não sabia o que fazer, ele parecia um pouco... Ou totalmente possesso.

- Não dá mais para não te ter. Eu vou ficar louco se você não for minha. Por favor, Bella... Por favor...

E me beijou. Me puxando para ele de um jeito que ele nunca tinha feito. Eu quase me fundi a ele. Mas eu quebrei o beijo, gentilmente afastando-o. Ele grudou a testa na minha, de olhos fechados.

- Por favor, seja minha, por favor... - ele ficou repetindo, apertando a pele da minha cintura.

Eu toquei meus lábios aos dele, chamando a atenção dele. Ele me olhou como uma criança olha, medrosa, para a mãe após ter feito algo errado.

- Isso é tão de repente...

- Pare de resistir... Me diga o que você realmente quer, porque eu sei o que o seu corpo está me dizendo... - ele sussurrou, grudando outra vez os lábios aos meus.

Como eu podia resistir? Não só àquele momento, mas... Como eu não podia dar a Edward o que ele queria, depois de todos os novos sentimentos que ele despertou em mim? Jacob era como uma lembrança distante, a Bella que gostava dele também era... Ela era insegura, tímida e carente - beirando o ridículo; Edward me fazia sentir bonita, desejada e... Completa. E quando ele me beijava... Ah, quando ele me beijava! Não acredito que perdemos tanto tempo provocando um ao outro, quando poderíamos estar nos beijando. Será que beijar era sempre assim, ou era apenas com Edward?

- Sim. - eu soltei junto com a minha respiração, que estava pesada.

Eu estava completamente sem ar, Edward também estava. Ele encostou a testa na minha enquanto tentávamos recuperar o ar. Ficou desenhando círculos na minha cintura, me segurando perto.

- Eu tenho medo de perguntar se você tem certeza. - ele brincou, abrindo os olhos e me olhando.

Timidamente, eu assenti, afundando os dedos no cabelo dele. Ele abriu um sorriso, e eu acabei rindo.

- Acho que não sou uma pessoa muito decidida...

- Nem de longe. - ele sorriu. - Desculpe por ter ficado alterado, é só que... Você mexe tanto comigo, Bella!

Abri um sorriso.

- Você também mexe comigo, Cullen... Eu só não decidi ainda se isso é bom, ou ruim.

E aí? Quem gostoooooou? LEVANTA AS MÃÃÃÃÃÃOS! Hahahaha. E deixa uma review também, porque eu adoro ler as reviews! (:

Gente, peço desculpas, novamente, pela demora! Parece que sempre tem algo me impossibilitando de vir postar! Mas prometo vir mais vezes! Especialmente porque Dezembro tá chegando, né? Então!

Quem ainda não deu uma olhada nas minhas outras histórias, sinta-se à vontade, se você gosta dessa, provavelmente irá gostar das outras! EEEE estou trabalhando em mais duas histórias (de um só capítulo, que também serão fanfics de Crepúsculo, porque eu não consigo escrever com outro fandom) que serão postadas logo e espero que vocês gostem!

Vejam as sinopses:

[NATAL EM CATIVEIRO]

Isabella Swan é uma jovem bastante... Certo, talvez só um pouco... Ok, pelo menos ela tenta ser organizada – mas não consegue muito bem. Mas esse ano ela realmente estava com a vida toda exatamente no lugar: um bom emprego, um bom apartamento, um bom namorado. Ótimo para esfregar na cara da família na festa de Natal, e fazê-los engolir todas as vezes em que disseram que ela morreria sozinha e que nunca encontraria o amor. Só que ela o pega na cama com outra na véspera de Natal, cinco horas antes da ceia, no mesmo dia em que o prédio dela pega fogo e que seu chefe morre, deixando-a desempregada. Completamente desesperada, porque nem mesmo o traidor do namorado dela aceita continuar com ela por pelo menos o Natal, ela vai atrás de algum estranho bem vestido e com um aparente sucesso para apresentar a família. Mas, sabe, nem sempre estranhos gostam de ajudar, então às vezes temos de ser bastante convincentes... Com métodos um pouco não-convencionais...

Não perca este divertido conto de Natal!

[A CUPIDO?]

Reza a lenda que cada alma, antes de habitar um corpo, foi partida em duas, habitando então dois corpos em qualquer lugar do mundo – e que não importam as circunstâncias, uma metade sempre irá atrair a outra, de forma que sempre fiquem juntas, completando-se. Há alguns anos atrás as pessoas pararam de acreditar nisso – e começaram a acreditar que escolhiam a metade que mais combinasse. Elas estão erradas – e por causa disso, muitas almas estão incompletas e infelizes. Eu venho observando isso há anos, e só ouço o quanto não posso interferir no que os humanos fazem – mas eles só fazem bobagens! Eu quero provar que estou certa, porque então todos nós vamos ter os nossos empregos de volta – assim que a magia voltar a reinar no mundo. Veja só aqueles dois... Edward Cullen e Isabella Swan. Por favor, até os nomes deles combinam! Mas ele está convencido de que deve voltar com a ex-namorada (Leah Clearwater, cuja outra metade é Jacob Black) porque ela é a outra metade dele, enquanto Isabella Swan acha que está perdidamente apaixonada pelo moreno que encontra todos os dias a caminho do trabalho (Sam Uley, cuja outra metade é Emily Lancaster). Eles vão fazer besteira, como todo mundo faz. Então se eu me intrometer só um pouquinho, e fizer com que eles se encontrem e fiquem presos um fim de semana inteiro juntos... É exatamente o que eu vou fazer! Quando eles se casarem e tiverem uma filha linda e perfeita, ela vai acreditar em todos nós – e então estará tudo restaurado. E o mundo será lindo novamente.