Capítulo Dezoito: Você se esqueceu que o meu pai é o chefe de polícia?
"Não consigo parar de pensar em você, e eu não consigo parar de pensar em você. Você nunca liga, o que eu faço? Eu não consigo parar de pensar no seu amor." - Can't Stop, da banda Maroon 5
EPOV
Isso não podia estar acontecendo. Não podia! A minha Bella! Rosalie maldita! Eu vou acabar com ela, eu vou acabar com o namoradinho dela! Droga!
- Sua chamada está sendo encaminhada para a caixa de mensagens, e estará sujeita a cobrança após o sinal.
- Bella... Sou eu de novo. Escuta, por favor, me deixa explicar... Eu preciso falar com você, por favor... Eu posso explicar tudo, eu juro... Eu só preciso que você me ouça. Cinco minutos, é tudo o que eu te peço... Bella, por favor...
Piiiiii!
Maldito sinal! Eu preciso falar com ela, eu preciso explicar tudo! Eu preciso dela! Eu não posso deixar as coisas ficarem desse jeito, não depois de ela ter aceitado ser a minha namorada... Durou tão pouco... Não, ela é minha para sempre!
- Boa noite, sra. Swan! A Bella está? Será que eu posso falar com ela só um pouquinho? É um pouco urgente.
A mãe de Bella olhou para dentro de casa e assentiu, depois se voltou para mim.
- Desculpe, Edward! Bella estava se sentindo meio indisposta e foi se deitar mais cedo... Eu aviso que você passou aqui.
- Não, por favor, eu... Eu preciso falar com ela. Por favor, sra. Swan, você não entende. Eu preciso falar com a sua filha, eu preciso dela, eu...
- Edward. - ela disse meu nome com firmeza. - Eu já disse que Bella não pode atender. Por que você não vai para casa tomar um banho e tenta novamente amanhã? Obviamente vocês dois estão um pouco... - ela me olhou de cima a baixo antes de continuar. - Fora de tom. Boa noite!
E fechou a porta! Fechou! Sem a Bella!
- Sua chamada está sendo encaminhada para a caixa de mens...
Droga de caixa de mensagens!
- Bella! Bella! Bella! - eu chamava, batendo no vidro da janela fechada.
Eu conseguia vê-la. Ela estava deitada na cama, de costas para a janela, a porta do quarto também fechada.
- Bella! - tentei bater mais forte.
Ela se virou, e olhou assustada para a janela. Eu sinalizei para que ela a abrisse, e ela se levantou da cama, caminhando em minha direção.
- Bella, por favor, me deixe entrar, me deixe explicar, eu...
Os olhos dela estavam inchados e vermelhos. Eu tinha feito isso! Droga! Tudo o que eu jamais queria fazer era machucá-la, fazê-la chorar... E lá estava ela. Fechando a cortina e apertando mais a trava da janela. Eu bati mais forte, quase gritando o nome dela, quase quebrando aquela janela. Por um rápido momento, a cortina se abriu, e ela grudou uma folha de papel ao vidro, antes de fechar a cortina novamente e sumir.
"Você se esqueceu que o meu pai é o chefe de polícia? Vá embora antes que ele prenda você. Ou não. Eu não estou nem ligando. VÁ EMBORA!".
Merda! Por que tudo está conspirando contra nós? Eu só quero tê-la novamente... Eu só preciso senti-la segura em meus braços, sabendo que ela não irá escapar nos próximos minutos!
- O que foi, Edinho? A sua Bella amada te deixou? Sacou o trocadilho que eu fiz?
- Agora não, Rodrik.
- O meu amor me deixou... Levou minha identidade, não sei mais nem onde estou...
- Eu disse agora não, Rodrik.
- Você nunca está de bom humor, cara. Você devia sorrir mais... Sabe o que é isso? Falta de sexo. A gente precisa dar um jeito da Bellinha abrir logo as pernas...
- RODRIK! CALA A PORRA DA SUA BOCA!
Ele me olhou, chocado.
- Eu digo a você toda santa vez, você continua a falar porque quer! Some daqui, sai da minha frente!
- Credo. Cara... Ela não está te fazendo bem...
- VAI PRO INFERNO, PRA PUTA QUE TE PARIU! SAI DAQUI, CALA A BOCA!
Em silêncio Rodrik se retirou, e eu pude ouvi-lo conversando com os outros rapazes do lado de fora. Joguei meu capacete contra a porta. Inferno! Como eu ia fazer para falar com a Bella agora? Droga!
- Sua chamada está sendo encaminhada...
Mais uma vez.
- Sua chamada está sendo encaminhada para a c...
- PORRA!
Eu vou ficar louco. Eu não posso viver assim, sem tê-la. É pior do que antes, porque agora é como se não houvesse nada mais que eu pudesse fazer, e ela não me quer... Eu não posso deixar que ela vá embora desse jeito. Não! Ela é minha! Só minha! Eu preciso apertá-la contra mim, sabendo que ela quer ficar. Ela é minha...
- Sua chamada está sendo enc...
Rediscar. Ligar.
- Sua chamada está...
De novo.
- Sua ch...
Só mais uma vez.
- Sua chamada está s...
A última.
- Sua chamada está sendo encaminhada para a caixa de mensagens, e estará sujeita a cobrança após o sinal.
- Bella... Eu não vou parar. Eu não sei se você está ouvindo esses recados, mas, se estiver, saiba que eu não vou parar. Eu preciso de você, eu preciso...
Piiiii! Certo. Rediscar.
- Sua cham...
Droga!
- Me atende!
- Alô?
- B-Bella?
- Edward? Eu estou tentando dormir... Você podia parar de ligar? Meu celular fica apitando com suas mensagens.
- Eu não posso dormir. Eu não vou conseguir dormir sem falar com você... Eu preciso te ver.
- Eu acho que tenho algumas fotos no Facebook, se você quiser...
- Não brinca comigo, por favor... Diz que vai me ver.
- Eu não posso.
- Por que não?
- Está tarde...
- É cedo em algum lugar.
- Você mentiu para mim.
- Não, eu não menti... Não tem importância.
- Para mim, tem.
- Eu posso explicar... Por favor, diga que vai me ver. Eu posso chegar aí em dois minutos.
Silêncio.
- Mia Bella? Você ainda está aí?
- Estou... Onde você está?
- Posso ir até aí?
- Você nunca me conta nada de você...
- Estou chegando, meu amor. Eu vou te contar tudo o que você quiser...
- Edward?
- Sim?
Mais silêncio.
- Bella?
Ela fungou antes de responder:
- Eu não gosto quando as pessoas escondem coisas de mim. Você fez eu me sentir uma ridícula, de quem você tem vergonha, só um brinquedinho.
- Eu estou chegando.
Eu não tive coragem de desligar o celular, com medo de que ela pudesse mudar de ideia, se eu desligasse. Mantive o celular grudado em meu ouvido enquanto corria com a moto até a casa dela.
- Eu estou aqui.
- Eu sei. Eu ouvi o barulho da sua moto.
- Você pode descer por um momento?
- Eu não te disse para vir...
A cortina do quarto dela se mexeu, e ela apareceu apenas por um instante, terminando a ligação. Eu quase escalei a árvore para o quarto dela de novo, mas a porta da frente se abriu, e ela apareceu. Eu corri até ela, puxando-a para mim.
- Você está aqui! - eu exclamei, afundando o nariz no cabelo dela, e repente mais calmo, podendo senti-la ali.
Ela soltou uma risada baixa, e eu quase pude vê-la revirando os olhos.
- Não, eu sou uma miragem. Tudo obra da sua imaginação. Cuidado! - ela disse.
Eu a apertei mais contra mim.
- Nem brinca com isso. - avisei.
- Edward, sério. - ela disse se afastando.
- Deixa eu olhar para você... - eu pedi, mantendo-a ainda perto, olhando-a como se pudesse estar faltando um pedaço dela.
- Sério. Eu estou viva. E inteira. - ela esticou os braços. - Viu?
Eu puxei-a para perto novamente, e grudei meus lábios aos dela, sentindo meu corpo tremer quando ela os abriu, recebendo minha língua. Era como beber água depois de um dia inteiro de caminhada embaixo do sol. Era como ganhar vida novamente. Ela era a minha vida, beijá-la fazia eu me sentir vivo. Ela existia para ser beijada daquele jeito. De todos os jeitos. E eu estaria sempre ali para beijá-la, e amá-la, e dizê-la o quanto ela era linda e querida, e adorá-la... E ela seria para sempre minha. Só minha.
- Ed... - ela suspirou, quando eu quebrei o beijo, pousando as mãos em meus ombros.
Isso não ajuda, se você não quiser que eu te leve para uma cama agora mesmo. E a sua está bem ali... Beijei-a novamente, querendo que apenas isso fosse o suficiente para dizer a ela tudo o que eu não tinha como colocar em palavras. Eu queria que ela entendesse, e que não fosse embora novamente. Que nunca fosse embora. Nos meus braços era onde ela pertencia. Onde ela deveria ficar, sempre.
- Não... - ela disse, sem ar, sem forças.
Ela me queria tanto quanto eu a queria, eu sabia disso. O coração dela estava tão acelerado quanto o meu. E, embora ela dissesse não, seus braços puxavam meus ombros para perto, e ela não tinha aberto os olhos. Era como se estivesse perdida naquele momento, mergulhada dentro do mesmo sentimento que eu sentia por ela.
- Sim... - eu sussurrei, em resposta, beijando o queixo dela.
Ela abriu os olhos, e olhou dentro dos meus. Eu me vi espelhado ali. E, pela primeira vez, eu soube que Bella se perdia em mim da mesma forma que eu me perdia nela. Ela gostava de mim. Ela me queria ali. Não apenas porque eu era o único a beijá-la daquela forma, ou o primeiro - e seria o último -, mas porque ela gostava de mim, talvez tanto quanto eu gostava dela. Em algum momento o meu sentimento passou para ela, e eu não podia ter visto nada mais bonito em seus olhos.
- Eu amo você... - eu sussurrei, sem pensar.
Ela arregalou os olhos para mim, e eu beijei seus lábios.
- Eu sei que você deve achar que é um pouco cedo para dizer isso, mas eu te amo, Bella. Você consome toda a minha mente, e alma. O meu coração bate num ritmo frenético quando você está perto, e cada célula do meu corpo grita por você, quando você não está aqui, nos meus braços. Eu te amo, amo... E quase enlouqueci nessas horas sem você.
Ela chacoalhou a cabeça, se afastando.
- Isso não é normal, Edward... Não.
Eu puxei-a para perto, novamente.
- Não tem que ser normal, Bella... Só tem que funcionar para nós.
- É obsessão!
- Então eu estou obcecado por você...
Ela riu.
- Só você consegue fazer isso soar de um jeito tão fofo.
Beijei-a novamente, e ela aconchegou o corpo em mim, os dedos presos na minha camisa, me puxando.
- Eu não quero que você me machuque... - ela disse, baixinho. - E eu também não quero te machucar. Eu tenho medo de fazer alguma besteira, de que a gente esteja tão obcecado um pelo outro, que perca a noção da realidade, do certo e do errado.
- Eu acho que você jamais deixaria isso acontecer. Você se preocupa demais com o que é certo e real.
Ela riu.
- Eu tenho um pouco de dificuldade para pensar em qualquer outra coisa quando você me olha desse jeito. - ela admitiu.
Eu abri um sorriso.
- Então deixe as coisas acontecerem da forma que têm que acontecer, e pare de se preocupar... Vai dar tudo certo.
- Não se você ficar me escondendo as coisas.
- Certo. Meu amor, eu não te contei porque não achei que tivesse importância. O meu pai é apenas um cheque todos os meses. Eu só vejo ele um dia por ano. Não tenho contato com ele.
- Ele é o governador, Edward! Não é um pai comum! Você não pode esperar que eu fique bem com o fato de que você nem sequer pensava em me contar que seu pai é o governador! Ia ser tipo "oi, Bella, faz dez anos que a gente namora, e o meu pai é Carlisle Masen, o agora presidente. Vamos tomar um chá na casa branca! Blá!".
Eu abri um sorriso, resolvendo encerrar aquele assunto... Eu precisava da minha Bella bem comigo.
- Você disse dez anos? Você realmente planeja namorar dez anos comigo? - perguntei, beijando a ponta do nariz dela.
Ela pigarreou.
- Talvez... Por quê? Por acaso você planeja fugir de mim antes de dois meses? - perguntou.
- Ah, Bella... - eu suspirei, beijando o queixo dela. - Eu não planejo fugir de você tão cedo...
- Bom... Muito bom. - ela sorriu, envolvendo meu pescoço com os braços. - E quanto tempo você tem em mente?
- Que tal começar com "Para Sempre"?
O sorriso dela se alargou, e eu beijei seus lábios.
- Acho que gosto bastante disso...
E ela era minha. Bem ali, na frente da casa dela. E em qualquer outro lugar. Era minha, e só minha. Todos os beijos dela eram meus, e a pele macia dela era minha...
Prontinho! Juntos de novo! Quem achou que eu ia deixar eles ficarem separados por mais tempo? Ah, fala sério! Eles pertencem um ao outro! Hahahaha
Bom gente, se tudo der certo, nos vemos na semana que vem, DIA 26. BEEEIJOS! Deixem reviews! K3
