Olha eu aquiii! Quem achou que não ia mais me ver, pode gritar um "Amém!". Hahahaha. Nos vemos lá embaixo!
Capítulo Vinte e Um: Você sempre quer me levar a algum lugar.
"Me conta coisas que nunca contou nem a seus amigos mais próximos (…) Estou tão feliz que te encontrei, amo ficar perto de você" – 1, 2, 3, 4 da banda Plain White T's
BPOV
- Você tem certeza disso? - eu perguntei a Edward, sentada a sua frente, joelhos alinhados com os dele.
Ele pegou a minha mão, beijando a palma, e assentiu.
- Você disse para te assumir de verdade... Se é disso que você precisa...
Eu abri um sorriso, olhando nos olhos dele. Meu coração estava acelerado, e eu podia sentir a curiosidade correndo em minhas veias. Eu finalmente iria conhecer mais de Edward!
- Você prefere que eu comece pelos leves, ou pelos pesados?
- Acho que pelos leves.
Assenti, pensando em alguma coisa que diziam sobre ele...
- É verdade que você foi expulso da escola onde estudava porque ameaçou o diretor de morte?
Ele riu.
- Não, nem perto.
- Então você foi pego transando com a professora de Matemática, esposa do diretor? - perguntei, sentindo nojo da imagem formada na minha cabeça.
Ele riu mais alto.
- Uau, é isso o que as pessoas dizem?
Assenti. Ele chacoalhou a cabeça.
- Não. Nada a ver com o diretor.
- Então por que você foi expulso?
- Eu não fui expulso. As pessoas estavam começando a chegar perto demais do "filho do Governador", e o meu pai achou que uma escola pacata fosse uma melhor escolha.
- Como é sua relação com seu pai?
- Isso não é um boato.
- Não, mas eu quero conhecer você melhor.
Ele assentiu, abaixando a cabeça e brincando com meus dedos.
- Ele... Teve um tempo em que a gente tentou ser mais próximo... Eu passava todos os fins de semana com ele, mas aquele não era o meu mundo. Depois que ele se casou de novo, piorou. Ela não me suporta, vive me chamando de "bastardinho", me dizia coisas horríveis. E agora ele é apenas um cheque no fim do mês e uma ligação em datas especiais.
Ele levantou os olhos e, rápido como um meteoro, vi um fio de tristeza. Foi tão rápido que posso ter imaginado. E então ele estava sorrindo de novo.
- Tenho que dar crédito ao cara. Às vezes ele vem me visitar, me convida pra passar férias com eles... Mas eu não quero me intrometer naquela família perfeita.
- Ele nunca quis assumir você pra mídia?
- Ah, ele... Por que ele faria isso, sabe? Por que passar a imagem de que ele já teve um passado errado antes da vida perfeita que ele leva agora? Com esposa e filhos loiros e... - a frase morreu ali.
- Passado errado?
Ele passou a mão pelos cabelos, suspirando.
- Eu não gosto muito de falar sobre isso, Bella. Eu concordei em falar sobre os boatos com você, e isso não entra...
- Você não confia em mim?
- Não é isso! É que... Agora, não, ok? Podemos conversar sobre isso uma outra hora?
Eu assenti, enfiando a mão nos cabelos dele, afagando. Ele deitou a cabeça em minhas pernas e fechou os olhos, suspirando. Acho que aquilo era mais difícil para ele do que eu imaginei. Por que se abrir era tão complicado?
- Por que todas essas tatuagens? - perguntei.
Ele abriu um meio sorriso, mas pareceu muito triste.
- Sei lá. Elas fizeram parte de quem eu era na época.
Corri meus dedos pelos desenhos em seus ombros, descendo pelos seus braços. Ele agarrou ambas as minhas mãos e beijou as palmas. Foi como se quisesse me parar. Estranho.
- Você tem uma gangue?
- Não é bem uma gangue, é só... Não sei bem explicar. Eles são meus amigos, e a gente não faz nada errado.
- Você conhecia aqueles caras, aquele dia... Os que estavam perto demais de mim e provavelmente queriam...
- É. Inevitavelmente a gente acaba conhecendo essas pessoas. É melhor fingir que estou do lado deles do que... Começar uma guerra.
- Guerra? Tipo...
- O "manda-chuva" da área, e um dos meus melhores amigos se envolve com algumas coisas... Ilícitas. Eu meio que entro na área dele. Ser contra outro pessoal daria uma guerra entre as áreas... Gente inocente acaba morrendo, coisas ruins acontecem.
- O seu pai não acha ruim você me intrometer nisso?
- A pergunta é o que o meu pai não acha ruim em mim.
- Por que você fica nisso, então? Por que não ser... Um "garoto bom", com notas boas, ficar sempre no mesmo lugar, nada de gangues...?
Ele beijou a palma das minhas mãos novamente e se levantou, sentando do meu lado.
- Você ainda tem mais boatos pra perguntar?
Eu fiquei olhando para ele - realmente olhando, como se o visse pela primeira vez. E eu realmente o estava vendo pela primeira vez daquela forma: evitando falar sobre o pai, tocando pouco no assunto de como ele se sentia rejeitado, e eu finalmente o vi, além daquela pode de bad boy inabalável. E eu quis abraçá-lo, deitar sua cabeça em meu colo e prometer que tudo ficaria bem, porque ele me tinha agora. Mas isso era suficiente para ele?
- É verdade que você ficou com todas as garotas das escolas em que esteve?
Ele chacoalhou a cabeça, rindo.
- É muito apegado com a sua mãe?
- Muito. Quero que você a conheça. - ele disse, beijando meu queixo.
- Hmm... - suspirei quando os lábios dele desceram para o meu pescoço.
- Mais alguma pergunta? - ele sussurrou em meu ouvido, depositando um beijo quente.
Eu tinha mais perguntas? Tinha! Quais eram mesmo...?
- Você... Já matou alguém? - consegui perguntar.
Ele riu contra a minha pele.
- Não, nunca. Nunca atirei, nunca esfaqueei, nunca bati... Certo, já bati. Mas nunca para machucar alguém de verdade. E também nunca estive preso.
- Por que a Rosalie sabe que você é filho do gov...?
- Porque a prima dela é a minha adorável madrasta.
- SÉRIO? E ela nunca me contou?
- Por que isso importa?
- Boa pergunta.
Ele beijou meus lábios, sorrindo, me calando. Apenas momentaneamente, porque quando ele foi descendo os beijos para meus ombros, eu acabei perguntando:
- E com quantas garotas você já esteve?
Ele parou. Congelou. Demorou alguns segundos para levantar o rosto e olhar nos meus olhos.
- O que você quer dizer com "esteve"? - perguntou.
- Ah... Beijou, namorou, transou... Essas coisas.
Ele passou a mão nos cabelos de novo, se afastando um pouco.
- Um pouco mais que você. - brincou.
- Ah, isso é óbvio.
Ele sorriu.
- Acho tão legal isso... É como se você fosse... Guardada pra mim.
Eu acabei corando, claro, e o pressionei pela resposta. Ele começou a contar nos dedos, usando muitos e muitos dedos... Ah, ótimo! Mas então ele me surpreendeu dizendo:
- Tipo quatro. Contanto com você.
Suspirei muito mais aliviada. Quatro era melhor que cinquenta!
- Então três. Você... Namorou com todas elas?
- Não, só... Passamos um tempo juntos. E por tempo eu quero dizer uma semana, dois dias...
- E você transou com todas elas?
- Olha só você, me perguntando sobre sexo... Hmmm...
- Deixa de ser idiota. Só quero saber com o que eu estou lidando.
Ele coçou a nuca e respondeu:
- Eu não sou do tipo que acredita apenas na coisa física, eu sempre busquei... Um algo a mais. Eu nunca quis ficar com alguém enquanto não sentisse uma conexão profunda, uma coisa mais... Real. E eu nunca senti isso... Até conhecer você.
Acabei rindo, nervosa como estava! Mas ele estava dizendo que...?
- Para de me enrolar! Você está dizendo que é virgem?
- Na prática, sim.
- E na teoria?
- Na teoria eu já fiz algumas coisas, nada muito sério. E... Você? - ele perguntou, um pouco inseguro.
- Antes de você chegar eu abri as pernas para todos os caras dessa cidade. - brinquei.
Ele grudou os lábios aos meus, agarrando minha cintura.
- Nem brinca com isso.
Rolei os olhos, empurrando-o. Será que ele estava sendo sincero? Será que ele nunca tinha tocado em alguma outra garota mesmo? E sobre sentir algo especial comigo? Acho que posso acabar gostando demais disso.
Espera, ele estava insinuando que nós deveríamos...? Só porque ele sentia mais comigo?
- Sua vez, senhorita! - anunciou.
- Minha vez o quê?
- Ué, você acha que só você tem perguntas? Acha que eu não tenho curiosidades a seu respeito?
Rolei os olhos.
- O que, na minha tão interessante e misteriosa vida, não ficou exposto para você?
- Você ainda gosta do Jacob?
Fui pega de surpresa. Essa não era uma pergunta que eu estava esperando, embora eu soubesse a resposta. Vinha pensando nisso, em cada momento que Edward me fazia sentir especial, e Jacob... Bom, e Jacob?
- Acho que não... Quer dizer, eu nunca gostei dele de verdade, foi só... Ah, você sabe. Era besteira, infantil.
Ele abriu um sorriso, pegando minha mão.
- E o que você sente por mim?
- Eu meio que acho que a gente já conversou sobre isso ontem à noite, antes da minha mãe aparecer...
Ele chacoalhou a cabeça, dizendo:
- Eu disse como eu me sentia, enquanto você fazia um milhão de perguntas e suposições. Nenhuma palavra saiu da sua boca explicando como você se sentia.
- Eu só...
- Além do mais você sempre muda de opinião depois. Você é tão engraçada!
- Engraçada?
- É! Quando você está comigo você é sempre, ou quase sempre, receptiva, carinhosa... E, depois, eu nunca sei o que esperar. Você pode nunca mais querer me ver, ou me odiar muito, ou vir chorando até mim.
Eu coloquei minha mão no queixo dele, olhando dentro de seus olhos. Eu queria que ele soubesse, sem que eu precisasse dizer, como eu me sentia. Ele fazia eu me sentir tão especial e querida... Segura! E eu queria que ele se sentisse do mesmo jeito. Como se eu também movesse céus e fundos para ficar com ele. Como se eu fosse capaz de desenhar o rosto dele em um muro gigante só porque o sorriso dele não saía da minha mente.
- Tudo bem. - ele levantou as mãos, em sinal de rendição. - Não quero pressionar você, nem nada.
Eu grudei meus lábios aos dele, esperando que ele entendesse o que eu estava querendo dizer, sem que eu precisasse usar palavras. Ele me beijou de volta com a mesma doçura, um beijo delicado. Quando eu me afastei, ele sorriu. Um sorriso enorme, brilhante... E foi impossível não sorrir de volta.
- Vem, quero te levar num lugar.
- Você sempre quer me levar a algum lugar.
- Você é boa demais pra ficar parada em um lugar só.
Gente, eu dei um sumiço! E dessa vez foi por um motivo meio idiota, mas sincero pra mim... O último capítulo recebeu, tipo, UMA REVIEW! As outras reviews foram depois que eu não postei mais, e isso me deixou bastante chateada, porque eu vejo gente favoritando, seguindo (e obrigada por isso!), mas é importante para mim saber o que vocês estão achando, o que pode melhorar, o que vocês acham que vai acontecer a seguir, qualquer coisa que me deixe feliz por ter escrito, sabe? Eu fiquei muito desgostosa... Pode ter sido uma coisa extremamente infantil, mas eu nunca passei por isso. Especialmente porque não foi SÓ no último capítulo, foram nos dois últimos. E só me animei a voltar a postar depois que postei ela no wattpad e o pessoal vem dando uma resposta boa (em um dia atingi MIL VISUALIZAÇÕES, GENTE!), to há mais de um ano que essa fanfic aqui no site e consegui quase 15 mil, mas em um dia, no wattpad, com mil, me deixou MUITO feliz!
Mas eu pensei bastante, peço desculpas e prometo que não farei isso novamente, porque a história precisa continuar, certo?
A quem perguntou se eu abandonei a fic, eu repito: EU NUNCA VOU ABANDONAR ESTA HISTÓRIA. Ou qualquer outra que eu decida postar, a não ser que eu fique completamente sem inspiração, o que está acontecendo com UECPF (Um Edward Cullen, por favor), o que não significa que eu abandonei UECPF, apenas está parada por um tempo. Estou terminando os últimos detalhes do último capítulo, E VAI TER UMA SEGUNDA TEMPORADA! Mas eu estou com MUITA inspiração para esta história (A Garota do Cullen), e vocês podem esperar muitos capítulos e muita coisa acontecendo, uhuu!
Também estou começando algumas histórias novas, fora aquelas que vocês já conhecem porque já falei por aqui, hahaha. Estou no meu melhor momento de inspiração (talvez porque eu esteja apaixonadinha? Quem sabe?). Enfim. Hahahaha. Mas como todas ainda são projetos, nada de previsão para postar. Enfim. Espero que aproveitem este capítulo! E cliquem em "Próximo" para o segundo de sempre :)
