Olha eu aqui! Nos vemos lá embaixo, sim?
Capítulo Vinte e Seis: Deus do céu, soa perfeito saindo dos seus lábios!
"Segurar você em meus braços, eu só queria segurar você em meus braços. Minha vida, você eletrifica a minha vida." – Starlight, da banda Muse.
EPOV
- É a minha casa. – expliquei quando estacionamos.
Bella continuou me abraçando forte por trás e, naquele silêncio, consegui perceber que ela estava soluçando. Isso quer dizer que ela estava chorando?
- Ei, você está bem? – perguntei, evitando me virar para ela.
Se eu virasse, iria fazer até mesmo o impossível para que ela ficasse feliz novamente. Mas eu estava magoado demais. Ela tinha beijado Jacob – não porque alguém a forçou, mas por livre e espontânea vontade. Ela não podia esperar que eu ficasse bem com isso. Mas eu praticamente a forcei a namorar comigo, quando ela ainda estava com todo aquele amo platônico pelo panaca do Jacob... A culpa é minha, afinal? Será que eu estamos apenas perdendo o nosso tempo?
- Tudo... Tudo ótimo. – ela fungou. – Por que estamos na sua casa?
Lentamente ela tirou os braços da minha cintura, e desceu da moto. Sozinha.
- Achei que... Teríamos mais privacidade.
Ela assentiu, e eu desci da moto. Chamei-a para entrar. Ela me seguiu pelo jardim, pela sala, e subimos as escadas no maior silêncio possível até o meu quarto. Minha mãe e meu padrasto já estavam dormindo, e o menor barulho alertaria a minha mãe de que eu havia chegado – e que estava com uma garota. Bom, a minha garota, mas... Eu não precisava desse tipo de problema agora.
- Pronto, ninguém pode ouvir a gente aqui dentro. – eu disse, fechando a porta do quarto atrás de mim.
Ela olhou ao redor, notando cada detalhe. Virou-se para mim e disse:
- Quarto legal.
- Valeu.
Sentei encima da cama, e chamei-a para se sentar ali comigo. Hesitante, ela foi. Sentou na beirada final do colchão, quase caindo, e ficou olhando as unhas. Parecia concentrada. Eu não disse nada, não quis dizer nada. Era ela quem precisava falar – e eu queria ouvir o que quer que ela dissesse. Torci para que fosse algo bom, mas que ela dissesse o que precisava falar. Eu precisava ouvi-la dizer a verdade sobre nós, sobre si mesma, porque até agora o que eu recebi da Bella é pouco demais. Eu a amo o suficiente para aguentar que os pais dela fiquem contra, que ela hesite, que suas amigas hesitem, que me faça mudar tudo sobre mim... Mas eu não posso aguentar vê-la beijando alguém na minha frente, e aplaudi-la por isso. Especialmente quando ela age como se eu fosse o louco. Eu posso ter explodido e extrapolado, mas era a minha garota com os lábios grudados nos lábios de um idiota. Lábios que deveriam ficar guardados apenas para mim!
Quando o silêncio já havia ficado por tempo demais, e a tensão no quarto parecia uma terceira pessoa, ela finalmente disse:
- Eu sinto muito... Eu realmente... – então se cortou.
Os olhos dela olharam para mim, e ela estava chorando de novo, mordendo o lábio inferior. Tentando conter o barulho? Eu queria abraçá-la, queria muito... Mas eu ainda tinha um pedaço enorme de orgulho que não deixava eu me mover até que ela deixasse tudo bem novamente. Ou se retirasse. Eu precisava ouvi-la dizer que não significou nada, que se arrependia, que não podia me perder... Que me amava.
- Olha, eu não sei porque eu simplesmente não recusei, talvez eu só quisesse saber como era beijar o Jacob, ou qualquer outra pessoa... Eu sei que isso não é uma desculpa, mas... Sei lá. Tinha um monte de gente ali, e ele veio me desafiando, e ninguém tinha amarelado até então, e eu só... – ela chacoalhou a cabeça, se calando novamente.
- Eu acho que já perguntei isso, mas eu preciso saber de verdade, Isabella. Você ainda gosta dele?
Ela chacoalhou a cabeça, soluçando um pouco mais alto, virando o corpo totalmente na minha direção.
- Não, nem mesmo um pouco! Nada, comparado ao que eu sinto por você... Eu não gosto dele, eu realmente não gosto dele!
Eu assenti, me sentindo muito mais aliviado. Ela sentia um pouco de alívio também, eu podia dizer. Os ombros estavam mais relaxados. Ouvi-la dizer que não gostava de Jacob acabou sendo o suficiente para que eu me sentisse melhor. Eu ainda queria, e precisava ouvi-la dizer mais, e até implorar por mim... Mas eu não aguentava mais vê-la ali, encolhida, chorando, desviando o olhar. Eu a abracei por trás, aninhando-a no meu colo. Ela descansou a cabeça em meu ombro, respirando fundo.
- Só me promete não fazer algo assim nunca mais... Eu não gosto da sensação de te perder, e não aguento mais tantas brigas, e toda essa incerteza de como você vai reagir a mim no dia seguinte, e te ver admirando ele, e não... – suspirei, beijando o topo da cabeça dela.
Ela deixou um beijo no meu pescoço, ainda soluçando baixinho.
- Eu também... Me desculpe, meu amor, me desculpe... Por ser tão difícil, e por...
- Não importa mais. – eu a cortei.
- Importa, sim. Meu coração não vai ficar tranquilo até te ouvir dizer que me perdoa. Eu sei que fiz uma besteira colossal dessa vez, mas eu não quero ficar sem você... Eu nunca me senti tão mal como quando você foi embora e me deixou lá sozinha.
- Eu também fiz besteira. Eu não devia ter...
- Não, você agiu como deveria. Se a situação fosse ao contrário, pode acreditar que eu nunca mais iria querer sequer olhar para você.
- E como é que eu iria sobreviver sem poder admirar a sua beleza o dia todo?
Ela abriu um sorriso imenso.
- É bom te ouvir dizer essas coisas de novo.
- É bom dizê-las. – sorri.
- Você me fez perceber o quanto eu nunca senti nada de verdade pelo Jacob além de uma inclinação infantil. Eu queria que ele me quisesse, o que não significava que eu queria estar com ele. Pode ter sido demais, mas eu precisei desse tempo para entender isso. Que você é tudo o que eu preciso, e eu não poderia ter um namorado melhor. Ninguém, ninguém mais nesse mundo.
Ela se virou, e beijou meus lábios, delicadamente, mas depois de quase termos estragado tudo, eu precisava dela, e não de uma maneira suave e delicada. Então a apertei fortemente contra mim, aprofundando o beijo numa urgência que eu nunca tinha sentido antes. Ela correspondeu. Com a mesma necessidade de mim. Meu coração saltou feliz, porque ela estava reagindo a mim daquela forma. Em momentos como esse eu podia sentir que Bella sentia por mim algo parecido com o que eu sentia por ela – talvez não com a mesma intensidade, já que eu aceitei que não a amo de uma maneira natural, mas algo muito, muito maior. Ela me queria por perto, precisava de mim, e ficou arrasada quando eu a deixei. Sentiu-se culpada por beijar o panaca do Jacob. Estava aqui, agora, no meu quarto, grudada em mim...
- Eu te amo. – ela disse de repente, interrompendo o beijo.
Eu não pude conter o sorriso em meus lábios. Ela sorriu também, corando. Beijei seus lábios mais uma vez.
- O quê? – perguntei.
- Eu te amo. – ela repetiu.
Beijei-a novamente.
- Deus do céu, soa perfeito saindo dos seus lábios! – suspirei. – É a primeira vez que você diz que me ama.
Ela riu.
- Eu não queria dizer só porque estava influenciada por um momento, ou só porque você fazia eu me sentir bem de várias maneiras... Mas eu tenho certeza disso agora. Eu te amo, Edward Cullen.
- Repete.
- Eu te amo. – ela sussurrou em meu ouvido.
Grudei minha testa na dela, afundando as mãos em seus cabelos e respirando com dificuldade, meu coração batendo forte e descompassado em meu peito. Era possível morrer de felicidade? E o rosto, será que rasgava por causa de um sorriso?
- Eu te amo tanto, tanto... – eu disse, e ela riu.
- Você me faz tão bem.
Ela estava sorrindo também. As mãos descansando ao redor da minha cintura, segurando o tecido da minha camiseta. Ela fechou os olhos, e continuou sorrindo. Como ela podia ser tão linda, e não fazer nada? Parecia tão irreal. Achei que garotas como ela só existissem em mundos de ficção. Esse sentimento era de ficção. Não achei que pudesse ficar completamente feliz e satisfeito apenas por estar perto de alguém. Vê-la sorrir era a minha coisa preferida no mundo inteiro. Eu não sei mais se seria capaz de sobreviver um dia sequer sem beijá-la, tocá-la, olhá-la...
- Não posso mais viver sem você, Bella... Desculpe se isso soa assustado, mas eu não consigo mais me separar de você. Acho que se isso acontecer, eu vou morrer.
- Eu sinto a mesma coisa... É um pouco assustador, porque eu sinto isso tomar conta de todo o meu ser. – ela abriu os olhos, ainda sorrindo. – Mas você me prometeu que sempre vai estar aqui.
- Sempre. – garanti, beijando seus lábios.
Ela bocejou, e eu ri.
- Talvez seja hora de te levar para casa?
Ela chacoalhou a cabeça, apertando os braços ao redor da minha cintura e beijando meus lábios novamente.
- Talvez seja apenas hora de dormir, ou de ver algum filme maravilhoso. – ela disse.
- Você está se convidando para passar a noite aqui?
- Por quê? Você não vai me convidar?
Rindo, eu a afastei um pouco.
- Isabella Swan, o que a sua mãe vai pensar disso?! – questionei.
Ela deu de ombros, mordendo o lábio inferior e desviando o olhar.
- Eu só pensei que... Talvez você quisesse que...
- Ia ser ótimo ter você por perto a noite toda, meu amor. Mas acho que não podemos forçar mais a sua mãe.
- Eu já ia dormir fora de qualquer jeito.
Ela olhou para mim por baixo dos cílios, e eu não podia negar nada a ela. Se ela quisesse que eu matasse alguém, ou pulasse de algum lugar, qualquer lugar... Eu daria a minha vida para que ela tivesse tudo o que desejasse. Eu sabia disso com tanta certeza que, se eu não a amasse tanto, seria assustador. Ela também sabia disso, tinha que saber, não tinha como não saber.
- Tudo o que você quiser... – eu respondi, beijando-a novamente.
Sei que demorei mais do que o esperado para vir com esse capítulo... Peço desculpas! Eu o reescrevi TRÊS vezes, e ainda assim estou um pouco desgostosa com ele. Bom, mas como eu não queria demorar mais, e nada estava me agradando, AQUI ESTOOOOU! Espero que vocês gostem!
Agradeço cada mensagem que recebi de cada uma, e fico feliz que tenham entendido o que eu queria fazer. Quanto ao Edward ter cedido muito rápido a Bella... Eu até concordo. Mas o Edward é assim. Ele está completamente apaixonado pela Bella, e não quer deixar nada no caminho, nem mesmo o orgulho dele. Tudo o que ele quer, é tê-la por perto :)
Quanto ao Edward ser um pouco abusivo/possessivo... É, ele é. Não tem como mudar essa parte. Mas lembra quando eu disse que eles dois iam ter que encontrar um jeito de fazer esse relacionamento funcionar, com toda essa intensidade e etc que eles sentem? Essa é uma das coisas.
Acho que não falta mais nada para esclarecer, falta?
Sobre "Um Edward Cullen, por favor", tambores... O último capítulo está programado para sair até a semana que vem! E, sim, vamos ter uma segunda temporada, porque eu não consigo não tê-los por perto! E porque eu tive uma ideia, e estou empolgadérrima para escrever! Espero que gostem, também!
INDICAÇÕES DE HOJE:
- Livro: Tudo e Todas as Coisas, da Nicola Yoon. É muuuuito bom! Entrou pra minha lista de queridinhos, junto com alguns livros que já indiquei (no ). Estou apaixonadíssima!
- Filme: Sob o Sol de Toscana. Não lembro se já indiquei esse filme, mas ele é maravilhoso. É um dos meus filmes preferidos, também. Um pouco de reflexão e paixão para os seus dias, porque ensina muuuito! Sem falar que não acontece exatamente o que você espera que aconteça, mas te mostra que, geralmente, as coisas são bençãos disfarçadas, mesmo quando a gente acha que não. É lindo!
- Música: Ten, do cantor Johnny Rain. Estou apaixonada por essa música. É linda demais, gente. Quase me fez chorar a primeira vez que eu ouvi.
- Série: 2 Broke Girls. Já devo ter indicado, mas é uma das minhas séries preferidas, e acho que todo mundo devia assistir, séééério!
Para as meninas do Wattpad:
- A linda JulianaMMoura me indicou na história dela, e eu vou retribuir o favor porque estou gostando muuuito da história! Quem ainda não leu, pode ir ler "A Busca" dela, sério, é ótima!
