Oi, gente! Nos vemos lá embaixo, né?

Capítulo Vinte e Sete: Isabella Swan, usando apenas uma camiseta no meu quarto!

"Você tem um olhar, como se ninguém soubesse de nada, além de nós dois. Se isso for a última coisa que eu vir, eu quero que você saiba que tudo o que você é, é tudo o que eu precisarei. Estou tão apaixonado, tão apaixonado, tão apaixonado, tão apaixonado... Você fica tão bonita nesta luz, sua silhueta sobre mim." – Tenerife Sea, do cantor Ed Sheeran.

EPOV

Será que a minha Bella ia achar estranho se eu dormir apenas com a calça do pijama? Quer dizer, está calor, e eu geralmente não uso a parte de cima... Mas e se ela achar que eu estou querendo seduzi-la, ou algo parecido? Mas... Se eu usar a parte de cima, então eu não vou ter uma boa desculpa para ficar sem camisa na frente dela, e, verdade seja dita, eu quero que ela me veja, e que me toque... Ok, certo. Eu não sou esse tipo de cara. Não vai ser legal pra ela... E ela também precisa de um pijama... Qual é a coisa mais apertada que eu tenho por aqui?

- Você tem certeza que alguma coisa vai me servir? – minha Bella perguntou, impaciente, sentada na cama.

Fechei as portas do meu guarda-roupas, estendendo para ela o pijama que tinha acabado de pegar.

- Eu não tenho certeza se a calça vai servir, mas a camiseta com certeza. – eu disse a ela.

Ela sorriu, levantando-se e indo até o banheiro.

- Toalhas no armário, certo? – perguntou.

- Isso. Você vai encontrar xampu e sabonete dentro do box, eu não tenho condicionador, mas...

- Eu não vou lavar o cabelo a essa hora, na sua casa.

- Certo...

Ela assoprou um beijo, fechando a porta atrás de si. Eu coloquei mais travesseiros encima da cama e, na dúvida se ela gostava de muitos ou poucos cobertores, estendi dois, e deixei mais dois dobrados no criado mudo ao lado dela. Sorri, porque ela tinha dito que queria dormir comigo, que queria ficar perto de mim. Eu não estava esperando que nós dois fizéssemos algo hoje à noite, mas só poder abraçá-la a noite toda... Sinto que estou no paraíso.

Coloquei meu pijama, escolhendo ficar de camiseta – por ela – e liguei a TV, conectando ao Netflix. Ela teria poder sobre o que a gente iria assistir. Bom, eu já sabia que não iria prestar atenção em nada. Com a Bella do meu lado, não dá pra prestar atenção em muita coisa. Nem se eu quisesse. Me enfiei embaixo dos cobertores e fiquei passando pelo catálogo de filmes, esperando ela sair. E, quando ela finalmente saiu, eu perdi todo o ar em meus pulmões.

Dizer que eu não estava preparado, era pouco; dizer que ela estava maravilhosa, era o eufemismo do século.

Sei que imaginei essa cena por mais vezes do que tenho coragem de admitir, mas vê-la finalmente ali, na minha frente... Parecia irreal. Ela estava usando apenas a camiseta, que chegava até a metade das coxas dela, parecendo um vestido. O cabelo preso num coque alto... Eu não consegui pensar em nada que pudesse ser tão sexy, nenhuma visão poderia ser tão... Certo, vamos ser sinceros, se ela estivesse sem aquela camiseta, embaixo de mim... Opa! Não é uma boa ideia pensar nisso agora.

- A calça ficou larga demais. – ela disse, colocando a calça encima de uma cadeira no canto do quarto.

- Eu imaginei que fosse. – eu disse, sorrindo.

Ela cruzou os braços atrás do corpo, olhando ao redor, e eu não conseguia tirar meus olhos dela. Isabella Swan, usando apenas uma camiseta no meu quarto! Melhor ainda: Minha Bella, usando apenas minha camiseta no meu quarto! Uau! A vida era mesmo boa.

- Você podia... Parar de olhar pra mim desse jeito? – ela pediu, mordendo o lábio inferior.

Sério, você não está se ajudando nem um pouco, meu amor.

- Desse jeito? – perguntei, tentando soar inocente.

- É... Está me deixando desconfortável.

Pisquei, tentando tirar meus olhos dela, focando na TV.

- Tá, claro, desculpa, é que... Eu já imaginei você dentro dessa camiseta demais, mas agora que você está aqui, é tipo... Uau! – falei sem pensar.

Ela começou a rir, mas parecia um pouco nervosa.

- Acho que não foi uma ideia muito boa. – disse. – Talvez seja melhor... Dormir em outro quarto? Ir para casa?

- Bella, eu não vou te atacar.

Ela riu de novo, rolando os olhos.

- Não, eu sei, é só que... – chacoalhou a cabeça. – Sei lá. A minha mãe me mataria se descobrisse, e... Sei lá. Você parece confortável demais. Ou não, sei lá, só...

- Você quer ir pra casa? – perguntei, com o coração apertado, torcendo para que ela dissesse não.

Ela pensou por um momento, ainda parada no mesmo lugar, os braços ainda cruzados atrás do corpo.

- Acho que não, eu só... Estou um pouco nervosa. – disse.

- Não precisa ficar. – eu disse, soando completamente aliviado. – Nós só vamos ver um filme juntos, ok? Por que você não vem se deitar?

Ela assentiu, vindo até a cama e se sentando. Olhou para mim e para a TV, e então puxou os cobertores para cima. Eu podia dizer que ela estava desconfortável, e eu tentei não pensar no fato de que Isabella Swan estava usando apenas minha camiseta embaixo daqueles cobertores, na minha cama.

- Você pode escolher o filme. – eu disse, entregando-lhe o controle.

Ela passeou pelo catálogo, até escolher "Orgulho e Preconceito". Ela estava longe. O filme começou, mas o silêncio e o desconforto entre nós parecia mais alto. Peguei a mão dela, entrelaçando nossos dedos. Ela olhou para mim, e eu sorri.

- Eu posso dormir em outro quarto, se você quiser. – avisei.

Ela começou a rir.

- Estou agindo feito uma boba, não estou? Parecendo uma garota de 12 anos.

- Completamente normal.

Ela riu mais uma vez, e então virou o rosto para mim.

- Quantas vezes... Quer dizer, você já fez isso... Antes? – ela perguntou.

Ah, lá vamos nós.

- O que, ver um filme?

- É... Não... Ah, você sabe. Isso. – ela gesticulou para nós.

Abri um sorriso.

- Pra ser sincero, nunca. Pelo menos não no meu quarto... Ou em qualquer outro. Tipo, já fui no cinema, mas... Isso, nunca.

- Você está mentindo, não está? – ela perguntou.

Eu ri, me colocando mais perto dela, meio que sem querer. Ela virou o corpo para mim, então acho que tudo bem. Peguei uma mecha solta do cabelo dela, e coloquei atrás de sua orelha.

- Não... – sorri. – Você é a única.

- Ok... – ela sorriu.

Beijei a testa dela, envolvendo sua cintura, mas sem puxá-la para perto.

- Você é a única que já fez eu me sentir... Desse jeito. Eu amo você.

Ela abriu um sorriso, satisfeita. Mais satisfeito estava eu, de poder fazê-la sorrir daquele jeito. Eu poderia ter tido todas as mulheres do mundo, e nenhuma delas nunca teria feito eu me sentir da forma que Bella faz. Eu nunca iria querer mais ninguém. Eu nunca quis... A minha felicidade deve ser maior do que a dela de saber que eu nunca desperdicei que ninguém o que eu só quero dar a ela.

- Eu também amo você. – ela disse, e sorriu.

Puxei-a para mais perto, beijando sua testa novamente.

- Tudo bem isso? – perguntei, olhando em seus olhos.

Ela abriu outro sorriso, assentindo. Beijou meus lábios rapidamente, me arrancando outro sorriso. Deus, essa garota!

- Você está tirando minha atenção do filme! – reclamou.

- Ah, me desculpe, minha senhora! Juro que não foi a minha intenção.

Ela sorriu, mas não olhou para a TV. Eu também não. Podemos ter ficado uma eternidade inteira apenas olhando um para o outro, e sorrindo, e eu nunca me cansaria. Nada com ela me cansaria. Nunca.

- Acho que você podia frequentar mais as aulas... – ela disse, desviando o olhar. – Ia ser legal ter você por perto. E eu não queria que você reprovasse só porque não gosta de ir.

- Aquele lugar é insuportável...

- De repente eu posso fazê-lo mais legal para você.

Abri um sorriso, grudando meus lábios aos dela.

- Você, com certeza, pode fazer qualquer coisa mais legal.

Ela assentiu, sorrindo, e descansando as mãos em meus ombros. Grudei meus lábios aos dela novamente, mas dessa vez foi ela quem aprofundou o beijo, passando a língua em meu lábio inferior, e então tocando a minha. Apertei a pele de sua cintura por cima da camiseta, e ela suspirou - foi quase um gemido.

- Bella... - sussurrei seu nome, distribuindo beijos em seu pescoço.

Senti as unhas dela afundarem em meus ombros, e dessa vez eu gemi de verdade, mordiscando perto da clavícula dela. Ela gemeu também, e eu senti o joelho dela se enrolar encima do meu quadril.

Ah, merda!

- É melhor a gente parar... - eu sussurrei em seu ouvido.

Ela assentiu, mas suas mãos escorregaram para minhas costas, e ela me abraçou mais perto. Eu também não queria parar, eu finalmente estava tendo o que sempre quis: minha Bella, no meu quarto, usando minha camiseta, perto assim...

Mordi o lóbulo de sua orelha, delicadamente colocando minha mão dentro da minha camiseta em seu corpo. Ela não pareceu se importar quando espalmei minhas mãos em seu bumbum, e eu me perdi nos lábios dela mais uma vez. E ia tudo muito bem, até que ela gemeu o meu nome. Então eu sabia que tinha que parar, porque se ela fizesse aquilo de novo eu... Iria tomar o corpo dela para mim, e não iria parar até que cada fibra de seu corpo soubesse que ela era minha, e estivesse completamente envolvida por mim... Eu queria meu cheiro misturado com o dela, seu gosto em minha boca, sua pele colada à minha...

- Bella... - eu disse num sussurro, com a respiração acelerada. - É melhor... Parar.

Ela olhou para mim, e então corou, tirando as mãos das minhas costas.

- É... Desculpe, eu...

- Eu sei, eu também. Ainda mais com você dentro dessa camiseta. Deve ser pecado ser tão linda assim.

Ela abriu um sorriso tímido, e escondeu a cabeça na curva do meu pescoço. Beijei o topo de sua cabeça e acariciei suas costas. Ficamos assim por algum tempo, até que ela disse:

- Eu sou sempre tão... Certinha, não sou?

Olhei para ela, tentando adivinhar onde ela queria chegar.

- Tipo, eu sempre faço o que todo mundo espera de mim. – ela continuou.

- Com exceção da peça.

- Isso, da peça.

- E de mim. Acho que ninguém esperava que você fosse namorar comigo.

Ela abriu um sorriso.

- Só você. E, acho que, lá no fundo, eu sabia disso também. Desde as audições, quando você ficou do lado de fora olhando fixamente para mim. Você me deu arrepios!

- É, eu meio que causo esse efeito nas garotas.

Ela me deu um leve empurrão, e eu a abracei mais forte.

- Fala de verdade o que está te incomodando. – pedi, com a voz baixa.

- Sei lá... Tenho dezessete anos, e nunca fiz nenhuma loucura de verdade, sabe? Não que eu já esteja velha, e não possa mais, só... Às vezes eu fico pensando em como eu sou entediante.

- Você é tudo, menos entediante.

- Eu sou, sim! Eu sempre faço o que esperam de mim, sou sempre boazinha... Mesmo que vá contra a minha vontade. Eu não tenho nenhuma história ótima pra contar e os meus netos vão morrer de tédio.

Dei uma gargalhada alta.

- Tudo isso do nada? – perguntei.

- Não, a culpa é sua! Eu só queria ficar aqui, beijando o meu namorado, sem pensar no quanto isso é "errado", ou "pecaminoso", e você me vem com "é melhor parar". É melhor continuar me beijando, isso sim!

Ri mais alto ainda.

- Isabella Marie Swan, você está brava comigo porque quer que eu a beije? – perguntei, com os lábios próximos aos dela.

- Estou. Mas você já cortou todo o clima.

Grudei os lábios aos dela, puxando seu corpo de encontro ao meu. Ela afundou as mãos no meu cabelo, abrindo os lábios. Quando estávamos ambos sem ar, eu quebrei o beijo, sorrindo.

- Isso resolve o clima? – perguntei.

- Não... Mas também foi legal.

Ela abriu um sorriso, estirando a língua. Eu a abracei, e ela, novamente, encaixou a cabeça na curva do meu pescoço.

- Desculpe... Honestamente, não sei como você tem paciência comigo. Eu sou uma onda gigante de variação hormonal.

- Não diga isso. Você é como é porque tem seus motivos, sua história... E eu amo cada detalhe em você.

Ela sorriu mais ainda, olhando nos meus olhos.

- Você acredita em almas gêmeas? – perguntou.

- Só se você for a minha.

- Não, é sério. Você acredita?

Pensei por um momento.

- Eu nunca pensei de verdade sobre isso... Alma gêmea no sentido de alguém exatamente perfeito para você, que seja fácil de amar, e coisas assim?

Ela assentiu, esperando a minha resposta. Eu abri um sorriso.

- Acho que agora eu acredito, por causa de você. Quando eu era menor e me diziam que eu iria encontrar uma moça que se encaixasse em mim como uma chave numa fechadura, e que eu iria amá-la, de todos os jeitos possíveis, eu quis acreditar. Eu até tentei procurar isso umas duas ou três vezes, mas aí eu desisti... E você apareceu. E eu te amo tanto... Amo cada coisa que você faz, ou já fez. Amo toda a sua história, até as partes que eu não conheço, porque elas transformaram você em você, e eu não consigo imaginar ninguém mais perfeito que você.

- Nossa, homem, eu pedi uma resposta, e não uma declaração.

- Ah, eu amo você demais, para não dizer cada vez que tenho a oportunidade.

- Eu também te amo. – ela sussurrou.

Toquei meus lábios aos dela.

- Você pode até achar que é certinha demais, previsível demais... Mas isso fica tão bem em você, te faz diferente das garotas que eu já achei que quis na vida. E dizem que opostos se atraem.

- Tá, mas isso diz mais sobre você do que sobre mim. Eu queria fazer alguma coisa que fizesse eu me sentir... Sei lá, viva. Com adrenalina correndo nas veias. Tipo escalar um monte, ou asa delta, ou...

- Se veste.

- O quê?

- Se veste. Vou te levar para conhecer um lugar.

- O quê? A essa hora?

- Ué, você não quer aventura?

Tadã!

Peço desculpas pela demora! Se você me segue no wattpad, sabe que eu passei por alguns problemas pessoais e fiquei com dificuldades para escrever (leia-se: bloqueio). Se você não me segue no wattpad, você deveria. Meu usuário é o mesmo do fanfiction: shalland. Lá tem todas as minhas histórias, e logo logo algumas novas que eu não quero postar como fanfic, mas que eu acredito que vocês irão gostar! :)

Sobre UECPF, tá sendo tão difícil escrever o último capítulo, porque eu já não tenho mais tanta certeza da continuação. Quanto mais eu penso, menos cabe na história, já que os personagens mudaram tanto, que a ideia que eu tive para a segunda temporada simplesmente não parece combinar. Estou pensando MUITO ainda, mas também sinto que a história já foi aonde podia ir

Sobre esta história: sinto que estamos quase chegando à reta final. Existem mais algumas coisas para acontecer, mas ela, sim, vai ter uma segunda temporada, porque cabe na história. A segunda parte é diferente, por isso será continuação. Enfim.

Sobre duas das novas história que estou escrevendo...

Título (provisório): O amor está logo atrás de você OU O amor está no quarto ao lado (esse eu gosto menos porque já tem um livro com esse nome, aliás, um livro lindíssimo) OU O amor está perto.

Sinopse: Kimberlly e Sofia acabaram de perder a mãe num acidente horrível. A pequena Sofia não entende bem o que está acontecendo, enquanto Kimberly sente nos ombos o peso de ter que cuidar de uma criança e de si mesma. Para a surpresa das meninas, a sua mãe – esposa de um alcoólatra há anos – já havia deixado tudo preparado caso partisse repentinamente: uma tutora, do outro lado do país. Michelle é uma mulher bem sucedida, rica, fria e distante, que também é tutora de outro jovem. Enquanto Kimberlly faz de tudo para que a irmã não sinta falta dos pais e esteja sempre feliz, ela não pode deixar de se perceber curiosa a respeito do outro habitante da casa: o misterioso Matheus.

E a outra, que provavelmente será uma pequena história:

Título: Ainda não decidi, socorro, me ajudem.

Sinopse: A família de Bruna (o nome poderá ser alterado, se eu decidir fazer uma fanfic de Crepúsculo, vocês decidem) acabou de se instalar na nova casa, numa cidade pequena. O problema dessas cidades, você sabe, é que as pessoas comentam. Logo está todo mundo falando sobre a "nova moça estranha de cabelo roxo, azul, rosa, laranja e vejam só, agora está vermelho!". Ela só queria ficar em paz, depois do escândalo que levou a família a se mudar. Então pinta o cabelo de castanho novamente. Mas aquelas pessoas conseguem ainda mais para falar quando Igor, o "problemático, estranho, louco" da cidade demonstra interesse na nova moradora. Igor tem uma personalidade complicada – e é tudo o que Bruna tem tentado manter distância. Ele começa a persegui-la, escreve poemas, compõe músicas e oferece a companhia compreensiva que ela tem precisado. Mas até onde o preconceito das pessoas influencia nossas atitudes e escolhas?

Tem mais algumas ideias aflorando na minha cabeça e, esse é o problema depois de passar por um grande bloqueio: as ideias vem todas de uma vez. Estou tentando me dedicar um pouco a cada uma delas, porque não quero desperdiçar ótimas ideias (tem, pelo menos, mais 3 histórias, fora as que eu já falei há algum tempo, que planejava escrever como "A Cupido?", "Entre Jogos e Apostas" e "Natal em Cativeiro"), mas não vou postar nenhuma até ter uma boa quantidade de conteúdo.

Bom, sejam sinceras comigo a respeito das sinopses, dos títulos, se vocês leriam, ou não, porque são histórias um pouco diferentes das que escrevi até agora – mesmo que também sejam romances.

Enfim! Espero que todas estejam bem, me atualizem das novidades! E me contem seus preferidos: filme, comida, livro, música e cor! OBA!

Hoje não tenho indicações, desculpe! :(