Oi, gente! Nos vemos lá embaixo!

Capítulo Trinta e Dois: Deixo aqui registrado que isso é tudo culpa do bad boy.

"Você pode fugir comigo sempre que quiser." - Summertime

BPOV

- Entã 2, consegue ver? – perguntei a Edward, terminando a explicação da questão de Matemática.

- Ah, faz sentido!

- Sim, faz!

- Incrível como você consegue entender e explicar isso tão bem!

- É que eu frequento as aulas desde sempre.

Edward riu.

- É, eu deveria saber que você viria com essa para cima de mim.

- Mas eu estou orgulhosa de você. Faz mais de duas semanas que você não falta nenhum dia!

- Isso merece um beijo?

- Merece até dois!

Rindo, eu estiquei a cabeça até alcançar os lábios de Edward ao meu lado, no sofá. Beijei-o duas vezes, estaladamente, mas ele aprofundou o beijo, envolvendo minha cintura e impedindo que eu me afastasse. Abri mais o meu sorriso, enfiando minhas mãos em seus cabelos.

- Tenho certeza de que isso conta mais do que apenas dois beijos, meu amor. Você fica me devendo. – respondi, quebrando o beijo depois de um tempo.

- O quê? Isso contou como meio beijo para mim. Tenho direito a mais um e meio, vem cá.

E me puxou para si novamente. Dividimos boa parte do tempo entre beijos, risadas, abraços, carícias, estudo e fazer doces na cozinha.

- Tenho algo preparado para nós esse fim de semana. – Edward disse, enfiando um morango com chocolate na boca.

- Ah é? E é bom? – perguntei, rindo.

Eu era toda sorrisos quando estava perto dele. Não conseguia parar de sorrir, e nem parar de pensar em como eu me sentia mais... Leve. E feliz. Edward também sorriu.

- Acho que você vai ficar satisfeita. Pode passar a noite fora?

- Não sei... Vamos precisar?

- Talvez.

- Está pensando que eu sou fácil assim? Que para passar a noite comigo basta dizer que tem algo que vai me deixar satisfeita? – brinquei.

- Eu estava planejando uma serenata, mas se você quiser, posso fazer aqui mesmo na frente da sua casa. Vou avisar a minha galera.

Ri mais alto, enfiando um morango na boca dele. Ele o mordeu suavemente, e eu comi o outro pedaço que restou. Deitei a cabeça em seu ombro, respirando fundo, me sentindo em paz.

- Você está brilhando. – ele disse, de repente. – Seu sorriso me ilumina.

Mordi meu lábio inferior tentando, inutilmente, conter mais o meu sorriso.

- Você está me enchendo de luz. – respondi.

Foi a vez dele de sorrir tão abertamente. Beijou meus lábios e disse que me amava.

- Também te amo. – eu disse.

- Estou dando o meu melhor por você. Obrigado por me aceitar e me amar. Você me faz mais leve. É o meu sol.

Ele encostou a testa na minha, e eu fechei meus olhos, deixando que ele me abraçasse.

- A gente sempre fica cheio dessas coisas quando estamos sozinhos. – comentei. – Deveríamos estar estudando, mas estamos aqui, envolvendo um ao outro.

- Abraçar você é mais legal.

- Passar em matemática também é.

- Eu vou passar. Vou me formar, vou para a faculdade, vou construir um futuro com você. Eu vou dar o meu melhor sempre, cada vez mais, até finalmente ser digno de você.

- Você já é. Faça o que tem que fazer, por você, certo? Pelo seu futuro.

- Você é o meu futuro. Presente e futuro.

- Lá vem você! – brinquei, sorrindo.

Ele tocou seus lábios aos meus. Quando ele me beijava de maneira tão doce era difícil lembrar de qualquer dúvida que eu tivesse a respeito dele, qualquer sentimento ruim. Tudo se resumia apenas a ele. O jeito que os braços dele me envolviam, como o seu cheiro invadia minhas narinas, o calor de seu corpo, o ritmo do meu coração...

E então o barulho de chave na fechadura.

- Edward, minha mãe! – eu exclamei.

O terror em meus olhos estava refletido nos dele. Olhei ao redor me perguntando o que fazer e disse:

- Sobe! Vai para o meu quarto e fecha a porta atrás de você! É a primeira porta à direita.

Ele se apressou pela escada, e eu trabalhei o máximo na minha expressão inocente. Minha mãe entrou sorrindo.

- Olá, Isabella. – cumprimentou.

- Oi. Tudo bem?

Ela assentiu. Olhou para a quantidade de livros exposta na mesinha de centro à minha frente, para meu cabelo bagunçado e abriu outro sorriso:

- Vejo que está se dedicando. Deixou aquela bobagem de teatro de lado?

- Não, tenho prova de matemática.

Ela torceu o nariz. Ela odiava qualquer coisa que tivesse relação com arte. Por isso nunca me deixou fazer dança, teatro, desenho, moda ou música. É, eu fiz um tempinho de canto, mas só porque o meu nível de "rebeldia" estava muito alto e, pela primeira – e única – vez, meu pai resolveu intervir a meu favor.

- O teatro não me atrapalha. – eu disse. – Me motiva.

- Com os motivos errados. E pessoas erradas. Aquele delinquentezinho ainda está lá?

- Edward, sim.

Ela empinou o nariz.

- E você metida com aquela gente... Louca!

- Ninguém lá é louco.

- Todos loucos! Conheço bem esse tipo. Mas, bem, é bom para você ter uma... Distração. Mesmo que seja tolice.

- Eu gosto.

- Claro que gosta. Sempre foi dada a essas loucuras... Dizia que queria ser atriz quando era criança. – ela bufou. – Que tola!

- Não acho tolice, ainda gosto disso, talvez eu ainda quei...

- Não tenho filha para ser atriz! Chega dessa conversa, Isabella!

Fiquei calada. Conversar com a minha mãe sempre era agradável. E enriquecedor. Nunca conheci alguém tão cheia de preconceitos e arrogância. Ela era superior a todo mundo – e sua família também tinha que ser. Dentro de seus padrões.

- Já comeu?

- Comi alguma coisa.

- A Heloísa só volta semana que vem... Vamos jantar fora.

- Ah, tudo bem. Mas eu tenho muita coisa para estudar... Posso só pedir uma pizza?

Ela olhou para mim com desgosto, e então rolou os olhos.

- Você vai acabar gorda, igualzinha à sua... – calou-se. Limpou a garganta.

Avó. Ela ia dizer avó. Igualzinha à sua avó. Se existia alguém no mundo que dona Renée não suportava era a minha avó. E sua neta.

- Eu peço uma refeição naquele restaurante vegano, ou você me traz quando sair. Vou para o meu quarto. – falei, juntando os livros.

- Certo.

Fechei a porta atrás de mim, respirando fundo. Passei a chave. Ela testava minha paciência. Muito. Senti o choro subir por minha garganta, e então meus olhos arderam. Edward estava sentado no sofá embaixo da janela.

- Bella? Está tudo bem? – ele perguntou, se aproximando.

- Eu a odeio! – eu disse.

Ele tirou os livros de meus braços, colocando-os na minha escrivaninha, e me abraçou.

- Está tudo bem. – ele disse.

- Eu a odeio tanto! – quase gritei.

- Shhhh... Você está apenas com raiva.

Continuei tentando me acalmar, mas ela simplesmente me irritava de uma maneira que era impossível descrever.

- Uma vez me disseram que ninguém, no mundo, nunca vai te amar tanto quanto a sua mãe te ama. Nem o seu pai, nem seu namorado, nem suas melhores amigas. – Edward disse, colhendo minhas lágrimas com o polegar.

- Isso só vale para mães de verdade. Que querem os seus filhos. A minha mãe só me teve para prender o meu pai. – respondi, fungando.

- Você pode achar que é desse jeito, mas só ela e Deus sabem o quanto ela te ama. Vocês podem ter suas diferenças, mas ela te ama.

- Você virou um guru de mães, por acaso?

Edward riu, chacoalhando a cabeça.

- Experiência própria.

Deitei a cabeça em seu ombro e suspirei.

- Queria que você pudesse ficar.

- Também queria poder ficar.

- Vamos largar tudo e fugir juntos.

Edward riu.

- Olha só, será que eu sou o responsável daqui? Sério mesmo?

Abri um sorriso.

- Eu não disse pra sempre. Nem pra onde.

- No fim de semana. Ninguém ai nos encontrar. – ele prometeu.

- Isso poderia soar bastante assustador.

- Talvez essa seja a intenção. – ele ameaçou, levantando uma sobrancelha

- Me diga, senhor Cullen... Quantas garotas o senhor já esquartejou e jogou no milharal? – perguntei, fingindo segurar um gravador.

- Mais do que posso admitir sem ir preso, senhorita Swan.

- E o senhor pretende me esquartejar também, senhor Cullen?

- Pretendo fazer muitas coisas com a senhorita, senhorita Swan, mas esquartejar não é uma delas, eu garanto. – ele respondeu e beijou a minha mão, olhando nos meus olhos.

Corei. Violentamente. Edward riu, puxando minha mão com o falso gravador novamente.

- Também não quis dizer essas coisas, senhorita Swan. Sua mente poluída está me constrangendo. – disse, sem conseguir controlar o sorriso.

- Deixo aqui registrado que isso é tudo culpa do bad boy.

- Bad boy? Quem aqui é bad boy?

- Quem tem tatuagens e só usa preto? – apontei para mim mesma, com minha calça jeans clara e camiseta branca.

- A senhorita Swan é preconceituosa e adepta a estereótipos. – Edward disse, falando no próprio gravador imaginário.

- Eu não sou, não! – revidei.

- Também é teimosa.

Comecei a rir, me deitando, olhando para o teto. Edward deitou um segundo depois.

- Eu amo você. – ele disse, sorrindo.

- Eu também amo você. – repeti, abrindo um sorriso enorme.

Edward beijou meus lábios, e me abraçou. Fiquei olhando para seus olhos, pensando em como ele me surpreendia o tempo todo. Em como, quando nos falamos pela primeira vez, eu jamais imaginaria que estaríamos aqui. Mas, para ser sincera, eu não poderia pedir por alguém melhor.

Hello, gente! Peço desculpas, novamente, pela demora! Para quem não sabe, fiquei um longo período sem internet :(

Tem história nova vindo por aí! ;)