Capítulo Trinta e Três: Para te impressionar eu pintaria o seu rosto em um muro gigante bem no centro da cidade
"Vamos fugir pro outro lugar, baby. Vamos fugir. Pra onde quer que você vá, que você me carregue!" – Vamos Fugir, da banda Skank
BPOV
- E aí, gata! – foi o que Edward disse, descendo do carro estacionado na esquina da casa de Alice, quase de madrugada, na sexta-feira.
- Que chique, vamos de carro.
- É uma viagem de três horas, não quero a minha gata desconfortável.
- Valeu, meu gato.
Edward pegou minha mochila, rindo, e a colocou no branco traseiro. Se aproximou e beijou meus lábios.
- Pronta para o fim de semana?
- Nasci pronta, baby.
Ele me beijou outra vez, colocando óculos de sol em mim.
- Ed, o sol nem nasceu ainda!
- É tudo sobre estilo, gata. Vem na minha que é sucesso. – disse, abrindo a porta do carro.
Entrei, e ele a fechou, dando a volta calmamente, e entrando no lado do motorista. Mandei um beijo para ele, e ele sorriu, colocando o carro de volta na estrada.
- Onde vamos? – perguntei.
- Casa do lago.
- Também é do seu pai?
Edward assentiu, pegando minha mão. Entrelacei nossos dedos, apenas para soltá-los quando ele precisou usar a marcha. Rimos. Ele ligou o rádio e me deixou escolher a estação. Selecionei uma que estava tocando "Beautiful Day" do U2, e nós cantamos junto com a melodia. Programas matinais começaram e, pouco tempo depois, o sol começou a apontar, clareando todo o céu.
- Uau! – eu disse, encantada com o céu azul claro.
- Mandei fazer só pra você. – Edward brincou.
- Não vejo o sol nascer desde que era pequena.
- Princesinha. Nunca virou a noite?
Chacoalhei a cabeça.
- Não totalmente. Ia dormir antes de clarear.
Era quase 8h da manhã quando Edward finalmente estacionou na frente de uma casa. Dizer que parecia ter saído de um catálogo não descrevia. A vizinhança toda possuía o mesmo estilo: casas grandes, com exterior em pedra e telhados imponentes. Janelas brancas, varandas e jardins floridos. Quase senti a necessidade de colocar um casaco sobre os ombros e uma minissaia.
- Wow! – exclamei quando Edward abriu a minha porta.
Ele abriu um sorriso.
- A parte boa é que a maioria dessas casas está vazia. Fora de temporada. – disse.
- Parecem saídas daqueles comerciais de condomínios fechados, feito tipo cidades para gente rica.
- Bingo! Eles fazem comercial desse lugar.
Acabei rindo, entrando dentro da casa. Edward fechou a porta atrás de si e, parar para descrever o interior era ainda mais difícil. Piso de madeira, paredes em tons pasteis e uma enorme lareira embaixo de uma TV de infinitas polegadas, no centro da sala. Apesar de luxuosa e grande, a casa era aconchegante, diferente da minha – era apenas grande e, em partes, luxuosa.
- Eu deveria ficar surpresa, se não soubesse que você está, provavelmente, só tentando me impressionar. – anunciei.
- Eu? Te impressionar? Com uma casa do meu pai? Senhorita Swan, para te impressionar eu pintaria o seu rosto em um muro gigante bem no centro da cidade.
- Você já fez isso, senhor Cullen.
- Bom, então eu quero apenas aproveitar a sua companhia. – ele piscou, abrindo um sorriso.
Chacoalhei a cabeça, estalando a língua.
- Você acha que eu sou tão fácil.
- Pelo contrário! – ele respondeu, passando um braço ao redor da minha cintura.
Subimos as escadas para o quarto principal, uma enorme cama king size no centro. Um guarda-roupa negro que ocupava toda a parede, cortinas vermelhas e uma estante cheia de vasos com flores e livros. Lindo. As cortinas eram automáticas, dava para dizer. Que luxo.
- E esse é o nosso quarto, senhora Cullen. – Edward anunciou, me abraçando por trás.
- Senhora Cullen?
- Bom, estamos longe de tudo e todos que conhecemos, dividindo a mesma casa e o mesmo quarto... Consigo imaginar isso tudo dentro de um cenário com alianças douradas em nossos dedos anelares esquerdos.
Acabei rindo, colocando as mãos encima das dele, em minha barriga.
- Você realmente acha que eu sou fácil, venho aqui e temos um quarto só... E, ei! Por que eu não posso ficar com o meu sobrenome?
- Você pode ficar com o que quiser, só gosto de como o meu sobrenome soa com o seu nome. Isabella Cullen.
- Mas nem é o seu sobrenome de verdade, Edward. Estaria mais para Isabella Masen. Hm, não combina tanto.
- Estou te falando, senhora Cullen, eu nem lembro desse sobrenome Masen.
- Eu também não, desculpe.
Ele beijou o topo da minha cabeça e ficamos ali, parados, abraçados, olhando para a cama.
- Você fica desconfortável com isso? Como nós já dormimos juntos, não achei que você se importaria, mas tem mais dois quartos aqui.
- Eu estava brincando, meu amor. – sorri, beliscando as costas de sua mão. – É o nosso fim de semana, afinal de contas, não é?
Edward assentiu, beijando novamente o topo da minha cabeça.
- Não acho você fácil. Não tive nenhuma ideia, não planejei nada, só quero ficar com você tanto quanto eu conseguir. – ele disse.
- Eu também.
- O guarda-roupa é grande o suficiente para o que quer que você tenha trazido.
- Estou vendo. – eu disse, rindo.
Tirei minhas roupas da mochila e as dividi em uma prateleira. Necessaire de higiene pessoal ao lado, toalhas e maquiagem na prateleira de cima. E eu estava pronta. Edward também – exatamente na porta ao lado da minha.
- Pronta para o primeiro passeio oficial? – ele perguntou.
- Sim, senhor. Onde será?
- Surpresa! Está com roupa de banho?
Assenti.
- Ótimo. Então vamos.
