Oi gente! Nos vemos lá embaixo?

Capítulo Trinta e Seis: Estou cheio de Bella e estou transbordando

"Você está tão linda nesta luz, sua silhueta sobre mim. O jeito que destaca o azul em seus olhos, é o mar de Tenerife. (...) Se esta for a última coisa que eu ver, eu quero que você saiba que é o suficiente para mim, pois tudo o que você é, é tudo o que eu preciso. Tão apaixonado, tão apaixonado, estou tão apaixonado." – Tenerife Sea, do cantor Ed Sheeran.

EPOV

Eu sou tão, tão idiota!

Deus! Como alguém pode ser tão idiota assim? Eu não precisava ter dito a ela sobre as ameaças aos outros garotos... Mas eu não podia ficar escondendo isso! Eu prometi contar tudo, e contei... Tenho que lidar com as consequências, tenho que lidar com o fato de que ela não me quer mais.

Ela subiu as escadas, e está trancada no quarto agora, e não me quer por perto, não me quer de forma alguma, mas eu não posso viver sem ela! O que é que eu vou fazer agora?

Merda! Merda, merda, merda, merda, merda!

Eu posso bater à porta, mas o que eu iria dizer? "Bella, desculpe por ser exatamente o idiota possessivo que você nunca quis, e nem precisava, e desculpe por invadir a sua vida dessa forma"? Não, não, não, não, não, não...

Mas...

E se não for só por isso? E se ela estiver lá encima, colocando tudo de volta na mala, porque não consegue suportar o fato de namorar um ex-drogado/traficante/alguém tão ruim como eu? Eu deveria saber que ela sempre foi demais para mim, era só uma questão de tempo até... Não! Eu não posso desistir dela desse jeito, ela é a única luz no meu mundo, ela é tudo o que importa. E eu sei que posso ser alguém melhor, se ela apenas me der a oportunidade, sei que posso ser alguém que a mereça! Sei que posso... Preciso terminar esse carregamento, e então posso ficar longe de tudo isso, de todo esse mundo, posso recomeçar, posso até aceitar o meu pai, eu posso fazer o que ela quiser, se ela só...

Ela vai querer, não vai? Ela me ama! Ela disse que me ama, não pode ter mudado de ideia tão rápido, não pode ter mudado... Não posso deixar que ela vá embora, mas eu disse que deixaria, não posso prendê-la aqui, preciso deixá-la livre... Não posso viver sem ela! Preciso que ela me queira, eu não sei o que fazer...

Subo as escadas correndo, sem saber exatamente o que fazer ou falar, apenas sabendo que preciso convencê-la a ficar comigo, a me perdoar. Faço o que for preciso. Ela está fechando a porta do quarto atrás de si, e seus olhos encontram os meus. Abri a boca para falar, mas não tinha nenhuma palavra pronta. Olhei atrás dela, procurando sua mala, mas não havia nenhuma. Ela abriu um sorriso amarelo, e eu apontei para a porta do quarto, depois enfiando as mãos nos meus bolsos.

- Por favor, não vá embora... – eu digo da forma mais controlada que posso.

Bella abre outro sorriso amarelo e chacoalha a cabeça.

- Eu não vou embora, Edward.

O ar volta a circular em meus pulmões. Dou dois passos na direção dela, assustado com a possibilidade de ela se afastar; ela não se afasta.

- Você não vai embora? – pergunto, ainda mais assustado de a ouvir dizer que iria.

Ela apenas chacoalha a cabeça, olhando para o chão.

- Desculpe. – diz. – Eu só precisei de um momento para ser essa grande idiota que eu sou, mas já passou.

Jogo meus braços ao redor dela, puxando-a para mim. Ela sorri, descansando a cabeça em meu ombro, e eu sei que poderia morrer de tanta felicidade. O mundo inteiro tinha cor novamente, tinha seu cheiro e o som da sua risada, e nada mais importava, porque ela estava ali comigo – tinha escolhido ficar ali comigo. Pude sentir meu corpo inteiro tremer porque ela queria estar ali comigo, e eu nunca vou saber o real motivo de o universo ter me presenteado com a garota mais incrível que já existiu, mas eu quero passar todo o meu tempo fazendo-a feliz. Beijo o topo de sua cabeça, sentindo o cheiro de seu cabelo, e meu coração dobra de tamanho.

- Me desculpe! – eu digo, depois de um longo período de silêncio.

- Está tudo bem.

- Me desculpe mesmo assim. – falo, entrelaçando nossos dedos. – Sei que eu não tinha o direito de ter afastado ninguém de você, mas eu não conseguia pensar na possibilidade de algum deles...

- Está tudo bem. Mesmo. – ela repete. – Você não usou um método justo, mas... Eu escolheria você de qualquer jeito.

- Escolheria? – pergunto, rindo.

- Escolheria. Só queria que você tivesse tentado se aproximar de mim, antes de... Bom, não importa mais.

- Eu tentei. Você me odiava.

- Você fazia tudo o que podia para me irritar, queria o quê? – ela ri. – Depois da primeira vez que... Bom, quando você me levou para casa, aquele primeiro dia, as coisas mudaram.

- Você se apaixonou por mim ali?

Ela ri, rolando os olhos.

- Tinha alguma coisa em você, nas suas palavras, no jeito que olhava pra mim, sei lá. – ela me olha, sorrindo. – Fiquei extremamente irritada, tentei te odiar mais, só porque não conseguia tirar você da cabeça.

- Se eu soubesse disso...

Ela riu, e beijou meus lábios.

- E você? Quando se apaixonou por mim? – pergunta.

- Quando eu te vi pela primeira vez, já te falei. Você estava com a Alice, indo embora da escola, e, uau. Você era diferente de tudo o que eu já tinha visto, fiquei obcecado. Comecei a te seguir para todo o lugar, estava sempre te observando e...

Ela arregala um pouco os olhos, depois pisca, desviando o olhar.

- Certo. – diz.

- Não, eu não quis dizer que...! Não desse jeito, Bella, só...

- Tudo bem. – ela repete. – Já passou. Só é estranho pensar que você... – ela ri, um pouco nervosa. – Estranho.

- Me perdoa... Eu só queria estar perto, e te conhecer, e saber o que você fazia, e eu precisava te ver...

- Certo. Só... Eu vou me acostumar, é só que... Era mais fácil você ter se aproximado. Sei lá, é estranho, assistir alguém desse jeito... Ai, meu Deus, por isso você estava lá quando aqueles dois caras... – ela fecha os olhos.

- É, eu vi você sozinha, vi quando eles se aproximaram.

- Obrigada. Não gosto de lembrar disso, de pensar no que teria...

- Eu nunca deixaria nada acontecer a você!

Ela descansa a cabeça em meu ombro novamente, e eu a abraço com mais força. Queria ser capaz de mantê-la sempre segura, feliz, em paz. Daria a minha própria vida apenas para que ela ficasse sempre bem, a salvo.

- Eu te amo. – ela diz, de repente, levantando os olhos para mim. – Obrigada por ter se aberto... Sei que você acha que é pouca coisa, que, sei lá, "não serve pra mim", e coisas assim, mas eu te amo, e não preferiria estar aqui com mais ninguém. Você é realmente incrível, Edward Cullen.

Fecho os olhos e encosto minha testa na dela, mal podendo conter meu sorriso. Ela me achava "realmente incrível", e essa é a melhor coisa que já disseram sobre mim. Ela era realmente incrível, e o fato de querer estar comigo era realmente incrível. Eu a amo tanto, meu Deus! Posso sentir em cada célula do meu corpo, como o sangue que meu coração bombeia. Eu a amo, e não posso ficar sem ela. Sou egoísta e não tenho nenhuma intenção de mudar isso, porque isso significaria deixá-la ir, e não posso, não posso viver dessa forma.

- Eu te amo tanto, Isabella Marie Swan... O meu coração doi só de pensar em não ter você por perto.

Ela toca os lábios aos meus, e posso sentir a mudança no ar ao nosso redor. Abro os olhos, e ela está olhando diretamente nos meus, abrindo os lábios, dando passagem para que eu explore toda a sua boca. E é o que eu faço, necessitando sentir seu gosto, sempre necessitando senti-la. Meus dedos se fecham ao redor do tecido de seu short, e encaixo seu quadril ao meu. Bella suspira durante o beijo, e todo o meu corpo estremece, amando sua reação ao meu toque. Ela cruza os braços ao redor do meu pescoço, realmente aprofundando o beijo, me puxando para baixo.

Quero dizer a ela que a amo, que a quero, quero tê-la tão perto até sermos apenas um, quero beijá-la e me marcar em seu corpo para sempre, que todos saibam que pertencemos um ao outro, e quero fazer com que cada célula do seu corpo grite meu nome, e quero ouvi-la dizer que me ama, até que seja a única coisa que ela será capaz de dizer.

Sei exatamente o que quero, e o que tudo isso significa. Sei que estamos indo em direção a um caminho sem volta, quando ela olha para mim e sorri com os lábios grudados aos meus, e tudo o que eu quero fazer é apertá-la mais contra a parede. Mas também sei que não podemos fazer isso agora. Estamos cheios de culpa pelos últimos minutos, e a conheço demais para saber que isso é algo que ela faria, se achasse que iria fazer eu me sentir melhor por ser este merda que sou, por ter feito o que eu já fiz. Não foi para isso que eu a trouxe aqui, não é assim que eu quero que isso aconteça. Não com a minha Bella, não dessa forma. Então eu coloco minhas mãos em seu rosto e quebro o beijo, respirando como se o ar não me faltasse.

- Não podemos...

- Não podemos o quê? – ela pergunta, genuinamente confusa, e me sinto idiota.

Ali estávamos os dois, apenas nos reconciliando, tentando sarar as últimas palavras, os últimos minutos. Ela estava apenas me beijando... E eu transformo tudo isso em algo maior, apenas porque não consigo ser racional e manter as calças no lugar. Respiro fundo, beijo sua testa e digo:

- Vou tomar banho. Escolha um filme, se não estiver com sono.

O ar no banheiro está mais frio, e faz eu me sentir ainda mais idiota por ter pensado que Bella estava no mesmo lugar que eu. Não deveria ser assim, eu não deveria ficar tão focado em... Não com a minha Bella! Ela é tão mais do que só... Suspiro, frustrado, e enfio a cabeça embaixo da água gelada.

- Edward? – Bella chama.

Ela está na porta. Bateu, mas já entrou. Eu não a tranquei, não senti necessidade, mas olhando para ela através do box, quase desejo ter trancado. Quase. Porque uma parte de mim está muito satisfeita que ela esteja aqui. Instintivamente coloco as mãos onde não quero que ela olhe, mas então as tiro – decido que quero que ela olhe. Seus olhos vacilam em meu corpo, e então ela os fecha. Não consigo não sorrir.

- Bella. – digo, o sorriso audível em minha voz.

Ela fica vermelha e abre os olhos. Sorri envergonhada, e seus olhos passam por onde eu quero que ela olhe, antes de focarem nos meus. Abre a boca para falar, mas logo a fecha, como se não soubesse o que dizer.

Ela quer entrar no chuveiro comigo, penso. Sei que quer. Não teria vindo até aqui se não quisesse. Mas é tímida demais para pedir por isso. E eu posso estar totalmente errado. Mas não é como se isso realmente importasse. Não agora.

- Entre. – chamo, abrindo o box.

Minha voz está rouca. Estava bem há alguns segundos. Coço minha garganta. Bella vacila, mas começa a tirar a roupa. Fecho os olhos, tentando dar privacidade a ela. Sinto meu coração acelerar enquanto as palavras "Vou vê-la nua!" passam sem parar pela minha cabeça. Ela apaga a luz.

- Tudo bem se deixarmos a luz desligada? – pergunta.

Digo que sim. Dois segundos depois, timidamente, ela entra no box comigo. Está parada na minha frente, os olhos fixos na parede atrás de mim. Há pouca luz – apenas a luz da lua que entra pela janela. Faz a pele dela ficar azulada, brilhante. Engulo em seco.

Quero tocá-la. Quero puxar seu corpo contra o meu e abraçá-la, senti-la, mas me contenho. Lentamente os olhos dela encontram os meus. Ela está aqui, nua, na minha frente. Parece irreal. Ela é tão linda! Como um sonho. Como se tivesse sido moldada perfeitamente, cada pequeno detalhe.

- Deus do céu, como você é linda! – deixo escapar, correndo meus olhos por seu corpo.

Ela ri, visivelmente nervosa. Estendo minha mão, e ela se aproxima.

- Não acredito que estamos mesmo pelados, um na frente do outro. – ela sussurra.

Troco a temperatura do chuveiro para água morna e toco em seus ombros, trazendo-a para debaixo da água. Encosto a testa na dela, descansando as mãos em sua cintura. Sinto adrenalina correr por minhas veias. Quero beijá-la, abraçá-la. Quero tomá-la para mim, mas não quero assustá-la.

- Era disso que você estava falando? – ela pergunta.

- Hã?

- Lá fora... Era isso o que "não podíamos"?

- Era.

- Então acho que podíamos.

Ela ri, o que me leva a rir com ela. Quero controlar meu corpo, meus pensamentos. Preciso aproveitar esse momento com ela. Lentamente. Entrelaço meus dedos aos seus, e ela diz:

- Me beije.

E eu a beijo, sem questionar. E doi. Meu corpo inteiro treme, e doi. Será que o dela também? Nunca tivemos um beijo tão dolorido. Mesmo quando nossos dentes se bateram, e quando eu precisava tê-la mais perto, nunca doeu tanto. Talvez porque nunca tivemos que ser tão cautelosos, nunca estivemos tão assustados. Solto seus lábios para que possamos respirar. Ela se aproxima e ri, olhando nos meus olhos. O mundo todo é nosso. Ela é o segredo da vida. Respiro fundo. Quando a beijo novamente, ela geme baixinho, tocando meus ombros. E tudo fica agitado. Dentes batendo, lábios se mordendo, pele se tocando, tudo corrido, apressado, ofegante, cheio de mãos. Ela está gemendo, e acho que estou gemendo mais alto do que ela. Ela tenta quebrar o beijo, mas não deixo. Não posso deixá-la se afastar. Nunca.

- Edward... – ela diz, finalmente tirando os lábios dos meus. – Deveríamos ir para o quarto.

Meu coração perde uma batida. Sei o que ela quer dizer, e sei o quanto quero e preciso disso, mas encosto a testa na dela, tentando respirar.

- Não podemos. – repito.

- Podemos, sim, estamos aqui.

- Não... Bella, eu não te trouxe aqui para isso. Eu não estava pensando em...

- Eu sei. – ela diz. Então ri. – Você está quebrando todo o clima.

E me beija. Desligo o chuveiro porque, para ser sincero, não tenho argumentos. Não quero ter argumentos. Quero Bella. Ocupando cada um dos meus pensamentos. Ocupando meu corpo. Quero cada centímetro da pele dela grudada à minha. Quero beijá-la, e tocá-la, e amá-la. Quero ouvi-la gemer o meu nome. Quero que ela saiba o quanto é linda, e quero dizer isso a ela. Quero usar as minhas mãos para dizer a ela o quanto é linda. E o quanto a amo. E quero sentir seu amor por mim. Pulsante. Exatamente como o meu.

Não nos preocupamos com toalhas. A pele dela está quente sob a minha mão, e eu não sei em que temperatura estou. Só me preocupo em sentir seu corpo. Molhamos o chão, estamos pingando. Estou cheio de Bella e estou transbordando. Seu corpo em meu corpo.

- A cama. – ela diz, e me puxa.

Então estamos deitados. Tento não me empurrar para dentro dela, mas nossos quadris estão alinhados, e cada centímetro de sua pele está grudada na minha. Seu cheiro é inebriante, e só quero senti-la mais perto, cada vez mais perto.

- Bella... – sussurro contra seus lábios.

Ela sorri, e eu puxo sua perna direita até que se enrole em meu quadril. Ela faz o mesmo com a esquerda, e fecha os braços ao redor do meu pescoço. Encosto minha testa à dela, e respiro fundo. Então ela ri, e olha nos meus olhos.

- Estamos pelados. – sussurra, como uma criança travessa.

- Estamos.

Ela beija meus lábios e, lentamente, escorrega as mãos por meu peito. Seguro-as. Quero que ela me toque, mas meu Deus, é demais. Ela está nua, embaixo de mim, com as pernas ao redor do meu quadril, me beijando, e suas mãos estão em mim.

- Edward...

Abro os olhos, encontrando seu olhar.

- Quero olhar para você. – ela diz.

Suas pernas se soltam do meu quadril e, delicadamente, ela está nos levantando. Estamos de joelhos, e tento manter meus olhos nos seus. Falho. Miseravelmente. Meus olhos estão em cada centímetro de sua pele. Ela não olha em meus olhos, e também não olha para baixo. As mãos se espalmam em meu peito, e, com cuidado, ela se aproxima. Os olhos rapidamente passeiam por todo o meu corpo, e ela abre um sorriso, enquanto cora.

- Ok! – diz, soltando uma risada.

Não consigo não rir de sua reação, e beijo seus lábios.

- Você é tão linda. – digo, acariciando suas costas.

- Você também é... Muito... Muito bonito. – ela diz, ri, e cora novamente.

Olho em seus olhos, e ela não está mais rindo. Está corada, sua pele fervendo. Deixo meus olhos passearem por suas curvas, sem calcular quanto tempo é tempo demais. Ela é tão linda, e delicada... É perfeita. Parece ter sido feita à mão. E para mim. Minha. Inteira. Volto a olhar em seus olhos, e percebo que está nervosa.

- Deus... Não foi nenhum pouco justo com as outras mulheres quando fez você. Meu Deus, você é perfeita. – digo, escorregando minhas mãos por seus braços.

Ela sorri, e desvia o olhar. Está mordendo o lábio. Deus do céu!

- Eu amo você. – ela sussurra.

- Eu amo você. – devolvo.

Ela segura meus ombros e nos puxa para baixo, deitando novamente. Estou encima dela. Todo o nosso corpo está em contato, se encostando. Sento novamente porque sei que não vou aguentar muito mais deste contato. Ela me olha confusa, e suas pernas se fecham. Fecho os olhos.

- Está... Tudo bem? – ela pergunta.

Me estico até tocas suas coxas com a ponta dos dedos. Olho em seus olhos, seus lábios entreabertos, e separo suas pernas. Apenas um pouco. Apenas para olhá-la. Beijo sua barriga, seus seios, e seus lábios. Olho em seus olhos.

- Bella... – sussurro. É tudo o que consigo dizer.

Ela entrelaça nossos dedos, e alinha o quadril ao meu. Olha no fundo dos meus olhos, me dando permissão. Beijo seus lábios duas, três, quatro vezes.

- Eu queria... Queria muito que esse momento fosse lindo e memorável, meu amor, mas isso está perto de terminar sendo bem embaraçoso para mim. – confesso.

Ela ri.

- Garotos não têm controle sobre o quanto duram, certo? – ela pergunta.

Chacoalho a cabeça.

- Especialmente sem nenhuma prática. – a minha voz treme no final da frase, porque posso sentir seu calor.

- Quero você dentro de mim. – ela sussurra.

Aperto sua mão e, então, estou dentro dela. Ela geme, e fecha os olhos. Ela está com dor. Isso é tão injusto. Aqui estou eu, e, uau, isso é bom, é enlouquecedor, estou dentro dela, finalmente, e ela é minha... Mas ela sente dor. Beijo seus lábios, e suas bochechas, e faço o impossível para não me mexer. Ela aperta mais forte a minha mão e levanta as pernas até o meu quadril.

- Bella? Meu amor? – chamo.

Ela inclina o quadril, quer que eu me mova. Então me mexo. Ela fecha os olhos com mais força, e fecho os meus também. Não existe nenhuma maneira de ficarmos mais perto um do outro. Ela solta minha mão e toca meu rosto. Abro os olhos, e ela sorri para mim. Colho uma única lágrima em sua bochecha com meu polegar e a beijo. Ela geme dentro da minha boca, e não existe nada melhor no mundo inteiro. A beijo em todos os lugares que alcanço, suas mãos estão em todos os lugares. Enfio as mãos em seus cabelos e posso sentir que não vai demorar.

- Bella – sussurro. – Meu Deus, Bella.

Sinto meus músculos se contraírem, e ela me aperta mais. Deito a cabeça ao lado da sua. Acabou, mas não quero sair de dentro dela. Beijo seu pescoço, seus seios, seus lábios. Ela abre um sorriso, e também respira com dificuldade. Saio de dentro dela e deito ao seu lado, puxando-a para mim. Ficamos nos olhando. Leva um tempo até nossa respiração normalizar.

- Acho que já temos a nossa tarefa de casa do teatro. – ela diz.

- Como você está? Doi muito?

- Suportável. Valeu à pena. Cada segundo.

Ela abre um sorriso, e eu a abraço mais forte. Deus, como eu a amo! Eu não poderia nunca pedir por alguém melhor. Ela é tudo... Ela é perfeita. Entrelaça os dedos aos meus e se aproxima mais. Ela é inteiramente minha. Sou seu primeiro, e serei seu último. Minha Bella.

Acredito que acabo dormindo primeiro que ela, apesar de ter tentado ficar acordado. Sonho com ela a noite inteira.

E AÍ? O que vocês acharam? Primeira cena de sexo que escrevo, socorro, o que não faço por vocês, hahaha.

Primeiro quero dizer que esse capítulo já foi postado no Wattpad há umas duas semanas, e não foi postado aqui também porque eu estava sem computador. O wattpad me permite postar pelo celular, diferente daqui. Então, só para reforçar, me sigam no Wattpad também (lá sou shalland), porque tem histórias novas vindo que não são fanfics e, portanto, postarei por lá. História legais, juro!

Peço desculpas pela demora (de três meses?). Tive um bloqueio enorme para escrever essa cena, e tenho passado por alguns problemas pessoais que me deixaram bem desnorteada. Enfim. Espero conseguir escrever e postar com mais frequência. Agradeço de verdade a todo mundo que continuou comentando e pedindo para escrever, hahaha.

Um agradecimento mais que especial para a hyezza. Obrigada! K3

E é isso. Não acho que precisamos ter um POV da Bella desse capítulo, vocês acham? Acho que podemos continuar com a história.

Enfim. Comentem, votem, me digam o que acharam.