Meses depois...
Edward acordou com uma sacudida forte no corpo, sonolento ele murmurou algo sem querer abrir olhos, não tinham nem duas horas que ele tinha chegado do plantão e ido dormir.
Bella estava dormindo encolhida na cama e ele tomou apenas um banho rápido, vestiu um moletom e caiu na cama a abraçando.
Agora ela o empurrou gemendo algo incompreensível e bocejou se espreguiçando.
— Que foi? Está cedo — ele disse, seus olhos pesados demais para se abrirem.
Mas assim que escutou um barulho de vomito, ele acordou ficando alerta e viu Bella vomitando ao lado na cama no chão.
— Droga — ele disse massageando as costas dela — Isso coloca para fora — ele falou segurando seus cabelos enquanto ela vomitava mais uma vez o jantar de ontem... e o lanche também.
— Desculpa... — ela disse ofegante.
— Tudo bem? — ele perguntou preocupado.
— Sim, mas estou enjoada — ela disse fracamente.
— Vem — ele disse a pegando no colo e a levando para o banheiro.
Tinha que cuidar da sua esposa agora.
— Desculpe pela bagunça, acho que aquele estrogonofe não caiu bem — Bella murmurou já de boca lavada, enquanto ele a colocava deitada no sofá, já que o quarto estava fedendo e todo sujo.
— Tudo bem, baby, isso acontece. Quer que eu pegue um remédio?
— Não, já estou um pouco melhor, só quero dormir mais — ela disse se encolhendo no sofá.
— Tudo bem durma, vou lá limpar a bagunça. Vou deixar um balde aqui.
— Desculpa — ela falou mais uma vez, de olhos fechados, sonolenta demais para dizer outra coisa.
Durante a semana Bella se sentiu melhor e foi até trabalhar, mesmo ás vezes sentindo seu estomago não totalmente recuperado assim, ela comeu só coisas leves não querendo passar mal de novo.
Era noite de sexta e Edward tinha acabado de chegar do plantão e banhava. Bella estava esperando ele deitada na cama.
Estava sentindo saudades dele.
Ele passou a semana chegando tarde e ainda ás vezes se trancava no escritório e quando voltava ela já dormia.
Já tinha uns dez dias que eles não transavam e ela sentia saudades. Era o maior tempo que ficavam sem desde de quando começaram a fazer.
Sem falar que em menos de um mês eles completariam um ano de casados, ela mal conseguia acreditar em como o tempo tinha passado rápido.
Edward era o homem e marido que Bella tinha esperado a vida toda, ela se sentia tão feliz e realizada. Estava com saudades de seus beijos, seu toque, seu abraço.
Infelizmente, a noite não terminou nada como ela imaginava.
O celular dele tocou ao seu lado e ela atendeu deslizando o dedo.
— Edward Cullen? É o Dr. Volturi.
— Boa noite, sou Bella a esposa dele, ele está no banho quer deixar algum recado? — perguntou educadamente.
— Ah sim, só diga a ele que analisei os exames que ele mandou e o caso da deficiente física é realmente irreversível.
Bella sentiu seu coração acelerar.
— O senhor pode me falar o nome da paciente?
— Claro, Isabella Swan, ele me mandou alguns exames dela e papéis, ele queria saber se era possível que ela voltasse a andar, mas não é. Fale que aguardo sua ligação.
— É claro, pode deixar — Bella disse desligando.
— Não, não, você não fez isso — ela disse sentindo seu coração se quebrar.
Apoiou-se na cama e foi para sua cadeira rapidamente, ela saiu do quarto e foi para o escritório dele.
Tinha vários exames ali dela, em cima da mesa debaixo do notebook.
Como?
Porque?
Ela estava se sentindo tão magoada e traída.
Porque ele faria aquilo?
Porque estuda-la, sem dizer nada a ela?
O celular dele ainda estava com ela e rapidamente ela ligou para seus pais.
— Edward?
— Sou eu pai — ela falou — Vocês mandaram algum exame meu para Edward?
— Ah sim mandamos alguns, ele disse que queria mostrar para um colega, não vimos nada demais, porque?
— Nada, obrigada — ela disse sarcástica e desligou voltando para o quarto.
Ela se deitou na cama no momento exato que ele saiu do banheiro, vestido apenas com uma bermuda.
— Baby, ainda tá acordada — ele disse.
— O dr. Volturi ligou — ela falou de uma vez.
Edward parou a encarando.
— Ah... você atendeu?
— Sim, o que você quer com isso? — ela disse jogando alguns exames seus na cama.
— Bella... — ele disse com cuidado.
— Porque pediu para meus pais te mandarem isso? O que você queria mandando para outros médicos?
— Eu só queria saber mais, sempre quis pesquisar e saber se era realmente irreversível seu caso.
— Não bastou minha palavra?
— É claro que sim, Bella, eu só... quis estudar e pedir ajuda de um ex-professor meu especialista.
— Você não tinha o direito de fazer isso.
— Bella eu não fiz por maldade...
— Mas você não confiou em mim, você não me aceita como eu sou — ela disse.
— O que? É claro que aceito, eu me casei com você, mas se tivesse surgido uma nova cirurgia, você não ia gostar de saber?
— Para que? Para eu sofrer ainda mais quando saber que não tem? Meu caso é irreversível Edward eu já tinha te dito isso, eu não quero mudar, não quero e não preciso voltar a andar. Eu já me aceitei assim, eu sou assim e não me importo mais... Como eu sou trouxa — ela disse fungando e começando a chorar — Eu... eu pensei que você me aceitava assim também. Nós nos casamos, você é meu marido, mas por baixo dos lençóis você procurava uma forma de me mudar.
— Não Bella, eu só queria ajudar.
— Isso não foi ajuda, isso foi traição.
— Bella, por favor, me entenda... — ele disse tentando se manter calmo.
— Não tem o que entender. Pela primeira vez eu estava feliz, estava casada, estava me sentindo uma pessoa normal, durante os últimos anos, me formei, tenho um emprego, uma casa e um marido que amava mais que tudo, mas aí meu marido faz isso... por trás de mim, porque não conversou comigo? Porque teve que fazer isso por trás de mim, sem me consultar... eu teria te apoiado, mesmo sabendo que a resposta seria a mesma.
— Bella... eu só não queria te decepcionar, te encher de esperanças.
— Você me decepcionou Edward, estou me sentindo traída, você quebrou nossa confiança.
— Não, Bella, por favor — ele disse desesperado tentando toca-la.
— Não encosta em mim, sai daqui por favor, me deixa sozinha.
— Bella...
— Sai — ela disse alto.
E ele saiu, sabendo que se insistisse só iam discutir mais.
Bella desabou na cama, abraçando seu travesseiro e chorando, pela primeira vez desde que o tinha conhecido, se sentindo realmente sozinha.
...
Dois dias tinham se passado e Bella não viu Edward uma vez sequer. Tudo que recebeu foi uma mensagem dele no dia seguinte.
Um médico perdeu o pai e vou ter que cobrir os horários dele e ainda fazer o meu, por favor vamos conversar na sexta.
Eu amo você, Bella, não quero perde-la nunca e não mudaria nada em você, te amo do jeitinho que é.
Me perdoa
Ass: seu marido extremamente arrependido L
E. C.
Para piorar seu enjoo tinha voltado e ela nem foi trabalhar.
Mas tinha amanhecido bem no outro dia e resolvido ir.
Assim que chegou na empresa, Bella teve que trabalhar em dobro para colocar seu trabalho em dia.
Mas na hora do almoço quando trouxeram a sua comida e ela abriu o recipiente, Bella enjoou e não consegui comer nada.
Mesmo assim ficou no trabalho, não podia faltar mais.
No final da tarde estava se sentindo fraca por não ter comido nada o dia inteiro.
Foi para casa dirigindo com dificuldade seu carro adaptado, que eles tinham comprado há pouco mais de um mês.
Sim.
Ela tinha ficado tão feliz.
Estava se sentindo mais independente ainda e podia realizar mais um sonho que sempre teve vontade que era o de dirigir.
Lembrou-se do olhar orgulhoso de Edward e de como eles batizaram o carro e comemoraram.
Seu olhar foi para o banco traseiro pelo retrovisor, quando imaginaria que pudesse fazer amor ali?
Ele estava tão feliz por ela e ela estava tão feliz também.
Afastou a imagem não querendo começar a chorar.
Estava sentindo falta dele e não sabia o que esperar dessa conversa que teriam.
— Bella o que você tem? Você está pálida — Edward disse assim que ela saía do carro.
Ele a estava esperando na porta de casa e a abriu quando viu seu carro chegando, ele ainda estava com a roupa do hospital tinha acabado de chegar de lá.
— Eu não estou bem — ela disse esquecendo-se que estava com raiva dele.
— Porra vou te lavar no hospital, espera aí — ele disse.
Ele voltou para dentro de casa, pegando sua carteira e as chaves do seu carro.
Colocou ela dentro dele e saiu dali rapidamente.
Edward entrou com ela nos braços e como ele já era conhecido ali, ela foi atendida rapidamente.
Victoria que a atendeu.
Bella disse que não tinha comido nada durante o dia além de uma maçã, que estava enjoada e se sentindo fraca.
Eles tiraram sangue e colocaram ela no soro.
— Porque não me disse? — ele falou quando ambos estavam sozinho, ela deitada numa maca, com a mão ligada na intravenosa.
— Eu ainda estou com raiva de você — ela falou com um biquinho.
Ele suspirou pegando em sua mão do braço sem a intravenosa.
— Bella, eu não quis fazer por mal, eu só queria saber se tinha uma chance, estudar seu caso.
— Você deveria ter me contado Edward, não ter feito pelas minhas costas, isso foi o que mais me chateou, nunca escondi nada de você assim.
Ele beijou sua mão, ficarem discutindo só iria piorar.
— Eu sei, eu errei, mas fiquei com medo que não fosse deixar, ou que a enchesse de uma esperança em vã.
Bella suspirou.
— Você falou com o dr. Volturi?
— Sim, ele explicou que passar por uma terceira cirurgia seria muito delicado e difícil e mesmo assim é quase nula a chance de você voltar a andar — ele disse.
— Eu estarei mentindo se disser que não gostaria de andar novamente, é claro que gostaria. Mas eu não preciso mais disso Edward, eu finalmente tenho tudo que quero aqui comigo, eu tenho um emprego, uma casa, um homem que me ama, que cuida de mim, eu só preciso de você para ser feliz.
— Eu sei baby — ele beijou sua testa — Eu também só preciso de você, do jeitinho que é, eu a amaria mesmo com três seios e pés de pato, eu a amaria de qualquer jeito Bella, me perdoa, me perdoa — ele disse com a voz embargada.
— Tá tudo bem — ela apertou sua mão — Tudo bem, só por favor não esconda nada de mim, nunca mais, nem faça nada pelas minhas costas. Se daqui dez anos você quiser voltar a estudar meu caso para saber se posso andar com alguma cirurgia nova, você vai conversar comigo.
— Eu vou baby, eu vou — ele prometeu beijando seus lábios. Eles ficaram com as testas encostadas por um momento — Agora descanse, quando o resultado sair eu te acordo.
— Tá bom — ela murmurou fechando seus olhos, sentindo o toque relaxante da mão dele na sua — Eu te amo — murmurou já de olhos fechando.
— Também amo você, meu amor — ele murmurou beijando sua testa.
Agora sim ela poderia descansar.
— Qual foi o resultado, Vic? — Bella acordou com a voz de Edward perguntando — Ela está com alguma infecção?
— Só digo quando ela acordar — Vic falou piscando para Edward tranquilamente, ele bufou, mas o rosto tranquilo de sua amiga o acalmou, com certeza não era nada sério.
— Edward — Bella disse despertando.
— Baby, Vic está aqui com os resultados — ele disse acariciando seu rosto.
— Oi Vic — Bella disse sorrindo para a ruiva.
— Bella, está se sentido melhor?
— Sim, o que eu tenho?
— Bem, você não está com nenhuma infecção pode relaxar — a médica disse.
Edward apertou sua mão.
— Mas...? — ele disse entendendo aquele tom.
— Mas... nós fizemos um exame de BetaHCG — ela disse e Edward sentiu seu coração acelerar.
— Não — ele disse pulando da cadeira.
— Sim — a médica riu.
— Deixa eu ver — ele falou querendo o papel e o folheando rapidamente.
— Edward? O que foi? O que eu tenho? — ela perguntou preocupada.
Edward olhou para sua esposa, seu rosto cheio de emoção.
— Você está grávida, nós vamos ter um bebê — ele disse com um sorriso imenso no rosto, seus olhos verdes brilhando.
— O que? Mas... — Bella disse de boca aberta.
— Ah Meu Deus, muito obrigado, muito obrigado — Edward disse abraçando a amiga que riu apenas.
— Agradeça sua mulher — ela falou rindo, dando um tapinha no ombro dele — Bem, eu vou deixar os dois sozinhos, quando terminar o soro pode ir para casa Bella e aconselho a procurar sua médica.
— É claro — Bella disse meia em choque
— Ah baby — Edward falou beijando seus lábios rapidamente e sua mão indo para barriga dela — Oi anjinho, é seu papai aqui, fique calmo e cresça saudável ok? Papai e mamãe estão aqui te esperando ansiosos para te conhecer — Edward disse se inclinando e beijando a barriga dela.
Bella chorou e eles se abraçaram cheios de emoção.
Ela sabia que não seria fácil essa gestação, mas sabia que com ele ao seu lado tudo daria certo.
Na consulta que foram, eles descobriram que lá já estava de seis semanas de gestação e fizeram até uma ecografia. Também descobriram que Bella engravidou porque esqueceu de tomar o anticoncepcional quando ela foi olhar estava no comprimido de domingo sendo que era quarta e isso desregulou tudo.
Eles decidiram esperar um pouco mais para contarem para família, curtindo aquele momento só entre eles, ambos estavam radiantes, apesar de Bella está assustada e com medo sem saber se ela conseguiria levar essa gravidez adiante, já que pela condição dela a médica colocou sua gravidez como de alto risco, mas como precaução.
Depois de algumas semanas eles finalmente mandaram o vídeo do coraçãozinho batendo do bebê para cada um por mensagem no aplicativo do celular e depois o aparalho não parou de tocar.
Renée, Charlie, Alice, Esme, Rosalie ligaram para saber a novidade, todos feliz com a chegada do bebê.
Os primeiros meses foram tranquilos, Bella dormia com um balde ao lado dela, pois de manhã cedo, ela sempre enjoava, mas felizmente essa fase passou rápido.
Assim que a barriga de Bella começou a crescer ela não gostava de ficar muito tempo sentada, então ela ficava deitada na cama, tinha conversado com seu chefe e ela conseguiu licença para trabalhar em casa, tendo que ir a empresa somente quando tivesse alguma reunião.
A barriga de Bella não foi muito grande e ela só engordou dez quilos, mesmo assim Edward era um marido e pai apaixonado, vivia tocando sua barriga e conversando com ela, contando como eles estavam felizes com a chegada do bebê que crescia saudável dentro de Bella.
Ela chorou que só no chá de fraldas que ganhou de presente que Alice e Rosalie organizaram, sua mãe se mudou definitivamente para sua casa com seu pai, para ajudar ela no começo com o bebê e Esme também estava na cidade sempre que podia.
O quartinho já estava todo pronto.
Eles tinham escolhido tudo com o maior carinho e feito um quarto digno de um príncipe.
Sim ela esperava um menino.
O quarto era ao lado do deles, grande, tinha a decoração branco, azul com alguns ursinhos, carrinhos.
Os móveis eram brancos, o berço ficava perto de uma parede, havia alguns brinquedos e livros infantis e uma cama de casal pequena.
Eles tinham decidido que seria melhor dormirem ali com o bebê ao invés de levarem ele para o quarto deles.
Assim o bebê não estranharia o quarto e quando estivesse maiorzinho os pais poderiam voltar para o quarto deles tranquilamente.
Afinal Bella não poderia ir correndo e para poupar tempo e sono decidiram que seria melhor ficarem ali.
Quando Bella completou 38 semanas e 3 dias, Adam Anthony Swan Cullen nasceu para a alegria de toda a família.
Foi parto cesárea, tranquilo e graças a Deus sem nenhuma complicação.
Bella queria que ele tivesse o nome do pai, mas Edward já tinha o mesmo nome do pai e achou melhor o filho ter um nome próprio, Bella conseguiu ao menos que ele tivesse o nome do meio e escolheram Adam que acharam o nome forte e bonito para o filho.
Assim que colocaram um bebe roxo todo enrugado que chorava em seus braços Bella sentiu o maior amor do mundo.
Aquele menininho sim era o homem da sua vida e ela sabia que faria de tudo para ele ser feliz.
— Obrigado, baby, obrigado — Edward murmurava ao seu lado emocionado, acariciando a mãozinha do recém-nascido.
O bebê era perfeito e saudável e Bella chorava de emoção ao ver que ele mexia suas perninhas perfeitamente, ela não tinha contado para ninguém, só depois teve coragem de dizer a Edward que tinha medo que ele vinhesse com sua deficiência, o marido tratou de dizer que era impossível.
O menininho era calmo e pouco chorava a não ser quando estava com fome, ele era branquinho como os pais, mas ficava vermelho sempre quando chorava. Seus cabelos para a surpresa de Bella eram loiros , mas Esme disse que quando Edward nasceu ele tinha os cabelos claros também e só depois dos cinco anos começou a escurecer, assim como seus olhos Bella esperava que eles clareassem e ficassem da cor do pai.
Alice e Jasper foram os escolhidos para serem os padrinhos do bebê, eles tinham se casado quando Bella estava grávida de seis meses e estavam bem felizes juntos.
Rosalie ganhou o título de melhor tia, ela amava crianças e não via a hora de ter as suas com Emmett eles tinham se casado no civil recentemente, por enquanto paparicava que só o sobrinho de coração que tinha.
Adam era um bebê de sorriso sapeca, que gostava de bagunça, gorducho e todos se encantavam por onde ele passava. Seus olhos com seis meses se tornaram verdes, assim como os do pai.
Bella era totalmente apaixonada pelo filho que era a cara do pai e amava ver a interação dos dois, Edward sempre fazia de tudo para ser presente e como ele era pediatra, cuidava muito bem do filho, sempre que ele ficava gripado ou com dor.
O tempo passou rápido e infelizmente a fase de bebê de Adam passou, agora ele já tinha seus mais de dois aninhos e vivia aprontando correndo para lá e para cá.
Sobrava para os pais olharem ele de perto sempre.
Aquele era o domingo da preguiça deles. Tinham passado a manhã no quarto assistindo os desenhos de Adam, mas depois do almoço Edward acabou cochilando e o menininho cansado de assistir TV, quis brincar.
Para não atrapalhar o sono do marido que tinha passado a noite anterior de plantão Bella achou melhor levar o filho para a sala que brincou com os brinquedos que tinha espalhado no tapete até se cansar e começar a andar pela casa.
— Adam bebê, não corra, por favor — Bella disse pela terceira vez seguindo o menino que tinha ido para cozinha com sua cadeira.
— Mamãe, vamos bincar de corré la fola — ele pediu com seus olhinhos verdes brilhando.
Bella suspirou, odiava não poder correr atrás do filho como ele tanto queria, isso sempre era trabalho de Edward.
E o menino era um corredor, amava andar pelo jardim e correr brincando, seus joelhos viviam com uma meia protetor, mesmo assim ele já carregava pequenos arranhões.
— Filho, você sabe que a mamãe, não pode andar, vem cá — ela disse abrindo seus braços.
O menino olhou sua mãe fazendo uma careta para a cadeira.
Ele nunca tinha visto sua mamãe em pé, ou fora dali.
Nunca tinha entendido porque ela não podia andar, agora sua curiosidade estava sendo grande para saber o porquê sua mamãe não podia fazer isso.
— Mamãe, porque a senhola não pode andar? — ele finalmente perguntou.
Bella sabia que um dia ele perguntaria e já tinha se preparado para esse momento.
— Porque quando a mamãe era mais jovem ela sofreu um acidente de carro com o vovô e a vovó e quebrou esse ossinho daqui, então eu nunca mais pude andar — ela tentou dizer o mais delicadamente que conseguiu de um jeito que ele entenderia e até pressionou os ossos de sua coluna em suas costas.
O menininho entendeu um pouco do jeito dele, para uma criança de quase 3 anos ele era bem esperto.
— Nunca mais mamãe? A senhola nunca mais vai andá? — ele perguntou.
— Não querido, mas está tudo bem — Bella disse sorrindo.
Mas então Adam saiu correndo se escondendo da mãe.
— Adam — Bella gritou o chamando, olhando ao redor. Ela voltou para a sala ouvindo seu chorinho.
Rapidamente o encontrou atrás de uma cortina sentado no chão e abraçando suas pernas, seus olhos verdes estavam cheios de lagrimas e seu rostinho estava vermelho.
— Adam, meu bebê, não chore por favor — ela disse travando sua cadeira, se inclinou para baixo e o puxou para seu colo.
Ela o abraçou forte.
— Mas a senhola não pode andá, mamãe, nunquinha mais, isso é tiste — ele disse fungando abraçando sua mamãe, respirando o cheirinho que sempre o acalmava.
— Ah querido é sim, mas a mamãe não é triste, ao contrário eu sou muito feliz porque eu tenho uma vida maravilhosa com você e seu papai, é muito mais do que eu sonhei que um dia teria.
— Mas... mas... porque mamãe?
— Não há motivos querido, a vida as vezes é assim. Podemos um dia não enxergar mais — ela disse tampando seus olhinhos — Ou não escutar, ou não falar mais — ela falou tampando seu ouvido e depois sua boquinha — Por isso que sempre devemos agradecer não importa nossa condição, porque o que importa é aprendermos a viver com nossas diferenças e a respeitar sempre, porque no fundo todos nós somos iguais independentemente de você ter tudo, de andar, enxergar ou ser rico e pobre.
— Eu te amo, mamãe, te amo, e pometo que sempe vou andá por nós dois tá — ele disse balançando sua cabeça e apertando sua mãozinha na mão de Bella.
— Ah meu filho — Bella disse o abraçando com força e chorando junto com ele, totalmente apaixonada por seu filhinho.
Tinha alguém mais fofo que ele?
— E eu sempre vou andar por nós três — Edward se fez presente e se agachou abraçando os dois.
Bella sorriu seus olhos cheios de lagrimas para o marido e recebeu um beijo nele e depois o filho.
Ela estava ferrada com aqueles dois homens, mas não poderia estar mais feliz.
Com seu marido, seu filho e o novo bebê que estava esperando que mais tarde contaria a Edward.
Aquele também não tinha sido planejado, mas ela não podia está contente e sabia que Edward também estaria, por ele já teriam uns três filhos.
Torcia para que fosse uma menininha, para ajudar a tomar conta desses homens.
Agora ela fazia questão de comemorar todos seus aniversários, a sua vida e a vida das pessoas que amava.
Afinal, sua vida era perfeita e normal como de qualquer outra pessoa.
Era casada, tinha filhos e claro que ela e Edward passavam por seus momentos de discussões, brigas e desentendimentos, mas sempre eles se acertavam, principalmente na cama. O sexo entre eles só tinha melhorado.
Sua vida era perfeita e se pudesse voltar no tempo e poder escolher nunca ter entrado no carro com seus pais naquele dia, ela não teria feito isso, pois sabia que aquela escolha tinha levado a ela ter a vida que ela tinha.
Nunca mudaria nada que a tivesse levado ali, pois ela podia não andar, mas estava viva e isso era a única coisa que precisava para viver.
Notas da Autora:
E sim gente o fim, vai ser no epilogo kkkkk, mas esse foi o ultimo capítulo.
Ain amores, fico muito feliz que vocês gostaram dessa fic, muito mesmo, obrigada pelo carinho de vocês e o incentivo, pelos comentários, espero que tenham gostado desse capítulo, quem coloca DR no ultimo capitulo? kkkkk
pelo jeito eu kkkkk
Esse Adam é uma fofura, vou colocar ele no meu potinho junto com o Edward e a Bella, aiai, que família linda eles formaram e ainda tem um novo baby aawwwn, comentem meus amores,
agora quero pedir a paciência de vocês, o epilogo ainda não está pronto, na verdade eu juntei o epilogo que tinha aqui kkkkk, então peço paciência de vocês, pois ele vai demorar para vim, mas prometo que ele vai vim com muita fofurice dessa família e com a chegada do novo baby Cullen.
Será que é uma menina? ou mais um menino? kkkkk
Bem amores, comentem e recomendem,
obrigada novamente, no epilogo nos falamos maais
lembrem de semana que vem eu postar em MMA, meninas do WhatsApp, já demorei tempo demais lá
e logo mais vem fic nova por aí
beeijos
lalac
