Mais um capitulo para vocês, espero que gostem!

Só lembrando : Comente e ganhe... vocês sabem...rsss

Edward desceu do cavalo e lhe ordenou algo em voz baixa. O garanhão imediatamente ergueu a cabeça orgulhoso e ficou imóvel com a cauda suspensa.

Ao reconhecer o outro cavalo, a surpresa inicial de Edward transformou-se em fúria.

— Amira. — Com a voz suave, aproximou-se de sua égua favorita estendendo-lhe a mão e contendo a raiva. — O que faz aqui tão longe? — Ela permitiu que ele pegasse as rédeas, amarrando-a na sela de seu cavalo.

Depois haveria um preço a ser pago por isso, prometeu friamente. Por enquanto, sua prioridade tinha que ser a garota.

Era o ladrão de cavalos mais improvável que já vira.

Uma olhada em sua roupa fina de algodão foi suficiente para revelar que ela não sabia nada sobre sobrevivência no deserto impiedoso, e apertou os lábios ao inclinar-se sobre seu corpo inerte.

Perto de onde ela caíra, havia um boné rosa de beisebol, mas, fora essa pequena concessão ao calor, ela parecia não ter mais nada para se proteger.

Os lábios de Edward curvaram-se de desdém. Depois de tantas ameaças, era isso que mandaram para sequestrar seu cavalo mais valioso?

Num misto de raiva e impaciência, olhou em volta à procura de um cantil ou algo que indicasse que a garota levara algum líquido, mas não havia nada.

Praguejando, ele abaixou-se e a levantou, com a respiração sibilando entre os dentes enquanto os cabelos castanhos avermelhados dela espalhavam-se sobre seu braço . O rosto corado dela estava cheio de areia, e seus olhos se fixaram em seus lábios ressecados.

Incapaz de desviar os olhos de sua boca carnuda, Edward sentiu um calor perigoso irromper em seu interior, e olhou para seu belo rosto esquecendo-se de todo o resto que não fosse a mulher em seus braços. Então suas pálpebras se abriram e ele se deparou com os olhos mais castanhos que já vira. Lembravam-no o chocolate derretido, a seda que era vendida nos mercados de Al-Rafid. Mas, apesar de sua cor intensa, estavam enevoados. Ela sussurrou algo sem sentido, sobre chá de ervas, e então fechou os olhos e não disse mais nada.

Ao perceber que ainda olhava para seu rosto, Edward se enraiveceu.

Que tipo de homem era?

A garota estava inconsciente.

Estava meio morta, e ele ali, sedento por ela como ela por água.

Desidratação, pensou enquanto a levava até seu cavalo e tirava uma garrafa da bolsa. Já vira isso muitas vezes.

— Beba — ordenou asperamente. Mas ela não parecia estar em estado de obedecer.

Perguntando-se que crime cometera para estar preso a uma garota inconsciente justo quando devia estar aproveitando sua solidão, Edward jogou um pouco de água sobre os lábios de Bella e ficou satisfeito ao ver sua língua se mexer. Ao menos não lidava com um cadáver.

Queria que ela vivesse para pagar por ter tentado roubar seu cavalo.

Para mantê-la viva, precisava tirá-la do sol e refrescá-la. E o único lugar para isso era seu próprio acampamento.

Resignando-se com o inevitável, Edward colocou seu corpo murcho em cima do cavalo, montou atrás dela e apertou os flancos do garanhão com as pernas para fazê-lo andar, olhando para trás para checar a égua.

Levaram menos de 20 minutos para chegar a seu acampamento do deserto, tempo em que, para sua frustração, descobriu que conseguia sentir desejo por uma mulher inconsciente.

Desmontou com um movimento fluido e trincou os dentes ao erguê-la de novo em seus braços.

Talvez devesse tê-la deixado no deserto.

Soltou os cavalos para que procurassem sombra e água no pequeno oásis e a carregou até sua tenda, respirando pela boca para não sentir o tentador cheiro floral de seus cabelos. Deitou-a com delicadeza sobre a esteira que servia de cama e franziu a testa ao ver que não se mexia.

Dividido entre a preocupação e a raiva, Edward pôs a mão em sua testa. Sentiu que estava muito quente, e soube que, se não a refrescasse, teria um problema sério nas mãos.

— Não sei quem você é, mas claramente tem mais beleza do que bom-senso — ele resmungou, indo buscar uma vasilha de água fresca e um pano.

Era para ser uma semana de paz, solidão e reflexão.

Edward mergulhou o tecido na água e molhou o rosto e o pescoço dela. Ciente de que a recuperação dependia de reidratá-la, abriu relutante os botões de sua camisa de manga comprida. Ao tirá-la, molhou lhe os braços, evitando olhar para o bonito sutiã de renda que agora era a única barreira entre seus corpos. Umedeceu seus braços e seu corpo, deixando as gotas de água esfriarem seu corpo superaquecido.

Ele também iria precisar de água fria, pensou seriamente perturbado por seu efeito sobre ele. Com rapidez e uma fria eficiência, desceu sua calça de algodão branco por seus quadris e pernas.

— Bily? — ela murmurou, e Edward se perguntou se havia mais alguém com ela no deserto.

Claro. Devia ter um cúmplice. Um plano para roubar seu cavalo não poderia ser executado por uma mulher sozinha, poderia?

Perguntando-se o que acontecera com sua habitual clareza de pensamento, Edward devolveu o tecido à vasilha e estudou seu rosto com impaciência, mas dessa vez a impaciência era voltada para si mesmo. Desde quando deixara de pensar logicamente?

Impelido pela preocupação e pela necessidade de extrair-lhe informações, ele a ergueu e pressionou o copo de água em seus lábios.

— Beba — ordenou, e, embora continuasse de olhos fechados, ela abriu os lábios e engoliu. — Mais — continuou a encorajá-la a beber, e depois a deitou de volta e a banhou de novo.

Sob a sombra da tenda e refrescada pela água, ela começou a se reanimar.

Só quando a julgou capaz de responder, Edward levantou suas costas e fez a pergunta que o incomodava.

— Quem estava com você? — Sua voz saiu mais rude do que pretendia, mas mesmo assim ela não respondeu. Tentando ignorar a maciez de sua pele em seus braços, Edward tentou de novo: — Estava sozinha?

Ela olhou para ele com aqueles incríveis olhos castanhos que foram feitos para distrair a atenção de um homem.

— Cavalo — ela balbuciou.

Os ombros de Edward se enrijeceram.

— Sobre o cavalo eu sei. E pessoas?

Ela passou a língua devagar pelo lábio inferior, como se falar fosse a coisa mais difícil que já fizera.

— O cavalo está bem?

Estava semimorta nos braços dele e perguntava sobre o cavalo?

Momentaneamente surpreso, Edward demorou um pouco a aceitar que ela estivesse interessada no bem-estar do animal.

— Ela está bem, mas não graças a você. Você não vai ganhar nada com isso.

— Ganhar?

— Há muitas perguntas que precisa responder, mas primeiro me diga quem é Bily.

Ela fechou os olhos, mas ele chegou a ver o brilho de lágrimas e o desespero refletido neles.

— Por favor, não me faça voltar.

— Voltar para onde? — Acostumado a receber respostas imediatas, Edward estava achando incrivelmente enfadonho ter que arrancar informações dela.

Que tipo de homem encarregaria uma mulher de roubar um cavalo?

Ou ela seduzira alguém para atingir seu objetivo?

Irritado com esses pensamentos, fez com que ela bebesse mais água.

Bella apertou seu pulso enquanto bebia, e o calor de seus dedos o induziu a uma reação tão poderosa que Edward quase deixou cair o copo.

— Como conseguiu fazer isso sem ajuda? Devia ter alguém com você.

— Não. —A voz dela estava fraca. — Sozinha.

Ao deitá-la de novo, Edward refletiu sobre por que um ladrão de cavalos agiria sozinho. Todas as ameaças que recebera em relação a sua valiosa égua pareciam apontar para um grupo de pessoas.

— Durma. — Ele se levantou depressa. Precisava se distanciar. Precisava recuperar o controle. — Preciso checar os animais.

Ninguém tocaria em seus cavalos de novo, prometeu a si mesmo enquanto se encaminhava para a saída da tenda.

— Espere — seu suave balbucio o deteve. — Quem é você?

Edward deu um sorriso cínico.

Nunca lhe fizeram essa pergunta antes. Ele olhou atentamente para seus cabelos castanhos avermelhados e sua pele clara. Era bem possível que aquela mulher ingênua e desinformada, que pensou que podia roubar um cavalo valioso sem ser descoberta, não soubesse quem ele era.

O que lhe convinha.

Sua localização exata era segredo. E ele queria que continuasse assim, particularmente agora que tinha que pensar na segurança de Amira.

— Sou o Deus da Vingança — ele disse numa letal voz macia ao levantar a cortina da porta da tenda. — E você vai se arrepender do dia em que roubou meu cavalo.

Tudo mudara de dourado para branco.

Ela morrera e fora para o paraíso?

Bella piscou várias vezes e percebeu que olhava para uma lona. Estava em uma tenda. E fazia calor. Um calor sufocante, como se estivesse presa num forno ligado na temperatura máxima. Sua cabeça latejava, sua boca estava ressecada e não tinha a menor ideia do que fazia ali. Vagas lembranças passavam por sua cabeça... Uma voz masculina ordenando que bebesse, mãos que tiravam sua roupa...

Tiravam sua roupa?

Se deu conta de que estava só de calcinha e sutiã, e estava prestes a procurar algo para se cobrir quando a tenda foi aberta e um homem entrou. Sem camisa, seus músculos bronzeados brilhavam molhados, como se tivesse mergulhado numa piscina. Usava apenas uma toalha amarrada na cintura.

Por um instante, ela pensou estar tendo alucinações, pois ele era inconcebivelmente bonito.

— Ok, talvez eu tenha morrido e esteja no paraíso — Bella disse de modo espirituoso, mas não houve nenhum sorriso como resposta de seu salvador. Olhos verdes intensos a avaliaram com arrogância e desdém.

— Tem um conceito estranho de paraíso. Ou talvez não saiba em que confusão se meteu.

— Você é meu tipo de confusão. — Sentindo-se fraca e tonta, Bella olhou para seu físico poderoso e começou a rir. — Que engraçado, passei tantas horas em festas esperando encontrar um homem lindo, e ele aparece no deserto.

O deserto.

Oh, Deus, ela ainda estava no deserto.

Ao ver sua expressão chocada, ela respirou fundo enquanto começava a se lembrar de tudo.

— Olha, não tenho ideia de onde estou, mas me diga que não vai me lazer beber chá de ervas e buscar o sentido da vida. Senão vou ter um troço. — Consciente do contraste entre a ótima aparência dele e seu estado de desleixo, Bella passou disfarçadamente a mão pelos cabelos e estremeceu ao encontrar um emaranhado seco. — Argh. Areia. Tem areia por toda parte.

— Por isso é chamado de deserto.

—Sim, mas ela está até em meus cabelos. — Sua marca registrada sedosa estava com a textura de uma lixa.

Não admirava que ele não a estivesse olhando como os outros homens a olhavam.

- Há apenas algumas horas estava diante da morte e agora está preocupada com seu cabelo?

O desprezo na voz dele era insultante.

—Escute, faz ideia do que é ficar presa nesse fim de mundo arenoso sem um condicionador decente? — Bella fez beicinho para ele e então passou os dedos nos lábios horrorizada. — Meus lábios estão rachados.

—Isso é o que acontece quando viaja pelo deserto sem proteção. - Ele era áspero e cortante como o sol do deserto, e Bella se empertigou defensivamente.

—Não planejei me perder!

—Isso tende a acontecer quando aponta seu cavalo para a direção errada. — Seu tom irônico foi a gota d'água, e Bella sentiu seu rosto arder.

—Seus modos precisam ser trabalhados.

— A qualidade dos meus modos depende de quem está deitado na minha cama.

Desacostumada à indiferença masculina, Bella sentiu um nó na garganta. Lembrou a si mesma de que aqueles olhos vermelhos de choro e um rosto cheio de areia a fariam parecer uma gárgula, e engoliu em seco, se recusando a entregar-se a uma emoção que a deixaria menos atraente fisicamente.

Dê-me meia hora nessa piscina que ele mergulhou, pensou consigo mesma, e deixo ele de quatro. Mesmo sem a ajuda de um espelho.

— É sempre tão preocupada com a aparência? Podia ter questões mais importantes em sua cabeça. Como humildade. Devia estar refletindo sobre a lição que o deserto a ensinou. — Seu olhar raivoso a fez se perguntar o que havia feito para ofendê-lo tão profundamente.

— O deserto me ensinou a nunca mais sair da cidade. — Sentindo-se pior a cada minuto, Bella esticou-se e percebeu que seu corpo ardia da cabeça aos pés. —Não parece satisfeito que eu esteja viva.

— Não esperava passar minha primeira noite no deserto com uma mulher quase morta.

— Prefere mulheres totalmente mortas? Pelo menos, elas não retrucam. — Dando uma olhada naquele rosto sisudo, Bella decidiu não perguntar se ele tinha um espelho. — Desculpe se estraguei seus planos, tá? Só me dê algo para dor de cabeça, indique a direção da cidade e saio de seu caminho.

Ele resmungou algo em uma língua que ela não entendia e, dessa vez, seu olhar era tão cruel quanto desdenhoso.

— Não aprendeu nada com sua fuga? Isso é o deserto, não o interior da Inglaterra. Não se sai para dar uma volta. Ou para cavalgar.

Bella lembrou-se da sombra surgindo sob o sol e percebeu que devia ter sido ele.

Você, sim.

— Nasci aqui. Entendo de cada movimento do sol e das areias, e mesmo assim não sairia em viagem tão mal equipado quanto você. Da próxima vez que resolver cometer um crime, sugiro que planeje melhor. Não tinha nenhum mapa, nem roupas de reserva, nem água. No que estava pensando?

— Acho que não estava pensando direito — Bella admitiu, humilhada pelo que ele disse e perturbada pela palavra crime. — Só queria chegar à cidade. Calculei mal a distância.

— E esse erro teria custado duas vidas, se eu não aparecesse.

— Duas? — Ao compreender o significado disso, Bella se esforçou para sentar, com uma culpa que a deixava ansiosa. — Espere um instante. Aquela égua linda... Ela está bem? Você disse...

— Vai sobreviver, mas não graças a você. Aquela égua é um animal valioso. — Seu sorriso era cínico. — Mas sabe disso, não sabe? Por isso a pegou.

— Peguei porque ela era amigável. — Bella se torturava pelo que podia ter acontecido. Quase matara um cavalo. Fizera besteira. De novo. Mas ninguém se surpreenderia, todos esperavam que fizesse besteira. — Ela é um puro-sangue árabe, não é? Tem os traços característicos.

— Tenho certeza de que conhece seus traços. Senão, como teria certeza de estar roubando o animal certo?

— Tem razão de estar com raiva de mim. — Bella estava cheia de remorso e desconcertada pelo rancor em seu tom de voz. — Estou com raiva de mim mesma. Nunca teria colocado a égua em risco intencionalmente. Adoro cavalos, mais do que pessoas. Mas achei que levaria menos de uma hora para chegar à cidade.

— Era isso o que eles esperavam?

— Quem?

— Seus cúmplices.

— Não tenho cúmplices.

— Então, como planejava vendê-la?

— Eu não ia vendê-la! — Bella empertigou-se, ofendida com a insinuação. — Ia devolvê-la.

— Quer que eu acredite que roubou um cavalo com a intenção de devolvê-lo?

—Não roubei! Eu... Só peguei emprestado. Por pouco tempo. — Sua defesa patética foi interrompida pelo brilho cruel daqueles lindos olhos verdes. — Não sou ladra!

—Estava com um animal que não lhe pertence. Ela escapou do estábulo?

Bella hesitou.

— Hein? Não.

— Então a pegou?

— Peguei emprestada. — Agora seriamente preocupada, Bella desejou ter uma arma para se defender. Então lembrou que ele era um homem. E ela possuía grandes olhos castanhos. Que arma melhor uma garota poderia querer? Inclinou o rosto e olhou diretamente para ele. — Posso explicar...

Com uma sobrancelha erguida, ele cruzou os braços.

—Nunca estive tão curioso para ouvir uma explicação.

Talvez não tivesse olhado direito para ela. Bella abriu um pouco mais os olhos, mas aquele olhar duro dele não se alterou.

Talvez estivesse muito longe dele. Mesmo assim, ainda havia seus cabelos. Seus longos cabelos castanhos avermelhados. Bella tentou jogá-los sobre os ombros, mas estavam tão cheios de areia que mal se mexeram.

Ficou aflita ao perceber que teria que contar com sua inteligência, não sua aparência.

— Eu estava presa nesse lugar no meio do nada...

— Que lugar?

— O retiro. É um desses lugares alternativos, com ioga, que deixam qualquer um maluco.

— É um centro mundialmente renomado de meditação contemplativa.

— Também. — Bella tirou discretamente areia de dentro das unhas com uma careta de desagrado. — De qualquer modo, tinha areia por toda parte. Areia, areia e mais areia.

— Está levando tanto tempo para se explicar que, quando terminar, a paisagem do deserto já vai ter se alterado completamente.

— É tão antipático. Aposto que vai me dizer que adora areia.

— Tenho muito pouco tempo para desfrutar dela.

— Quanto é muito pouco? Um segundo? Nunca mais quero ver um grão de areia. E foi por isso que peguei o cavalo emprestado. Precisava sair daqui! Duvido que consiga olhar para uma praia de novo. De agora em diante, só cidades.

— Então entrou em um estábulo movimentado e pegou um cavalo.

— Foi bem estranho. — Bella torceu o nariz ao lembrar. — O lugar estava deserto. Um pouco assustador até. Era como se algo estivesse para acontecer, mas deve ter sido só impressão. Nunca acontece nada naquele lugar. Minha imaginação devia estar me pregando peças.

— É animador saber que é capaz de imaginar. — Mas ele parecia distraído, como se algo que ela dissera tivesse lhe chamado atenção. — Está me dizendo que não havia ninguém lá? Que simplesmente entrou, pegou o cavalo e saiu para o deserto?

— Sim. Quem administra os estábulos devia demitir os funcionários, pois eles são bem desleixados. E se um dos cavalos estivesse doente ou algo assim?

— Realmente.

— Em todo caso, fui para o deserto e tomei o caminho da cidade. Só que não era o caminho certo. Tudo parece igual por aqui. E então percebi que estava perdida. Se você não chegasse...

— Estaria morta.

Sua afirmação direta a fez arrepiar-se.

— Muito provavelmente. Mais uma vez, obrigada. Tive sorte de ter me encontrado.

Ele a observou por um longo instante, como se estivesse tomando uma decisão, e então foi até uma bolsa de lona e tirou dela uma túnica. Ao ver que o olhava, estreitou os lábios.

— Melhor olhar para outro lado.

— Por que eu iria querer olhar para outro lado? — O lado endiabrado de Bella assumiu o controle, fazendo-a entrar em um território que deveria evitar. — Tem um corpo fantástico.

Ele se surpreendeu.

—E você faz um jogo perigoso para uma mulher sozinha e desprotegida. Talvez eu não seja um homem com quem seja bom estar presa, habibiti. — A voz dele tornou-se subitamente macia, e havia um brilho de deboche em seus olhos. Ele passou a túnica pela cabeça num movimento fluido, ao mesmo tempo em que tirou a toalha. — Acho que vocês têm um ditado que diz "escapou da panela e caiu em cima do fogo".

Bella ficou nervosa ao vê-lo colocar um punhal nas dobras da túnica.

—É bem verdade que, nas últimas horas, fui assada, frita e flambada. — Mais uma vez sua débil tentativa de humor foi em vão, e ela voltou a deitar-se com a cabeça doendo e a bravura gasta. — Certo, entendi a mensagem. Nada de humor. Mas é de bom-tom pelo menos sorrir quando alguém faz uma piada. — Queria perguntar por que ele precisava de um punhal, mas teve medo da resposta.

Ele contrastava completamente com os homens que ela conhecia. Uma combinação letal de homem indomável com uma sexualidade crua. Um homem de verdade, pensou, distraída com a sombra que enfatizava as linhas fortes de seu maxilar. Era difícil imaginá-lo sentado a mesa de um escritório; mais fácil, imaginá-lo numa luta corpo a corpo com um animal selvagem. Envergonhada de admitir que o achava incrivelmente atraente, Bella pôs as mãos sobre os olhos e deu um gemido. Ela era uma garota urbana e moderna, e ele era um machão lascivo.

O calor devia realmente tê-la afetado.

— Fico surpreso que considere sua situação divertida. Está perdida e não faz a menor ideia de onde está.

— Não estou perdida. Estou com você.

— E isso não a assusta? — Sua voz calma tinha uma ponta de perigo. — Eu poderia representar uma ameaça maior do que estar perdida no deserto. Não há ninguém por perto para ouvir você gritar.

Bella deu uma gargalhada.

— Parece um narrador de filme de terror.

— Só estou mostrando que um pouco de cuidado poderia aumentar sua expectativa de vida.

— Passei a vida em Londres e Nova York. Sei me virar.

O sorriso dele era venenoso.

— Não está em Londres ou Nova York. Está no meio do deserto árabe com um homem que não conhece. E fora dessa tenda há cobras venenosas, escorpiões e areia suficiente para esconder seu corpo inteiro para sempre.

As palavras dele a fizeram se arrepiar, e Bella esfregou os braços com as mãos, cada vez mais alarmada.

— Pare de tentar me assustar. Quer uma mulher histérica em sua tenda?

— Não quero mulher nenhuma aqui.

— Oh... — Bella relaxou um pouco. — Entendi. Você é gay.

Ele fez uma expressão de incredulidade.

Não sou gay. Mas não quero companhia nessa viagem. Valorizo a solidão.

— Verdade? — Ela ficou fascinada. — Quer mesmo ficar sozinho?

— Tempo para refletir é uma benção.

Bella fez cara feia.

— Na minha opinião, reflexão é uma atividade supervalorizada. Prefiro estar entre as pessoas.

— Então, o que fazia em um retiro?

— Fui mandada para lá.

— Por...?

— Olha, temos que falar sobre isso? Já era ruim o suficiente estar lá para ainda ter que pensar sobre isso. Meu cérebro está cansado de se examinar. Sou alérgica à meditação. A vida já é bem difícil sem ter que refletir sobre ela. — Bella o observava servir-se de um copo de água. Seus movimentos eram seguros e confiantes e, embora fosse lindo, era sério demais para ela.

E agora a estava olhando com a mesma expressão desaprovadora que seu pai exibia sempre que a encontrava.

Bella fechou os olhos, sua cabeça latejava cada vez mais.

Ela ouviu seus passos se aproximando.

— A dor de cabeça está muito forte?

— Que dor de cabeça? Não estou com a cabeça doendo. — Preferia morrer a admitir fraqueza para aquele austero deus do sexo. — Nunca me senti tão bem.

— Está desidratada. Beba mais água.

Bella cogitou ignorar seu conselho, mas a dor estava aumentando, então pegou o copo que ele colocara no chão, ao lado da cama.

—Como tem tanta água?

—Vim preparado. Ao contrário de você. Não estou acostumado a repetir perguntas... Quem te mandou para o retiro?

—Meu pai. — Ela tomou outro gole, tentada a perguntar quanto seria preciso beber para curar sua dor de cabeça. — Para eu me encontrar.

—Ao invés disso, você se perdeu. — Seu sorriso sarcástico deixou seu rosto ainda mais bonito, e Bella não conseguia desviar o olhar. Ele era realmente estupendo. Tinha uma desconfortável sensação de que os olhos dele eram ainda mais bonitos que os seus. Se não estivesse com dor de cabeça e ele não fosse tão mal-humorado, estaria interessada.

Um pouco perturbada por essa conclusão, baixou o copo com cuidado para não derramar nada.

—Obrigada por me salvar.

—Não tive escolha. Você surgiu no meu caminho.

Ele a observava da ponta da cama com um ar autoritário.

—Então, quem é você?

Bella arregalou os olhos, mas, dessa vez, de surpresa. Ninguém nunca perguntara quem era. Todos sabiam quem ela era. Aonde quer que fosse, era seguida, fotografada e criticada. Gente que nunca nem a encontrara pensava conhecê-la. Todos tinham uma opinião sobre ela, equase sempre ruim.

Mas ali no deserto seu rosto era desconhecido.

Bella se deu conta de que ninguém sabia onde ela estava. Ninguém a observava. Ninguém estava à espera de que a escandalosa gêmea Swan cometesse um deslize. Os jornalistas provavelmente estavam entediados, se perguntando sobre quem falariam.

Sentindo-se libertada, deu um largo sorriso.

— Sou Kate. E você é...?

— E quem é Angela? E o que é que não quer que ela faça? Lembrada da situação que a levara ao deserto, sua euforia diminuiu.

— Como sabe sobre Ângela?

— Enquanto delirava de febre, você ficou repetindo: "Não Angela, não faça isso." Quem é Angela ?

— Uma pessoa que conheço — Bella sussurrou com o corpo trêmulo. Se perguntava o quanto teria revelado. — O que mais eu disse?

Teria falado sobre sua irmã Alice? Teria dito algo mais sobre aquela noite horrível?

— Nada de especial. Ninguém sabe que foi embora do retiro?

— Não. — Bella lembrou-se da conversa que tivera com Bily. — Mas acho que vão deduzir.

— E vão mandar uma equipe de busca, o que é a última coisa que queremos.

— Concordo! Se me acharem, vão me arrastar de volta para aquela tortura... — Ela estreitou os olhos, como se pensasse sobre o que ele dissera. — Espere um instante. Por que não quer que o encontrem? Isso não lhe incomodaria, a menos que... Não queira que saibam onde está. E, se não quer que saibam disso, significa que as pessoas costumam saber onde está, o que por sua vez significa que ou você é um assassino fugindo da justiça ou alguém importante.

— Ainda não matei ninguém, mas esse momento pode estar chegando. Você tem uma imaginação fértil e fala muito para quem estava inconsciente há apenas alguns instantes.

— Eu me recupero muito rápido. Então, se não é criminoso, deve ser famoso. — Bella dobrou as pernas e apoiou o rosto sobre seus braços, determinada a não demonstrar o quanto se sentia mal. — Você é o sheik, não é? Por isso não quer que saibam onde está.

Percebeu que ele se retraiu. Ele endireitou os ombros e seus olhos ficaram inexpressivos.

— O que sabe sobre o sheik?

— Muito pouco. Mas Bily me disse que você passa uma semana por ano no deserto. — Ela sentiu um leve sobressalto. — É por isso que não quer uma equipe de busca, não é? É sua semana no deserto e não quer que ninguém saiba onde está.

— Está tirando muitas conclusões.

— Todas exatas. Não precisa ficar na defensiva. Sei tudo sobre evitar pessoas. E sei guardar segredo. Vamos fazer um acordo. Eu não digo que o vi, você não diz que me viu.

—Isso não é brincadeira.

—Nem minha dor de cabeça — Exausta pela conversa, Bella desabou na cama e fechou os olhos. — Pare de me olhar. Você é muito mal-humorado. É isso que a meditação faz. Devia tentar pensar menos.

Talvez você devesse tentar pensar mais, assim não entraria nessas enrascadas.

Decidindo que era hora de sair dessa confusão, Bella botou as pernas para fora da cama, levantou-se e caiu vergonhosamente no chão da tenda.

— Ops. Na horizontal de novo, e nem bebi. — Ela continuou fazendo piada, orgulhosa demais para admitir o quanto se sentia mal. Olha, só me indique a direção de "Al sei lá das quantas", e saio de seu caminho. Pode voltar para sua vida e eu para a minha. — Embora não soubesse como iria se virar sem dinheiro. Seu pai cortara sua mesada.

Se estivesse em casa, ligaria para uma revista e se ofereceria para posar para a capa, mas no deserto essa não era uma opção.

Alguém contratava modelos naquele lugar?

E, se o fizessem, não a iriam achar atraente naquele momento. Ele não achava. Mãos fortes a fizeram se levantar.

—Sem forças nem para cruzar a tenda, como espera viajar em segurança?

—Empreste-me um cavalo. Vou ficar bem.

Sentindo-se tonta, Bella procurou algo em que se apoiar. O único objeto sólido parecia ser o peito dele, então o usou. Ao tocar aqueles músculos fortes, foi atravessada por um desejo que a pegou de surpresa.

—Tem um cheiro muito bom. Mas acho que as mulheres dizem isso a você o tempo todo.

Ele disse algo em outra língua e a deixou cair no chão de novo.

— Certo, talvez as mulheres não digam isso o tempo todo.

Ele a repelira. Nenhum homem a repelira antes.

Era sempre o contrário.

Ainda lutando contra a tonteira, ela arriscou uma olhada para ele e se deparou com furiosos olhos verdes.

— Não sabe se comportar.

— Tem razão. — Bella enfiou as unhas nas pernas, lutando contra uma náusea repentina. Oh, Deus, estava doente e presa a um homem com uma atitude ruim e um punhal. — Melhor se livrar de mim. Dê-me um cavalo e vou embora.

Não vou emprestar um cavalo a você.

— Por que não? — Com o orgulho ferido por sua rejeição, Bella desejou ter acesso ao banheiro de Swan Manor. E a seu cabeleireiro. Assim, esse homem arrogante não a rejeitaria. Decidiu que precisava recorrer a um charme extra para compensar seu rosto queimado e seu cabelo arenoso, e lhe deu seu sorriso mais sedutor. — Não precisa de dois cavalos.

— Meu garanhão a mataria em dois minutos, e minha égua é valiosa demais para correr riscos com uma principiante.

Ofendida com seu tom depreciativo, Bella quis confessar que entendia de cavalos, mas decidiu que, quanto menos ele soubesse sobre ela, melhor.

Ela se sentia cada vez mais indisposta e começava a enxergar que estava presa no deserto à mercê de um estranho que a considerava uma ladra de cavalos.

— Só quero voltar para a cidade. Não levaria mais de duas horas.

— Pode levar muito mais que isso. — O tom dele era áspero, e foi até a outra extremidade da tenda visivelmente tenso ao considerar a situação. — Sem um acompanhante, você não conseguiria.

Bella lutou para ficar em pé, parecendo um potro recém-nascido. Ignorando as óbvias dificuldades de bancar a sedutora quando nem conseguia colocar um pé na frente do outro direito, ela foi até ele.

— Por que não me acompanha? — Com a voz falha, ela segurou-lhe o braço e sentiu seu bíceps musculoso.

Ele era forte. Realmente forte.

Sem pensar no que fazia, deslizou os dedos devagar por seu braço, fascinada por sua força física.

Ele respirou entre os dentes e olhou para ela com uma sexualidade crua que a deixou sem ar.

Ocorreu uma química entre eles, e Bella reagiu com um sorriso feminino.

Então, ele não era imune.

Era um incentivo a sua autoconfiança saber que, mesmo sem a ajuda de um cabeleireiro, ainda podia fazer um homem ficar caído por ela.

Você vai me dar o cavalo de presente em um minuto, pensou aliviada, olhando-o por debaixo dos cílios.

Era um olhar que nunca falhava. Mesmo sem rímel, estava otimista do que sua costumeira sedução funcionaria.

—Sei que vai me ajudar — ela disse, decidindo que um machão como ele reagiria melhor a uma abordagem do tipo "fêmea frágil em apuros". Bastava ela tirar vantagem da necessidade dele de sentir-se homem, e flertar a distraía do fato de estar perdida no deserto com um estranho.

Procurando pela frase certa para incentivar um ego frágil, ela deu um sorriso vacilante.

—Eu... não sei se consigo sozinha.

Ele não retribuiu o sorriso.

—Já resgatei você uma vez, não preciso que me diga que não consegue. Cheguei a essa conclusão sozinho.

Bella ficou vermelha de raiva. E agora nem poderia responder que em perfeitamente capaz de se cuidar, senão ele não a ajudaria.

Frustrada, decidiu que era melhor concordar com ele. Os homens gostavam disso, não gostavam? Fazia com que se sentissem inteligentes.

Ignorando a mulher dentro dela, que queria dar um tapa naquele rosto arrogante, ela levantou seus olhos castanhos para ele com uma expressão de desamparo.

—Tem razão — disse com a voz mais patética que conseguiu. — Não vou conseguir. Sou um desastre. — Bella tentou não pensar que seu pai concordaria com essa afirmação, e aumentou sua imagem de vulnerabilidade batendo os cílios.

—Parece estar com algum problema nos olhos? É areia. Se for, é melhor lavá-los.

Bella não conseguiu conter uma gargalhada.

— Então você tem algum senso de humor sob essa aparência severa.

— Não estou rindo.

— Deveria! Faria bem a você! É rabugento demais. Oh, esqueça. Flertar com você é trabalho duro demais — Bella disse irritada, seriamente preocupada em ter perdido seu único talento. — Se não me ajudar, vou sozinha!

— Transformação interessante. De inocente a independente em um piscar de olhos. É muito manipuladora. E lenta para aprender.

Não sou lenta!

— Mas admite ser manipuladora. Interessante. — O sorriso dele não tinha humor. — O único modo de sair viva desse deserto é acompanhada.

— Então, me acompanhe — ela disse com doçura, olhando-o por debaixo dos cílios, mas o olhar dele continuava inflexível.

— É isso que os homens fazem quando os olha assim? Rolam e dizem "sim"?

—A parte de rolar geralmente vem depois do "sim" — Bella disse levianamente, sentindo-se cada vez mais ansiosa. Ele não reage a mim como os outros reagem.

— Sua moral é tão suspeita quanto seu julgamento das coisas.

— Não há nada errado com meu julgamento.

— Escolheu cavalgar pelo deserto. Tal comportamento beira a insanidade. — Bella o olhou consternada, horrorizada ao descobrir que seu nó na garganta voltara.

Seu mundo desabara e parecia ter perdido a única coisa de que sempre tivera certeza. Sua habilidade de atrair os homens. E isso era tudo o que tinha, não era? Era seu talento. Não era inteligente como sua irmã Irina, não era doce e gentil como Renesme, ou prática como Angela...

Tinha olhos castanhos. Cabelos castanhos avermelhados. E essa combinação deixara de funcionar. Sentindo-se extremamente vulnerável, desviou o olhar.

— Olha, você claramente me odeia. Tudo bem, eu não ligo. Mais razão ainda para me acompanhar até a cidade, onde nunca mais vai precisar me ver. Prometo não causar problema...

Ele finalmente riu.

— A palavra problema podia ter sido inventada para você. Está escrita em você inteira.

— Então, o quanto antes me levar para fora de sua vida, melhor— Bella disse esperançosa, e ele sacudiu a cabeça, rindo.

— Simplesmente não consegue, não é? Tem que flertar. Estou tentado a dar a você sete véus só para ver até onde é capaz de ir para conseguir o que quer.

Achando-o atraente demais quando sorria, Bella olhou para ele.

— As mulheres dançam mesmo para você? Usando véus?

— As pessoas fazem tudo que eu quiser — ele disse com a voz macia, e ela sentiu sua barriga se revirar numa série de elaboradas acrobacias.

— Eu não dançaria para você. O sorriso dele era confiante.

— Sou o sheik. Se mandar que dance, vai dançar.

— E se eu me recusar?

Era estranha, ela pensou, aquela combinação de medo e atração.

O sorriso dele desapareceu e ele a olhou com uma intensidade perturbadora.

— Você é obstinada e destemida.

—Absolutamente certo. — Abandonando o papel de mulher desamparada, Bella tentou uma outra abordagem. — Não me quer por perto. Como diz, dou mais problema do que valho. Então, por que não me empresta o cavalo amigável que não vai me matar e me deixa ser obstinada e destemida longe de você?

Olharam um para o outro por um longo momento tenso.

Então ele a surpreendeu segurando-lhe o rosto.

Seus dedos eram fortes e a seguravam com firmeza, e Bella se perguntou se ele conseguiria ouvir o batimento frenético de seu coração.

Seus membros ficaram fracos e pesados, mas ela sabia que essa letargia não tinha nada a ver com sua recente experiência no deserto, e isso a chocou, pois nunca sentira nada pelos homens. Ela os usava como eles a usavam.

—Vou acompanhá-la até a cidade...

Hipnotizada por seus olhos, Bella ficou aliviada.

—Obrigada, é uma pessoa maravilhosa. Soube disso assim que entrou na tenda. Sabia que toda aquela história de guerreiro assustador era só atuação. E aquele punhal é obviamente ornamental. Aposto que nem está afiado...

—Sempre interrompe as pessoas?

— Frequentemente... — Bella tomou fôlego, distraída pela beleza de seus olhos. — Desculpe, o que dizia? Oh, sim... interromper... É um de meus defeitos. Mas estou trabalhando nisso.

— Então, vai ter que trabalhar mais duro. — Traçou um círculo no queixo dela com o polegar. — Eu dizia que vou levá-la até a cidade...

— Eu ouvi. E eu... — Bella sentiu os dedos dele cobrirem seus lábios, e seu corpo reagiu de imediato.

— No final de minha estada aqui — ele disse, com um brilho zombeteiro nos olhos. — Uma vez por ano tenho a oportunidade de estar sozinho. Não vou renunciar a esse luxo por ninguém. Não vou mudar meus planos por uma mulher.

Bella fez um som, mas ele continuava a cobrir seus lábios.

— O que lhe dá duas opções — ele disse, numa voz enganosamente gentil. — Ou vai a pé, e calculo que estará morta em uma hora, ou fica aqui comigo e espera que eu a acompanhe até Al-Rafid.

Consegui finalmente ler os comentários por e-mail . Obrigada por me darem um pouco do tempo de vocês.

Bjss e até o próximo!